Laços de Sangue - Richelle Mead

Lido em: Agosto de 2014
Título: Laços de Sangue - Bloodlines - Livro 1
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia Urbana/Sobrenatural
Ano: 2013
Páginas: 432
Nota
Sinopse: Com sua lealdade colocada em questão, Sydney se sente obrigada a voluntariar-se para uma tarefa nada agradável: ajudar a esconder Jill Dragomir, uma princesa vampira que está sendo perseguida por rebeldes que querem o poder. Assim, pelo bem dos humanos, Sydney aceita se disfarçar de estudante e passa a conviver diariamente com Jill e seu guardião Eddie. Mas entre uma conversa e outra, ela começa a ter a sensação de que talvez esses seres estranhos não sejam tão maus assim, principalmente Adrian, um vampiro muito próximo de Jill que desperta os sentimentos mais contraditórios e proibidos em Sydney. Caberá a ela resolver todos esses mistérios e garantir a paz entre os humanos antes que seja tarde demais.

Resenha: Laços de Sangue é o primeiro volume da serie Bloodlines, um spin-off da série Academia de Vampiros, escrita pela autora Richelle Mead e lançada no Brasil pela Seguinte.

Sidney Sage é uma alquimista, ou seja, faz parte de um grupo de pessoas que protegem os humanos dos vampiros e dos dampiros, considerados criaturas terríveis e cruéis (divididos em três raças: Moroi, Strigoi e Dhampiros). Porém, os demais alquimistas passaram a vê-la como uma traidora pois ela havia ajudado Rose Hathaway, uma Dampira a escapar da prisão em sua última missão. A lealdade de Sidney foi posta a prova e, a fim de recuperar a confiança dos outros, embarcou em uma missão da qual deveria esconder e proteger Jill Dragomir, uma princesa vampira que corria o risco de ser atacada por vampiros rebeldes em busca de poder e loucos para matá-la, assim sua irmã, Lissa, que tomou o trono como rainha teria que abdicar seu posto. E se os rebeldes tomassem o poder, tal guerra afetaria toda a humanidade.
As duas iriam entrar na Escola Preparatória Amberwood, um lugar bem quente na Califórnia e quase sem vampiros, e lá se passariam por irmãs, junto com Eddie, guardião de Jill, e Sidney une a missão de protegê-la às pesquisas que passa a fazer lá.
Porém, rumores de que tatuagens que faz com que as habilidades dos alunos sejam melhoradas começam a surgir e quando ela associa sua própria tatuagem, um lírio dourado, as tatuagens dos alunos, desconfia de que alquimistas possam estar envolvidos e vai investigar. Ela então se une a Adrian, um vampiro Moroi que parece estar disposto a ajudá-la. E como se isso não fosse suficiente, alguns vampiros Morois são mortos e o mistério que envolve essas mortes deixa Sidney intrigada para descobrir o que está acontecendo antes que coisa pior aconteça.

Mesmo que Laços de Sangue seja uma história a parte, é possível investir na leitura da série sem ter lido a anterior e sem afetar a compreensão da mesma, mas ainda assim acredito que se eu tivesse lido a série principal, tudo poderia ficar mais claro pra mim e talvez eu tivesse aproveitado a leitura um pouco mais, até mesmo por causa dos spoilers que peguei. Não que eu deixe de me interessar por um livro por causa disso, mas há quem considere que esse fator atrapalhe, então, fica por conta e risco de quem se interessar escolher a ordem que vai ler.
O começo da história é bem morna e parece que as coisas acontecem sem um propósito convincente. Até que a explicação sobre a proteção de Sidney sobre Jill aparecesse, não entendia o motivo do auê, pois até então, tanta proteção parecia até inútil.
O interesse que Adrian desperta em Jiil e a relação de amor e ódio entre entre eles é algo que dá um toque de humor, e Adrian, claro, traz todo um charme para a história.
A narrativa é feita em primeira pessoa pelo ponto de vista de Sidney e a escrita da autora é fácil, prende e flui muito bem. A tensão, a ansiedade e a adrenalina que senti foi algo que considerei um ponto positivo, pois é difícil um livro me fisgar, mesmo sem conhecer Academia de Vampiros. E espero que minha opinião não mude quando eu começar a ler essa série e entender melhor sobre esse universo de fantasia urbana que Richelle criou.
No final das contas, tudo o que parecia estar sem pé nem cabeça no início fez sentido e acabei me surpreendendo com a forma que a autora desenvolveu a história, e mesmo sendo um volume mais introdutório, me agradou muito. Então, "O Lírio Dourado" (resenhado pelo Lucas), aí vou eu!



Confesso que Menti - Justine Larbalestier

Lido em: Agosto de 2014
Título: Confesso que Menti
Autora: Justine Larbalestier
Editora: Galera Record
Gênero: Suspense/Juvenil
Ano: 2014
Páginas: 320
Nota
Sinopse: Micah Wilkins é uma mentirosa compulsiva. Para ela, mentir é tão natural quanto respirar. Por isso é preciso prestar muita atenção a seu relato e desconfiar de tudo o que ela disser. Por que ela mente? É um segredo que envolve o outro. Tudo começou quando ela nasceu com a doença da família. E desde então Micah criou um labirinto de mentiras para manter todos afastados da única e terrível verdade. Mas quando seu namorado Zach é encontrado morto em circunstâncias violentas e misteriosas, o comportamento nada confiável da menina a transforma na principal suspeita do crime. Agora, para desvendar essa trama e provar sua inocência, Micah Wilkins promete contar apenas a verdade e nada mais que a verdade.

Resenha: Confesso que Menti, escrito pela autora Justine Larbalestier e lançado no Brasil pela Galera apresenta uma história da qual Micah Wilkins é a protagonista. A garota é uma mentirosa compulsiva que inventa histórias, muitas delas bem mirabolantes, a fim de distorcer a verdade, ou afastar as pessoas dela. Até que Zach, seu namorado, é encontrado morto no Central Park e Micah se torna a principal suspeita. Resta a ela contar a verdade a fim de provar sua inocência, mas será que com seu histórico ela será capaz?

Capa americana
A primeira coisa que me chamou atenção nesse livro foi a capa. Os olhos parecem guardar segredos... Somando isso a sinopse (que deu a ideia de que iria me deparar com uma história enigmática) juntamente com quem escreveu (já conhecia a escrita da autora pela Trilogia da Magia que li faz algum tempo e gostei bastante), não pensei duas vezes ao embarcar nessa leitura.
Antes de comentar sobre minhas impressões, preciso falar um pouco sobre a capa versus sua relação com a história. Micah é negra e por diversas vezes afirma que sua aparência a faz ser confundida com um menino, e apesar de a capa brasileira ser muito bonita, não deixa transparecer tal característica. Ao pesquisar a capa americana, fica claro que ela faz muito mais jus às características físicas da garota. Porém, pelo que soube ao pesquisar, até que a capa final fosse finalmente decidida, houve bastante controvérsias com a ideia de que um livro com uma pessoa negra na capa poderia não chamar atenção dos leitores devido a algum preconceito ou até mesmo racismo que os americanos possam ter, o que me fez ficar com um ponto de interrogação na cabeça e pensando mil bobagens ao comparar a capa original com a capa do Brasil, que mesmo retratando a raça, traz uma quase "Halle Berry" para enfeitar nossas estantes, e não a menina esquisita que Micah é. A beleza de uma capa e a importância de torná-la mais atrativa aos olhos de quem vê pode acabar camuflando questões mais sérias do que se imagina...

Dividido em 3 partes, não há capítulos, mas sim tópicos de "antes", "depois" e "histórico familiar" a fim de situar o leitor a cada cena e acontecimento, e narrado em primeira pessoa de forma que ficamos limitados ao ponto de vista muito duvidoso e nada confiável da protagonista, Micah fica incumbida de contar ao leitor sua versão dos fatos, mas nunca sabemos se são reais ou não, principalmente quando ela toca no assunto da "doença de família" que também acaba sendo um mistério e ninguém sabe que doença é essa. Tudo é descrito de forma a fazer o leitor procurar pistas, do que pode ser real ou não, e Micah sempre dificulta tudo porque, às vezes, ela mesma acredita em tudo que conta, sendo mentira ou não. Que tipo de relato podemos esperar de alguém que considera a mentira algo normal e que faz parte de sua vida? Essa pergunta é o que torna a leitura bastante intrigante, pois Confesso que Menti é uma trama bastante misteriosa, repleta de enigmas e mesmo que seja bem estruturada, bastante fluída e fácil, são nas entrelinhas que devemos prestar atenção...
Micah é uma personagem difícil, sempre muito controversa, que tenta mostrar uma coisa enquanto está acontecendo outra, o que me fez pensar que ela se perdeu em si mesma, fica confusa com relação ao que sente e como trata ou é tratada pelos outros, até pelos próprios pais que sempre são muito frios e parecem sentir repulsa por ela. Acredito que a ideia da autora era resumir todos os problemas pelos quais os adolescentes dessa idade passam - conflitos, descobertas, convivência social, aceitação, rejeição, incompreensão, insegurança e etc - e como cada um tem sua própria forma de lidar com o que devem enfrentar.
É uma leitura que vale a pena se encarada como algo a ser "investigado", mas algumas coisas não são muito aprofundadas e acabamos ficando sem resposta, e por mais que a trama soe interessante, não conseguiu me prender e nem me deixar tão envolvida quanto eu pensei que ficaria.

Confesso que Menti é um quebra cabeças. Me vi num jogo tentando juntar partes para ao final decidir se deveria ou não acreditar em Micah, e pra falar a verdade, confesso que se eu não acreditasse, teria perdido meu tempo...


TV Novo Conceito - Bienal 2014 - Episódio 3

A TV Novo Conceito está no ar e traz um bate-papo com a mineiríssima (e simpaticíssima) autora Marina Carvalho, que lançou hoje o seu novo livro, "De repente, Ana".
 

Também tivemos o divertido Encontro com Blogueiros, realizado pela parceira Bianca Branco, do blog Hello Star.

TV Novo Conceito - Bienal 2014 - Episódio 2

Hoje a TV Novo Conceito traz tudo o que rolou durante o lançamento mundial do livro "As Sete Irmãs", de Lucinda Riley, na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.


Além de um bate-papo descontraído com a autora.

TV Novo Conceito - Bienal 2014 - Episódio 1

A TV Novo Conceito está no ar para trazer aos leitores de todo o Brasil as informações e novidades da 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.


Comandada pela equipe do Grupo Editorial Novo Conceito e com a participação de leitores e blogueiros parceiros, a #TVNovoConceito vai ao ar todas as noites, durante toda a Bienal.