Resumo do Mês - Abril

1 de maio de 2019



Vergonha define a produtividade do bloguito e do IG esse mês. Mas juro que não foi por falta de ânimo ou interesse, foi por falta de tempo mesmo. Depois de meses pelejando na justiça pra resolver um problema super inconveniente aqui no condomínio do prédio onde moro, enfim saiu um acordo pra eu poder mudar daqui sem pagar uma multa contratual de milhares de reais e ficar livre de uma vez por todas da Bruxa do 71 (no caso é a Bruxa do 103, uma criatura que insiste em ser síndica quando não tem competência nenhuma pra isso, não faz ideia do que um síndico tem que fazer, e só causa transtornos e discórdia por motivo de "querer mandar"). Como não sou obrigada a aturar isso, o jeito é mudar daqui e pronto. Por conta disso, estou numa correria danada procurando outro imóvel que atenda minha família (eu, maridón e 4 filhotes), mas até então não achei nenhum com espaço suficiente, e temos menos de 3 semanas pra sair daqui. É difícil achar um lugar que tenha pelo menos escola por perto, quem tem filhos sabe como é ruim morar num lugar com escola longe e fora de mão. Mas não vou desistir, o que tiver de ser vai ser e, por mais que eu não tenha tido tempo pra me dedicar ao blog por causa dessa procura super cansativa, logo logo eu compenso minha falta. Minha mãe também vai mudar, separou as coisas dela e aqui em casa tá uma bagunça danada, então acabo ficando sem poder fazer muita coisa. Ela precisa mudar pra liberar espaço pra só depois eu começar a arrumar as minhas coisas. Estou cheia de resenhas e críticas de filmes e séries pra postar, wishlists de pops lindos que já estou de olho, mas infelizmente não vou conseguir fazer com urgência enquanto não resolver essas questões com a mudança. Mas no final tudo vai dar certo.

Bora ver o que teve no bloguito esse mês:

♥ Resenhas
- Do que é Feita Uma Garota - Caitlin Moran
- O Arcano Nove - Meg Cabot

♥ Wishlist
- Funkos de Aggretsuko

♥ Na Telinha
- Gilmore Girls (2ª temporada)
- Love, Death + Robots (1ª temporada)

♥ Caixa de Correio de Abril

Caixa de Correio #86 - Abril

30 de abril de 2019

Esse mês recebi três livritchos mui interessantes e três popíneos que fazem parte de alguns sets que coleciono (e amo demais). Não foi muita coisa, mas o pouquinho que chegou já me deixou super alegrinha!
Vamo ver o que recebi nesse mês de abril, que passou voando e eu nem vi:

Wishlist #70 - Funkos de Aggretsuko

23 de abril de 2019

Não faz muito tempo que soube do lançamento dos popineos da série Aggretsuko e, claro, não poderiam ficar de fora da lista sem fim. Pra quem não conhece, a primeira temporada já teve crítica aqui no bloguito, confira AQUI. A série é um anime, tem um visual super fofo e "infantil", afinal, a personagem é da Sanrio (a mesma da Hello Kitty), e conta a história de Retsuko, uma pandinha vermelha que trabalha no setor de contabilidade de uma empresa, e depois do expediente canta death metal num karaokê como válvula de escape, já que está mais do que exausta naquele emprego do cão.
Ela é super fofinha e seus problemas são tão reais, faz com que tanta gente se identifique, que é impossível não sentir empatia e refletir. Quero todas.
Sua versão nº 25 é exclusiva da Target e o valor anda na casa dos R$150,00, já as demais são regulares e dá pra achar na casa dos R$70,00 por aqui. Pena que pouca gente conhece e a oferta anda bastante escassa, então talvez eu mesma tenha que dar um jeito de importar as fofildas. Espiem:


Na Telinha - Love, Death + Robots

12 de abril de 2019

Título:  Amor, Morte e Robôs (Love, Death + Robots)
Temporada: 1 | Episódios: 18
Gênero: Sci-fi/Fantasia/Terror
Ano: 2019
Duração: 6~17min
Classificação: +18
Nota:★★★★★
Sinopse: Uma coleção de contos animados que mistura ficção científica, fantasia e terror. Histórias sobre as aventuras de lobisomens soldados, caçadores de recompensas de cyborg e até mesmo de aranhas alienígenas (Sinopse do Adoro Cinema).

Love, Death + Robots é uma série antológica com vários contos independentes com temática pós-apocalíptica e futurista voltada para o público adulto e, a maioria, baseados em algum material já publicado que serviram de inspiração. A quantidade de sangue, violência, teor sexual e mortes, mesmo se tratando de animação, não é pra qualquer um, principalmente quando nos deparamos com tanta nudez gratuita, seja feminina ou masculina, mas a ideia de acompanhar alguns episódios curtos nesse estilo surpreende quem gosta do gênero, não só pela variedade gráfica, mas também por levantar questões relevantes. Pelos episódios serem independentes, não é nem necessário assistir na ordem (mesmo que exista uma teoria de que eles tem uma ligação), e embora alguns tenham alguma mensagem dignas de reflexão para passar, outros não parecem ter esse propósito. Não tem muito o que dizer de cada episódio sem dar maiores spoilers, afinal, eles tem em média 10 minutos cada. Não acho justo separar alguns episódios aleatórios sendo que todos eles tem seus méritos também, mesmo que sejam mais fraquinhos do que outros, então, mesmo que o post fique enorme, vou tentar fazer um apanhado geral, resumindo e dando minhas principais impressões.

LC Otimizado e Responsivo!

8 de abril de 2019


Oie, gente! Quem ainda acompanha o bloguito e lê os resumos mensais já deve ter percebido o tanto que minha vida anda corrida, e o quanto ando cansada e mais pra lá do que pra cá. Esse é o principal motivo de eu não conseguir atualizar o blog diariamente e nem ler tantos livros como fazia antigamente. Mas olha que eu me esforço, heim.

Na Telinha - Gilmore Girls (2ª Temporada)

5 de abril de 2019

Título: Gilmore Girls (Gilmore Girls)
Temporada: 2 | Episódios: 22
Elenco: Lauren Graham, Alexis Bledel, Melissa McCarthy, Keiko Agena, Scott Patterson, Yanic Truesdale, Kelly Bishop, Edward Herrmann, Liza Weil, Milo Ventimiglia, Jared Padalecki
Gênero: Família/Comédia/Drama
Ano: 2001
Duração: 44min
Classificação: +12
Nota: ★★★★☆
Sinopse: As adoradas Gilmore Girls estão de volta para uma segunda temporada de charme, diálogos inteligentes e engraçados e momentos dramáticos de tirar o fôlego. Nessa temporada vamos ter a companhia dos personagens que aprendemos a adorar: a linda e jovem mãe solteira Lorelai, sua filha-prodígio Rory, seus pais elitistas Emily e Richard, e toda uma cidade repleta de excentricidades. Novos moradores também chegam a Stars Hollow, incluindo Jess, sobrinho de Luke, cuja rebeldia vai causar estranheza aos moradores da cidade, mas cujo gosto literário atrairá a atenção de Rory. Corações quebram e se consertam, carreiras começam e terminam, e a vida segue nessa série adorável.

Por se tratar de uma continuação, é possível que eu solte alguns spoilerzinhos básicos de acontecimentos anteriores, sorry. Assim, partindo de onde terminou a primeira temporada, Gilmore Girls continua dando sequência ao cotidiano maluco de Lorelai e Rory Gilmore, na cidadezinha de Stars Hollow.


Depois do relacionamento ficar mais sério e Lorelai ficar noiva de Max Medina, o professor de Rory, ela - e todo mundo - se ocupa com os preparativos para o "casamento do século" de Stars Hollow. Porém, com Christopher, o pai de Rory, de volta à vida das garotas, Lorelai muitas vezes se pega indecisa sobre o que ela quer pra si mesma e pra Rory, e questiona como seria se pudesse ter um família tradicional com o pai de sua filha, mesmo que Chris já esteja num outro relacionamento.
Rory e Dean estão namorando e tudo ia bem, até Jess, o sobrinho de Luke, vir morar com o tio. Jess é o típico adolescente bad boy que, embora muito inteligente, só causa problemas por onde passa, sendo evitado ou acusado de algum vandalismo por todos. Ir morar com Luke é uma tentativa desesperada da mãe dele para Luke corrigir o filho. Mas é esse jeito transgressor de Jess, sua inteligência e seu amor por livros que chama a atenção de Rory, e ela, inevitavelmente, fica dividida entre ele e Dean. E assim, a série segue com foco no relacionamento entre mãe e filha. Enquanto Lorelai tem suas questões amorosas e lida com as exigências dos pais de um lado, Rory tem suas preocupações com seu relacionamento com Dean, sua curiosidade e atração por Jess e as obrigações e cobranças da escola de outro.


Antes de mais nada, é impossível assistir essa série e não ficar claro que no final Lorelai e Luke vão ficar juntos, aconteça o que acontecer. Não vai ser agora, mas uma hora eles vão se acertar e ponto. Levando isso em consideração, tudo que existe no roteiro que faça com que o processo seja mais longo e complicado, não passa de drama extra, seja para a sofrência da própria Lorelai, quanto de quem assiste. Um noivado com um personagem secundário, um "afastamento" de Luke por qualquer motivo, a recusa impossível dela de enxergar algo além de amizade entre eles, ou a ideia de Christopher retornar para a vida delas com intenção de ser o pai e o marido que ele nunca foi, não me convenceram, por mais bonito que pudesse soar.



Digo isso por que a ideia geral da série, ao meu ver, é mostrar o cotidiano de mãe e filha que se viraram sozinhas desde a gravidez de Lorelai, aos dezesseis anos, e a única certeza que elas têm na vida é a de poder contar uma com a outra. As demais pessoas, por mais que ajudem e se preocupem com elas, ainda são personagens secundárias que não fazem parte desse "círculo", dessa dupla imbatível. Emily e Richard, os avós de Rory, são exemplos disso, e nem os jantares semanais dos quais as duas são obrigadas a comparecer a fim de "fortalecer" os laços familiares, é o bastante para mudar a cabeça das duas, principalmente a de Lorelai. Talvez pelo fato da aproximação ser forçada é que Lor cria tanta resistência e, por mais que faça alguns esforços para quebrar as barreiras com Emily, ela continua cabeça dura e muito teimosa com as exigências da mãe, e impede que qualquer um se meta na sua vida, nas suas escolhas, e no que ela construiu com Rory. Ainda não consigo gostar tanto de Lorelai quanto eu deveria (eu deveria?) pois ela tem mania de se fingir de vítima em várias situações, é egoísta, e não é nada humilde quando se acha a própria dona da razão. Ela não assume muitos dos erros que comete, prefere jogar a responsabilidade nas costas dos outros, e não sabe lidar com as verdades que sua mãe joga em sua cara.


Para Rory, o desafio maior a ser enfrentado nessa temporada não é só conseguir dar conta das cobranças quase impossíveis da Chilton e lidar com os surtos e os xiliques de Paris, mas conciliar seus sentimentos em relação ao namorado e ao novo morador da cidade que já chegou despertando sua curiosidade, Jess.

O impacto que o relacionamento sem sal de Rory e Dean sofreu com a aparição de Jess deu uma apimentada nas coisas e, para o desespero de Lorelai, trouxe aquela ideia de que as meninas deixam os caras bonzinhos de lado e se interessam pelos que não prestam, como se Rory, que era exemplo de boa garota, começou a se "rebelar" por causa do novo bad boy com suas jaquetas de couro e seus cigarros. Não é bem por aí que as coisas seguem, graças a Deus, até mesmo porque Jess só age mesmo como um encrenqueiro por ter dificuldades em lidar com figuras de autoridade, odiar competições, ser extremamente inteligente e ficar entediado com a falta de desafios maiores no colégio, ou com a monotonia de uma cidadezinha minúscula e cheia de gente intrometida.


Através de Jess (e de Tristan também), Dean acaba revelando ser um garoto muito mais ciumento e obcecado por Rory do que parecia, querendo provar a todo custo que ele é O namorado, é ele o único cara que a ama, e o resto deveria tomar uma surra. Porém esse comportamento acaba afastando Rory cada vez mais, pois ele acaba se mostrando extremamente machista e possessivo. Quando Rory e Tristan estavam ensaiando para uma peça da escola e Dean queria ir a todos os ensaios para garantir que tudo ficasse sob seu controle, foi péssimo. Quando ele quer que Rory desmarque seus compromissos para ficar com ele, a vontade é de desistir. Não adianta agradar Lorelai e se fazer de bom moço com pequenas atitudes ou presentes se, na hora que ele devia se garantir e mostrar que é decente, ele se comporta feito um imbecil. Dean não sabe lidar com a ideia de que existem coisas importantes ou outras pessoas na vida de Rory que não seja só ele, e isso quebrou qualquer encanto que ele demonstrou ter no começo. Um completo embuste.


Os conflitos com Paris, a rival de Rory no colégio, começaram a ser desconstruídos e demonstrar a dita amizade que iria surgir que já era previsível desde o início. Paris ainda é difícil de lidar, ela é ofensiva, competitiva, mas Rory é compreensiva e consegue enxergar um lado nela que ninguém mais conseguia, o da carência. A defesa de Paris para evitar decepções é o ataque, como se afastar as pessoas primeiro impedisse que ela vá quebrar a cara depois.


Os diálogos dessa série são super famosos por serem tão dinâmicos e rápidos, e fica até difícil acompanhar se não tiver atenção o bastante, mas embora sejam engraçados e inteligentes, fica meio óbvio o quanto a coisa toda é ensaiada e muito forçada, por sinal. É meio impossível todo mundo ter um resposta pronta e genial pra dar sem antes pensar ou digerir o que foi dito.

No mais, alguns episódios pontuais foram bastante emocionantes e merecem uma menção honrosa, como a viagem não planejada que Lor e Rory fazem para conhecer Harvard, a formatura de Lorelai ou a estadia dela com a mãe num spa. Michel (me representa) continua impagável, principalmente quando recebe a visita da mãe. Kirk é o personagem mais engraçado da série, seja por ele não ter noção nenhuma, ou por aparecer do nada em qualquer lugar trabalhando com qualquer coisa. E a própria Stars Hollow, que é uma cidadezinha super peculiar e cheia de personalidade.


Pra finalizar, Gilmore Girls não é a série da minha vida mas melhora a cada episódio, e mesmo que tenha algumas situações dramáticas ou enroladas, sabemos que no final tudo há de se resolver, e talvez por isso seja tão gostosa de se acompanhar.


O Arcano Nove - Meg Cabot

4 de abril de 2019

Título: O Arcano Nove - A Mediadora #2
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2001
Páginas: 270
Nota:★★★★☆
Sinopse: Para uma adolescente, trocar de cidade pode ser um trauma. Para Suzannah, a mudança de Nova York para Califórnia está sendo ótima: novos amigos, muitas festas e dois caras bonitões e muito interessantes. Só que um deles é um fantasma. E o outro pode matá-la. Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de se comunicar com os mortos e resolver as pendências deles na Terra. A velha casa para onde se mudou com a mãe e o padrasto é assombrada por Jesse, um fantasma jovem e gentil. Como Jesse não liga muito para ela (e, além do mais, está morto), Suzannah se entusiasma com o interesse de Tad Beaumont, o garoto mais cobiçado da cidade. Mas o fantasma de uma mulher, cujo assassinato pode ter relação com um mistério no passado de Tad, a atormenta. E a vida de Suzannah pode estar ameaçada. Ser adolescente é complicado. O que dizer de uma garota que precisa dividir sua atenção entre a própria vida e a morte dos outros?

Resenha: As peripécias de Suzannah continuam nesse segundo volume da série A Mediadora, e dessa vez, a patricinha super badass arrumou mais um problema pra sua cabeça. Enquanto Suze se adapta à nova vida na Califórnia, com a ajuda de padre Dominic, ela precisa "cuidar" dos fantasmas que deixaram alguma pendência que aparecem. Tudo estava indo bem, obrigada, até que Suze recebe a visita de uma fantasma que insiste que ela deve dar um recado para alguém chamado "Red". A fim de ajudar a mulher morta, Suze começa a fazer suas investigações e acaba sendo levada a Tad Beaumont, um garoto liiiindo e super cobiçado pelas garotas, que ela havia conhecido a um tempo atrás. Essa aproximação com Tad desperta uma curiosidade maior em Suzannah, afinal, Jesse, o fantasma super gentil e bonito que habita em seu quarto, aparentemente, não quer nada com ela - e, tecnicamente, tal relacionamento seria impossível -. Logo, não seria mal arrumar um namorado e curtir um pouco pra se distrair de tanta confusão. Mas a medida que ela investiga mais sobre Tad e sua família por causa do fantasma da mulher que lhe pediu ajuda, ela percebe que corre risco de vida quando descobre mais do que deveria...

Seguindo o mesmo padrão do livro anterior, a narrativa e feita em primeira pessoa pelo ponto de vista de Suze e, embora sua personalidade e comportamento não tenham sofrido muitas mudanças, ela continua impagável, tanto no bom humor, quanto na forma de resolver as questões sobrenaturais no braço ou na bicuda, mas também nos deparamos com algumas situações onde sua futilidade e suas ações impulsivas, muitas vezes irritam um pouco. Sua preocupação com a aparência, ou a maneira como ela se sente no direito de julgar os outros de acordo com o que fazem ou deixam de fazer, é bastante questionável, mas chega a ser compreensível se levarmos em consideração que a menina ainda é uma adolescente, sua vida está virada de cabeça pra baixo depois de tantas mudanças, e ela ainda tem que lidar com um dom maluco que não pediu pra ter. Padre Dom insiste muito para que Suzannah aprenda a tratar melhor os fantasmas, explicando a situação dessas almas perdidas e necessitadas de ajuda na maior paciência do mundo, e a menina está lá, aérea e nada interessada no que ele tem a dizer, pensando em coisas aleatórias como plantas que dão alergia. Ela só recorre a ele quando lhe convém. Ainda falta um longo caminho de aprendizado e amadurecimento pela frente, então vamos aguardar com paciência, pois ela é bem teimosa, mas não chega a ser um caso perdido.

Jesse continua um fantasma super fofo e ele acaba sendo o responsável por salvar a história toda vez que aparece. Ele é bastante reservado, não gosta de falar sobre sua própria morte, tem uma mania super esquisita de sumir ou aparecer do nada para Suzannah (o que a deixa morta de raiva), mas a ligação entre os dois só cresce, as conversas se intensificam, e a curiosidade só aumenta. Os momentos entre os dois são hilários, a forma como Suze fica desconcertada e com a voz esganiçada ao conversar com ele é muito engraçada. Ela, obviamente, fica balançada pelo charme de Jesse, mas ambos sabem que, por mais que algo esteja florescendo entre os dois, é um relacionamento impossível de se firmar, por isso Tad entra na parada. Ele inclusive tem seus segredos e é rodeado por mistérios que se alongam em excesso, mas seu papel na história até que foi bem colocado.

Os novos amigos de Suze, Adam e Cee Cee, são ótimos, mas por mais que sejam carismáticos e companheiros, eles, assim como os demais personagens secundários incluindo a família nova e seus irmãos postiços, não ganham tanto aprofundamento, e eles acabam perdendo espaço para os fantasmas.

O mistério acerca de Red foge de maiores clichês e, embora não seja bombástico, surpreende pelo rumo que toma. A história de forma geral é leve e divertida, e funciona muito bem como leitura rápida para curar uma ressaca literária, logo não há tantas reviravoltas mirabolantes ou complexidade na trama para fervilhar nossas cabeças. O único porém é que Meg Cabot relembra constantemente acontecimentos do livro anterior, talvez para refrescar a memória do leitor, e isso acaba tornando a história repetitiva e um pouco cansativa pra quem ler os livros em sequência.

No mais, O Arcano Nove foi uma boa sequência. Tem algumas passagens confusas e meio nonsense, eu admito, mas se tratando de Meg Cabot, e de uma protagonista maluca que esmurra caras fantasmagóricas, podemos esperar qualquer coisa.

Do que é Feita Uma Garota - Caitlin Moran

3 de abril de 2019

Título: Do que é Feita Uma Garota
Autora: Caitlin Moran
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Romance
Ano: 2015
Páginas: 390
Nota:★★★★★
Sinopse: “Wolverhampton, em 1990, parece uma cidade a que algo terrível aconteceu.”
Talvez tenha acontecido de fato. Talvez seja o governo de Margaret Thatcher, talvez seja a vergonha que Johanna Morrigan passou num programa da TV local aos catorze anos. Imitar o Scooby Doo ao vivo foi uma péssima ideia. A narradora percebe que não faz mais sentido seguir como Johanna e decide se reinventar como Dolly Wilde - heroína gótica, garota "roqueira e beberrona", loquaz e Aventureira do Sexo, que salvará a família da pobreza com sua literatura. Como Jo de Mulherzinhas ou as irmãs Brontë, tirando a morte precoce.
Aos dezesseis anos, Dolly já fuma, bebe, trabalha para uma revista de música, manda cartas pornográficas para rock stars, transa com todo tipo de homem e ganha por palavra que escreve para destruir uma banda. Mas e se Johanna tiver feito Dolly com as peças erradas? Afinal, ser[a que uma caixa cheia de discos, uma parede cheia de pôsteres e uma cabeça cheia de livros são suficientes para se fazer uma garota?
Recheado de saborosas referências da cultura pop e do cenário indie dos anos 1990 da Inglaterra, Do que é feita uma garota é um romance hilário, picante e mordaz, que retrata com primor a iniciação de uma garota no universo adulto. 

Resenha: Década de 90, Wolverhampton, Inglaterra. Johanna é uma adolescente de quatorze anos que, para sua total falta de privacidade, divide o quarto com os irmãos, ajuda a mãe a enfrentar uma depressão pós parto de gêmeos, e espera que o pai, que trabalha na indústria musical, em breve vai conseguir tirar a família do buraco. Mas devido a pouca idade, Johanna acredita mesmo que o pai vai ter algum sucesso, como se a fase ruim em que a família se encontra fosse algo passageiro, e que não iria demorar para que as promessas dele de uma vida melhor logo iriam se concretizar. Mas, quando ela percebe que a ruína está muito mais próxima do que o dinheiro e a "glória eterna", Johanna decide que precisa fazer alguma coisa pela família e por si mesma.

Então, depois de ouvir todos os discos indies possíveis, sob o pseudônimo de Dolly Wilde, Johanna começa a ganhar dinheiro para fazer resenhas negativas de bandas locais para uma revista nacional, e aos dezessete anos ela se tornou uma garota totalmente diferente daquela de quatorze da qual ela costumava ser. Ela entende muito de música, fuma feito uma chaminé, bebe igual um Opala, ganhou fama de encrenqueira e dorme com qualquer cara que aparece. É a típica "riot grrrl", sexo, drogas e rock'n roll. No início ela acreditava que esse era o tipo de pessoa que ela deveria ser, mas a medida que o tempo passa, ela percebe que Dolly talvez não corresponda exatamente com quem ela é, de fato.

Sabe aquele tipo de livro que você fica interessada logo quando vê que foi lançado, mas fica adiando a leitura eternamente sem nenhum motivo aparente e quando, enfim, pega pra ler, se arrepende até a alma por não ter lido antes? Pois é...
Do que é Feita Uma Garota é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Johanna e, ao longo da trama, ela vai construindo Dolly aos poucos, mas a partir daí descobre mais sobre si mesma com as experiências que tem, sua sexualidade, suas preferências, assim o que é preciso para se reinventar.

Assim, com toques muito bem humorados, alguns palavreados bem colocados pro estilo de narrativa, e usando elementos que se remetem à música underground dos anos 90, a autora desenvolve a história com muita naturalidade pela ótica de uma adolescente bastante precoce com seu jeito próprio, ingênuo, positivo e peculiar de enxergar o mundo, e como ela lida com as mais diversas situações que aparecem em cada momento de altos e baixos nessa fase de sua vida.
Através de Johanna/Dolly, a autora aborda temas como a descoberta da sexualidade, da importância da família, do primeiro amor, de adquirir responsabilidades e como todos esses elementos são responsáveis por construir uma pessoa e determinar quem ela poderá vir a ser no futuro, e tudo isso levando em consideração que as mudanças são constantes, mas a essência de cada um permanece.
Embora ela seja adolescente, foi bem bacana acompanhar sua forma de agir, de pensar e de resolver as coisas, pois ela arrisca, aprende com os erros - e não são poucos - e não desiste. Talvez devido a pouca idade que ela tem, é um pouco desconfortável acompanhá-la vivendo uma vida tão "desregrada", cheia de vícios, com uma vida sexual mais ativa do que podemos imaginar, se perdendo nos próprios devaneios, contando mentiras e se metendo em confusões, mas são esses os fatores que a tornam uma garota real, é o que faz dela quem ela é, com algumas virtudes, sim, mas também com muitos defeitos. Em vários momentos, ela se sente confusa por não saber exatamente o que está acontecendo ao ser redor, mas o aprendizado é a lição mais importante.

Johanna questiona várias questões machistas e estereótipos impostos pela sociedade, não concorda com a ideia de os meninos terem mais liberdade pra determinadas coisas do que as meninas, de os homens poderem fazer tudo e se as mulheres fizerem o mesmo, serão recriminadas.

Me arrisco a dizer que esse livro vai fazer com que muitas mulheres adultas se identifiquem com a protagonista pelo lado dos dilemas adolescentes, pelo ponto em que enquanto somos adolescentes nos sentimos confusas, descrente ou iludidas com os garotos, mutas vezes injustiçadas, e acreditamos sermos donas da razão em assuntos que não compreendíamos totalmente, mas hoje, ao olharmos pra trás, percebemos o quanto fomos ingênuas e bobas (no bom sentido da coisa) e que tínhamos um longo caminho para aprendermos muito do que a vida ensina, e ainda vai ensinar.

Embora seja trabalhado com muita sutileza, é possível perceber que a autora também inseriu o feminismo como tema na trama, e a história acabou tendo um significado ainda mais relevante e não deixa de trazer várias reflexões. A postura de Johanna frente aos homens em alguns pontos é ridícula e questionável nos dias de hoje, principalmente por ela passar um bom tempo tentando agradá-los acompanhando o comportamento da sociedade da época. Pensamentos como "se a garota tem uma vida sexual ativa, é vadia; o sexo é uma via de mão única, e o que realmente importa é a satisfação masculina; garotas gordas são encalhadas", são algumas das ideias expostas que permeiam a trama e, assim como fizeram a protagonista questionar, vão nos fazer questionar e refletir sobre os "privilégios" dos homens e o quanto as mulheres acreditavam que esse tipo de coisa era normal e aceitável, coisa que já está sendo desconstruída na atualidade, graças a Deus.

Pra quem aproveitou os anos 90 e sente falta da época, ou tem curiosidade pra saber ou relembrar como as pessoas aproveitavam a vida antes do boom da internet e das redes sociais, é leitura mais do que recomendada.

Resumo do Mês - Março

1 de abril de 2019


Apesar de março não ter sido um mês tão desesperador, a correria, como sempre, foi bastante e o estresse com alguns problemas que ando tendo nesse bendito condomínio onde moro foi parar lá nas alturas. Marido voltou das férias depois do Carnaval, e a rotina de ficar com tudo nas costas, voltou com tudo. Claro que fiquei morta, mas ainda tenho que agradecer ao abençoado pela ajuda que ele me dá quando leva pra mim os livros que estou vendendo no correio ou pessoalmente pra quem quer pegar em mãos, já que pra mim é bem difícil ficar saindo carregando peso e ainda ter que correr atrás de criança pegando fogo. Aliás, quem quiser dar uma conferida nos livros disponíveis, clica aqui.

No mais, vamo levando que no final dá tudo certo!

Bora ver o que teve no bloguito esse mês:

♥ Resenhas
- Labirinto - A.C.H. Smith e Jim Henson
- Mulheres na Luta - Marta Breen e Jenny Jordahl
- A Terra das Sombras - Meg Cabot

♥ Games
- Amber's Airline - High Hopes

♥ Wishlist
- Funkos de The Nutcracker and the Four Realms
- Funkos do Queen
- Funkos de Horizon Zero Dawn

Na Telinha
- Origin (1ª Temporada)

♥ Caixa de Correio de Março

Ah, e não me abandonem no Instagram agora que voltei com o bendito. Sigam lá, por obséquio, e acompanhem minhas fotinhas mui amadoras XD @bloglivrosechocolate


Caixa de Correio #85 - Março

31 de março de 2019

Esse mês dei uma pausa com as vendas dos meus livros por dois motivos: Facebook bugado excluindo anúncios, e pausa para descansar. Mas, em breve, vou organizar outra forma de anunciar, pois como montei uma planilha enorme e muita gente ou não consegue abrir ou tem preguiça de ler os títulos, acho melhor separar por preço, tirar foto e anunciar assim: "qualquer livro da foto por 5,00", e a foto com todos os livros nesse valor, e por aí vai.
Mas enfim, esse mês recebi três livritchos e uma chuva de pops. Meti o pé na jaca e, agora, mais do que nunca, preciso mesmo vender os livros pra pagar o rombo do cartão de crédito. ~Rindo, mas é de desespero~.

Vamo ver o que chegou nesse mês de março, que inclusive custou a passar:

Wishlist #69 - Funkos de Horizon Zero Dawn

29 de março de 2019

Não tenho mais costume de jogar jogos de video game como fazia antigamente. Acho que a última vez foi quando GTA V foi lançado e eu descontei todo meu estresse atropelando transeuntes e metendo tiro em quem olhava torto pro meu boneco mal encarado, maníaco e psicopata (e olha que isso não fez de mim uma maníaca). Antes disso meu negócio era Super Mario, Donkey Kong, Crash Bandicoot, Final Fantasy Tactics (♥) e Resident Evil no finado PS1 (década de 90, quem nunca?) ou as versões anteriores de GTA mesmo.

Então, com esses consoles cada vez mais modernos e cheios de trelelês, e eu sem tempo nenhum pra passar o dia jogando igual eu fazia antes (saudade da época que eu não tinha filhos, nem preocupações e podia dormir até 2hs da tarde), acabei tenho que me contentar com joguinhos no celular ou alguns míseros minutos no PC com Don't Starve ou The Sims, mas o tempo é tão pouco que não consigo progredir quase nada, acabo perdendo o interesse e deixo pra lá.

Eis que numa dessas, vejo a Marina (minha filha mais velha) bem animada com um jogo que ganhou do tio, e quando parei dez minutos pra ver do que se tratava fiquei admirada com os gráficos e com a história de Horizon Zero Dawn, e, por ser RPG, já cresci o olho no negócio.

Bem resumidamente, o jogo se passa mil anos no futuro e traz um cenário pós-apocalíptico e super bizarro onde pequenos grupos de pessoas vivem em tribos primitivas e lideradas por Matriarcas, tem suas tradições, rituais e cultuam uma Deusa, e também se dividiram entre caçadores e coletores, mas o grande problema é que o domínio dessas pessoas sobre essa condição e sobre esse ambiente tribal e selvagem foi usurpado por criaturas colossais, poderosas e mecânicas (com direito dinossauros e tudo) cuja origem é desconhecida. E nesse cenário vamos conhecer - e controlar - Aloy, uma garota "sem-mãe" que desde bebê foi exilada da tribo e criada por Rost, um homem bastante sábio e bondoso, que se exilou para cuidar dela e prepará-la para esse mundo cheio de perigos. Ele nunca deixou de ensiná-la que é preciso respeitar não só as tradições das tribos e a autoridade das mulheres, mas também o poder das Máquinas. Aloy cresce e desenvolve suas habilidades de caça assim como as habilidades de arco e flecha, vai explorar o mundo selvagem, porém cheio de tecnologias super avançadas, e treinar muito a fim de vencer a Provação para, assim, ter direito a um desejo concedido pelas Matriarcas e obter as respostas sobre quem ela é, por que foi exilada, e outras coisitas mais.

Infelizmente, por mais que eu tenha ficado interessada e bastante empolgada com a premissa do jogo, não tive oportunidade de jogar o bastante para fazer um post sobre devido a falta de tempo e correria do dia-a-dia (ser mãe e dona de casa devia ser considerado uma profissão), mas não é algo que eu esteja descartando. Mas vou, sim, jogar na primeira oportunidade.

E os pops do game? Claro que entraram pra lista!


Games - Amber's Airline - High Hopes

25 de março de 2019

Título: Amber's Airline - High Hopes
Desenvolvedora: GameHouse
Plataforma: Android e iOS
Categoria: Estratégia/Drama/Casual
Ano: 2018
Classificação Indicativa: 10+
Nota: 
Sinopse: Aperte os cintos e decole com Amber Hope em um novo jogo de companhia aérea!
A GameHouse, criadora de Delicious, Fabulous e Heart’s Medicine, lança uma nova aventura de gerenciamento de tempo que vai fazer seu coração decolar!
Em Amber’s Airline: High Hopes, você vai experimentar a vida charmosa de uma comissária de bordo.
Conheça Amber Hope, aspirante a comissária nas Linhas Aéreas Snuggford. Amber sonhava em voar para destinos exóticos em todo o mundo desde que era menina. Mas para entrar nessa tripulação de elite, ela precisa passar nos exames. Não vai ser fácil e ela vai precisar da sua ajuda.

Depois do lançamento de joguinhos como Delicious e Heart's Medicine, a GameHouse desenvolveu mais um game nessa linha de aventuras de gerenciamento de tempo envolvendo o universo aéreo e os desafios das comissárias de bordo em suas carreiras.
Conhecemos Amber Hope, uma jovem aspirante a comissária que trabalha nas Linhas Aéreas Snuggford. Ela precisa realizar vários exames, provas, enfrentar vários desafios para conseguir entrar para a tripulação de elite, se tornar uma comissária e realizar o sonho de sua vida.


O game oferece 60 fases (e outros 30 desafios extras) divididas em 6 setores do aeroporto ou partes do avião onde Amber deve servir, auxiliar e até acalmar os passageiros, fazer inspeções de segurança, e lidar não só com a pressão de um trabalho cheio de exigências e chefes autoritários, mas também com novos amigos, possibilidades de relacionamentos amorosos, e claro, os próprios conflitos pessoais.


Amber mora num apartamento, adora tocar bateria e tem um peixinho dourado chamado Sushi. Ela adora seu trabalho, mas um trauma de infância faz com que ela se culpe por algo terrível que aconteceu, e isso ainda não permite que ela siga em frente, seja no âmbito profissional ou no pessoal.

A medida que vamos avançando as fases, o diário de Amber vai sendo preenchido, assim como a possibilidade de personalizá-lo com itens comprados com as conquistas de cada fase, e ali temos acesso ao que Amber escreve, seus pensamentos, medos e sonhos, e aos poucos sua história vai sendo revelada para que possamos entender o que, de fato, aconteceu, e isso acaba enriquecendo a história, deixando o jogo mais envolvente e até emocionante.


A mecânica do jogo é a mesma dos outros da desenvolvedora. A gente toca no passageiro que deve ser atendido, toca no item que ele quer, e toca no passageiro de volta para lhe entregar o item. A dificuldade aumenta a medida que o jogo avança, então é preciso ficar cada vez mais ágil nos atendimentos para terminar a fase com uma boa pontuação, ganhar os bônus e completar o diário e o quadro de desafios (que é opcional).






Diferente do Heart's Medicine, este tem as 10 primeiras fases gratuitas e as demais podem ser liberadas após assistir anúncios (o que requer uma conexão com a internet). Há a possibilidade de fazer uma assinatura mensal para desbloquear todas as fases, mas pra quem não pode pagar, é uma forma bem bacana e justa de poder avançar no jogo. Após as sessenta fases o jogo termina, mas nada impede que as fases sejam acessadas outra vez. Às vezes não fechamos a fase com as 3 estrelas ou com a captura do ratinho que aparece, e posteriormente é possível retornar para tentar completar.


A jogabilidade é bem intuitiva e fácil, os gráficos são bem caprichados e coloridos, e cada "mundo" é cheio de detalhes incríveis e super bem feitos. Assim, pra quem curte jogos desse gênero, Amber's Airline nos transporta para um game que não mostra apenas os vislumbres dos bastidores dessa carreira tão cobiçada pela possibilidade de conhecer lugares novos e incríveis, mas também diverte com os pequenos desafios que nos faz correr contra o tempo, e ainda conta uma história de amor, perda e superação tão divertida quanto emocionante. Recomendo!

A Terra das Sombras - Meg Cabot

24 de março de 2019

Título: A Terra das Sombras - A Mediadora #1
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2000
Páginas: 288
Nota:★★★★☆
Sinopse: Falar com um fantasma pode ser assustador. Ter a habilidade de se comunicar com todos, então, é de arrepiar qualquer um. A jovem Suzannah seria uma adolescente novaiorquina comum, com seu indefectível casaco de couro, botas de combate e humor cáustico, se não fosse por um pequeno detalhe. Ela conversa com mortos. Todos eles. Qualquer um. Ela é uma mediadora, em termos místicos, uma pessoa cuja missão é ajudar almas penadas a descansar em paz. Um dom nada bem-vindo e que a deixa em apuros com mãe e professores. Como convencê-los da inocência nas travessuras provocadas por assombrações?

Resenha: A Terra das Sombras é o primeiro volume (de sete) da série A Mediadora, da autora maravilhosa, ilustre e diva Meg Cabot. Suzannah Simon é uma adolescente de dezesseis anos que se muda de Nova York pra Califórnia devido ao segundo casamento de sua mãe com Andy, que já é pai de três filhos. Ela é uma garota de humor ácido e aparentemente normal, se não fosse pela sua personalidade "forte" e seu dom de ver de fantasmas, e de chutar suas bundas quando se recusam a colaborar. Suze é uma mediadora, e sua missão é ajudar essas almas a resolverem seus assuntos pendentes para que possam passar para o outro lado e descansar em paz, mesmo que seja à força ou na base da porrada.
Quando ela chega na Califórnia, se depara com uma casa vitoriana bastante antiga onde seria seu novo lar, mas o que ela não esperava era ter que dividir seu quarto com Jesse, o fantasma de um jovem hispânico, lindo e encantador que está preso alí há cento e cinquenta anos. E como se não bastasse, a nova escola em que ela vai estudar está sendo assombrada por uma ex-aluna que se suicidou e quer se vingar do ex-namorado a qualquer custo, ameaçando a segurança dos outros alunos. Assim, Suzannah, com a ajuda do padre Dominic (que também é um mediador) entra em cena com seus poderes para ajudar os novos colegas de escola e seus professores.

Lembro que li os seis primeiros livros entre 2010-2011 mas até hoje a história está bem fresca na minha memória, coisa que é bem difícil de acontecer com a maioria dos livros que leio.
Por mais que a história seja voltada para um público mais adolescente, o que acaba conquistando o leitor é a narrativa. O livro traz uma história bem teen e sobrenatural, é super rápido de ser lido devido a escrita fácil e envolvente, os toques hilários de muito bom humor e um pouco de romance, e os personagens são muito bem construídos. Não nego que há algumas inconsistências que tornam algumas cenas um tanto questionáveis, principalmente quando partem de algo que já existe em determinadas crenças/religiões e no livro acaba sendo um pouco distorcido, mas relevei esses pontos considerando que se trata de uma fantasia. Se não é algo que comprometa a história de forma geral, então está tudo bem, mesmo que a autora pudesse ter feito uma pesquisa um pouco mais elaborada para tornar as ações dos personagens mais "realistas".

A história é narrada em primeira pessoa pelo ponto de vista da protagonista e inicialmente, por mais "badass" que ela seja, é possível revirar os olhos para seu comportamento e atitudes em alguns momentos. Às vezes, Suze se comporta feito uma criança mimada, egoísta e birrenta, e a vontade é de lhe dar uns chacoalhões para aprender a ter um pouco mais de noção, pois nem tudo se resolve no braço ou do jeito que ela acha que deve, mas também tenho que admitir que quando a coisa começa a ficar tensa, só tive admiração por ela ser uma garota tão jovem, mas tão cheia de coragem para enfrentar perigos sem se deixar abalar. Outra pessoa no lugar dela, tendo que lidar com o que ela lida, no mínimo, borraria as calças. Assim, vamos acompanhando a rotina de Suzannah ao se adaptar numa nova cidade, numa nova escola, numa nova casa com uma nova família, ao mesmo tempo em que tenta convencer Heather, o fantasma da menina que se suicidou, a se desprender de suas mágoas para que ela, enfim, possa seguir em direção a luz. Mas se não é fácil lidar com os vivos, imaginem com os mortos, principalmente os teimosos?

Os personagens secundários colaboram para o desenvolvimento não só da trama, mas do crescimento e amadurecimento pessoal de Suze, então vemos a importância da família, mesmo aqueles que já morreram mas se recusam a partir, e dos amigos. O bacana dos livros da autora é que ninguém que aparece na história fica completamente esquecido ou não tem alguma função que tenha alguma relevância.
Padre Dom, por exemplo, é o padre da escola. Ele bastante bondoso e vai auxiliar Suzannah (ou pelo menos tentar) em suas missões com os fantasmas de uma forma que ela seja mais paciente e não trate as almas penadas e teimosas como lixo. Jesse também é um fofo e consegue ser o melhor personagem da história, e sua forma de tratar Suze com tanto carinho, a chamando de "hermosa" e tudo mais, é muito bonitinho.

No mais, pra quem procura por um livro divertido e despretensioso, rápido de ser lido e que, com certeza, ajuda a sair de uma ressaca literária, é leitura mais do que indicada.

Mulheres na Luta - Marta Breen e Jenny Jordahl

17 de março de 2019

Título: Mulheres na Luta - 150 anos em busca de liberdade, igualdade e sororidade
Autoras: Marta Breen e Jenny Jordahl
Editora: Seguinte
Gênero: HQ/Não Ficção
Ano: 2019
Páginas: 130
Nota:★★★★★
Sinopse: O movimento feminista em quadrinhos, para jovens e adultos. Há 150 anos, a vida das mulheres era muito diferente: elas não podiam tomar decisões sobre seu corpo, votar ou ganhar o próprio dinheiro. Quando nasciam, os pais estavam no comando; depois, os maridos. O cenário só começou a mudar quando elas passaram a se organizar e a lutar por liberdade e igualdade. Neste livro, Marta Breen e Jenny Jordahl destacam batalhas históricas das mulheres ― pelo direito à educação, pela participação na política, pelo uso de contraceptivos, por igualdade no mercado de trabalho, entre várias outras ―, relacionando-as a diversos movimentos sociais. O resultado é um rico panorama da luta feminista, que mostra o avanço que já foi feito ― e tudo o que ainda precisamos conquistar.

Resenha:  Trazendo um assunto tão importante nos dias de hoje, Mulheres na Luta, publicado pela Editora Seguinte, é um compilado de informações acerca do movimento feminista e da luta das mulheres que começaram há somente cento e cinquenta anos e marcaram o início de mudanças muito importantes para adquirirem direitos numa sociedade completamente machista. Ter direito aos estudos, ao trabalho remunerado, a votar nas eleições, e de decidir sobre o próprio corpo são algumas das lutas desse movimento que mostra que houve bastante progresso, mas que ainda assim é preciso muito mais.


O livro é dividido em partes que abordam diferentes tipos de lutas, apontando alguns fatos que foram decisivos para várias conquistas e mostrando que as mulheres são capazes de muito mais coisas do que ficarem confinadas em casa cuidando dos afazeres domésticos, de uma penca de filhos e servindo obedientemente ao seu marido. Se por um lado existiam homens que defendiam que "o homem é ativo e forte, enquanto a mulher é passiva e fraca", ou que "as mulheres devem ficar em casa com a família, em vez de ocupar a cabeça com outras coisas", existiam mulheres que refutavam essas ideias absurdas e começaram a lutar pelos mesmos direitos.


Embora os eventos tenham uma abordagem histórica, se concentrem principalmente em lutas de mulheres americanas e europeias, e sejam explorados de uma forma bastante enxuta e sem muitos detalhes, fica bem claro que muito se perdeu para que houvesse conquistas. Mulheres foram torturadas e mortas enquanto questionavam homens e lutavam por seus direitos, e é incrível perceber que hoje, em pleno século 21, isso ainda acontece no mundo inteiro.



Outras questões são trabalhadas além dos direitos conquistados gradualmente, como sexualidade, métodos contraceptivos e aborto, porém focando no corpo feminino como uma propriedade controlada por qualquer um, exceto pela mulher, e embora em alguns países as mulheres tenham direitos e sejam donas dos próprios corpos, ainda há lugares em que isso não acontece, o que gera reflexões sobre o quanto é preciso evoluir e rever não só conceitos, mas as leis também.


A edição gráfica do livro é muito bonita e caprichada, com capa dura, folhas mais grossas, ilustrações com traços simples, porém bastante expressivos, e cores monocromáticas em tons pastéis que se contrastam com o preto distribuídas ao longo do livro de acordo com o tema abordado no determinado capítulo. O visual é limpo e ajuda a transmitir a história de uma forma bastante clara, objetiva e funcional.


Assim, pra quem busca por livros que abordam a opressão do patriarcado e a temática feminista de uma forma didática, que citam nomes de mulheres que foram responsáveis por mudanças importante para a vida de todas as outras mulheres na sociedade e seus feitos, Mulheres na Luta é uma excelente porta de entrada para se ter noção do que é o feminismo e o quanto é necessário, de onde surgiu, o que as mulheres precisaram (e ainda precisam) enfrentar para conquistar espaço, e porquê a igualdade precisa ser alcançada tão urgentemente.

Wishlist #68 - Funkos do Queen

11 de março de 2019

Quando a gente cresce ouvindo determinado tipo de música, é impossível não apreciar e/ou sentir aquela nostalgia sempre que as músicas tocam, né? No meu caso, eu cresci com minha mãe ouvindo e cantando pra mim e meus irmãos as várias vertentes do rock das antigas, Credence, Supertramp, Queen, Pink Floyd e afins. Ela colocava as músicas em festinhas, e também cantava em qualquer ocasião, até como música de ninar, pra gente dormir! Então, desde pequenininha, acabei aprendendo a gostar, a cantar, a admirar as músicas e os artistas, e não é a toa que ouço até hoje e gosto bastante.

Com o sucesso estrondoso do filme Bohemian Rhapsody, Brian May, Roger TaylorJohn Deacon e o icônico e talentosíssimo Freddie Mercury, integrantes da banda britânica Queen, ganharam suas versões em pop, e obviamente eles não poderiam ficar de fora da "listinha".


O trailer da música:

Labirinto - A.C.H. Smith e Jim Henson

10 de março de 2019

Título: Labirinto
Autor: A.C.H. Smith e Jim Henson
Editora: Darkside Books
Gênero: Fantasia/Juvenil
Ano: 2016
Páginas: 272
Nota:★★★★★
Sinopse: Trinta anos sem perder a magia. Tudo começou em um pequeno “labirinto” real na cabeça de James Maury, mais conhecido pelo nome de Jim Henson. O cartunista, músico, roteirista, designer e diretor sabia acessar como ninguém o coração das pessoas e o seu maior dom foi dar vida a seres inanimados. A nova geração pode não lembrar do seu nome, mas com certeza tem seus personagens gravados na memória: Os Muppets, Vila Sésamo, Muppets Babies e até a inesquecível Família Dinossauro. Além deste, Henson também criou fábulas como “Labirinto”, em parceria com George Lucas, filme que encantou toda uma geração quando foi lançado, há 30 anos, com David Bowie como Jareth, o Rei dos Duendes, e também responsável pela trilha sonora, e uma jovem Jennifer Connelly no papel de Sarah, a protagonista que deseja que os duendes levem Toby, seu meio irmão e – para seu espanto – é atendida. Arrependida, ela é desafiada pelo Rei dos Duendes a atravessar o sombrio Labirinto, repleto de perigos e seres mágicos.
A novelização de Labirinto finalmente é publicada em português, em uma edição à altura do mestre. Escrita por A.C.H. Smith em parceria com Henson, a edição apresenta pela primeira vez as ilustrações dos duendes feitas por Brian Froud, que trabalhou no filme, além de trechos inéditos e nunca vistos com 50 páginas do seu diário, detalhando a concepção inicial de suas ideias para Labirinto, comemorando os 30 anos do filme em grande estilo.

Resenha: Em 2016, em comemoração aos 30 anos de lançamento, Labirinto - A Magia do Tempo, de Jim Henson (criador de Os Muppets e Família Dinossauro) e estrelado por David Bowie e Jennifer Connelly em 1986, ganhou sua adaptação literária pelas mãos de A.C.H. Smith e foi publicado no Brasil pela editora DarkSide Books.

O filme/livro conta a história de Sarah, uma garota de dezesseis anos que, desde que a mãe os abandonou, mora com o pai, a madrasta e seu meio-irmão, Toby. Ela sonha em ser atriz, adora ensaiar e interpretar papeis, mas detesta interromper seus afazeres para tomar conta do irmãozinho que ela tanto odeia. Até que numa noite, quando Sarah precisa ficar de babá para o pai e a madrasta saírem, em um repentino e forte desejo de que Toby parasse de chorar e sumisse, ela profere algumas palavras lidas em um livro e tem seu desejo realizado. O bebê é levado para longe por Jareth, o Rei dos Duendes, que vive num castelo distante. Agora, Sarah não tem outra alternativa a não ser embarcar numa grande aventura a fim de atravessar um enorme labirinto, cheio de desafios e perigos, para resgatar o irmãozinho, antes do tempo estipulado se esgotar, caso contrário ela nunca mais verá Toby.

Narrado em terceira pessoa, a leitura é fácil, fluída e é uma descrição fiel dos acontecimentos que se passam no filme. Talvez a sacada maior é fazer com que os leitores que assistiram na infância possam reviver essa grande aventura em suas memórias.

Sarah é uma personagem um tanto chata e egoísta inicialmente, e a idade ainda colabora para que seus dramas sejam amplificados. Ela se sente injustiçada com a própria vida, de ter sido abandonada pela mãe, de não ser mais criança e não ter tanta atenção, mas também não ser adulta pra ser totalmente independente, de ser obrigada a lidar com a nova companheira do pai, e agora tem um irmão com quem precisa dividir seu espaço. Porém, aquele ditado que diz que a gente só dá valor quando perde se aplica bem à situação. Por mais "insuportável" que Sarah considere o bebê, ele é seu irmão, faz parte da família, é indefeso e precisa de cuidados. E a jornada para resgatá-lo é uma jornada de autoconhecimento: Sarah aprende mais sobre si mesma, seja quando faz novas amizades, seja quando precisa tomar decisões que nunca havia precisado tomar antes, principalmente quando precisa confrontar seus próprios dilemas, lidando com seus medos e com os sentimentos conflituosos dessa fase da vida que é a adolescência.

Os personagens secundários são ótimos e só reforçam a ideia de amizade, lealdade, coragem e sensatez, elementos tão importantes para se levar a vida. Hoggle é um duende amargurado que não tem amigos e serve Jareth. No começo ele recebe ordens para atrapalhar o progresso de Sarah, mas a medida que o tempo passa, eles vão se conhecendo melhor e os laços que eles formam começam a se estreitar resultando numa amizade muito bacana. Ludo é um enorme mostro peludo com poder de chamar pedras (o que acaba sendo bastante útil nessa aventura cheia de perigos) que Sarah encontra pelo caminho, e seu coração é tão grande quanto ele próprio. Outro personagem que vem depois é o Sr. Dídimo e seu cachorro/corcel Ambrósio em quem ele cavalga por aí, e muito do toque de bom humor vem desses dois, pois se por um lado o Sr. Dídimo faz o tipo nobre cavaleiro valente e corajoso que não tem medo de enfrentar tudo e todos, Ambrósio é mais medroso e é responsável por colocar limites em seu dono.

A edição do livro dispensa maiores comentários, principalmente por se tratar da Darkside. A capa dura com detalhes dourados é linda, a fitinha pra se marcar páginas é um charme, as ilustrações após a história feitas por Brian Fround são de encher os olhos, e as cópias das páginas do diário do próprio Jim Henson, onde ele fez anotações sobre as ideias iniciais para o filme, mostra o quanto ele foi genial. Não nego que a história tenha uma pegada bem parecida com Alice no País das Maravilhas, mas ainda assim é um prazer acompanhar essa aventura.

Assim, Labirinto traz uma história incrível sobre uma jornada que não remete somente à ideia das responsabilidades e amadurecimento de uma adolescente que não tem costume de ceder muito facilmente, mas, acima de tudo, fala da importância da amizade, da família, de que não devemos julgar pelas aparências, e que só ganhamos experiência e aprendizado quando temos os mais diversos obstáculos para se enfrentar.

Se você ainda não leu o livro, leia! Se ainda não assistiu ao filme, assista! Claro que na época os efeitos especiais e práticos não se comparam com os de hoje, mas ainda assim são muito bem feitos e surpreendentes. A experiência é única e inesquecível.


Sorteio - 5 anos de Estante Diagonal (Instagram)

8 de março de 2019


Fevereiro é o mês de aniversário do Estante Diagonal! O blog está completando 5 anos de vida! Para comemorar foi preparado o quarto, de um super sorteio, ao lado de influenciadores amigos, para presentear vocês, que estão sempre nos acompanhando.

Atenção! Serão 2 GANHADORES. O primeiro sorteado levará 4 livros a sua escolha. O segundo sorteado fica com os outros três livros que restaram. Combinado?

Para concorrer basta seguir as regras abaixo:
               @estantediagonal
               @bloglivrosechocolate
               @clayci
               @laoliphantblog
               @livrosdanati
               @everylittlebook
               @supimposa
(iremos conferir se o ganhador de fato segue os perfis)
  • Comentar na foto oficial marcando TRÊS amigos, NÃO SERÃO VÁLIDOS:
    IG’s fakes, só de sorteios, famosos e lojas. Pode comentar quantas vezes desejar, mas marquem os seus amigos de verdade e diferentes;
  • Residir em território nacional;
O sorteio começa em 23/02 e vai até às 23:59 do dia 27/03/2019. O mesmo será realizado até dia 01/04 e o resultado será postado nos stories do IG do Estante Diagonal e nos comentários.

Boa sorte!


Wishlist #67 - The Nutcracker and the Four Realms

6 de março de 2019

Vou ser sincera em dizer que, embora tenha curtido bastante o figurino e o visual todo colorido, não gostei muito do filme da Disney, O Quebra Nozes e os Quatro Reinos. A história, além de ter sido bastante alterada, é muito superficial e vazia, e a sensação ao final é a tempo perdido. Nem a ideia de que não devemos julgar os outros pelas aparências salvou.
Porém, embora o filme tenha deixado a desejar, não posso negar que os popíneos do set, que graças a Deus são só a Fada Sugar Plum e a Clara, são umas coisinhas mais lindas e não podem ficar de fora da wishlist sem fim.


Na Telinha - Origin (1ª temporada)

2 de março de 2019

Título: Origin (Origin)
Temporada: 1 | Episódios: 10
Elenco: Natalia Tena, Tom Felton, Sen Mitsuji, Nora Arnezeder, Fraser James, Philipp Christopher, Madalyn Horcher, Siobhán Cullen, Adelayo Adedayo, Nina Wadia, Johannes Johannesson
Gênero: Suspense/Sci-Fi
Ano: 2018
Duração: 60min
Classificação: +14
Nota★★
Sinopse: Um grupo de estranhos descobre que se encontra abandonado em uma espaçonave a caminho de um planeta distante. Agora eles precisam trabalhar juntos para sobreviver, mas percebem que um deles não é quem diz ser.

O YouTube entrou na onda dos serviços de streaming e, para os usuários pagantes, como Youtube Originals, passou a oferecer algumas produções bem chamativas, principalmente devido ao elenco escolhido na primeira série que disponibilizaram, Origin.

A série conta a história de um grupo de estranhos que estão em busca de uma segunda chance para recomeçarem suas vidas. Eles participam de um programa da Siren Corporation e, assim, embarcam na nave Origin rumo ao planeta Thea. Porém, algo dá errado no caminho, alguma coisa invadiu a nave, os passageiros não estão mais sozinhos e agora precisam lidar com uma presença alienígena e perigosa que pode matar quem estiver em seu caminho. Agora, como sobreviventes dessa tragédia em pleno espaço, eles devem se unir para não só descobrir o que está acontecendo, mas como sair dessa enrascada, e identificar - e eliminar - quem se tornou o hospedeiro do alienígena.


Assim, os passageiros de uma das alas da nave "acordam" antes do tempo pré-determinado e se encontram sozinhos numa situação desconhecida e perigosa onde todos são suspeitos e nada confiáveis. Desde o início também podemos acompanhar os vários flashbacks da vida de cada um deles para mostrar o que eles faziam antes do embarque, e como foram parar naquela nave, e isso ajudou no aprofundamento dos personagens para que possamos conhecê-los melhor. Todos eles tinham algum problema ou trauma que não conseguiram superar e, na intenção de apagarem o passado, só queriam uma chance de recomeçar num lugar novo e bem longe.
E sim, é impossível não associar a premissa de Origin ao seriado Lost, porém a diferença é que os personagens, em vez de estarem numa ilha com direito a mistérios e fumaça preta, estão perdidos no espaço com um alienígena a solta que pode ser qualquer um dos passageiros.


Alguns personagens tem uma história bem trabalhada e complexa, com uma carga dramática intensa e bem construída, e isso os torna pessoas bem interessantes, mas outros nem tanto. Alguns nem chegam a viver muito para que suas histórias sejam contadas.
Logan, interpretado por Tom Felton, é um personagem que, inicialmente, parece ser um imbecil, mas quando acompanhamos sua história, entendemos que ele é um ótimo personagem. E isso também se aplica em Lana (Natalia Tena), que também tem uma história de vida interessante mas ao mesmo tempo triste, e a todos os outros que tem suas histórias contadas. Todos tem um passado doloroso e traumático em comum, porém, eles não compartilham isso entre si pois querem esconder e apagar o que viveram, e a qualquer sinal de que alguma informação possa vir à tona, eles ficam desesperados tentando impedir que algo sobre eles seja descoberto pelos outros. Cada um deles tem personalidade própria e características físicas ou psicológicas singulares, dando não só uma diversidade étnica aos personagens, como também levanta seus conflitos pessoais, envolvendo suas crenças, sexualidade, moralidade, problemas de comportamento, sentimentos inesperados e afins. Apresentar os personagens através de flashbacks foi uma maneira muito inteligente de mudar ou reforçar as primeiras impressões que eles passaram, pois se não vamos com a cara de alguém do começo, lá na frente sabemos o que ele passou na vida, e isso acaba despertando nossa simpatia (ou não).


O cenário escuro, com tons envelhecidos de verde e azul, dá um ar sombrio e misterioso à série, rendendo alguns bons momentos de tensão. As luzes e os efeitos especiais que remetem à tecnologia avançada reforçam o gênero sci-fi. Logo no primeiro episódio isso fica bem evidente, principalmente por mostrar cenas com muito sangue, feridas abertas, e outras bizarrices repulsivas e cheias de violentas. O começo tem um ritmo muito bom, mas a tentativa de manter isso até o final não foi tão bem sucedida como eu imaginei. Alguns episódios se arrastaram demais focando em personagens em busca de algo que nunca aparece, e na maioria das vezes há uma tentativa de criar uma expectativa pra nada, porque ficamos esperando algo acontecer e não acontece. A todo momento vem um "BAM", um barulhão alto e repentino pra intensificar uma situação onde nada está acontecendo, ou só pra tentar assustar o espectador a toa. Esse tipo de recurso sonoro, quando utilizado nos momentos certos, causam o efeito esperado, mas se utilizado da forma gratuita como foi feito aqui, só me fez revirar os olhos. Somado isso a atitudes exageradas, comportamentos e escolhas previsíveis, e repetição de erros toscos, o resultado não foi algo muito agradável de se acompanhar. Chegou num ponto que eu não esperava pelo próximo movimento ou ataque de alguém, eu esperava pelo "BAM". Tem muito mais ação nos flashbacks do que na corrida pela sobrevivência dentro da nave. Fazendo um contraste com o momento presente, as cenas dos flashbacks são bem coloridas e com tons mais vibrantes do que na nave.


Outro ponto problemático é que muita coisa acontece fora de cena, e isso foi um problema pois quando algumas coisas começam a se encaixar na tentativa de dar algumas poucas explicações, a sensação é de que tudo foi forçado a seguir por um caminho inesperado, porém desconexo, cujo único objetivo era surpreender o espectador. No final você pensa "WTF??". Muita coisa fica em aberto, inclusive o próprio final, então pra quem quiser saber o que diabos vai acontecer, vai mofar um pouquinho na espera da segunda temporada.


No mais, apesar de não ter sido uma série que tenha me surpreendido no quesito ação e suspense, valeu ter assistido só pelas mensagens passadas nas entrelinhas através dos dramas dos personagens, pois elas, sim, me fizeram refletir sobre algumas questões da própria humanidade e seus conflitos pessoais: Como podemos usar a tecnologia e a inteligência artificial a nosso favor, mantendo a moral e a ética? Como seria se tivéssemos uma segunda chance para recomeçar a vida? Até onde somos capazes de ir para reparar nossos piores erros?

Eu não curti a ponto de indicar. Achei que a série teve mais pontos negativos do que positivos, mesmo que tenha alguns méritos. O Youtube disponibilizou os primeiros episódios de graça para "degustação", e acho que dá pra ter noção do que esperar assistindo a esses, e tirando as próprias conclusões.

Resumo do Mês - Fevereiro

1 de março de 2019


Depois de pensar bastante sobre o que eu faria com o blog, decidi que não vou largar esse cantinho e que vou continuar me esforçando pra manter as coisas por aqui. Ainda não vai ser com a frequência que eu gostaria, afinal, eu ando saturada demais com essa rotina de ser mãe e dona de casa em tempo integral, fora outros problemas da vida, e acredito que enquanto o Ian não tiver seus três, quatro anos, é bem provável que as coisas continuem bem apertadas. Quem tem filho, sabe como é...

Sinto falta de quando o blog era super movimentado, crescia sem parar, tinha vários sorteios, tinha parceria com um monte de editoras legais, de receber vinte/trinta livros no mês, mas os tempos são outros e, hoje, não tenho como manter algo desse tamanho sozinha. Quando eu criei o blog eu tinha "só" duas filhas, mas tinha ajuda em casa, não ficava com tudo nas costas e tinha tempo pra fazer o que eu precisava sem problemas. Hoje, seis anos depois, são quatro filhos, três pequenos que me consomem 24hs por dia, não tenho ajuda em casa e se eu não me virar nos trinta, tudo desaba e vira um caos. Não é a toa que ando estressada, deprimida e com vontade de desistir, mas não quero desistir. Ainda não. Tanto que resolvi voltar com o Instagram do blog (que ficou um tempão largado e esquecido) e tô tentando me acostumar com essa rede social de fotos, mesmo que eu seja uma negação absoluta pra tirar fotos, nunca vi pior. Só preciso investir em alguns perequetês de enfeites fofos pra pelo menos tentar tirar umas fotos um pouco mais decentes com a câmera chula do meu J6, já que não tenho uma câmera profissional e super chiquenúrtima #apobre.

Enfim, aos poucos, as coisas vão melhorando e se encaixando. No final, vai dar tudo certo.

Bora ver o que teve no bloguito esse mês:

♥ Resenhas
- A Mecânica do Coração - Mathias Malzieu
- Os Tambores do Outono - Diana Gabaldon
- A Herdeira da Morte - Melinda Salisbury

♥ Games
- Don't Starve

♥ Wishlist
- Funkos de Chaves e Chapolin
- Funkos de Kubo and the Two Strings
- Funkos de Don't Starve

♥ Na Telinha
- Você (1ª Temporada)

♥ Top 10
- Filmes baseados em Livros na Netflix

♥ Anota aí
- Como enviar livros pelos Correios

♥ Caixa de Correio de Fevereiro


Caixa de Correio #84 - Fevereiro

28 de fevereiro de 2019

Esse mês, depois de séculos, comprei dois livritchos! Eu aqui doida pra vender meus livros encalhados e compro mais. Só Jesus pra ter misericórdia, viu... Mas valeu a pena, pois tô gostando bastante do Sem Coração, e o outro comprei com 50% de desconto e, claro, compensou. Falou em HP e o universo de J.K. já tô interessada.
Além dos livros, também teve os popíneos que não poderiam faltar. Consegui completar a coleção das princesas da Disney, até que enfim, e os outros eu aproveitei o precinho em conta e o frete grátis pelo site do Submarino. Agora eu tô assim... Se o preço for equivalente ou menor do que se eu mesma importasse, eu compro. Se tiver muito mais caro, eu importo. Essa semana mesmo eu andei pesquisando alguns pops que estão na minha wishlist eterna e descobri que o Gru e a Agnes, de Meu Malvado Favorito, não custam menos do que R$300,00 por aqui, e esse preço é pra cada um! Cheguei a ver um Gru no Mercado Livre onde o vendedor tava pedindo mais de R$600,00 nele! Quando achei os dois num leilão no Ebay não pensei duas vezes em dar um lance e arrematei os dois por U$20,50! Gente! Dá em média uns R$80,00! Os dois juntos!! Tudo bem que a caixa não tá intacta e tinha algumas poucas avarias, mas e a economia? Nunca na minha vida que vou pagar essa fortuna se posso pagar muito menos. Até pagando frete, serviço de redirecionamento, e a maldita taxa da Receita sai muito mais barato, então valeu a pena. Tô super feliz aqui com minha coleção crescendo <3. Quem coleciona sabe como é.

Mas enfim, vamo ver o que chegou pra mim esse mês! Como disse o Olaf, "só coisa boa!"

Na Telinha - Você (1ª temporada)

27 de fevereiro de 2019

Título: Você (You)
Temporada: 1 | Episódios: 10
Elenco: Penn Badgley, Elizabeth Lail, Ambyr Childers
Gênero: Suspense/Drama
Ano: 2018
Duração: 42min
Classificação: +16
Nota★★
Sinopse: Guinevere Beck (Elizabeth Lail) é uma aspirante a escritora, que vê sua vida mudar completamente ao entrar em uma livraria no East Village, onde conhece o charmoso gerente, Joe Goldberg (Penn Badgley). Assim que a conhece, Joe tem certeza de que ela é a garota dos seus sonhos, e fará de tudo para conquistá-la — usando a internet e as redes sociais para descobrir tudo sobre Beck. O que poderia ser visto como paixão se transforma em uma obsessão perigosa, uma vez que Joe não vai medir esforços para tirar de seu caminho tudo e todos que podem ameaçar seus objetivos.

Você é uma série de suspense/thriller exibida pela Netflix e baseada no livro homônimo de Caroline Kepnes.

Joe é gerente de uma livraria no East Village e, aparentemente, leva uma vida normal. Mas, quando conhece Beck, uma jovem aspirante a escritora, ele fica obcecado por ela, passa a persegui-la, espioná-la, planeja uma aproximação por acaso para conquistá-la e, enfim, firmar um relacionamento que ele tanto quer. E o que deveria ser uma paixão avassaladora, se transforma num jogo perigoso em que Joe não vai medir esforços para afastar, de forma bem sorrateira, qualquer um que esteja em seu caminho ou que possa ameaçar seus objetivos.


A ideia da série ser narrada pelo próprio Joe permite que quem assista tenha acesso aos pensamentos dele e enxergue as coisas pelo seu ponto de vista mui deturpado, diga-se de passagem, e ao mesmo tempo que conseguimos compreender suas motivações, também sentimos repulsa por tudo o que ele tem coragem de fazer da forma mais fria e calculista que já se viu, como um típico psicopata. Assim, tudo o que ele faz no intuito de conquistar Beck acaba sendo tão assustador quanto dinâmico, principalmente quando algo não sai como o esperado e ele precisa improvisar. O suspense se sustenta e mantém o espectador fisgado, ansioso pelo que está por vir.


Talvez o problema maior que a série trouxe foi a ideia de que muita gente romantizou a questão da obsessão, da possessividade e da psicopatia, como se o embuste estivesse fazendo as coisas mais lindas e românticas do mundo em nome do amor, como se ele fosse um bom moço, digno de um final feliz com direito a pombas brancas voando rumo ao horizonte, mas acredito que o brilhantismo da série está aí, nesse terror psicológico, mostrando que alguém como ele é capaz de "ler" e descrever o íntimo das pessoas só de observá-las, consegue chegar de mansinho, usando as palavras e seu jeito amável para manipular e enganar os outros, e quando a pessoa se dá conta (se é que vai se dar conta) que se deixou levar por um completo maníaco, já está num caminho praticamente sem volta, com mínimas condições de se ver livre dessa enorme cilada.


Por outro lado, temos Beck, que é uma personagem um tanto problemática no que diz respeito à própria personalidade. Ela é uma moça bonita e é até compreensível que Joe tenha ficado atraído por ela, mas ela é vazia, egoísta, dependente, precisa constantemente de gente ao seu redor alimentando seu ego para se autoafirmar e, no geral, é totalmente odiosa. Aquele sorriso bonito também esconde muita podridão. Talvez tenha sido por isso que tanta gente gostou muito mais de Joe do que dela, mesmo ela sendo a vítima. E mesmo Joe descobrindo tudo sobre ela, ele se nega a aceitar que ela é um fracasso ambulante e continua insistindo e dando desculpas para todos os erros que ela comete para justificar seu interesse doentio.


No mais, os cenários onde a história se passa dão um ar de aconchego e charme, e funcionam como um convite. Quem poderia imaginar que alguém que trabalha numa livraria, que entende de livros e adore ler, seja um lunático de carteirinha? Tudo é muito convidativo para o perigo, e isso colabora para fisgar o espectador, assim como Beck foi fisgada.

Os personagens coadjuvantes também são bem interessantes e colaboram muito no desenrolar da trama, sejam motivando ou atrapalhando os planos de alguém. Nota especial para Peach, a melhor amiga de Beck, e Paco, o vizinho de Joe. Através de Peach conseguimos ver um outro lado da obsessão, como a manipulação pode vir de onde menos de espera e que nem sempre podemos confiar em quem sempre esteve por perto. E Paco, por ser um garotinho que passa por vários problemas em casa com a mãe e o padrasto, acaba amenizando a personalidade de Joe, pois ele faz com que o lado bom de Joe venha a tona, e talvez por causa dele, o delinquente não seja encarado como alguém inteiramente detestável. Seria algo como "ele ajuda crianças, logo não pode ser tão mau". Parece que tudo está ali colaborando de propósito para que Joe não seja visto como vilão.


A série também toca bastante em questões que envolvem as redes sociais e a forma como as pessoas expõe suas vidas de forma tão gratuita, a ponto de qualquer um saber tudo sobre elas, basta uma rápida pesquisa, e ainda traz reflexões relevantes sobre a geração da atualidade, que sente necessidade de mostrar uma vida de aparências em função de "likes".
O único problema que tive com a série foi com a falta de cuidado com determinadas coisas que envolvem alguns crimes pavorosos, como sequestros e assassinatos. Se alguém morre, basta que o assassino envie uma mensagem pelo celular da vítima avisando que ele estará fora por sabe-se lá quanto tempo e pronto, ninguém se preocupa nunca mais e, de forma bem fácil, lá se foi um obstáculo. Esse tipo de artifício é utilizado com frequência a fim de facilitar a vida de Joe e o desenvolvimento da trama, e por mais que eu tenha ficado presa à ela devido a curiosidade do que estava por vir, não foi algo muito agradável de se acompanhar. No final das contas, muitas coisas ficam sem resposta ou resolução, e espero que na segunda temporada tudo se esclareça, e que haja as devidas punições para quem acha que está impune depois de ter feito tanta merda.


Você é uma série cheia de reviravoltas, que não fala apenas do comportamento doentio de um psicopata/stalker e do que ele é capaz de fazer quando tem alguém na mira, mas se aprofunda com maestria na linha tênue que separa amor de obsessão.