31 de agosto de 2013

Caixa de Correio #18 - Agosto


Oie, povo!
Último dia do mês (e último post do mês também), pra não perder o costume, tem caixinha de correio aqui no blog. Mais um mês que tentei me controlar ao máximo e apesar de ter comprado mais livros, não vou mostrar alguns porque tive um problema chato com o Submarino de ter comprado 14 livros e todos eles terem vindo em edições econômicas sendo que não tinha essa informação na descrição quando comprei... Reclamei e como pedi a devolução de uns (Coleção Diário da Princesa) e a troca de outros (4 livros da Sophie Kinsella que faltavam pra eu completar a coleção da Becky Bloom), considerei que não recebi, e esses é que vão ficar de fora. Se tudo se resolver, e espero que resolva senão vou no Procon, os da Sophie entram na caixa do próximo mês pois só considerei mesmo os que comprei no começo do mês. Enfim, eis as fotinhas de tudo que chegou pra mim:

30 de agosto de 2013

Dividida - Amanda Hocking

Lido em: Agosto de 2013
Título: Dividida - Trylle - Livro 2
Autora: Amanda Hocking
Editora: Rocco  
Tradutora: Priscila Catão
Gênero: Fantasia/YA/Sobrenatural
Ano: 2013
Páginas: 360
Nota:
Sinopse: Quando Wendy Everly descobriu a verdade sobre si mesma, que ela é uma changeling - uma criança trocada secretamente ao nascer -, soube que sua vida nunca mais seria a mesma. Agora ela está prestes a descobrir que essa história é mais complicada do que parecia...
Depois de sequestrada e aprisionada pelos inimigos de sua família, Wendy percebe que sua conexão com seus rivais, os Vittra, é ainda mais forte. E eles não vão desistir nunca de tentar persuadí-la a lutar por eles.
Com a ameaça de uma guerra iminente, a única esperança de Wendy de salvar os Trylle é dominando seus poderes mágicos e se casando com um membro da realeza igualmente poderoso. Mas isso significa se afastar de Finn, seu charmoso guarda-costas, com quem ela não pode ficar de jeito nenhum... e de Loki, um príncipe Vittra por quem ela sente uma atração cada vez maior.
Dividida entre seu coração e seu povo, entre o amor e o dever, Wendy terá que decidir o seu destino. Se tomar a decisão errada, pode perder tudo - e todas as pessoas - que sempre quis... nos dois mundos.

Resenha - Sem spoilers: Dividida é segundo volume da trilogia Trylle e dá prosseguimento à história de Trocada, em que Wendy Everly, uma garota Trylle (troll) que foi trocada com um bebê humano ao nascer. Aos 17 anos, foi levada para Förening, a comunidade sobrenatural dos trolls, para que pudesse ocupar seu lugar naquele mundo...
Neste segundo volume, a história continua de onde parou: Após passar dois meses tendo que aceitar sua nova condição sem muitas explicações, Wendy decide fugir e voltar para casa junto com Rhys. Ela queria explicar ao seu "irmão", Matt, o que tinha lhe acontecido, mas ao mesmo tempo não queria revelar nada no que dizia respeito a parte sobrenatural a qual fazia parte, e acabou não tendo nenhuma base para lhe contar nada. Porém, a mesma pessoa que a levou para o outro mundo, não iria perder Wendy de vista tão fácil... Finn, o rastreador e guarda-costas de Wendy, vai atrás dela, que agora tem Duncan como seu protetor. Porém, relutante em voltar para Förenig, Wendy não aceita ser levada e os dois decidem dar um tempo para que ela possa pensar. Porém, o que eles não esperavam era que os Vittra, rivais dos Trylle, estavam preparando um emboscada para capturar Wendy e levarem a garota para Ondarike, a capital da comunidade Vittra. A mando de Oren, o rei dos Vittra, Kyra e Loki capturam Wendy e a levam para as masmorras, mas lá a garota descobre que há uma ligação entre ela e o rei... E como se isso não bastasse, apesar de gostar de Finn, começa a se sentir balançada por Loki. Mas mais importante do que as questões sentimentais, pelo menos naquele mundo, há as questões políticas... e Wendy está entre todos esses problemas, ainda sem saber o que fazer...

Depois de me decepcionar com Trocada devido a toda aquela enrolação e enredo fraco, ainda queria dar uma chance e continuar acompanhando a sequência com esperança de que a autora iria explicar o que Wendy e os leitores ficaram sem saber, e nesse ponto, vou confessar que me surpreendi.
Apesar de Elora - a mãe biológica da garota - e os outros personagens acharem que Wendy só precisa saber das coisas na hora certa, em Dividida, a autora provavelmente tentou equilibrar a história, compensando toda a falta de explicações do primeiro livro para, agora, esclarecer tudo e ainda mais do que esperei. Diferente de Trocada, Dividida tem um ritmo acelerado e bem mais envolvente. A cada capitulo Wendy tem informações novas, descobertas novas, sensações novas... Mesmo com tudo acontecendo muito rápido, gostei de não ter ficado no escuro já que muitas revelações bombásticas, que envolvem o motivo da frieza de Elora, as ambições de Oren e muito mais, vieram a tona. Porém, não fiquei nada feliz ao perceber indícios de um triângulo amoroso surgindo na história... Sério que isso é necessário para causar "fortes emoções" no leitor?
Outros detalhes me incomodaram um pouco, pois trolls apesar de oportunistas e interesseiros, são muito inteligentes e têm habilidades e poderes muito interessantes, mas não originais. Fiquei me perguntando por que existem changelings se os trolls poderiam apenas usar seus poderes de persuasão para conseguirem o que querem... Mas ainda assim a narrativa foi muito boa a ponto de me prender, interessada nas explicações e na história de vida dos personagens...
Wendy apesar de dividida entre algumas questões, no final das contas é guiada pela razão, levando em consideração sua verdadeira função no reino dos Trylle. Os outros personagens foram muito bem construídos, tanto nas funções destinadas a eles quanto na personalidade. A autora não enrolou para dar um aprofundamento na história de Elora e dos Vittra, e confesso ter achado incrível o quanto o passado deles reflete no presente. Foi tudo muito bem desenvolvido e interessante. Fiquei curiosa para saber o que vai acontecer com eles, e com Wendy também, claro.
Levando em consideração o desenrolar da história, o final, apesar de não muito agradável, é inesperado e deixa um gancho para o próximo livro. Pela história ter ganhado um up considerável, quero continuar acompanhando para saber onde as escolhas de Wendy a levarão...

O livro ainda trás um conto extra dos personagens principais e um glossário descrevendo a hierarquia da sociedade, então, caso a gente fique perdido ao ler nomes estranhos como "markis", "mänsklig" e afins, é só dar uma espiada.

29 de agosto de 2013

Novidade - Geração Editorial

Paralelos - Leonardo Alkmim
Em um terrível acidente rodoviário, Alexandre morre, mas seu irmão gêmeo Vítor, surpreendentemente, sobrevive. No entanto, ao despertar numa dimensão paralela, autossuficiente e resguardada por instâncias elementares, como o Horizonte de Energia, o Conselho, Deus e os anjos, Alexandre descobre que deveria ter sido salvo e Vítor morrido, equívoco que coloca em risco rodo o funcionamento do cosmos. Embora em dimensões diferentes, os gêmeos precisarão lutar para restaurar o equilíbrio do Universo. Uma aventura fantástica, surpreendente e rica em seus detalhes mais sutis, que arrebata o leitor com todas as suas surpresas e revelações a cada capítulo, além de conquistá-lo com seus personagens ora cativantes, ora assustadores, porém sempre muito interessantes e bem construídos.

Sobre o autor
Formado pela Escola de Arte Dramática da ECA/USP, Leonardo Alkmim trabalhou como ator ao lado de artistas como Cacá Carvalho, José Celso Martinez, Julia Lemmertz, Alexandre Borges, Ulysses Cruz, Renato Borghi e Paulo Autran. Como dramaturgo, recebeu o Prêmio SESI de Dramaturgia 1995, o Prêmio Jornada SESC de 1997, o Prêmio Residência Oswald de Andrade de 2000, e a indicação para o Prêmio Shell de 2004. Teve vários de seus textos encenados e publicados, além de escrever programas de TV e roteiros de cinema. Paralelos é o seu primeiro romance.

28 de agosto de 2013

Novidades - Valentina

Passarinha - Kathryn Erskine
No mundo de Caitlin, tudo é preto e branco. Qualquer coisa entre um e outro dá uma baita sensação de recreio no estômago e a obriga a fazer bicho de pelúcia. É isso que seu irmão, Devon, sempre tentou explicar às pessoas. Mas agora, depois do dia em que a vida desmoronou, seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai – a si mesma e todos a sua volta –, mas, sendo uma menina de dez anos de idade, autista, portadora da Síndrome de Asperger, ela não sabe como captar o sentido.
Caitlin, que não gosta de olhar para a pessoa nem que invadam seu espaço pessoal, se volta, então, para os livros e dicionários, que considera fáceis por estarem repletos de fatos, preto no branco. Após ler a definição da palavra desfecho, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam. E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores, confuso mas belo.
Um livro sobre compreender uns aos outros, repleto de empatia, com um desfecho comovente e encantador que levará o leitor às lágrimas e dará aos jovens um precioso vislumbre do mundo todo especial dessa menina extraordinária.

A Moderna Ciência do Yoga  - William J. Broad
Neste surpreendente livro sobre yoga, William Broad, praticante desde 1970, nos mostra, a partir da visão de um premiado e experiente jornalista do caderno de Ciência do New York Times, que, apesar dos enormes benefícios, os riscos da prática do yoga não podem nem devem ser ignorados.
Uma obra que levou cinco anos para ser escrita, A Moderna Ciência do Yoga nos apresenta um amplo quadro que mostra mais de um século de meticulosa pesquisa e apresenta a leigos e praticantes uma visão imparcial dessa prática milenar.
O livro celebra o que é real sem deixar de expor o que é ilusório. Descreve o que é edificante e benéfico e revela o que é controverso e muitas vezes perigoso, sem deixar de explicar os porquês. Lança luz sobre benefícios pouco conhecidos do yoga, como a melhora do humor e o estímulo à criatividade, e não deixa de nos alertar sobre os movimentos que podem aleijar e até matar. E, como é comum durante investigações científicas, alguns mistérios surgiram ao longo da preparação desse estudo inédito: seriam a animação suspensa e o êxtase sexual sem limites capacidades humanas latentes?
Prepare-se para uma instigante viagem que vai leva-lo dos velhos arquivos de Calcutá até centros de pesquisa médica de última geração, de famosos ashrams a impecáveis laboratórios, de deliciosos estúdios de yoga com renomados professores a salinhas de curandeiros.
O livro também descortina a burguesa indústria global do yoga, que atrai não somente cientistas curiosos como também fervorosos praticantes e embromadores carismáticos. Em essência: derruba mitos, apresenta benefícios inesperados e uma emocionante visão crítica sobre como essa prática ancestral pode – e deve – ser desenvolvida.

Novidades - Fundamento

Rangers - Ordem dos Arqueiros 11 - As Histórias Perdidas - John Flanagan
Rangers - Ordem dos Arqueiros, a série: uma leitura imperdível e emocionante do começo ao fim.
Entre batalhas ferozes, amizades inquestionáveis, certezas e dúvidas, acompanhamos a ascensão de Will entre os lendários arqueiros de Araluen. Mas nem todas as histórias foram contadas. Por enquanto!
A pedido dos leitores, John Flanagan nos presenteia com Histórias Perdidas, aventuras inéditas que levam a um mergulho ainda mais profundo na rica mitologia de Rangers. E que também trazem algumas revelações tão fascinantes quanto bombásticas.
Uma chance imperdível de saber mais sobre o passado e ter um vislumbre do futuro de alguns dos personagens mais queridos de Rangers: Halt, Alyss, Horace, Evanlyn e Gilan.
Se você acha que sabe tudo sobre a origem de Will, é melhor repensar...
A Quinta Onda - Rick Yancey
Esse é o primeiro volume de uma trilogia sobre alienígenas que invadem a Terra querendo fazer dela seu novo lar. Os humanos são como pragas que devem ser exterminadas e, por isso, os extraterrestres lançam diversas ondas de ataque. Dominam a mente dos humanos de tal forma que não é possível diferenciar invasores de sobreviventes. É nesse momento que encontramos a protagonista: Cassie, uma jovem de 16 anos que vive em uma Terra devastada, onde qualquer pessoa, até mesmo uma criança,pode ser o inimigo. Sozinha, ela tenta resgatar seu irmão mais novo quando conhece um rapaz que pode ajudá-la – ou não. Além de Cassie, outros personagens também narram trechos da história, dando mais de uma voz e mais de um ponto de vista aos acontecimentos.
Recheado de ação e batalhas pela sobrevivência, A 5ª Onda reúne aventura, drama, ficção científica e romance. Por isso, faz sucesso igualmente entre os leitores mais novos e os mais velhos(veja repercussão na mídia mundial). Os mais jovens se identificam com as angústias da heroína, comuns a qualquer adolescente. Os mais velhos reconhecem uma história bem-escrita, impossível de se largar antes de chegar ao fim.
A repercussão positiva no lançamento causou uma corrida pelos direitos de tradução, vendidos para 24 países (incluindo a Editora Fundamento, no Brasil). O romance de Yancey poderá ganhar fãs adicionais, já que o livro será levado para as telonas. Os direitosdo filme foram vendidos para a Sony Pictures e GK Films. Entre os produtores, estão Tobey Maguire (o intérprete do Homem-Aranha) e Graham King (premiadíssimo produtor de Hollywood). A roteirista escolhida para fazer a adaptação foi Susannah Grant, que fez o roteiro de Erin Brockovich,entre outros filmes de sucesso.
Querido Diário Otário - Ano 2 - Ninguém é Perfeito Mas eu Estou Quase Lá - Jim Benton
A vida é muito complicada e cheia de afazeres e responsabilidades para qualquer adolescente. Menos para Jamie Kelly – que nunca fez nenhuma atividade extracurricular (e nem faz questão). O problema é que, para ter o futuro perfeito que deseja, ela vai ter que mudar e ir atrás de coisas novas. E mais: ela ainda vai ter que provar para Isabella que não é A MAIS BURRA das amigas. Para isso, vai ser necessária muita ciência e uma investigação supersecreta para desvendar o maior mistério do Colégio Mackerel: Por que é que continuam servindo a porcaria do bolo de carne toda quinta-feira??? Divirta-se com este novo Diário Otário, mas cuidado! Não deixe a Jamie saber que você está lendo,senão... FAÇA O QUE FIZER, NÃO LEIA OS OUTROS DIÁRIOS DA JAMIE!

27 de agosto de 2013

O Nome Deste Livro É Segredo - Pseudonymous Bosch

Lido em: Abril de 2012
Título: O Nome Deste Livro É Segredo - Segredo  - Livro 1
Autor: Pseudonymous Bosch
Editora: Galera Record
Gênero: Juvenil/Fantasia
Ano: 2010
Páginas: 336
Nota:
Sinopse: Esta é uma história secreta e perigosa, reservada apenas aos mais corajosos. Antes de abrir este livro – seria prudente pensar bastante antes de fazer isso – é bom alertar que o leitor pode estar correndo perigo. Estas páginas escondem um misterioso segredo, e quem for atrás dele, como fizeram Cass e Max, é capaz de se meter em uma grande encrenca. Bem, na verdade, vai viver uma grande aventura, aprender algumas técnicas de investigação e enfrentar inimigos cruéis, mas não é garantido que consiga sair bem desta... Boa sorte para aqueles que decidam prosseguir a leitura. Um conselho de amigo: não conte nada a ninguém!
Veja bem, não só o nome deste livro é um segredo, como a história também é. Trata-se de um segredo – um grande segredo – que vem atormentando pessoas como você há mais de... Oh, não! Eu mencionei o segredo? Então já é tarde demais. Temo que agora nada vá impedi-lo. Abra o livro, se não tiver outro jeito. Mas, por favor, não conte a ninguém.

Resenha: "O Nome Deste Livro é Segredo", do autor Pseudonymous Bosch (pseudônimo adotado por um autor que ainda não descobri quem é, apesar de existirem suspeitas de que seu nome verdadeiro seja Raphael Simon) e lançado pela Galera Record, é o primeiro livro da série "Segredos". A série é baseada nos cinco sentidos e este é sobre o "olfato".

Por ser um livro secreto e com informações bastante confidenciais, não sei seria uma boa ideia falar que os heróis da história são Cass, uma "sobrevivóloga" cujo lema é sempre estar prepadada e Max Ernesto, um aspirante a comediante, dois jovens de onze anos muito inteligentes que decidem investigar pistas deixadas por um velho mágico que acabou morrendo num incêndio de forma muito misteriosa, assim, se tornaram "colaboradores" um do outro... Eles encontram a "Sinfonia dos Cheiros", uma caixa antiga e muito misteriosa com vários vidrinhos cheios de um pó mágico, e cada cheiro que existe alí corresponde a uma letra ou palavra. Mas ao seguirem essas pistas começando a investigação pela casa do mágico, eles descobrem um diário, e o pior: outras pessoas muito perigosas estavam em busca dessa relíquia e agora eles estão em apuros pois sabem mais do que deveriam...
Esperando resolver esse grande enigma, as crianças enfrentam muitos perigos e mistérios, mensagens em forma de código, puzzles e muitos segredos que irão mudar suas vidas para sempre!

Quando comprei esse livro, eu nunca tinha ouvido falar e nem sabia do que se tratava. Me empolguei com o nome (adoro livros com títulos grandes) e com a capa, e isso bastou. Quando o livro chegou e vi que a palavra "segredo" é somente uma camada de verniz, como se quisesse ficar escondida, aí é que me empolguei ainda mais. Demorei um pouco pra pegar o livro pra ler, mas quando comecei foi uma coisa incrível: a narrativa, feita em terceira pessoa, é tão gostosa, tão hilária, tão fluída e tão excêntrica, que é impossível não se empolgar, lendo sem parar e torcendo para as crianças resolverem os mistérios e ficarem livres dos perigos.
"É engraçado o jeito que os segredos funcionam. Se você não sabe sobre um segredo, ele não te incomoda. Você segue a sua vida sem qualquer preocupação." - pág. 9
"Xxxxxx xxxxxxxx xxxxxxx; x xxxx xx xxxxxx xxx. Xxxx x xxxxxxx. Xxxxxx xxxxxxxx Xxxxxx, xx xxxxxx, xxxxxxxxxxxxxxx? Xxxx xxxxxxxxx. Xxxxxxxxxxxxx (xxxxxx xxx xxx xxxxxxx xxxx xxxxxx). Xxxx, Xxx-Xxxxxxx xxxxxxxx xxxx xxxxx xx x x xxxxxx xx xxxx. Xxxxxxx xxxxxxxxxxxxx xxxxxxxx x xxxxxxxxxx. Xxxxx xxxxx, Xxxxx. Xxxx x xxxx, xxxxx." - trecho do 1º Capítulo (completamente secreto), pág. 14
Os personagens são únicos, desde os protagonistas, até os vilões. Todos muitíssimos bem construídos, alguns caricatos, outros odiosos, mas cada um faz a diferença no desenrolar da trama. A diagramação é muito caprichada e bem feita. Cada título de capítulo tem a mesma fonte enorme da capa e ocupa uma página inteira. Ainda há notas de rodapé muito engraçadas e algumas ilustrações dos objetos encontrados pelas crianças, um apêndice ao final com instruções de como fazer alguns dos utensílios utilizados e outras coisas muito "úteis" (como a Receita da Bússola do Vovô Larry, o Mix de Frutas Secas, Castanhas, Chocolates etc de Cass, como desvendar códigos dentre outras maluquices). Os capítulos são bem curtinhos, então a sensação de ler ainda mais rápido é inevitável.
Eu só não considerei o livro como "ótimo" porque o mistério pra manter o segredo é tanto que acabou me fazendo achar que o humor foi um pouquinho forçado, dando uma sensação de enrolação, mas juro que não é nada que atrapalhe e leitura nem tire a essência da narrativa. É tudo muito gostoso de se ler.

Muito divertido, misterioso, envolvente e carregado de ironia, O Nome Deste Livro é Segredo prende a atenção do início ao fim (e ainda com um sorriso na boca enquanto se lê), e não é só indicado pro público infanto-juvenil, mas pra todas as idades, principalmente porque traz alguns trechos sutis de impacto que talvez não faça muito sentido pra quem é mais jovem, mas sim pra adultos com alguma experiência de vida, pois realmente dá pra refletir. Veja o primeiro quote que deixei logo acima pra captar um pouquinho da ideia...

O final é pra matar qualquer um de curiosidade, pois como diz o autor, "só livros ruins têm bons finais. Se um livro é bom, seu final é sempre ruim - porque você não quer que o livro acabe". E, de certa forma, ele tem razão hehehe! E, além do livro ter um capítulo com linhas em branco pra escrevermos nossa versão do final, há deixa um gancho enorme pra continuação, "Se Você Está Lendo Este Livro é Tarde Demais", lançado recentemente também pela Galera Record e que em breve será resenhado aqui no blog por esta pessoa muito ansiosa pra ler que vos fala.

Enfim... segredos não devem ser revelados dessa forma, e não vou me alongar ainda mais, afinal, fui muito corajosa ao falar mais do que deveria e não sei se também correrei algum perigo depois disso tudo... Só deixo uma dica super valiosa para os curiosos de plantão: Se chegou até aqui, não conte a ninguém...


A série possui os seguintes títulos (Thank's, Wikipedia)

  • O Nome Deste livro é Segredo - baseado no cheiro. (Lançado no Brasil em 2010)
  • Se Você Está Lendo Este Livro é Tarde Demais - baseado no som. (Lançado no Brasil em 2013)
  • This Book Is Not Good for You - baseado no paladar. (Sem previsão de Lançamento no Brasil)
  • This Isn't What It Looks Like - baseado na visão. (Sem previsão de Lançamento no Brasil)
  • You Have To Stop This - baseado no tato. (Sem previsão de Lançamento no Brasil)
  • Write This Book - Um tipo de "faça você mesmo". (Sem previsão de Lançamento no Brasil)

26 de agosto de 2013

De Volta para Casa - Karen White

Lido em: Agosto de 2013
Título: De Volta Para Casa
Autora: Karen White
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance/Drama
Ano: 2013
Páginas: 450
Nota:
Sinopse: Cassie Madison fugiu de Walton, Geórgia, para Nova York quando soube que sua irmã, Harriet, e seu amor, Joe, tinham-na traído e iam se casar. Ao chegar em Manhattan, sua ideia era se reinventar, mergulhar de cabeça na carreira e até mesmo perder o sotaque provinciano. Tudo para apagar seu passado marcado pela traição e por uma família que não lhe tratara com o devido cuidado. Mas, numa noite, um único telefonema de sua irmã trouxe de volta tudo que ela pretendia esquecer. Com o pai muito doente, ela foi obrigada a fazer a viagem de volta e, enquanto arrumava as malas, seus maiores medos eram que o pai morresse sem que ela pudesse estar com ele e... encontrar a família feliz que Harriet e Joe tinham construído. Já em Walton, Cassie percebe que enfrentará uma imensa batalha particular, porque, afinal, ela não consegue deixar de amar seus sobrinhos — e nem deixar de se sentir em casa, naquela cidadezinha de sua infância. Enquanto se divide entre o rancor e a esperança, velhas e queridas lembranças e uma mágoa insustentável, o destino arrumaria uma forma de aproximá-la do que realmente importa: o verdadeiro amor.

Resenha: Cassie é uma publicitária renomada em Nova York. Sua família mora em Walton, uma pequena cidade do interior. Após uma ligação de sua irmã, Harriet, Cassie volta para sua cidade porque seu pai está muito doente. Em meio a sua família, Cassandra começará a reviver sua infância, relembrar os costumes e tudo que ela deixou para trás e reaprender a amar sua família. De Volta para Casa é uma história sobre superação e quão importante é o papel da família na vida de qualquer um.

Sabe aquele tipo de romance que você começa a ler e quando vai avançando, pensa que vai gostar e acaba descobrindo o contrário? Pois é, De Volta para Casa é assim. O começo foi ótimo e o final também, mas a maior parte do livro é tomada por uma narrativa enfadonha que deu espaço para muita coisa sem importância.

O enredo gira em torno da relação entre Cassie e Harriet, duas irmãs que têm uma grande desavença no passado. A autora soube trabalhar esse aspecto na história, dando espaço para discussões sadias e importantes entre as duas sobre o grande "segredo" que guardam. O grande problema da trama é a narrativa que se prende em algumas irrelevâncias. Por exemplo, de 450 páginas eu tiraria 100, no mínimo, para ter uma história mais atrativa e que fluísse rapidamente. Para terem uma ideia, Karen White deu espaço além da conta para os pensamentos da sobrinha de Cassie, para uma cena irrelevante de guerra de sorvete e por aí vai...

Existe um romance que podia ter ganhado mais espaço, mas foi ofuscado por tantos empecilhos durante toda a história. O mais estranho é que a impressão passada foi de uma explicação muito mal dada para o fato de Cassie ter sentido uma paixão subita por seu ex-amigo de escola, enquanto seu noivo ficou em Nova York. De repente você olha pra alguém que não vê há anos e simplesmente se dá conta que sempre foi apaixonada e não sabia? Não rola.

De Volta para Casa podia ter sido melhor, pois a autora teve um leque grande para criar uma história agradável, mas os pontos negativos passam fácilmente por cima dos positivos. O final surpreende e dá a sensação, por menor que seja, que ler um livro tão monótono me levou a algum lugar.

Promoção New Adult


Oie, pessoal!
Os blogs Livros e Chocolate, Um Leitor a Mais e Vida de Leitor, em parceria com o Grupo Editorial Record, estão sorteando para um único ganhador três grandes lançamentos de um dos gêneros que está em alta na literatura atual, os New Adult. Embarque nessa leitura onde paixão e desejo se mesclam em perfeita harmonia.

Para concorrer é simples, basta preencher as entradas obrigatórias do formulário abaixo e pronto, você já está participando. Contudo, caso queira mais chances de ganhar, assim que as entradas obrigatórias forem preenchidas, as extras e opcionais serão liberadas dando mais chances de ganhar!

A opção "tweet about the giveaway" é renovada a cada 24 horas, então todo dia que você tuitar a frase e preencher essa entrada, seu nome será adicionado mais vezes.

Não se esqueça de ler com atenção os Termos e Condições ao final do formulário e  boa sorte!

a Rafflecopter giveaway

23 de agosto de 2013

Promoção - Guerra Mundial Z


Ei, gente! Morrendo de saudade de soltar promoção aqui no blog!
Se vocês gostam de ZUMBIS, vão curtir essa promo!
Em parceria com a Editora Rocco, o blog Livros e Chocolate vai sortear um exemplar do livro Guerra Mundial Z!
E pra participar, é super fácil. Basta seguir as regrinhas e preencher o formulário logo abaixo!
Para mais chances, é só cumprir as entradas opcionais que ficam disponíveis após as obrigatórias.

Regras:
  • Ter endereço de entrega no Brasil
  • Seguir o Blog publicamente pelo GFC
  • Comentar nessa postagem promocional deixando email de contato
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22 de agosto de 2013

Polêmica, eu? #6 - O que seria do azul se todos gostassem do amarelo?

Ei, gentem! Tempinho que não solto um post nessa coluna, né?
Então...
Alguns escrevem como forma de desabafo, outros escrevem pra emocionar ou entreter os outros, outros escrevem pra esvaziarem a cabeça... Não importa o motivo que seja, uma ideia pode originar várias páginas... e várias páginas podem dar origem a um livro, porém, devido as pessoas serem diferentes entre si, agirem diferente e pensarem diferente, essa ideia original não necessariamente vai agradar a todos... A preferência alheia só diz respeito ao seu dono e ponto, afinal, voltando ao título do post, eu faço a famosa pergunta: o que seria do azul se todos gostassem do amarelo?

Escrever é uma arte... um dom... Assim como quem desenha bem, como quem toca um instrumento com perfeição, como quem tem uma voz fodástica pra cantar e por aí vai... Partindo desse pressuposto, acredito piamente que uma simples ideia não basta pra qualquer um se autointitular escritor. Talvez essa ideia faça um baita sucesso nas mãos de quem tem o dom pra coisa e vai saber conduzi-la da melhor maneira de forma a agradar a maioria (veja bem: a "maioria", que é bem diferente de "todos"), mas nem sempre o dono da ideia é a pessoa em questão... E foi isso o que me levou a escrever hoje, pois nem sempre uma boa ideia está nas mãos certas. Talvez até uma ideia ruim pode ser transformada a ponto de acabar agradando... Depende de quem está por trás dela e de seu comportamento.

O problema, é que existem "escritores" que se consideram especialistas, acreditam que as ideias que têm são as mais geniais do mundo e não há nada melhor do que elas ou do que foi feito com elas ao serem passadas pro papel...
Acho que mais do que ninguém, devemos apostar e acreditar na nossa capacidade, mas com humildade, sempre. Alguém que não sabe ou não admite reconhecer os próprios erros e se acha dono da razão, é alguém destinado ao fracasso, pois ninguém nesse mundo é perfeito e por mais que o objetivo traçado seja chegar à perfeição, a caminhada certamente será interminável...
Podemos sempre desejar sucesso a quem consideramos merecedores, mas pra alguém merecer, no mínimo deve fazer por onde...

Vou entrar com a questão do comportamento de alguns desses "escritores" ao receberem uma crítica negativa sobre seu livro, principalmente quando o livro é cedido como cortesia.

Não são todos, claro, mas é óbvio que existem muitos blogueiros que criaram seus blogs por puro interesse em acumular livros, independente do gênero ou sem pensar se é uma leitura que vai agradar ou não, e a forma mais rápida pra isso são as famosas, desejáveis e incríveis parcerias... Seja com autores, seja com editoras, seja com empresas, enfim... O importante é entrar na corrida e conseguir a bendita pra ganhar alguma coisa. Mas, ao receber um livro, principalmente quando a parceria é proposta pelo blogueiro, ao mesmo tempo que ele pula de alegria por ganhar o que queria, rola uma ansiedade, um frio na barriga, e a preocupação de não gostar da obra e não saber como lidar com isso, pois é super chato e constrangedor magoar o autor e não querer que ele fique chateado por ter sabido que o livro não agradou, né? Então, falar bem do livro é mais fácil e libertador... E quem escreveu o livro vai acreditar que está no caminho certo, que não precisa melhorar em nada e vai achar que o sucesso está a um passo... E isso não é legal, né?

Outra situação, são os escritores que no fundo sabem que precisam melhorar (ou até mesmo os que acham que não precisam), principalmente os que não dominam o português e nem ao menos se preocupam com isso (imagino um cirurgião que não domina o próprio bisturi e se acha apto pra um transplante), mas não assumem pois querem alcançar o sucesso de forma urgente, e procuram divulgar o que escreveram justamente com esses blogueiros que publicam uma opinião falsa, para alimentarem o próprio ego, ou para mostrar pros outros que as pessoas "gostam" do tal livro, mas ao se depararem com uma opinião sincera que aponta todas as falhas que ninguém havia apontado antes, seja por falsidade, seja por pena, seja porque teve a opinião comprada ou o que for, acha que o melhor caminho é partir pro ataque, ofendendo o blogueiro, o acusando de incapacitado e difamador e outras barbaridades que só é possível acreditar vendo com os próprios olhos. E isso também não é legal, né?

Diferente desse tipo de gente, há autores que assumem suas falhas, e procuram opiniões e críticas sinceras, mesmo que negativas, para poderem ver onde devem melhorar através de vários pontos de vista, e por mais que eles não atinjam a perfeição, vão conquistando blogueiros e leitores por sua simpatia e humildade. E vou ser sincera... esses sim farão sucesso, pois ganham o respeito e a moral alheia pela forma como se comportam, mesmo que fiquem chateados. Eles sabem que simplesmente não dá pra agradar todo mundo, que tirar satisfação ou brigar não vai mudar a opinião do outro com relação ao livro, mas com relação a ele mesmo, e isso é postura de gente inteligente e sensata! Muito legal, né? Mais do que legal! É digno de aplausos! Sou fã de pessoas de bom caráter, que tem classe e inteligência, que sabem medir as palavras, que assumem que não são perfeitas e continuam com um sorriso no rosto apesar dos obstáculos, batalhando pelo que acreditam.

Então, tudo pode variar, pois como disse anteriormente, cada um age e pensa de uma forma, mas é exatamente de acordo com sua maneira de agir, ela vai traçando seu caminho, indo em direção ao sol pra brilhar, ou regredindo a ponto de se tornar alguém completamente desprezível e detestável... Esses não chegam em lugar nenhum... e se chegam, logo caem... E o tombo é feio...

Receber críticas é algo incômodo, mas da mesma forma que existem blogueiros pilantras, há autores de mesmo nível... Acho que cabe ao autor por a mão na consciência e ter um pouco de senso ao escolher onde e quem fará esse papel, pois existem pessoas sérias que resenham por gostarem disso, mas existem os que levam tudo na brincadeira e não sabem que "cortesia" não é só uma palavra que denomina algo que veio "grátis", mas também um comportamento delicado, atencioso, gentil e humilde. Já disse e repito: é perfeitamente possível fazer uma critica negativa de forma cortês e com classe, da mesma forma que é possível conter a empolgação e elogiar sem passar a impressão de puxação de saco sem fim.

Não adianta achar que todos vão amar a obra partindo da opinião de quem não é sincero ou de quem partilha os mesmos gostos ou opiniões... E se uma pessoa sensata que leva a sério o que faz em seu blog teve a decência e o profissionalismo de criticar de forma negativa, nada mais justo do que o autor reconhecer que não é perfeito e que é impossível agradar a todos 100%.
Dá trabalho escrever um livro, claro que dá... mas manter um blog e construir credibilidade ao longo do tempo sendo reconhecido e tendo crédito justamente pela opinião sincera e imparcial, também não é fácil. Então não é justo um autor achar que está sendo prejudicado, e simplesmente se achar no direito de denegrir a imagem de um blog que muitas vezes serve como ponto de referência pra quem quer uma opinião verdadeira sobre um livro, e não uma opinião mentirosa, vaga, rasa e vazia... E como se isso não bastasse, ainda tenta passar uma imagem de pessoa altruísta e digna de admiração... Bitch, please... Poupe-nos...
Não dá pra confundir as coisas achando que receber um livro é sinônimo de opinião positiva... Tem blogueiro por aí que simplesmente não topa parceria mais, e nem recebem livro do autor que seja pra evitar a fadiga... Assim como tem autores que nem mandam seus livros pra evitar cair em mãos de blogueiros que não fazem a menor ideia do que estão fazendo. Barraco na blogosfera é uma coisa muito, muito feia... E partindo de alguém que, supostamente, é tão intelectual a ponto de escrever um livro, é muito pior... Santa vergonha, Batman!

Me desculpem pelo texto enorme... Inclusive, muito obrigada se você leu até aqui! Acabei me empolgando um pouco, ou muito...
Acho que depois de pensar bem, por ter visto ou ficado sabendo de algumas coisas chatas e vergonhosas que aconteceram, e que ainda continuam acontecendo, acho que dar minha opinião sobre o assunto é algo válido já que o blog é literário e isso é algo que infelizmente anda fazendo parte desse meio. São muitas pessoas atingidas, sejam os envolvidos ou a plateia... E eu torço pra isso acabar, torço pra essas cabecinhas pequenas se abrirem com intenção de crescerem como pessoas.

Só posso dizer que independente de qualquer coisa, o que é bom pra um, necessariamente não será bom pra outro. Ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas que o outro, mas começar respeitando a opinião alheia e aceitando que todos estamos sujeitos a erros e muito longe da perfeição absoluta, já é um grande passo pro tão almejado sucesso...

Pra finalizar, eu amo chocolate, tenho nojo de Mc Donalds, tenho pavor de textos com milhões de erros de ortografia grotescos, sou fã de Harry Potter e dos Simpsons, odeio Crepúsculo e triângulos amorosos toscos de qualquer tipo, adoro musica eletrônica, prefiro gato do que cachorro, odeio gente que não tem personalidade nem sabe ser autêntica, morro de raiva e evito ao máximo entrar em fofoquinhas, confusões e barracos vergonhosos, e sou bem eclética com relação a quem ou ao que me faz feliz... Mas isso é um gosto meu, são algumas das pequenas coisas que me definem... Ninguém pode me condenar e se achar no direito de me atacar e me ofender por isso... É ou não é?

Beijo pra você que leu até o final! Ganhou minha admiração por ser paciente ahahahaha.
Comenta aí e me diga se concorda ou se tem uma opinião diferente ;)

20 de agosto de 2013

Guerra Mundial Z - Max Brooks

Lido em: Agosto de 2013
Título: Guerra Mundial Z: Uma História Oral da Guerra dos Zumbis
Autor: Max Brooks
Editora: Rocco  
Tradutora: Ryta Vinagre
Gênero: Ficção de terror/Documentário
Ano: 2013
Páginas: 368
Nota:
Sinopse: A Guerra Mundial Z quase extingiu a humanidade.
Ignoradas para uso em relatório oficial, as entrevistas aqui reunidas trazem os testemunhos valiosos dos sobreviventes. Dos veteranos de batalhas em castelos, passando por refugiados instalados em ambientes completamente inóspitos, os depoimentos eletrizantes deste livro documentam a captam, de forma assustadora, o terrível custo humano do surto que espalhou zumbis por todo o planeta. E como alguns lucraram com isso.

Resenha: Guerra Mundial Z, de autoria de Max Brooks lançado no Brasil pela Editora Rocco e que há pouco tempo originou o filme (nada a ver com o livro) de mesmo nome estrelado por Brad Pitt, é um registro coletado por um pesquisador que reúne relatos de pessoas de vários países que presenciaram a infestação e viram o mundo sendo tomado por criaturas monstruosas que quase causaram a extinção da humanidade: os zumbis. E o melhor é que a mera ficção é tratada como se fosse algo real, o que deixa o leitor bem envolvido e empolgado com a leitura.

Os capítulos principais são divididos de forma que possamos acompanhar a evolução dos acontecimentos, desde o estado de alerta, passando pelo pânico da população desesperada, até como foi feita a organização de combate contra os Z's, com subcapítulos iniciados com uma breve descrição e em seguida os depoimentos do sobrevivente entrevistado da vez... E todos tiveram uma importância considerável antes e durante a guerra, desde os simples civis, soldados a grandes figuras, como políticos ou diretores de grandes corporações.

Pelos relatos serem feitos do ponto de vista de pessoas diferentes, que testemunharam e participaram dos acontecimentos, apesar de fragmentada e, às vezes, um pouco confusa (já que é contada em partes limitadas e vai forçar o leitor a imaginar os pedaços que preenchem essas lacunas), toda a história se torna muito crível, como se a "Guerra Mundial Z" realmente tivesse feito parte da História do mundo. Não é nem possível se apegar a nenhum personagem por mais que sua história seja comovente, visto que ele aparece uma única vez pra contar o que presenciou e o que fez, por mais horrível ou heroico que tenha sido. Às vezes eles se referem a outros entrevistados mas todos estão ligados por um único evento: a Guerra.

O autor usou e abusou de termos técnicos referentes a técnicas militares e políticas, mas poupou maiores detalhes de funcionamento delas. É um pouco confuso e chato, mas ao mesmo tempo é um ponto positivo levando em consideração que um soldado ao ser entrevistado, por exemplo, vai relatar o que viu, e não dar aulas explicando em detalhes o funcionamento de armamentos utilizados e afins.
É possível ainda refletir acerca não só do que seria uma Guerra desse tipo, mas também sobre questões políticas, ideológicas, morais, religiosas e etc...

As primeiras infecções são detalhadas com maestria, desde o paciente zero, os primeiros infectados que tentaram fugir e até o tráfico de órgãos contaminados onde um dos transplantes é feito no Brasil e posteriormente o médico presencia seu paciente se reanimar como um monstro...
"'O medo', ele costumava dizer, 'o medo é a mercadoria mais valiosa o universo.' Isso me afetou. 'Ligue a TV!', dizia ele. 'O que está vendo? Gente vendendo seus produtos? Não. Gente vendendo o medo de ter de viver sem os produtos deles.' Mas que merda, ele tinha razão. O medo de envelhecer, o medo da solidão, o medo da pobreza, do fracasso. O medo é a emoção mais fundamental que temos. O medo é primitivo. O medo vende. Este era meu mantra. 'O medo vende.'" - pág. 66
Chegou a ser frustrante (não no sentido crítico) encontrar num livro que traz o apocalipse zumbi, o fato de como o mundo funciona, pois a verdade incomoda, e ainda mais quando apontada de forma ficcional. Líderes com algum poder só se movem pra fazer alguma coisa quando são atingidos, pessoas que resolvem aproveitar a vida só quando sentem que ela está chegando ao fim, empresários oportunistas que se aproveitaram do desespero alheio para poderem lucrar vendendo remédios e coisas do tipo... Mas ao mesmo tempo, foi bom saber que a união dos povos foi feita em escala global para que a humanidade conseguisse se salvar, mesmo que pra isso o sacrifício fosse necessário. É o mundo de hoje e, pelo visto, o mundo de sempre...

Os zumbis fazem parte, mas mais evidente do que eles nessa história, é a motivação das pessoas e o que elas são capazes de fazer em situações extremas, como podem ver o mundo com outros olhos e mudarem sua formas de ser e agir, como podem abrir mão de sua zona de conforto (ou não) em prol da salvação (própria ou em massa, que seja), e mais: é uma excelente crítica à sociedade e aos diversos sistemas que beneficiam aos que podem pagar ou lucrar com ele.

Novidade de Agosto - Fantasy/Casa da Palavra

HQ oficial de Guerra dos Tronos!

Antes ela era disponível apenas no Submarino, mas agora está chegando em todas as livrarias. Esse é o primeiro volume da HQ e a Fantasy pretende lançar todos os volumes.

O inverno chegou em HQ. Você já leu os livros. Assistiu a série na HBO. Agora o romancista Daniel Abraham e o ilustrador Tommy Patterson apresentam a fantasia épica de George R.R. Martin na adaptação oficial para graphic novel. Este primeiro volume reúne as seis primeiras HQs originalmente publicadas nos EUA.O inverno está chegando é o lema da casa Stark, o feudo mais ao norte entre os que devem fidelidade ao Rei Robert Baratheon na distante Porto Real. Lá, Eddard Stark de Winterfell governa em nome do rei e vive em paz com sua mulher, Catelyn, seus filhos Robb, Brandon e Rickon, suas filhas Sansa e Ayra, e o bastardo Jon Snow. Mais ao norte, atrás da imponente Muralha, vivem os selvagens Wildlings. Depois que Jon Arryn, a Mão do Rei, segunda pessoa mais importante dos Sete Reinos depois de Vossa Majestade, morre em circunstâncias misteriosas, Robert se dirige a Winterfell com sua família: sua mulher, a rainha Cersei, seu filho, o príncipe Joffrey, e os irmãos da rainha, o esgrimista Jamie e o anão Tyrion, da poderosa casa Lannister. Enquanto isso, através do Mar Estreito, o príncipe Viserys, herdeiro da derrotada casa Targaryen, que uma vez governou toda Westeros, planeja recuperar o trono com o exército do bárbaro Dothraki, cuja lealdade ele pretende obter com a única moeda que possui: sua bela e ainda inocente irmã, Daenerys.

18 de agosto de 2013

Como dizer adeus em robô - Natalie Standiford

Lido em: Agosto de 2013
Título: Como dizer adeus em robô
Autora: Natalie Standiford
Editora: Galera Record
Gênero: Ficção/Romance/Drama
Ano: 2013
Páginas: 344
Nota:
Sinopse: Bea não tem coração. Ela é feita de lata. Pelo menos é o que sua mãe pensa. Na verdade, ela é muito, muito sensível. Uma Garota Robô que protege um coração de ouro. Prestes a ser flechado por Cupido. Mas esqueça as asinhas e o arco e flecha. Nada de anjinhos rechonchudos... para Bea, o Cupido é o alfabeto. É ele que conspira para sentá-la ao lado de Jonah, também conhecido como Garoto Fantasma.
Observador silencioso, ele não faz um amigo novo desde a terceira série. Não é um grande fã das pessoas em geral... Mas está disposto a abrir uma exceção para Bea. Talvez. Aos poucos, eles criam uma ligação singular. Nada de amizade comum para esses dois, em que tudo se baseia em fofocas e festas e o que todos acham. Não. Bea e Jonah não são como os outros... muito animados, muito simpáticos. Muito medíocres.
Em vez disso, sua amizade vem de conversas comprometidas com a verdade, segredos partilhados, jogadas ousadas e telefonemas furtivos para o mesmo programa noturno de rádio, fértil em teorias de conspiração. Eles ajudam um ao outro. E magoam um ao outro. Se rejeitam e se aproximam. Não é romance, exatamente - mas é definitivamente amor. E significa mais para eles do que qualquer um dos dois consegue compreender...

Resenha: Beatrice Szabo, ou Bea, é uma jovem de 17 anos, filha única, e acredita que as cabeleireiras da Islândias são as pessoas mais felizes do mundo. Ela é bem solitária pois vive se mudando de cidade e de escola devido às ambições de seu pai, com quem ela se dá bem melhor do que com sua mãe, então ela não se apega a nada nem ninguém já que logo vai se afastar e deixar tudo pra trás, como sempre. Baltimore é seu novo lar após ter deixado Ithaca e desde essa última mudança, Bea notou que sua mãe estava se comportando de forma muito estranha, principalmente após um episódio em que as duas encontraram um gerbil (um tipo de esquilo) e o pobre logo morreu. A mãe de Bea aprontou um escândalo de tão sentida que ficou (o que nos leva a suspeitar sobre sua sanidade já que ela não era apegada nem nunca tinha visto o bicho na vida), mas a menina se mostrou super fria e indiferente com o ocorrido. Por isso, Bea além de ser tratada com muito descaso por ela, foi considerada como sendo alguém insensível, sem coração, uma robô feita de lata...

Na nova escola, Bea faz algumas amizades. Ela conhece ASUE (Anne), Tom, Tiza, Walt e especialmente Jonah Tate, de quem tem uma aproximação maior.
Jonah também é muito frio e solitário... além de viver sendo alvo de risadas na escola desde a 3ª série devido a sua aparência que lembra um fantasma, leva a vida com a filosofia de que deve ser invisível. Sua história de vida não é muito feliz já que perdeu a mãe e o irmão gêmeo deficiente. Ele vive com seu pai, que é muito rico e lhe dá tudo que ele precisa, exceto o mais importante: o amor fraterno...

Bea e Jonah são bem parecidos... são solitários, tímidos, insatisfeitos com tudo que estão em torno deles, e passam a ficar ainda mais curiosos um com o outro devido ao The Night Lights, um programa de rádio que adentra a madrugada e funciona como uma terapia em grupo, cujos ouvintes participam e embarcam num "Tapete Voador", usando codinomes para se abrirem e desabafarem sobre o que os afligem, compartilharem seus medos, preocupações, sonhos, desejos e o que mais quiserem falar. Bea participa como Garota Robô, e Jonah, o Garoto Fantasma, apelidos que, de certa forma, os definem. O relacionamento dos dois ultrapassa as barreiras da amizade e vai além do que poderiam imaginar... e sentir... Bea acredita que Jonah sofre em silêncio, principalmente quanto revelações sobre o irmão dele começam a vir a tona, e ela está disposta a ajudá-lo, só resta saber se o garoto vai permitir...

Narrado em primeira pessoa, Como dizer adeus em robô é um livro que traz uma história super original e carregada de emoção em que temas fortes como bullying, solidão, depressão, problemas familiares e psicológicos são abordados de uma forma crua, melancólica mas ao mesmo tempo com muita doçura. A leitura é fácil e fluída, delicada mas muito ácida.
O amor aparece como algo diferente do que estamos acostumados, mostrando que por mais que aparente ser algo forte, é muito frágil. É algo inexplicável e surpreendente...
Bea é uma personagem que apesar de ter problemas e ser insensível, consegue ser muito humana e me senti muito próxima a ela. Jonah, ao contrário dela, é uma incógnita. Ele é imprevisível, misterioso e bastante complexo. Não tente entendê-lo, nem duvide de sua capacidade... Os demais personagens, por mais que sejam secundários, são muito bem construídos, desde os pais de Bea, os alunos da escola e até o locutor e os ouvintes peculiares do The Night Lights. Com certeza alguém irá se identificar com algum deles.

A parte física do livro é admirável. O telefone (meio de comunicação com o programa de rádio) da capa é em alto relevo e os capítulos tem divisões onde as páginas são cor-de-rosa trazendo o mês em que os acontecimentos se iniciam. As páginas são brancas e a fonte tem um tamanho perfeito. A diagramação é de encher os olhos, de tão caprichada. Durante as conversas no programa, os nomes dos personagens também são destacados em rosa.

Com um final imprevisível e que com certeza vai arrancar lágrimas dos mais sensíveis, Como dizer adeus em robô é o tipo de história que carrega uma beleza extrema, que não deve ser lida de forma superficial jamais. Deve ser apreciada e sentida aos poucos, pois fica na memória e deixa saudade ao acabar...