19 de dezembro de 2017

O Bazar dos Sonhos Ruins - Stephen King

Título: O Bazar dos Sonhos Ruins
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Suspense/Terror/Contos
Ano: 2017
Páginas: 528
Nota:
Sinopse: Mestre das histórias curtas, o que Stephen King oferece neste livro é uma coleção generosa de contos – muitos deles inéditos no Brasil. E, antes de cada história, o autor faz pequenos comentários autobiográficos, revelando quando, onde, por que e como veio a escrever (ou reescrever) cada uma delas. Temas eletrizantes interligam os contos; moralidade, vida após a morte, culpa, os erros que consertaríamos se pudéssemos voltar no tempo... Muitos deles são protagonizados por personagens no fim da vida, relembrando seus crimes e pecados. Outros falam de pessoas descobrindo superpoderes – como o colunista, em “Obituários”, que consegue matar pessoas ao escrever sobre suas mortes; ou o velho juiz em “A duna”, que ainda criança descobre uma pequena ilha onde nomes surgem misteriosamente na areia – nome de pessoas que logo morrem em acidentes bizarros. Em “Moralidade”, King narra a vida de um casal que vai se despedaçando quando os dois mergulham no que, a princípio, parece um vantajoso pacto com o Diabo. Incríveis, bizarros e completamente envolventes, essas histórias formam uma das melhores obras do mestre do terror, um presente para seus Leitores Fiéis.

Resenha: O Bazar dos Sonhos Ruins é uma coletânea de vinte contos escritos por Stephen King e além de terem uma breve explicação que os antecede acerca do motivo de terem sido escritos, trazem temas relevantes e que permeiam o universo de suspense e terror dos quais o mestre faz parte, e claro, com o toque sobrenatural que faz parte de suas obras na maioria das vezes.
O autor fala sobre sua necessidade de escrever histórias curtas visando agradar seu "Leitor Fiel" e num misto de horror, drama, suspense e humor, o presenteia com esta antologia que, de fato, surpreende ao trazer tramas que abordam a morte e muitas de suas vertentes, assim como os demais sentimentos que sempre a rodeiam, evidenciando os aspectos e as consequências da perda e o sentido da própria vida.
A maioria dos contos são narrados em terceira pessoa e são bastante fluídos. Por serem independentes, sequer precisam ser lidos na ordem. Alguns são demasiados curtos ou terminam sem um final propriamente dito, o que pode ser um pouco frustrante para os leitores que se conectaram com a história e anseiam por mais.

Não acho necessário discorrer sobre cada conto em particular pois como são curtos, falar demais sobre cada um deles pode acabar estragando a surpresa. Alguns acabam ganhando mais destaque por chamarem mais a atenção devido ao teor da trama que é bem mais interessante do que os demais...
Milha 81 é a história é sobre um garotinho de dez anos, Pete, que quer viver uma grande aventura. Assim, cheio de coragem, ele adentra uma área abandonada munido de uma lupa e quando encontra um carro e duas crianças descobre que há um "monstro" alí. As referências deste conto são ótimas e por mais diferentes que sejam entre si funcionam muito bem no conjunto criado por King.
Garotinho Malvado faz o leitor imergir na história de um presidiário que fora condenado à morte, mas antes de cumprir sua pena decide fazer um relato sobre o crime que cometeu. Ele descarregou uma arma em um menino aparentemente inocente e desde então vive atormentado. Ler histórias que envolvem crianças diabólicas é uma experiência bem aterrorizante...
Como um diferencial, King deixa o leitor um passo a frente dos acontecimentos. Em Indisposta, já sabemos o que vai acontecer, mas ainda assim somos surpreendidos com o destino do protagonista, um publicitário que está enfrentando problemas no trabalho enquanto sua esposa permanece indisposta após ficar doente.
Em A Duna, sempre que um juiz aposentado vê um nome em uma duna, a pessoa morre. Ele faz o relato dos acontecimentos a um advogado e o final da história é incrível.
Obituários foi um dos meus favoritos, principalmente por me lembrar Death Note. Um jornalista começa a inventar e escrever obituários pra um site de fofocas até perceber que o que ele escreve acontece mesmo.

Enfim, com ou sem elementos sobrenaturais, em primeira ou terceira pessoa (ou combinando as duas), King constrói situações cotidianas, nostálgicas e que remetem aos clássicos, inesperadas ou previsíveis, que abordam a moralidade, perseverança, que trazem segredos obscuros, que falam sobre a sexualidade, vícios, poder e controle, preconceitos, sobre dar valor aos pequenos grandes momentos da vida, e até sobre brigas bizarras entre vizinhos que se odeiam.

O Bazar dos Sonhos Ruins é uma boa pedida pra quem ainda não conhece e quer ter um gostinho de como são as histórias de Stephen King. O livro traz contos com elementos de vários gêneros diferentes e com certeza vai agradar e surpreender os leitores ao ponto de torná-los fiéis.

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