Última Parada - Casey McQuiston

22 de junho de 2022

Título:
 Última Parada
Autora: Casey McQuiston
Editora: Seguinte
Gênero: Romance/Sci-fi/Jovem adulto
Ano: 2022
Páginas: 400
Nota:★★★★☆
Compre: Amazon
Sinopse: Aos vinte e três anos, August Landry tem uma visão bastante cética sobre a vida. Quando se muda para Nova York e passa a dividir apartamento com as pessoas mais excêntricas — e encantadoras — que já conheceu, tudo o que quer é construir um futuro sólido e sem surpresas, diferente da vida que teve ao lado da mãe.
Até que Jane aparece. No vagão do metrô, em um dia que tinha tudo para ser um fracasso, August dá de cara com uma garota de jaqueta de couro e jeans rasgado sorrindo para ela. As duas passam a se encontrar o tempo todo e logo se envolvem, mas há um pequeno detalhe: Jane pertence, na verdade, aos anos 1970 e está perdida no tempo — mais especificamente naquela linha de metrô, de onde nunca consegue sair.
August fará de tudo para ajudá-la, mas para isso terá que confrontar o próprio passado — e, de uma vez por todas, começar a acreditar que o impossível às vezes pode se tornar realidade.

Resenha: August é uma garota de vinte e três anos que ainda não se encontrou e nem encontrou um lugar que ela considere como um verdadeiro lar. Enquanto viveu com a mãe, que sempre pareceu um tanto obcecada em desvendar o caso do desaparecimento do seu irmão nos anos 70, August ficou em segundo plano e passou por várias atribulações. Ela nunca teve amigos, sempre viveu beirando a pobreza, e praticamente não tinha rumo.
Agora ela está decidida a mudar, e quando August chega em Nova York para terminar sua graduação, e se muda para um apartamento depois de ter visto um anúncio um tanto duvidoso, ela sente que aquele poderia ser o lugar pra ela chamar de lar. E os responsáveis por isso serão seus novos e despirocados colegas de quarto: Niko, trans, latino e aquele jovem místico irritantemente perceptivo; Myla, engenheira elétrica, negra, queer, filha adotiva e artista; Wes, judeu, tatuador e queer; e seu vizinho e drag queen, Isaiah.

No primeiro dia de aula, August está tendo um dia de merda. Ela pega a linha Q do metrô, alguém derruba café em sua roupa, e quem a salva da vergonha, sem hesitar, é Jane Su, uma garota asiática que lhe oferece um lenço vermelho pra esconder o estrago. Depois de ter o dia salvo, August não consegue parar de pensar em Jane, em como ela é linda, popular, super animada e prestativa, e como seu estilão dos anos 70 é bacana. Ninguém que tenha conhecido Jane se esquece dela.

Quando August começa a encontrar com Jane todos os dias, na mesma linha Q e no mesmo vagão, sua atração e seu interesse aumentam, mas a desconfiança de que há algo de errado com Jane também, afinal, ela sempre aparece do nada, do mesmo jeito, e simplesmente não pode sair do metrô. Teorias de que ela estaria presa numa espécie de lapso temporal há mais de 40 anos começam a surgir enquanto August debate o caso com os amigos, e, se aproveitando dos conhecimentos sobre desaparecimentos que aprendeu observando a mãe, e com a ajuda de Myla, Niko, Wes e Isaias, ela decide investigar e ajudar Jane.
Agora cabe a August descobrir quem é Jane, por que ela não se lembra do seu passado, e por que ela está presa no tempo. E pela investigação, vale tudo...

Narrado em terceira pessoa, o livro tem uma pegada super atual e despojada, o que combina perfeitamente com os personagens e seus estilos de vida, descrições e detalhes muito bem construídos, além de ter várias figuras de linguagem nos diálogos. Os capítulos são bem longos e se iniciam com alguma notícia, com algum bilhete e afins.

Apesar da história trazer personagens caóticos, excêntricos, incríveis e com a melhor representatividade não só LGBTQIA+, mas também sobre raça, espiritualidade e aparência que foge dos padrões sociais que já vi num livro até o momento, e apesar do mistério August quer desvendar ter aquela pegada de ficção científica meio sobrenatural, achei que a leitura demorou um pouco pra engatar e acabou sendo cansativa em alguns pontos (e os capítulos enormes contribuem muito pra isso), e só melhorou e me emocionou quando foi terminando. A investigação parecia não ter fim, e as explicações para o fenômeno não pareciam fazer muito sentido, e por mais que a química entre August e Jane fosse uma coisa absurda de intensa (tudo pela investigação), eu fiquei com aquela sensação de que Jane, mesmo sendo do passado, estava há anos luz de distância pela sua personalidade cativante e por todas as experiências de vida que ela teve até ficar presa no metrô.

É aquele tipo de história onde as envolvidas são o total oposto uma da outra, mas uma acaba sendo responsável por salvar a outra de qual seja a situação que enfrentem: August é cética, descrente, insegura e fechada para sentimentos no início, é a pessoa inexperiente que parece não ter muito a oferecer. Jane, que é a sapatão sonho de consumo de todas as sáficas da face da Terra, é divertida, se joga, vive a vida como se não houvesse amanhã, mas carrega um passado triste e complicado que acabou sendo esquecido quando ela ficou presa no tempo e no metrô sabe-se lá por qual motivo. E por mais que elas sejam conduzidas de uma forma que evidencie descobertas e experiências que surpreendem e aquecem o coração, a história não me convenceu pelo romance em si (pode ser impressão minha, mas durante uma parte considerável da história ele me soa um tanto unilateral e August parece ser muito dependente de Jane), mas sim pelos personagens secundários e como eles tiveram um papel super relevante para August, para ajudar a encaminhar as coisas até onde chegaram, e principalmente para August perceber que ela não só encontrou um lar, mas também uma verdadeira - e maluca - família. August, que passou a vida inteira com aquele sentimento de solidão e não pertencimento, se pegou rodeada de pessoas incríveis que, em meio a brunches com panquecas no meio da noite, um cachorro super fofo, sessões espíritas fracassadas e falidas, e espetáculos com as drags mais fabulosas de Nova York, lhe ofereceram algo que ela jamais teve: amizade, acolhimento e cumplicidade, e isso pra mim supera qualquer história de amor, por mais que ela quebre barreiras e transforme os corações mais vazios ou perdidos.

A autora incluiu várias referências musicais ilustres que rendem uma excelente trilha sonora à história, e ainda presta uma verdadeira homenagem à luta por igualdade que a comunidade LGBTQIA+ e seus ativistas tiveram desde décadas atrás, e o quanto as perdas trágicas pelo caminho foram dolorosas.

Enfim, pra fechar o mês do orgulho, super indico a leitura.

De Mãos Dadas - Alice Oseman

20 de junho de 2022

Título:
 De Mãos Dadas - Heartstopper #4
Autora: Alice Oseman
Editora: Seguinte
Gênero: HQ/Romance/Juvenil
Ano: 2022
Páginas: 384
Nota:★★★★★
Compre na pré venda: Amazon
Sinopse: Charlie e Nick já não precisam esconder de ninguém no colégio que estão namorando, e agora, mais do que nunca, Charlie quer finalmente dizer "Eu te amo". O que parece um gesto simples se torna bem complicado quando sua ansiedade o faz questionar se Nick se sente da mesma forma…
Nick, por sua vez, está com a cabeça cheia. Afinal, ele ainda não teve a oportunidade de se assumir para o pai, e se preocupa constantemente com Charlie, que dá sinais claros de ter um transtorno alimentar.
Conforme o relacionamento dos dois amadurece, os desafios que vêm pela frente ficam cada vez mais difíceis — mas os garotos logo vão aprender que amar alguém nada mais é do que estar ao seu lado, juntos, de mãos dadas.

Resenha: Nick e Charlie continuam levando o namoro firme depois de assumirem o relacionamento durante a excursão da escola que fizeram pra Paris. Agora eles estão bem felizes por não precisarem mais se preocupar em manter segredo sobre o namoro e poderem, enfim, ser quem são na frente de todo mundo.
Charlie se encontra em mais um dilema, pois ele realmente ama Nick de todo o seu coração, mas tem medo de se declarar e isso assustar ou afastar o garoto mesmo que já esteja óbvio que o sentimento é recíproco. Ele ainda carrega muitas inseguranças e se pega imaginando situações que não existem, como pensar que se ele se declarar, Nick pode se sentir pressionado ou responder algo que não fosse verdade pra não magoá-lo, o que o deixa ainda mais inseguro e com crises de ansiedade com relação a expor seus sentimentos, sem contar com sua necessidade de se desculpar a todo momento por qualquer coisa mínima que fale ou faça. Do outro lado, Nick anda preocupado com duas questões que andam enchendo sua cabeça: o fato de ainda não ter assumido sua bissexualidade para o pai, e por ter percebido, ainda durante a viagem pra Paris, que Charlie tem um transtorno alimentar que parece ser bem grave, o que o levou a querer fazer de tudo pra tentar ajudá-lo.
Nesse quarto volume da série Hearstopper, a autora continua o desenvolvimento do namoro, assim como a cumplicidade e os dilemas entre Charlie e Nick, e dá um aprofundamento um pouco maior na relação dos meninos com seus pais. Diferente de Nick, que pode se abrir com Jane, sua mãe, sobre qualquer assunto, Charlie se retrái por não poder conversar sobre seus sentimentos com a própria mãe, e saber que ela supõe coisas sobre ele que não correspondem com a realidade, só pioram sua ansiedade, sua dependência emocional por Nick, e seu transtorno alimentar. Uma coisa é a mãe ter aceitado o filho se assumir homossexual, outra coisa é ela estar aberta ao diálogo pra entender o que se passa na cabeça de Charlie, então é mais fácil condenar o que ela julga ser mentira ou um comportamento inadequado do que compreender.
O problema é que Nick começa a se sentir responsável por Charlie, como se ele pudesse fazer algo para curar esse distúrbio, mas é algo que está fora de seu alcance. E aqui, Oseman aborda a questão da dificuldade de se estar num relacionamento onde uma das partes desenvolve algum tipo de transtorno psicológico que vai piorando com o passar do tempo, e deixa bem claro que é algo que deve ser tratado por um profissional, pois qualquer pessoa sem a devida formação, incluindo adolescentes de dezesseis anos (por mais preocupados e bem intencionados que possam estar diante da situação), precisam entender que não são capazes de resolver esse tipo de problema, e que a forma de ajudar é justamente aconselhar a procurar a ajuda adequada. Confesso que fiquei angustiada em ver Charlie tão mal por causa da anorexia e como ele descreve como se sentia, o que pensava ao ficar sem comer, e que foram vários traumas que desencadearam esse transtorno. O triste é que nem Nick, nem os amigos, e nem a família de Charlie não podiam fazer nada além de apoiá-lo no que pudessem e torcerem para que as coisas melhorassem.

Além do nível de complexidade e drama que o namoro dos meninos assumiu, os relacionamentos de outros personagens, como Tao e Ellie; Tara e Darcey; e até mesmo dos professores que levaram os alunos pra Paris, Sr. Youssef Farouk e Sr. Nathan Ajayi também ganham destaque e mais profundidade. O interessante nessa parte dos professores é que a autora mostra de uma forma bem direta o que eu já havia mencionado numa das resenhas anteriores, onde a questão da sexualidade é algo que a pessoa já nasce com ela, e é só questão de tempo pra se descobrir e assumir quem é. E por mais que Youssef seja um homem de quase trinta anos, ele se permitiu viver essa experiência pra começar a se libertar do que, até então, não assumia e o mantinha um tanto infeliz. Ao final do livro tem um conto curto sobre os dois que é bem bacana, pois mostra esse processo de aceitação.
No mais, sei que num relacionamento nem tudo são flores, e a autora, como sempre, consegue abordar temas sensíveis e obstáculos de uma forma bem delicada, eu só achei o tema desse volume bem mais pesado por seguir por um rumo muito diferente dos volumes anteriores (que focaram na descoberta, no autoconhecimento, na lealdade e no sentimento verdadeiro entre os meninos). O final fica em aberto quando as famílias dos dois se encontram pra um jantar, e fica no ar aquela expectativa de contar ou não a novidade sobre o namoro para Stéphane, o pai de Nick. Obviamente que a presença do irmão imbecil de Nick é um problema, e as coisas não saem exatamente conforme planejado, então só posso dizer que a ansiedade pelo próximo volume já começou desde já.

Wishlist #9 - Board Games - Quartz

17 de junho de 2022


Mês retrasado eu estava comentando sobre jogos de tabuleiro que causam tumulto num grupo de Funko Pop que participo no Whatsapp, e ao pedir algumas indicações, surgiu o nome de Quartz. Pesquisei a sinopse, assisti alguns videos, e fiquei interessada pela proposta do jogo, que consiste nos jogadores serem um grupo de anões que descobrem uma mina, e agora irão explorar e minerar a fim de extrair os cristais preciosos lá de dentro. O anão que conseguir mais dinheiro com a venda desses cristais, será considerado o dono da mina. Obviamente não haverá muita honestidade por parte desses anões, que vão fazer qualquer coisa pra levar vantagem, e é aí que entra a discórdia e a destruição de amizades.
Por sorte achei um único exemplar desse jogo a venda, novinho e lacrado, e nem enrolei pra comprar, já que tá bem difícil de encontrar até mesmo usado. Ele até entrou na caixinha de correio de abril porque chegou a tempo (e precisei editar essa postagem, que tinha sido programada, porque eu realmente não esperava achar esse jogo tão cedo).

Editora/Fabricante: Grok Games
Criadores: Sérgio Halaban e André Zatz
Idade recomendada: 14+
Jogadores: 3-5
Descrição: Anões estão entres as criaturas mais destemidas, determinadas e trabalhadoras que você pode encontrar. Especialmente quando eles estão procurando por cristais em uma recém descoberta mina...
Em Quartz, você faz parte de um grupo de anões que acabou de descobrir uma nova mina em suas terras. Animados pela descoberta, vocês decidem fazer uma aposta; Todos explorarão a mina por cinco dias. Ao final de cada dia você vai para a cidade para vender os cristais que extraiu. Ao término do quinto dia, o anão que ganhou mais dinheiro se tornará o único proprietário da mina.
Seguindo a mesma linha de seu predecessor (Ouro de Tolo), Quartz é um jogo rápido e tenso de force-a-sua-sorte e análise de risco no qual os jogadores, agindo como anões mineradores, tentam assegurar os melhores cristais para si e, ao mesmo tempo, mantendo um olho nos seus “colegas”. A cada turno um jogador tem três escolhas:
  • Extrair um cristal, i.e., tirar um cristal da sacola;
  • Jogar uma carta que traz para si vantagens ou causa problemas para os oponentes;
  • Deixar a mina e encerrar o dia e vender as coleções de cristais que coletou no dia.
E então? Aceita o desafio?

Novidade de Junho - Suma

6 de junho de 2022

Lore Olympus - Histórias do Olimpo #1 - Rachel Smythe (28/06/2022)
Perséfone, a jovem Deusa da Primavera, acabou de chegar no Olimpo. Criada no reino mortal pela mãe de pulso firme, Deméter, ela recebe a permissão para viver no mundo dos deuses enquanto se prepara para seguir a vida como uma virgem sagrada.
Quando a amiga Ártemis leva Perséfone para uma festa, sua vida muda completamente: lá ela conhece Hades, e o charmoso e incompreendido líder do Submundo desperta nela uma chama. Agora, Perséfone precisa aprender a lidar com as relações e as políticas confusas que regem o Olimpo, enquanto descobre seu lugar e seu próprio poder.
O primeiro volume da série reúne 25 episódios do webcomic, além de um conto exclusivo e inédito.

Novidades de Junho - Seguinte

4 de junho de 2022

Contos e Lendas da Amazônia - (Ed. revista e atualizada) - Reginaldo Prandi (10/06/2022)
Muitos são aqueles que ajudaram a registrar e transmitir um pouco da mitologia amazônica. Viajantes, exploradores, pesquisadores e amantes da cultura popular repassaram histórias que têm sido fonte de inspiração para romances, poemas e canções, entre outras manifestações artísticas que ajudaram a modelar a identidade cultural do Brasil.
Reginaldo Prandi apresenta vinte e cinco contos sobre o nascimento dos homens, dos bichos e das plantas, todos recheados de encantamento, temática recorrente da mitologia amazônica, eixo sobre o qual foi idealizado e escrito este livro. Nele, há mitos sobre a criação do mundo físico – os rios, as estrelas, a Lua, a noite –, seguidos daqueles que falam do surgimento de plantas e animais. Além das histórias de heróis e personagens míticos característicos da região e de duas lendas bastante recentes, que falam sobre a importância da preservação da floresta.
Em um apêndice, o autor, além de fotos autorais, oferece um retrato breve e objetivo da região, fornecendo dados atualizados de seus três principais aspectos: a floresta, o rio e o homem.

De Mãos Dadas - Heartsopper #4 - Alice Oseman (27/06/2022)
Charlie e Nick já não precisam esconder de ninguém no colégio que estão namorando, e agora, mais do que nunca, Charlie quer finalmente dizer "Eu te amo". O que parece um gesto simples se torna bem complicado quando sua ansiedade o faz questionar se Nick se sente da mesma forma...
Nick, por sua vez, está com a cabeça cheia. Afinal, ele ainda não teve a oportunidade de se assumir para o pai, e se preocupa constantemente com Charlie, que dá sinais claros de ter um transtorno alimentar.
Conforme o relacionamento dos dois amadurece, os desafios que vêm pela frente ficam cada vez mais difíceis – mas os garotos logo vão aprender que amar alguém nada mais é do que estar ao seu lado, juntos, de mãos dadas.
Essa edição contém:
· Capa dura
· Ilustrações em duas cores
· Fichas sobre cada personagem
· Uma história exclusiva sobre sr. Farouk e sr. Ajayi

Família de Mentirosos - E. Lockhart (28/06/2022)
Não é fácil para Carrie ser a principal herdeira da família e carregar todas as expectativas que vêm junto com seu sobrenome. Para ser uma Sinclair perfeita, ela não deveria demonstrar emoções – nem mesmo o sofrimento profundo pela morte recente de sua irmã caçula. Para ser uma Sinclair perfeita, deveria se submeter à cirurgia na mandíbula que seus pais insistem que ela faça, mesmo que isso lhe renda dolorosas semanas de recuperação – e um vício em analgésicos.
No verão de seus dezessete anos, a família vai para Beechwood, a ilha particular onde sempre passa as férias. Mas, dessa vez, há algo de diferente: entre os visitantes da ilha está Pfeff, um garoto que mexe com os sentimentos de Carrie. Mas esse relacionamento está longe de ser um conto de fadas – e essa história dificilmente vai acabar em um "felizes para sempre".

Novidades de Junho - Paralela

3 de junho de 2022

Bolo Preto - Charmaine Wilkerson (20/06/2022)
A morte de Eleanor Bennett deixa um mistério para seus dois filhos, Byron e Benny: uma gravação, que revela o tumultuado relato de uma nadadora que escapa de sua ilha natal sob circunstâncias de vida ou morte, e um bolo preto, receita tradicional caribenha e iguaria familiar de longa data. Reunidos depois de anos sem contato, os irmãos tentam juntar os pedaços de um quebra-cabeça que parece colocar em dúvida tudo que achavam saber sobre si mesmos e sua família.
Resta a Benny, ressentida com seu irmão e com segredos próprios, e a Byron, magoado e sofrendo com as perdas recentes, descobrirem se as revelações de Eleanor serão capazes de uni-los e fazer com que eles entendam melhor seus pais.
Desenvolvido com maestria e delicadeza, o romance de estreia de Charmaine Wilkerson é cheio de traições, segredos e memórias afetivas que podem provocar consequências por gerações. Esta é a história de uma família marcada pelas escolhas de uma matriarca que tentou sobreviver a todo custo aos desafios da vida.

Fabulosas - Histórias de um Brasil LGBTQIAP+ - Patrick Cassimiro (22/06/2022)
Você certamente já ouviu falar de Laerte. E de Caio Fernando Abreu, de Marielle Franco, de Linn da Quebrada. Mas e Felipa de Souza? E Luiz Delgado? Muito antes de os movimentos LGBTQIAP+ se articularem e conseguirem suas primeiras vitórias, já havia brasileires lutando pelo direito de viver sua sexualidade e seu gênero de maneira livre. Desde então, esses personagens só aumentam – e suas conquistas também.
Fabulosas é uma homenagem à comunidade LGBTQIAP+ brasileira e uma celebração da vida de todes que ajudam a construir essa história – e não nos deixam esquecer toda a luta que enfrentaram para chegar e permanecer aqui.

A Estratégia do Charme - Alison Cochrun (29/06/2022)
Dev Deshpande tem o trabalho dos sonhos: como o mais bem-sucedido produtor da história do reality show Para Todo o Sempre, ele cria contos de fada e ajuda os participantes a viverem uma história de amor perfeita. Mas seu histórico impecável fica ameaçado quando Charlie Winshaw é escolhido como protagonista da nova temporada. No papel, o empresário e prodígio da tecnologia parece o Príncipe Encantado perfeito, mas, na realidade, Charlie é o pesadelo dos produtores – ele não acredita em amor verdadeiro e só aceitou participar do programa para recuperar sua imagem profissional após alguns incidentes.
Enquanto o programa os leva para destinos paradisíacos ao redor do mundo, Dev tenta ajudar Charlie a se conectar com alguma pretendente. No entanto, conforme os dois se aproximam, fica claro que a química entre eles não pode ser ignorada. Agora, precisam decidir qual história de amor contar: a que Dev fabricou diante das câmeras ou a que viveu com Charlie nos bastidores.

Resumo do Mês - Maio Gelado e Pé Quebrado

1 de junho de 2022


Maio chegou, e com ele um frio danado. Eu amo frio, adoro ficar empacotada e embrulhada debaixo das cobertas, e só não coloquei minhas séries e leituras em dia porque teve uma semana desse mês que o Ian ficou bem doentinho e com febre, com certeza por causa dessa mudança de tempo doida. O menino é do avesso, se deixar fica o tempo todo de cueca pela casa, e nem esse frio de lascar faz o menino querer vestir roupa. É uma luuuuta!!

Como se ser dona de casa e mãe em tempo integral não fosse o bastante pra me por no hospício, no final do mês eu inventei de ir na casa da minha mãe buscar uma cômoda que minha vó deixou lá. Ela mudou de cidade, não queria que minha mãe ficasse com a cômoda, e, mesmo eu não tendo interesse nenhum naquilo, ela insistiu horrores pra eu buscar a bendita porque seria útil pra guardar as tranqueiras das crianças.

Fui a contragosto, porque aqui nem tem espaço pra mais um trambolho, mas como a véia insistiu muito, lá fui eu e meu marido buscar aquele cacareco. Peguei a cômoda por cima, e ele ficou com o peso pegando por baixo, e eu andando de costas, subindo escada e carregando aquele troço no maior mau jeito. Na hora de descer o meio fio pra atravessar a rua, não sei que merda eu arrumei. Pisei em falso, virei os dois pés, desequilibrei e caí, a cômoda caiu e bateu no meu pé direito. A vontade de rir por causa do tombo foi grande, mas a dor foi muito maior. O pé virou um balão na mesma hora, eu chorava de dor, não conseguia levantar, fiquei estirada na rua feito uma jaca, e no final das contas eu não tive escolha a não ser ir pro hospital. Resultado: a pancada fez o osso virar uma farofa, rompí o ligamento, tive que fazer uma fucking cirurgia de emergência, fiquei três dias internada, e agora que voltei pra casa, além de estar morta de dor até nos fios de cabelo, não posso sair do lugar pra não forçar esse pé e pisar no chão por no mínimo seis semanas.

As "férias" seriam bem vindas pra ter aquele descanso, mas só se ninguém dependesse de mim pra viver nessa casa. Aquele ditado que diz que mãe não pode adoecer é a mais pura verdade. A casa não funciona sem mim, todo mundo tá perdido, ninguém parece ter noção de nada, tá tudo virado do avesso, tudo que peço é feito de má vontade, e tô me sentindo a criatura mais inútil da face da Terra, porque até pra beber água eu preciso pedir. Cada vez que escuto um "manhê, quero leite", "manhêêê, quero pão", "manhêêê, vem me limpar" é uma lágrima.

Não sei se vou dar conta disso... Olha, Britto, sinceramente...