31 de maio de 2018

Caixa de Correio #75 - Com presentes de aniversário que me dei

Depois de ter ficado meio desesperada com os aniversários do mês passado, esse mês foi aniversário da rapinha do tacho. Ian fez um aninho e nem tô acreditando que já passou tudo isso. Parece que foi ontem que eu tava no hospital esgoelando pra parir a criança, meudeusdocéu. Fiz uma festinha simples, como as outras, só pra gente aqui de casa e com tema de Snoopy e Charlie Brown. Ficou a coisinha mais fofa. Mais fofo do que isso só o Ian andando pra lá e pra cá no meio do povo achando que é gente, e ainda chupando pirulito.

Como eu tinha comentado na caixa passada, me dei de presente alguns pops da minha wishlist e fiquei super feliz porque, enfim, realizei meu "sonho de pop". O set de Friends já estava na minha lista faz tempo, mas pra conseguir foi preciso encomendar. E, depois de alguns meses de espera, chegou meu maior presente de aniversário de todos os tempos. Pra muitos pode ser a maior bobeira colecionar "bonequinhos cabeçudos", mas acho que só quem é colecionador tem noção do que é isso. Os pops que eu mesma importei, mesmo já tendo chegado aqui na cidade, ainda estão presos nos Correios por causa dessa greve terrível, então o jeito é esperar e deixar pra caixinha de Junho.

Mas enfim, bora ver o que chegou:

30 de maio de 2018

A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

Título: A Viajante do Tempo - Outlander #1
Autora: Diana Gabaldon
Editora: SDE/Arqueiro
Gênero: Romance histórico/Fantasia
Ano: 2014
Páginas: 800
Nota:
Sinopse: Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

Resenha: Claire e Frank Randall acabaram de se casar, mas já tiveram que se separar para cumprirem com os deveres de seu país. Enviados para servirem na Segunda Guerra, ela era enfermeira chefe e trabalhava arduamente tentando salvar os feridos, e ele servindo bravamente como soldado no exército. Depois de alguns anos de horror, com o fim da Guerra, em 1945, eles se reencontraram e decidiram viajar para Inverness a fim de curtirem uma lua-de-mel.
Por nutrir grande paixão por História e ter grande vontade de saber mais sobre seus antepassados, Frank inicia uma pesquisa para montar sua árvore genealógica. Enquanto isso, Claire passeia pelos campos para conhecer mais sobre as propriedades das ervas e afins.
Num dos passeios do casal, eles presenciam um ritual místico em um círculo de pedras em Craig na Dun, mas quando Claire decide voltar lá sozinha para procurar uma flor, o inesperado acontece: ela escuta zumbidos em meio às pedras e de repente já está numa floresta onde se depara com um oficial do exército britânico muitíssimo parecido com seu marido, o sádico "Black Jack" Randall.
Logo em seguida Claire encontra um grupo de escoceses que está fugindo daquele oficial e acaba ajudando um deles que estava com o ombro deslocado. Esse seria seu primeiro contato com Jamie Fraser. A partir daí, a sassenach, que é como Claire passa a ser chamada por ser uma "forasteira", começa a perceber que viajou no tempo e está em 1743, numa Escócia dominada por clãs, medieval, violenta e ameaçada por uma guerra prestes a eclodir. O que a salva são seus conhecimentos em medicina e as propriedades de cura das ervas, que, de alguma forma, a torna "útil". E se sentindo perdida e obrigada a manter seu segredo para sobreviver, o que lhe resta é se adaptar enquanto não descobre como voltar para o futuro e para seu marido. Mas quando as coisas chegam num ponto que talvez não tenha mais volta, será que Claire vai continuar tentando voltar, ou ela encontrará algo para mantê-la exatamente onde está?

A história é narrada em primeira pessoa pelo ponto de vista de Claire, e a visão dela faz com que os leitores compartilhem de seus sentimentos ao estar presa num século diferente, confusa e deslocada, mas fazendo de tudo para se adaptar, mesmo que se meta em problemas de vez em quando. Seu comportamento e modo de falar não condiz com os costumes das mulheres daquela época, assim como a ideia de ela não parecer ter parentes ou não vir de lugar nenhum, e isso, claro, levanta suspeitas. Numa dessas ela acaba sendo obrigada a se casar com Jamie e agora precisa lidar com o fato de que Frank já é seu marido, mesmo que na época em que ela se encontre o homem sequer é nascido... A ligação e o desejo por Jamie começam a crescer cada vez mais, e ele sendo tão cavalheiro e preocupado com ela, é praticamente impossível de se resistir... Essa viajem no tempo não pode ter sido por mero acaso do destino, e a ideia de que nada, nem mesmo o tempo, pode separar pessoas que estão destinadas uma à outra, só se fortalece.

O livro é bastante rico em detalhes no que diz respeito à cultura escocesa do século 18, e acaba sendo bem complexo em seu desenvolvimento. Algumas partes são bem questionáveis e em certos momentos me peguei pensando que a forma como a história é conduzida poderia ser um tipo de estratégia da autora para amenizar o adultério ou até mesmo romantizar abusos e violência, mesmo que sejam fatores comuns da época em que a história se passa. Mas mesmo tendo ficado horrorizada com algumas cenas, é impossível não se empolgar com os detalhes, sejam eles baseados em fatos ou não, e com o romance entre Claire e Jamie que cresce e se fortalece cada vez mais.
Embora Claire seja teimosa e não tome as melhores decisões que já se viu, ela é inteligente, determinada e bastante ousada. Ela é um misto de virtudes e defeitos que acabam por tonando-a alguém com quem podemos nos identificar.
Jamie é um sonho. O homem, além de lindo, é um guerreiro cheio de coragem e que se dispõe a enfrentar o que for preciso por quem ama ou para defender os interesses e a liberdade de seu país.

Assim, pra quem gosta de romances históricos que se passam na época medieval, com toques bem colocados de sensualidade ao mesmo tempo que aborda intrigas políticas e disputas por poder, a série é obrigatória.

29 de maio de 2018

Na Telinha - Making Fun: The Story of Funko

Título: Making Fun: The Story of Funko
Produtora: Netflix
Direção: David Romero
Gênero: Documentário
Ano: 2018
Duração: 1h 39min
Classificação: Livre
Nota:
Sinopse: A Funko iniciou sua trajetória em uma garagem em 1998. Com personagens de vinil adorados em todo o mundo, a empresa credita o sucesso aos fãs.


No dia 24 de maio, o esperado documentário Making Fun: The Story of Funko estreou na Netflix para a alegria dos fãs. Nele podemos conferir entrevistas e relatos dos envolvidos sobre como foi a criação do bem sucedido império da Funko, assim como o impacto que a empresa teve, não só no universo do colecionismo, mas, na vida dos colecionadores.


Mike Becker foi o fundador da Funko, e seguiu seus princípios de apostar naquilo que ele gostava. Inicialmente, sua ideia era criar colecionáveis que lembravam os anos 50 por admirar bastante os estilos da época, e o que ele não imaginava era que por aí existiriam tantas pessoas que compartilhavam dos mesmos gostos que ele.


Porém, após alguns anos de trabalho duro, Mike se sentiu esgotado o suficiente para abrir mão do que construiu, e acabou vendendo sua empresa para o amigo Brian Mariotti, que já era fã da marca e tinha planos para que ela continuasse com o sucesso. Com isso, a Funko conseguiu licenças para lançamentos de renome, como Star Wars, DC, Marvel e outros personagens icônicos de grandes franquias, e por aí já se percebe a grandeza da coisa toda. No começo o público não gostou muito da nova linha de pops, os famosos e fofos cabeçudos que hoje são uma febre para os colecionadores de plantão, mas, talvez, pelo motivo de que antes das mudanças, a maioria dos colecionadores eram homens. Os pops agradaram mulheres e crianças pela aparência amigável e pelos detalhes incríveis de cada um deles. Quem imaginaria que um bonequinho do Freddy Krueger poderia ser tão simpático?

 
Como fã da marca e colecionadora, posso afirmar que fiquei bastante satisfeita com o que o documentário trouxe à tona, mesmo que ele não se aprofunde ou dê explicações sobre o processo de se conseguir ou não as licenças dos bonequinhos, ou como eles, como empresa, estão empenhados em atender aos fãs, principalmente aqueles que passam a noite em filas para conseguirem uma pulseirinha a fim de participarem dos eventos gigantescos e exclusivos que eles promovem. É tanta gente que mais parece um show!


O filme passa a ideia de que Funko não é apenas uma empresa de bonecos bonitinhos, mas sim uma gigantesca comunidade a favor da diversão. Tem bonequinho pra fã de qualquer franquia, desde animações, seriados, filmes, esportes, games, música e afins, até grandes personalidades. E assistindo tantos relatos carregados de sentimentos e do quão importante esse hobbie pode ser, é impossível não comprar essa ideia e acreditar que seja mesmo verdade.


Ao final, a impressão que fica é de que o documentário foi feito para fazer com que o público-alvo se sinta parte do processo, não apenas pela forma como eles lidam com os fãs, mas também pela forma como o colecionismo é tratado. As pessoas gostam de colecionar aquilo que lhes trazem lembranças e sentimentos nostálgicos, e isso fica bem evidente quando os depoimentos de colecionadores e até do próprio fundador ou atual presidente são mostrados. As pessoas não colecionam sem que haja um motivo, há toda uma história por trás, e muitas delas são inspiradoras e emocionam bastante.


Tenho quase certeza de que se aqueles que acham que colecionar pops (ou qualquer outro item) é um hobbie inútil e que só serve pra jogar dinheiro fora assistirem ao documentário, eles podem ter uma outra visão do que isso significa e compreender melhor sobre os desejos de possuir "brinquedos" que os adultos têm. Se você conhece alguém que tem dificuldade em entender essa paixão, não custa deixar o convite pra assistir.


Os pops reunem pessoas, são uma motivação para outros que passaram por maus momentos, preenchem e colorem uma parte da vida que talvez pudesse estar sem cor.
Me surpreendi e me emocionei bastante com o que assisti, e se antes eu já era apaixonada pela minha humilde coleção (que hoje tem uns 100 pops mas ainda é considerada "pequena"), depois do documentário eu adoro meus cabeçudinhos ainda mais! ♥

28 de maio de 2018

Wishlist #38 - Funkos de Outlander

Outlander é uma das melhores séries da vida, seja livro, seja seriado, não importa. Quem não gosta ou não morre de amores pelo Jamie só pode estar fora de si, não tem outra explicação. Sei que os pops da série tem valores exorbitantes e fora da realidade, mas não custa sonhar, né? Aqui no Brasil tem gente pedindo até R$1000,00 golpes em cada protagonista enquanto os demais ficam na faixa dos 200,00 ou mais. Já vi que o jeito vai ser importar pra facada no bolso e na alma ser menor e menos dolorosa... Até o odioso e doentio Black Jack é uma gracinha em forma de pop e não pode faltar no set! Quero todos!
O que me deixou mais feliz nessa história é que, por algum milagre divino, consegui achar a fofilda da Claire no ML por R$250,00, sendo que o valor dela em dólares tá na faixa dos $75,00, fora taxas de cartão internacional, frete, taxa de serviço com redirecionamento (se for o caso), risco de taxação, e o escambau a quatro. Tem jeito mais lindo de começar esse set? Agora vou ficar na captura do Jamie, torcendo pra achar num preço bacana! ♥

26 de maio de 2018

A Coroa da Vingança - Colleen Houck

Título: A Coroa da Vingança - Deuses do Egito #3
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Gênero: Fantasia
Ano: 2018
Páginas: 416
Nota:
Sinopse: Meses após sua pacata vida como herdeira milionária sofrer uma reviravolta e ela embarcar numa vertiginosa jornada pelo Egito, Liliana Young está praticamente de volta à estaca zero.
Suas lembranças das aventuras egípcias e, especialmente, de Amon, o príncipe do sol, foram apagadas, e só resta a Lily atribuir os vestígios de estranhos acontecimentos a um sonho exótico. A não ser por um detalhe: duas estranhas vozes em sua mente, que pertencem a uma leoa e uma fada, a convencem de que ela não é mais a mesma e que seu corpo está se preparando para se transformar em outro ser.
Enquanto tenta dar sentido a tudo isso, Lily descobre que as forças do mal almejam destruir muito mais que sua sanidade mental – o que está em jogo é o futuro da humanidade.
Seth, o obscuro deus do caos, está prestes a se libertar da prisão onde se encontra confinado há milhares de anos, decidido a destruir o mundo e todos os deuses. Para enfrentá-lo de uma vez por todas, Lily se une a Amon e seus dois irmãos nesta terceira e última aventura da série Deuses do Egito.

Resenha: A Coroa da Vingança é o livro que, enfim, encerra a trilogia Deuses do Egito, da autora Colleen Houck.
A trilogia, num geral e de forma bem resumida, conta a história de Lily Young, uma jovem que tinha a vida controlada pelos pais até conhecer um antigo príncipe egípcio milenar que sofria de uma terrível maldição. Ele a leva numa jornada cheia de aventuras, descobertas e grandes perigos.

Nesse terceiro volume, Lily não se lembra de nada do que enfrentou no livro anterior, muito menos de Amon, o príncipe. O que ela não entende é que, embora ela não tenha lembranças, ela sempre escuta duas vozes misteriosas dentro de sua cabeça que falam sobre o Egito, múmias, esfinges e tudo o que ela, aparentemente, desconhece. Mas tudo muda quando ela recebe a visita do grão-vizir Hassan, que vem pra orientá-la de uma nova missão. Missão em que ela é a grande responsável por acordar os filhos do Egito, salvar Amon e Asten e impedir que Seth se liberte, mesmo que pra isso ela precise fazer um grande sacrifício.

Sei que tinha dito na resenha do segundo livro da série que iria desistir dessa trilogia, mas às vezes parece que gosto de ser feita de trouxa. Decidi, cheia de coragem, que iria fechar as resenhas desses livros aqui no blog, independente do resultado, e a única coisa que posso adiantar desde já é que esse volume deveria se chamar "Manual de como testar a paciência do leitor", ou "Manual de como estragar uma história, vol. 2" (pq o vol. 1 já foi com o livro anterior).

Os pontos negativos desse livro são tão infinitamente maiores do que os positivos, que tenho até vergonha de falar sobre minha sensação ao final. Nem a escrita, dessa vez, foi capaz de salvar minhas impressões.
Começando pela ideia estrambólica do Wasret. Lily convive com mais duas "entidades" dentro de si, que não só tem personalidade, sentimentos, vontades, desejos íntimos, voz própria e, claro, fuego, como também são capazes de controlar o seu corpo. Então, uma quarta mente que estava prestes a "eclodir" só para causar confusão, desde que sacrifícios fossem necessários, não faz muito sentido, principalmente porque o auê todo sobre o tal sacrifício, que parecia ser algo "obrigatório", caiu por terra...

Enquanto eu lia, não conseguia parar de lembrar da Saga do Tigre e como fica evidente que existe uma "fórmula" utilizada pela autora sobre como conduzir uma jornada, um romance, um mistério envolvendo alguma mitologia e até como fazer descrições que, por mais que transporte o leitor para o exato lugar onde a história se passa e veja tudo com os olhos dos personagens, acabam sendo desnecessárias por não acrescentarem bulhufas na trama, muito pelo contrário. Só faz o livro ter mais páginas, demorar mais pra ser lido, e os olhos se revirarem cada vez mais. E mesclar mitologia egípcia com elementos fantásticos nada a ver com a história, tipos fadas e unicórnios (???) só me deixaram com a cara na poeira pensando "WTF??!!"

Descrições de como os boys são lindos, maravilhosos, seus olhos claros penetrantes e seus corpos deliciosamente sarados, o que os personagens estão vestindo, o que estão comendo, o que estão cheirando ou como toda aquela areia do deserto gruda, só me fizeram querer tacar o livro janela afora.
Lily é uma protagonista detestável. Ao longo da história ela vai se transformando em uma pessoa totalmente diferente de quem ela se mostrou no começo, e a impressão que ela passa é que, mesmo que possa evitar confusão, ela não sossega enquanto não arruma problemas horripilantes, ou está tentando morrer, ou sei lá.
As personalidades/entidades quando eram trabalhadas separadamente foram um problema pois o que acontecia não tinha consistência, além de tudo ser muito absurdo. Três/Quatro "pessoas" em um único corpo onde cada uma delas ama/quer outras três pessoas diferentes.. Argh! Me perguntei um milhão de vezes se algum desses personagens já ouviu falar em monogamia, Lord. Se eu já detesto triângulos amorosos, nem preciso falar quando um triângulo vira um quarteto, um hexágono, uma suruba mui louca, e por mais ridículo que isso seja, eu ainda ficava pensando que tudo isso ainda poderia piorar... E não me enganei. O desfecho absurdo desses romances, vividos por personagens que parecem ser adolescentes psicologicamente perturbados, foi exatamente o que previ, mesmo que desde o início eu tenha ficado pensando que se isso realmente acontecesse, eu morreria de desgosto. E morri, mesmo.
Muitas coisas apresentadas pela autora que, inicialmente, pareciam ser importantes e que fariam alguma diferença na história, parecem ser esquecidas no meio do caminho, e ninguém sabe o que se passou, quando, onde e porquê, sem falar nas incontáveis conveniências irritantes que aparecem do além para tirar Lily de alguma enrascada e ajudá-la a resolver tudo facilmente como se fosse mágica.

Juntando tudo isso, a impressão que tive foi de um enredo louco que foi se desenvolvendo de forma desarticulada onde várias coisas não faziam o menor sentido, e o final tão previsível, absurdo e odioso que penso que se arrependimento matasse, eu já estaria caída dura nesse chão.
Infelizmente finalizei a leitura considerando que tudo que aconteceu não fez sentido e não teve um propósito plausível que me convencesse e me fizesse acreditar na história, independente de ser fantasiosa ou não. A capa salva, algumas descrições, mesmo inúteis, salvam, mas a trilogia como um todo é a maior perda de tempo que tive.

25 de maio de 2018

Sorteio - A Mulher na Janela


Depois de ter lido o livro A Mulher na Janela e ficado com a cara na poeira, não podia deixar a sensação passar em branco. Em parceria com a Editora Arqueiro, o blog vai sortear um exemplar do livro pra um sortudooo!
O sorteio vai rolar pelo Instagram do blog, então dá um pulinho lá e participe! Comentários nessa postagem não são válidos pra participação, ok?
Termos e condições:
Seguir o insta do blog: @bloglivrosechocolate;
Seguir o insta da Arqueiro: @editoraarqueiro;
Marcar 3 amigos na imagem oficial do sorteio;
Perfis fakes, famosos ou de lojas/empresas não podem ser marcados;
Podem comentar o quanto quiserem, desde que não se repita os amigos marcados anteriormente;
Sorteio válido pra todo território nacional;
O prazo pra envio é de 60 dias após o término do sorteio.
Cada comentário válido será numerado e o sorteio vai ser pelo random.org!

Boa sorte!

Post Edit

Primeiramente, me perdoem pela demora em liberar o resultado. As coisas aqui, como alguns sabem, são corridas demais, e nem sempre consigo fazer as coisas rápido o suficiente (vide resenhas atrasadas e afins). Foram muitas entradas e eu preciso conferir cada uma delas para não ser injusta nem prejudicar os participantes, o que me tomou bastante tempo e precisei conferir aos poucos.

Sendo assim, aqui vão algumas considerações:
- Vou considerar o prazo para envio do livro contando a partir do término do sorteio, que foi dia 25/06;
- Montei uma planilha no Excel e organizei por ordem alfabética e alternância de cores a cada participante a fim de facilitar a conferência;
- Cada comentário com 3 marcações de amigos diferentes indica uma entrada válida para a participação;
- Entradas duplicadas ou com marcações repetidas foram desconsideradas e removidas da planilha;

Segue print do trecho da planilha com o número sorteado (via random.org) em destaque

Entrarei em contato via direct com a ganhadora.

Agradeço a participação de todos e até o próximo sorteio!

21 de maio de 2018

Wishlst #37 - Funkos de iZombie

Eu nunca tinha ouvido falar de iZombie até o mês passado, o nome não tinha me soado muito interessante a primeira vez que bati o olho... Navegando pela Netflix, me deparei com a sinopse e a única coisa que soube era que se tratava de um seriado policial e de investigação, e que a protagonista era uma zumbi, o que leva o fator sobrenatural à série. Sendo fã de The Walking Dead, mas já sabendo que o estilo é totalmente diferente e muito mais light, comecei a maratona de iZombie sem muitas expectativas e totalmente no escuro.
Não posso negar que já fui fisgada desde o primeiro episódio, pois além dos mistérios e das nojeiras envolvendo cadáveres, o seriado é super cômico e as risadas são garantidas. A quarta temporada está em andamento e já consegui alcançar o episódio mais recentes em praticamente uma semana, o que é uma vitória considerando que tempo que é bom eu não tenho nenhum. Pra quem não conhece e ficou curioso, já fiz a crítica da primeira temporada aqui no blog.
Nem preciso dizer que iZombie já se tornou uma das minhas séries preferidas da vida, e sabendo que a Funko já fez algumas versões da Olivia Moore, a zumbi mais querida de todos os tempos, já fiz questão de incluir todas na listinha (e de comprar esse set mar lindo no Ebay também).

20 de maio de 2018

Sorteio - Box Encantadas e A Rainha de Tearling (exclusivo no Instagram)


Já faz um tempinho que não libero um sorteio aqui no blog, e pensando em dar aquela movimentada esperta, eu e a Laisy do blog Infinito em Branco nos juntamos pra levar um pouquinho de amor em forma de livros pra vocês!
E os livros da vez serão o box da Saga Encantadas e o livro A Rainha de Tearling, além de alguns marcadores de mimo!

IMPORTANTE!

O sorteio está rolando exclusivamente no Instagram, e pra participar é só clicar AQUI pra ser direcionado à imagem oficial!
Fique atento! Só os comentários feitos na imagem oficial (publicada pelo insta do @infinitoembranco) serão válidos para participação!

Pra participar é simples! Confira as regrinhas e boa sorte!

• Seguir o @infinitoembranco
• Seguir o @bloglivrosechocolate
• Seguir @laisylr
• Marcar 3 pessoas na foto oficial (podem comentar quantas vezes quiser)

- É proibido marcar perfis fakes, de pessoas famosas e lojas
- É proibido repetir os amigos nos comentários

Os comentários serão numerados e o sorteio será feito pelo random.org. A duração vai até o dia 20/06.
O contato com o sorteado será feito via direct, então fique de olho. Caso o ganhador não responda num prazo de 72h, um novo sorteio será realizado. Sorteio válido para todo Brasil.

19 de maio de 2018

Wishlist #36 - Funkos de Gilmore Girls

Comecei a assistir Gilmore Girls não faz muito tempo e até que tô gostando. É uma história bem água com açúcar sobre o cotidiano de uma mãe solteira e sua filha, mas traz algumas reflexões bem bacanas sobre amizade, família e classe social, além de ter várias referências à cultura pop. O fato de Rory adorar livros também é um ponto super legal.
Já faz um tempinho que a Funko lançou o set com a Lorelai (a mãe), Rory (a filha), e a Sookie (a cozinheira do hotel). Elas não estão com um precinho muito amigável por aqui. Então, numa das minhas andanças pelo Ebay, acabei topando com um leilão com o trio à venda e consegui arrematar as fofas. O melhor dessa história é que o valor que paguei pelas três foi mais baixo do que se eu comprasse uma só aqui no Brasil. Tem coisa melhor?

15 de maio de 2018

Blogagem Coletiva - Sextante 20 Anos


Em 2018, a Sextante completa 20 anos de existência. O instrumento que dá nome à editora era uma ferramenta essencial para nortear os navegadores numa época em que o homem só dispunha do céu e das estrelas para se orientar.
Com a missão de ajudar os leitores na busca da felicidade e da realização pessoal, os livros da Sextante abrangem assuntos que vão do desenvolvimento espiritual à descoberta da vocação profissional, passando pela conquista da própria identidade e do amor que se deseja.
Em comemoração a essa data tão especial, a editora vai reunir alguns de seus autores em um fim de semana de palestras com um denominador comum: abordar temas importantes para a plena realização humana.

O ciclo de palestras ocorrerá no Teatro Gazeta, localizado à Av. Paulista, 900 em São Paulo. para maiores informações, acesse www.sextante20anos.com.br.
Os ingressos podem ser adquiridos pelo site www.ingressorapido.com.br ou direto na bilheteria do teatro.

Confiram os dias e horários das palestras:

  
  

14 de maio de 2018

Jardins da Lua - Steven Erikson

Título: Jardins da Lua - O Livro Malazano dos Caídos #1
Autora: Steven Erikson
Editora: Arqueiro
Gênero: Alta Fantasia
Ano: 2017
Páginas: 608
Nota:
Sinopse: Desde pequeno, Ganoes Paran decidiu trocar os privilégios da nobreza malazana por uma vida a serviço do exército imperial. O que o jovem capitão não sabia, porém, era que seu destino acabaria entrelaçado aos desígnios dos deuses, e que ele seria praticamente arremessado ao centro de um dos maiores conflitos que o Império Malazano já tinha visto.
Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite. O local ainda resiste à ocupação malazana e é a joia cobiçada pela imperatriz Laseen, que não está disposta a estancar o derramamento de sangue enquanto não conquistá-lo.
Porém, em pouco tempo fica claro que essa não será uma campanha militar comum: na Cidade do Fogo Azul não está em jogo apenas o futuro do Império Malazano, mas estão envolvidos também deuses ancestrais, criaturas das sombras e uma magia de poder inimaginável. 

Resenha: Jardins da Lua é o primeiro volume (de dez) da série de alta fantasia O Livro Malazano dos Caídos, escrita pelo autor canadense Steven Erikson.

Depois do assassinato do Imperador Kellanved, o reino passa por tempos sombrios. Sob o comando da implacável e ambiciosa Imperatriz Lassen, o Império Malazano busca conquistar a Cidade do Fogo Azul, a última das Cidades Livres de Genebakis. Porém, nada será tão fácil quanto eles pensam. Os Queimadores de Pontes, o lendário esquadrão de elite de Darujhistan, agora está sob comando do capitão Ganoes Paran e, após várias reviravoltas e descobertas importantes, fica claro que algo muito maior, onde até mesmo os deuses ancestrais e várias criaturas sombrias estão envolvidos, vem pela frente. Uma guerra se aproxima e ninguém é capaz de prever o que será do Império Malazano...

A escrita do autor, a princípio, parece ser densa e complexa devido a grande quantidade de informações que nos é passada, muitas delas de forma bem sutil, mas é muito precisa e sem floreios. A narrativa é peculiar e o leitor pode demorar um pouco até se acostumar com a forma como a história é conduzida, talvez por pensar que alguns detalhes que possam passar despercebidos não serão importantes lá na frente quando serão, e muito, mas não posso negar que quando conseguimos nos situar nesse universo fantástico, a experiência será única e a sensação é de estarmos numa viagem incrível e inesquecível. A sensação inicial é de que o autor vai escrevendo desenfreadamente enquanto o leitor é jogado pra dentro de um universo desconhecido enquanto se vira pra entender o que diabos está acontecendo, e por esse motivo essa é uma leitura que deve ser feita com calma e com atenção redobrada. As informações que parecem não ter importância são as principais que devem ser usadas para se montar o quebra cabeças gigante que o autor construiu aqui.

Todos os personagens estão alí por alguma razão e contribuem para o desenvolvimento da trama, sendo principais ou secundários. As personagens femininas são um grande exemplo de empoderamento, inclusive, e foram criadas com personalidades distintas e trabalhadas de uma forma bastante natural sem que pareça que o autor as criou daquela forma apenas para dar lições de feminismo ou coisa do tipo (até mesmo porque algumas tomam decisões um tanto questionáveis pra mim). Por mais que os personagens sejam bem construídos e com particularidades importantes para a trama, narrando através de seus pontos de vista o que se passa na história, o foco recai sobre o Império Malazano. É como se o cenário ganhasse vida e fizesse parte do enredo como um protagonista. Algumas coisas ficam em aberto, e isso já era mais do que esperado visto que ainda virão vários volumes pela frente para que o autor possa trabalhar com mais profundidade as questões levantadas, e um dos pontos bem interessantes sobre os personagens é que o leitor fica livre para sentir ou não empatia por eles de acordo com suas concepções e interesses. Nem sempre o interesse de um visa o bem maior do outro, mas sim o seu próprio, logo é comum que em alguns momentos nos deparemos com cenas cruéis e revoltantes sem que necessariamente parta de um "vilão". Todos tem seus próprios objetivos onde nem sempre os fins são justificados pelos meios, e é exatamente isso que torna a fantasia algo crível, por tem várias semelhanças com a realidade.

Em suma, pra quem gosta de histórias épicas, como Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo e afins, esta série é mais do que indicada.

12 de maio de 2018

Wishlist #35 - Funkos de Coco

Coco (ou Viva, a Vida é Uma Festa) foi uma das animações mais bonitinhas que já vi, tem até a crítica aqui no blog. Nem preciso dizer que os fofos dos popinhos já entraram pra lista gigante.
O problema é que aqui no Brasil eles não são muito fáceis de serem encontrados, mesmo que o preço não seja tão exorbitante assim. O jeito é importar os fofildos pra fazerem parte da coleção.

11 de maio de 2018

A Mulher na Janela - A.J. Finn

Título: A Mulher na Janela
Autor: A.J. Finn
Editora: Arqueiro
Gênero: Suspense
Ano: 2018
Páginas: 352
Nota:
Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Resenha: Anna Fox, uma psicóloga de trinta e oito anos, teve alguns problemas bem delicados em sua vida e um trauma bem sério acabou desencadeando nela a agorafobia, um transtorno psicológico que causa ataques de pânico quando o indivíduo se encontra em grandes locais abertos ou lugares públicos. Reclusa em casa há alguns meses por achar que ali é o único lugar seguro que pode ficar, Anna vive sozinha, longe do marido e da filha de oito anos, levando sua vida decadente com filmes antigos, bebida, remédios, fazendo compras ou conversando com estranhos pela internet, e espionando os vizinhos através de sua janela...
Quando os Russells se mudam para a casa ao lado, Anna fica obcecada com a ideia de uma família perfeita, até que algo totalmente inesperado e aterrorizante acontece e sua vida acaba sendo tomada por um caos absoluto. O problema é que seu distúrbio impede que ela possa distinguir se o que viu é real ou não, e cabe a ela provar o que alega ter visto...

Narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Anna, o leitor fica limitado ao que se passa e é impossível não ficar curioso e se surpreender com detalhes que não sabemos se são reais ou se são só alucinações de sua cabeça. A ideia de Anna misturar bebida com remédios também não faz com que ela seja confiável, então é bem comum que em vários pontos haja dúvidas sobre a versão dela dos fatos.
Embora o livro comece com um ritmo bem lento e pareça confuso, ficamos instigados a continuar a leitura para sabermos o que aconteceu com Anna para que ela desenvolvesse tal fobia. Assim, vamos acompanhando sua rotina monótona e algumas de suas lembranças que, gradualmente, vão revelando cada vez mais sobre essa protagonista considerada louca e cheia de segredos e o que, de fato, aconteceu para que ela tenha deixado de sair de casa. Essas informações vão se mesclando com os acontecimentos recentes, com o que ela idealiza e com o que acredita ter visto enquanto bisbilhotava a vida alheia, e um thriller surpreendente e arrebatador nos é entregue. É possível que alguns leitores considerem a forma como a história é desenvolvida bem cansativa, pois em alguns pontos quando ela parece ganhar uma guinada as coisas voltam a estaca zero e a vontade é de esmurrar Anna na cara, mas é possível compreender que se trata de uma personagem problemática, que sofre de um transtorno mental sério e que sua visão de mundo muitas vezes é bem distorcida. O autor acaba nos colocando na pele dela, e por mais incômodo que isso possa ser, acaba sendo importante para uma experiência mais real com a história.
O autor também traça várias direções e é impossível saber o caminho certo pois, devido a situação de Anna, seguimos cheio de dúvidas e desconfianças, e além do mistério acerca do suposto assassinato e sobre o próprio passado da protagonista que movem a trama, ainda há espaço para informações relevantes sobre a agorafobia, a depressão e a solidão de forma bem convincente e realista.

Pra quem gosta de suspenses que nos deixam aflitos e traz bastante tensão, A Mulher na Janela é super indicado.