Resumo do Mês - Agosto

1 de setembro de 2021



E esse mês que parece ter durado 5 minutos? Pisquei e acabou. O que foi isso? #chocada
Como mês passado não fiz resumo, não contei que fui vacinada, e acho que nunca fiquei tão feliz e satisfeita em ter tomado uma agulhada na vida. É engraçado (ou trágico?) como as coisas chegaram num ponto em que tomar uma vacina se transformou num verdadeiro evento. O povo filma, tira foto, comemora, usa fantasia, protesta...
Enfim... Continuo na sofrência com as coisas de casa e ultimamente ando meio desanimada, cansada, desacreditada com tudo, mas talvez seja só uma fase ruim. Nunca pensei que ia viver pra passar por uma pandemia e uma crise dessas, e pelo visto não vai ser nessa vida que vou ver o Brasilsão sair desse buraco.

Mas o que eu queria falar é que até que enfim comecei a liberar as resenhas aqui no blog depois de um tempo que pareceu um século. Foi pouca coisa? Foi, mas melhor esse pouco do que nada.

Sigo capengando, com dor nas costas, meio desvairada e cheia de cabelo branco, mas vamo que vamo.

Espiem:

Caixa de Correio #114 - Agosto

31 de agosto de 2021

Alguém já viu um mês de Agosto passar tão rápido assim? Gente do céu, eu tô bege. Sinto que o dia tem 10hrs a menos do que devia, porque quando pisco já passou. Socorro.
Esse mês a caixinha tá razoável, teve livros e decks novos de tarô, só não teve pop porque os que comprei (de Harry Potter, pra variar) foram anunciados recentemente, então vão demorar uns 3 meses ainda pra chegar porque comprei na pré venda. Depois que deixei de comprar a Molly com A Toca na pré-venda, fiquei traumatizada e me arrependi amargamente. Agora o preço tá tão exorbitante que só vai dar pra comprar se eu ganhar da mega sena ou herdar uma fortuna de algum parente rico e desconhecido. Gente, mais de 2mil reais num pop que lançou nem tem tanto tempo assim, nessa crise que estamos, o povo vendendo almoço pra comprar a janta, é impossível. Sem condições... Quem sabe quando o dólar baixar (é, eu sei, mas pelo menos sonhar é de graça)... #iludida

Enfim... Espiem a caixinha desse mês:

4 Homens em 44 Capítulos - BB Easton

26 de agosto de 2021

Título:
4 Homens em 44 Capítulos
Autora: BB Easton
Editora: Paralela
Gênero: Romance
Ano: 2021
Páginas: 324
Compre: Amazon
Nota:★★☆☆☆
Sinopse: Depois de anos tentando apimentar minha vida sexual, resolvi me contentar com um diário sobre aventuras do passado. Talvez meu marido, um nerd lindo e frio, só não fosse capaz de sentir a paixão que eu esperava, já que era totalmente diferente dos meus ex-namorados supertatuados e tarados. Bom, se eu não podia ter o amor que desejava na vida real, pelo menos podia escrever sobre ele no diário. Seria meu segredinho.
Mas adivinha? Meu marido leu tudo. E sabe o que mais? Depois disso, ele foi tomado pela paixão, se é que você me entende.
A partir daí, resolvi seguir o conselho da minha melhor amiga e usar o diário para manipular o comportamento dele. Eu só queria convencê-lo a: me dar um apelido fofo; me elogiar mais; fazer sexo selvagem e apaixonado; e fazer uma tatuagem completamente amadora do meu nome e/ou rosto em uma parte do corpo bem visível!
Não é pedir demais, é? O que poderia dar errado?

Resenha: 4 Homens em 44 Capítulos, escrito por BB Easton, é um tipo de autobiografia (segundo a própria autora) onde ela relata as experiências sexuais - reais e inventadas - que teve com antigos namorados super cheios de fogo, num diário pra dar jeito no marido. Ken, o dito cujo, embora seja um cara de boas, é um zumbi desprovido de caliência (ou como ela prefere definir: maribô) que não faz nada pra tirar o relacionamento da rotina e mal conversam. E a vida sexual, aquela cheia de loucuras que ela viveu no passado e sente tanta falta que só falta morrer? Que se dane. Já casaram e tiveram filhos, conquistaram o que queriam, logo não existe mais nada que precise ser feito. E a confusão realmente começa quando Ken acha o diário sem querer, começa a ler e fica abismado com o que Brooke, ou BB, andava escrevendo. Ela se desespera acreditando que ele pediria o divórcio depois de ler tantas indecências, mas se surpreende quando ele tenta agradá-la fazendo algumas coisas que ela gostaria e descreveu no tal diário.
Então, nada melhor do que um plano que envolve continuar escrevendo - e inventando - mais um monte de experiências cabeludas e tiradas do além no famigerado diário esperando que Ken continue lendo e mudando o comportamento pra satisfazê-la e agradá-la do jeitinho que ela quer, esquentando as coisas entre quatro paredes e dando um up nesse casamento murcho.

Antes de mais nada, acho que todo mundo já deve saber que o livro inspirou a série Sex/Life, na Netflix. Confesso que tentei assistir, mas numa casa cheia de crianças que não me dão folga e não saem do meu pé nem quando vou no bendito banheiro, fica difícil. Logo, achei que ler o livro seria uma ideia melhor por não ter perigo de algum deles aparecer no meio da noite, do nada, e de repente se deparar com alguma cena imprópria envolvendo caras e bocas, gemidões, e protuberâncias corporais.

Outra coisa é que só depois que terminei esse livro é fui saber que a autora escreveu 4 spin-offs (que não foram publicadas no Brasil), um pra cada homem com quem ela teve esses relacionamentos, Skin, Speed, Star e Suit, mas acho que como minha experiência não foi tão positiva quanto eu gostaria, é bem capaz que eu passe essas leituras se um dia forem lançadas por aqui.

É um livro epistolar muito fluído, que intercala os relatos verdadeiros, as iscas os relatos falsos no diário secreto, e vários emails trocados com a melhor amiga que deu total apoio ao plano contra o marido. Os capítulos são super curtos, narrados em primeira pessoa, e é aquele tipo de leitura que a gente finaliza em poucas horas.
Acho que a ideia da autora era escrever de um jeito super hilário e descolado, com combinações de palavras que formam outras palavras divertidas, relatos e descrições das suas experiências sexuais mirabolantes que fariam a gente sair rolando pelo chão de tanto rir, ou quem sabe ficar com tanto fogo quanto ela, mas não foi o caso... Achei tudo muito forçado, muito sem graça, um exagero danado, preguiça, olhos revirando...

Brooke teve pais hippies que não deram muita atenção ou limites pra filha por estarem mais interessados em curtir um barato. Assim, desde adolescente, ela sempre teve liberdade pra curtir a juventude do jeito mais louco possível, incluindo se envolver com caras esquisitões, desde o que quebrava a cara dos outros porque sim, ou outro que vivia drogado, e o resto que ia cada vez mais ladeira abaixo. E foi com um tipo de cara desses que ela iniciou a vida sexual, com 15 anos. Mesmo sabendo que o primeiro cara era um skin head delinquente e perigoso, BB se deixou levar pela ideia de que ela era a única pessoa importante pra ele, ou melhor, pela experiência e pelo prazer imensurável que ele lhe proporcionava na cama. E sempre que ela conseguia sair fora de um "namoro" com um embuste desses com muito custo, ela arrumava outro que, com o tempo, se mostrava pior, mais abusivo, com mais e mais problemas na bagagem, mas sempre muito bom de cama. Até que, cansada de só se envolver com psicopatas, ela resolveu dar uma chance a Ken, o nerd que não tinha nada a ver com esses malucos e que ela jamais olharia se não fosse a vontade de sair fora desse padrão. O problema é que, mesmo sendo um marido razoável, Ken é frio e desinteressado, e estava a anos luz de distância de ter a mesma pegada dos outros... Não se pode ter tudo nessa vida, não é mesmo, BB?

Sabem aquele ditado que diz "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço"? Pois é, se encaixa bem aqui. Brooke é psicóloga, mas não entra na minha cabeça como pode a mulher não se dar ao trabalho de simplesmente considerar que sentar pra conversar com o marido pra tentar resolver os problemas do casamento poderia ser melhor e mais eficaz do que aplicar psicologia reversa (e barata) no sujeito descerebrado com intenção de manipulá-lo. Ou quem sabe pedir o divórcio logo de vez, já que o casamento já tinha fracassado a eras e a química sempre foi inexistente. A impressão é que ela se casou procurando uma coisa, não encontrou e foi empurrando com a barriga até ter essa ideia mirabolante pra manipular Ken. Posso estar errada, e longe de mim querer militar por aí sobre o assunto, mas acho que "romantizar" ou tentar tornar engraçado relacionamentos tóxicos e abusivos com maníacos depravados com a única qualidade de serem bons de cama, como se isso fosse a maior aventura ever, não é normal ou legal, ainda mais pra chamar atenção do marido, e a leitura acabou me incomodando muito mais do que me divertindo. O bom senso mandou um oi.

Talvez outras leitoras não vejam os problemas que eu vi, ou talvez sejam capazes de enxergar o lado positivo e acharem o livro super divertido e engraçado. Talvez tenha sido coisa de momento e eu, sem muita paciência, não esteja nessa mesma vibe, mas, infelizmente, não funcionou pra mim.

Acorda pra Vida, Chloe Brown - Talia Hibbert

25 de agosto de 2021

Título:
Acorda pra Vida, Chloe Brown - As Irmãs Brown #1
Autora: Talia Hibbert
Editora: Paralela
Gênero: Romance
Ano: 2021
Páginas: 296
Compre: Amazon
Nota:★★★☆☆
Sinopse: Depois de quase ser atingida por um carro em alta velocidade, Chloe Brown se deu conta de que seu obituário seria um tanto entediante. Para reverter essa situação, ela decide montar uma lista de atividades necessárias para finalmente “acordar para a vida”. Mudar assim não é nada fácil, mas, para sua sorte, Chloe encontra alguém que ― mesmo a contragosto ― pode ajudá-la nessa missão. Seu vizinho Red Morgan é um motoqueiro misterioso, que tem várias tatuagens e mais sex appeal que uma estrela de Hollywood.
No entanto, um acordo leva Chloe e Red a se aproximarem e perceberem que suas primeiras impressões um do outro estavam erradas. E que, mesmo com traumas do passado e receios quanto ao futuro, o amor nunca perde a chance de surpreender. 

Resenha: Acorda pra Vida, Chloe Brown, escrito por Talia Hibbert, é o primeiro (e até agora único) volume publicado no Brasil da série As Irmãs Brown. Cada livro vai contar a história de uma das irmãs da família Brown (o que me lembrou demais os livros de Marian Keys e a impagável família Walsh). São eles:
- Acorda pra Vida, Chloe Brown (Get a Life, Chloe Brown)
Take a Hint, Dani Brown
Act Your Age, Eve Brown

Chloe é uma webdesigner de 30 anos que foi diagnosticada com fibromalgia (uma doença que afeta a musculatura e causa dores constantes, distúrbios e outros incômodos) e isso, além de torná-la o mau humor em pessoa, limitou bastante sua vida. A partir daí, Chloe passou a ficar obcecada por controlar e planejar cada passo que dá. Mas, quando ela "quase" sofre um acidente e tem uma experiência de "quase-morte", Chloe percebe que, por viver uma vida tão regrada e milimetricamente planejada, não teve aventuras inesperadas, não teve momentos intensos e inesquecíveis e sua vida é uma monotonia só. Ela sempre se manteve numa zona de conforto e segurança, deixou de ter muitas experiências diferentes, e quando viu sua vida passar como um filme depois do "quase acidente", ela viu o quanto sem graça era tudo aquilo. Sendo assim, ela resolve acordar pra vida, criando uma lista de coisas que precisa fazer antes de morrer, mas que nunca teve coragem. Um dos itens da lista é se mudar da mansão da família e ir morar sozinha, e isso é a primeira coisa que ela decide fazer. E chegando no prédio onde fica o tal apartamento escolhido, ela conhece Redford Morgan, ou só Red, o zelador cheio de tatuagens no estilo motoqueiro, bem diferente dela, e logo de início as farpas já começam a pipocar entre os dois. Chloe, com sua língua ferina, sempre o responde mal, com patadas ou com muito sarcasmo, e Red não deixa de pensar que ela o detesta sabe-se lá Deus por que motivo. Mas, depois que Red ajuda Chloe a sair de uma enrascada onde ela foi salvar um gato mas quem acabou precisando de socorro foi a própria, ela começa a considerar a ideia de que, talvez, ele não seja um completo imbecil e, talvez, ele poderia ajudá-la a realizar algumas das tarefas da sua lista...

O livro é narrado em primeira pessoa e os capítulos se alternam entre os pontos de vista de Chloe e Red, e essa alternância é bem marcada pois o jeito de falar de cada um demonstra não apenas suas personalidades, mas a diferença de classe entre os dois e o que isso impacta em suas vidas. Enquanto Chloe é mais certinha (mesmo que grossa), Red é mais desleixado e desbocado. Eu confesso que demorei muito mais do que gostaria pra finalizar a leitura desse livro porque a história não me prendia de jeito nenhum. Talvez o problema tenha sido o excesso de comparações e metáforas, ou a forma como a autora intensifica e engrandece demais os sentimentos e as sensações dos personagens em situações e coisas ínfimas (então quando algo maior acontece, o impacto acaba sendo zero), ou a grosseria de Chloe.
Chloe é negra, gorda, e os sintomas da fibromalgia acabaram afetando a formação de sua personalidade. Ela é rica, empoderada e muito decidida, mas não dá pra ficar o tempo inteiro sorrindo, saltitando e sendo feliz por aí quando fazer atividades simples como escovar os dentes ou dormir são um completo martírio devido as dores que não tem fim, logo o mau humor que ela carrega se justifica até certo ponto. Só acho que, embora ela tenha uma bagagem enorme, as patadas gratuitas que ela dá em Red enquanto ele parece achar tudo lindo e maravilhoso não se justificam. Por mais que a pessoa seja mau humorada, também não dá pra viver dando patadas em todo mundo, principalmente quando a pessoa só está sendo gentil.

A história também não é sobre Chloe ser negra e gorda. Existe, sim, a representatividade da mulher negra, gorda e com alguma limitação, mas a história não gira exclusivamente em torno disso, não existe discussão de raça, não se trata de uma luta por aceitação, não tem nada de problemas ou preconceito relacionados a cor da pele ou ao peso de ninguém. As características físicas de Chloe são apenas características físicas, e ela é uma pessoa como qualquer outra, onde seus conflitos, como o estilo de vida e as dificuldades que ela enfrenta devido a fibromalgia, ou no que diz respeito ao relacionamento com Red (que é branco), não tem ligação nenhuma com aparência. É exatamente assim que a sociedade em que a gente vive deveria enxergar cada indivíduo, e a autora (que também é negra) foi muito feliz em desenvolver a história dessa forma. Então, mesmo que haja temas importantes, a história é um romance, logo o foco está na relação entre Chloe e Red e na ideia de que por mais que ela seja dona de si e tenha tido a iniciativa de mudar de vida, ela precisou da ajuda de Red pra isso. E claro, não posso esquecer de mencionar os momentos mui calientes e até explícitos que eles vivem juntos que fazem dessa leitura indicada pro público adulto. O fogo, meupai.

Red é o oposto de Chloe. Ele passou por um relacionamento muito abusivo e isso abalou não só sua autoestima e sua confiança, mas seu maior dom, que é a pintura. Red está tentando recomeçar, se ajeitando e colocando a vida de volta nos trilhos. É mais comum que num relacionamento tóxico a vítima seja a mulher, mas aqui quem sofreu na mão de uma maluca foi Red. E a gente acaba tomando as dores dele e torcendo muito pra ele ser feliz, porque ele é um cara tão legal e que merece o mundo. Claro que ele tem seus defeitos, tem hora que a noção dessa criatura passa correndo lá atrás, mas é impossível não sentir empatia por ele. Ele inclusive é um dos poucos que percebe a mulher incrível, sensível e engraçada que Chloe é (sim, lá no fundo ela não é uma pessoa tão metida e chata como aparenta), e nem trata ela como coitada. Ele respeita e entende a condição dela de uma forma super bacana. Por isso que quando Chloe o trata mal, a vontade é de dar um sacode nela. Mulher, pelo amor de Deus!

Enfim, as últimas páginas fizeram com que meus sentimentos de antipatia por algumas situações, e até da própria Chloe, chegassem ao fim e percebi que a história, mesmo que tenha demorado pra me prender, valeu a pena. A gente sempre lê esses romances, ainda mais os que trazem as famigeradas cenas hot, com protagonistas de corpo escultural e cabelos esvoaçantes que nem parecem gente como a gente, então acredito que leitoras que tenham as mesmas características de Chloe (olha eu acima do peso aqui), ou que convivam com alguma doença crônica, devam se sentir bastante representadas. Inclusive já fiquei curiosa pelos livros das outras irmãs.
Pra quem quer uma história bem humorada, que faz a gente refletir, e no final deixa aquele quentinho no coração, eu recomendo.

Mordida - Sarah Andersen

19 de agosto de 2021

Título: 
Mordida
Autora: Sarah Andersen
Editora: Seguinte
Gênero: Juvenil/Tirinhas
Ano: 2021
Páginas: 112
Compre: Amazon
Nota:★★★★★
Sinopse: Em seus trezentos anos de vida, a vampira Elsie nunca encontrou um par perfeito. Tudo muda quando ela conhece Jimmy, um lobisomem encantador, com uma forte tendência a sair correndo por aí na lua cheia. Cada qual com seus hábitos incomuns, juntos eles levam uma vida de casal deliciosamente macabra, curtindo filmes de terror e livros de suspense, fazendo passeios à sombra e saciando seu apetite voraz em jantares refinados (sem alho!).
Com traço gótico, humor ácido e repleto de romantismo, Mordida retrata os dramas reais de se apaixonar por alguém perfeito para você — mas ao mesmo tempo muito diferente. Em edição de luxo, com capa dura de tecido e laterais pintadas de preto, este é um livro de morrer.

Resenha: Sarah Andersen está de volta, e dessa vez, trazendo Mordida (Fangs, no original), publicado pela Editora Seguinte. As tirinhas vão abordar uma história de amor bastante inusitada entre uma vampira e um lobisomem.
Cada página vai apresentar uma situação específica do cotidiano de Elsie e Jimmy, mostrando que, embora não sejam um casal convencional e tenham que lidar com suas diferenças, limitações e hábitos sobrenaturais, eles vão levando o relacionamento com muito bom humor.

Como o livro é feito por várias tirinhas, não existe uma história propriamente dita. Não se sabe de onde os personagens vieram e tudo começa quando eles se encontram em um bar. A partir daí, vamos acompanhando a evolução desse relacionamento através de pequenas situações, como um jantar, uma manhã onde acordam juntos, uma ida ao parque e por aí vai. São relances de uma vida a dois que se passa na sociedade atual, e como eles contornam alguns "obstáculos" sendo as criaturas que são.


Depois de Elsie matar tantos homens por aí, Jimmy é o primeiro namorado que parece ser seu par perfeito, então ela também está aprendendo como é estar junto de alguém que seja tão peculiar quanto ela.

Elsie é uma vampira de 300 anos e tem todas as características típicas dessa raça. Ela não suporta a luz do dia e pega fogo se ficar exposta ao sol, detesta alho, é fria, não tem reflexo, só entra nas casas alheias se for convidada e sobrevive a base de sangue.
Por outro lado, Jimmy tem um comportamento um tanto "canino", sempre muito protetor e compreensivo, e é muito fofo e engraçado acompanhar as situações onde ele se transforma em um lobo.

Embora sejam opostos, o casal se completa de uma forma que é impossível não dar uma risadinha desses momentos que passam juntos, ou um suspiro quando percebemos como é fofo um casal recém apaixonado, e talvez a ideia seja mostrar que é possível haver cumplicidade, companheirismo e muito amor, mesmo que existam tantas diferenças.


O projeto gráfico do livro é a coisa mais linda. A capa é dura tem a textura de tecido, o corte nas laterais é pintado de preto pra dar todo aquele ar gótico da protagonista, e as páginas são grossas, brancas e de excelente qualidade. As ilustrações da autora também não ficam atrás: Os traços são delicados e dão uma expressão bem marcante aos personagens.

Pra quem conhece e gosta dos livros da autora, e gosta de histórias em quadrinhos, eu super indico, principalmente se você quiser fazer uma pausa de uma leitura mais complexa e esteja procurando por uma leitura mais leve. O livro é super rápido de ser lido, é divertido, e, mesmo que tenha alguns toques sombrios e algumas piadas meio óbvias, é muito amorzinho.

Já quero mais quadrinhos de Elsie e Jimmy ♥

Games - Oxygen Not Included

6 de agosto de 2021

Título:
Oxygen Not Included
Desenvolvedora: Klei Entertainment
Plataforma: PC
Categoria: Sobrevivência/Aventura/Estratégia/Terror
Ano: 2017
Classificação Indicativa: 12+
Nota: 
Sinopse: No jogo de simulação de colônia espacial Oxygen Not Included, você descobrirá que a escassez de oxigênio, calor e sustento são ameaças constantes à sobrevivência da sua colônia. Guie os colonos pelos perigos da vida subterrânea de asteroides e observe como sua população cresce até que eles não apenas sobrevivam, mas prosperem ...
Apenas certifique-se de não se esquecer de respirar.

Oxygen Not Included começa quando três tripulantes, os chamados "duplicantes", precisam dominar diversas habilidades em prol da sobrevivência enquanto exploram um asteroide de dentro pra fora onde estão confinados - com uma atmosfera que nem sempre favorece seus pulmões, coitados - a fim de construírem e expandirem uma base improvisada, funcional e sustentável, numa tentativa de se manterem vivos, prosperarem e partirem num foguete espacial.


Antes de elogiar, preciso assumir que não dei nada por esse jogo quando comprei há uns 3 meses por aí. Eu entrei e não entendi NADA. Não fazia ideia do que tinha que fazer, como controlar o povo, como navegar pelos menus e selecionar as opções, e acabei desistindo por ter ficado perdida. Desinstalei e fingi que nunca vi. Agora vejo que foi um grande erro e que perdi um tempo considerável que eu poderia ter usado pra aprender muita coisa e talvez minha base estivesse muito maior e mais avançada se eu tivesse tido essa ideia desde o início. Então, lá fui eu, antes tarde do que nunca, assistir uns tutoriais básicos no YouTube, porque se dependesse de mim pra descobrir tudo sozinha, eu ia desistir de novo. Se a gente tem uma noção do que fazer pra começar, já é meio caminho andado, então, se você não sabe nada e ficou interessado, recomendo assistir alguns videos do tipo para saber do que se trata, e aproveitando, recomendo a playlist do canal do MetalBear, e o canal do PesteRenan, que mal descobri e já considerei pacas, pois me deram uma noção e uma base muito legal pra começar essa aventura.


A ideia principal do jogo é cuidar das necessidades da tripulação e gerenciar o crescimento da colônia com o passar dos dias para que ela não entre em colapso e todos não morram por algum erro "técnico", mas fazer isso é algo bem mais complexo do que parece. Os duplicantes tem esse nome porque eles são clones que podem ser "impressos" na maquina Duplicadora. De início podemos até pensar que é algo próximo de Sim City, The Sims ou afins, por ter a pegada da simulação de vida e suas estratégias de crescimento gradual e prosperidade, mas Oxygen Not Included vai MUITO além disso. O jogador não vai apenas monitorar as tarefas que os duplicantes devem fazer para construírem a base, assim como melhorar suas habilidades e cuidar das necessidades físicas, biológicas e psicológicas enquanto planeja estratégias para controlar os níveis de oxigênio, calor, poluição, energia, e até de germes que podem causar várias doenças, mas ficar atento a uma infinidade de detalhes que envolvem biologia, química, física (e até programação se bobear), de uma maneira genial, empolgante e viciante.


A medida que a base cresce e um novo bioma é descoberto, é preciso uma preparação e um planejamento antes de prosseguir com a exploração, pois o ar ou a água do local podem estar poluídos e/ou contaminados, os recursos ou as criaturas encontrados ali podem representar algum risco aos duplicantes, e a difusão dos gases ou dos líquidos da área a ser aberta pode provocar situações desesperadoras se não puderem ser controladas.
A graça está tanto na ideia de usar a lógica para otimizar os recursos, quanto nas tentativas falhas por algum erro de cálculo, pois nem sempre o jogador vai lembrar daquela aula de química onde a professora ensinou que a densidade do gás carbônico é maior do que a do oxigênio e que por conta disso, esse gás vai descer em vez de ficar pairando no teto.


Ao iniciar o cultivo de algum alimento, por exemplo, é preciso verificar as condições e as características do ambiente. Qual é a melhor atmosfera e a temperatura ideal para que a planta ou o animal cresça? Quando for preciso construir algum equipamento ou estrutura especial para as melhorias, onde é preciso fazer uma escavação para encontrar os recursos e os minerais? Como montar um esquema para gerar energia elétrica e ligar as máquinas? Que tipo de cabeamento é preciso passar para aguentar a corrente e não causar um curto circuito? Como aproveitar melhor o tempo para que, no meio desse desespero, os duplicantes trabalhem mas também descansem e tenham momentos de entretenimento para não surtarem e saírem quebrando tudo? E se um deles tiver medo de dormir com a luz apagada, o que fazer para que ele não atrapalhe o sono dos outros que gostam do escuro? Se um local começa a ficar quente demais, que tipo de otimização para resfriar o espaço e impedir que tudo derreta ou pegue fogo deve ser feita? O que devemos fazer com a água suja e os resíduos acumulados após a utilização do banheiro? O que fazer se a única fonte de comida for uma barra de lama nojenta? E se um monte de terra poluída e contaminada cair na água que abastece a base? Como conter uma doença contagiosa pra que ela não se espalhe por toda a colônia?
Esses são somente alguns exemplos das milhares de situações encontradas no jogo que vão fazer o jogador usar a inteligência para ter sucesso na sobrevivência, ou talvez queimar todos os neurônios cometendo os erros mais bobos, matando todo mundo e levando a colônia a extinção sem chance de escapar.



Os gráficos são muito bem feitos e os traços dos elementos e dos personagens são fofos e carismáticos, logo o jogo chama atenção e conquista pelo visual ao mesmo tempo que envolve pela mecânica complexa que acaba sendo verdadeiras aulas. A gente se diverte e se desespera, se orgulha com as conquistas e chora com os fracassos, e no final nem vê o tempo passar, de tão bom.

Oxygen Not Include está disponível para compra na Steam, e vale cada centavo.

Caixa de Correio #113 - Julho

31 de julho de 2021

Julho foi o mês que continuei na sofrência com essas atividades que não tem fim das crianças e nada saiu conforme eu planejei. Pelo menos consegui fazer muita coisa aqui em casa aproveitando que meu marido tirou umas "férias forçadas" quando foi mandado embora do serviço, então ele fez muita coisa que eu andava pedindo pra ele fazer há séculos e ele só enrolava. Até que ele conseguiu arrumar outro emprego foram duas semanas (e ainda bem que deu tudo certo e nem demorou muito, ainda mais se levar em consideração que todo mundo anda lascado nessa pandemia eterna), então nesse tempo, com as coisas da casa sendo divididas entre nós dois, não fiquei tão sobrecarregada assim.
Esse mês meu curso de tarô chegou ao fim, mas ainda tem muita coisa pra estudar e revisar, então talvez eu só vá ficar livre mesmo no final de agosto. Vou tentar colocar alguma pendência em dia, mas caso não dê, setembro é certeza que eu dê jeito nesse atraso vergonhoso.

Enfim... Espiem a caixinha desse mês:

Novidade de Julho - Companhia das Letras - #DiadosAvós

26 de julho de 2021

Na próxima sexta-feira (30), chega às livrarias e lojas on-line o novo livro de Djamila Ribeiro, Cartas para Minha Avó, e, junto à autora, a Cia das Letras promovendo uma campanha que incentiva os leitores a falarem sobre sua ancestralidade.

Na obra, através de cartas para a saudosa avó Antônia – carinhosa e amorosa, conhecedora de ervas curativas e benzedeira muito requisitada –, Djamila retorna a sua infância e adolescência para discutir temas como ancestralidade, feminismo e antirracismo na criação dos filhos.

Para celebrar o lançamento e o Dia dos Avós, que é comemorado nesta segunda-feira (26), convidamos leitores e leitoras a mergulharem nas histórias de seus antepassados, compartilhando depoimentos e homenagens com a hashtag #CartasParaMinhaAvó e marcando @djamilaribeiro1 e @companhiadasletras. Ao longo do dia 26/7, alguns desses relatos serão respostados nos stories da editora.

Participem!

Resumo do Mês - Junho

1 de julho de 2021



Com essa pandemia que não acaba nunca mais, com as escolas que não voltam e as atividades das crianças sendo enviadas pra casa, e com o curso que tô fazendo (que tô amando, por sinal), acabei ficando sem 1 minuto de tempo pro blog.

Gente, serião, eu admiro muito as professoras que se dedicam e tem paciência pra ensinar as coisas pras crianças, porque não é nada fácil. Eu aqui em casa, além de ter que dar conta de tudo que venho falando nesses posts de resumo do mês, ainda estou fazendo esse papel de professora que é de embranquecer a cabeça toda. Vitória tá no 5º ano, Theo tá no 1º, naquela fase de alfabetização, e mesmo que eu tenha uma boa noção e consiga ensinar e explicar as coisas pros dois, fico imaginando o tanto que é difícil pras mães que precisam sair pra trabalhar, ou aquelas que não sabem como ensinar e ficam desesperadas com as dificuldades dos filhos. Apesar da Vitória ser muito preguiçosa em matemática e me irritar às vezes porque quer as respostas em vez de pensar pra chegar nelas, ela não tem dificuldade com as outras matérias, e fico super agradecida por isso, ainda mais porque o Theo é super inteligente e consegue aprender as coisas rapidinho, tanto que já aprendeu a ler e escrever em casa mesmo, e muito do que ele aprendeu foi se esforçando sozinho, olha que orgulho desse menino.

Tem criança que aprende mais fácil, mas tem outras que não conseguem de jeito nenhum, e nada que a mãe tente fazer, quando tem tempo pra isso, ajuda. No grupo da escola vejo aquele monte de criança sem ter feito as atividades, ou fazendo perguntas pra questões óbvias porque não conseguem ler e fazer uma interpretação simples, ficando mais atrasados do que nunca, uma desorganização de tudo quanto é lado, e vejo que os problemas e os transtornos que essa pandemia tá causando vão muito além do que muita gente imagina, e como a educação pública nesse país é uma tragédia. É uma situação complicada e até triste, porque a escola não tem muito o que fazer, as vezes a condição da família é difícil, e vejo que todo mundo, de alguma forma, vai sair prejudicado dessa história.

Então, o que queria dizer com isso pra explicar minha ausência no blog, é que como agora arrumei mais uma cargo nessa casa pra me ocupar e me deixar desvairada, o de querida professora, meu tempo ficou mais corrido do que nunca, porque tive que me dedicar a ensinar pra penca as coisas que estudei há anos e já nem lembrava mais.

Enfim, assim que as crianças terminarem as atividades, o que acredito ser no final dessa semana se tudo sair conforme o planejado, eu volto com as postagens pra colocar o que preciso em dia.

Gradicida pela compreensão.

♥ Wishlist

Caixa de Correio #112 - Junho

30 de junho de 2021

Junho foi um mês que tirei pra estudar então fiquei afastada do bloguito. A caixinha tá ótima, ainda mais pelos popinhos dessas princesas que me levam a falência, e desse deckzinho do tarô mais fofinho que já vi.
Como teve Prime Day com vários produtos com descontos maravigoldens na Amazon, resolvi criar vergonha na cara e comprar um Kindle. Vou tentar me aventurar pelo mundo dos ebooks depois de tantos anos presa em livros físicos. Ainda tô estranhando demais, mas uma hora eu pego o jeito e me acostumo.
Minha única tristeza dessa caixa são as próprias princesas. Não sei o que aconteceu com a Funko, mas o material delas é ter-rí-vel. Parece aqueles brinquedos de plástico pra banho, que pesam menos que papel e quando aperta faz barulho. O que tem de lindas, tem de um material super vagabundo, e a pintura da Ariel é a pior que já vi na vida. Essa foi triste, e espero que as outras princesas dessa coleção Ultimate melhore, porque olha, Britto, sinceramente...

Enfim... Espiem a caixinha desse mês:

Wishlist #100 - Funko Pop - Pokémon

6 de junho de 2021

Não sei o que deu na minha cabeça pra eu ter pulado essa wishlist que fez parte da minha adolescência. Pokémon dispensa comentários, convenhamos... Vou assumir que hoje não assisto mais, mas a febre que isso foi quando surgiu no Brasil, os ataques epiléticos que o povo tinha, os desenhos dos personagens que eu fazia na carteira da escola, e a fofurice do Pikachu falando "pika pika" eram impagáveis. Sendo assim, mesmo que tenha outros modelos já lançados, resolvi incluir na wishlist esses fofildos (talvez eu inclua outros futuramente), e eu que lute pra conciliar com os pops da Disney e de Harry Potter que não param de ser lançados a cada 2 minutos. Socorroooo...




Resumo do Mês - Maio

1 de junho de 2021


Comecei maio naquele gás, mas desacelerei no meio do caminho e acabei não sendo produtiva como eu gostaria. Até a Marina deu as caras por aqui esse mês depois de um tempão. Com esse lance de eu estar estudando (e ela trabalhando), acaba que o tempo que me sobra no meio dessa loucura que é aqui em casa, fica bem escasso, mas ainda assim dei conta de fazer bastante coisa se comparar com os meses anteriores, e cá estou eu com a rotina desesperada de um mãe de cabelo em pé. Senta que lá vem história.

Eu nem acredito que a saga da escola da Vitória chegou ao fim. Desde que a gente mudou de casa, em agosto do ano passado, ela continuou na mesma escola com o ensino a distância, e a forma como as atividades estavam sendo passadas, apesar de práticas por serem online, não eram muito eficientes e não me agradava muito. Então, depois que consegui a vaga pro Theo, em abril, eu comecei a via sacra de tentar a vaga pra Vitória na mesma escola, porque isso já ia facilitar muito a nossa vida. E depois de 2 meses de puro suplício, preenchendo formulários sem ter respostas, mandando emails pra todos os responsáveis possíveis na regional de educação e nem sei mais quem, até que enfim uma boa alma resolveu tudo e a autorização pra matrícula foi liberada. Tudo bem que as aulas continuam remotas, mas eu já queria resolver isso o quanto antes, até mesmo porque a escola aqui perto parece ser bem mais organizada e preocupada com o ensino, a forma de passar as atividades é diferente e mais eficiente ao meu ver, e acredito que vai ajudar mais no aprendizado dos dois.

Outro motivo de eu estar na correria, fora o serviço de casa que não tem fim, é porque esse ano o Theo entrou no 1º ano, aquela fase de alfabetização e tudo, mas com a falta da aula presencial, quem anda ensinando o menino a ler e a escrever sou eu, então tenho que dedicar um tempo considerável pra isso, pra tentar evitar que ele fique tão atrasado e mais prejudicado do que já está. E a mãe dar aula em casa enquanto tem mais filhos pra dar conta e outras mil coisas pra fazer é difícil viu... Mas desde quando ele entrou na escola de novo e começou a fazer as atividades, conversei com a professora e descobri que ele tá bem adiantado, porque os exercícios que eu passava por minha conta antes dele receber a apostila da escola, eram mais avançados, então pra ele fazer e acompanhar as atividades daqui em diante vai ser mais fácil, porque ele já sabe.

E ainda sobre a escola, também consegui uma vaga no ensino infantil pro Ian. É muuito difícil conseguir vaga numa escolinha infantil municipal e boa, ainda mais fora do período de inscrição, mas mandei email pra escola falando que tinha interesse na vaga e com menos de uma semana me responderam. Já resolvi tudo cancelando a vaga dele na escolinha lá perto de onde eu morava antes (e não ficou nem um mês direito porque começou essa pandemia tenebrosa) e já encaixaram ele nessa outra. Mesmo com a pandemia, as escolinhas infantis estão voltando a funcionar, mas como é preciso um cuidado mais do que redobrado, o número de alunos está bem reduzido e as aulas super espaçadas, então ele vai pra escola uma única vez por semana e amanhã vai ser o primeiro dia. Vamos ver o que vai dar. Espero que ele se comporte.

Caixa de Correio - #111 - Maio

31 de maio de 2021

Maio foi um mês bem bom, chegou muita coisa boa pra aproveitar e quase todas as minhas leituras estão em dia. Com os popinhos desse mês fechei o set de Friends, e essa é uma coleção que dá aquela sensação de zerar a vida. Dos pops de Harry Potter, ainda estou sonhando com o pop da Molly com A Toca, mas o preço está tão estratosférico e fora da minha realidade que talvez vai ser um pop que vai ficar de fora da coleção, pra minha tristeza. Sem condições de pagar quase 2 mil num único pop quando as coisas estão tão difíceis, principalmente porque preciso comprar algumas coisas aqui pra casa e esse dinheiro já compraria boa parte do que falta, a menos que eu parcele de mil vezes e fique um ano sem comprar mais nada, coisa que me deixaria arrasada, cá entre nós. Então, dos mais acessíveis, estou esperando o correio trazer o Patrono do Professor Lupin (junto com algumas princesas Disney), que é uma gracinha. E logo logo deve chegar o Patrono da Professora Minerva aqui no Brasil pra me fazer gastar mais um pouco, fora os outros lançamentos que estão por vir. Colecionador de Funko Pop de Harry Potter não tem um minuto de paz nesse car*lho.

Fechando a Saga dos Corvos, consegui o último volume dessa série e fiquei super feliz quando descobri que existe um deck de tarô inspirado nela, o The Raven's Prophecy Tarot. Mesmo que não seja um deck pra iniciantes como eu, é muito bonito, então tive que comprar pra coleção porque sim, e como pretendo ler ao longo do ano, vou trazendo as resenhas assim que possível e quem sabe algumas fotos das cartas junto.

Espiem a caixinha desse mês:

Novidade de Maio - Seguinte

8 de maio de 2021

Destruidor de Mundos - Destruidor de Mundos #1 - Victoria Aveyard
Ano após ano, Corayne assiste sua mãe, uma célebre pirata, partir para o alto-mar e desbravar todos os reinos de Todala, sem jamais poder acompanhá-la. Quando um misterioso imortal e uma assassina de aluguel aparecem dizendo que ela é a última descendente viva de uma poderosa linhagem – e a única pessoa capaz de salvar o mundo de um perigo iminente –, ela aproveita a chance para ir em busca de sua própria aventura.
O problema é que o perigo é muito maior do que ela imaginava: um homem sedento por poder, determinado a reabrir os portais que, no passado, levavam para outros mundos, povoados por criaturas sinistras. Com a ajuda de um grupo de bandidos e maltrapilhos, Corayne terá de provar que o heroísmo pode surgir até nos lugares mais inesperados.

Novidade de Maio - Suma

Não Existe Amanhã - Killing Eve #2 - Luke Jennings
Em um quarto de hotel em Veneza, onde acabou de concluir um assassinato de rotina, Villanelle recebe um telefonema tarde da noite.
Eve Polastri, a funcionária do governo inglês que está em seu encalço há meses, conseguiu rastrear um oficial do MI5 a serviço dos Doze e está prestes a levá-lo a interrogatório. Enquanto Eve se prepara para procurar respostas, tentando desesperadamente encaixar as peças de um terrível quebra-cabeça, Villanelle avança para o abate.
O duelo entre as duas mulheres se intensifica, assim como sua obsessão mútua, com a ação passando dos altos picos do Tirol até o coração da Rússia. Eve enfim começa a desvendar o enigma da identidade de sua adversária, e Villanelle se pega correndo riscos cada vez maiores para se aproximar da mulher que pode ser sua ruína.
Um thriller cheio de descrições chocantes e também sensuais, Não existe amanhã é brilhante ao narrar a mente psicótica de uma assassina e a caçada apaixonada de sua nêmesis, aproximando duas rivais a ponto de não saberem mais se estão uma contra a outra... ou mais unidas do que nunca.

Isso que a Gente Chama de Amor - Maurene Goo

7 de maio de 2021

Título:
Isso que a Gente Chama de Amor
Autora: Maurene Goo
Editora: Seguinte
Gênero: Romance/Jovem adulto
Ano: 2021
Páginas: 304
Compre: Amazon
Nota:★★★☆☆
Sinopse: Desi Lee acredita que tudo é possível, basta ter um plano. Foi assim, com método e disciplina, que se tornou a aluna mais brilhante do colégio e uma atleta talentosa. É apenas no amor que Desi nunca se dá bem, colecionando uma sucessão de desastres quando se trata de garotos.
Depois de protagonizar mais um desastre na frente de Luca, um jovem recém-chegado à cidade que logo atrai seu interesse, a garota passa um fim de semana assistindo a k-dramas, certa de que os finais felizes só existem nas novelas coreanas que seu pai tanto ama. É aí que ela se dá conta de que naquelas histórias também existe uma fórmula, um passo a passo que ela poderia seguir – e conquistar Luca.
Em pouco tempo, sua vida se transforma em um enredo digno de um dorama. Mas ao contrário do que acontece na TV, isso pode não ser o suficiente para ela alcançar seu final feliz...

Resenha: Desi Lee está no ensino médio e é a aluna exemplar. Desde que perdeu a mãe na infância, todos os passos da sua vida passaram a ser calculados pra nada sair errado, então Desi sempre tem um plano. E como resultado disso, além do sucesso nos estudos, ela é uma atleta excelente e falta pouco pra alcançar seu objetivo de entrar na faculdade de medicina. Mas, mesmo que o pai de Desi seja admirável, afinal, foram só os dois cuidando um do outro desde a morte da mãe, e suas amizades sejam ótimas, não se pode dizer o mesmo quando o assunto é amor... Nessa área Desi é um desastre completo.

Então, depois de mais um desastre, dessa vez na frente de Luca Drakos, um jovem artista recém chegado a escola que logo lhe chamou a atenção, ela decide maratonar K-dramas num final de semana, afinal, somente num seriado dramático coreano parece ser possível se ter um final feliz nessa vida. Mas, ao identificar um padrão nos K-dramas, onde parece existir uma "fórmula" seguida pela mocinha até que ela caia nos braços do seu amado, Desi, enfim, encontra a solução pro seu problema: Basta seguir uma lista de coisas a se fazer, que conquistar o crush vai ser batata. Mas, quando esse passo-a-passo realmente deixa de ser um joguinho a se transforma em sentimentos, ela percebe que o amor vai muito além do que ela assistiu nas séries de TV.

A escrita da autora é leve, fluída e descontraída, e a ideia de acompanharmos a protagonista em capítulos curtos numa tentativa desastrada de conquistar o garoto dos seus sonhos seguindo técnicas de K-drama é muito engraçada, mas, seguiu por um caminho diferente do que eu esperava e eu fiquei só o meme da Nazaré Tedesco.

Durante boa parte da trama acompanhamos Desi tentando colocar em prática um plano que a gente sabe que nunca ia dar certo, e sua obsessão em conquistar Luca, mesmo que sua intenção seja "nobre", chega a ser preocupante e assustadora. Ela exagera em alguns momentos se colocando em risco, passa cada vergonha que só Deus pra ter misericórdia, age de forma infantil (mesmo que lá no começo tenha passado a impressão de ser super madura e inteligente), e ainda abre mão de coisas super importantes pra vida dela, incluindo o próprio bom senso, em nome de um namoro com um menino que apareceu há poucos dias e ela nem conhece direito. E vamos de terapia, porque Desi fica completamente maluca e até o próprio Luca conseguiu chegar facilmente nessa conclusão. Coitado do menino. Se eu pudesse dar um único conselho pra ele seria FUJA!

Luca é um fofo em todos os sentidos, bonito, educado, realista, desenha muito bem, mas é um pouco traumatizado com esse lances sentimentais (e com razão), o que acaba dificultando o plano mirabolante de Desi de conquistá-lo. Não vou negar que a conexão que eles desenvolvem com o tempo vai ganhando mais consistência, mas é aquela história né? Adolescentes, trama clichê baseada nos k-dramas exagerados e surreais, situações inacreditáveis, o ditado sobre a mentira ter pernas curtas... É aquele tipo de livro que deve ser lido fantasiando os fatos, sem levar realmente a sério, senão a experiência só faz a gente passar ódio com tantos absurdos, porque a vontade é de pegar a Desi pelo braço e sair arrastando ela direto pro hospício. E ao final, eu fiquei esperando que houvesse algum tipo de lição onde os personagens realmente aprendessem com seus erros depois de se meter em tantas situações malucas e até perigosas, mas não rolou e fiquei com cara de tacho.

Posso dizer que adorei o pai de Desi e o relacionamento super bacana que ela tem com ele, assim como seus amigos, Wes e Fiona, que estão junto com ela pro que der e vier. A construção e a diversidade que a autora deu pra esses personagens e seus relacionamentos (com exceção da loucura com Luca) é super legal. Apesar de não ser fã de k-dramas e cultura coreana em geral, eu achei muito legal a forma como a autora inseriu esses elementos na história, desde os próprios k-dramas até a culinária oriental (o que dá fome só de pensar), então pra quem não conhece muito desse universo, a história já desperta essa curiosidade, e a lista de k-dramas ao final já é um primeiro passo.

Apesar de não ser exatamente o que eu esperava, o livro me rendeu alguns momentos de diversão e descontração (assim como de raiva e desespero), então, caso você aí tenha ficado curioso, leia sem criar muitas expectativas e ciente de que Isso que a Gente Chama de Amor é a "ficção da ficção", e que tudo aqui é de mentirinha.

Loira Suicida - Darcey Stenke

6 de maio de 2021

Título:
Loira Suicida
Autora: Darcey Stenke
Editora: Paralela
Gênero: Romance
Ano: 2021
Páginas: 184
Compre: Amazon
Nota:★★★☆☆
Sinopse: Marco do feminismo libertário americano, Loira suicida é uma espécie de diário no qual a jovem Jesse registra sua incursão pelos domínios mais baixos da San Francisco dos anos 1990. Filha de um ministro da igreja luterana, a protagonista do romance abre mão dos valores de classe média para seguir, ao lado do namorado gay, uma peregrinação por um submundo feito de drogas, bebida e sexo. Influenciada por todo um cânone de escritores marginais (Georges Bataille, Jean Genet, Alexander Trocchi, William S. Burroughs etc.) e dialogando com a literatura queer e noir dos anos 1980 e 1990 ― e com autores como Virginie Despentes, Eileen Myles, Jean Rhys, Marguerite Duras, entre outros ―, Darcey Steinke arma uma história a um só tempo melodramática e mordaz, honesta e intensa, em que os labirintos do desejo se chocam à euforia de uma época que parecia começar a girar irremediavelmente em falso. Um romance vigoroso sobre uma mulher e os descaminhos de uma furiosa busca por encontrar o seu lugar no mundo.

Resenha: Loira Suicida, escrito pela autora americana Darcey Stenke, é considerado um clássico por ter se tornado um marco do feminismo. O livro foi publicado pela primeira vez em 1992, e agora, em 2021, foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras.
A história se passa na San Francisco dos anos 90 e retrata Jesse, uma mulher de 29 anos, filha de um ministro da igreja luterana e da mulher submissa a ele, que larga a vida tradicional pra adentrar o submundo das drogas, das bebidas e do sexo depois de perceber que Bell, com quem ela divide o apartamento, está totalmente apático e alheio ao "relacionamento". E a partir daí começa a sua "peregrinação" pelo submundo da cultura queer em meio aos seus próprios conflitos internos.

A história é narrada em primeira pessoa, a escrita é poética e possui descrições um tanto reveladoras - e até perturbadoras - sobre a natureza humana, na maioria das vezes em meio a cenas deprimentes.
Jesse está claramente deslocada nesse universo de ruas desertas e pessoas arruinadas que estão "longe da salvação". Os personagens que estão ao redor de Jesse (e a própria) são quebrados, com questões mal resolvidas, alguns tentando se encontrar, outros fingindo terem se encontrado, e outros tentando se autodestruir. Não nego que esses personagens são bem estereotipados, mas ao mesmo tempo que eles causam fascínio, também causam uma certa repulsa por serem tão bizarros, detestáveis e hedonistas, e achoa que todo mundo conhece alguém do tipo. A história traz a ideia de que esses personagens jamais irão encontrar a redenção que, porventura, estejam buscando em suas jornadas.

Jesse é obcecada por Bell e acredita que ele é o amor de sua vida. O problema é que Bell, sendo bissexual, está arrasado por Kevin, seu primeiro amor, estar prestes a se casar com a noiva, e Jesse no momento é a última preocupação que ele tem interesse em lidar.
Logo surge Pig, uma mulher reclusa, excêntrica, obesa e milionária que pede ajuda de Jesse para encontrar a jovem Madison. Madison, cujo passado está entrelaçado com o de Pig, é uma stripper que convida Jesse para um cenário sádico, violento e de autodestruição. E tentando lidar com sua frustração de perder o namorado (?), ela resolve que deve "punir" Bell, adentrando esse mundo e se tornando uma "garota má" pra mostrar o que ele está perdendo. E talvez a ideia da autora seja fazer com que o leitor sinta pena de Jesse por se rebaixar dessa forma, mas só senti o contrário e não me comovi, e nem todos os pensamentos super atuais sobre amor, vida e morte que foram inseridos dentro desse contexto me fizeram ter empatia por ela. Jesse foi a única responsável pelos seus problemas, afinal, foi ela que escolheu seguir esse caminho. Ela tenta ser aquela mulher feminista forte e moderna, mas se perde em sua apatia e nos próprios fracassos. É triste se prender a alguém que não tem nada a oferecer.

Como a história é narrada pelo ponto de vista de Jesse, acabamos limitados à sua percepção das coisas, mas Madison acabou sendo uma personagem muito mais interessante do que a própria protagonista e foi impossível não querer saber mais sobre ela.

A capa do livro traz a foto de Candy Darling (Candy Darling on her deathbed), a musa de Lou Reed e atriz trans que trabalhou ao lado de Andy Wahrol, em Hollywood, e viveu numa época marcada por preconceitos da sociedade. Darling morreu de câncer aos 29 anos, e a foto tirada por Peter Hujar, nos anos 70, foi tirada poucos dias antes de sua morte. 

O livro não tem nem 200 páginas, mas demorei por volta de um mês pra terminar de ler. Talvez não seja o tipo de leitura que vá agradar a todos devido a escrita mais rebuscada, e por mais suave e interessante que seja a ideia da autora em levar o leitor a uma Califórnia tão moderna quanto decadente para acompanhar as perturbações de Jesse, não é uma leitura que flui muito facilmente, mas ainda sim é válida pelas mensagens que passa. O problema é que, pra mim, a história fica tentando chegar num lugar e nunca chega, e quando termina, parece que ainda falta algo mais.

Em suma, Loira Suicida traz uma história melancólica sobre a tentativa de se manter o coração puro quando o amor e todo o resto são contaminados por perdas e sonhos destruídos. É praticamente um hino à solidão.

Games - We Become What We Behold

5 de maio de 2021

Título:
 We Become What We Behold
Desenvolvedores: Nicky Case, Mismatch Studio
Plataforma: PC
Categoria: Indie/Casual/Point-and-Click
Ano: 2016
Classificação Indicativa: +16
Jogue grátis: NCase
Nota: ★★★★★
Sinopse: We Become What We Behold (Nós nos Tornamos o que Vemos) é um jogo de 5 minutos que analisa como a mídia social amplia pequenas diferenças em monstruosidades grosseiras. É um jogo apartidário sobre política, examinando o horror da natureza viral da divisão e do tribalismo.
Um jogo sobre ciclos novos, ciclos viciosos e ciclos infinitos...



"Nós nos Tornamos o que Vemos."
Nós moldamos nossas ferramentas e então nossas ferramentas nos moldam.
Marshall McLuhan
(erroneamente atribuído)

Aviso: o jogo contém cenas de esnobismo, grosseria e assassinato em massa.

Recentemente descobri a existência desse mini game enquanto procurava um joguinho novo na Steam, e logo já chamou minha atenção. O título é curioso, a arte e a animação são bem simples mas super bonitinhas, ele só dura 5 minutos pra ser finalizado, e ainda é de graça. E como se isso já não fosse bom demais, ainda deixa uma reflexão importantíssima e super necessária sobre a loucura da sociedade.

Basicamente, o jogo é um tipo de experimento social onde existe uma TV no meio de um determinado espaço, e sempre que vemos alguém com um comportamento diferente, tiramos uma foto. Essa captura aparece nessa TV como forma de "notícia", as pessoas que estão passando por ali observam, e acabam sendo influenciadas pelo que estão vendo.
Pelo formato da cabeça, esses bonequinhos são divididos entre os redondos e os quadrados, demonstrando, talvez, a diferença de raça, gênero, ideologia, ou qualquer outra coisa do tipo que torna as pessoas diferentes umas das outras.



Sendo assim, quando um carinha aparece usando um chapéu, algumas pessoas são influenciadas a entrar nessa "moda", e logo começam a usar o tal chapéu. Em seguida, aparece um casal apaixonado, mas a demonstração de afeto em público causa repulsa, e logo eles são escorraçados dali.
É onde começa a intolerância...



Não demora a aparecer um maluco surtado no meio do povo, brigando e gritando com todo mundo, e ele é um quadrado. O redondo, muito assustado, começa a ficar com medo de qualquer quadrado que apareça, o que faz com que os quadrados fiquem desconfiados e insatisfeitos com essa "generalização", afinal, foi um caso isolado de surto, os outros quadrados não tem nada a ver com isso... Mas a sementinha da discórdia foi plantada, e a cada novo clique que vai pra bendita TV, a situação piora e ninguém mais quer saber de nada a não ser briga, nem quando há uma tentativa de se fazer paz, afinal, a violência é muito mais "interessante".



Mesmo que tenha sido criado há 5 anos atrás, eu fiquei abismada em como um joguinho tão curto e simples consegue demonstrar a realidade da sociedade atual de uma forma tão verdadeira e inteligente.

Não vou me estender ou dar mais detalhes sobre cada "notícia" que aparece pra não dar spoilers e nem estragar a experiência de ninguém, mas We Become What We Behold é um joguinho extremamente realista, que traz uma crítica e uma representação cirúrgica acerca da influência da mídia, que faz com que pequenas diferenças sociais se tornem bizarrices, e de como a sociedade se comporta a partir daí. O final é chocante e, ao que tudo indica, é pra onde a humanidade está caminhando...

Sério, tirem 5 minutinhos do seu tempo e experimentem um pouquinho desse choque de realidade clicando aqui.

Wishlist #99 - Funko Pop - Ultimate Princess

4 de maio de 2021

Lá vem eu com mais pops pra essa wishlist que não tem fim, né? Nem a crise segura a Funko e tá difícil de acompanhar um lançamento a cada 5 minutos. Maaaaasss, falou em princesas da Disney, já fico de olho, já coloco na lista, e depois eu que lute com o cartão de crédito. Ee cá entre nós, essa coleção Ultimate tá a coisa marlinda que há (apesar do material delas ser bem inferior ao de costume). E em minha defesa, como não morrer de amores por essas lindineas?



Bruxas Literárias: Alquimia das Palavras - Taisia Kitaiskaia e Katy Horan

3 de maio de 2021

Título:
Bruxas Literárias: Alquimia das Palavras
Autora: Taisia Kitaiskaia
Ilustradora: Katy Horan
Editora: Darkside Books/Darklove
Gênero: Biografia
Ano: 2021
Páginas: 144
Compre: Amazon
Nota:★★★★☆
Sinopse: Bruxas Literárias: Alquimia das Palavras é uma homenagem às mulheres que transformaram a história da literatura com talento e coragem. Ao recriar escritoras imortais como feiticeiras das palavras, este livro permeado de magia celebra o poder das mulheres através dos tempos.
A obra reúne trinta autoras de todos os cantos do mundo e nos convida a conhecer mulheres ousadas e autênticas. Cada perfil é apresentado com um texto lírico sobre as escritoras e suas obras, uma breve biografia e sugestões de leitura, para que possamos seguir a trilha encantada de seus passos literários. Para a edição brasileira, conjuramos três bruxas literárias nacionais: Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles.

Resenha: Bruxas Literárias: Alquimia das Palavras é um dos livros que faz parte da coleção Magicae, da Darkside Books. Nessa coleção há livros dedicados aos mistérios mágicos dos poderes ancestrais, assim como aqueles que cultuam as leis e os poderes da natureza. Tudo a ver com minha pessoa. O livro foi escrito pela autora Taisia Kitaiskaia e ricamente ilustrado por Katy Horan.

Bruxas Literárias tem uma proposta muito bacana, pois faz um apanhado e apresenta os nomes de trinta escritoras estrangeiras que fizeram história com suas histórias, desde Emily Brontë, Sylvia Plath, Mary Shelley até Agatha Christie. Ao final, a editora ainda incluiu um material extra e exclusivo, ilustrado por Gabee Brandão e escrito por Marcia Heloisa e Nilsen Silva, sobre três grandes escritoras brasileiras: Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles.



Todas essas escritoras foram recriadas em três pequenos textos de uma forma mágica e criativa, cuja intenção é criar um retrato dramático com poder de resgatá-las e mantê-las vivas, sendo descritas de maneira poética e mostrando o quanto elas foram habilidosas com o dom que tinham. Em seguida, há uma pequena biografia, assim como sugestões de obras escritas por elas que, sem dúvidas, transformam e inspiram.

O livro já me ganhou pelas ilustrações, pelo acabamento, e pelo capricho da edição que, além da capa dura, é todo colorido. A diagramação permite que o livro possa ser aberto e lido numa página aleatória, não é necessário ler em sequência, assim, em cada página, vamos nos deparar com uma escritora diferente, que traz uma mensagem diferente através das instâncias imaginativas e inspiradoras que foram escritas para cada uma delas, e o resultado sempre será uma grata surpresa.



Mesmo que o livro não seja exatamente uma biografia, indico pra quem aprecia, resgata e celebra as mulheres em suas verdadeiras essências, ou quem tem interesse em saber um pouco mais da vida dessas escritoras que marcaram época, sobre quem foram e o que escreveram.

E pra quem gosta de esoterismo, existe o oráculo The Literary Witches Oracle (em inglês) baseado nas ilustrações da obra e é a coisa mais linda. O livro das Bruxas Literárias em si não é um complemento do oráculo, e nem serve de guia. O próprio oráculo já vem com um livrinho pra explicar os significados das cartas. Já está na minha wishlist esotérica, porque sim. Ele é vendido na Amazon, mas por ser compra internacional, demora uns meses pra chegar, e, dependendo do vendedor/loja, pode ser taxado quando chegar por aqui, então, é bom dar uma conferida.

Sombra e Ossos - Leigh Bardugo

2 de maio de 2021

Título:
Sombra e Ossos - Grishaverso #1
Autora: Leigh Bardugo
Editora: Planeta/Minotauro
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2021
Páginas: 288
Compre: Amazon
Nota:★★★★☆
Sinopse: Em um país dividido pela Dobra das Sombras – uma faixa de terra povoada por monstros sombrios – e no qual a corte real está repleta de pessoas com poderes mágicos, Alina Starkov pode se considerar uma garota comum. Seus dias consistem em trabalhar como cartógrafa no Exército e em tentar esconder de seu melhor amigo, Maly, o que sente por ele. Quando Maly é gravemente ferido por um dos monstros que vivem na Dobra, Alina, desesperada, descobre que é muito mais forte do que pensava: ela é consegue invocar o poder da luz, a única coisa capaz de acabar com a Dobra das Sombras e reunificar Ravka de uma vez por todas. Por conta disso, Alina é enviada ao Palácio para ser treinada como parte de um grupo de guerreiros com habilidades extraordinárias, os Grishas. Sob os cuidados do Darkling, o Grisha mais poderoso de todos, Alina terá que aprender a lidar com seus novos poderes, navegar pelas perigosas intrigas da corte e sobreviver a ameaças vindas de todos os lados.

Resenha: Escrita pela autora israelita Leigh Bardugo, a Trilogia Grisha foi publicada em 2013 aqui no Brasil pela Editora Gutemberg. Agora, a trilogia está sendo relançada pelo selo Minotauro da Editora Planeta, que adquiriu os direitos de publicação e está lançando a trilogia sob novo - e mais bonito - projeto gráfico, e com nome de "Grishaverso" (achei feio, viu).

Num universo onde os humanos convivem com os Grishas, pessoas dotadas de poderes muito especiais chamados de "pequena ciência" e que fazem com que eles sejam capazes de controlar energia e elementos ao seu redor, Alina Starkov é uma jovem órfã e comum que serve o primeiro exército do rei de Ravka. Ela faz parte da equipe de Cartógrafos da linha de frente, responsáveis por desenhar mapas a fim de guiar os soldados. Alina cresceu num orfanato junto com seu melhor e inseparável amigo Malyen Oretsev, ou Maly, e ele serve o mesmo exército na função de Rastreador, seguindo pistas para definir o melhor caminho a ser seguido, além de ter muita facilidade para caçar e encontrar pessoas.

Ravka é uma monarquia, e mesmo que o rei tenha dois exércitos para protegê-lo, o primeiro formado por humanos na linha de frente, e o segundo exército por Grishas como soldados de elite liderados pelo Conjurador das Sombras, ou Darkling, desde que o país foi dividido por um mar de trevas, tudo se tornou um grande problema...

Conta a velha lenda que, há centenas de anos, um Grisha dotado de poderes incomparáveis e sombrio, conhecido como Herege Negro, conjurou uma densa e gigantesca onda feita de escuridão que dividiu o país, mais especificamente a cidade de Kribirsk. A faixa negra passou a ser chamada de Dobra das Sombras, ou Não-Mar, e é habitada pelos Volcras, monstros alados e terríveis que atacam e destroçam tudo o que adentra a escuridão. Era praticamente impossível que alguém conseguisse atravessar e sobrevivesse pra contar a história. Com o passar dos anos, a Dobra continuava sendo o pior e mais perigoso problema que Ravka precisava enfrentar, pois com a rota principal bloqueada, o país ficou estagnado, não se comunicava como deveria, e costumava ser alvo de ataques vindos dos países vizinhos. E nem o próprio Darkling, o único em Ravka com o poder de controlar as trevas, era capaz de destruir o Não-Mar. Devido aos inúmeros conflitos, também não era possível simplesmente contornar a Dobra pois era tão arriscado quanto atravessá-la. Enquanto Shu Han, ao sul, capturava Grishas para fazer experimentos a fim de tentar descobrir a fonte desse poder, Fjerda, ao norte, os caçava feito animais acreditando que se tratavam de bruxos perigosos e nada confiáveis. Logo, fora de Ravka, os Grishas além de não estarem seguros, eram tratados com muito preconceito, como se fossem a escória da humanidade. A esperança de todos era que um dia um Conjurador do Sol aparecesse e usasse seus poderes de luz para destruir de uma vez por todas a Dobra, mas ninguém nunca havia visto um...

Partindo dessa premissa, tudo começa quando um grupo de soldados dos dois exércitos, incluindo Alina e Maly, precisam atravessar a dobra numa missão, mas tudo dá errado. Maly é atacado por um Volcra, e numa tentativa desesperada de salvar o amigo, Alina acaba revelando um poder que, até então, ela desconhecia ter, e não só salvou Maly, como destruiu os Volcras que atacavam o esquife.
Alina, então, foi reconhecida como uma Grisha, mas não uma Grisha qualquer, pelo poder que ela havia manifestado durante a travessia na Dobra, tudo indicava que era a Grisha lendária, a tão esperada Conjuradora do Sol, aquela que seria capaz de destruir a Dobra de uma vez por todas. Mas será esse um fardo que Alina pode carregar?

Narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da própria Alina, a escrita da autora é muito fluída e os detalhes da construção de mundo tornam a leitura um tanto empolgante. Vamos acompanhando a jornada de Alina se descobrindo como Grisha, aprendendo a controlar seus poderes com a ajuda, proteção - e proximidade - do Darkling, lidando com a ideia de ser um tipo de santa que veio pra salvar o mundo das trevas, mas vista por outros como uma abominação que merece a morte. E por essa parte da fé que as pessoas de Ravka depositam em Alina, é possível perceber que a autora consegue fazer uma crítica nada sutil sobre o poder da fé e como ela afeta as pessoas, seja pelo lado positivo de acreditar que as coisas vão melhorar desde que se tenha esperanças, como pelo lado negativo incluindo o fato de como é possível manipular os outros através dessa fé, assim como os absurdos do fanatismo e da ignorância (que nem sempre é uma benção). E ainda tem aqueles que só acreditam se puderem ver com os próprios olhos, e quando vêem, não acreditam.

Alina é uma personagem em processo de amadurecimento, auto aceitação e autodescoberta. Apesar dela ficar deslumbrada por sair do lixo e ir viver no luxo do palácio, ela precisa lidar com o fato de que muitas pessoas acreditam que ela é uma fraude total que deve ser impedida, e ela precisa provar pros outros e pra si mesma que ela tem sim os tais poderes de luz, fazendo demonstrações a todo momento para o rei enquanto é humilhada por humanos intolerantes e também por Grishas invejosos que se aproveitam por ela ainda não saber controlar muito bem seus poderes durante os treinamentos.
Diante dessa situação, ela acaba se apegando muito ao Darkling, pois desde que ela descobriu suas habilidades, ele tem sido o único que entende a real grandeza do seu poder, faz qualquer coisa pra mantê-la em segurança, e sabe usar as palavras pra confortá-la - e despertar seu interesse - como ninguém. Mas, ela também sente a falta de Maly, afinal, antes disso tudo acontecer e sua vida ter virado de cabeça pra baixo, era ele o seu porto seguro, a única pessoa que ela tinha, e não ter noticias dele desde que foi para Os Alta se apresentar pro rei a deixa angustiada. O problema é que entre Alina e Maly não existe química, talvez porque a amizade se evidencie mais que qualquer outro interesse, mas com o Darkling a coisa pega fogo, meudeus (mesmo que eu tenha achado isso meio forçado). Talvez a ideia de unir esses dois seja aquela história dos opostos se atraírem, mas por mais que ela tivesse o apoio dele desde o início, eu ainda ficava desconfiada de que tinha alguma coisa de errado e que boa coisa essa história não ia dar.

Sabe aquele meme "O INÍCIO DE UM SONHO/DEU TUDO ERRADO"? Pois ele resume bem a situação de Alina do início ao fim, coitada.

Como a construção desse universo tem muitos detalhes, confesso que demorei quase metade do livro pra entender todas as classificações dos Grishas e pronunciar os nomes esquisitos dos personagens, mas depois as coisas ficaram mais fáceis.

Sendo assim, vou colocar aqui o resumão que me ajudou a entender a divisão das Ordens e classificação dos poderes dos Grishas, é só clicar no botão abaixo e o texto vai ser expandido. Não deixei aberto pra resenha não ficar gigantesca e maior do que já está, e pra dar opção pra quem não quiser ler não precisar ficar procurando o trecho onde acabam as explicações. Talvez possa facilitar pra quem teve um pouco de dificuldade para acompanhar a construção de mundo enorme e cheia de detalhes da autora, mas caso já saiba ou não queira ler sobre isso agora, ignore o botão.

Os Grishas são divididos em três Ordens, os Corporalki, os Etherealki, e os Materialki, e elas são divididas em subcategorias que definem o que exatamente eles manipulam/controlam. Além disso, cada Ordem é representada por uma cor, que é usada nas vestes oficiais dos Grishas, chamadas de keftas. Além da cor básica da ordem, cada kefta traz ornamentos e detalhes bordados com uma segunda cor que representa a subcategoria da tal Ordem.

Os Corporalki são a Ordem dos Vivos e dos Mortos, e eles são capazes de manipular o corpo humano. Dentro dos Corporalki, existem duas subcategorias principais: os Sangradores, que basicamente controlam o corpo afim de causar alguma mudança em seu funcionamento ou algum tipo de dano (letal ou não), e isso faz com que sejam muito temidos em confrontos já que conseguem causar danos e até matar oponentes a distância; e os Curandeiros, que curam feridas, doenças, salvam enfermos, e etc. Ainda dentro dos Corporalki existe a subcategoria dos Artesãos, que têm o dom de mudar a aparência dos outros e de si mesmos temporariamente. Artesãos, embora raros, são considerados inferiores e não tem uma cor definida em suas keftas. Os Grishas da ordem dos Corporalki vestem keftas vermelhas. As keftas dos Sangradores tem detalhes bordados em preto, e a dos Curandeiros tem detalhes cinza.

Os Etherealki são a Ordem dos Conjuradores, e eles são capazes de conjurar e manipular elementos. Dentro dos Etherealkis, existem três subcategorias principais, e duas especiais que são extremamente raras. Os Aeros controlam o ar, formando rajadas de vento, aumentando ou diminuindo a velocidade do ar; Os Hidros, que controlam a água; e os Infernais, que manipulam o fogo
A kefta que os Etherealki vestem é azul. Os detalhes da kefta dos Aeros é cinza, dos Infernais é vermelho, e dos Hidros é azul claro.
As subcategorias especiais dos Etherealki são de conjuradores únicos e ainda mais raros: o Conjurador das Sombras, que sempre se veste todo de preto, o temido Darkling; e o lendário - e jamais visto - Conjurador do Sol. O Darkling tem o poder de detectar e invocar os poderes dos outros Grishas, assim como amplificar seus poderes, mas o poder principal dele é controlar as sombras e as trevas, trazendo a escuridão absoluta, e ainda sendo capaz de transformar a sombra em matéria para atacar - e fatiar em pedaços - os inimigos. O Conjurador do Sol é o completo oposto do Conjurador das Sombras, pois ele é capaz de conjurar e emitir grandes feiches de luz, assim como invocar o calor do sol iluminando e aquecendo tudo a sua volta.

Os Materialki são a Ordem dos Fabricantes, que conseguem detectar e controlar materiais compostos para fabricarem itens úteis aos Grishas. As subcategorias dos Materialki são os Durastes, que trabalham com materiais sólidos como metais, aços, vidros e etc (inclusive são eles que fabricam as keftas fazendo com que sejam blindadas a fim de proteger os Grishas de ataques com armas e flechas); e os Alquimistas, que lidam com compostos químicos líquidos, podendo fabricar poções, venenos e etc. Eles vestes keftas roxas. As keftas dos Durastes tem detalhes cinza, e a dos Alquimistas tem detalhes vermelho. Os Materialki não são muito úteis para lutar em batalhas, mas são úteis para fabricar itens que podem ser usados nelas, principalmente artefatos que amplificam o poder dos Grishas.

Como acontece com a maioria dos primeiros volumes de trilogias ou séries, Sombra e Ossos não fugiu muito dessa "regra", e funciona mais como uma introdução a esse universo fantástico. Sabemos sobre a origem da Dobra, sabemos como é a vida dos Grishas dentro e fora de Ravka, mas algumas partes são meio repetitivas (principalmente no que diz respeito a Alina e sua teimosia, ou quando está no modo iludida), assim como a falta de maiores detalhes da história de alguns personagens que tem uma certa relevância na trama. Outra coisa que não me agradou muito foi o fato de várias situações serem descobertas com suposições feitas por qualquer um, o que tornou algumas situações tensas ou perigosas um tanto convenientes. A impressão que tive é que ninguém pode tentar passar despercebido em paz, porque surge alguém do além dotado de inteligência afiada pra desmascarar quem vem lá com essas suposições e atrapalhar tudo.

No final das contas, eu gostei muito da história, principalmente pela construção de mundo com relação aos países e às características das pessoas de cada um deles, quanto pelo universo dos Grishas. Achei bem original. Mas não posso dizer o mesmo com relação aos personagens, pois além de ter sentido falta de mais informações sobre alguns deles, principalmente de Genya (a Artesã da corte que serve a rainha pra mantê-la sempre bonita) houve sim vários clichês que acabaram empobrecendo a experiência com a leitura. Não tenho muita paciência com possíveis preocupações românticas no meio do apocalipse, muito menos quando há qualquer possibilidade pra um triângulo amoroso onde a protagonista fica dividida entre dois amores e/ou não é capaz de enxergar a cilada que está se metendo.

Pra quem procura por uma história envolvente e muito bem construída, cheia de intrigas, perigos, traições e esperança, Sombra e Ossos é livro mais do que recomendado.
PS.:  E se você pretende assistir a série na Netflix, recomendo muito que o livro seja lido primeiro pra experiência ser ainda melhor. Se eu não tivesse lido, não teria entendido nada e não teria passado do primeiro episódio até hoje.