Frágil Eternidade - Melissa Marr

Lido em: Outubro de 2014
Título: Frágil Eternidade - Wicked Lovely - Livro 3
Autora: Melissa Marr
Editora: Rocco  
Tradutora: Maria Beatriz Branquinho da Costa
Gênero: YA/Fantasia/Sobrenatural
Ano: 2013
Páginas: 400
Nota
Sinopse: No terceiro volume da série Wicked Lovely, o amor e as disputas entre seres mágicos e mortais mais uma vez estão em cena. O jovem Seth, como qualquer apaixonado, quer ficar perto de sua amada Aislinn para sempre; mas muita coisa mudou na vida da menina desde que ela foi escolhida pelo sedutor Keenan, o Rei da Corte do Verão, para ser sua rainha. Dividida entre sua vida normal e um destino do qual parece ser incapaz de fugir, Aislinn precisará enfrentar desafios e tentações que jamais poderia imaginar em mais um emocionante capítulo deste arrebatador conto de fadas do século XXI.

Resenha: Frágil Eternidade é o terceiro volume da série Wicked Lovely, escrita por Marissa Marr e lançado pela Rocco no Brasil.
Dando continuidade ao desenrolar dos acontecimentos de Terrível Encanto e de Tinta Perigosa, a resenha tem spoilers desses livros.
Desta vez, nos deparamos com Aislinn em posição de Rainha do Verão ao lado de Keenan, porém, por mais que os dois estivessem destinados um ao outro, ela preferiu continuar mantendo um relacionamento com Seth e apenas ajudando o Rei do Verão a governar, como parceira. Porém, os sentimentos que fluem pelo lugar parecem estar conectados com o clima, com a magia, e com a proximidade do Verão, Aislinn se via constantemente atraída pelo rei, em que o desejo era recíproco, causando grande constrangimento entre o trio e impossível evitar o ciúme.
Assim como nos foi apresentado anteriormente reinos opostos, Verão e Inverno, conhecemos um pouco mais das gêmeas Sorcha e Bananach. Sorcha é a rainha da Alta Corte e representa a Razão. Bananach é seu oposto... a meio corvo é a personificação do Caos e ela presa por causar todo tipo de desgraças além de que nunca hesita em manipular quem pode a fim de causar discórdias e uma guerra entre as cortes.
Bananach acaba vendo em Seth uma oportunidade para criar confusão visto que ele é um humano que além de saber da existencia do mundo sobrenatural, é amigo de Niall, o rei Sombrio, amigo de Donia, a Rainha do Inverno e ainda namora a Rainha do Verão, sua amada Aislinn.
O problema maior é que Seth está fragilizado devido a situação em que se encontra, pois Aislinn, como Rainha, se tornou imortal e com o passar do tempo estará mais perto de cair nos braços de Keenan, quem ele considera alguém manipulador que só faz as coisas de acordo com seus próprios interesses.
Agora, Seth, por estar ligado e ter alguma influência entre as três cortes, exceto pela Alta Corte, é a peça fundamental nesse jogo e pode ser a faísca que dará início a guerra entre os reinos do mundo encantado.

Narrado em terceira pessoa, a história parte dessa premissa e traz Seth como protagonista, e acompanhamos sua busca incansável pela imortalidade, único meio de estar ao lado de Aislinn, custe o que custar, mesmo que isso afete todo o reino. Seth se encontra em meio a uma imensa intriga, numa grande teia de mentiras e traições.
Com um maior aprofundamento na Alta Corte, pude perceber que Sorcha, a Rainha da Ordem, mostrou para o que veio. Ela abala estruturas, arrasa, e tem um papel de grande importância nos eventos que se desenrolam.
Keenan continua dividido. Seu dilema parece não ter fim e por mais que fique tentado emocionalmente, sempre coloca seu reino acima de tudo.
Donia continua sofrendo por seu amor pelo rei do Verão permanece, mas parece algo inalcansável. É confuso, mas pra entender melhor o caso é necessário voltar ao primeiro livro para saber que ela tem o grande fardo de amá-lo e por mais que seja correspondida, não pode consumar esse amor.
A capa, assim como em todos os volumes é linda e o cuidado da editora com a parte impressa também é admirável. Há ornamentos no início dos capítulos, mas estes já não tem mais as citações que apareceram no primeiro.

Dentre os três livros, Frágil Eternidade foi, sem dúvidas, o melhor no que diz respeito a evolução da trama e do aprofundamento de coisas que só haviam sido mencionadas superficialmente nos livros anteriores. Os personagens revelam um outro lado que possuem, até então, desconhecidos, os conflitos partem de situações rotineiras, tornando tudo bastante realista, principalmente no que diz respeito aos sentimentos. Muitas vezes um sentimento pode ser tão intenso que abalda as estruturas, desestabiliza, e quem aparentemente é forte acaba se tornando bastante frágil, e o próprio título da obra remete a isso.
Vou ter que assumir que discordei de algumas coisas, como essa ideia de Seth em querer abrir mão de tudo para se tornar um ser encantado em nome do amor, e o estilão bad boy parece ter dado lugar para um bobão que se sujeita a qualquer coisa por quem gosta. Também desgostei de outras, como a narrativa, mas dessa vez, ao contrário dos dois primeiros volumes, não senti que a ela foi feita em blocos desconexos, mas sim que trouxe excesso de descrições que não fariam diferença se não existissem e que não deviam ser repetidas tantas vezes. Já sei que Seth tem um piercing no lábio e não preciso ser relembrada disso a cada instante. A história se tornou mais complexa e mais madura, mas diferente dos outros, deixou o final e aberto sem que o ciclo fosse fechado, então, cade a continuação, pelamor??

Só aconselho que os livros sejam lidos em sequência, pois devido aos muitos detalhes, se o leitor demorar demais a pegar o próximo volume, pode se esquecer de partes que fazem bastante diferença no livro seguinte e que podem acabar fazendo com que ele fique boiando até se situar novamente.
Pra quem gosta de histórias que envolvem o sobrenatural fazendo um misto com drama e intrigas intrincadas a cada novo evento, vai curtir a leitura da série.


Tinta Perigosa - Melissa Marr

Lido em: Outubro de 2014
Título: Tinta Perigosa - Wicked Lovely - Livro 2
Autora: Melissa Marr
Editora: Rocco  
Tradutora: Maria Beatriz Branquinho da Costa
Gênero: YA/Fantasia/Sobrenatural
Ano: 2012
Páginas: 328
Nota
Sinopse: Uma batalha pelo poder está se desenrolando num mundo de sombras e perigos do qual a jovem Leslie, de 17 anos, não tem sequer conhecimento. Mas ao escolher a fascinante imagem de olhos envoltos por asas negras para tatuar em sua pele, a garota se vê envolvida nesta guerra entre seres encantados tão sedutores quanto egoístas e perversos. “Tinta perigosa” é o segundo volume da série Wicked Lovely, um surpreendente conto de fadas contemporâneo repleto de magia, paixão, tentação e medo.

Resenha: Tinta Perigosa é o segundo volume da série Wicked Lovely, escrita pela autora Melissa Mar e lançada pelo selo Jovens Leitores da Editora Rocco. Pela história focar num personagem diferente, com história própria, a resenha está livre de spoilers.
Em Terrível Encanto, pudemos acompanhar a trajetória de Aislinn, uma garota com o dom da Visão (ela podia ver os seres fantásticos, invisíveis aos olhos de pessoas comuns) e que teve a vida revirada quando se tornou uma possível candidata a rainha do Verão ao lado de Keenan, o Rei, mesmo que Seth fosse quem lhe interessasse se fato.
Porém, neste segundo livro, o foco já não é mais em cima dos personagens anteriores e Leslie, amiga de Aislinn, é quem ganha espaço se tornando a protagonista da vez.
A vida de Leslie não é nada fácil: sua família está em pedaços após a morte de sua mãe. Seu pai se tornou um alcoólatra e seu irmão um viciado em drogas que a expôs às piores experiências que poderia ter na vida, fazendo com que ela carregue sentimentos negativos envolvendo sua autoestima. Ela aparenta levar uma vida normal, trabalhando duro como garçonete para manter a casa, mas no fundo não consegue se ver livre da vergonha, do ódio, da culpa e da insegurança. Como forma de ter o corpo que lhe foi tomado a força de volta, Leslie queria retomar o controle e decidiu que faria uma tatuagem. E no estúdio, entre todas as imagens, ela escolhe uma escondida numa pasta, a que mais lhe chamou atenção, a imagem de olhos envoltos por asas que lhe pareceu tão atraente e que lhe dá a sensação de liberdade para todos os seus medos. Mas o que Leslie jamais poderia imaginar, é que esta figura representa Irial, o Rei da Corte Escura, terrível e ardiloso, e que a tatuagem, feita com uma tinta sobrenatural, serviria como um tipo de canalizador fazendo com que todas as emoções negativas que ela andava sentindo se conectassem de forma a dar forças à Corte Sombria, fazendo com que ela se tornasse a candidata perfeita a Garota Sombria, afinal, o rei precisa de toda a energia negativa possível para manter o equilíbrio em sua corte os alimentando com sentimentos ruins, e Leslie era perfeita levando em consideração tudo o que sofreu e o que mantinha dentro de si.
Mesmo não possuindo a Visão, ela acaba encantada pela proximidade com os seres sombrios, Leslie acaba se envolvendo com Niall, um gancanagh que desperta a abstinência em todas as garotas que conquista fazendo com que sofram pelo amor não correspondido e impossível de se manter. Ele tem a natureza sombria, mas jurou lealdade a Keenan, o Rei do Verão, e se tornou seu conselheiro. Porém, o amor entre os dois é recíproco e ao que tudo indica, verdadeiro, e tal relacionamento poderia libertá-la da ligação com Irial através da tatuagem ameaçando tudo o que ele deseja conquistar. E mesmo que o rei possua um enorme poder de persuasão e charme indescritíveis para manter Leslie sob seu controle, ele percebe que ela é mais do que sua fonte de energia, e a garota irá aos poucos descobrir que está envolvida em algo que vai muito além de um triângulo amoroso e poderá colocar em risco até mesmo sua existência.

Em Terrível Encanto, os reinos do Verão e Inverno continuam a existir, porém são trabalhados em segundo plano para dar lugar a Corte Sombria sob comando de Irial. Keenan, Aislinn e Seth aparecem, porém como personagens secundários da trama. O interessante é que podemos acompanhar cenas que aconteceram no livro anterior sob os dois pontos de vista das garotas quando determinados personagens que ainda não eram conhecidos aparecem como se não houvesse compromisso.
O relacionamento entre os personagens principais é algo muito marcante, envolvendo sentimentos de todos os tipos, desde o rancor entre Niall e Irial a desejos intensos e profundos por Leslie, e vice versa, expondo a vulnerabilidade como ponto fraco e mostrando que é possível que eles descubram nos sentimentos que estão vivenciando pela primeira vez, quem são de verdade, por mais que exista magia envolvida entre eles.
A ideia de que um sentimento ruim que esteja guardado possa vir a desencadear diversos eventos que mudarão o destino de todos é algo bastante surpreendente, fugindo do clichê presente no livro anterior. A autora dá bastante ênfase às emoções, trabalhando o íntimo dos personagens, seus medos, anseios e desejos mais profundos, causando até um certo tipo de depressão.
Gostei mais de Leslie como protagonista pois ela teve mais profundidade em seus sentimentos e descrições, mesmo que não tenha considerado a ideia de uma tatuagem ser tão libertadora da forma como ela quis muito bacana.

Falando sobre a capa, além de ser lindíssima, tem tudo a ver com a história, até no que diz respeito as cores e acredito que, talvez, o tom de violeta tenha sido escolhido de forma proposital, para ilustrar a aura de Leslie, pois essa cor favorece a mudança, a transformação das coisas a sua volta, a vontade de fazer as coisas darem certo através de uma guinada, mesmo que em forma de "tatuagem".

Meu problema com o livro, assim como foi com o primeiro, é a narrativa que ainda considero um pouco confusa, pois algumas coisas ficam no ar, sem explicação ou maiores detalhes. Uma coisa que me incomodou um pouco visto que Leslie carregou um trauma devido a justamente ter sido abusada é o relacionamento dela com Irial e o teor sexual que existe. Achei bastante exagerado e até irreal, principalmente se levarmos em conta de que ela foi praticamente "fisgada" pela tinta da tatuagem e levada a essa situação sem ao menos se indignar, muito pelo contrário.
A leitura não é algo tão fácil se levarmos em consideração toda a amargura de Leslie e a facilidade com que algumas coisas acontecem. Não gosto de acompanhar dramas sofridos e que me revoltam, em que personagens são manipuladas ou não tem muitas opções a não ser aceitar até que encontrem uma alternativa que não necessariamente resolve sua vida pra melhor. E não sou nada fã de triângulos...
Acho que toda a mitologia criada pela autora, se fosse mais aprofundada, explicando qual a real função de cada ser sobrenatural existente que aparece alí, poderia ser mais aceitável e coerente. Mas o enredo em si e a forma como a história é desenvolvida até chegar ao final, bastante satisfatório inclusive, foi realmente surpreendentes.
Apesar dos pesares, vale a pena investir na leitura pois a história é muito boa, mesmo. E que venha Frágil Eternidade, o terceiro livro da série.

29 de Outubro - Dia Nacional do Livro

29 de outubro foi escolhido para ser o “Dia Nacional do Livro”, por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil. A Biblioteca Nacional foi transferida para o Brasil em 29 de outubro de 1810 e essa passou a ser a data oficial de sua fundação. O Brasil passou a editar livros a partir de 1808 quando D.João VI fundou a Imprensa Régia e o primeiro livro editado foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga. (fonte)
Biblioteca Nacional
Os livros tem um enorme espaço no coração dos amantes da leitura, desde os clássicos da Literatura Nacional, aos romances da literatura estrangeira, passando por todos os gêneros e subgêneros criados.
É livro pra cada tipo de gosto, pra despertar as mais diversas emoções e fazer com que o leitor tenha várias vidas ao embarcar em cada história criada.

Não posso deixar de citar a saga que fez com que o gosto que tinha desde criança de tornasse vício e um hobbie delicioso de manter, tanto que a ideia de criar um blog literário veio justamente pela minha vontade de falar sobre o que gosto, com e para pessoas com os mesmos interesses ♥



Conta aí, quais foram os livros que marcaram e se tornaram leituras inesquecíveis em suas vidas.

Um feliz e proveitoso dia do livro pra você e boas leituras!

Batalha de Capas #1 - Jogos Vorazes

Olá galera!
Dando continuidade ao Capa x Capa, bora iniciar a nossa primeira Batalha de capas?
A capa internacional que vai batalhar contra a nacional foi escolhida: a capa da China.


Então, vamos a nossa batalha? Que a melhor vença!

                    
Brasil                             x                                  China 
 
Vote na sua preferida! E se quiser falar sobre as capas em geral, deixe um comentário aí!

Novidades de Outubro - Geração Editorial

O Avião de Noé - Fernando Vita
Em “Todavia”, cidade do interior baiano, tudo pode acontecer…
…e acontece. Nos anos 1950, começando com uma explosão durante uma missa em louvor à Santa Rita dos Impossíveis. Uma fábrica de fogos pega fogo, mas todos acham que o barulho é devido às comemorações pela vitória do Brasil contra a seleção sueca. O responsável: o porco de um enfermeiro. Um inventor improvisado acredita que, com os restos de sucatas que vai encontrando, poderá construir um helicóptero, o “Águia de Todavia”, e até marca o dia para seu lançamento. A geringonça voará? Este e muitos outros relatos desfilam numa sucessão de acontecimentos vertiginosos na cidadezinha imaginária baiana criada pelo jornalista e romancista Fernando Vita, que compõe um mosaico debochado, escatológico e cheio de aventuras populares com tipos folclóricos neste seu segundo livro, depois de “Cartas anônimas”.

Política - Míriam Moraes
Não fique por fora dos temas que agitam o país. Veja aqui o que você precisa saber para entender,opinar e debater política e atualidades. O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio dos exploradores do povo. Bertolt Brecht



Deuses do Olimpo - Dad Squaris
No monte Olimpo, a mais alta montanha da Grécia, moram os deuses!
Lindíssimos e imortais, eles governam o mundo e decidem o destino dos homens. Zeus é o deus supremo, dono do raio; Atena, é a deusa da sabedoria; Hermes, o deus da comunicação… Eles e outros poderosos da família participam das guerras e fofocas humanas, ora lançam maldições, ora presenteiam com a fortuna, definem as estações do ano, espalham o amor, mas também a discórdia no mundo antigo. É um agito que só vendo! Mas como surgiram esses deuses? Houve um antes? Explore o universo mágico da Grécia Antiga e conheça as histórias dos personagens mais famosos da mitologia!



Adhemar - Fé em Deus e pé na tábua - Amilton Lovato
Em tempos de política e eleições, nada melhor para refrescar a memória da política brasileira do que a biografia de um de seus políticos mais emblemáticos. Esperto, oportunista, difícil de definir se pertencia à direita ou à esquerda ou mesmo ao centro, amigo dos militares durante a ditadura quando lhe convinha e também inimigo deles conforme suas venetas, Adhemar de Barros, nascido em 1901 na cidade de Piracicaba, SP, e falecido em Paris em 1969, foi um grande personagem, digno de um livro como este.
É um livro que faz justiça ao perfil desse personagem, a um só tempo divertido e por várias vezes astuto e corrupto comprovado, que reinou por longo tempo na política paulista, sem alcançar dimensões brasileiras, mas exercendo grande influência, por seu estilo imprevisível, espontâneo, populista e sem marca ideológica definida. Um estilo que se baseou na esperteza e na habilidade “vira-casaca” de ir se adaptando aos ventos da política conforme as necessidades circunstanciais. No mar de indefinição ideológica que reina no país até hoje, a história de Adhemar parece profetizar tempos em que o oportunismo seria mesmo a regra e ninguém mais se importaria com ideologia alguma, visto que o eleitor brasileiro é um notório adepto de personalidades, não de partidos.