10 de dezembro de 2017

Wishlist #23 - Funkos de Labirinto

Gente, eu tô virando a loka dos funkos. Toda vez que lembro de algum personagem que foi marcante pra mim, lá estou eu pensando "será que tem a versão em funko do bendito?". Já entrei em um monte de grupos de colecionadores e fico de olho no que o povo anda vendendo e nos precinhos dos popinhos.
Eu já tinha visto alguns sites anunciando o lançamento dos Funkos de Labirinto há um bom tempo, mas acabei esquecendo. Fui lembrar agora quando bati o olho na capa do livro lançado pela Darkside e resolvi assistir o filme que vi lá na minha infância, "há 10 mil anos atrás", pra matar a saudade.
E gente, são fofos demais! Já comprei a Sarah aproveitando promoção no ML, e é bem capaz que até o final do mês eu compre os outros.
São lindos, e não importa que o Hoggle tenha a cara amarrotada feito uma uva passa! Hahahahaha!

Sarah e Worm - OK


O Jareth também tem uma versão exclusiva da Hot Topic com a roupinha branca, capa surrada, bola de cristal na mão, e, assim como a versão tradicional, o famoso volume entre as pernas (XD), mas é bem difícil de achar... E quando acha o preço não costuma ser tão amigo como os outros que dá pra achar na faixa dos R$65,00 no ML (fora o Ludo, que é Super Sized, tem 6'', e não acha por menos de R$150,00. Comprei por U$11,00 no Ebay, mas sabe-se lá quando vai chegar aqui...). Quem tem e está disposto a vender, não anda pedindo menos do que R$250,00...


Olha que bunitin dimais ele *o*

9 de dezembro de 2017

Vidas Muito Boas - J.K. Rowling

Título: Vidas Muito Boas - As vantagens do fracasso e a importância da imaginação
Autora: J.K. Rowling
Editora: Rocco
Gênero: Não ficção/Autoajuda
Ano: 2017
Páginas: 80
Nota:
Sinopse: "Como podemos aproveitar o fracasso?", "Como podemos usar nossa imaginação para melhorar a nós e os outros?". J.K. Rowling responde essas e outras perguntas provocadoras em Vidas Muito Boas, versão em livro do famoso discurso de paraninfa da autora da série Harry Potter na Universidade de Harvard, que chega às livrarias brasileiras no dia 7 de outubro. Baseado em histórias de seus próprios anos como estudante universitária, a autora mundialmente famosa aborda algumas das mais importantes questões da vida com perspicácia, seriedade e força emocional. Um texto cheio de valor para os fãs da escritora e surpreendente para todos que buscam palavras inspiradoras.

Resenha: Vidas Muito Boas é uma transcrição do discurso inspirador que J.K. Rowling fez na Universidade de Harvard, em 2008.
De forma resumida, ela fala das próprias experiências e de como sua trajetória não foi feita apenas de sucesso e de vitórias. Antes da fama ela teve muitas dificuldades, inclusive financeiras, mas consegue mostrar que foi preciso fracassar pra chegar onde chegou. O fracasso não só faz parte da vida, como pode servir de impulso para se melhorar ou dar valor às boas coisas, para crescimento pessoal, para autoconhecimento, para que nossos medos possam ser enfrentados e superados em vez de desistirmos.
"É impossível viver sem fracassar em alguma coisa, a não ser que vocês vivam com tanto cuidado que acabem não vivendo de verdade - e, neste caso, vocês fracassam por omissão."
- Pág. 34
As lições são poucas, mas o que fica é a ideia de que devemos acreditar em nós mesmos, na nossa capacidade de conquistar o que almejamos, de realizar nossos sonhos e de enfrentarmos os obstáculos, independente do que - ou de quem - sejam.
É claro que J.K. não poderia deixar de lado seu toque de bom humor e a grande razão do seu sucesso, logo ela faz pequenas referências ao universo de Harry Potter e à magia que cada um carrega dentro de si.
O discurso é tocante por evidenciar os ideais da autora, que embora tenha se tornado umas das mulheres mais ricas do mundo, é humilde, não esqueceu suas origens e se preocupa em ajudar crianças tentando fazer do mundo um lugar melhor, e isso acaba trazendo uma reflexão sobre nossos próprios atos, sobre o que queremos para o futuro, sobre valorizar nossa capacidade e sobre concentrar nossos esforços no que acreditamos.
"Não precisamos de magia para transformar nosso mundo; todos já temos dentro de nós o poder de que precisamos: o poder de imaginar melhor."
- Pág. 67
O projeto gráfico do livro é uma graça. Apesar de ser pequeno e ter poucas páginas, a edição é um hard cover com ilustrações em tons de vermelho e preto de Joel Holland, o que torna a obra mais descolada e enche os olhos de qualquer fã da autora.

Vidas Muito Boas é um discurso que traz palavras que inspiram, que motivam e que dão força para que possamos investir na imaginação, e não só entender, mas aceitar que não devemos temer o fracasso e nem desistir do que acreditamos por causa dele.

Sorteio - O Conto da Aia


Já faz um tempinho que não participo de sorteios e nem organizo um pra liberar aqui no blog por milhões de motivos, mas sabe quando um livro mexe com a gente a ponto de querermos espalhar sua história por aí por considerá-la não só impactante, como também necessária?
Pois é... Pensando nisso, cá estou eu pra sortear O Conto da Aia, da autora Margaret Atwood.
Quem leu a crítica da série ou a resenha do livro sabe que gostei muito, por mais indignada que tenha ficado, então nada mais justo do que dar uma chance para alguém poder ler também.

Confira os termos e condições abaixo e preencha o formulário para participar:
Termos e condições:
- Ter endereço de entrega em território nacional;
- Comentar este post deixando email válido para contato;
- Perfis fakes ou exclusivos pra promoções não serão aceitos. Caso constatado, o ganhador será desclassificado sem aviso prévio;
- Comentar a resenha é uma entrada opcional. Caso o comentário não seja pertinente ou seja reaproveitado de outro blog, o mesmo não será considerado como entrada válida e a mesma poderá ser removida e/ou o participante poderá ser desclassificado;
- Não nos responsabilizamos por danos ou extravios por parte dos correios, nem por um segundo envio em caso de devolução por erro nos dados informados ou entrega sem sucesso;
- Após o resultado o ganhador será comunicado por email (o mesmo deixado nos comentários). O prazo para responder com os dados é de até 48 horas, caso contrário um novo sorteio será realizado. Em caso de falta de resposta por parte do ganhador, o sorteio será refeito por no máximo 3 vezes. Caso ninguém responda em tempo hábil, o sorteio será cancelado;
- Caso o ganhador seja sorteado com uma entrada extra que não tenha sido cumprida, este será desclassificado e será feito novo sorteio;
- O envio do livro será feito em até 30 dias úteis após o recebimento dos dados do ganhador;
a Rafflecopter giveaway

Boa sorte!!


8 de dezembro de 2017

Games - Limbo

Título: Limbo
Desenvolvedora: Playdead
Plataforma: Xbox, PS3, PC, Android, iOS
Categoria: Estratégia/Puzzle/Aventura
Ano: 2010
Classificação Indicativa: 14+
Nota: 
Sinopse: Sem ter certeza sobre o destino de sua irmã, um garoto entra no LIMBO. 
Limbo é um jogo 2D de múltiplas plataformas onde o jogador controlará um menino que acorda sozinho no meio de uma floresta sombria e parte em busca da irmã enfrentando armadilhas e criaturas perigosas.

O menino é guiado através de ambientes e armadilhas perigosas, e a ideia principal do jogo é resolver o quebra-cabeça/fase esperando que o jogador descubra a solução somente depois de falhar, onde o menino sempre terá uma morte trágica, assustadora e muito cruel. Assim podemos analisar o cenário e seus elementos para descobrir uma melhor forma de passar pelas armadilhas ou enfrentar os inimigos.



O jogo é escuro, monocromático e tem pouca iluminação, assim as armadilhas se camuflam no cenário forçando o jogador a ter surpresas nada agradáveis quando o menino é surpreendido por criaturas medonhas que surgem das sombras para matá-lo, ou quando ele cai em alguma armadilha que o parte no meio ou que o esmaga instantaneamente, mas os efeitos da animação, por mais pavorosos que sejam, são perfeitos. Os sons colaboram para que o ambiente tenha uma atmosfera misteriosa e que remeta ao gênero do terror.

Apesar de simples, a mecânica do jogo se resume a explorar o cenário andando ou correndo pros lados, pulando buracos, subindo e descendo escadas ou cordas, e puxando ou empurrando objetos que estão no caminho para auxiliá-lo na resolução da fase. Memorizar os locais ou os elementos que causam a morte do menino também é importante para tentar escapar e fazer com que ele obtenha êxito na fase. Como joguei a versão pra Android, os controles funcionam com o toque nos lados direito e esquerdo da tela para que ele caminhe por aí e, a princípio, pode haver um pouco de dificuldade para se acostumar com isso.



Como a maioria das armadilhas não são perceptíveis até que sejam acionadas, as mortes são mais comuns do que se imagina, assim, no caso dele morrer, o jogador recomeça a fase a partir do último checkpoint que é salvo automaticamente. O problema é que não há como saber exatamente fica esse save. Isso pode ser frustrante por as vezes ele fica logo depois de alguma armadilha difícil de passar e é preciso percorrer um caminho relativamente longo até chegar novamente no local. A vantagem é que não existe vidas a se perder. Não há limite de mortes.

Muitas mortes são animadas de forma bastante bizarra, o que envolve esmagamento, decapitação, desmembramento e até empalamento do menino, e é esse tipo de horror que nos choca, tanto por ser macabro, quanto pelo personagem ser uma criança. Porém são essas mortes macabras que alertam o jogador, que sempre é pego desprevenido, sobre escolhas erradas para que possamos optar por novas e seguir adiante. A cada novo cenário o medo de não querer sair do lugar para que o pobre menino não se lasque é inevitável, e a medida que o jogo progride, as coisas ficam mais difíceis de serem solucionadas.


Limbo é um jogo pago que custa por volta de R$20,00. Não há uma introdução propriamente dita, e o final fica totalmente em aberto para as mais diversas interpretações e teorias. Eu, particularmente, acredito que, nesse contexto e até pelo final que chega a emocionar, o Limbo é um lugar entre o Céu e o Inferno onde as pessoas ficam presas num looping infinito de ações...

O jogo é envolvente ao propôr desafios cada vez mais complexos, e é tão perturbador quanto genial. Pra quem gosta do gênero, vale a pena.

2 de dezembro de 2017

O Conto da Aia - Margaret Atwood

Título: O Conto da Aia
Autora: Margaret Atwood
Editora: Rocco
Gênero: Distopia/Drama
Ano: 2017
Páginas: 368
Nota:
Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

Resenha: O Conto da Aia, da escritora canadense Margaret Atwood, é um romance distópico que foi escrito na década de 80 e recentemente ganhou um enorme destaque ao servir de inspiração e ser adaptado para a série de mesmo nome, The Handmaid’s Tale.

A degradação do meio ambiente afetou a fertilidade e a sobrevivência humana está em risco. Agora, após um grande e violento golpe que derrubou a constituição, o poder foi tomado e está literalmente na mão dos homens, que não só criaram um modelo de estado teocrático, agora conhecido como República de Gilead, como segregaram - e inferiorizaram - as mulheres dando a elas funções específicas de acordo com sua "classe". Ou elas são as Esposas inférteis dos comandantes, ou servem como Marthas (domésticas), ou são exploradas como Aias... As Aias são as poucas mulheres que ainda são capazes de engravidar, sendo a única esperança dos comandantes e suas esposas amarguradas de terem um filho.

E partindo dessa premissa, acompanhamos um relato em primeira pessoa da trajetória difícil e cheia de horrores daquela que se tornou uma Aia e passou a ser chamada de Offred, que literalmente significa que ela é "do Fred", que pertence a esse homem como se fosse um mero objeto. Através do seu ponto de vista, Offred descreve esse modelo de sociedade pós colapso político que, embora inaceitável, não deixa de ser crível (principalmente levando em consideração os temas atuais se comparado ao ano em que foi escrito), focando numa nova e terrível condição feminina, onde a mulher é privada de tudo, desde uma simples leitura até o contato social fora de casa, e seu único direito é o de servir obedientemente ao seu dono. E mesmo que seja tratada como um estorvo pela esposa do comandante, a Aia é um "mal necessário" que tem que se conformar com seu destino até cumprir com sua "função biológica".

O desenvolvimento da trama é muito lento e às vezes confuso, talvez por se limitar a visão de Offred trazendo flashbacks de sua vida antes do ocorrido e ela ainda estar se adaptando a essa vida cheia de regras e leis bizarras, e à sua nova situação servindo como Aia, tanto que ela se perde nos próprios pensamentos, divaga ou sempre repete alguma coisa absurda, como se a intenção fosse reforçar a fragilidade da protagonista e evidenciar o quanto ela está vulnerável na condição de objeto reprodutor.

E não, o livro não retrata uma luta contra esse sistema e nem trás uma história de resistência cheia de reviravoltas. É um livro que trás o horror sofrido pelas mulheres desencadeado pelo machismo e pelo fanatismo religioso através da visão de alguém que está vivendo aquilo tudo. E é algo que incomoda e deixa um gosto amargo, e que nos faz questionar sobre como seria se esta fosse a nossa realidade.
A história é cruel e é impossível não fazer comparações, principalmente quando paramos pra pensar e percebemos que a cada dia que passa, a sociedade parece não evoluir, mas sim se torna cada vez mais retrógrada quando a motivação de muitos é apoiar o conservadorismo baseado em preceitos bíblicos absurdos e odiosos...

1 de dezembro de 2017

Resumo do Mês - Novembro


Novembro não foi um mês fácil... Com a cirurgia da Chiara fiquei indo e voltando pra clínica veterinária, os cuidados com ela não foram poucos, as despesas só aumentavam, a venda de livros estava difícil e eu já estava exausta. Foi tudo muito trabalhoso pra no final das contas ela não resistir e virar estrelinha, mas sei que apesar da dor e do sofrimento que é perder um filho peludo de quatro patas, tudo que eu podia ter feito, eu fiz.
Interrompi a venda dos meus livros pois com a ajuda de muita gente, seja comprando ou ajudando com doações, consegui arrecadar a grana pra pagar a dívida com a clínica e não poderia ficar mais agradecida.
Não vai ser fácil superar, ainda vou chorar muuuito, eu sei, mas aceitar essa perda já é um grande passo pra poder seguir em frente e aprender a lidar com a falta que ela faz...

Mas enfim, apesar da correria, falta de ânimo e muita tristeza, não deixei o blog totalmente às traças. Ele inclusive me ajuda a sair dessa fossa trágica.
Espiem o que teve aqui esse mês:

♥ Resenhas
- Irmãos de Sangue - Nora Roberts
- Uma Bolota Molenga e Feliz - Sarah Andersen
- Enraizados - Naomi Novik
- Crueldade - Scott Bergstrom
- Princesa de Papel - Erin Watt
- Príncipe Partido - Erin Watt
- A Poção Secreta - Amy Alward
- A Desconhecida - Mary Kubica
Over the Rainbow - Vários autores
Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos Feministas do Folclore Mundial - Ethel Johnston Phelps
Por um Toque de Sorte - Carolina Munhóz
- Vulgo Grace - Margaret Atwood
- A Melodia Feroz - Victoria Schwab
- Por um Toque de Magia - Carolina Munhóz
- Garota em Pedaços - Kathleen Glasgow
- A Faca Sutil - Philip Pullman
- A Luneta Âmbar - Philip Pullman

♥ Wishlist
- Funkos das Princesas Disney (Dancing/Fluttering Dress)
- Funkos de Branca de Neve e os Sete Anões
- Funkos de Mulan

♥ Luto (off post)
- Aquela que é insubstituível

♥ Caixa de Correio de Novembro


PS.: As resenhas "deslinkadas" estão com as postagens em fase de revisão. Em breve serão liberadas nas datas retroativas.

30 de novembro de 2017

Aquela que é insubstituível

O apego é uma coisa engraçada... Tem que diga que é uma doença, ou que é o oposto do amor, mas nesse mundo todo errado, cheio de maldades e de gente que não se pode confiar, me apegar a essa bola de pelos da cara preta foi algo inevitável, desde que bati os olhos nela pela primeira vez... Desde pequenininha ela já demonstrava ser especial, com a personalidade forte, temperamental e antissocial, e o que eu não esperava era que ela fizesse parte da minha vida como fez...

Ela foi aquela que me fez cortar metade da cortina porque ainda não tinha aprendido a fazer xixi na caixinha;
aquela que aprendeu a abrir portas fechadas pra entrar no quarto e dormir na cama agarradinha no meu pescoço;
aquela que me dava baratas de presente;
aquela que gostava de brincar com gominhas de cabelo;
aquela que esperava eu jogar balas Butter Toffees longe pra ela ir buscar;
aquela que tinha medo de ratos;
aquela que andava comigo dentro da bolsa no meio da rua sem tentar fugir;
aquela que miava na janela;
aquela que empatava o foda;
aquela que enquanto andava a banha gorda balançava;
aquela que, às vezes, gostava de ficar sozinha;
aquela que sempre gostava de dormir em cima de mim;
aquela que sabia que eu estava chegando em casa antes mesmo de abrir no portão;
aquela que achava ser a rainha da casa (e era mesmo);
aquela que fazia carinho na minha mão com a própria cabeça;
aquela que tinha antipatia de outros bichos;
aquela que mordia as crianças;
aquela que se sentava igual gente;
aquela que foi amada desde o primeiro até o último momento, e sempre será...


Doze anos é uma vida e só quem tem um filhinho de quatro patas sabe o tamanho desse amor. Por mais que a única certeza que a gente tenha na vida seja a morte, nunca vamos estar realmente prontos pra quando ela chegar... Eu sabia dos riscos, sabia que ela já era uma "senhora" gata, mas não estava preparada pro pior... Acho que ninguém nunca está...

Com a perda dela, eu senti que um pedacinho de mim também se foi.
Não tá sendo nada fácil lidar com a falta que ela faz aqui em casa. Sinto falta dela se aconchegando no meu colo, deitando em cima de mim, ronronando e me afofando, e segurar as lágrimas é uma coisa que não consigo fazer quando lembro dela, quando olho pras coisinhas dela ou pra porta toda arranhada que ela adorava afiar as unhas.



Nada vai substituir... a saudade vai ser eterna... mas o amor incondicional e sincero é um sentimento que vai permanecer... Amei demais, e vou amar pra sempre...


Caixa de Correio #69 - Novembro (nada doce)

Não tenho muito o que comentar sobre esse mês. Perder um filhinho de quatro patas dói demais e é difícil ficar animada com outras coisas quando o pensamento ainda está na dor causada por essa ausência...
Como é de costume, último dia do mês é dia de caixinha. Então bora dar uma espiada no que recebi:

29 de novembro de 2017

Wishlist #22 - Funkos de Mulan

Mulan é meu clássico da Disney favorito. A animação foi baseada na lenda chinesa de Hua Mulan e conta a história de uma jovem guerreira que se une ao exército no lugar do pai e acaba se revelando um exemplo fantástico de coragem e determinação numa época onde as mulheres deviam servir e obedecer os homens lixos. E como não podia faltar o toque de fantasia clássico, ela recebe ajuda do mini-dragão Mushu, e seu grilinho da sorte, Gri-li.
Coisa mais linda esse trio! Espiem as versões em Funko:

Mushu e Cricket - OK

24 de novembro de 2017

Por um Toque de Sorte - Carolina Munhóz

Título: Por um Toque de Sorte - Trindade Leprechaun #2
Autora: Carolina Munhóz
Editora: Fantástica/Rocco
Gênero: Fantasia Urbana
Ano: 2016
Páginas: 288
Nota:
Sinopse: De Dublin a Paris, Rio de Janeiro e Hollywood, eles estão por toda parte. São os donos das marcas que você usa, comandam os canais de televisão a que você assiste, criam os aplicativos de celular que você baixa. No segundo livro da série Trindade Leprechaun, iniciada com Por um toque de ouro, Carolina Munhóz dá continuidade à história da jovem Emily O’Connell, uma garota bonita e rica, dona de um império fashion, que descobre ser herdeira de uma rara linhagem desses pequenos seres mágicos considerados guardiões de potes de ouro escondidos. Ela só não esperava que esse legado sobrenatural pudesse levá-la para o centro de um esquema perigoso e cruel. Em “Por Um Toque de Sorte”, Emily deixa seu mundo de glamour para trás em busca de um impostor que rouba toques de ouro. Será que ela será capaz de cumprir sua jornada? Isso ela só vai descobrir no final do arco-íris. Se chegar até lá.

Resenha: Depois de Emily O'Connor ter sido magoada por um vilão salafrário que roubou seu toque de ouro e ainda ter tido os pais assassinados, a única motivação que ainda deixou a garota de pé foi a vingança. Agora, após conhecer Liam, que também fora vítima de Aaron, ela parte junto com ele e o amigo darren numa viagem pelo mundo procurando por esse impostor.

Considerando a ideia (que eu achava ser até bem original) da garota com o toque de ouro que teve o dom roubado e o coração partido em mil pedaços o primeiro livro não foi ruim. Apontei os pontos bacanas, relevei as gírias trash nos diálogos que abrasileiravam a história de personagens irlandeses e outras descrições desnecessárias e irritantes (como a insistência em se referir a Emily como "a ruiva"), mas como as coisas continuaram, e pioraram ainda mais, não consegui ignorar e a sensação que tive ao final da leitura foi de tempo perdido.

Se antes eu gostava de Darren pela amizade sincera e cumplicidade com Emily, mesmo ignorando ele ser uma "bicha má" do babado e totalmente estereotipado, agora eu só revirava os olhos para o quanto ele era esnobe, fútil e ridículo ao ponto de nem a própria protagonista, igualmente intragável, ser capaz de superá-lo. Emily estava lá, arrasada, enganada, falida, órfã, um trapo humano que queria vingança, mas o que Darren fazia era querer a antiga amiga glamourosa, cheia do dinheiro e bafônica de volta, como se dar a volta por cima depois de tanta desgraça fosse algo muito simples ou mais rápido do que destruir a reputação do próprio Kevin Spacey.

Inserir toques de "bom humor" na trama através de piadinhas sem a menor graça e feita nas horas mais inadequadas ever por Emily foi um desgosto tão grande que eu queria largar o livro na primeira delas, quando ela, infeliz e amargurada depois do golpe que sofreu, diz que não tomava banho há três dias porque estava pesquisando como um porco vive... Hahahahaha... Oi?

Por mais que as descrições acerca do cenário e das cidades turísticas, famosas e maravilhosas por onde Emily passava me fizessem ficar "viajando" com tanta beleza, fiquei me perguntando se era algo realmente necessário pra história, ou se a intenção era só exibir locais visitados pela autora que foram fontes de inspiração pra poder enfeitar o enredo. O problema é que tais descrições parecem vir em blocos avulsos que não se mesclavam naturalmente com a cena em questão, pois elas surgiam do nada, como uma propaganda de agência de turismo.

Muito da história é previsível e algumas cenas são tão ridículas e absurdas, principalmente as que deveriam ser engraçadas ou as que dizem respeito ao romance que surgiu sem um desenvolvimento convincente, que a vontade era de desistir. Mas, apesar da história não ter me surpreendido e ainda ter me deixado indignada com tanta bobagem, tenho que reconhecer que o final, assim como foi no primeiro livro, tem reviravoltas e é instigante o bastante pra ter me feito ficar curiosa pelo próximo.

Então, eu não sei onde diabos estou com a cabeça depois dessa decepção pra continuar insistindo em saber que final essa quizumba vai ter, mas vou respirar fundo, contar até dez e #partiu livro 3. Me desejem sorte, vou precisar.

23 de novembro de 2017

Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos Feministas do Folclore Mundial - Ethel Johnston Phelps

Título: Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos Feministas do Folclore Mundial
Autora/Org.: Ethel Johnston Phelps
Editora: Seguinte
Gênero: Contos/Infantojuvenil/Fantasia
Ano: 2017
Páginas: 248
Nota:
Sinopse: Quem disse que as mulheres nos contos de fadas são sempre donzelas indefesas, esperando para ser salvas pelo príncipe encantado? Esta coletânea reúne narrativas folclóricas do mundo inteiro — do Peru à África do Sul, da Escócia ao Japão — em que as mulheres são as heroínas das histórias e vencem os desafios com esforço, coragem e muita inteligência. Este livro é para todo mundo que não se identifica com as princesas típicas dos contos de fadas. É para garotas e garotos, para que todos possam aprender que as maiores virtudes de um herói não são exclusivas a um só gênero. Enriquecida com textos de apoio e ilustrações modernas, esta edição é uma fonte inestimável de heroínas multiculturais — e indispensável para qualquer estante.

Resenha: Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos Feministas do Folclore Mundial é uma coletânea de vinte e cinco contos folclóricos de vários países e que seguem o padrão de colocar uma personagem feminina como heroína ou personagem principal da história, mostrando que não é necessário que nenhum príncipe encantado as resgate do perigo para que um final feliz aconteça.

A introdução escrita por Ethel Johnston também acrescenta informações importantes para explicar a pouca quantidade de personagens mulheres na posição de heroínas nos contos folclóricos, e como a maioria delas possuem estereótipos, levando leitores a definir conceitos, muitas vezes errados, sobre alguém ao julgar pelas aparências. Por que a velha feia automaticamente é uma bruxa má? Por que a personagem com rosto angelical cercada de bichinhos é sempre a mocinha indefesa? E aqui nesses contos o que é apresentado pra gente é o contrário disso, com intenção de desconstruir essas definições impostas por homens, e trazer mulheres inteligentes e corajosas que estão prontas para enfrentar desafios, independente da idade, cor da pele, ou físico.

Os contos são cheios de elementos da fantasia, as lendas trazem temas ligados ao cotidiano, à família, amizade e afins, mas sempre com o toque de feminismo que o próprio título do livro já nos apresenta.

A capa do livro, a diagramação, as ilustrações coloridas e o projeto gráfico em geral formam um conjunto bem caprichado para tornar o livro muito bonito visualmente.

Chapeuzinho Esfarrapado é um livro muito divertido, que em alguns momentos mostra, sim, que os homens tem sua devida importância, mas quem ganha destaque são as mulheres que foram muito bem representadas por personagens tão diferentes entre si, mas tão parecidas por mostrarem que são capazes de grandes feitos quando não são diminuídas e quando estão livres para escolherem o que vão fazê-las feliz.

22 de novembro de 2017

Over the Rainbow - Varios autores

Título: Over the Rainbow - Um Livro de Contos de Fadxs
Autores: Milly Lacombe, Renato Plotegher Jr, Eduardo Bressanim, Maicon Santini e Lorelay Fox
Editora: Planeta de Livros
Gênero: Contos/Releitura/Literatura Nacional
Ano: 2016
Páginas: 224
Nota:
Sinopse: E se a Cinderela se apaixonasse por uma garota, e não por um príncipe encantado? Ou se os irmãos João e Maria, homossexuais assumidos, enfrentassem a ira de uma madrasta religiosa que só pensa em “curá-los”? Ou, ainda, se a Branca de Neve, abandonada numa cidade bem distante de sua terra natal, fosse acolhida por... sete travestis? Pois pare de imaginar se os contos de fadas fossem revisitados e recebessem uma roupagem LBGTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Abra este livro e confira as clássicas histórias da infância de milhões de pessoas contadas sob a ótica de cinco autores que fazem parte desse universo, representado pelas cores do arco-íris. Ou melhor, contos de fadxs, como reza a nova norma de gêneros.

Resenha: Com tanta intolerância com a comunidade LGBT nos dias de hoje, livros que trazem representatividade com objetivo de esclarecer e desconstruir preconceitos são mais do que bem-vindos e necessários. A ideia de ter como base os contos de fadas clássicos da literatura se passando nos dias atuais e com uma roupagem totalmente diferente a fim de incluir o meio LGBT num compilado é simplesmente genial. Partindo daí, a proposta de Over the Rainbow seria ótima, se os pontos negativos da obra não tivessem superado o pouco que teve de bom...

O livro é composto por cinco contos, cada um escrito por um autor, e por mais que eles tenham trazido boa parte da realidade, dos dilemas e das dificuldades enfrentadas pela comunidade LGBT, não me envolvi nem curti a escrita, as narrativas mal construídas que deixaram a trama subdesenvolvida, as cenas de sexo com detalhes dispensáveis, e muito menos o excesso de estereótipos de beleza, status e afins que acabou excluindo classes que também precisam de espaço e representatividade tão quanto qualquer outra, afinal, os LGBTs não são formados só por gente branca, linda, sarada e rica... Concentrando sempre as mesmas características nos personagens, penso que a tentativa de representá-los fica pela "metade" e o alcance acaba sendo inferior do que o esperado, pois a falta de leitores pra se identificarem com eles e com suas experiências para sentirem o mínimo de empatia será grande.

Em Mais do que manteiga com mel, Milly Lacombe traz uma Cinderela lésbica e masculinizada que vive num cubículo da mansão onde mora e ainda é apaixonada pela meia-irmã. Sua madrasta não aceita sua condição e vive pra torturá-la.
O Amargo da intolerância, de Renato Plotegher Jr., traz os irmãos João e Maria numa versão homossexual. Eles moram com o pai e a madrasta, que é uma fanática que quer curá-los dessa "doença" e arrancar a "entidade maligna" que se apossou dos seus corpos de qualquer jeito.
Eduardo Bressanim se baseou na história da Bela e a Fera e escreveu Atormentado, que apresenta um jovem isolado que navega por aplicativos de relacionamento em busca de algo a mais, e acaba conhecendo um jardineiro.
O loirinho do Joá, de Maicon Santini, é uma versão de Rapunzel onde o protagonista é confinado numa clínica quando seu pai descobre que ele é gay.
Lorelay Fox adaptou a história da Branca de Neve e os Sete Anões em A Ressurreição de Júlia, que aborda a temática dos transexuais de uma forma bem interessante e é, de longe, o que não fez da obra um completo fiasco. No conto a madrasta morre de inveja da garota cujo sonho é se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo. Porém, ela acaba sendo abandonada com a roupa do corpo e é acolhida por um grupo de sete travestis.

Enfim, com exceção do conto da Branca de Neve, que foi escrito com muito mais sensibilidade e cuidado, percebi que além da escrita amadora e da tentativa falha de florear o texto com palavras mais cultas e rebuscadas (a única pessoa que me vem à mente que conversa daquele jeito ridículo é um tal de Dudu Camargo), não houve muito cuidado com alguns termos utilizados, como "opção sexual" (sério que alguém do próprio meio LGBT não se atentou que quem é gay não escolhe ser gay?), ou com a construção de personagens e enredo para que se tornassem críveis, principalmente pelas histórias se passarem num cenário atual.

Mas mesmo com tantos pontos negativos, eu entendi que talvez a ideia tenha sido mostrar uma realidade crua, difícil e desconfortável de se encarar que muitos desconhecem ou ignoram, e mesmo não tendo sido um livro que superou minhas expectativas e que eu tenha realmente gostado, pode ser uma leitura válida para discutir o tema, levantar questionamentos e trazer uma boa reflexão sobre homofobia, preconceito, bom senso e respeito (que é bom e todo mundo gosta e devia ter).