31 de dezembro de 2017

Caixa de Correio #70 - Adios, 2017!

Última caixinha pra fechar o ano de um jeito bastante satisfatório mesmo que eu tenha ficado atolada e ainda tenha várias pendências pra dar conta. Como sempre, desde que Vitória nasceu, Dezembro é o mês mais corrido da minha vida e acabo não conseguindo ter o devido tempo que gostaria, mas até que fui bem levando em consideração todo o sufoco que ando passando.

Bora dar uma espiada no que recebi:

25 de dezembro de 2017

Wishlist #24 - Funkos de Home Alone

Quem cresceu sem assistir Esqueceram de Mim e suas eternas reprises em toda véspera de Natal não sabe o que foi infância feliz! O filme do garotinho esquecido em casa, que precisa lidar com dois bandidos idiotas que querem assaltar sua casa, se tornou um clássico, e eu não via a hora de virarem Pops! E nota pros detalhes deles, que são divos:



22 de dezembro de 2017

Tudo Junto e Misturado - Ann Brashares

Título: Tudo Junto e Misturado
Autora: Ann Brashares
Editora: Seguinte
Gênero: Jovem Adulto/Romance
Ano: 2017
Páginas: 336
Nota:
Sinopse: Sasha e Ray sempre passam o verão na velha casa de férias da família. Desde pequenos, os dois dividiram muitas coisas - leram os mesmos livros, correram pela mesma praia, comeram pêssegos colhidos na mesma fazenda, tomaram café da manhã sentados à mesma mesa. Até dormiram na mesma cama, mas nunca ao mesmo tempo. Afinal, eles jamais se encontraram. O pai de Sasha um dia foi casado com a mãe de Ray, e juntos tiveram três filhas: Emma, Quinn e Mattie. Mas o casamento acabou, deixando para trás apenas rancor e ressentimentos. Os dois casaram de novo e formaram novas famílias, mas nenhuma delas pretende desistir da casa de praia, muito menos compartilhá-la. Até este verão. As vidas de Sasha e Ray estão prestes a se cruzar - e, com tudo junto e misturado, as famílias vão mudar para sempre.

Resenha: Quando o casal Lila e Robert se separa de forma muito conturbada, eles passam a compartilhar as três filhas que tiveram, Emma, Quinn e Mattie, e também a casa de praia da família que ninguém quer abrir mão.
Depois de se separarem, eles construíram novos relacionamentos, e com isso tiveram outros filhos. Lila e Adam tiveram Ray, Robert e Evie tiveram Sasha.
As famílias revesam a casa durante as férias. Quinze dias pra cada um. Ray e Sasha sempre passam o versão na casa de praia desde pequenos e sempre dividiram tudo que a casa oferece, mas nunca ao mesmo tempo, afinal, eles nunca sequer se encontraram.
Até que, aos dezessete anos, o caminho deles se cruza...

Antes da história começar a autora deixa informações sobre os núcleos familiares assim como os cenários onde tudo se passa, e isso facilita a identificação de cada personagem.
O livro é narrado em terceira pessoa através de pontos de vista dos diferentes personagens, com muitos diálogos e descrições que colocam o leitor bem próximo aos acontecimentos. A autora também tem um estilo diferente para escrever e muitas situações são descritas de uma forma delicada e cheia de sensibilidade que deixa o leitor fazer algumas deduções sobre a cena.

De cara eu logo pensei que a história abordaria um relacionamento entre os "não irmãos" Sasha e Ray e o alvoroço que isso causaria na família, mas percebi que não é isso, não. A curiosidade que um tem pelo outro já vinha desde o passado, quando eles cresceram juntos e acompanharam o outro através de objetos e memórias gravadas na casa de praia e especialmente no quarto que dividem.
Assim como numa família comum, os personagens são reais, têm segredos, problemas grandes e pequenos, manias, e, como todo mundo, não são perfeitos, e seus sentimentos muitas vezes ficam confusos quando sentem raiva, ciúmes ou alegria de terem irmãos e meio-irmãos.

Não sei se a leitura me pegou de jeito quando eu mesma posso dizer que minha família não é tão tradicional assim e também passou por problemas com separação. Minha mãe e meu pai não se falam e quando ela se casou de novo eu tinha três aninhos. Aos oito soube que ganharia uma irmãzinha, desde então a família cresceu e agora sou a mais velha de quatro! E assim como acontece na vida real, a autora trouxe na ficção os conflitos pelos quais os filhos passam quando os pais se separam, e os novos que vêm quando ganham irmãos, e posso dizer que mesmo entendendo o lado da minha mãe, que tem a vida corrida e se estressa quando meus irmãos mais novos não dão sossego pra ela, eu às vezes sinto que fico de lado por não ganhar tanta atenção quanto eles, mesmo que eu entenda que eles são menores e muito mais dependentes. Por isso consegui me identificar com uma parte da história e em alguns momentos fiquei emocionada a ponto dos olhos ficarem cheios de lágrimas, porque entendi que por mais problemas que possam existir numa família, independente dela ter "crescido para os lados", que o amor incondicional é um sentimento que sempre estará presente ao meu redor.

Pra quem gosta de histórias que envolvem a família e o relacionamento, muitas vezes bastante complexo, entre os membros, Tudo Junto e Misturado é leitura curiosa, emocionante. divertida e muito indicada.

21 de dezembro de 2017

Só Escute - Sarah Dessen

Título: Só Escute
Autora: Sarah Dessen
Editora: Seguinte
Gênero: Jovem Adulto/Romance
Ano: 2017
Páginas: 352
Nota:
Sinopse: Para encarar a verdade, você precisa estar disposta a ouvi-la.
Ano passado, Annabel era a típica “garota que tem tudo” - inclusive era esse o papel que interpretava no comercial de uma loja de departamentos da cidade. Este ano, porém, ela é a garota que não tem nada: não tem mais a amizade de Sophie; não tem uma família feliz desde a descoberta do distúrbio alimentar de uma de suas irmãs; e não tem ninguém com quem passar a hora do almoço na escola. Até conhecer Owen Armstrong.
Alto, misterioso e obcecado por música, Owen é um garoto que vivia se metendo em brigas, mas agora está tentando mudar. Um de seus novos lemas é sempre falar a verdade, não importa qual seja, e jamais guardar ressentimentos.
Será que com a ajuda desse amigo inesperado Annabel vai conseguir encarar a verdade e enfrentar o que aconteceu na noite em que brigou com Sophie?

Resenha: Annabel Greene é a mais nova de três irmãs. As três trabalham como modelos estampando anúncios pela cidade desde crianças, e com pais que se dão tão bem, todos que olham de fora tem a visão de uma família feliz com a vida perfeita.
Mas as coisas nem sempre são o que aparentam ser... No fundo, mesmo que ela tenha tudo o que qualquer pessoa sonharia ter, Annabel quer abandonar essa carreira, mas não o faz para não desagradar a mãe. Desde que perdeu a avó, a mãe concentrou toda a sua atenção no trabalho das filhas como forma de superar o luto, e a garota não quer causar maiores transtornos afrontando ninguém, mesmo que isso signifique abrir mão do que a faz feliz.
Até que algo de muito ruim acontece na festa de final de ano no colégio com Annabel, ruim o bastante para provocar uma enorme trauma na garota, e ela, sempre escondendo seus sentimentos para não "incomodar", não faz nada a respeito e prefere guardar tudo para si mesma. E como se isso já não fosse pesado o suficiente, Annabel está completamente sozinha e sem amigos com quem contar. Até conhecer Owen Armstrong, um garoto da escola bem misterioso, que adora música e faz de tudo para se afastar de confusões, já que antes vivia se metendo em brigas. O lema de Owen é sempre falar a verdade, e nunca guardar rancor dentro de si, e a aproximação dos dois vai fazer com que Annabel permita escutar o próprio coração.

Sarah Dessen se tornou uma das minhas autoras favoritas da vida devido a sua habilidade sem igual de construir histórias familiares viscerais e realistas. Os personagens são gente como a gente, enfrentam problemas e dilemas típicos da vida, e acabam representando conhecidos, amigos, familiares, ou nós mesmos...

Narrado em primeira pessoa, Annabel discorre sobre seu dia a dia e intercala os fatos com alguns flashbacks que ajudam o leitor a não apenas se aproximar mais da personagem, como a conhecer melhor seu núcleo familiar e os motivos que levaram a personagem sempre guardar seus sentimentos e pensamentos para si. Inicialmente a narrativa é lenta de forma a ambientar o leitor naquela realidade, mas quando menos percebemos a história já ganhou o devido ritmo e só queremos continuar lendo sem parar pra saber o que diabos causou aquele trauma em Annabel, e não apenas isso, como também acompanhar a história de Owen e tudo o que ele tem a oferecer e ensinar, tanto para Annabel, quanto para o próprio leitor.

Por mais que ele tenha passado por vários problemas e ainda esteja aprendendo a controlar sua raiva, ele é um grande exemplo de perseverança e força de vontade, mostrando que ter sentimentos negativos é algo que faz parte da vida, mas cabe a nós aprendemos a lidar com isso para que a raiva seja canalizada de uma forma que não afete outras pessoas. E vindo dele, que era uma pessoa bem agressiva, é uma grande lição.

Já Annabel é aquele tipo de personagem que aguenta tudo calada, e o desenvolvimento da história mostra que ela é cheia de camadas e bastante complexa no que diz respeito aos seus sentimentos. Tudo o que ela apresenta ao leitor através de seu ponto de vista é passível de julgamentos, e acho que a pegada da autora foi exatamente aí, pois dessa forma fica a mensagem de que jamais devemos julgar alguém quando não sabemos o que se passa (e geralmente ninguém nunca sabe...).

A história toca em temas atuais e delicados sem rodeios, mostrando o cotidiano de forma natural, com problemas reais e a forma que todos estão lidando com isso. Uma das irmãs de Annabel sofre de anorexia, e esse é mais um tema grave que a autora tratou de abordar com clareza e com o peso suficiente para comover e fazer refletir, mas ainda com a devida sensibilidade.
Acredito que o que mais me comoveu durante a leitura desse livro foi a ideia de que, na maioria das vezes, a maior ajuda que alguém pode dar a uma pessoa que se sente isolada e está cheia de problemas é ouvi-la. Sem interrupções, sem julgamentos... Só ouvir e nada mais. Ás vezes é tudo o que alguém precisa pra se sentir melhor.

Só Escute é um livro sensível, que emociona, que faz refletir e que enaltece o poder de se ter um ombro amigo quando o mundo parece ter nos dado as costas.

20 de dezembro de 2017

A Zona Morta - Stephen King

Título: A Zona Morta
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Suspense
Ano: 2017
Páginas: 480
Nota:
Sinopse: Depois de quatro anos e meio, John Smith acorda de um coma causado por um acidente de carro. Junto com a consciência, o que John traz do limbo onde esteve são poderes inexplicáveis. O passado, o presente, o futuro – nada está fora de alcance. O resto do mundo parece considerar seus poderes um dom, mas John está cada vez mais convencido de que é uma maldição. Basta um toque, e ele vê mais sobre as pessoas do que jamais desejou. Ele não pediu por isso e, no entanto, não pode se livrar das visões. Então o que fazer quando, ao apertar a mão de um político em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo?

Resenha: John Smith é um cara comum que leva uma vida comum. Ele é professor e está feliz em seu novo relacionamento com Sarah, também professora. Até que numa noite de sorte, ele ganha uma bela grana na Roda da Fortuna do parque de diversões, mas, mais tarde, ao deixar Sarah em casa e ir embora, ele sofre um acidente no táxi e entra em coma. Quase cinco anos depois, para a surpresa da família, já esgotada após tanto tempo, e dos médicos desesperançosos, Johnny acorda. Porém, ele acaba percebendo que não foi só o mundo que sofreu alguns avanços nesse tempo e mudou. Sarah seguiu com a vida, mas ele também está diferente: a zona morta, a área do seu cérebro que foi afetada, lhe deu alguns "poderes". Um simples toque em alguém, ou em algum objeto pertencente a uma pessoa, ele consegue ver o passado, o presente, e o futuro... Tal dom acabou desencadeando uma fama indesejada a John, pois todos passaram a ficar atrás dele, seja querendo saber do futuro, ou acusando-o de ser uma fraude. O problema se agrava ainda mais quando John conhece Greg Stillson, um candidato a deputado que faz qualquer coisa pra conseguir alcançar seus objetivos. A visão de John é de um futuro terrível caso Stillson consiga o que quer. O que John fará com seu dom (ou seria uma maldição?) e como ele irá lidar com o fato de um possível fim do mundo?

O livro é narrado em terceira pessoa e a história se desenvolve de forma bastante ampla, com muitos detalhes e descrições acerca de cenários, personagens e emoções. Penso que o excesso de descrições pode ajudar alguns leitores a se situarem melhor e a "encarnarem" o personagem, e por mais que a história tenha sido maravilhosamente bem escrita, bem fluída e prenda a nossa atenção, achei cansativa e um pouco arrastada em alguns pontos pois a impressão que fica é que o autor não tem pressa alguma para trabalhar e se aprofundar em todos os aspectos da história que quer apresentar aos leitores. O livro é extenso, gradual e lento, e isso requer uma boa dose de paciência.
Fora isso, a trama é carregada de tensão e a imersão na leitura é tanta que suas quase 500 páginas não demoram nada a serem devoradas.

O livro, publicado pela primeira vez em 1979, foi relançado agora em 2017 pela Suma de Letras sob novo projeto gráfico. A capa combina com os demais livros assinados pelo autor e, embora seja simples, representa bem um dos elementos da trama.

A Zona Morta é um livro que, mesmo que já tenha quase quarenta anos, consegue ser bastante atual no que diz respeito aos elementos e as discussões relevantes que pode trazer. A história tem um pé no drama e no sobrenatural devido ao dom do protagonista e seus dilemas, mas o misto que faz com os demais assuntos faz dela algo plausível e digna de reflexão, abordando questões que vão desde a corrupção política até o fanatismo religioso sem que nada se confunda e nenhum tema passe por cima do outro.

Esse foi o primeiro livro do mestre King que li, e só posso dizer que a experiência além de incrível, me fez pensar além acerca do governo e do funcionamento da sociedade. Livro mais do que indicado.

19 de dezembro de 2017

O Bazar dos Sonhos Ruins - Stephen King

Título: O Bazar dos Sonhos Ruins
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Suspense/Terror/Contos
Ano: 2017
Páginas: 528
Nota:
Sinopse: Mestre das histórias curtas, o que Stephen King oferece neste livro é uma coleção generosa de contos – muitos deles inéditos no Brasil. E, antes de cada história, o autor faz pequenos comentários autobiográficos, revelando quando, onde, por que e como veio a escrever (ou reescrever) cada uma delas. Temas eletrizantes interligam os contos; moralidade, vida após a morte, culpa, os erros que consertaríamos se pudéssemos voltar no tempo... Muitos deles são protagonizados por personagens no fim da vida, relembrando seus crimes e pecados. Outros falam de pessoas descobrindo superpoderes – como o colunista, em “Obituários”, que consegue matar pessoas ao escrever sobre suas mortes; ou o velho juiz em “A duna”, que ainda criança descobre uma pequena ilha onde nomes surgem misteriosamente na areia – nome de pessoas que logo morrem em acidentes bizarros. Em “Moralidade”, King narra a vida de um casal que vai se despedaçando quando os dois mergulham no que, a princípio, parece um vantajoso pacto com o Diabo. Incríveis, bizarros e completamente envolventes, essas histórias formam uma das melhores obras do mestre do terror, um presente para seus Leitores Fiéis.

Resenha: O Bazar dos Sonhos Ruins é uma coletânea de vinte contos escritos por Stephen King e além de terem uma breve explicação que os antecede acerca do motivo de terem sido escritos, trazem temas relevantes e que permeiam o universo de suspense e terror dos quais o mestre faz parte, e claro, com o toque sobrenatural que faz parte de suas obras na maioria das vezes.
O autor fala sobre sua necessidade de escrever histórias curtas visando agradar seu "Leitor Fiel" e num misto de horror, drama, suspense e humor, o presenteia com esta antologia que, de fato, surpreende ao trazer tramas que abordam a morte e muitas de suas vertentes, assim como os demais sentimentos que sempre a rodeiam, evidenciando os aspectos e as consequências da perda e o sentido da própria vida.
A maioria dos contos são narrados em terceira pessoa e são bastante fluídos. Por serem independentes, sequer precisam ser lidos na ordem. Alguns são demasiados curtos ou terminam sem um final propriamente dito, o que pode ser um pouco frustrante para os leitores que se conectaram com a história e anseiam por mais.

Não acho necessário discorrer sobre cada conto em particular pois como são curtos, falar demais sobre cada um deles pode acabar estragando a surpresa. Alguns acabam ganhando mais destaque por chamarem mais a atenção devido ao teor da trama que é bem mais interessante do que os demais...
Milha 81 é a história é sobre um garotinho de dez anos, Pete, que quer viver uma grande aventura. Assim, cheio de coragem, ele adentra uma área abandonada munido de uma lupa e quando encontra um carro e duas crianças descobre que há um "monstro" alí. As referências deste conto são ótimas e por mais diferentes que sejam entre si funcionam muito bem no conjunto criado por King.
Garotinho Malvado faz o leitor imergir na história de um presidiário que fora condenado à morte, mas antes de cumprir sua pena decide fazer um relato sobre o crime que cometeu. Ele descarregou uma arma em um menino aparentemente inocente e desde então vive atormentado. Ler histórias que envolvem crianças diabólicas é uma experiência bem aterrorizante...
Como um diferencial, King deixa o leitor um passo a frente dos acontecimentos. Em Indisposta, já sabemos o que vai acontecer, mas ainda assim somos surpreendidos com o destino do protagonista, um publicitário que está enfrentando problemas no trabalho enquanto sua esposa permanece indisposta após ficar doente.
Em A Duna, sempre que um juiz aposentado vê um nome em uma duna, a pessoa morre. Ele faz o relato dos acontecimentos a um advogado e o final da história é incrível.
Obituários foi um dos meus favoritos, principalmente por me lembrar Death Note. Um jornalista começa a inventar e escrever obituários pra um site de fofocas até perceber que o que ele escreve acontece mesmo.

Enfim, com ou sem elementos sobrenaturais, em primeira ou terceira pessoa (ou combinando as duas), King constrói situações cotidianas, nostálgicas e que remetem aos clássicos, inesperadas ou previsíveis, que abordam a moralidade, perseverança, que trazem segredos obscuros, que falam sobre a sexualidade, vícios, poder e controle, preconceitos, sobre dar valor aos pequenos grandes momentos da vida, e até sobre brigas bizarras entre vizinhos que se odeiam.

O Bazar dos Sonhos Ruins é uma boa pedida pra quem ainda não conhece e quer ter um gostinho de como são as histórias de Stephen King. O livro traz contos com elementos de vários gêneros diferentes e com certeza vai agradar e surpreender os leitores ao ponto de torná-los fiéis.

18 de dezembro de 2017

Sangue por Sangue - Ryan Graudin

Título: Sangue por Sangue - Lobo por Lobo #2
Autora: Ryan Graudin
Editora: Seguinte
Gênero: Jovem Adulto/Fantasia
Ano: 2017
Páginas: 440
Nota:
Sinopse: Para o Terceiro Reich, a Segunda Guerra Mundial pode ter acabado, mas para a resistência a luta está apenas começando. Yael é sobrevivente de um campo de extermínio e tem uma habilidade especial: é uma metamorfa, capaz de mudar a aparência física e assumir a forma de qualquer pessoa. Ela também é uma garota em fuga - o mundo acabou de vê-la atirar e matar Adolf Hitler. Yael é a inimiga número um da Germânia e de seus aliados, e vai precisar se infiltrar no território inimigo mais uma vez se não quiser pagar com o próprio sangue. Em meio a segredos sombrios acompanhados por verdades obscuras, apenas uma pergunta paira na mente de todos do grupo de Yael: o quão longe você iria por aqueles que ama?

Resenha: Depois de apresentar uma trama inquietante com uma realidade alternativa onde Hitler e o Eixo venceram a Segunda Guerra Mundial tornando o mundo totalmente desolado, Ryan Graudin dá continuidade à saga de Yael, a jovem judia capaz de mudar o rosto devido às suas habilidades metamorfas que sobreviveu a um campo de extermínio e teve como missão matar Adolf Hitler. O ditador havia implantado a Tour do Eixo, uma corrida de motocicleta em que o vencedor se encontraria com ele em pessoa no Japão.

Em Sangue por Sangue, a história parte de onde parou no livro anterior. O dito encontro seria o momento ideal para por um fim na vida de Hitler, e assim a resistência teria forças para acabar com o terror imposto pelos nazistas. Porém, a tentativa de Yael, depois de assumir o rosto de Adele, não é bem sucedida e a jovem, além de ter o disfarce revelado, se torna inimiga nº 1 da Germânia correndo risco de vida. Mas o alvoroço que o tiro de Yael causou, desencadeou esperança e força por parte da resistência pela Europa. Em ritmo de fuga, Luka, que venceu a Tour, segue a garota que agora precisa contar com a ajuda dos rebeldes para escapar e conseguir cumprir sua missão. Mas tudo isso se torna ainda mais complicado quando ela não sabe em quem pode confiar, e num mundo onde é muito fácil se deixar corromper pelo sistema, como é possível acreditar na lealdade alheia?
Ao se unir com Luka e Felix (o irmão de Adele a quem Yael se transforma para seguir com a missão), eles seguem fugindo, cada um com seu próprio objetivo. E embora ela queira trabalhar sozinha, a atração que Luka desperta nela e a culpa por ter envolvido a família de Felix na confusão, não permitem.

Narrado em terceira pessoa e com pontos de vistas que se alternam entre Yael, Luka e Felix, acompanhamos uma trama eletrizante, cheia de reviravoltas e descobertas incríveis.
Aqui a autora não poupa o leitor do sofrimento. A história é envolvente e apresenta elementos cruéis e dolorosos o suficiente para nos imaginarmos num mundo oprimido e comandado por nazistas, independente de haver toques de fantasia ou não. Os fatos envolvendo situações reais da História ainda colocam uma carga emocional maior na trama e isso torna a história ainda mais empolgante, onde é impossível não torcer pela protagonista.

O único ponto que eu ainda não decidi se valia a pena estar alí é sobre o romance entre Yael e Luka. Não sou muito fã dessas histórias de amor que surgem do nada em meio ao caos pois não me soam muito convincentes. Claro que eles tem seus méritos e ganham destaque por tudo o que viveram, e foi relevante Luka se revelar um aliado valioso pra garota quando ele descobriu os podres dos nazistas depois de encarnar um modelo da raça ariana, mas acho que, mesmo que ele tenha usado o sentimento por Yael como motivo para ajudá-la a destruir o império nazista, pendi pro lado da história de vida de Yael e da amiga, Miriam. Elas tiveram experiências terríveis, conviveram com a pior escória da sociedade e viram de perto o horror e todas as crueldades que alguém é capaz de fazer, mas ainda assim não foram corrompidas por essa imundície e seguiram firmes na missão de acabar com Hitler. E justamente por trabalhar uma amizade tão intensa e verdadeira qualquer ponto que não tenha sido tão positivo pra mim acabou passando batido.

Felix é um personagem difícil pois por mais que seja fácil compreender sua fome de vingança, suas atitudes são questionáveis e acho que ele poderia ter tido um rumo diferente na história como forma de redenção.
São personagens que possuem suas falhas, como qualquer ser humano normal, onde cada um tem sua história de vida e onde cada erro, embora seja passível de julgamentos, é justificado de forma que o que resta ao leitor é sentir empatia e compreender cada atitude e escolha feita por eles.

Pra quem tem curiosidade de saber como o mundo seria se a Segunda Guerra Mundial não tivesse acabado através de uma trama fantástica e imperdível, Sangue por Sangue é leitura mais do que recomendada, principalmente porque a ideia de que a esperança é a última que morre, mesmo que o caminho seja sombrio e tortuoso, fica mais do que evidente.

16 de dezembro de 2017

O Fio Dourado - Cornelia Funke

Título: O Fio Dourado - Reckless #3
Autora: Cornelia Funke
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia/Juvenil
Ano: 2016
Páginas: 370
Nota
Sinopse: Jacob Reckless continua viajando para o Mundo do Espelho através do portal que encontrou tempos atrás no escritório abandonado do pai. O garoto é reconhecido nesse lugar mágico graças à sua fama de melhor caçador de tesouros de todos os tempos, mas o preço por se envolver com os dois mundos pode ser alto demais... e está prestes a ser cobrado - inclusive de Will, seu irmão mais novo, e de Fux, a companheira transmorfa por quem Jacob nutre sentimentos que vão além da amizade. Quando Will atravessa o portal em busca de uma cura para a misteriosa doença que atingiu sua namorada, Jacob e Fux vão atrás dele até o leste do Mundo do Espelho, terra de baba yagas, exércitos de ursos e tzares. Enquanto isso, um ser que conhece nosso mundo tão bem quanto o do espelho os observa de longe, pronto para se vingar.

Resenha: O Fio Dourado é o terceiro volume da série Reckless. A série é sobre as aventuras vividas por Jacob, que descobriu um espelho mágico que o transporta para um mundo de fantasia cheio de perigos e mistérios, e lá ele procura pelo pai desaparecido.

Depois dos acontecimentos que se passam nos volumes anteriores, o leitor já sabe que Jacob ficou fascinado pelo novo mundo que descobriu e que sua preferência por ele não é um segredo. Lá ele ficou conhecido como um caçador de tesouros, fez inimigos, rompeu maldições, correu perigo de vida e fez amizades, uma delas tão importante que está se tornando algo mais...
Quando Will, o irmão de Jacob, atravessa para o Mundo dos Espelhos buscando uma cura para Clara, sua namorada, Jacob e Fux vão atrás dele, e eles embarcam numa missão envolvendo inclusive o acordo feito com o Jogador, que se tornou uma dívida que Jacob deve pagar por ter salvado seu irmão de uma maldição. A dívida agora será cobrada e o preço a se pagar é inimaginável...
E ao lado de Fux, sua amiga companheira e fiel, Jacob terá que partir nessa missão desvendando mistérios, alguns inclusive sobre o paradeiro de seu pai, e enfrentando perigos, mas o que ele não esperava era ser vigiado por alguém que além de estar no mundo real para conseguir atingir seus objetivos, não é nada amigável e deseja vingança.

Eu gosto da série, adoro a escrita e as ilustrações da autora, assim como esse universo fantástico que é enorme e renderia histórias a se perder de vista, mas senti que a trama está sendo empurrada com elementos desnecessários. Sinto como se ela já tivesse chegado ao clímax e agora voltou ao ponto onde Jacob tenta salvar Will outra vez, mesmo que com algumas diferenças no rumo da coisa.
O mundo é rico em detalhes, os personagens são muito complexos e a forma como são construídos tem um toque "especial" que não é fácil de ignorar. É como se os livros da autora tivessem camadas e mais camadas envoltas por segredos que jamais serão revelados ou explicados, e assim, os leitores tem que aprender a conviver com esse estilo de narrativa e com a ideia de embarcarem numa viagem fantástica sem que tudo fique esclarecido. Algumas coisas simplesmente acontecem por que sim, e a autora não se preocupa em dar explicações sobre quando, onde ou o porquê de tudo, e mesmo assim é possível se sentir em meio a um conto de fadas recheado de mistérios e muito encanto.

O toque de romance inserido pela autora ganhou mais espaço e fica bem perceptível que Jacob e Fux estão tentando lidar com os próprios sentimentos recém descobertos, e isso acaba causando uma boa tensão entre eles. Os dois juntos formam uma dupla que funciona bem e de forma geral é bem bacana de acompanhá-los, mesmo que Jacob faça algumas coisas que a deixam magoada. Por ser fiel, ela está ao lado dele para o que der e vier e enfrenta tudo de cabeça erguida sem que haja aquela impressão de que ela é submissa. Ela ganha o devido espaço e fica claro que se não fosse por ela e a forma como ela influencia Jacob, as coisas jamais teriam ido pelo caminho que foram e poderiam estar muito piores para o rapaz.
Os personagens são bem construídos e carismáticos e os secundários são importantes para a história.
A Fada Escura é uma daquelas personagens odiosas mas é trabalhada de uma forma que é possível compreender suas motivações e até sentir um pouco de compaixão por tudo o que ela já passou.

As ilustrações que antecedem os capítulos são lindas, com traços delicados e que representam a cena descrita muito bem. De forma geral o projeto gráfico é lindo, se encaixa no padrão de capaz e diagramação dos demais e só tenho elogios.

Diferente dos volumes anteriores, este, por mais que traga aventuras e perigos, não tem tanta ação e fica focado sobre os sentimentos dos personagens, evidenciando que o amor é algo cuja força pode tanto elevar uma pessoa como também pode destruí-la, depende de como é usado. E isso acaba dando à história uma carga dramática que não existiu anteriormente.
O fio dourado é um elemento da trama que representa o que liga duas almas uma na outra, e o risco desse fio ser cortado pode representar algo irreversível e o título do livro não poderia ser melhor por causa disso.

Enfim, pra quem gosta de fantasia, a série é muito indicada pois proporciona ao leitor uma aventura incrível num mundo rico e super criativo.

15 de dezembro de 2017

O Beijo Traiçoeiro - Erin Beaty

Título: O Beijo Traiçoeiro - Traitor's #1
Autora: Erin Beaty
Editora: Seguinte
Gênero: Jovem Adulto/Fantasia
Ano: 2017
Páginas: 440
Nota:
Sinopse: Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama - e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

Resenha: Sage Fowler foi criada pelo pai em meio a natureza e aos pássaros livres, e ela se sente tão livre quanto. Diferente das garotas da sua idade, Sage não se importa e nem se preocupa com vestidos ou maquiagem. O que lhe interessa é a liberdade, é andar a cavalo, usar calças e se aventurar por aí.
Porém, desde a morte dos pais ela mora com os tios, e por gostar muito de ler e estudar, ela dá aula para os primos. Tudo munda quando Sage descobre que seu tio queria enviá-la para a Darnessa, a casamenteira, para que ela arrumasse um marido, mas se casar não estava nos seus planos... E isso fica claro quando a casamenteira percebe que Sage não nasceu para ser a noiva ideal. Seu temperamento é difícil e ela não seria aceita por ninguém desse jeito, e restou a casamenteira propor que ela se tornasse sua aprendiz, acompanhando as noivas para o Concordium, um evento para que as grandes famílias firmassem uniões, disfarçada de noiva. Dessa forma Sage poderia observar as moças e ajudá-las a encontrar maridos que combinem com elas. Na verdade o que Sage queria era estudar, mas sem outras opções, ela acaba cedendo e aceita a oferta da Darnessa.

Quando Sage e as noivas partem para a capital, inesperadamente elas são escoltadas por soldados que por algum motivo receberam ordens de acompanhá-las durante a viagem. Ela fica encarregada de mais uma tarefa: observar e tomar nota sobre os soldados.

O que ninguém esperava era que, após uma suspeita de conspiração, o Capitao Quinn e seus soldados foram designados a escoltar as noivas para observá-las de perto, e ao se aproximar da "noiva" que vive fazendo anotações, fica evidente que ela esconde alguma coisa, despertando a curiosidade e fazendo com que eles se questionem sobre ela ser uma espiã enviada pelos inimigos ou não.
E assim, quando o caminho de Sage se cruza com o dos soldados, ela receberá uma proposta onde terá um novo papel para interpretar, mas sentimentos são despertados e as consequências para suas descobertas não serão tão simples assim.

A narrativa é muito envolvente e flui muito bem. Há aquele ar de mistério enquanto a história vai se desenrolando com agilidade, e as mais de 400 páginas passam voando.
Os personagens tem personalidades fortes e são bem diferentes um do outro, e mesmo que os protagonistas ganhem mais espaço e tenham seus pontos de vista trabalhados, os demais personagens não ficam atrás, sendo capazes de se divertirem e até se identificarem com suas histórias.
Sage é inteligente, pé no chão, teimosa e não aceita ninguém tomando decisões por ela, e por esses e outros motivos ela acaba sendo uma heroína que não é só apaixonante, mas um grande exemplo de empoderamento feminino, ainda mais em meio aquela época. Mesmo naqueles tempos medievais, é possível surgir alguém que decida o futuro, indo contra os costumes e seguindo o próprio caminho, mesmo que seja necessário abrir mãos de algumas coisas para conseguir.

Por ser o primeiro livro da duologia, não espere por um final fechado que dá explicações para tudo o que ficou em aberto. Resta aguardarmos o próximo, ansiosos por mais deste universo encantador.

Pra quem procura por um livro que envolve intrigas, espionagem, agentes infiltrados, estratégias militares, reviravoltas incríveis e, de quebra, um romance bonito e muito fofo entre personagens marcantes e admiráveis, é leitura mais do que indicada.

14 de dezembro de 2017

A Prisão do Rei - Victoria Aveyard

Título: A Prisão do Rei - A Rainha Vermelha #3
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Gênero: Jovem Adulto/Fantasia
Ano: 2017
Páginas: 552
Nota:
Sinopse: Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira. Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.

Resenha: Depois dos acontecimentos bombásticos que se passaram em Espada de Vidro, temos Mare submissa, constantemente humilhada e à mercê de Maven, que enfim, se tornou rei. Atormentada pelas decisões que tomou, sem esperanças de escapar e sem seu poder de eletricidade, ela passa os dias presa e agoniada por saber que Maven quer continuar mantendo Norta sob controle, exatamente como Elara queria.
Enquanto isso, a Guarda Escarlate espera, treina e expande seu exército para se preparar para a guerra que está por vir, e entre eles está Cal, o prateado exilado que vai fazer de tudo para trazer Mare de volta.

Eu já não sei mais como lidar com as reviravoltas e com os conflitos que a autora cria para acabar com o coração dos fãs. O sofrimento de Mare é uma dessas coisas, e o que ela é obrigada a fazer enquanto é prisioneira é arrasador. Estar rodeada de prateados que anulam seu poder parece o fim, mas causar intrigas foi a única ideia que ela teve para tentar mudar as coisas. Assim, onde havia lealdade agora há dúvidas, e, nesse jogo de poderes, com alianças comprometidas, o rei fica enfraquecido.
E é disso que todos precisavam para que algo de bom acontecesse com essa gente oprimida. Por mais que as batalhas sejam alucinantes e pessoas morram, elas são necessárias para um bem maior no futuro.
Os personagens passam por transformações pessoais incríveis e tem pontos delicados revelados de forma que o leitor possa tentar compreender suas atitudes e decisões, mostrando o quanto são complexos e bem construídos, sejam mocinhos ou vilões. E a ideia de, dessa vez, dar voz a outros personagens enriqueceu a história dando novos pontos de vistas ao leitor para os acontecimentos. E destaque especial para Evangeline, que também dá a sua visão dos fatos para a narrativa e mostra que tudo é bem diferente do que imaginamos, por mais odiosa que seja.

Apesar das cenas pontuais que quase deixam o leitor sem fôlego, tamanha a adrenalina e ação, basicamente a autora mostra Mare e sua rotina de prisioneira, focando em questões psicológicas, e isso acaba quebrando um pouco daquele ritmo intenso que eu já estava acostumada pelos volumes anteriores. A política entre os reinos é bem trabalhada e isso explica bastante como as coisas funcionam para que o leitor fique por dentro do significado da bendita coroa, mas muita coisa acaba se tornando repetitiva e se arrasta sem necessidade, com detalhes desinteressantes em excesso, e a impressão que tive, por mais que eu seja fã da série, é que este volume poderia seguir por um caminho diferente para não levar a um final envolvendo romance.

Enfim, o livro é bom, mas não tanto como os outros. Talvez se a autora fosse mais direta e economizasse metade das páginas poupando os leitores de informações repetidas sobre descrições e sobre a vida de prisioneira de Mare as coisas seriam muito melhores e menos maçantes.
A Rainha Vermelha ainda é uma das minhas séries preferidas e estou ansiosa pelo próximo livro, e com aquele final aberto e com a sensação de algumas coisas terem ficado pela metade, eu seria louca se não quisesse saber o que mais a autora nos reserva
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