Caixa de Correio #91 - Setembro

30 de setembro de 2019

Esse mês comecei a receber os popineos que ando comprando desde setembro do ano passado que deixava acumulados no galpão nos EUA, o que uso como redirecionador. Quase deixei o prazo limite de armazenagem estourar e, pra não pagar uma multa terrível ou ter meus queridos pops leiloados, comecei a pedir os envios aos poucos pra não ser taxada num valor que eu não daria conta de pagar se mandasse tudo de uma vez. Capaz que até março ou abril eu já tenha pedido tudo o que está lá, se eu não ficar muito ferrada de grana, claro. Devo ter uns 40 pops na suite, e estou pedindo de 6 em 6. Acho que se eu pedir uma ou duas caixas por mês não vai demorar muito pra acabar, mesmo que eu tenha que renovar de 2 em 2 meses mandando alguma coisa pra lá. No final vai dar tudo certo.
Também recebi uns livritchos muito bons que eu e Marina já queríamos desde o lançamento, e já estou doida pra passar a mão no Nocturna dela. Nesse fim de mês resolvi ler um livro que tenho na estante faz muitos anos e espero me surpreender, já que gosto muito do autor, o "Por Isso a Gente Acabou".

No mais, essa caixinha tá linda demais, e talvez eu possa me arriscar a dizer que uma das pouquíssimas coisas que andam me deixando feliz ultimamente, depois de passar por tantos perrengues, estresse, desgostos e decepções, é ver minha coleção de pops crescendo e minha wishlist diminuindo (nem sempre em equilíbrio, mas paciência).

Depois de ficar quase 1 longo mês sem computador, usando o notebook caquento do meu marido como quebra galho, enfim, meu monitor novo chegou. Comprei achando que seria do mesmo tamanho do outro, mas o bicho é ainda maior. Daqui a pouquinho acostumo mas já adianto já tô doida pra testar alguns jogos aqui (só preciso de tempo pra isso já que o Ian não me deixa ter nenhum). Don't Starve que me aguarde.

No mais, ta aí o que chegou nesse mês que demorou 5 minutos pra passar! Espiem:

Wishlist #76 - Funkos de Up - Altas Aventuras

29 de setembro de 2019

Como fã de carteirinha das animações da Disney, essa wishlist jamais poderia faltar. Os pops de Up já estão na minha coleção faz um bom tempo, eu é que esqueci de fazer post, mesmo que ainda não tenha o Dug com o cone na cabeça (que hoje custa os olhos da cara), e agora que a Funko resolveu lançar e anunciar mais alguns pops exclusivos da franquia, eis que já quero. Com esses novos modelos "town", que são os pops acompanhados de uma casinha que faz parte da animação/filme, quase morri quando vi que estão lançando a Kevin com a casinha colorida e cheia de balões do Carl e da Ellie. Já vi que vai custar um rim, mas vou ser obrigada a fazer um esforço pra ter essa belezura na minha coleção. Espiem os fofilfos:


Na Telinha - (Des)encanto (2ª temporada)

27 de setembro de 2019

Título: (Des)encanto (Disenchantment)
Temporada: 2 | Episódios: 10
Elenco: Abbi Jacobson, Nat Faxon, Eric André, John DiMaggio
Gênero: Animação/Comédia/Fantasia
Ano: 2019
Duração: 24min
Classificação: +16
Nota:
Sinopse: Toda princesa tem seus deveres, mas ela quer mesmo é encher a cara. E com um elfo e um demônio como parceiros, levar o rei à loucura será uma tarefa fácil.

A Princesa Tiabeanie está de volta na segunda parte dessa série que, embora não tenha superado minhas expectativas inicialmente, acabou ganhando um rumo mais interessante, um pouco menos cansativo, e até mais divertido de se acompanhar.


Depois de ter ficado entre reviver sua mãe, a rainha Dagmar, e seu amigo Elfo, Bean acaba priorizando a família e deixando o amigo à míngua, mas o que ela não esperava era ser levada para um navio rumo a terras desconhecidas na companhia da mãe. Oona, a atual rainha, até tenta alertar Bean indo atrás dela, mas em vão... O reino de Terra dos Sonhos está em ruínas, todos viraram pedra, e o Rei Zog, que não foi atingido, anda desorientado por causa dos efeitos que a solidão vem causando nele, reinando sobre nada e ninguém, e se sentindo traído pelas mulheres de sua vida terem partido. Mas Bean não sabia muito bem onde estava se metendo ao reviver a mãe... Dagmar tem um propósito sombrio e podia ser qualquer coisa, menos a mãe bondosa e doce que a filha imaginava... Assim, depois de descobrir suas intenções malignas, Bean, arrependida pela escolha que fez, parte numa jornada em companhia de Luci para tentar trazer Elfo, que jaz numa praia, de volta a vida, e tentar impedir as atrocidades de sua mãe e seus tios esquisitos. Mas durante essa jornada ela iria passar por muitos perrengues, incluindo uma visita ao inferno, uma aliança com os elfos numa tentativa de salvar a Terra dos Sonhos, uma viagem ao futuro, e outras furadas mais.


Não nego que, mesmo curtinha, demorei a assistir essa segunda parte por ter dado umas cochiladas, exatamente como fiz na primeira temporada, porém, por mais que alguns episódios tenham sido meio aleatórios, o que tornou a história bastante dispersa, deixado o grande mistério envolvendo as intenções de Dagmar de lado, e indo por um caminho que parecia não ter ligação com nada a ponto de poderem ser assistidos de forma isolada sem que a compreensão seja afetada, alguns levantam umas questões sociais até interessantes envolvendo o relacionamento familiar, o papel da mulher que está a frente do seu tempo e o quanto ela é subjugada numa sociedade arcaica, e tudo mais, e através de Bean isso fica bastante claro, já que ela é uma princesa que gosta de sua liberdade, quer ter voz no meio dos marmanjos, quer encher a cara de cerveja, ficar chapada, e fazer coisas que as mulheres não deveriam fazer só porque são mulheres.


Meu personagem preferido é Luci, mesmo que algumas de suas atitudes sejam previsíveis. Esse pequeno demônio é terrível, sarcástico, oportunista e outros adjetivos de baixo nível, mas não nego que ele coloca a amizade que tem com Bean acima de seus valores e é super leal a ela. Elfo demora um pouco a perder o ressentimento de Bean por causa de sua morte, mas, embora seja muito ingênuo, ele também rende algumas cenas legais.


A série, por abranger situações que vão além da trama principal, acaba possibilitando o aprofundamento entre os relacionamentos entre Bean, Zog, e Derek, seu meio-irmão que, por ser homem, é o herdeiro do trono, mesmo que ele seja totalmente incapaz. Há várias brechas para outros universos e novos personagens serem explorados, como é o caso de um episódio em particular onde Bean viaja para um futuro distante onde a sociedade está mais evoluída, usufruindo das tecnologias e modernidades proporcionadas pelas mais diversas máquinas movidas a vapor.



Esse toque de steampunk em meio a um cenário medieval abre novos horizontes e novas possibilidades de se explorar a série, permitindo com que a trama não se concentre somente na era medieval. Não sei se isso chega a ser um ponto totalmente positivo, pois se a ideia era uma animação que se passasse nessa época, não entendi muito bem o motivo da mudança de cenário que não passou de um episódio. Obviamente existe um elemento que acaba sendo uma peça chave para um acontecimento posterior envolvendo o rei Zog e uma traição inesperada, mas penso que ele poderia ter sido substituído por qualquer outra coisa que o rumo não seria alterado.


O relacionamento entre Bean e Derek ganha uma certa importância nessa fase, pois o futuro da princesa acaba ficando nas mãos do moleque, e como eles nunca se deram muito bem, as coisas podem ficar mais complicadas do que deveriam... Há um episódio em particular que Zog conhece uma mulher com quem ele tem um breve relacionamento, e talvez esse tenha sido o que achei mais interessante pelo fato de abordar a ideia de que as mulheres podem, sim, preferir a liberdade do que riqueza e status ao lado de um homem...


No mais, a série tem várias referências à outras séries famosas, é cheia de piadinhas envolvendo religião, sexualidade e poder, mas ainda não foi o bastante pra me fazer considerar algo essencial pra se assistir. Vale pelo divertimento? Vale. Pretendo acompanhar as próximas temporadas? Sim. Mas já adianto que não é nada empolgante o bastante pra sair por aí indicando pra todo mundo.

Wishlist #75 - Funkos de Pretty Woman

25 de setembro de 2019

Quem não chorou horrores com a história clássica de Uma Linda Mulher não tem coração. O filme marcou minha adolescência, me fez colocar Julia Roberts na minha lista de atrizes favoritas da vida (talvez atrás só da diva Maryl Streep) e é um dos meus filmes prediletos dessa vida, desses que posso assistir mil vezes sem cansar e sempre suspirar com o final feliz. Nem preciso dizer que quero os popineos, né?


A Traidora do Trono - Alwyn Hamilton

24 de setembro de 2019

Título: A Traidora do Trono - A Rebelde do Deserto #2
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Gênero: YA/Aventura/Romance
Ano: 2017
Páginas: 440
Nota:★★★★★
Sinopse: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade- a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam. 

Resenha: Dando continuidade à saga eletrizante que se iniciou no volume anterior, vamos acompanhar Amani, a jovem da Vila da Poeira que agora, além de descobrir ser dotada de alguns poderes, está bem longe de casa e, graças a Jin, faz parte da rebelião de seu irmão, o rebelde príncipe Ahmed, contra o cruel sultão, seu pai. Mas, após uma traição, Amani é capturada e enviada para o palácio como prisioneira, onde passa a ser obrigada a se submeter às ordens do sultão, que inclusive encontra uma maneira de controlar seus poderes. Cercada de mulheres que o obedecem, ela não pode confiar em ninguém, mas acaba tendo algumas surpresas, principalmente quando descobre mais sobre as intenções desse governante e, em meio à tramas políticas intrigantes, vários questionamentos vêm à tona.

Narrado em primeira pessoa, a escrita da autora continua bastante leve, envolvente e dinâmica, com personagens fortes, bem construídos, cativantes e com um desenvolvimento cada vez melhor. Mesmo que a história esteja ligada a uma grande trama política envolvendo opressão por parte do sultão e rebelião do povo, nada chega a ser complexo, e tudo fica muito bem colocado dentro do contexto sem que haja confusões.
Amani, por tudo o que passou, se mostra mais madura neste volume se comparada ao que ela era no livro anterior, principalmente pela situação em que ela se encontra, como escrava, mas não posso dizer outra coisa dela a não ser que ela com certeza é uma garota super badass digna de admiração. Em vários momentos ela corre risco por causa de sua imprudência, mas ela também tem muitas qualidades que só me fizeram considerá-la uma das melhores personagens da vida.

Diferente do primeiro livro, este tem um pouco menos de cenas de ação, onde os personagens saem em fuga levantando poeira por onde passam. Como Amani está presa e começa a tentar coletar informações para dar aos rebeldes usarem contra o sultão, ela fica em constante perigo, correndo risco de ser descoberta e sempre precisa ter cautela, coisa que nem sempre ela tem.

Sei que a presença de Jin não é muito constante devido a situação, mas não tem como negar que esses dois nasceram um para o outro. Obviamente, o romance não é o foco principal, a rebelião pra destronar o tirano é muito mais importante, e eles sabem disso, sabem se colocar nos devidos lugares, sabem que o momento para se renderem a uma linda história de amor ainda não chegou pois há coisas que vão muito além a serem resolvidas para um bem maior.

Um ponto que achei bem interessante é o fato de Amani começar a questionar as atitudes do sultão a medida que se aproxima dele mais. Suas motivações, por mais terríveis que sejam, parecem ter algum sentido, e a protagonista começa a ter algumas dificuldades para diferenciar o papel nele nesse governo. Será que ele é mesmo um vilão? O que importa é que escolhas devem ser tomadas antes que algo de pior aconteça...

Esse livro superou minhas expectativas, e conseguiu ser ainda melhor do que o primeiro. A Traidora do Trono traz uma história envolvendo perdas, traições, segredos e muitas descobertas sobre as origens dessa "Bandida de Olhos Azuis" que irão causar reviravoltas e só fazer com que a vontade pelo próximo livro aumente.

A Rebelde do Deserto - Alwyn Hamilton

22 de setembro de 2019

Título: A Rebelde do Deserto - A Rebelde do Deserto #1
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Gênero: YA/Aventura/Romance
Ano: 2016
Páginas: 288
Nota: ★★★★★
Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo - é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir. 

Resenha: Amani Al'Hiza é uma jovem que vive na Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada e esquecida pelos deuses que fica no impiedoso Deserto de Miraji. Desde criança, Amani presenciava a mãe sendo agredida pelo pai, que vivia alcoolizado, e seu sonho era sair daquele lugar e ir embora pra capital, a cidade de Izman. Com a morte dos pais, ela passou a viver com seus odiosos tios, que não hesitaram em lhe arranjar um casamento forçado para que vivesse submissa a um marido que ela jamais deveria suportar. Mas, aproveitando de suas habilidades como atiradora e sua excelente pontaria, Amani decide participar de um campeonato de tiro disfarçada de homem numa cidade vizinha, assim poderia juntar dinheiro para fugir. Porém, nada sai como planejado. Quando ela conhece Jin, um forasteiro procurado pelo exército do sultão, ela acaba tendo a oportunidade de escapar, e assim, foge com ele galopando num cavalo mágico enquanto são perseguidos pelo exército. E isso iria mudar a vida dela para sempre...

O livro é narrado em primeira pessoa e traz o deserto como pano de fundo, onde a pobreza é extrema, a água é um bem precioso e a guerra por poder parece não ter fim. Amani embarca numa aventura envolvendo magia, sultões, guerras, cultura do oriente e crenças. A leitura é fluída, rápida, fácil e muito direta, e isso ajuda bastante a aproveitar o tempo para que a trama sempre esteja movimentada.

A autora toca num tema bastante delicado envolvendo as mulheres e a forma como são tratadas como objetos, enquanto os homens são os soberanos que tudo podem. Em meio a esse cenário, Amani demonstra ser forte, inteligente, e disposta e não se submeter aos caprichos de ninguém. Assim ela já cativa o leitor desde o início, e é impossível não torcer pelo sucesso dela durante o desenrolar da trama.

Jin, o parceiro de Amani em sua jornada pelo deserto, acaba sendo um companheiro muito leal, e a cumplicidade que surge desse relacionamento é muito legal de se acompanhar, principalmente pela pitada de romance. As questões envolvendo o relacionamento amoroso da dupla têm seu espaço, sim, mas sem tomar todo o livro, deixando espaço para momentos de tensão, pequenas batalhas e muita aventura. Tudo flui de uma maneira gostosa de se acompanhar e é impossível não ficar curioso pelo que vem a seguir.

A capa é muito linda com os detalhes em dourado e combina perfeitamente bem com a essência da história de Amani. Cada início de capítulo também tem um detalhe na lateral superior, enriquecendo ainda mais o projeto gráfico da obra.

Pra quem procura por um livro leve que nos permite viajar para um universo novo, com tramas políticas intrigantes e muita fantasia, é leitura muito indicada!

O Iluminado - Stephen King

19 de setembro de 2019

Título: O Iluminado
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Suspense/Sobrenatural
Ano: 2017
Páginas: 520
Nota: ★★★★★
Sinopse: O lugar perfeito para recomeçar, é o que pensa Jack Torrance ao ser contratado como zelador para o inverno. Hora de deixar para trás o alcoolismo, os acessos de fúria e os repetidos fracassos. Isolado pela neve com a esposa e o filho, tudo o que Jack deseja é um pouco de paz para se dedicar à escrita.
Mas, conforme o inverno se aprofunda, o local paradisíaco começa a parecer cada vez mais remoto... e sinistro. Forças malignas habitam o Overlook, e tentam se apoderar de Danny Torrance, um garotinho com grandes poderes sobrenaturais.
Possuir o menino, no entanto, se mostra mais difícil do que esperado. Então os espíritos resolvem se aproveitar das fraquezas do pai...
Um dos livros mais assustadores de todos os tempos, O iluminado é uma das obras mais consagradas do terror.

Resenha: O Hotel Overlook é um lugar paradisíaco que atrai muitos hóspedes e turistas por suas peculiaridades, mas que só fica aberto ao público durante a metade do ano. Durante o inverno ele fica fechado, pois o alto volume de neve impossibilita as visitas. Mas mesmo que não haja hóspedes, o Hotel requer um profissional faça a devida manutenção para que as coisas são se deteriorem enquanto permanece fechado. Assim, numa tentativa de recomeçar, deixar os problemas pra trás e se tornar um homem melhor, Jack Torrance acaba aceitando o emprego de zelador de inverno, assim ele poderia aproveitar o isolamento para se aproximar e melhorar o relacionamento, um tanto abalado, com sua esposa, Wendy, e o filho de cinco anos, Danny, e ter o merecido sossego para se concentrar e se dedicar à escrita. A família Torrance logo se muda para o Hotel, e a medida que o inverno se torna cada vez mais intenso e rigoroso, coisas estranhas começam a acontecer naquele local remoto e sinistro... O Overlook está tomado por forças malignas que mexem com seus novos moradores, criando visões e os perturbando de forma que eles não conseguem distinguir o que é real ou ilusão. Danny, o único filho de Jack, ainda não sabe, mas ele é dotado de poderes sobrenaturais e é, como dizem, um Iluminado. Os espíritos que habitam o Hotel fazem diversas investidas a fim de possuir o menino, mas isso acaba sendo uma tarefa mais difícil do que parece, pois mesmo sendo uma criança, Danny é muito poderoso... Assim, eles resolvem se aproveitar das fraquezas de Jack, que embora esteja tentando, não consegue se livrar dos fantasmas de seu passado e acaba ficando suscetível às investidas obscuras desses seres do mal.

O Iluminado é um clássico da literatura, e não poderia ser muito diferente visto que foi escrito pelo mestre Stephen King. O homem realmente faz jus ao seu nome. Embora o início seja um tanto monótono, com tantas descrições minuciosas a fim de apresentar personagens e o funcionamento do Overlook e seus detalhes, é inegável que o terror psicológico presente na narrativa prende o leitor do começo ao fim. A leitura em si flui bem, mas não é um livro rápido de ser lido. Eu demorei pra digerir os acontecimentos pois há uma carga dramática bastante pesada sobre os personagens, e o terror em volta deles deixa tudo ainda mais denso, usando do sobrenatural para evidenciar um lado sombrio e doentio do ser humano.

A história traz poucos personagens, e isso acaba dando mais espaço para que eles possam ser desenvolvidos, mostrando gradualmente suas evoluções a medida que a influência do Overlook, que também é um personagem, os afeta. Logo, a construção de personagens é um show a parte, e o misto de sensações que sentimos durante a leitura chega a ser inexplicável. Danny é um doce de garoto e é ele quem divide o protagonismo da trama com o Hotel. Mesmo que seja ingênuo e inocente como qualquer criança dessa idade, ele tem personalidade forte e uma inteligência fora do comum, fazendo com que ele praticamente bata de frente com qualquer adulto, gerando os melhores diálogos do livro.
Wendy é uma mãe dedicada cujo filho é seu bem mais precioso, e desde o início é possível perceber que, embora ela pareça submissa e esteja presa num fucking relacionamento abusivo, ela tem seus motivos plausíveis para não jogar tudo pro alto e ir embora. Na verdade ela é uma mulher que tira forças do além pra suportar o marido e manter ela e o filho seguros, e talvez o inferno que ela tenha passado foi justamente o que lhe deu a força necessária para que ela tenha conseguido fazer o que fez no final das contas.

Ver como eles lidam com Jack, que enlouquece cada vez mais, é impressionante. O homem está sob uma influência incontrolável que o torna cada vez pior, então tudo o que "aparentemente" ele fez "sem querer", acaba se intensificando ainda mais, e o que ele causa no leitor é um misto de pena com raiva. O pavor que o Hotel causa também não é algo a ser ignorado. Cheguei a arrepiar várias vezes em algumas cenas totalmente macabras. O melhor de tudo é que as cenas são descritas com uma sutileza ímpar, não há exposições baratas e horror gratuito, e o que mexe com nosso psicológico é a ideia de presenças malignas influenciando pessoas, trazendo o que há de pior nelas à tona. Angústia, desespero, medo e tensão são sensações inevitáveis durante essa leitura, e já fazia muito tempo que um livro não mexia comigo dessa forma. De causar aquela ressaca literária.

Quem viu o filme dirigido por Stanley Kubrick sabe que foi uma excelente adaptação (embora o final seja diferente), mas o livro... O livro, meus amigos, tem todo um estilo único que consegue ser infinitamente melhor.

Na Telinha - Inacreditável

16 de setembro de 2019

Título: Inacreditável (Unbelievable)
Temporada: 1 | Episódios: 8
Distribuidora: Netflix
Elenco: Kaitlyn Dever, Merritt Wever, Toni Collette, Danielle Macdonald
Gênero: Drama/Policial
Ano: 2019
Duração: 45min
Classificação: +16
Nota: ★★★★★
Sinopse: Uma jovem é acusada de falsa denúncia de estupro. Anos depois, duas investigadoras encaram casos assustadoramente parecidos.

Inacreditável é uma minissérie cujo roteiro foi uma adaptação bem fiel do livro Falsa acusação: Uma história verdadeira (publicado pela Editora Leya), baseado numa história real. Ela conta os detalhes da injustiça sofrida em 2008 por Marie Adler, uma jovem de dezoito anos que decide denunciar ter sido vítima de um estupro, mas além de ter sido desacreditada pela policia e por pessoas próximas, ainda foi levada a mudar seu depoimento inicial como se ela estivesse mentindo, e depois foi processada por falta acusação. Três anos depois, outro caso de estupro bem semelhante ao de Marie foi denunciado por outra jovem, mas agora, com Karen Duvall - uma mulher - a frente do caso, tudo é tratado de forma bem diferente. Durante as investigações, Karen encontra um padrão e acaba sendo levada a outros casos parecidos que ocorreram em outros distritos, e assim ela une forças com a investigadora Grace Rasmussen numa tentativa de não só descobrirem quem é o maníaco a solta que anda atacando mulheres, como também dar apoio às vítimas que carregariam as sequelas desses ataques para o resto de suas vidas.


Com um tema tão delicado sendo abordado, é impossível assistir à minissérie sem sofrer junto com as personagens, seja pela forma como elas lidam com essa tragédia, ou como as pessoas reagem a isso.
Marie Adler, que sempre viveu em lares adotivos, já não tinha uma vida muito fácil. Ela sempre foi uma garota introspectiva, sem muitos amigos e sem ter com quem contar. Com a agressão que sofreu, ela fica totalmente abalada, mas em vez de receber apoio, só recebe críticas, julgamentos e questionamentos acerca de seu depoimento que, pra polícia, "não faz sentido". Os investigadores não tem pistas do agressor, não há testemunhas, eles ficam insistindo a todo momento para que ela repita o mesmo relato por incontáveis vezes em busca de inconsistências - mas fazendo com que ela reviva aqueles momentos pavorosos em sua cabeça -,sua mãe adotiva a condena por ter um comportamento inadequado fazendo comentários desnecessários e levantando dúvidas diante dos investigadores sobre que tipo de garota ela é, ela passa por diversos procedimentos e exames médicos incômodos e invasivos em busca de provas, mas a única coisa que ela queria era que tudo aquilo acabasse. Mas, por sua reação ter sido considerada "inadequada", os policiais, totalmente incompetentes e sem terem a menor ideia do que fazer para pegar o criminoso por não haver pistas, começam a pressioná-la para que ela confesse que tudo não passou de invenção, que ela só fez aquilo para chamar atenção, e assim eles pudessem encerrar o caso. E Marie, acaba cedendo à pressão. Com isso ela passa a ser evitada por amigos por causa de sua "mentira", começa a ter problemas no trabalho, pensa em suicídio, suas feições mudam e a dor, a impotência e a apatia ficam estampadas em seu rosto, ela precisa se mudar de casa pra tentar se afastar dos julgamentos alheios, se sente perseguida e insegura a todo momento, sofre com as notícias sobre sua falsa acusação na mídia, e sua vida, além de ter ficado marcada pra sempre devido a agressão, ainda vira um verdadeiro inferno.


Em contrapartida, o tom dos episódios é bastante diferente quando são as mulheres que estão liderando as investigações dos demais casos de estupro. A sensibilidade em conversar com as vítimas, lhes dando tempo e compreendendo que cada uma reage de uma forma, e sem duvidar da palavra delas em momento algum, independente de quem sejam, mostra que só as mulheres realmente entendem o que é passar por algo do tipo. O empenho delas durante as investigações é incrível, e por mais que seja um trabalho muito exaustivo e que faz com que elas abram mão de boa parte de suas vidas sociais, mostra que a ideia é ajudar as mulheres a se sentirem mais seguras ao tirar esse maníaco de cena para que ele não faça mais vítimas. E, nesse caso, as vítimas não seguiam um padrão. Foram mulheres mais novas ou mais velhas; negras, ou brancas; gordas ou magras... não importava quem fosse, desde que ele pudesse estar no controle as tratando como presas, e cada uma lidou de forma diferente com o ocorrido. É impossível não ficar agoniada torcendo para que o canalha seja encontrado logo e apodreça atrás das grades para pagar por tudo o que fez a elas.


No desenrolar na série, mesmo que não seja o foco, há várias cenas e diálogos que levantam reflexões, apontando casos como exemplo em que há mulheres que só querem prejudicar o homem com quem se envolveram e o acusam falsamente, enfraquecendo o movimento ou fazendo com que a polícia perca tempo com mentiras, enquanto casos de verdade são desacreditados ou não tratados por causa desses outros. Porém, dentro do contexto da série, são informações dadas por homens, esses machistas idiotas e depravados que acham que se a mulher é estuprada foi porque ela "mereceu", porque se comportou de forma "imprópria", porque bebeu demais, porque se vestiu de forma "inadequada", e coisas do tipo. E é triste saber que também há mulheres que tem o mesmo pensamento, e a mãe adotiva de Marie é exemplo disso. Logo, fica claro que quando são homens que estão a frente do caso, o crime não é tratado da forma que deveria ser e muitas vezes em vez de ajudar, só piora tudo.


O único ponto que eu cheguei a considerar negativo na minissérie, foi alguns diálogos com exposições baratas contendo explicações para alguns procedimentos investigativos. Não sou nenhuma crítica de cinema profissional, mas eu reparo em várias coisas que podem ser consideradas "técnicas" e que acabam interferindo na minha experiência. O que quero dizer com isso é que alguns diálogos servem para que as personagens expliquem, por exemplo, o que é ou como funciona algum tipo de teste, exame, ou o que quer que seja que a policia faça na tentativa de identificar um suspeito, porém, essas explicações são dadas dentro de um contexto onde as personagens, que já são profissionais, não precisariam de explicações pois já sabem como funciona. Quem precisa de explicações é o público, logo essas informações poderiam ser dadas de forma diferente, para um personagem que não tivesse ligação com o trabalho da polícia ou que não tenha conhecimento sobre aquilo para que essas informações tenham uma verdadeira utilidade e a cena pareça mais crível.


No mais, a minissérie é excelente e muito realista, daquelas que mexem com nosso psicológico por dias a fio. A forma como as investigações são conduzidas até conseguirem chegar ao criminoso (com muita dificuldade por sinal) é genial, e a ligação que Marie tem com as investigadoras ao final é emocionante e recompensadora. Tudo mostra que quando são mulheres fazendo um trabalho para mulheres, as coisas mudam de figura e funcionam como deveria, pois só uma mulher consegue se colocar no lugar de outra e imaginar o que esse tipo de trauma pode causar. Pode ser um pouco difícil, doloroso e revoltante acompanhar os episódios, vendo as injustiças sofridas por Marie e como as vítimas tiveram suas vidas marcadas por essa tragédia, mas talvez seja necessário pra que muitas pessoas, inclusive homens, consigam enxergar o quanto esse trauma é devastador na vida da vítima.

Glória e Ruína - Tracy Banghart

11 de setembro de 2019

Título: Glória e Ruína - Graça e Fúria #2
Autora: Tracy Banghart
Editora: Seguinte
Gênero: Jovem Adulto/Fantasia/Distopia
Ano: 2019
Páginas: 312
Nota:★★★★★
Sinopse: Na continuação de Graça e Fúria, Serina e Nomi Tessaro vão dar início a uma revolução que vai mudar a vida de todas as mulheres de seu país. As irmãs Serina e Nomi Tessaro nunca imaginaram que acabariam em lugares tão distintos: Serina em uma ilha-prisão, Monte Ruína; Nomi no palácio de Bellaqua, como uma graça, à disposição do príncipe herdeiro do reino. Depois de sofrer uma grande traição, Nomi também é mandada para a ilha e, ao chegar lá, para sua surpresa, encontra Serina à frente de uma rebelião das prisioneiras contra os guardas.
Agora as irmãs têm um objetivo em comum: mudar o funcionamento de toda a sociedade. Além disso, elas sabem que Renzo, gêmeo de Nomi, está em perigo. Relutantes, elas se separam mais uma vez, e Nomi retorna à capital, enquanto Serina permanece em Monte Ruína para garantir que todas as mulheres encontrem um lugar seguro para viver. Só que nada sai como o planejado ― e as duas vão ter de enfrentar os seus maiores medos para mudar o país de uma vez por todas.

Resenha: Fechando a duologia Graça e Fúria, a jornada cheia de altos e baixos das irmãs Tessaro chega ao fim. Por ser uma continuação, a resenha pode ter spoilers do volume anterior!

Serina havia sido enviada para a prisão de Monte-Ruína, enquanto Nomi servia como Graça do príncipe herdeiro no palácio de Bellaqua. Mas, depois de presenciar um assassinato e descobrir que havia sido traída por Asa, Nomi, junto com o príncipe Malachi, é enviada para a mesma prisão onde sua irmã se encontrava. Porém, ao chegar lá, Nomi percebeu Serina já não era mais a mesma. Além de diferente, ela também estava a frente de uma grande rebelião contra os guardas. Juntas, Serina e Nomi passaram a ter um novo objetivo: mudar a sociedade e fazer do país um lugar seguro e digno para as mulheres.

Narrado em terceira pessoa com capítulos alternados entre Serina e Nomi, a história vai se desenrolando num ritmo lento mas muito gostoso de se acompanhar. Mas mesmo que o final tenha sido previsível, eu ainda me emocionei bastante com os acontecimentos e a evolução dessas irmãs. Eu só não posso dizer que a luta das duas teve equilíbrio, porque senão eu seria injusta.

Serina cresceu ainda mais depois de tudo o que passou, e após adquirir mais experiência, acabou se tornando uma guerreira, líder de uma grande revolução, super badass. E seu comportamento teve um contraste muito grande se comparado a Nomi, pois por mais que ela tenha tido um papel importante no final das contas, durante a história ela viajou com Malachi pra chegar de um ponto a outro enquanto o trabalho duro já estava sendo feito por Serina.

Ainda assim eu gostei muito da essência da história em si, da temática envolvendo o feminismo, o poder feminino em geral, e a lutra contra a opressão que as mulheres sofrem nas mãos de homens e do tirano maligno que governa tudo. Assim, a ideia de mudar a sociedade acabou deixando as coisas muito unilaterais, dividindo a sociedade de Viridia entre homens maus, e mulheres que não querem mais abaixar a cabeça para eles. Então por mais que as personagens sejam todas fodonas, prontas para derrubar o machismo, o patriarcado e a opressão, ainda fiquei com a sensação de que faltava mais camadas, mais informações sobre a história do reino e sobre as rainhas destemidas do passado, e também a reação das outras nações diante do problema em Viridia, Muito da história, por mais que eu tenha me empolgado devido ao tema, me pareceu meio superficial, principalmente alguns relacionamentos amorosos. Havia um respeito incrível entre os personagens e aquela ideia da mocinha que fica a espera de um herói para salva-la não existe. As mulheres realmente lutam e não esperam por homem nenhum. O trabalho é feito em conjunto e isso é admirável, mas ainda senti que falou mais aprofundamento no arco de Nomi e Malachi. Já Serina e as prisioneiras foram um enorme exemplo de sobrevivência e superação. Elas lutam com garra, se importam e se preocupam umas com as outras, e isso faz com que qualquer personagem tenha sua devida importância a ponto de nos importarmos com elas, e se algo de ruim acontece, mesmo que seja alguém com um papel menor, é possível lamentar por ela.

Eu gostei muito da ideia das mulheres, finalmente, estarem no comando de alguma coisa num país onde elas não tinham direitos e só obrigações de servir os homens, e por mais que o enredo que envolve esse universo gire em torno de um patriarcado opressor, ainda existem alguns poucos homens que não se corromperam com isso, logo eles tem papeis importantes nessa jornada em busca da liberdade e da igualdade que as mulheres tanto querem - e precisam.

Posso dizer que o livro encerra o ciclo de forma bem satisfatória, embora tenha sido muito corrido da metade até o desfecho, com algumas conveniências e tudo mais. Mas no mais, gostei da forma como o empoderamento feminino foi abordado e trabalhado, gostei da ideia de que não se pode generalizar quando o assunto é machismo, pois a realidade é que nem todos os homens são completos pedaços de lixo, e fiquei admirada pelo relacionamento entre as irmãs, que se preocupam em se proteger de forma recíproca sem que uma pareça tão mais frágil que outra. Elas só lutam de formas diferentes.

Anota Aí #7 - Cupons de Desconto em Compras Online

9 de setembro de 2019


Como vocês já sabem (vide as caixinhas de correio mensais), minha rotina é super corrida e mal tenho tempo de sair de casa pra fazer seja lá o que for, e por ser uma compradora assídua de perequetês e beregodegos, a maioria de tudo o que compro vem sempre das grandes lojas online.

Os preços de e-commerce costumam ser mais atrativos dos que os de lojas físicas, e a comodidade de receber nossos produtinhos no conforto do nosso lar, sem se preocupar com trânsito e muvuca humana, não tem preço, mas ainda dá pra melhorar esse negócio!

O Cupom Válido é um site de fácil navegação e super intuitivo que reúne promoções e cupons de desconto com o objetivo das pessoas economizarem em suas compras online. O site é totalmente seguro pois ele apenas divulga as promoções e cupons que podem ser usados, e a compra em si é sempre feita diretamente nos sites das maiores lojas de e-commerce que já conhecemos, como por exemplo, Amazon, Americanas, Submarino, Casas Bahia, Saraiva e etc... E pra facilitar ainda mais, além de todos os cupons serem gratuitos sem que haja necessidade de cadastro para utilizar, o site ainda dispõe de uma newsletter onde você pode preencher seu email e receber as novidades sem precisar ficar procurando por aí.


Espero que a dica seja útil e vocês possam aproveitar a experiência de comprinhas online e economizarem ainda mais!

Wishlist #74 - Funkos de The Shining

4 de setembro de 2019

Eu já tinha assistido esse clássico há anos, mas ainda não tinha tido oportunidade de ler o livro. E embora ainda esteja lendo, já assisti O Iluminado outra vez pra relembrar a história. Mesmo que o livro seja diferente do filme, não nego que é impagável acompanhar o protagonista Jack Torrance, ainda mais com Jack Nicholson e seu sorriso maníaco no papel. Já faz algum tempo que os pops foram lançados, mas como estou na vibe desses filmes clássicos de terror/suspense do mestre Stephen King, já coloquei os fofildos na wishlist sem fim. Cheguei a comprar a família Torrance nessa promoção de aniversário do Submarino essa semana, mas, mesmo com a compra aprovada e o valor debitado no meu cartão, cancelaram meu pedido sem mais nem menos e a raiva que vou passar já está a vista... Quero só ver...
Ah, e esse mês ainda libero a resenha do livritcho.


A Terra Inabitável - David Wallace-Wells

2 de setembro de 2019

Título: A Terra Inabitável
Autor: David Wallace-Wells
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Não ficção
Ano: 2019
Páginas: 384
Nota: ★★★★☆
Sinopse: É pior, muito pior do que você imagina. O ritmo lento atribuído à mudança climática é um mito; talvez tão pernicioso quanto aquele que nega sua existência por completo. Mortes por calor, fome, enchentes, queimadas, queda da qualidade do ar, desertificação, colapso econômico... Essa é só uma amostra do que está por vir. E a mudança acontecerá muito rápido. Se não revolucionarmos por completo o modo como vivem bilhões de seres humanos, partes extensas do planeta se tornarão inabitáveis, e outras serão inóspitas, ao fim deste século que vivemos.
Nesta projeção do nosso futuro próximo, David Wallace-Wells joga luz sobre os problemas climáticos que nos aguardam: falta de alimentos, emergências em campos de refugiados, enchentes, destruição de florestas e desertificação do solo. Mas ele também fala de mudanças políticas e culturais que afetarão o mundo ainda neste século ― uma mudança radical na forma como entendemos a vida. A Terra Inabitável é uma história da devastação que trouxemos a nós mesmos, e também um chamado à ação.

Resenha: Em tempos de aquecimento global, desmatamento desenfreado, mudanças climáticas drásticas e ouras atrocidades que o homem comete contra o meio ambiente, A Terra Inabitável, escrito por David Wallace-Wells e publicado pela Companhia das Letras no Brasil, mostra a gravidade da situação de forma lírica e objetiva, mas ao mesmo tempo aterrorizante.

O autor aborda de forma bem didática, e um tanto alarmista, o que está acontecendo, como o problema afeta os países e o que pode resultar, quais as estratégias e medidas políticas estão sendo tomadas pelos governantes mais poderosos com relação aos problemas climáticos, por que os o projeto de ser humano continua destruindo tudo sem se importar com o futuro sombrio que o reserva, e o quê, a curto ou longo prazo, poderá ser desencadeado, nos levando por todas as catástrofes que, mais cedo ou mais tarde, irão condenar toda forma de vida e arrasar o planeta. Porém, por mais sério e convincente que ele possa ser, ele frisa bastante que seus apontamentos ainda são especulações.

Durante a narrativa, que acaba sendo bastante repetitiva, o autor expõe os fatores que estão desencadeando esse desastre global, que está ocorrendo mais rápido do que pensamos, e se concentra nas consequências de se viver num planeta que estará em risco, praticamente devastado, até o ano de 2100, enquanto as pessoas seguem complacentes e incapazes de enxergar o que está diante nos próprios olhos, mesmo que isso signifique que o futuro esteja destinado a ser um caos completo. O problema irá aumentar e se desenvolver cada vez mais, e daqui a algumas poucas décadas se tornará a realidade para os que estiverem começando a entender o mundo: os filhos dos nossos filhos, e seus filhos...

É impossível terminar esse livro sem ficar em choque, ou não se preocupar que a mudança é urgente e que cada um precisa fazer sua parte. Porém, o autor não traz soluções ou ideias do que pode ser feito, e nem toma a ciência como base para sua narrativa. São somente avisos e previsões do que poderá vir a acontecer daqui uns oitenta anos, e isso, em alguns momentos, pode ser um pouco desanimador pelo fato de que se não pudermos fazer nada pra impedir esse fim do mundo, então não adianta muito nos preocuparmos, até mesmo por que é perfeitamente possível que até lá alguma tecnologia nova possa ser desenvolvida para auxiliar nessas questões.

Mas apesar de pessimista, acho que a leitura é super válida. Se você não tem ideia da gravidade da situação, ler esse livro é um bom ponto de partida. É impossível não ter uma visão clara de um futuro apavorante que ninguém quer ter, mas que ninguém parece se importar em mudar...

Resumo do Mês - Agosto

1 de setembro de 2019


Até que enfim consegui organizar as postagens no blog e equilibrar as resenhas que estou devendo faz dois meses ou mais. Depois de uma época bastante conturbada, e da correria sem fim que é aqui em casa, consegui sentar aqui por algum milagre divino e ser produtiva.

Pausa para o desabafo: Eu ando meio cansada de lidar com pessoas sem noção que acham que por eu estar vendendo e elas estarem interessadas, sem nem ao menos comprar ainda, elas são donas das razão e podem ditar minha forma de levar o que estou fazendo, ou ainda impor condições que são convenientes pra elas, mas péssimas pra mim. Eu estou vendendo meus livros por questão de necessidade, mas isso não significa que eu tenha que fazer do jeito que exigem como se eu fosse obrigada. Gente que pede pra reservar livros por tempo indeterminado e no final das contas somem, me fazendo perder tempo e vendas pra quem realmente tem interesse; gente que acha que tenho que tirar disponibilidade do além pra entregar um livro de R$5,00 mesmo que pra chegar lá eu tenha que carregar 3 crianças e gaste R$20,00 com passagem; gente que exige desconto ou brinde sendo que já estou vendendo os livros super baratos; gente que quer que eu pague frete por ser caro, como se o frete fosse definido por mim, ou se eu embolsasse parte dele; gente que não se dá ao trabalho de ler um bendito anúncio e fica perguntando tudo o que já está explicado; gente que acha que sou um sebo ambulante e tenho obrigação de ter todos os títulos que elas procuram, caso contrário sou "imprestável"... Como o ser humano é um projeto falido, viu... Socorro, como pode... É complicado lidar com pessoas... Por isso prefiro bichos, prefiro livros, prefiro séries e animes, prefiro jogar The Sims... Já fico desgastada e estressada demais com as coisas do dia-a-dia e da minha vida em geral pra ter que aturar esse tipo de coisa.
Graças a Deus que, apesar de aparecer um povinho desse tipo de vez em quando, ainda aparecem umas boas almas sensatas que fazem meu dia e não empatam minha vida, algumas até se tornam boas amigas. Então, dá pra levar, ainda revirando os olhos com os sem noção, mas dá...

Também tive problema com meu computador DE NOVO. Queimei a bendita placa de vídeo, tive que comprar outra, e depois descobri que o problema era o monitor. Agora tô aqui, dependendo de um notebook caindo aos pedaços enquanto consertam, e sem um tostão furado no bolso. Mais a pé, impossível.

No mais, bora conferir o que teve no blog doce esse mês:

♥ Resenhas
- Guerra dos Tronos - George R.R. Martin
- A Metade Sombria - Stephen King
- Trono Destruído - Victoria Aveyard
- Daisy Jones & The Six - Taylor Jenkins Reid
- Nightflyers - George R.R. Martin
- Ano Um - Nora Roberts

♥ Na Telinha
- Big Little Lies (2ª temporada)

Caixa de Correio de Agosto