Caixa de Correio #74 - Abril e os 3.4

30 de abril de 2018

Abril é o mês do desespero, acho que ainda pior do que dezembro. Tem aniversário triplo aqui em casa e a correria pra comemorar, nem que seja com um bolinho simples pras crianças ficarem felizes, é praticamente lei. Quando olho pra trás e penso que já cheguei nos 3.4, que Marina já fez 16 anos, que tô cheia de cabelo branco, mas ainda vou levando como posso na medida do possível sem desistir do blog, ainda dou um sorrisinho de leve, com aquela pontinha de orgulho por ter feito essa longa caminhada. A gente vai ficando velha, alguns pensamentos mudam, alguns interesses também, mas no fundo ainda sou apegada demais a esse cantinho (que, apesar de tudo, considero parte de mim), pra deixar ele de lado.

Esse mês eu nem acreditei quando alguns livros de parceria que pedi em FEVEREIRO chegaram. Eeeeeita, Correios e seu serviço de excelência absoluta. E aproveitando meu aniversário, e levando em consideração que não faço nada da minha vida a não ser fica presa em casa por conta dos filhos e aturando chatice de gente sem noção, decidi dar uma extrapolada e me presentear com popinhos da lista de desejos (e outros não, mas que entrariam depois) e um kit lindo do livro Labirinto e David Bowie da Darkside Books (que vai chegar em maio porque deixei pra comprar agora no finalzinho do mês). Não sei quanto tempo fazia que não comprava um livro, mas esse não podia faltar na coleção. E confesso que receber tanta coisa linda me fez muito feliz. Às vezes a gente merece fazer uma gracinha e se dar esse tipo de luxo.

Bora ver o que chegou:

Wishlist #33 - Funko Pop - Powerpuff Girls

29 de abril de 2018

Açúcar, tempero e tudo que há de bom! Tenho certeza que esses ingredientes não faltaram quando a Funko trouxe esses pops pra gente! As Meninas Superpoderosas são lindas, e os vilões também não ficam atrás com tantos detalhes fantásticos! Quero tooooodos!

Leia.seja - Dia Mundial do Livro

23 de abril de 2018

Lançada na Bienal Internacional do Livro Rio – onde estampou painéis, instalações e vídeos e fez sucesso com modelos caracterizados circulando pelos pavilhões do Riocentro –, a Leia.Seja. é uma campanha criada pela agência WMcCannpara e realizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros a fim de valorizar o livro e seu papel transformador na sociedade.
A campanha é superbacana e visa convidar o público a contar quais obras mais marcaram suas vidas. E que dia é melhor do que 23 de AbrilDia Mundial do Livro?

As divulgações estão sendo feitas de forma conjunta em espaços públicos, bibliotecas, lojas e plataformas virtuais, com apoio das livrarias, editoras, distribuidoras e entidades do livro.



A campanha é protagonizada por um time de personalidades do esporte, das artes cênicas, da música e da comunicação, convidadas a incorporar personagens icônicos da literatura brasileira e mundial. O técnico de vôlei Bernardinho se vestiu de Capitão Rodrigo, de “O tempo e o vento”, de Érico Veríssimo; o publicitário Washington Olivetto e a cantora Baby do Brasil fizeram Visconde de Sabugosa e Emília, de “Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato; a apresentadora Bela Gil virou a Capitu de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; o ator Cauã Reymond se fantasiou do protagonista de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes; e o jornalista Pedro Bial aparece como o detetive de “As aventuras de Sherlock Holmes”, de Arthur Conan Doyle.

O artistas vestiram sua paixão pelas histórias para transmitir a mensagem e reforçar o conceito de que, ao ler, a pessoa é transportada para quantos lugares, sentimentos e reflexões a imaginação permitir, estimulando a criatividade, a inspiração e o saber.
Nas peças, as personalidades dão vida aos personagens, lendo trechos dos títulos escolhidos. Assim que fecham os livros, voltam a ser eles mesmos, com o semblante transformado pelo prazer e a reflexão que uma boa leitura oferece.



O grupo foi fotografado e filmado por Miro, um dos mais consagrados fotógrafos brasileiros, em cenários que remetem às obras. As imagens publicitárias serão utilizadas em anúncios impressos, mídia digital e urbana.

Participe! Curta a campanha no Facebook e no Instagram. Use a hashtag #leiaseja!




Wishlist #32 - Funko Pop -Scooby Doo!

22 de abril de 2018

Tudo bem que não sou a maior fã do mundo de Scooby Doo, mas não posso negar que o desenho fez parte da minha infância e agora faz parte da infância dos meus filhos. Vitória e Theo adoram assistir todos os episódios que passam, independente da versã que tenham, e, assim sendo, deixar os pops deles de fora da lista é coisa que não dá pra fazer... A Velma é um pop vaulted e anda custando mais caro que os demais, mas não tem como não ir atrás. Ela foi a primeira escolha da lista pra dar o start nesse set que é uma gracinha e super colorido. São todos lindos demais! *o*

Wishlist #31 - Funko Pop - Wreck-it Ralph

16 de abril de 2018

Com tantas coleções que já coloquei na minha Wishlist, cá estou eu com mais uma lista dos impossíveis. Os funkos da coleção de Detona Ralph são super fofos, os detalhes são fiéis aos personagens, mas pagar cerca de R$800,00 num único pop é demais pro meu coração. Eu adoro o desenho, e confesso que é um dos meus preferidos, principalmente por trazer o mundo dos games e vários dos clássicos pra causar aquela nostalgia na gente.
Estes estão na lista dos impossíveis, mas não custa nada tentar garimpar o bendito Ebay em busca de um precinho mais em conta, e claro, sonhar um pouco...





Na Telinha - Violet Evergarden (1ª Temporada)

10 de abril de 2018

Título: Violet Evergarden (ヴァイオレット・エヴァーガーデン)
Temporada: 1 | Episódios: 13
Produção: Kyoto Animation
Elenco: Yui Ishikawa, Takehito Koyasu, Daisuke Namikawa, Aya Endo, Kouki Uchiyama, Minori Chihara, Haruka Tomatsu
Gênero: Anime/Drama/Romance
Ano: 2018
Duração: 24min
Classificação: +16
Nota:
Sinopse: A guerra acabou, e Violet Evergarden precisa de um emprego. Com cicatrizes e insensível, ela aceita trabalhar como escritora de cartas para entender a si mesma e seu passado.
Baseada na light novel dividida em dois volumes de Kana Akatsuki, temos uma realidade alternativa no continente de Telesis, que foi dividido entre norte e sul. Acompanhamos uma jovem adolescente que, no passado, fora conhecida como "a arma". Violet cresceu no campo de batalha em meio aos soldados e foi usada como ferramenta de guerra no auxílio ao combate aos inimigos, e podia ser considerada uma das armas mais letais já vistas. Quatro anos depois, a guerra terminou, e a garota, que perdeu os braços numa terrível explosão, vai tentar recomeçar sua vida com as novas próteses que ganhou, trabalhando na empresa de serviço postal da cidade.



Porém, por ter crescido num ambiente hostil e sempre seguindo ordens de Gilbert, seu major, Violet não sabe identificar sentimentos, não demonstra emoções, e nem sequer possui expressões. Seu rosto é um misto de melancolia com seriedade, ela nunca aprendeu a sorrir e tudo que lhe é dito é entendido de forma literal ou abstrata. Mas o que Violet mais queria no mundo era entender a essência humana e o que são os sentimentos, e quando as últimas palavras ditas à ela pelo major foram "eu te amo", ela decide se tornar uma Autômata de Automemórias (ou Auto Memory Doll) para poder compreender o significado dessa frase tão intensa que ela não consegue esquecer.

As Autômatas captam os sentimentos mais profundos das pessoas e os transformam em palavras, assim, as cartas escritas podem transmitir esses sentimentos, independente da distância, e tocar os corações dos seus destinatários.



Sendo incapaz de decifrar um sentimento verdadeiro, e sem a menor sutileza para enxergar mensagens nas entrelinhas, Violet vai precisar de muito treino para aprender a se tornar uma Autômata de Automemórias, para, enfim, aprender sobre as pessoas e sobre si mesma.
Assim, sempre carregando um broche da cor dos olhos de seu major, ela vai contar com o ajuda de suas colegas de trabalho para ensiná-la muito do que ela precisa saber, e do apoio de Hodgins, o presidente da empresa postal onde trabalha e que costumava ser seu tenente coronel no exército, e agora cuida dela por ter feito uma promessa a Gilbert.



Com um visual de tirar o fôlego, mesmo que o cenário seja pós guerra, o anime não só retrata a jornada de uma Autômata ao atender os desejos de pessoas diferentes, com necessidades diferentes e com arcos próprios e cheios de profundidade, mas também mostra um vislumbre da sociedade se recuperando e, claro, o crescimento da protagonista em sua busca incessante por compreensão e num processo onde ela se torna mais humana, mesmo que, a princípio, ela tenha o comportamento e a frieza de um robô, de forma que seus braços mecânicos ainda reforçam esse conceito.



A ideia é que Violet coloque no papel os sentimentos das pessoas que não sabem escrever ou não sabem como se expressar, e ela, sendo tão insensível, mal compreende o que está fazendo. Sua frieza e falta de tato em alguns momentos chega a ser impressionante, e não no bom sentido. Quando alguém lhe cobra um sorriso, por exemplo, ela precisa puxar as próprias bochechas e age como se isso fosse muito natural, quando é meio assustador (mesmo que no contexto possa ser engraçado).

Mas a medida que a garota viaja, ela conhece lugares novos e aprimora sua habilidade quando conecta as pessoas através de suas cartas, e assim, gradualmente começa a entender como os sentimentos funcionam, assim como o que as pessoas são capazes de fazer quando estão tão felizes que mal conseguem se conter, ou tão arrasadas que nada parece ser capaz de tirá-la do fundo do poço, mas movidas pela necessidade de enviarem uma carta especial a alguém ainda mais especial.



Algumas cenas em meio aos episódios são bem pesadas, com violência, mortes horríveis e muito sangue, e mostram um pouco do passado da garota enquanto ela lutava na guerra, mas nada foi explicado sobre suas verdadeiras origens ou como ela se tornou um soldado com habilidades tão letais. O que é sempre frisado é sobre o paradeiro do major, que é dado como morto, mesmo que seu corpo não tenha sido encontrado em meio aos escombros, assim Violet não perde as esperanças de um dia poder encontrá-lo.



Sim, ela tinha míseros dez anos de idade quando era considerada uma ferramenta de guerra, e com isso há também a questão da culpa do major em usá-la dessa forma. No fundo ele acredita que ela tenha sentimentos, mas a situação, e ele próprio, se encarregou se reprimir qualquer emoção que ela poderia vir a ter. Não fica claro se o dito amor do major por Violet é algo fraternal ou não, mas um episódio em questão me deixou com o pé atrás quando um casamento entre uma menina de quatorze anos é arranjado com um jovem de vinte e quatro e Violet não vê mal nisso. Na época pode ter sido algo normal, mas, por mais"romântico" que tenha sido, não deixa de ser estranho e incômodo.



Embora os episódios sejam curtos e poucos, o enredo se desenvolve de uma forma bem lenta e se preocupa em focar em detalhes, como pés inquietos, mãos se apertando, objetos, cabelos ao vento e afins, e por mais bobo que pareça, são detalhes que, em conjunto com a linda trilha sonora, conseguem transpassar as emoções dos personagens, intensificando seus sentimentos de acordo com a situação em que se encontram. Só posso afirmar que a cada episódio, as histórias se tornam mais bonitas e emocionantes do que as outras.
"Palavras podem ter diferentes interpretações. O que a pessoa diz não é toda a verdade. É uma fraqueza humana. Elas testam as outras pessoas para confirmar a própria existência."
- Episódio 2
Não posso palpitar sobre o trabalho de dublagem da série, pois sempre assisto tudo que posso no idioma original (mesmo que a única coisa que eu entenda em japonês seja "arigatô"). Acho que a experiência se torna muito mais real e emocionante assim.



O final fica em aberto, clamando por uma segunda temporada urgentemente, mas termina com aquele gostinho agridoce, deixando qualquer um que tenha acompanhado super satisfeito com tamanha beleza. Enfim, Violet Evergarden emociona e consegue arrancar algumas lágrimas facilmente, até dos "robôs mais insensíveis", como Violet costumava ser. O anime mostra como alguém marcada pelos horrores da guerra pode, sim, ter bondade no coração e ajudar as pessoas que precisam, ter esperanças e, acima de tudo, ser capaz de sorrir e amar.