30 de abril de 2018

Caixa de Correio #74 - Abril e os 3.4

Abril é o mês do desespero, acho que ainda pior do que dezembro. Tem aniversário triplo aqui em casa e a correria pra comemorar, nem que seja com um bolinho simples pras crianças ficarem felizes, é praticamente lei. Quando olho pra trás e penso que já cheguei nos 3.4, que Marina já fez 16 anos, que tô cheia de cabelo branco, mas ainda vou levando como posso na medida do possível sem desistir do blog, ainda dou um sorrisinho de leve, com aquela pontinha de orgulho por ter feito essa longa caminhada. A gente vai ficando velha, alguns pensamentos mudam, alguns interesses também, mas no fundo ainda sou apegada demais a esse cantinho (que, apesar de tudo, considero parte de mim), pra deixar ele de lado.

Esse mês eu nem acreditei quando alguns livros de parceria que pedi em FEVEREIRO chegaram. Eeeeeita, Correios e seu serviço de excelência absoluta. E aproveitando meu aniversário, e levando em consideração que não faço nada da minha vida a não ser fica presa em casa por conta dos filhos e aturando chatice de gente sem noção, decidi dar uma extrapolada e me presentear com popinhos da lista de desejos (e outros não, mas que entrariam depois) e um kit lindo do livro Labirinto e David Bowie da Darkside Books (que vai chegar em maio porque deixei pra comprar agora no finalzinho do mês). Não sei quanto tempo fazia que não comprava um livro, mas esse não podia faltar na coleção. E confesso que receber tanta coisa linda me fez muito feliz. Às vezes a gente merece fazer uma gracinha e se dar esse tipo de luxo.

Bora ver o que chegou:

29 de abril de 2018

Wishlist #33 - Funkos de Powerpuff Girls

Açúcar, tempero e tudo que há de bom! Tenho certeza que esses ingredientes não faltaram quando a Funko trouxe esses pops pra gente! As Meninas Superpoderosas são lindas, e os vilões também não ficam atrás com tantos detalhes fantásticos! Quero tooooodos!

23 de abril de 2018

Leia.seja - Dia Mundial do Livro

Lançada na Bienal Internacional do Livro Rio – onde estampou painéis, instalações e vídeos e fez sucesso com modelos caracterizados circulando pelos pavilhões do Riocentro –, a Leia.Seja. é uma campanha criada pela agência WMcCannpara e realizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros a fim de valorizar o livro e seu papel transformador na sociedade.
A campanha é superbacana e visa convidar o público a contar quais obras mais marcaram suas vidas. E que dia é melhor do que 23 de AbrilDia Mundial do Livro?

As divulgações estão sendo feitas de forma conjunta em espaços públicos, bibliotecas, lojas e plataformas virtuais, com apoio das livrarias, editoras, distribuidoras e entidades do livro.



A campanha é protagonizada por um time de personalidades do esporte, das artes cênicas, da música e da comunicação, convidadas a incorporar personagens icônicos da literatura brasileira e mundial. O técnico de vôlei Bernardinho se vestiu de Capitão Rodrigo, de “O tempo e o vento”, de Érico Veríssimo; o publicitário Washington Olivetto e a cantora Baby do Brasil fizeram Visconde de Sabugosa e Emília, de “Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato; a apresentadora Bela Gil virou a Capitu de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; o ator Cauã Reymond se fantasiou do protagonista de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes; e o jornalista Pedro Bial aparece como o detetive de “As aventuras de Sherlock Holmes”, de Arthur Conan Doyle.

O artistas vestiram sua paixão pelas histórias para transmitir a mensagem e reforçar o conceito de que, ao ler, a pessoa é transportada para quantos lugares, sentimentos e reflexões a imaginação permitir, estimulando a criatividade, a inspiração e o saber.
Nas peças, as personalidades dão vida aos personagens, lendo trechos dos títulos escolhidos. Assim que fecham os livros, voltam a ser eles mesmos, com o semblante transformado pelo prazer e a reflexão que uma boa leitura oferece.



O grupo foi fotografado e filmado por Miro, um dos mais consagrados fotógrafos brasileiros, em cenários que remetem às obras. As imagens publicitárias serão utilizadas em anúncios impressos, mídia digital e urbana.

Participe! Curta a campanha no Facebook e no Instagram. Use a hashtag #leiaseja!




22 de abril de 2018

Wishlist #32 - Funkos de Scooby Doo!

Tudo bem que não sou a maior fã do mundo de Scooby Doo, mas não posso negar que o desenho fez parte da minha infância e agora faz parte da infância dos meus filhos. Vitória e Theo adoram assistir todos os episódios que passam, independente da versã que tenham, e, assim sendo, deixar os pops deles de fora da lista é coisa que não dá pra fazer... A Velma é um pop vaulted e anda custando mais caro que os demais, mas não tem como não ir atrás. Ela foi a primeira escolha da lista pra dar o start nesse set que é uma gracinha e super colorido. São todos lindos demais! *o*

16 de abril de 2018

Wishlist #31 - Funkos de Wreck-it Ralph

Com tantas coleções que já coloquei na minha Wishlist, cá estou eu com mais uma lista dos impossíveis. Os funkos da coleção de Detona Ralph são super fofos, os detalhes são fiéis aos personagens, mas pagar cerca de R$800,00 num único pop é demais pro meu coração. Eu adoro o desenho, e confesso que é um dos meus preferidos, principalmente por trazer o mundo dos games e vários dos clássicos pra causar aquela nostalgia na gente.
Estes estão na lista dos impossíveis, mas não custa nada tentar garimpar o bendito Ebay em busca de um precinho mais em conta, e claro, sonhar um pouco...





10 de abril de 2018

Na Telinha - Violet Evergarden (1ª Temporada)

Título: Violet Evergarden (ヴァイオレット・エヴァーガーデン)
Temporada: 1 | Episódios: 13
Produção: Kyoto Animation
Elenco: Yui Ishikawa, Takehito Koyasu, Daisuke Namikawa, Aya Endo, Kouki Uchiyama, Minori Chihara, Haruka Tomatsu
Gênero: Anime/Drama/Romance
Ano: 2018
Duração: 24min
Classificação: +16
Nota:
Sinopse: A guerra acabou, e Violet Evergarden precisa de um emprego. Com cicatrizes e insensível, ela aceita trabalhar como escritora de cartas para entender a si mesma e seu passado.
Baseada na light novel dividida em dois volumes de Kana Akatsuki, temos uma realidade alternativa no continente de Telesis, que foi dividido entre norte e sul. Acompanhamos uma jovem adolescente que, no passado, fora conhecida como "a arma". Violet cresceu no campo de batalha em meio aos soldados e foi usada como ferramenta de guerra no auxílio ao combate aos inimigos, e podia ser considerada uma das armas mais letais já vistas. Quatro anos depois, a guerra terminou, e a garota, que perdeu os braços numa terrível explosão, vai tentar recomeçar sua vida com as novas próteses que ganhou, trabalhando na empresa de serviço postal da cidade.



Porém, por ter crescido num ambiente hostil e sempre seguindo ordens de Gilbert, seu major, Violet não sabe identificar sentimentos, não demonstra emoções, e nem sequer possui expressões. Seu rosto é um misto de melancolia com seriedade, ela nunca aprendeu a sorrir e tudo que lhe é dito é entendido de forma literal ou abstrata. Mas o que Violet mais queria no mundo era entender a essência humana e o que são os sentimentos, e quando as últimas palavras ditas à ela pelo major foram "eu te amo", ela decide se tornar uma Autômata de Automemórias (ou Auto Memory Doll) para poder compreender o significado dessa frase tão intensa que ela não consegue esquecer.

As Autômatas captam os sentimentos mais profundos das pessoas e os transformam em palavras, assim, as cartas escritas podem transmitir esses sentimentos, independente da distância, e tocar os corações dos seus destinatários.



Sendo incapaz de decifrar um sentimento verdadeiro, e sem a menor sutileza para enxergar mensagens nas entrelinhas, Violet vai precisar de muito treino para aprender a se tornar uma Autômata de Automemórias, para, enfim, aprender sobre as pessoas e sobre si mesma.
Assim, sempre carregando um broche da cor dos olhos de seu major, ela vai contar com o ajuda de suas colegas de trabalho para ensiná-la muito do que ela precisa saber, e do apoio de Hodgins, o presidente da empresa postal onde trabalha e que costumava ser seu tenente coronel no exército, e agora cuida dela por ter feito uma promessa a Gilbert.



Com um visual de tirar o fôlego, mesmo que o cenário seja pós guerra, o anime não só retrata a jornada de uma Autômata ao atender os desejos de pessoas diferentes, com necessidades diferentes e com arcos próprios e cheios de profundidade, mas também mostra um vislumbre da sociedade se recuperando e, claro, o crescimento da protagonista em sua busca incessante por compreensão e num processo onde ela se torna mais humana, mesmo que, a princípio, ela tenha o comportamento e a frieza de um robô, de forma que seus braços mecânicos ainda reforçam esse conceito.



A ideia é que Violet coloque no papel os sentimentos das pessoas que não sabem escrever ou não sabem como se expressar, e ela, sendo tão insensível, mal compreende o que está fazendo. Sua frieza e falta de tato em alguns momentos chega a ser impressionante, e não no bom sentido. Quando alguém lhe cobra um sorriso, por exemplo, ela precisa puxar as próprias bochechas e age como se isso fosse muito natural, quando é meio assustador (mesmo que no contexto possa ser engraçado).

Mas a medida que a garota viaja, ela conhece lugares novos e aprimora sua habilidade quando conecta as pessoas através de suas cartas, e assim, gradualmente começa a entender como os sentimentos funcionam, assim como o que as pessoas são capazes de fazer quando estão tão felizes que mal conseguem se conter, ou tão arrasadas que nada parece ser capaz de tirá-la do fundo do poço, mas movidas pela necessidade de enviarem uma carta especial a alguém ainda mais especial.



Algumas cenas em meio aos episódios são bem pesadas, com violência, mortes horríveis e muito sangue, e mostram um pouco do passado da garota enquanto ela lutava na guerra, mas nada foi explicado sobre suas verdadeiras origens ou como ela se tornou um soldado com habilidades tão letais. O que é sempre frisado é sobre o paradeiro do major, que é dado como morto, mesmo que seu corpo não tenha sido encontrado em meio aos escombros, assim Violet não perde as esperanças de um dia poder encontrá-lo.



Sim, ela tinha míseros dez anos de idade quando era considerada uma ferramenta de guerra, e com isso há também a questão da culpa do major em usá-la dessa forma. No fundo ele acredita que ela tenha sentimentos, mas a situação, e ele próprio, se encarregou se reprimir qualquer emoção que ela poderia vir a ter. Não fica claro se o dito amor do major por Violet é algo fraternal ou não, mas um episódio em questão me deixou com o pé atrás quando um casamento entre uma menina de quatorze anos é arranjado com um jovem de vinte e quatro e Violet não vê mal nisso. Na época pode ter sido algo normal, mas, por mais"romântico" que tenha sido, não deixa de ser estranho e incômodo.



Embora os episódios sejam curtos e poucos, o enredo se desenvolve de uma forma bem lenta e se preocupa em focar em detalhes, como pés inquietos, mãos se apertando, objetos, cabelos ao vento e afins, e por mais bobo que pareça, são detalhes que, em conjunto com a linda trilha sonora, conseguem transpassar as emoções dos personagens, intensificando seus sentimentos de acordo com a situação em que se encontram. Só posso afirmar que a cada episódio, as histórias se tornam mais bonitas e emocionantes do que as outras.
"Palavras podem ter diferentes interpretações. O que a pessoa diz não é toda a verdade. É uma fraqueza humana. Elas testam as outras pessoas para confirmar a própria existência."
- Episódio 2
Não posso palpitar sobre o trabalho de dublagem da série, pois sempre assisto tudo que posso no idioma original (mesmo que a única coisa que eu entenda em japonês seja "arigatô"). Acho que a experiência se torna muito mais real e emocionante assim.



O final fica em aberto, clamando por uma segunda temporada urgentemente, mas termina com aquele gostinho agridoce, deixando qualquer um que tenha acompanhado super satisfeito com tamanha beleza. Enfim, Violet Evergarden emociona e consegue arrancar algumas lágrimas facilmente, até dos "robôs mais insensíveis", como Violet costumava ser. O anime mostra como alguém marcada pelos horrores da guerra pode, sim, ter bondade no coração e ajudar as pessoas que precisam, ter esperanças e, acima de tudo, ser capaz de sorrir e amar.

9 de abril de 2018

Wishlist #30 - Funkos de SpongeBob

Vocês estão prontas, crianças?
Estamos, capitão!
Eu não ouvi direito...
Estamos, capitão!
Ohhhhhhhh......
Vive num abacaxi e mora no mar?
Bob Esponja Calça Quadrada
Tem a cor amarela e espirra água?
Bob Esponja Calça Quadrada
Se nenhuma bobagem é o que você quer?
Bob Esponja Calça Quadrada
Diabruras à bordo e problemas com peixe?
Bob Esponja Calça Quadrada
Todos Juntos....
Bob Esponja Calça Quadrada
Bob Esponja Calça Quadrada
Bob Esponja Calça Quadrada
Bob Esponja Calça Quadrada!

Quem leu cantando levanta a mão! o/
Bob Esponja é um dos poucos desenhos que ainda passam na televisão e que adoro assistir, talvez por eu não achar que seja um desenho infantil, não sei... Só sei que racho de rir e sou muito fã.
É claro que a Funko já deu um jeito de lançar a versão dos personagens há um tempo atrás, mas como não foi nada recente, os abençoados já foram aposentados, se tornaram raridade e hoje custam os olhos da própria cara. Mais uma coleção onde cada funko pode chegar aos R$800,00, e mais uma coleção pra lista das impossíveis... #cry


4 de abril de 2018

Dear Heart, Eu Odeio Você! - J. Sterling

Título: Dear Heart, Eu Odeio Você!
Autora: J. Sterling
Editora: Faro Editorial
Gênero: Romance
Ano: 2017
Páginas: 288
Nota:
Sinopse: Jules era viciada em trabalho. Colocando sempre o amor em segundo plano, sua principal meta era construir uma carreira com sólida reputação. Cal Donovan era muito parecido. Ele havia traçado uma lista de objetivos para alcançar na vida, e nela só havia espaço para ascensão profissional. Mas um encontro ao acaso muda tudo. De repente, o amor não parece uma distração para atrapalhar seus planos. Como fazer um relacionamento dar certo quando a sua cara-metade mora a milhares de quilômetros de você? Como viver esse amor sem abandonar tudo o que construiu? Algumas vezes as nossas mentes elaboram planos, estabelecem metas, perseguem sonhos. E algumas vezes os nossos corações ignoram as nossas mentes e decidem apostar no amor.

Resenha: Jules mora na Califórnia e Cal em Boston. Eles são jovens, bem sucedidos em suas promissoras carreiras e workaholics assumidos. Nenhum dos dois estavam buscando por um relacionamento, até Jules, numa viagem à trabalho pra Boston, conhecer Cal por ironia do destino. O tempo que passam juntos é perfeito mas Jules acaba tendo que voltar pra casa, o que não impediu que eles continuassem mantendo contato através de mensagens, ligações e afins. Mas as coisas estavam bem demais pra ser verdade e quando algo inesperado acontece, a relação acaba sendo bastante abalada...

Particularmente não acredito muito nesse lance de relacionamento a distância, mas a forma como a autora trabalha esse tema é bastante crível, pois ela utiliza de uma escrita fluída, leve e com elementos relevantes e que colaboram muito para o desenvolvimento do romance entre personagens que possuem suas virtudes, mas também seus defeitos.

Jules é uma mulher focada e determinada naquilo que traçou para a própria vida, e, apesar de ter suas falhas, é humana e aprende com os erros, mas ao final ela acabou fugindo um pouco dessas definições e tendo atitudes bastante contraditórias e nada a ver. Talvez a mudança tenha se dado pelo fato de que, diante da mudança de rotina, do amor propriamente dito e de possíveis problemas, as pessoas mudam, tem um olhar novo pras coisas, ficam mais fragilizadas e até desestabilizadas.
Cal também é determinado e preocupado em ser bem sucedido naquilo que faz, e por mais que ele tenha tido uma atitude lamentável e ter me irritado bastante, é impossível não suspirar por esse homem e torcer pra tudo dar certo.
A autora cria uma dinâmica entre esse casal improvável que se dá a chance de experimentar o amor e descobrir um lado de si mesmos que, até então, era desconhecido, e isso foi bem bacana de se acompanhar, e mais ainda ver personagens que são humanos e muito reais, fazendo com que muitos possam se identificar com eles.

Os personagens secundários também são ótimos, bem construídos e sempre estão alí pra dar aquela força e aquele ombro amigo nas horas mais complicadas, principalmente por falarem o que seus amigos precisam ouvir, e não o que querem. Eles só não foram tão explorados quanto eu gostaria e a sensação que fica é aquele gostinho de querer saber só mais um pouquinho sobre esses dois. Não acharia nada ruim se a autora investisse num livro pra contar um pouquinho mais deles.

Pessoas com personalidades similares e com as mesmas metas de vida podem dar certo, sim, o que prova que nem sempre só os opostos se atraem...
Enfim, Dear Heart, Eu Odeio Você! é um romance que remete a atualidade e mostra que relacionamentos amorosos, mesmo que arranque suspiros, sempre tem suas complicações, principalmente quando são à distância e entre duas pessoas que, a princípio, colocam o trabalho em primeiro lugar em suas vidas. Mas, a medida que a leitura progride, vamos acompanhando a jornada do casal e aprendendo que é possível conciliar e equilibrar as coisas em meio aos objetivos e prioridades traçadas de uma forma incrível, desde que o sentimento seja verdadeiro e intenso o suficiente, e exista força de vontade pra fazer dar certo.

3 de abril de 2018

Mentiras Como o Amor - Louisa Reid

Título: Mentiras Como o Amor
Autora: Louisa Reid
Editora: Novo Conceito
Gênero: Drama/Romance/Jovem Adulto
Ano: 2017
Páginas: 474
Nota
Sinopse: Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e por sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. Juntos, eles estão em busca de dias melhores.
A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro. Então Audrey conhece Leo, mas ele torna a vida dela realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida. Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família, especialmente de seu irmão, ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja?

Resenha: A maior vontade de Audrey, uma jovem de dezesseis anos, é ser uma adolescente normal, mas, desde os treze, sofre de uma depressão horrível que, além de levá-la a se automutilar e ter pavor de contato social, faz com que ela dependa de remédios e visitas médicas constantemente. Este comportamento é tão grave que Audrey parece inclusive sofrer de esquizofrenia, principalmente quando alega que algo que ela chama de "A Coisa" é o que a machuca. Conviver com crises e ter a vida controlada pela mãe, Lorraine, o tempo todo levou a garota a viver reclusa, por isso, além de muito introvertida, a garota não tem amigos e sua vida social se resume a nada.
Mas, um terrível incêndio acabou destruindo a casa da família, e Audrey, prestes a se mudar para uma cidade rural na Inglaterra, vai precisar de força e de coragem para se adaptar a um lugar totalmente novo em busca de um recomeço, e ainda cuidar de Peter, seu irmãozinho de cinco anos de idade, já que sua mãe, sendo enfermeira, trabalha fora.
O que Audrey não esperava era conhecer Leo, um garoto que, após ter sofrido um colapso de tanto ser cobrado na escola, foi morar com sua tia, Sue, na propriedade vizinha, e até estuda no mesmo colégio que ela. E assim, o contato com o novo amigo vai render a Audrey novas experiências, e algumas bastante complicadas, afinal, ter alguém por perto é sua chance de escapar daquela vida confinada e cheia de responsabilidades a qual foi obrigada a assumir. E o conflito entre cuidar da família e correr atrás de uma vida que ela tanto sonhou será inevitável...

O livro é narrado de forma alternada por Audrey (em primeira pessoa) e Leo (em terceira), através de uma escrita fluída, envolvente e cheia de sentimentos. A autora soube explorar temas delicados com realidade e equilíbrio, mostrando a gravidade do bullying, a seriedade de se levar uma vida cheia de transtornos psicológicos, e as consequências da hipocrisia como forma de justificar os próprios erros.
Em suma, a trama gira em torno de um tipo de doença mental e suas camadas, trazendo informações relevantes de uma forma bastante inteligente e de fácil compreensão, e isso acaba transportando o leitor para um universo rico e cheio de aprendizado onde é possível inclusive se identificar com alguns personagens devido a construção crível e humana de cada um deles.

Audrey é aquele tipo de personagem que sente que só serve pra alguma coisa quando um saco de pancadas é necessário, do contrário, se sente inútil e invisível. Mas eis que surge Leo para mostrar que, por mais diferente que ela seja, Audrey é interessante à sua própria maneira, e que juntos eles podem vencer alguns obstáculos duros impostos pela vida. Eles não são perfeitos, mas o que vale é a tentativa de serem melhores pros outros e, acima de tudo, pra eles mesmos.
No caso de Audrey, a relação familiar é explorada de uma forma amarga e perturbadora, e está ligada diretamente aos problemas emocionais e psicológicos abordados na trama, principalmente no que diz respeito à sua mãe. É doloroso e revoltante acompanhar as revelações feitas aqui.
Já a relação de Leo com sua tia, mostra laços que são carregados de ternura e dedicação. Sue perdeu o marido, não teve filhos e criar o sobrinho ao mesmo tempo em que não se impõe como mãe, visto que o garoto ficou marcado por traumas devido a cobrança dos pais, é algo que ela faz com amor.
Assim, as relações familiares são construídas e trabalhadas de várias formas, e é esse tipo de coisa que molda a história e a torna tocante e verdadeira enquanto apresenta personagens marcantes e que nos surpreendem a cada gesto.

Enfim, Mentiras Como o Amor é um livro que, a medida que lemos, desperta sentimentos e esperanças para um final feliz. Não posso dizer que tudo são flores quando a própria história se encarrega de trazer à tona situações e momentos pesados que são responsáveis por causar danos irreparáveis a ponto de partir nossos corações, mas é impossível não terminar a leitura com aquele gostinho agridoce de que cada página valeu a pena.

2 de abril de 2018

Wishlist #29 - Funkos de Big Hero 6

Operação Big Hero foi um desses desenhos que eu não dava nada até parar pra assistir e ficar doida querendo um Baymax gordo e fofinho pra abraçar.
A história, que se passa em San Frantokyo (uma mistura de São Franscisco/EUA e Tóquio/Japão) e é co-protagonizada pelo garoto prodígio órfão que perde o irmão num acidente e se une aos seus amigos para combater um vilão misterioso, é super empolgante. A pegada de super herói da animação também não é por acaso, já que a Disney não só explorou uma das filiais da Marvel Comics, como também não perdeu a oportunidade de mostrar uma versão animada e 3D do próprio Stan Lee em suas memoráveis e infalíveis aparições a cada filme desse universo genial...
E claro, a Funko não deixou passar nada...
Os personagens ainda podem ser encontrados num preço acessível, mesmo que já estejam aposentados, com exceção do Baymax na versão sem armadura. Além de ser Super Sized, ele se tornou raridade e não custa nada barato conseguir um...

1 de abril de 2018

Resumo do Mês - Março


As coisas quase estão todas no lugar aqui na casa nova, e como não ando recebendo livros de parceria com a frequência de antes, acabei aproveitando pra colocar a leitura das pendências mais antigas em dia. É muito livro da Novo Conceito que deixei acumular e bateu até uma vergonha. #ShameOnMe
Então, mesmo que eu tenha uma montanha de livros que eu queira ler muito, achei mais do que justo dar prioridade pra esses, e vou conciliando a medida que os livros que vou solicitando com as outras editoras forem chegando. E seja o que Deus quiser.

♥ Resenhas
- A Casa do Lago - Kate Morton
- Os Caçadores de Lendas - Shane Hegarty
- Branco Como a Neve - Salla Simukka
- Mais do Que Isso - Patrick Ness
- Atrás do Espelho - A.G. Howard
Qualquer Outro Lugar - A.G. Howard
- Sussurros do País das Maravilhas - A.G. Howard

♥ Wishlist
- Funkos de Zootopia
- Funkos de South Park
- Funkos de Moana
- Funkos de Beauty and the Beast

♥ Caixa de Correio de Março (biutifa dimais)