Resumo do Mês - Agosto

1 de setembro de 2021



E esse mês que parece ter durado 5 minutos? Pisquei e acabou. O que foi isso? #chocada
Como mês passado não fiz resumo, não contei que fui vacinada, e acho que nunca fiquei tão feliz e satisfeita em ter tomado uma agulhada na vida. É engraçado (ou trágico?) como as coisas chegaram num ponto em que tomar uma vacina se transformou num verdadeiro evento. O povo filma, tira foto, comemora, usa fantasia, protesta...
Enfim... Continuo na sofrência com as coisas de casa e ultimamente ando meio desanimada, cansada, desacreditada com tudo, mas talvez seja só uma fase ruim. Nunca pensei que ia viver pra passar por uma pandemia e uma crise dessas, e pelo visto não vai ser nessa vida que vou ver o Brasilsão sair desse buraco.

Mas o que eu queria falar é que até que enfim comecei a liberar as resenhas aqui no blog depois de um tempo que pareceu um século. Foi pouca coisa? Foi, mas melhor esse pouco do que nada.

Sigo capengando, com dor nas costas, meio desvairada e cheia de cabelo branco, mas vamo que vamo.

Espiem:

Caixa de Correio #114 - Agosto

31 de agosto de 2021

Alguém já viu um mês de Agosto passar tão rápido assim? Gente do céu, eu tô bege. Sinto que o dia tem 10hrs a menos do que devia, porque quando pisco já passou. Socorro.
Esse mês a caixinha tá razoável, teve livros e decks novos de tarô, só não teve pop porque os que comprei (de Harry Potter, pra variar) foram anunciados recentemente, então vão demorar uns 3 meses ainda pra chegar porque comprei na pré venda. Depois que deixei de comprar a Molly com A Toca na pré-venda, fiquei traumatizada e me arrependi amargamente. Agora o preço tá tão exorbitante que só vai dar pra comprar se eu ganhar da mega sena ou herdar uma fortuna de algum parente rico e desconhecido. Gente, mais de 2mil reais num pop que lançou nem tem tanto tempo assim, nessa crise que estamos, o povo vendendo almoço pra comprar a janta, é impossível. Sem condições... Quem sabe quando o dólar baixar (é, eu sei, mas pelo menos sonhar é de graça)... #iludida

Enfim... Espiem a caixinha desse mês:

4 Homens em 44 Capítulos - BB Easton

26 de agosto de 2021

Título:
4 Homens em 44 Capítulos
Autora: BB Easton
Editora: Paralela
Gênero: Romance
Ano: 2021
Páginas: 324
Compre: Amazon
Nota:★★☆☆☆
Sinopse: Depois de anos tentando apimentar minha vida sexual, resolvi me contentar com um diário sobre aventuras do passado. Talvez meu marido, um nerd lindo e frio, só não fosse capaz de sentir a paixão que eu esperava, já que era totalmente diferente dos meus ex-namorados supertatuados e tarados. Bom, se eu não podia ter o amor que desejava na vida real, pelo menos podia escrever sobre ele no diário. Seria meu segredinho.
Mas adivinha? Meu marido leu tudo. E sabe o que mais? Depois disso, ele foi tomado pela paixão, se é que você me entende.
A partir daí, resolvi seguir o conselho da minha melhor amiga e usar o diário para manipular o comportamento dele. Eu só queria convencê-lo a: me dar um apelido fofo; me elogiar mais; fazer sexo selvagem e apaixonado; e fazer uma tatuagem completamente amadora do meu nome e/ou rosto em uma parte do corpo bem visível!
Não é pedir demais, é? O que poderia dar errado?

Resenha: 4 Homens em 44 Capítulos, escrito por BB Easton, é um tipo de autobiografia (segundo a própria autora) onde ela relata as experiências sexuais - reais e inventadas - que teve com antigos namorados super cheios de fogo, num diário pra dar jeito no marido. Ken, o dito cujo, embora seja um cara de boas, é um zumbi desprovido de caliência (ou como ela prefere definir: maribô) que não faz nada pra tirar o relacionamento da rotina e mal conversam. E a vida sexual, aquela cheia de loucuras que ela viveu no passado e sente tanta falta que só falta morrer? Que se dane. Já casaram e tiveram filhos, conquistaram o que queriam, logo não existe mais nada que precise ser feito. E a confusão realmente começa quando Ken acha o diário sem querer, começa a ler e fica abismado com o que Brooke, ou BB, andava escrevendo. Ela se desespera acreditando que ele pediria o divórcio depois de ler tantas indecências, mas se surpreende quando ele tenta agradá-la fazendo algumas coisas que ela gostaria e descreveu no tal diário.
Então, nada melhor do que um plano que envolve continuar escrevendo - e inventando - mais um monte de experiências cabeludas e tiradas do além no famigerado diário esperando que Ken continue lendo e mudando o comportamento pra satisfazê-la e agradá-la do jeitinho que ela quer, esquentando as coisas entre quatro paredes e dando um up nesse casamento murcho.

Antes de mais nada, acho que todo mundo já deve saber que o livro inspirou a série Sex/Life, na Netflix. Confesso que tentei assistir, mas numa casa cheia de crianças que não me dão folga e não saem do meu pé nem quando vou no bendito banheiro, fica difícil. Logo, achei que ler o livro seria uma ideia melhor por não ter perigo de algum deles aparecer no meio da noite, do nada, e de repente se deparar com alguma cena imprópria envolvendo caras e bocas, gemidões, e protuberâncias corporais.

Outra coisa é que só depois que terminei esse livro é fui saber que a autora escreveu 4 spin-offs (que não foram publicadas no Brasil), um pra cada homem com quem ela teve esses relacionamentos, Skin, Speed, Star e Suit, mas acho que como minha experiência não foi tão positiva quanto eu gostaria, é bem capaz que eu passe essas leituras se um dia forem lançadas por aqui.

É um livro epistolar muito fluído, que intercala os relatos verdadeiros, as iscas os relatos falsos no diário secreto, e vários emails trocados com a melhor amiga que deu total apoio ao plano contra o marido. Os capítulos são super curtos, narrados em primeira pessoa, e é aquele tipo de leitura que a gente finaliza em poucas horas.
Acho que a ideia da autora era escrever de um jeito super hilário e descolado, com combinações de palavras que formam outras palavras divertidas, relatos e descrições das suas experiências sexuais mirabolantes que fariam a gente sair rolando pelo chão de tanto rir, ou quem sabe ficar com tanto fogo quanto ela, mas não foi o caso... Achei tudo muito forçado, muito sem graça, um exagero danado, preguiça, olhos revirando...

Brooke teve pais hippies que não deram muita atenção ou limites pra filha por estarem mais interessados em curtir um barato. Assim, desde adolescente, ela sempre teve liberdade pra curtir a juventude do jeito mais louco possível, incluindo se envolver com caras esquisitões, desde o que quebrava a cara dos outros porque sim, ou outro que vivia drogado, e o resto que ia cada vez mais ladeira abaixo. E foi com um tipo de cara desses que ela iniciou a vida sexual, com 15 anos. Mesmo sabendo que o primeiro cara era um skin head delinquente e perigoso, BB se deixou levar pela ideia de que ela era a única pessoa importante pra ele, ou melhor, pela experiência e pelo prazer imensurável que ele lhe proporcionava na cama. E sempre que ela conseguia sair fora de um "namoro" com um embuste desses com muito custo, ela arrumava outro que, com o tempo, se mostrava pior, mais abusivo, com mais e mais problemas na bagagem, mas sempre muito bom de cama. Até que, cansada de só se envolver com psicopatas, ela resolveu dar uma chance a Ken, o nerd que não tinha nada a ver com esses malucos e que ela jamais olharia se não fosse a vontade de sair fora desse padrão. O problema é que, mesmo sendo um marido razoável, Ken é frio e desinteressado, e estava a anos luz de distância de ter a mesma pegada dos outros... Não se pode ter tudo nessa vida, não é mesmo, BB?

Sabem aquele ditado que diz "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço"? Pois é, se encaixa bem aqui. Brooke é psicóloga, mas não entra na minha cabeça como pode a mulher não se dar ao trabalho de simplesmente considerar que sentar pra conversar com o marido pra tentar resolver os problemas do casamento poderia ser melhor e mais eficaz do que aplicar psicologia reversa (e barata) no sujeito descerebrado com intenção de manipulá-lo. Ou quem sabe pedir o divórcio logo de vez, já que o casamento já tinha fracassado a eras e a química sempre foi inexistente. A impressão é que ela se casou procurando uma coisa, não encontrou e foi empurrando com a barriga até ter essa ideia mirabolante pra manipular Ken. Posso estar errada, e longe de mim querer militar por aí sobre o assunto, mas acho que "romantizar" ou tentar tornar engraçado relacionamentos tóxicos e abusivos com maníacos depravados com a única qualidade de serem bons de cama, como se isso fosse a maior aventura ever, não é normal ou legal, ainda mais pra chamar atenção do marido, e a leitura acabou me incomodando muito mais do que me divertindo. O bom senso mandou um oi.

Talvez outras leitoras não vejam os problemas que eu vi, ou talvez sejam capazes de enxergar o lado positivo e acharem o livro super divertido e engraçado. Talvez tenha sido coisa de momento e eu, sem muita paciência, não esteja nessa mesma vibe, mas, infelizmente, não funcionou pra mim.

Acorda pra Vida, Chloe Brown - Talia Hibbert

25 de agosto de 2021

Título:
Acorda pra Vida, Chloe Brown - As Irmãs Brown #1
Autora: Talia Hibbert
Editora: Paralela
Gênero: Romance
Ano: 2021
Páginas: 296
Compre: Amazon
Nota:★★★☆☆
Sinopse: Depois de quase ser atingida por um carro em alta velocidade, Chloe Brown se deu conta de que seu obituário seria um tanto entediante. Para reverter essa situação, ela decide montar uma lista de atividades necessárias para finalmente “acordar para a vida”. Mudar assim não é nada fácil, mas, para sua sorte, Chloe encontra alguém que ― mesmo a contragosto ― pode ajudá-la nessa missão. Seu vizinho Red Morgan é um motoqueiro misterioso, que tem várias tatuagens e mais sex appeal que uma estrela de Hollywood.
No entanto, um acordo leva Chloe e Red a se aproximarem e perceberem que suas primeiras impressões um do outro estavam erradas. E que, mesmo com traumas do passado e receios quanto ao futuro, o amor nunca perde a chance de surpreender. 

Resenha: Acorda pra Vida, Chloe Brown, escrito por Talia Hibbert, é o primeiro (e até agora único) volume publicado no Brasil da série As Irmãs Brown. Cada livro vai contar a história de uma das irmãs da família Brown (o que me lembrou demais os livros de Marian Keys e a impagável família Walsh). São eles:
- Acorda pra Vida, Chloe Brown (Get a Life, Chloe Brown)
Take a Hint, Dani Brown
Act Your Age, Eve Brown

Chloe é uma webdesigner de 30 anos que foi diagnosticada com fibromalgia (uma doença que afeta a musculatura e causa dores constantes, distúrbios e outros incômodos) e isso, além de torná-la o mau humor em pessoa, limitou bastante sua vida. A partir daí, Chloe passou a ficar obcecada por controlar e planejar cada passo que dá. Mas, quando ela "quase" sofre um acidente e tem uma experiência de "quase-morte", Chloe percebe que, por viver uma vida tão regrada e milimetricamente planejada, não teve aventuras inesperadas, não teve momentos intensos e inesquecíveis e sua vida é uma monotonia só. Ela sempre se manteve numa zona de conforto e segurança, deixou de ter muitas experiências diferentes, e quando viu sua vida passar como um filme depois do "quase acidente", ela viu o quanto sem graça era tudo aquilo. Sendo assim, ela resolve acordar pra vida, criando uma lista de coisas que precisa fazer antes de morrer, mas que nunca teve coragem. Um dos itens da lista é se mudar da mansão da família e ir morar sozinha, e isso é a primeira coisa que ela decide fazer. E chegando no prédio onde fica o tal apartamento escolhido, ela conhece Redford Morgan, ou só Red, o zelador cheio de tatuagens no estilo motoqueiro, bem diferente dela, e logo de início as farpas já começam a pipocar entre os dois. Chloe, com sua língua ferina, sempre o responde mal, com patadas ou com muito sarcasmo, e Red não deixa de pensar que ela o detesta sabe-se lá Deus por que motivo. Mas, depois que Red ajuda Chloe a sair de uma enrascada onde ela foi salvar um gato mas quem acabou precisando de socorro foi a própria, ela começa a considerar a ideia de que, talvez, ele não seja um completo imbecil e, talvez, ele poderia ajudá-la a realizar algumas das tarefas da sua lista...

O livro é narrado em primeira pessoa e os capítulos se alternam entre os pontos de vista de Chloe e Red, e essa alternância é bem marcada pois o jeito de falar de cada um demonstra não apenas suas personalidades, mas a diferença de classe entre os dois e o que isso impacta em suas vidas. Enquanto Chloe é mais certinha (mesmo que grossa), Red é mais desleixado e desbocado. Eu confesso que demorei muito mais do que gostaria pra finalizar a leitura desse livro porque a história não me prendia de jeito nenhum. Talvez o problema tenha sido o excesso de comparações e metáforas, ou a forma como a autora intensifica e engrandece demais os sentimentos e as sensações dos personagens em situações e coisas ínfimas (então quando algo maior acontece, o impacto acaba sendo zero), ou a grosseria de Chloe.
Chloe é negra, gorda, e os sintomas da fibromalgia acabaram afetando a formação de sua personalidade. Ela é rica, empoderada e muito decidida, mas não dá pra ficar o tempo inteiro sorrindo, saltitando e sendo feliz por aí quando fazer atividades simples como escovar os dentes ou dormir são um completo martírio devido as dores que não tem fim, logo o mau humor que ela carrega se justifica até certo ponto. Só acho que, embora ela tenha uma bagagem enorme, as patadas gratuitas que ela dá em Red enquanto ele parece achar tudo lindo e maravilhoso não se justificam. Por mais que a pessoa seja mau humorada, também não dá pra viver dando patadas em todo mundo, principalmente quando a pessoa só está sendo gentil.

A história também não é sobre Chloe ser negra e gorda. Existe, sim, a representatividade da mulher negra, gorda e com alguma limitação, mas a história não gira exclusivamente em torno disso, não existe discussão de raça, não se trata de uma luta por aceitação, não tem nada de problemas ou preconceito relacionados a cor da pele ou ao peso de ninguém. As características físicas de Chloe são apenas características físicas, e ela é uma pessoa como qualquer outra, onde seus conflitos, como o estilo de vida e as dificuldades que ela enfrenta devido a fibromalgia, ou no que diz respeito ao relacionamento com Red (que é branco), não tem ligação nenhuma com aparência. É exatamente assim que a sociedade em que a gente vive deveria enxergar cada indivíduo, e a autora (que também é negra) foi muito feliz em desenvolver a história dessa forma. Então, mesmo que haja temas importantes, a história é um romance, logo o foco está na relação entre Chloe e Red e na ideia de que por mais que ela seja dona de si e tenha tido a iniciativa de mudar de vida, ela precisou da ajuda de Red pra isso. E claro, não posso esquecer de mencionar os momentos mui calientes e até explícitos que eles vivem juntos que fazem dessa leitura indicada pro público adulto. O fogo, meupai.

Red é o oposto de Chloe. Ele passou por um relacionamento muito abusivo e isso abalou não só sua autoestima e sua confiança, mas seu maior dom, que é a pintura. Red está tentando recomeçar, se ajeitando e colocando a vida de volta nos trilhos. É mais comum que num relacionamento tóxico a vítima seja a mulher, mas aqui quem sofreu na mão de uma maluca foi Red. E a gente acaba tomando as dores dele e torcendo muito pra ele ser feliz, porque ele é um cara tão legal e que merece o mundo. Claro que ele tem seus defeitos, tem hora que a noção dessa criatura passa correndo lá atrás, mas é impossível não sentir empatia por ele. Ele inclusive é um dos poucos que percebe a mulher incrível, sensível e engraçada que Chloe é (sim, lá no fundo ela não é uma pessoa tão metida e chata como aparenta), e nem trata ela como coitada. Ele respeita e entende a condição dela de uma forma super bacana. Por isso que quando Chloe o trata mal, a vontade é de dar um sacode nela. Mulher, pelo amor de Deus!

Enfim, as últimas páginas fizeram com que meus sentimentos de antipatia por algumas situações, e até da própria Chloe, chegassem ao fim e percebi que a história, mesmo que tenha demorado pra me prender, valeu a pena. A gente sempre lê esses romances, ainda mais os que trazem as famigeradas cenas hot, com protagonistas de corpo escultural e cabelos esvoaçantes que nem parecem gente como a gente, então acredito que leitoras que tenham as mesmas características de Chloe (olha eu acima do peso aqui), ou que convivam com alguma doença crônica, devam se sentir bastante representadas. Inclusive já fiquei curiosa pelos livros das outras irmãs.
Pra quem quer uma história bem humorada, que faz a gente refletir, e no final deixa aquele quentinho no coração, eu recomendo.

Mordida - Sarah Andersen

19 de agosto de 2021

Título: 
Mordida
Autora: Sarah Andersen
Editora: Seguinte
Gênero: Juvenil/Tirinhas
Ano: 2021
Páginas: 112
Compre: Amazon
Nota:★★★★★
Sinopse: Em seus trezentos anos de vida, a vampira Elsie nunca encontrou um par perfeito. Tudo muda quando ela conhece Jimmy, um lobisomem encantador, com uma forte tendência a sair correndo por aí na lua cheia. Cada qual com seus hábitos incomuns, juntos eles levam uma vida de casal deliciosamente macabra, curtindo filmes de terror e livros de suspense, fazendo passeios à sombra e saciando seu apetite voraz em jantares refinados (sem alho!).
Com traço gótico, humor ácido e repleto de romantismo, Mordida retrata os dramas reais de se apaixonar por alguém perfeito para você — mas ao mesmo tempo muito diferente. Em edição de luxo, com capa dura de tecido e laterais pintadas de preto, este é um livro de morrer.

Resenha: Sarah Andersen está de volta, e dessa vez, trazendo Mordida (Fangs, no original), publicado pela Editora Seguinte. As tirinhas vão abordar uma história de amor bastante inusitada entre uma vampira e um lobisomem.
Cada página vai apresentar uma situação específica do cotidiano de Elsie e Jimmy, mostrando que, embora não sejam um casal convencional e tenham que lidar com suas diferenças, limitações e hábitos sobrenaturais, eles vão levando o relacionamento com muito bom humor.

Como o livro é feito por várias tirinhas, não existe uma história propriamente dita. Não se sabe de onde os personagens vieram e tudo começa quando eles se encontram em um bar. A partir daí, vamos acompanhando a evolução desse relacionamento através de pequenas situações, como um jantar, uma manhã onde acordam juntos, uma ida ao parque e por aí vai. São relances de uma vida a dois que se passa na sociedade atual, e como eles contornam alguns "obstáculos" sendo as criaturas que são.


Depois de Elsie matar tantos homens por aí, Jimmy é o primeiro namorado que parece ser seu par perfeito, então ela também está aprendendo como é estar junto de alguém que seja tão peculiar quanto ela.

Elsie é uma vampira de 300 anos e tem todas as características típicas dessa raça. Ela não suporta a luz do dia e pega fogo se ficar exposta ao sol, detesta alho, é fria, não tem reflexo, só entra nas casas alheias se for convidada e sobrevive a base de sangue.
Por outro lado, Jimmy tem um comportamento um tanto "canino", sempre muito protetor e compreensivo, e é muito fofo e engraçado acompanhar as situações onde ele se transforma em um lobo.

Embora sejam opostos, o casal se completa de uma forma que é impossível não dar uma risadinha desses momentos que passam juntos, ou um suspiro quando percebemos como é fofo um casal recém apaixonado, e talvez a ideia seja mostrar que é possível haver cumplicidade, companheirismo e muito amor, mesmo que existam tantas diferenças.


O projeto gráfico do livro é a coisa mais linda. A capa é dura tem a textura de tecido, o corte nas laterais é pintado de preto pra dar todo aquele ar gótico da protagonista, e as páginas são grossas, brancas e de excelente qualidade. As ilustrações da autora também não ficam atrás: Os traços são delicados e dão uma expressão bem marcante aos personagens.

Pra quem conhece e gosta dos livros da autora, e gosta de histórias em quadrinhos, eu super indico, principalmente se você quiser fazer uma pausa de uma leitura mais complexa e esteja procurando por uma leitura mais leve. O livro é super rápido de ser lido, é divertido, e, mesmo que tenha alguns toques sombrios e algumas piadas meio óbvias, é muito amorzinho.

Já quero mais quadrinhos de Elsie e Jimmy ♥

Games - Oxygen Not Included

6 de agosto de 2021

Título:
Oxygen Not Included
Desenvolvedora: Klei Entertainment
Plataforma: PC
Categoria: Sobrevivência/Aventura/Estratégia/Terror
Ano: 2017
Classificação Indicativa: 12+
Nota: 
Sinopse: No jogo de simulação de colônia espacial Oxygen Not Included, você descobrirá que a escassez de oxigênio, calor e sustento são ameaças constantes à sobrevivência da sua colônia. Guie os colonos pelos perigos da vida subterrânea de asteroides e observe como sua população cresce até que eles não apenas sobrevivam, mas prosperem ...
Apenas certifique-se de não se esquecer de respirar.

Oxygen Not Included começa quando três tripulantes, os chamados "duplicantes", precisam dominar diversas habilidades em prol da sobrevivência enquanto exploram um asteroide de dentro pra fora onde estão confinados - com uma atmosfera que nem sempre favorece seus pulmões, coitados - a fim de construírem e expandirem uma base improvisada, funcional e sustentável, numa tentativa de se manterem vivos, prosperarem e partirem num foguete espacial.


Antes de elogiar, preciso assumir que não dei nada por esse jogo quando comprei há uns 3 meses por aí. Eu entrei e não entendi NADA. Não fazia ideia do que tinha que fazer, como controlar o povo, como navegar pelos menus e selecionar as opções, e acabei desistindo por ter ficado perdida. Desinstalei e fingi que nunca vi. Agora vejo que foi um grande erro e que perdi um tempo considerável que eu poderia ter usado pra aprender muita coisa e talvez minha base estivesse muito maior e mais avançada se eu tivesse tido essa ideia desde o início. Então, lá fui eu, antes tarde do que nunca, assistir uns tutoriais básicos no YouTube, porque se dependesse de mim pra descobrir tudo sozinha, eu ia desistir de novo. Se a gente tem uma noção do que fazer pra começar, já é meio caminho andado, então, se você não sabe nada e ficou interessado, recomendo assistir alguns videos do tipo para saber do que se trata, e aproveitando, recomendo a playlist do canal do MetalBear, e o canal do PesteRenan, que mal descobri e já considerei pacas, pois me deram uma noção e uma base muito legal pra começar essa aventura.


A ideia principal do jogo é cuidar das necessidades da tripulação e gerenciar o crescimento da colônia com o passar dos dias para que ela não entre em colapso e todos não morram por algum erro "técnico", mas fazer isso é algo bem mais complexo do que parece. Os duplicantes tem esse nome porque eles são clones que podem ser "impressos" na maquina Duplicadora. De início podemos até pensar que é algo próximo de Sim City, The Sims ou afins, por ter a pegada da simulação de vida e suas estratégias de crescimento gradual e prosperidade, mas Oxygen Not Included vai MUITO além disso. O jogador não vai apenas monitorar as tarefas que os duplicantes devem fazer para construírem a base, assim como melhorar suas habilidades e cuidar das necessidades físicas, biológicas e psicológicas enquanto planeja estratégias para controlar os níveis de oxigênio, calor, poluição, energia, e até de germes que podem causar várias doenças, mas ficar atento a uma infinidade de detalhes que envolvem biologia, química, física (e até programação se bobear), de uma maneira genial, empolgante e viciante.


A medida que a base cresce e um novo bioma é descoberto, é preciso uma preparação e um planejamento antes de prosseguir com a exploração, pois o ar ou a água do local podem estar poluídos e/ou contaminados, os recursos ou as criaturas encontrados ali podem representar algum risco aos duplicantes, e a difusão dos gases ou dos líquidos da área a ser aberta pode provocar situações desesperadoras se não puderem ser controladas.
A graça está tanto na ideia de usar a lógica para otimizar os recursos, quanto nas tentativas falhas por algum erro de cálculo, pois nem sempre o jogador vai lembrar daquela aula de química onde a professora ensinou que a densidade do gás carbônico é maior do que a do oxigênio e que por conta disso, esse gás vai descer em vez de ficar pairando no teto.


Ao iniciar o cultivo de algum alimento, por exemplo, é preciso verificar as condições e as características do ambiente. Qual é a melhor atmosfera e a temperatura ideal para que a planta ou o animal cresça? Quando for preciso construir algum equipamento ou estrutura especial para as melhorias, onde é preciso fazer uma escavação para encontrar os recursos e os minerais? Como montar um esquema para gerar energia elétrica e ligar as máquinas? Que tipo de cabeamento é preciso passar para aguentar a corrente e não causar um curto circuito? Como aproveitar melhor o tempo para que, no meio desse desespero, os duplicantes trabalhem mas também descansem e tenham momentos de entretenimento para não surtarem e saírem quebrando tudo? E se um deles tiver medo de dormir com a luz apagada, o que fazer para que ele não atrapalhe o sono dos outros que gostam do escuro? Se um local começa a ficar quente demais, que tipo de otimização para resfriar o espaço e impedir que tudo derreta ou pegue fogo deve ser feita? O que devemos fazer com a água suja e os resíduos acumulados após a utilização do banheiro? O que fazer se a única fonte de comida for uma barra de lama nojenta? E se um monte de terra poluída e contaminada cair na água que abastece a base? Como conter uma doença contagiosa pra que ela não se espalhe por toda a colônia?
Esses são somente alguns exemplos das milhares de situações encontradas no jogo que vão fazer o jogador usar a inteligência para ter sucesso na sobrevivência, ou talvez queimar todos os neurônios cometendo os erros mais bobos, matando todo mundo e levando a colônia a extinção sem chance de escapar.



Os gráficos são muito bem feitos e os traços dos elementos e dos personagens são fofos e carismáticos, logo o jogo chama atenção e conquista pelo visual ao mesmo tempo que envolve pela mecânica complexa que acaba sendo verdadeiras aulas. A gente se diverte e se desespera, se orgulha com as conquistas e chora com os fracassos, e no final nem vê o tempo passar, de tão bom.

Oxygen Not Include está disponível para compra na Steam, e vale cada centavo.