2 de maio de 2018

A Parte que Falta - Shel Silverstein

Título: A Parte que Falta - A Parte que Falta #1
Autor: Shel Silverstein
Editora: Companhia das Letrinhas
Gênero: Infantil/Infantojuvenil
Ano: 2018
Páginas: 112
Nota:
Sinopse: O protagonista desta história é um ser circular que visivelmente não está completo: falta-lhe uma parte. E ele acredita que existe pelo mundo uma forma que vai completá-lo perfeitamente e que, quando estiver completo, vai se sentir feliz de vez. Então ele parte animado em uma jornada em busca de sua parte que falta. Mas, ao explorar o mundo, talvez perceba que a verdadeira felicidade não está no outro, mas dentro de nós mesmos.
Neste livro, leitores de todas as idades vão se deparar com questionamentos sobre o que é o amor e quanto dependemos de um relacionamento ou parceira para nos sentirmos plenamente felizes.

Resenha: A Parte que Falta é uma metáfora que apresenta um protagonista circular e sem um pedaço, que decide sair por aí com bastante perseverança, seguindo em frente e enfrentando diversos obstáculos em busca da parte que lhe falta para deixá-lo completo e feliz.


Os traços das ilustrações são bem irregulares, o que dá um ar infantil ao livrinho, mas não se enganem pelas aparências. Os pequenos diálogos e a forma como a história é apresentada são encantadores. Os questionamento e as reflexões sobre amor próprio são inevitáveis, e a mensagem do livro é tão profunda, emocionante e intensa que a vontade é de reler muitas e muitas vezes, indicar pra todo mundo, dar de presente e passar a mensagem adiante...

Através desse protagonista tão peculiar e cheio de otimismo, podemos enxergar a nós mesmos e as nossas buscas incessantes - e muitas vezes frustrantes - por uma parte que achamos que nos falta ou que acreditamos precisar, seja pelo motivo que for.


A Parte que Falta é um daqueles livros "disfarçados" de infantil, que todo adulto deveria muito ler. Ele mostra de um jeito simples, didático e com poucas palavras que, por mais que a gente se sinta incompleto e passe a vida enfrentando diversas situações na procura por algo que possa nos preencher, a única coisa que realmente vai nos completar e nos fazer felizes somos nós mesmos, sem que haja aquela necessidade de depender de algo ou alguém pra isso.

Às vezes, as partes que achamos pelo caminho não se encaixam, e, ás vezes, aquela que encaixa não é exatamente o que precisamos ou o que nos fará feliz...
É só deixar rolar, e aos poucos a vida se encarrega de mostrar o que vale a pena e o que deve ser deixado pra trás...

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2 comentários

  1. Esse livro, senhores. Um belo de um tapa na cara de todo mundo. Li ele em um passeio pela livraria. Sim, peguei na estante e li. Cinco minutinhos tava lido. Ele nos trás tantas reflexões que é muito raso classificar ele como literatura infantil. Ele é muito mais que isso.

    Vidas em Preto e Branco

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    1. Oi, Lary!
      Concordo plenamente! Eu costumo colocar a classificação dada pela editora, mas é algo tão "mais que isso", como vc disse, que não soube nem como classificar rsrsrs. A vontade é de colocar "um tapa na nossa cara" alí, que quem leu vai entender perfeitamente o motivo.
      Bjos e obrigada pelo comentário ♥

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