13 de dezembro de 2018

Wishlist #60 - Funkos de Titanic

Já faz 84 anos... que eu espero esses pops, Jesus, me acuda!
Hoje a Funko anunciou mais popineos pra levar a gente à falência! Ninguém menos que o casal You jump, I jump, Jack e Rose, de Titanic!
Como que não põe na wishlist, gente? Como?
Titanic dispensa comentários, já tava na lista desde sempre, mas alguém pare a dona Funko!


12 de dezembro de 2018

Na Telinha - O Touro Ferdinando

Título: O Touro Ferdinando (Ferdinand)
Elenco: John Cena, Kate McKinnon, David Tennat, Gina Rodrigues, Bobby Cannavale, Anthony Anderson, Flula Borg, Daveed Diggs
Gênero: Animação/Fantasia
Ano: 2017
Duração: 1hr 48min
Classificação: Livre
Nota
Sinopse: Ferdinando é um touro com um temperamento calmo e tranquilo, que prefere sentar-se embaixo de uma árvore e relaxar ao invés de correr por aí bufando e batendo cabeça com os outros. A medida que vai crescendo, ele se torna forte e grande, mas com o mesmo pensamento. Quando cinco homens vão até sua fazenda para escolher o melhor animal para touradas em Madri, Ferdinando é selecionado acidentalmente.

O Touro Ferdinando é um filme americano de animação baseado no livro infantil de 1936 The Story of Ferdinand, de Munro Leaf e Robert Lawson. Esse livro ficou mais conhecido depois que a Disney lançou o curta-metragem Ferdinand the Bull, em 1938.


Ambientado na Espanha, Ferdinando, desde muito pequeno aprendeu com o pai a nunca se interessar pela violência das touradas, e sempre preferiu uma vida pacata, curtindo o perfume das flores e descansando tranquilo debaixo de uma árvore, em vez das exibições sangrentas na arena. Por causa disso, ele era tratado como medroso e frouxo pelos outros novilhos, taxado de incapaz de cumprir com seu destino de "lutar até a morte". Até que um dia, enquanto esperava seu pai voltar de uma tourada, Ferdinando descobre que ele foi morto e, desesperado, consegue escapar da Casa dos Touros, local onde eles eram criados para, futuramente, serem escolhidos para participarem dessa atrocidade chamada de "espetáculo". Ele acaba indo parar numa pequena fazenda de flores, um verdadeiro paraíso. Lá ele se tornou o bichinho de estimação de Nina, uma garotinha muito fofa que vive com o pai e seu cachorro. Assim, com o passar do tempo, Ferdinando cresce e se torna um gigantesco e desastrado "touro doméstico". Ele sempre acompanhava Nina às feiras da cidade quando pequeno, mas, agora que cresceu, foi proibido de ir para não causar pânico e tumulto entre as pessoas devido ao seu tamanho. Porém, depois de desobedecer a ordem do pai de Nina para que ficasse em casa, Ferdinando vai à bendita feira e, por um mal entendido, todos acham que ele é um monstro descontrolado e furioso. Ele é capturado e levado ao lugar de onde havia fugido alguns anos atrás, a Casa dos Touros, onde, apesar de reencontrar seus colegas de infância, agora já adultos, acaba sendo afastado de sua família. Agora, Ferdinando irá conviver com o temor de ser escolhido entre os outros touros para participar das touradas, enquanto pensa em uma forma de tentar voltar pra casa, pois os que são fracos ou não servem para a briga vão pro abate, destino que ele não quer pra ele e pra nenhum dos seus amigos.


Embora seja divertida e sirva como entretenimento, pra mim, o pecado maior da animação é que a narrativa em si é desprovida de sofisticação e foi esticada além do necessário, incluindo reviravoltas para estender o tempo, sequências de perseguição que parecem não ter fim, e, até pra uma fantasia, tem situações impossíveis e exageradas (algumas inclusive já vistas em animações de peso da Disney) que não fariam muita diferença se não existissem. A impressão que fica é que não houve o menor equilíbrio, pois os elementos e estímulos visuais acabam superando a própria história, que é muito rasa e precisa recorrer a artifícios cômicos e repetições em demasia para tentar se sustentar. Um exemplo disso é um coelhinho aleatório que, literalmente, morre de medo em toda cena que aparece, e Ferdinando e seus amigos fazem de tudo pra ressuscitá-lo. Tudo isso acaba tornando o desenho um tanto cansativo, pelo menos se o público não for o infantil. Também senti falta de mais detalhes da cultura espanhola propriamente dita, que não se concentra apenas em touradas, pois personagens humanos com características físicas e típicas do lugar não significa muita coisa.


A diversidade fica com os personagens secundários, que são interessantes, engraçados e conseguem ser mais cativantes que o próprio protagonista, e todos eles, que anteriormente tinham algum preconceito pelo jeito de ser de Ferdinando, acabam aprendendo que, embora diferente e com outra visão, ele tem seu devido valor, mesmo que não tenha nascido para aquilo. Até o cachorro que Ferdinando conhece ao chegar na fazenda das flores acaba surpreendendo, pois ele é o oposto daquele estereótipo de lealdade e alegria canina. O mau humor dele é impagável, assim como seu ressentimento por ter perdido seu lugar pra outro animal.


Mesmo que tenha alguns pontos fracos, O Touro Ferdinando é uma animação mais do que indicada para crianças, por pregar o respeito às diferenças, à liberdade de escolha, à resiliência, à tolerância e a importância de sermos nós mesmos, através de um espetáculo visual cheio de fofura, fantasia e cenas hilárias.

10 de dezembro de 2018

O Jardim Esquecido - Kate Morton

Título: O Jardim Esquecido
Autora: Kate Morton
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance/Suspense
Ano: 2018
Páginas: 496
Nota:
Sinopse: Uma criança abandonada, um antigo livro mágico, um jardim secreto, uma família aristocrática, um amor negado. Em mais uma obra-prima, Kate Morton cria uma história fantástica que nos conduz por um labirinto de memórias e encantamento, como um verdadeiro conto de fadas.
Dez anos após um trágico acidente, Cassandra sofre um novo baque com a morte de sua querida avó, Nell. Triste e solitária, ela tem a sensação de que perdeu tudo o que considerava importante. Mas o inesperado testamento deixado pela avó provoca outra reviravolta, desafiando tudo o que pensava que sabia sobre si mesma e sua família.
Ao herdar uma misteriosa casa na Inglaterra, um chalé no penhasco rodeado por um jardim abandonado, Cassandra percebe que Nell guardava uma série de segredos e fica intrigada sobre o passado da avó.
Enchendo-se de coragem, ela decide viajar à Inglaterra em busca de respostas. Suas únicas pistas são uma maleta antiga e um livro de contos de fadas escrito por Eliza Makepeace, autora vitoriana que desapareceu no início do século XX. Mal sabe Cassandra que, nesse processo, vai descobrir uma nova vida para ela própria.

Resenha: Este é mais um livro de Kate Morton que foi publicado inicialmente em 2009 pela Editora Rocco, sob o título de O Jardim Secreto de Elisa. Agora, uma nova edição foi relançada pela Editora Arqueiro como O Jardim Esquecido.

Após um acidente que mudou sua vida dez anos atrás, Cassandra, arrasada e sentindo muito solitária mais uma vez, precisa lidar com a morte recente de sua querida avó, Nell. O que ela não esperava era que o testamento deixado por Nell causasse uma reviravolta tão grande em sua vida. Cassandra herdou uma a mansão Blackhurst, em Londres, que está cercada de mistérios e segredos da avó, e agora ela decidiu partir pra lá, em busca de respostas sobre sua família, tendo um livro de contos de fadas escrito por Eliza Makepeace, e uma maleta, como únicas pistas.
Assim, vamos conhecendo um pouco mais de Cassandra, Nell e Eliza, três mulheres, ligadas pelo sangue ou por empatia, e muito parecidas, tanto em força quando em história de vida. Acompanhar suas vidas, saber o que passaram e o que perderam, e participar da busca individual por algo que foi tirado delas é uma jornada incrível.

A história é dividida em três partes, narrada em terceira pessoa, tem uma escrita bastante descritiva e alterna passado e presente entre a vida das personagens. O ritmo da trama é lento e vai sendo construído de forma gradual, onde os capítulos que fazem parte do passado vão preenchendo as lacunas e dando as devidas respostas no presente. É preciso um pouco de paciência até que as coisas começam a acontecer, de fato, pois a leitura acaba se arrastando em alguns momentos, mas é uma espera que vale a pena, mesmo que inicialmente possamos achar as personagens e suas atitudes tolas.

As personagens são muitíssimos bem construídas, com camadas e pontos de personalidade que as tornam pessoas interessantes, com quem sentimos empatia e podemos nos identificar. Elas são pessoas comuns, não têm nenhum atrativo grandioso que as destaque tanto assim, mas as histórias de vida delas são marcantes.
Eliza é aquela que não pensa nas consequências de suas escolhas, e mesmo que seja uma pessoa encantadora, ela coloca os outros em primeiro lugar e acaba não tomando as melhores decisões para si mesma. Nell não consegue se livrar dos fantasmas de seu passado. E Cassandra, embora tenha sofrido perdas irreparáveis, é a única que tem forças para seguir em frente e buscar po respostas.
Os demais personagens também são importantes para o desenvolvimento da história e das próprias protagonistas, principalmente os familiares que tiveram influência na construção da pessoa que cada uma delas se tornou. Os mistérios que cercam a família são bem intrigantes, e acompanhar o quanto elas foram marcadas por tantos segredos, preconceitos e tragédias faz com que o leitor fique preso na leitura, querendo que tudo se revele, e torcendo para que haja uma recompensa ao final.

Chega a ser complicado falar de um livro que tem histórias dentro da própria história e que funcionam como elo para conectar tudo em seus devidos lugares, onde a própria trama acerca do jardim acaba sendo mais um personagem tão importante quanto as demais, e a medida que a leitura avança, vamos cada vez mais admirando a forma como cada mulher enfrentou o mundo em épocas tão diferentes, e a imersão é tamanha que a sensação final é de vitória.

Leitura mais do que recomendada para quem curte se envolver numa trama complexa, e recheada de mistérios a serem desvendados.

3 de dezembro de 2018

Top 10 - Livros Para Presentear no Natal #natalcomarqueiro




O Natal já está aí batendo na nossa porta, e a preocupação com o que dar de presente para aquele amigo que tiramos no amigo secreto sempre aparece. Às vezes não sabemos o que dar de presente por não termos muita noção do gosto da pessoa, mas gente, livro sempre é um ótimo presente e que geralmente fica dentro do orçamento dessas brincadeiras.

Pelo blog ser parceiro da Editora Arqueiro, tivemos uma sugestão de post bem bacana para indicar 5 livros pro pessoal, mas, como aqui no blog eu faço é o Top 10 de vez em quando, vou fazer 10 indicações de livros ótimos e para todos os gostos!

Confira a seguir:

Romance de época

Como Agarrar Uma Herdeira - Julia Quinn

Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.
Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso.
A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação, que o desarma completamente.

Sci-fi/Aventura

Dentes de Dragão - Michael Crichton

Michael Crichton, autor da obra que deu origem ao lendário filme Jurassic Park, volta ao campo da paleontologia neste livro recém-descoberto, uma aventura emocionante ambientada no Velho Oeste durante a era de ouro da caça a fósseis.
Com ritmo perfeito e enredo brilhante, Dentes de Dragão é baseado na rivalidade entre personagens reais. Com uma pesquisa meticulosa e imaginação exuberante, será transformado em minissérie pelo canal National Geographic com a Amblin Television e a Sony Pictures.
Desde Jurassic Park, nunca foi tão perigoso escavar o passado.
Em 1876, no inóspito cenário do Oeste americano, os famosos paleontólogos e arquirrivais Othniel Marsh e Edwin Cope saqueiam o território à caça de fósseis de dinossauros. Ao mesmo tempo, vigiam, enganam e sabotam um ao outro numa batalha que entrará para a história como a Guerra dos Ossos.
Para vencer uma aposta, o arrogante estudante de Yale William Johnson se junta à expedição de Marsh. A viagem corre bem, até que o paranoico paleontólogo se convence de que o jovem é um espião a serviço do inimigo e o abandona numa perigosa cidade.
William, então, é forçado a se unir ao grupo de Cope e eles logo deparam com uma descoberta de proporções históricas. Mas junto com ela vêm grandes perigos, e a recém-adquirida resiliência de William será testada na luta para proteger seu esconderijo de alguns dos mais ardilosos indivíduos do Oeste.

Romance/Fantasia

A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

 Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

Suspense/Mistério

A Mulher na Janela - A.J. Finn

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Releitura

Um Beijo À Meia-Noite - Eloisa James

Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. E irritante. A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo. Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo. Um beijo à meia-noite é um conto de fadas inspirado na história de Cinderela. Com um estilo que combina graça, encanto e sedução, Eloisa James escreve uma narrativa envolvente, com direito a fada madrinha e sapatinho de cristal.

Policial/Thriller

Boneco de Pano - Daniel Cole

O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.
Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.
Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar.
Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de Pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.

Mistério

Origem - Dan Brown

De onde viemos? Para onde vamos?
Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".
O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.
Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

Romance

Um Menino em Um Milhão - Monica Wood

Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções.
Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana.
Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver.
Um Menino em Um Milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal.

Fantasia

O Feiticeiro de Terramar - Urdils K. Le Guin

Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda.
Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares solitários.
Publicado originalmente em 1968, O feiticeiro de Terramar se tornou um clássico da literatura de fantasia. Ged é um predecessor em magia e rebeldia de Harry Potter. E Ursula K. Le Guin é uma referência para escritores do gênero como Patrick Rothfuss, Joe Abercrombie e Neil Gaiman.

Drama

O Diário de Suzana Para Nicolas - James Paterson

Depois de quase um ano juntos, o poeta Matt Harrison acaba de romper com Katie Wilkinson. A jovem editora, que não tinha qualquer dúvida quanto ao amor que os unia, não consegue entender como um relacionamento tão perfeito pôde acabar tão de repente.
Mas tudo está prestes a ser explicado. No dia seguinte ao rompimento, Katie encontra um pacote deixado por Matt na porta de sua casa. Dentro dele, um pequeno volume encadernado traz na capa cinco palavras, escritas com uma caligrafia que ela não reconhece: “Diário de Suzana para Nicolas”.
Ao folhear aquelas páginas, Katie logo descobre que Suzana é uma jovem médica que, depois de sofrer um infarto, decidiu deixar para trás a correria de Boston e se mudar para um chalé na pacata ilha de Martha’s Vineyard. Foi lá que conheceu Matt. E lá nasceu o filho deles, Nicolas.
Por que Matt teria lhe deixado aquele diário? Agora, confusa e sofrendo pelo fim do relacionamento, é nas palavras de outra mulher que Katie buscará as respostas para sua vida.
O diário de Suzana para Nicolas é uma história de amor que se constrói ao virar de cada página. Cada revelação é mais uma nuance sobre seus personagens. Cada descoberta é um fio a mais a ligar vidas que o destino entrelaçou.

1 de dezembro de 2018

Resumo do mês - Novembro


Ok. Demorei um século pra poder organizar as postagens do mês passado no blog, até liberar este resumo, por motivos de "quase morri". Nunca vi uma única pessoa ter tanto azar e aparecer com tantas zigueziras igual eu nesse último mês. Dor de cabeça, dos nas costas, dor de garganta, estresse, conjuntivite, tombo escada abaixo... Cada dia era um troço diferente pra me deixar com o pé na cova. Quando não era alguma coisa pra me derrubar, era Ian me pondo louca, jogando água no meu teclado e me deixando sem poder mexer no bendito PC. Gente do céu... Quando é que essas crianças crescem e dão paz e sossego? Tá difícil isso daqui, viu... Socorro!

Postei tarde, mas eis o que teve no bloguito esse mês:

♥ Resenhas
- Os Portais da Casa dos Mortos - Steven Erikson
- Uma Coisa Absolutamente Fantástica - Hank Green
A Missão Traiçoeira - Erin Beaty
A Garota do Lago - Charlie Donlea
- Os Números do Amor - Helen Hoang
- O Destino de Tearling - Erika Johansen
- Uma Proposta e Nada Mais - Mary Balogh
- Um Acordo e Nada Mais - Mary Balogh

♥ Anota aí! 
- Prequel, Sequel, Companion, Spin-off, Crossover, Cliffhanger, MacGuffin, Reboot, Remake...

♥ Wishlist
- Funkos de Tom & Jerry
- Funkos de The Jetsons
- Funkos de Peter Pan

♥ Caixa de Correio de Novembro
- Cheinha de popineos


30 de novembro de 2018

Caixa de Correio #81 - Novembro

Apesar de novembro não ter sido um mês de muita sorte pra mim (as crianças ficaram doentes e eu fiquei um lixo humano), foi um mês recheado dos meus tão queridos popineos. Foram dois livritchos recebidos (que logo libero as resenhas), mas o que fez minha alegria foram os pops. Não tem coisa melhor, pra um colecionador, ver a coleção crescendo e se completando aos pouquinhos. Os olhinhos brilham, e dá até uma emoção ♥
Bora ver o que chegou:

23 de novembro de 2018

Um Acordo e Nada Mais - Mary Balogh

Título: Um Acordo e Nada Mais - Clube dos Sobreviventes #2
Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance de Época
Ano: 2018
Páginas: 304
Nota:
Sinopse: Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.
No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.
No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.

Resenha: Um Acordo e Nada Mais é o segundo volume da série Clube dos Sobreviventes. Vamos acompanhar a história de Vincent Hurt, o Visconde Darleigh, mais um membro do Clube que sobreviveu à Guerra Napoleônica, porém, devido a um acidente com um canhão, perdeu a visão, foi afastado permanentemente, ganhou o título de Visconde e, agora, conta com a ajuda dos amigos, companheiros de guerra, para se recuperar psicologicamente. Cansado de tentar fugir da mãe e de suas irmãs que querem lhe arranjar um casamento a qualquer custo, Vincent acaba voltando para Barton Coombs, sua antiga casa de infância, mas mais uma vez ele havia caído numa cilada conjugal. O que ele não esperava era conhecer a jovem Sophia Fry, que acaba lhe salvando dessa armadilha planejada pela prima.
Depois que seu pai morreu num duelo, Sophia Fry passou a viver de favor na casa de seus parentes que nem reconheciam sua existência. Ela ficou mal vista, não foi educada como uma dama, comia e se vestia mal e ainda foi apelidada de Ratinha pelos tios. Ela precisava encontrar uma forma de sair da casa desses parentes que a negligenciavam e a tratavam tão mal. Porém, com a intervenção que Sophia fez para ajudar Vincent, seus tios ficaram furiosos e expulsam a coitada de casa, sem um tostão sequer para sobreviver, e o Visconde, sem ter coragem de deixar a jovem à míngua, foi obrigado a agir lhe propondo casamento, que, no momento, seria a única solução para resolver o problema da moça. Mas, junto com o casamento por conveniência, veio um acordo: eles passariam somente um ano juntos e em seguida cada um seguiria com a vida como bem quisesse.
Agora que estão casados, eles vão se conhecendo melhor, a amizade e o companheirismo vão crescendo, mas aos poucos uma doce sedução também começa a surgir. Eles são opostos, mas, assim como os personagens do primeiro livro, possuem traumas e feridas que os deixam unidos de uma forma que eles não esperavam.

Seguindo o padrão do livro anterior, a narrativa é feita em terceira pessoa e é um tanto lenta, o que pode tornar a leitura um pouco cansativa, mas ainda assim podemos ter uma percepção muito boa dos sentimentos dos protagonistas enquanto os acompanhamos em suas jornadas de superação, autoaceitação, e na busca pelo amor próprio. Por mais que Vincent seja cego, a forma utilizada para fazer com que os outros sentidos dele compensem a falta da visão, ajuda a construir a personalidade dele.
Acho inclusive que houve uma sacada genial por parte da autora, pois de um lado temos Sophia, que é tratada com descaso, como se não existisse, e por isso se torna alguém praticamente invisível, e de outro lado temos Vincent, que, mesmo sem poder enxergar, é a única pessoa que realmente a vê.
Foi muito bacana acompanhar a forma como ele, nessas condições, passou a compreender o mundo ao seu redor.

O fato é que o ritmo da trama não poderia ser muito diferente, caso contrário se tornaria inverossímil e até incoerente. Os dois se casaram após trocar poucas palavras, não se conheciam, nunca sequer tinham se visto, ambos eram reservados e precisavam lidar com as próprias dores, logo, era necessário um tempo maior para que o dito relacionamento pudesse florescer.

Um Acordo e Nada Mais tem um enredo simples, doce e que inspira e emociona em alguns momentos, e mostra que, quando cativado, o amor pode surgir de onde menos se espera, se tornando verdadeiro e duradouro.

19 de novembro de 2018

Uma Proposta e Nada Mais - Mary Balogh

Título: Uma Proposta e Nada Mais - Clube dos Sobreviventes #1
Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance de Época
Ano: 2018
Páginas: 272
Nota:
Sinopse: Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela.
Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa.
Hugo, a princípio, não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre

Resenha: Gwendoline Grayson, lady Muir, é uma viúva de 32 anos de idade que aprecia seu status social e sua rotina bastante tranquila. Porém, depois de sete anos estando viúva, embora tenha aprendido a lidar com suas dores, ela se sente bastante solitária na vida. Gwen não planejava se casar outra vez, pois sentiu na pele como os homens se tornam diferentes após o casamento, mas, por se sentir muito sozinha, começou a considerar a ideia de arranjar um marido refinado e tranquilo, e que não fosse muito exigente.

Hugo Emes, lorde Trentham, é um soldado que lutou nas Guerras Napoleônicas, e desde então vem lidando com traumas pessoais e muitos fantasmas. Seu único refúgio é se encontrar com seus companheiros de batalha, que formaram um grupo chamado Clube dos Sobreviventes, e que passaram o mesmo que ele. Só com seus amigos ele consegue ter um pouco de conforto e paz de espírito, esquecendo um pouco dos horrores vividos na guerra. Após o falecimento de seu pai, Hugo, como herdeiro, passou a administrar as terras da família e ficou responsável por tomar conta de Fiona, sua madrasta, e Constance, sua meia-irmã. Fiona é uma mulher que sempre dependeu do marido pra tudo, e, na falta dele, sua inaptidão pra lidar com qualquer assunto é evidente. Constance, que já tem seus dezenove anos, ainda não foi apresentada a sociedade, hábito que já passou da hora de ser feito, e a jovem está encalhada por causa disso. Hugo deveria resolver esses problemas já que Fiona é incapaz, mas o momento não é o mais adequado. Ele não é nenhum cavalheiro e só herdou o título de lorde em reconhecimento por suas atitudes heroicas na guerra. Mesmo sabendo que sua irmã merece o melhor e que ela deveria ter uma mulher mais velha que a orientasse a se comportar em sociedade, ele não tem a menor paciência para lidar com esses dramas femininos e muito menos tinha o hábito de frequentar as rodas aristocráticas de Londres. Porém, este não é o único problema que ele tem nas mãos. A idade para ter um herdeiro também chegou, e a única saída é encontrar uma esposa para que tudo se ajeite como deveria antes que seja tarde demais.

Até o caminho de Hugo e Gwendoline se cruzar depois dela sofrer um acidente numa praia isolada. Após socorrer a moça, ele a leva para Penderris Hall, casa de campo do duque de Stanbrook locas das reuniões do Clube dos Sobreviventes, onde está hospedado junto com os demais amigos. E lá ela ficaria até se recuperar da lesão que sofreu em, seu tornozelo. De início, por serem totalmente opostos, ele resiste por pensar que Gwen é a típica aristocrata mimada, mas, como ela não se intimida pelo jeito grosseirão de Hugo, ele logo se torna incapaz de resistir ao quanto ela é uma mulher adorável. E a medida que o afeto e os sentimentos crescem, ambos vão se conquistando cada vez mais, tendo a certeza que esse relacionamento vai além das boas maneiras, e que só veio para lhes proporcionar experiências únicas que eles jamais imaginaram que fossem ter um dia.

Narrado em terceira pessoa, acompanhamos um romance de época que foge bastante daquela fórmula de mocinha jovem, inexperiente e indefesa caindo nos braços do garanhão esperto. Gwen e Hugo já são adultos, bem resolvidos e tem em comum algum tipo de trauma do passado, e, claro, vão aprendendo a superar tudo juntos, descobrindo o amor quando já estavam desacreditados e quando tinham perdido as esperanças de encontrá-lo, principalmente pelos casamentos, muitas vezes, serem arranjados. Assim, a autora construiu uma história rica em detalhes, que quebra alguns paradigmas e mostra que é possível, sim, superar feridas e descobrir sensações e sentimentos, mesmo que "tarde" (para a época se casar depois dos trinta é muito tarde, sim), além de trazer algumas reflexões sobre empatia e que o sofrimento alheio nunca deve ser diminuído, pelo motivo que for.

Os personagens são complexos devido aos traumas que carregam, e são traumas reais, que tornam o sofrimento deles bastante plausível. Essa carga dramática foi responsável por moldar a personalidade de cada um deles, e por mais doloroso que possa ter sido, eles ainda são pessoas adoráveis, mesmo que não demonstrem. E isso fica claro em Hugo, que é um homem que não tem ideia de como cortejar uma dama e se comporta como um ogro em vários momentos, e até com Gwen, que de certa forma, deixou de acreditar nos homens depois de ter sofrido com o falecido marido. Mas eles despertam o melhor que há dentro deles quando estão juntos, de forma recíproca.

Minha única ressalva é pela forma como esse romance foi desenvolvido. Eles são opostos, mantém diálogos inteligentes e que refletem todo o peso que eles carregam, e, por isso, acabam se completando, porém não senti que a química era forte o bastante. Ao longo da trama as coisas melhoram, mas a narrativa se torna arrastada em vários pontos por ser muito lenta, e até que o romance se concretize, esse desenvolvimento já se tornou um pouco cansativo de se acompanhar. Entendo que a autora parece ter optado por trabalhar cada personagem, revelando suas camadas e deixando o romance em segundo plano, mas se é o próprio romance que foi responsável pela mudança, acho que deveria haver um equilíbrio maior.

Um ponto super positivo é sobre os amigos de Hugo. Mesmo sendo personagens secundários, eles são importantes para o desenvolvimento do protagonista devido ao vínculo que têm com ele, e da própria história em si. A ideia do grupo ter sido formado devido a dor causada pela guerra, mostra que é nos amigos que sempre temos apoio para superar os momentos mais difíceis da vida.

No mais, o livro foge do tradicional do gênero, mas traz uma história inspiradora de superação. Pra quem gosta de romances de época com um toque mais maduro e que traz reflexões mais profundas, é livro mais do que indicado.

18 de novembro de 2018

Wishlist #59 - Funkos de Peter Pan

Acho que já deu pra perceber que a grande maioria dos pops que são prioridades na minha coleção são os de Harry Potter e os da Disney, né? Então, quando acho algum em promoção, tento aproveitar o máximo que posso.
Peter Pan não é meu favorito dentre os clássicos, mas não posso negar que fez parte da minha infância, e eu já perdi as contas de quantas vezes assisti. Lembro que na época do video cassete eu tinha a coleção toda em VHS e adorava! Os primeiros pops dessa franquia são bastante raros - e caríssimos -, mas não curti muito o visual deles. Esses mais recentes e exclusivos são muito mais bonitos e bem feitos, e por isso eles entraram na listinha e os outros ficaram de fora.
Com exceção do Peter Pan, que é exclusivo da Hot Topic mas não faz parte de nenhuma box, os demais são exclusivos de caixas especiais da Disney, dessas que vem com outros itens colecionáveis da Funko que não são pops, mas como não curto e nem me importo com esses, prefiro dar uma garimpada para encontrar os pops sendo vendidos separados. A Tinkerbell e o Peter Pan eu encontrei sendo anunciados juntos num grupo de pops no Face, e como o preço estava super bacana, aproveitei. Os demais vai ser um pouco mais hard de encontrar, mas com certeza, assim que possível, vão fazer companhia pra essa duplinha mais fofa.

15 de novembro de 2018

Curiosidade Mórbida - Mary Roach

Título: Curiosidade Mórbida
Autora: Mary Roach
Editora: Paralela
Gênero: Não ficção
Ano: 2015
Páginas: 272
Nota:
Sinopse: Curiosidade mórbida é uma leitura cativante e divertida que explora a vida após a morte, mas não no sentido sobrenatural: a autora Mary Roach investiga o que acontece com os cadáveres, revelando que eles têm rotinas inesperadas e surpreendentes. Por dois mil anos, eles estiveram envolvidos nas descobertas e pesquisas científicas mais ousadas: foram cobaias nas primeiras guilhotinas da França e, os primeiros a navegarem em foguetes da Nasa e estiveram presentes em todos os novos procedimentos cirúrgicos, fazendo história de forma silenciosa.
Nesse relato fascinante, Mary Roach faz uma análise histórica dessas contribuições ao longo dos séculos e, com seu jeito único, revela o que nossos corpos fazem depois que os deixamos para trás.

Resenha: Mary Roach mostra com precisão o quão útil a rotina de uma pessoa morta pode ser. A autora detalha com precisão vários procedimentos e experiências feitas com defuntos e o resultado é uma variedade de informações e curiosidades muito interessantes sobre os cadáveres.

A narrativa é direta, simples e dividida em tópicos que possuem fotos ou ilustrações, e já deixa claro desde o início que os "objetos de estudo" consentiram em doar seus corpos para estudos em prol da ciência. Assim, vamos desde uma simples dissecação, passando por decapitação, testes de resistência a impacto em simulações de acidentes, decomposição, descarte dos corpos, doação de órgãos, estudo da alma e etc. São diversos temas trabalhados de forma bem minuciosa para trazer informações reais do que acontece e que abrem um leque de opções que mostram como essas experiências com os mortos funcionam, etapa por etapa, assim como evidenciam a utilidade delas para os vivos.

Ainda há questões envolvendo a sociedade de forma geral, e como isso acaba interferindo nos cuidados com o corpo do falecido, levantando questões culturais, emocionais, morais, filosóficas e, por que não, religiosas. A autora usa de bom humor para descrever alguns procedimentos, mas confesso que fiquei muito mais chocada do que rindo. Descobrir que um cérebro removido não pode ser encaixado de volta dentro do crânio já me fez imaginar coisas. Por favor, Deus, não deixe que quando eu morrer alguém preencha minha cabeça com nenhum jornal sensacionalista que tenha notícias de cunho político, futebol, ou fofocas sobre youtubers ou pseudocelebridades.

Curiosidade Mórbida é um livro de não ficção e aborda uma área da medicina que agrada a pouquíssimas pessoas: a morte e o corpo que jaz. Logo, se você não gosta ou não tem estômago forte o bastante quando o assunto é morte, dissecação, experimentação humana, gosmas, sangue, miolos, tripas e afins, talvez o livro não seja pra você. Mas, se você tem um pouco de curiosidade, e coragem, para ler sobre as inúmeras utilidades que um corpo tem no pós vida, assim como as descobertas incríveis que foram feitas, desde que consiga sair ileso de cenas bizarras, e muitas vezes nojentas, descritas pela autora, é algo bastante educativo e digno de se apreciar. Recomendo muito essa leitura para os fortes e para os curiosos de plantão.


12 de novembro de 2018

O Destino de Tearling - Erika Johansen

Título: O Destino de Tearling - A Rainha de Tearling #3
Autora: Erika Johansen
Editora: Suma de Letras
Gênero: Fantasia/Jovem Adulto
Ano: 2018
Páginas: 360
Nota:
Sinopse: Desde que assumiu o trono de Tearling, Kelsea Glynn passou de princesa inexperiente a rainha destemida. Sua busca por justiça fez com que todo o reino mudasse com ela, mas quando os inimigos que fez ao longo do caminho ameaçam destruir seu povo, ela toma uma decisão inimaginável: se rende à Rainha Vermelha em troca de salvar Tearling. Sem as safiras, sem seus homens de confiança e trancafiada em Mortmesne, Kelsea precisa de novo recorrer ao passado, às experiências de mulheres que viveram antes dela, buscando em suas histórias a saída para uma situação impossível. O jogo está para terminar, e o futuro de Tearling será revelado de uma vez por todas.

Resenha: Numa tentativa de salvar o reino de Tearling, Kelsea se entrega à Rainha Vermelha e deixa Clava como governante do seu povo. Kelsea agora é prisioneira em Mortmesne, e, mesmo sem as joias, continua desenvolvendo seus poderes. Os reinos estão se enfrentando e todos estão sobre diversas conspirações que podem por tudo em risco. Agora ela precisa recorrer ao passado para buscar nas histórias das mulheres que viveram antes delas respostas que possam ajudá-la a salvar todo o reino.

Confesso que eu andava numa vibe tão boa com as minhas últimas leituras, e, considerando que eu gostei demais dos livros anteriores a este, eu esperava um final totalmente destruidor, daqueles que deixam uma ressaca tão braba que só uma dose cavalar de Meg Cabot pode curar, mas, embora o livro tenha, sim, alguns pontos muito positivos, o que a autora decidiu fazer aqui foi a coisa mais WTF que eu já me deparei em toda minha vida literária. Vamos primeiro aos pontos positivos, porque tenho que reconhecer que, apesar da minha reação, o livro não foi um fracasso total e teve seus méritos. Poucos, mas teve.

O feminismo e a forma como ele foi trabalhado na trama é algo super válido e importante, principalmente nos dias de hoje quando o assunto, querendo ou não, ainda é um tabu nessa sociedade lixo que vivemos. A representação feminina é tão forte quanto admirável, e os tópicos que a história levanta sobre abuso, cultura do estupro, controle de natalidade, autoaceitação da própria imagem, corrupção e afins são responsáveis por várias reflexões relevantes. Por mais que as mulheres tenham uma vida difícil, sejam abusadas, sofram humilhações de todo tipo e ainda sejam dominadas, elas conseguem  demonstrar o quanto podem ser fortes e corajosas.

Outra coisa é que a trama em si, embora seja uma fantasia, tem muitas semelhanças com a realidade e em alguns pontos a coisa chega a ser bem assustadora. A autora não poupa esforços em fazer críticas sociais, religiosas e políticas, mostrando que algumas ideologias e crenças simplesmente não dão certo quando quem está no poder quer continuar no poder. Não vou me aprofundar nessas questões pois minha visão política e religiosa não vem ao caso, mas basicamente a igualdade é pro povo, geralmente estando bem miserável, e quem está no poder sempre estará se aproveitando e tendo muito mais privilégios.

Acho que o ponto que salvou boa parte da história pra mim, pela mensagem que passa, foi a ideia de que embora pais e filhos estejam ligados pelo sangue, isso não significa que seja obrigatório existir uma conexão entre eles. Não é por que mãe ou pai são uns trastes que fazem coisas horrendas e condenáveis, que o filho também vai seguir os mesmos passos, por "herança". Há toda uma luta pessoal de Kelsea contra isso e isso, sim, me marcou bastante pois ela é uma personagem ótima, e tem tantas qualidades quanto defeitos. Isso é um ponto positivo, pois ninguém pode ser tão bom ou tão ruim, mesmo que tenha sido mal utilizada dessa vez. As pessoas sempre são motivadas por alguma coisa, e isso depende de uma formação pessoal ou de uma concepção bem íntima que não cabe a ninguém julgar. A forma como ela foi construída e desenvolvida ao longo da história, sua moral cheia de ambiguidades, tudo isso só provou o quanto ela é humana, e o quanto aprendeu com os próprios erros. Talvez o final, se analisado de uma forma mais abrangente, possa ser encarado como bom, pois ela não pensava duas vezes em abrir mão do que fosse pensando num bem maior, mas não foi suficiente para reparar os buracos e tudo que a autora desprezou sem mais nem menos. Foram tantos elementos tão bons criados pra no final das contas nada ter ligação com nada.

Não sei se foi só comigo, mas eu fiquei com uma mega impressão de que esse livro foi escrito sem o devido cuidado, com situações avulsas que simplesmente não se encaixam em lugar nenhum, e outras que nem deveriam estar alí. A sensação é de que a autora tinha tudo nas mãos pra dar um desfecho perfeito, bastava trabalhar um pouquinho pra amarrar as pontas soltas, mas preferiu ir pelo caminho mais fácil, entregando uma peruca colorida e uma bolota vermelha pra todos nós usarmos no nariz. E sabemos que o caminho mais fácil nem sempre é o melhor, convenhamos...
Muitas das questões que haviam sido levantadas anteriormente e que pareciam ser cruciais para uma futura resolução satisfatória, ou tiveram respostas irrisórias, ou simplesmente foram descartadas e esquecidas como se não fossem nada.

Minha decepção maior se deu por ter acreditado na história, que anteriormente havia dado a entender que esta trilogia seria uma das melhores que já tive o prazer de ler, independente se fosse feliz ou trágico, e me enchi de expectativas e esperanças pra algo realmente grandioso e memorável. Não vou entrar em detalhes sobre cada personagem pra não deixar a resenha muito extensa, mas a sensação foi a de que algo estava errado, eles estavam muito distantes do que foram, e até mesmo a própria Kelsea serviu de muleta em várias situações de forma bem conveniente.
Eu depois de terminar esse livro
Enfim, a sensação que ficou no final dessa leitura foi de eu ter caído numa cilada, Bino. Recomendei os outros livros, feliz da vida, crente que a coisa toda só iria melhorar porque realmente tudo que a autora tinha feito era genial, mas agora preciso abrir meu coração e ser muito sincera em dizer: não percam tempo. Acho que seria um pouco arriscado, e até hipócrita, recomendar uma trilogia que nos deixa envolvidos de corpo e alma nos dois primeiros volumes, mas que no final não nos dá nenhuma recompensa, e tudo acaba tendo sido em vão... Me desculpem, mas não...