Onde Deixarei Meu Coração - Sarra Manning

Lido em: Novembro de 2014
Título: Onde Deixarei Meu Coração
Autora: Sarra Manning
Editora: Galera Record
Gênero: YA
Ano: 2014
Páginas: 336
Nota
Sinopse: Simples, careta e sem graça. É assim que Bea se vê. Então quando a super descolada Ruby e seu bando de populares passam a se interessar por sua opinião, isso só pode ser uma pegadinha. Certo? Pelo menos é assim que sempre acontece nos filmes... Mas o convite para passarem as férias em Málaga parece pra valer. E com um bônus: Bea pode se afastar da mãe irritante e controladora. No entanto, depois de apenas 48 horas na Espanha, Bea se flagra mudando o itinerário. A menina decide visitar Paris para encontrar o pai que nunca conheceu. Afinal, a cidade luz pode emprestar um pouco de clareza a um período nebuloso de sua vida familiar. No caminho, ela conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa. Enquanto procuram pelo pai dela nos cafés e boulevards de Paris, ela perde a cabeça em vez disso. Será que Bea é a garota de Toph ou a boa menina que sua mãe espera que ela seja? Ou será esse o verão mágico em que Bea finalmente torna-se dona do próprio nariz?

Resenha: Onde deixarei meu coração é um romance Young Adult escrito pela autora Sarra Manning e publicado no Brasil pela Galera Record.

Bea é uma adolescente de 17 anos que, por ser certinha demais e ter a vida completamente regrada dentro de uma rotina pontualíssima, não vê graça em si mesma. Careta, apagada, invisível, sem atrativos, feiosa e completamente desinteressante, é assim que ela se sente.

Quando Ruby e seu bando de bitches mais populares da escola começam a se aproximar de Bea, a garota só poderia ter imaginado que se tratava de uma brincadeira de muito mau gosto. Desconfiada, ela se sentia deslocada em meio àquelas garotas exuberantes e namoradeiras que não tinham nada a ver com seu jeito. Até que um convite para passar as férias na Espanha com as populares é feito a ela e, levando em consideração seus problemas com a mãe superprotetora e o quanto Bea é correta, previsível e entediante, resolve dar uma de rebelde e parte em viagem. Mas ela percebe as reais intenções de Ruby, que de amiga não tinha coisa nenhuma, conhece um grupo de universitários mochileiros, entre eles Toph ♥, e ao invés de voltar para casa, o que era de se esperar, resolve ser um pouco mais rebelde, fugir de estereótipos e dois dias depois de chegar a Espanha, #partiu para Paris procurar seu pai que, a propósito, ela nem ao menos conhece.

E partindo dessa premissa, com a linda Paris como pano de fundo (oh, Paris), Onde deixarei meu coração se desenrola. Com uma capa perfeita e narrado em primeira pessoa, os pensamentos de Bea ganham voz, como se ela estivesse presa por muito tempo e agora, finalmente, está livre. Como um bom romance, o ritmo dos acontecimentos não é frenético nem cheio de intensidade, as coisas acontecem devagar e considerando o tipo de história era algo que eu já esperava. Bea vai levando seu jeito "careta" e quando explode é que tudo fica ainda melhor. Ela lida com os problemas que tem relacionados as amizades, a família e ao romance que começa a brotar de forma tão singela entre ela e Toph que vai arrancar suspiros das mais românticas... Quando Bea resolve enfrentar tudo que está engasgado, começa a amadurecer muito, pois até então ela não passava de uma típica adolescente, com comportamento de adolescente, e muitas vezes bem idiota (quem nunca, né?), e quando começa a descobrir quem é de verdade, pode ser motivo de inspiração pra muitas que se encontram em uma situação parecida e não sabem o que fazer para se sentirem melhores.
Preciso falar que Toph foi um personagem que me conquistou. O cara tem 20 anos e é um amor de pessoa, e mostra que em meio a tantos trastes não se deve perder as esperanças. Além de mostrar que o interesse de Bea por ele é recíproco, Toph é o tipo de cara que está alí pro que der e vier, daqueles com quem se pode contar sempre. Quem nunca sonhou com alguém assim? E quem nunca sonhou com alguém assim em Paris?? Gente! Paris! Pariiiss! Cenário melhor do que esse é impossível.
A história foi bem trabalhava e desenvolvida, os elementos foram bem apresentados, e a situação no geral (mesmo que não seja um tema tão original assim), consegue ser bem crível e próxima da nossa realidade, principalmente ao abordar os conflitos familiares da garota que não são nada fáceis. Acredito que muitas garotas (e até garotos) irão se identificar com os conflitos, anseios e desejos da protagonista.

Uma história leve, envolvente, doce e comovente que mostra que sair da mesmice, agir por impulso no calor do momento, às vezes, pode resultar em algo muito bom do qual podemos aprender alguma coisa que vale para a vida, como nos conhecermos, nos aceitarmos melhor ou simplesmente nos reencontrarmos dentro de nós mesmos...
É claro que recomendo. De olhos fechados.


O que Restou de Mim - Kat Zhang

Lido em: Novembro de 2014
Título: O que Restou de Mim - As Cronicas Híbridas - Livro 1
Autora: Kat Zhang
Editora: Galera Record
Gênero: YA/Sci-Fi/Distopia(?)
Ano: 2014
Páginas: 320
Nota
Sinopse: Addie e Eva são híbridas duas almas no mesmo corpo. Em sua realidade, todos nascem assim mas, ainda na infância, uma das almas torna-se dominante. Mas isso nunca acontecia com as duas. Considerados instáveis e perigosos, os híbridos foram perseguidos e eliminados das Américas. E quando o segredo delas é ameaçado, Eva e Addie descobrirão da pior forma que há muito mais sobre os híbridos do que os noticiários de TV e os livros de história contam.

Resenha: O que Restou de Mim é o primeiro volume d'As Crônicas Híbridas, escrito pela autora Kat Zhang e publicado no Brasil pela Galera Record.
A história se passa numa sociedade onde todos nascem com duas almas. Enquanto crianças, as almas ficam entrelaçadas até se definirem, ou seja, a alma dominante permanecia no corpo para que o indivíduo pudesse ter uma vida normal enquanto a alma recessiva deve partir. Tal evento ocorre ainda na infância, porém, com Addie e Eva as coisas foram diferentes. O tempo passou, mas por mais que Eva fosse declarada como a alma recessiva, ela nunca partiu, fazendo com que o corpo se transformasse numa prisão abrigando as duas almas juntas o que as caracterizou como híbridas.
Híbridos são malvistos pela sociedade, considerados perigosos, instáveis, culpados por separar a Américas do resto do mundo e precisam ser extintos, e por esse motivo, Addie e Eva guardam segredo sobre a condição da qual se encontram, até que elas descobrem que não são as únicas que se escondem ao conhecerem os irmãos Hally (e Lissa) e Devon (e Ryan) e que, ao serem capturados, há muito mais sobre os híbridos do que elas poderiam imaginar...

O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Eva, e por ela ser a alma recessiva, em seus pensamentos/diálogos com Addie, a fonte é diferente para que possa haver distinção entre elas e isso foi um ponto a favor da diagramação.
A capa é deslumbrante, pois ao mesmo tempo que consegue ser simples, ilustra perfeitamente duas pessoas em uma só com a parte de um rosto dentro de uma silhueta. O título ainda tem aplicação em verniz pra ter um destaque mais bonito.
Os personagens foram muito bem construídos e desenvolvidos, todos tem falhas e isso os tornam mais próximos de nós, os tornam mais críveis e, pra mim, a relação fraternal entre Addie e Eva foi o que mais aproveitei, pois são personagens diferentes, que pensam diferente, mas compartilham um único corpo, procurando se esforçarem para que suas necessidades sejam supridas e seus desejos atendidos enquanto precisam enfrentar todo o horror da sociedade que perseguem pessoas como elas e de um laboratório do governo, onde a frieza com que são tratadas é de arrepiar os cabelos, e até mesmo os demais híbridos que são abandonados pelas famílias por serem vistos como verdadeiras aberrações. Chega a ser angustiante.
A história é bem fluída e tem um ritmo bem rápido, sempre está acontecendo alguma coisa, mas fica o mistério no ar em que o leitor fica curioso pela questão dos híbridos e qual o motivo de serem tão "perigosos" assim, pois as pessoas devem denunciá-los caso os identifiquem mas não há explicação do motivo. Sabem que são perigosos, mas não sabem realmente o que fizeram de tão terrível na realidade pra serem considerados assim.
Há algumas reviravoltas na história, alguns pontos não são explicados, o que acaba deixando o leitor no escuro, e algumas coisas se repetem muito tornando alguns pontos cansativos, mas o enredo é brilhante e achei bem original, principalmente se levarmos em conta de que tudo é contado pela alma recessiva, fazendo com que o narrador saia do padrão do qual estamos acostumados.
Eva é o tipo de personagem que mexeu comigo pois por ser a alma recessiva ela não tem voz, não tem ação, está fisicamente incapaz de fazer qualquer coisa a menos que Addie queira, mas ainda assim consegue ser mais forte do que muitas protagonistas cheia de coragem que vemos por aí.
o romance é algo tão sutil e pouco aprofundado que nem formei opinião sobre ele, talvez seja abordado no próximo volume.
No geral, apesar de algumas falhas que o livro apresenta, considerei que a autora soube conduzir a história com bastante habilidade e a busca pela identidade retratada aqui é algo que vale a pena ser lido.


PS.: Só eu senti que a história lembra vagamente o caso mirabolante das gêmeas June e Jennifer Gibbons?

Promoção - Livros de Natal


Quem aí já tem a sua listinha de livros de Natal? \o/ É isso mesmo, dezembro está chegando e o Sonhos em Tinta resolveu convidar vários blogs amigos para comemorar essa época tão especial presenteando 10 leitores! Vocês podem participar de todos os sorteios, mas os ganhadores serão premiados uma vez, ok?! Vamos nessa!
Regras gerais:
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- Cada blog ficará responsável pelo envio do prêmio que por ele foi disponibilizado para o sorteio, não tendo qualquer responsabilidade por extravio ou perda por conta dos correios.
- O ganhador terá 72 horas para responder o e-mail enviado, caso contrário um novo sorteio será realizado.
- O sorteio terá início em 18 de novembro e término em 22 de dezembro de 2014.
- Os blogs terão um prazo de 60 dias para o envio do prêmio.
- Se o seu twitter ou Facebook forem bloqueados, não utilize essas entradas, já que não tenho como verificar.

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Qualquer dúvida, envie um e-mail para sonhosemtinta@gmail.com (blog organizador da promoção)

Boa sorte!

Hora Morta - Anne Cassidy

Lido em: Novembro de 2014
Título: Hora Morta - The Murder Notebooks - Livro 1
Autora: Anne Cassidy
Editora: Rocco  
Tradutora: Viviane Diniz
Gênero: Juvenil/Policial/Mistério
Ano: 2014
Páginas: 320
Nota
Sinopse: Uma noite, os pais de Rose e Josh saem para jantar... e nunca mais voltam para casa.
Depois de anos sem se ver, Rose e Josh conseguem se comunicar pela internet e resolvem investigar o desaparecimento que mudou o rumo de suas vidas.
Porém, na noite em que planejam se encontrar, Rose testemunha o assassinato de um colega de escola. O crime desencadeia inúmeras descobertas, que talvez sejam pistas para desvendar o mistério que a separou do irmão de consideração tantos anos antes.
A solução parece escondida numa série de diários com mensagens codificadas. Josh e Rose terão que correr contra o tempo para desvendá-las a fim de evitar a morte de desconhecidos... e a deles mesmos. 

Resenha: Hora Morta é o primeiro livro da série The Murder Notebooks, escrito pela autora Anne Cassidy e lançado no Brasil pelo selo Jovens Leitores da Editora Rocco.
Ambientado numa Londres urbana e moderna, Rose e Josh se separaram 5 anos atrás quando a mãe dela, Kathy, e o pai dele, Brendan, ambos policiais que trabalhavam com casos não solucionados, desapareceram sem deixar rastros. Depois do ocorrido, Rose nunca mais foi a mesma, pois enquanto foi morar com sua avó, se viu muito deprimida por ter se separado de seu irmão postiço que ela tanto gostava mas que foi morar com um tio.
Depois de estudar por bastante tempo num colégio interno, e de volta a Londres, Rose ingressou num colégio local torcendo por melhores oportunidades quando fosse para a universidade, mas mesmo feliz por finalmente poder reencontrar Josh após tanto tempo (e contrariando a ordem da avó de não encontrá-lo), seus problemas pareciam estar apenas começando. Rick Harris, o garoto mais implicante do colégio passou a persegui-la e atormentá-la sem parar. Ocorre que Rose acaba sendo testemunha de um assassinato  na plataforma do trem que esperava, cuja vítima era o odioso Rick. Rose precisou enfrentar um interrogatório e toda a burocracia policial, e Josh acabou lhe mostrando um "projeto" que ele desenvolveu: Criou sites com a finalidade de encontrar os pais desaparecidos pois se recusou a acreditar que eles estavam mortos. Mas Rose não acreditava que isso seria possível, sempre acreditou na polícia e não entendia como após tantos anos desaparecidos os pais ainda pudessem estar vivos. Mas Josh precisa ter certeza, precisa reunir pistas e, enfim, descobrir a verdade sobre esse misterioso sumiço.
Enquanto isso, outro assassinato acontece, novamente Rose está no meio, e tudo indica que as mortes podem ter alguma conexão, principalmente quando ela descobre uma ligação com o desaparecimento dos pais, pois o crime acaba por desencadear novas pistas que estavam escondidas, e agora resta aos dois correrem contra o tempo se quiserem descobrir a verdade e até mesmo continuarem a viver...

Narrado em terceira pessoa, mas pelo olhar de Rose, a trama de Hora Morta se desenrola fazendo um misto acerca do mistério que envolve o sumiço dos seus pais com as mortes que aconteceram no colégio. Ainda sobre a narrativa, por mais que seja fácil e fluída, considerei alguns trechos e diálogos muito superficiais e alguns sem sentido.
Rose é uma adolescente que faz o papel de revoltada com a vida, impulsiva e antipática, ao contrário de Josh que já conquista a simpatia do leitor lodo de cara. Até compreendo o comportamento devido ao que passaram, mas ainda assim foi demais.
Alguns personagens não me convenceram e algumas situações soaram muito forçadas pra mim. Não é lá muito comum nos depararmos com adolescentes que saem por aí investigando as coisas por contra própria, por mais que em alguns casos isso possa ser interessante e legal, mas que ainda conseguem atrapalhar o bom trabalho da polícia. Pra mim é normal que numa história existam empecilhos para atrasar ou atrapalhar alguma coisa, mas vindos dos maiores interessados foi difícil aceitar.
O mistério e a trama no geral são clichês, tudo ocorre de forma rápida, muitas informações são apresentadas de uma vez, algumas são óbvias, outras nem tanto, mas gostei da proatividade dos personagens em correr atrás do que querem em vez de ficarem esperando as coisas acontecerem.
Não me agradou muito a ideia de uma atração entre os personagens mesmo que não possuam uma relação consanguínea, não é uma coisa que me parece ser certa e soa bem doentio pra mim.
Há tensão, há ação, e é o tipo de história que o assassino é quem menos se espera e só ao final as coisas fazem mais sentido.
Gostei bastante da autora ter bolado uma interligação entre os personagens através da morte de Ricky e isso foi bem satisfatório.

A capa do livro é muito bonita, possui aplicações em verniz local, páginas amareladas, a revisão não deixou a desejar e a diagramação é ótima. Cada início de capítulo, que são numerados com numerais romanos, tem uma borboleta.

Perguntas sem respostas e novos mistérios encerram o livro e pretendo continuar lendo a série para saber o que está por vir. É um bom romance policial voltado ao público juvenil que cumpre com o papel.

É possível ainda baixar o prequel disponibilizado pela Rocco Digital, que antecede a trama, logo quando os pais de Rose e Josh desaparecem e eles vão para um lar provisório. É um conto bem curtinho, com pouco mais de 20 páginas, pra introduzir os protagonistas e atiçar a curiosidade do leitor sobre Hora Morta. Aproveitem a gratuidade para fazer o download:

Dias Sombrios - Anne Cassidy
Sete dias se passaram desde que a mãe de Rose e o pai de Joshua desapareceram. Enquanto a polícia investiga o paradeiro do casal, os irmãos se hospedam na casa de Paul e Alice Towsend, o casal do lar adotivo provisório. Tudo o que eles sabem é que nenhum corpo foi encontrado. E sem mais nenhuma pista só lhes resta a esperança.
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Marca da Lua - Flávia Duduch

Lido em: Outubro de 2014
Título: Marca da Lua
Autora: Flávia Duduch
Editora: Novo Século
Gênero: Juvenil/Fantasia
Ano: 2014
Páginas: 312
Nota
Sinopse: Por favor, feche o livro e coloque-o de volta na estante. Você realmente não iria gostar de ser como eu: com uma teimosia a ponto de se meter em um monte de encrencas por causa de um livro. Recoloque-o na mesma prateleira onde foi achado. A relação conturbada com o pai, o acidente que leva o irmão a perder a memória, os conflitos na escola, o misterioso e envolvente professor que a está rodeando... Tudo isso ainda é pouco diante do que Julie Lynch terá de enfrentar. Ao cumprir uma detenção na biblioteca da escola, ela encontra um misterioso livro, que lhe dá a missão de matar sete criaturas. Além disso, uma estranha marca de meia-lua começa a surgir em sua nuca, tornando ainda mais intrigante seu envolvimento com este fabuloso mundo da magia. O que são estas criaturas? E por que este professor, Noah, a atrai tanto?

Resenha: Marca da Lua foi escrito pela autora Flávia Duduch e lançado pelo selo Talentos da Literatura Brasileira da Editora Novo Século.
Começamos a história conhecendo Julie, que acaba de acordar de um coma de dez dias após um acidente que sofreu com o irmão. Ao acordar, ela descobre que seu irmão continua em coma mas quando ele acorda, está completamente confuso e não se lembra de nada.
O acidente que os levou ao coma ocorreu no aniversario de Julie, em que ela e o irmão fugiram para ir a festa comemorar. Lá, ela e os amigos brincam com um tabuleiro ouija para conversar e invocar espíritos, e nesta brincadeira eles liberam algo...
Porém a historia só começa quando, em um castigo que o professor aplica em Julie, ela deve organizar livros na biblioteca e acaba encontrando um cujo aviso na capa alertava "Por favor, feche o livro e coloque-o de volta na estante. Você realmente não iria gostar de ser como eu".
Como toda protagonista, Julie tem que ser teimosa e abrir o livro, claro, e com esta atitude algo faz sua nuca queimar. Uma marca de lua com o numero 7 surge, e ela descobre que foi jogada para uma sociedade conhecida como Ciclo, e agora terá que matar 7 criaturas, e uma delas é o fantasma libertado na brincadeira com o tabuleiro.

Confesso que quando li a sinopse deste livro me interessei bastante, pois ele parecia bem promissor e eletrizante. Contudo, não foi como pensei.
Primeiro, devo ressaltar que os personagens ficaram um tanto confusos, e suas descrições não foram bem feitas. Suas atitudes sempre eram contraditórias de uma página para outra. Na descrição pessoal, não sei quem é quem e nem imagino como eles sejam. Por exemplo: A personagem principal, Julie, parece ser bipolar, uma hora é prestativa, encantadora e supersensível e noutra é uma garota mimada, não estando nem aí para as consequências de seus atos, agindo como uma completa ordinária. 
A narrativa, que é feita em primeira pessoa, foi um incomodo e tanto. Não sabia exatamente em que tempo estava a historia, não sabia como tal personagem surgiu ali, como a personagem conseguiu tal ação já que numa hora ela estava ali, cara a cara com a criatura, noutra ela já estava com a criatura morta. Não sabemos como conseguiu matá-la.
Senti que a autora estava totalmente perdida na sua própria historia, como se tivesse sido feita as pressas e nada fez sentido, tudo ficou desconexo. Uma hora acontecia uma coisa e do nada mudava para outro assunto, e depois voltava ao assunto anterior.
A revisão deixou a desejar e foi um completo desgosto. Falta de concordância gramatical, verbal e tempo fora os muitos erros de ortografia que encontrei. Este foi o livro com a maior quantidade de erros que já tive a oportunidade de ler.
A premissa é interessante e diferente, tanto que me interessei pela leitura, mas uma revisão para corrigir essas falhas terríveis viria a calhar, pois nem sempre uma ideia inicial dá certo se não for bem trabalhada, com aprofundamento adequado, dando importâncias a detalhes que podem fazer diferença ou a explicações para determinados acontecimentos.
As fontes tem um tamanho bom, as folhas são amareladas, a diagramação é simples e a cada capítulo há um detalhe em formato de lua.
Caso queiram investir na leitura e tirar suas próprias conclusões, fiquem a vontade, mas eu particularmente, não aproveitei nada e infelizmente não foi um livro que me agradou.
A primeira frase da sinopse já ilustra bem minha opinião principal "Por favor, feche o livro e coloque-o de volta na estante."