Meu Coração e Outros Buracos Negros - Jasmine Warga

14 de maio de 2016

Título: Meu Coração e Outros Buracos Negros
Autora: Jasmine Warga
Editora: Jovens Leitores/Rocco
Gênero: Drama/YA
Ano: 2016
Páginas: 312
Nota: ★★★★★
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Um tema amargo, mas necessário. Em Meu coração e outros buracos negros, a estreante Jasmine Warga apresenta aos leitores um romance adolescente que aborda, de forma aberta, honesta e emocionante, o suicídio. Aysel, a protagonista, enfrenta problemas com a família e os colegas de escola, como tantos jovens por aí, e, aos 16 anos, planeja acabar com a própria vida. Mas quando ela conhece Roman num site de suicídio, em busca de um cúmplice que a ajude a planejar a própria morte, num pacto desesperado, a vida dos dois literalmente vira de cabeça para baixo. Aos poucos, Aysel percebe que seu coração ainda é capaz de bater alegremente. E ela precisará lutar por sua vida, pela vida de Roman e pelo amor que os une, antes que seja tarde.

Resenha: Meu Coração e Outros Buracos Negros, é o primeiro livro escrito pela autora Jasmine Warga e publicado no Brasil pelo selo Jovens Leitores da Editora Rocco.

Aysel Seran é uma jovem de dezesseis anos e totalmente deprimida. Além de não ter amigos, ela faz questão de afastar as pessoas ao seu redor. Aysel morava com o pai, mas após ele ter cometido um crime terrível, ela precisou ir morar com a mãe e sua família "perfeita" a qual ela sempre se sentiu deslocada e excluída. Ela trabalha como operadora de telemarketing na TMC (Tucker's Marketing Concept) oferecendo pacotes de viagens para clientes impacientes e detesta seu emprego, mas aproveita o acesso livre à internet pra poder visitar seu site favorito, o Passagens Tranquilas. Trata-se de um site para reunir pessoas que não têm mais vontade de viver e querem se suicidar de forma eficaz.
"O problema do suicídio, que a maioria das pessoas não percebe, é ser algo realmente difícil de concretizar. Eu sei, eu sei. As pessoas sempre ficam de mimimi dizendo que o 'suicídio é uma saída covarde'. E acho que é mesmo... quer dizer, estou desistindo, me rendendo. Fugindo do buraco negro que é meu futuro, me impedindo de crescer e virar a pessoa que tenho pavor de me tornar. Mas o fato de ser uma saída covarde não garante que vá ser fácil."
- Pág. 15-16
E é no Passagens Tranquilas que Aysel se depara com a mensagem de "RobôCongelado", apelido de seu "parceiro de suicídio", Roman. Quando eles se encontram e começam a acertar os detalhes da morte, que seria em menos de um mês, Aysel não compreende o motivo de um garoto popular, cercado de amigos, bonito e amado pela família ter chegado a esse ponto de querer acabar com a própria vida. Mas a medida que eles se aproximam mais, Aysel descobre que ainda é possível encontrar a felicidade, e ela começa a se questionar se morrer vai resolver seus problemas e se é algo que valerá a pena... O problema é que Roman já está decidido...

Depressão é um tema delicado e bastante pesado a ser tratado, e neste livro, em particular, a autora conseguiu abordá-lo mostrando o problema da forma como ele é de forma nua e crua, mas com naturalidade o bastante pra poder dar toques de bom humor. Então embora seja carregado de melancolia e morbidez, o que com certeza vai emocionar qualquer leitor, ainda consegue mostrar o amor numa forma pura e bonita entre personagens fortes e autênticos, mas pungentes e imperfeitos.
A escrita da autora beira o poético, pois o texto é repleto de significados e é possível tirar várias frases de efeito que realmente faz com que o leitor reflita sobre o quão são verdadeiras, principalmente para aqueles que já sofreram de depressão em algum momento da vida ou apenas conviveram com alguém afetado. Levando isso em consideração, a sensação é de que o livro foi escrito especialmente pra essas pessoas, ou pelo menos vão ser as que mais irão se identificar com a situação.
Narrado em primeira pessoa, temos o ponto de vista da protagonista para tudo o que está a sua volta, desde o quanto seu emprego a incomoda, como ela encara a questão do suicídio, como ela sente que é vista pelos outros devido ao crime que seu pai cometeu, como ela encara o relacionamento em casa com a mãe e os meio-irmãos até como ela se sente quando está ao lado de Roman.

A capa possui uma tipografia que lembra tinta, e acredito que o preto utilizado foi proposital pra ilustrar a "lesma preta" (a depressão) de que Aysel tanto fala.Os capítulos são datados com uma contagem regressiva de quantos dias faltam para Aysel colocar seu plano em prática.
Aysel consegue expor seus sentimentos de forma confusa mas verdadeira. Ela é impaciente e não tem muito bom humor, mas consegue ser engraçada em suas atitudes. Como ela é uma grande amante de física, vários de seus questionamentos e teorias tem a ver com tais conceitos, como o da energia potencial e o que acontece com a energia de um corpo quando a pessoa morre.
E Roman é o tipo de personagem relutante, teimoso e ele simplesmente não quer ter esperanças. Ele decidiu que não quer que nada seja um motivo pra ele desistir do suicídio que planejou, logo é perceptível que seu problema é sério e que isso o deixou arruinado, e confesso ter ficado com o coração na mão por diversas vezes ao ler as descrições de Aysel a respeito dele e do que acontecia.
Eles são personagens ácidos e o que os tornou assim foi a própria depressão, mas é exatamente esse ponto na personalidade dos dois que torna a leitura mais leve, inteligente e envolvente.

Meu Coração e Outros Buracos Negros é um livro comovente, que lida com a depressão de forma realista mas mostra que, apesar de toda a escuridão que a pessoa pode se encontrar, sempre haverá uma esperança, basta a pessoa ter forças para se agarrar a ela.


Tag - Cálculos Literários

13 de maio de 2016



Ei, gente! Faz um tempo que deixei essa postagem em rascunho depois de ter visto alguns blogs respondendo a tag mas até que enfim, entre mortos e feridos, hoje saiu essa bendita!
A tag consiste em reunir conceitos matemáticos para relacioná-los com elementos literários, então bora acompanhar o que separei aqui pra mostrar.

1 - Adição: Um livro que você adicionaria fatos

Criei milhões de expectativas sobre esse livro já que quem escreveu foi a querida Colleen Hoover que me conquistou com Um Caso Perdido. A história de Nunca Jamais é envolvente e tudo mais, mas achei que faltaram mais fatos que tornassem a história mais sólida.
Confira a resenha: Nunca Jamais - Colleen Hoover e Tarryn Fisher

2 - Subtração: Um livro que você tiraria fatos

Marian Keys e seus famosos chick-lits sempre despertam as curiosidades das leitoras que adoram seus romances e embora seu último lançamento, A Mulher que Roubou a Minha Vida, seja muito bom, daria pra tirar vários acontecimentos que se repetiram de forma desnecessária ou que simplesmente não eram relevantes para a trama.
Confira a resenha: A mulher que roubou a minha vida - Marian Keyes

3 - Multiplicação: Um livro com personagens gêmeos

Ainda não entendo como diabos uma série tão boa quanto essa não seja tão popular. Grace e ConnorTormenta são os protagonistas da série Vampiratas. Tive a ideia de falar sobre eles por que, embora sejam gêmeos, eles fogem dos clichês que envolvem esse tipo de irmãos. Eles se separam após um naufrágio e começam a viver vidas diferentes das quais estavam acostumados. Os dois ainda têm uma frte ligação, mas são completamente diferentes um do outro no que diz respeito a personalidade, caráter e comportamento.
Confira a resenha: Demônios do Oceano - Justin Somper

4 - Divisão: Um livro com um personagem que tem a mente dividida/dúvidas ao fazer escolhas

Encruzilhada nos apresenta Addie, uma personagem que faz parte de um complexo onde todos os moradores possuem algum tipo de poder paranormal ou psíquico. O poder dela é o da "Invetisgação", ou seja, sempre que se vê diante de uma situação que envolve escolhas, ela pode "investigar" o futuro de acordo com a situação que ela poderia tomar, podendo, assim, escolher o melhor caminho a seguir sem se arriscar em algo que poderia não dar certo.
Só acho que, às vezes, eu queria ter esse poder viu...
Confira a resenha: Encruzilhada - Kasie West

5 - Raiz quadrada: Um livro com um personagem que quer ser mais do que realmente é

Eu adoro a série A Seleção, da querida Kiera Cass, mas no início fica bem evidente que America é uma pelinha que só pensa em si, buscando por algo que, até que se provasse o contrário, ela não era digna e nem merecia...
Confira a resenha: A Seleção - Kiera Cass

6 - Porcentagem: Um livro que tinha tudo para ser bom e não foi

Trocada é o primeiro volume da trilogia Trylle e traz uma fantasia cujo elemento sobrenatural são os trolls. Porém não se trata daquelas criaturas grotescas como as que aparecem em Harry Potter. Em Trocada os trolls são pessoas comuns que poderiam se passar por qualquer outra, mas que guardam segredos e abusam de práticas praticamente criminosas para atingir seus propósitos. Com a premissa pensei que a história fosse me surpreender, mas o desenvolvimento da história e até mesmo a construção dos personagens deixam e muito a desejar. Se a história tivesse ido pra outro caminho e os elementos fossem explorados de outra forma poderia ter sido muito melhor...
Confira a resenha: Trocada - Amanda Hocking

7 - Pi (3,14159...): Um livro que não teve um final concreto

Caixa de Pássaros foi o primeiro livro que li participando de um Clube do Livro. Ele gerou milhões de discussões por ter despertado todos os tipos de sensações durante a leitura e os acontecimentos misteriosos geraram várias teorias que até hoje estão sem respostas. O final não é concreto e é digno de uma continuação para maiores detalhes, mas isso não tira o brilho da trama e nem a empolgação que tive durante a leitura.
Confira a resenha: Caixa de Pássaros - Josh Malerman

8 - Diferente: Um livro com um final inesperado

Eu gostei muuito de Mentirosos e o final é, sim, inesperado, mesmo que com ressalvas. Confesso que é o tipo de livro que se a pessoa se atenta a todos os mínimos detalhes, vai captar que há algo além e pode não se surpreender tanto, mas ainda assim, a intenção da trama é caminhar para o inesperado então com certeza muitos irão se surpreender quando juntarem as peças.
Confira a resenha: Mentirosos - E. Lockhart

9 - Delta: Um livro com um triângulo amoroso

Eu o-d-e-i-o triângulos amorosos. Pra mim não é algo natural e nem compreensível. Em O Resgate do Tigre, isso começou de um jeito impossível pois é aquele tipo de livro que, independente das circunstâncias, o final é manjado e previsível e enfiar um triângulo amoroso no meio é só pra criar obstáculos, encher linguiça e causar um sentimento de frustração, no mínimo, desnecessário.
Confira a resenha: O Resgate do Tigre - Colleen Houck

10 - Igual: Dois livros parecidos

Na onda de que sexo vende, independente de como seja, uma avalanche de livros de teor erótico começaram a ser despejados nas livrarias causando alvoroço e deixando muitas leitoras extasiadas.
O problema maior não está na questão da história ser boa ou ruim, mas na questão de trazer romances com uma fórmula que segue os mesmos padrões, tanto de comportamento quanto de desenvolvimento. Colocar uma pitada de algo a mais com intenção de ter um diferencial não é suficiente pra tornar a história diferente. Romances eróticos cujo homem é podre de rico, lindo de doer e com tendência a ser dominador são fatores mais do que batidos, e se ainda nos deparamos com um contrato ridículo em meio ao tal "relacionamento" ditando o que a mocinha submissa deve ou não fazer, o que podemos esperar?
Confira a resenha: Obsessão - Maya Banks | Cinquenta Tons de Cinza - E.L. James


Pela Noite Eterna - Veronica Rossi

12 de maio de 2016

Título: Pela Noite Eterna - Never Sky #2
Autora: Veronica Rossi
Editora: Jovens Leitores/Rocco
Gênero: Distopia/YA
Ano: 2016
Páginas: 304
Nota: ★★★★★
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Ambientada 300 anos após uma catástrofe que devastou a Terra, num mundo dominado por um governo autoritário disposto a manter o poder a qualquer preço, a trilogia Never Sky acompanha a saga da jovem Aria, ex-moradora de Quimera, um núcleo de civilização protegido por um domo e sem qualquer contato com o mundo exterior, e Perry, considerado um Forasteiro. Se no primeiro volume da série, Sob o céu do nunca, os destinos dos jovens se cruzam numa improvável (e perigosa) aliança pela sobrevivência, agora, em Pela noite eterna, eles anseiam por um reencontro. Mas muitos obstáculos e algumas armadilhas se impõem no caminho dos dois. Fantasia, ação, ficção científica e uma história de amor inesquecível fazem da série de Veronica Rossi um mundo perigoso e cruel, mas ao mesmo tempo belo e digno da tradição de sagas como Jogos Vorazes e Divergente.

Resenha: Pela Noite Eterna é o segundo volume da trilogia Never Sky, escrita pela autora brasileira Veronica Rossi e publicado pelo selo Jovens Leitores, da Editora Rocco.
A continuação se passa logo após os acontecimentos do primeiro livro, Sob o Céu do Nunca.

Alguns meses se passaram desde que Perry se tornou o líder dos Soberanos de Sangue em sua comunidade e que Ária descobriu o que aconteceu com sua mãe. Prestes a se reencontrar, o casal anseia por ficar juntos, mas a tribo não aceita Ária muito bem já que ela é uma ex-Ocupante.
A Tempestade de Éter vem piorando cada vez mais, Perry lida com as dificuldades de liderar a comunidade e a única esperança que lhes resta é encontrar Azul Sereno, um paraíso que muitos não acreditam existir. E em meio a tantos perigos e questões de sobrevivência, Ária e Perry não sabem como enfrentarão a noite eterna.

O livro é narrado em terceira pessoa e os capítulos se alternam entre Ária e Peregrine.
A escrita da autora é ótima, fluída e mantém o leitor envolvido o tempo todo. As descrições dos personagens são muito bem feitas mas o destaque fica para o cenário, principalmente devidos aos sons e odores que os envolvem. É praticamente possível nos imaginarmos junto com os personagens, vendo e sentindo as mesmas coisas que eles. O cenário em si ganha muito destaque devido ao territóio hostíl e áspero além das consequências trazidas pelo Éter.
O primeiro livro havia sido publicado em 2013 pela Prumo, que pertencia à Rocco, mas com o fim do selo ele foi relançado sob novo projeto gráfico para acompanhar a obra original e combinar com a capa desse segundo volume. Eu gostei mais da primeira capa pois os detalhes e o efeito realmente lembram um ar etéreo, mas as capas novas também são bem bonitas apesar da aparência "limpa" dos modelos nas capas não combinarem muito bem com o que imagino no cenário hostíl em que a história se passa.

Esta sequência traz novos personagens além dos personagens anteriores estarem bem mais desenvolvidos, mantém os elementos chave da trama que é apresentada com um avanço considerável, e ainda se aprofunda aos detalhes tornando o livro ainda melhor do que o primeiro, principalmente por esclarecer questões que ficaram em aberto anteriormente. O ritmo é acelerado, os relacionamentos são bem aprofundados e desenvolvidos, os personagens possuem personalidade forte e as dinâmicas de caráter são bem trabalhadas, há ação, emoção e todos esses aspectos tornam Pela Noite Eterna uma história de tirar o fôlego.
Os personagens secundários ganham destaque e mostram que são fundamentais para o desenrolar da história, todos bem construídos e marcantes.
Ária é uma protagonista que demonstra um grande crescimento ao longo da trama, tanto físico quanto emocional. Ela é independente e, apesar de ainda precisar amadurecer em alguns pontos, suas atitudes e escolhas evidenciam o quanto ela é corajosa.
Perry já enfrentou muitas dificuldades e ainda carrega muitos conflitos internos em si, mas ele também progride bastante sem deixar sua dedicação às pessoas que estão à sua volta de lado. Suas caracterírticas são preservadas de forma que, apesar de seu crescimento, ele não tenha sofrido mudanças drásticas de personalidade ou caráter.
O romance não fica atrás. Ária e Perry formam um dos casais mais brilhantes do gênero. O romance é crível e verdadeiro e, embora seja um fator importante, não se sobrepõe a outros elementos da história.
Gostei muito do relacionamento de amizade verdadeira entre Ária e Roar. A dinâmica é pontual e comovente e mostra que é possível, sim, haver amizade entre homem e mulher sem envolver outras intenções. Fica claro que eles são unidos, se preocupam um com o outro de forma muito especial e o sentimento que eles têm um pelo outro nunca irá ultrapassar as barreiras da amizade.

Pela Noite Eterna é uma das melhores sequências que já li e o final foi perfeito! Pra quem gosta de distopias voltadas ao público jovem adulto com todos os elementos necessários pra que ela seja um sucesso, vai adorar!


Novidade de Maio - V&R

11 de maio de 2016

A Maldição do Vencedor - Trilogia do Vencedor #1 - Marie Rutkoski
Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do paio poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos , a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas.
O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida
As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas.


Silo - Hugh Howey

10 de maio de 2016

Título: Silo - Silo #1
Autor: Hugh Howey
Editora: Instrínseca
Gênero: YA/Distopia
Ano: 2014
Páginas: 512
Nota: ★★★★☆
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade?Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.
Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.
Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo.
Um crime cuja punição é simples e mortal.
Elas são levadas para o lado de fora.
Juliette é uma dessas pessoas.
E talvez seja a última. 

Resenha: Silo foi uma boa surpresa esse ano. Após uma breve tentativa de lê-lo em 2015, abandonei-o porque a leitura não me prendia. Acredito que o momento não era propício para a leitura do mesmo e simplesmente larguei de mão. Segundo meu irmão, que o leu recentemente sob meu aviso de "eu não consegui terminar de ler", a história de Hugh Howey era, sim, interessante. E não é que ele realmente tinha razão?

A trama de Silo se passa num futuro distante e desconhecido, onde o ar se tornou irrespirável e a população restante vive embaixo da terra, gerindo os recursos necessários para a sobrevivência humana. Logo no começo somos apresentados a um personagem que tem um papel pequeno, mas importante, e somos fisgados por uma dúvida: qual é a necessidade da limpeza? Pouco a pouco, Hugh emerge o leitor nesse futuro apocalíptico e o slogan se torna cada vez mais certo: mentiras podem ser fatais; a verdade também.

O desenvolvimento da história é muito bom e gradativo. Os capítulos são bem curtos e diretos, apesar de haver uma ressalva quanto a qualidade de aproveitamento deles. Em determinados momentos, senti que a narrativa caminhava para o nada, o que me frustrou e me mostrou o motivo de eu ter abandonado a leitura anteriormente. O autor se atentou a muitos detalhes que no final se mostram pouco relevantes. Porém, o que mais gosto em livros distópicos é a capacidade que imaginar e criar o mundo em nossa mente. Silo é assim: um ambiente que abre espaço para imaginação e também infinitas dúvidas e questionamentos. Desse modo, em todo o percurso da leitura fiquei encucado com alguns acontecimentos misteriosos, desenvolvi minhas teorias e fui instigado a continuar e desvendar todos os nós criados por Howey.

Juliette, a protagonista, também conhecida como Jules, é forte e cheia de fibra. É admirável ter uma mulher como personagem principal de um livro e saber que ela vai fazer e acontecer. Jules é inteligente e perspicaz, e não é o tipo que tem um crescimento gradativo: ela já veio preparada e mostra isso desde sua primeira aparição. Mas, por outro lado, queria saber por que Hugh a criou de um modo estereotipado e masculinizada. Fica a questão no ar. Lukas, um membro da T.I, é uma peça do jogo, vamos dizer, descartável. Por ser tratar de alguém tão forte na história, a personalidade é aquém do desejado; ele é muito fraco e insosso. Há outros personagens com forte participação e que, infelizmente, são rasos porque acredito que Hugh não deu atenção a construção deles.

Por ser tratar de um futuro distópico, creio que o livro de Hugh se parece muito com o filme A Ilha (The Island, 2004, Michael Bay), em que pessoas viviam num determinado lugar para se proteger dos efeitos que o ar tóxico podia causar nelas. Silo demorou três anos para ser escrito, foi colocado no wattpad, se tornou uma história muito lida e boom, é um sucesso atualmente. Quando falamos sobre originalidade, é muito difícil não pensar em algo que já foi criado e comparar. A ideia de criar um mundo que não é habitável é clichê, com certeza, mas Howey foi muito feliz em vários pontos e me agradei disso. A história de Jules, Lukas, Bernad e todos os outros é, no mínimo, instigante e no final, um pouco corrido e confuso, há um enlace para "quase" tudo que ocorreu, até por que, com o pequeno capítulo de Ordem, o segundo volume, é presumível que boas coisas virão.


Novidades de Maio - Intrínseca

9 de maio de 2016

O Oráculo Oculto - As Provações de Apolo #1 - Rick Riordan
Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York. Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus.
O problema é que isso não vai ser tão fácil. Apolo tem inimigos para todos os gostos: deuses, monstros e até mortais. Com a ajuda de Meg McCaffrey, uma semideusa sem-teto e maltrapilha, e Percy Jackson, ele chega ao Acampamento Meio-Sangue em busca de ajuda, mas acaba se deparando com ainda mais problemas. Vários semideuses estão desaparecidos e o Oráculo de Delfos, a fonte de profecias, está na mais completa escuridão.
Agora, o ex-deus terá que solucionar esses mistérios, recuperar o oráculo e, mais importante, voltar a ser o imortal belo e gracioso que todos amam.

A Última Carta de Amor (relançamento) - Jojo Moyes
O primeiro livro de Jojo Moyes publicado pela Intrínseca, relançado com nova capa.
Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por "B", e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento, como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.
Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado, Ellie começa a procurar por "B", e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do próprio relacionamento.
Com personagens realisticamente complexos e uma trama bem-elaborada, A Última Carta de Amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

Como eu era antes de você (capa do filme) - Jojo Moyes
O maior best-seller de Jojo Moyes ganha agora as telas de cinema
Autora de mais de dez livros, Jojo Moyes tem em Como eu era antes de você seu maior êxito comercial: o livro já vendeu quase oito milhões de exemplares em todo o mundo e ocupou o topo da lista de mais vendidos em nove países. Agora a irresistível história de amor chega aos cinemas com roteiro adaptado pela própria autora e com Emilia Clarke (Game of Thrones) e Sam Claflin (Jogos Vorazes) nos papéis de Will e Lou.
Em Como eu era antes de você, Lou Clark é uma jovem cheia de vida e espontaneidade, que sabe uma porção de coisas. Ela sabe quantos passos separam sua casa do ponto de ônibus. Sabe que adora trabalhar como atendente em um café e sabe que provavelmente não ama seu namorado, Patrick. O que Lou não sabe é que está prestes a perder o emprego, e que isso a obrigará a repensar toda sua vida.
Will Traynor, por sua vez, sabe que o acidente com a motocicleta tirou dele a vontade de viver. Ele sabe que o mundo agora parece pequeno e sem graça, e sabe exatamente como vai dar um fim a tudo isso.
O que Will não sabe é que a chegada de Lou vai trazer de volta a cor à sua vida. E nenhum deles desconfia de que esse encontro irá mudar para sempre a história dos dois.

Garoto 21 - Matthew Quick
Repetir um movimento várias e várias vezes ajuda a clarear a mente uma lição que Finley aprendeu muito cedo, nas quadras de basquete. Numa cidade comandada pela violência do tráfico e da máfia irlandesa, vestir a camisa 21 e dar o sangue em quadra é sua válvula de escape.
Vinte e um também é o número da camisa de Russ, um gênio do basquete. Ou pelo menos era. Recém-chegado à cidade de Bellmont depois de ter a vida virada de cabeça para baixo por uma tragédia, a última coisa que ele quer é pegar de novo numa bola.
Russ está confuso, parece negar o que lhe aconteceu e agora se autointitula um alienígena de passagem pela Terra. Finley recebe a missão de ajudá-lo a se recuperar e, para isso, precisará convencê-lo a voltar a jogar, mesmo sob o risco de perder seu lugar como estrela do time.
Contra todas as probabilidades, Russ e Finley se tornam amigos e, por mais estranho que pareça, a presença de Russ poderá transformar a vida de Finley completamente. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick.

Porcelain - Memórias - Moby
De um dos músicos mais icônicos e fascinantes de nosso tempo, o relato terno, divertido e angustiante de uma trajetória que vai da pobreza e da alienação ao improvável sucesso mundial.
Havia diversas razões para Moby jamais deslanchar como DJ e músico na cena club nova-iorquina. Aquela era a Nova York das boates Palladium, Mars, Limelight e Twilo, a cidade do hedonismo desenfreado regado a drogas, e lá estava Richard Melville Hall, descendente distante do autor de Moby Dick, um garoto branco, pobre e magrelo de Connecticut, cristão devoto, vegano e totalmente careta.
Moby testemunhou em Nova York um submundo cultural atrevido e festivo. Ele encontrou seu espaço e alcançou o sucesso, que logo se mostrou efêmero e cheio de complicações. No desfecho da década de 1990, frente a um fim iminente, acabou criando o álbum que viria a ser o início de uma nova fase espetacular: Play, que vendeu milhões de cópias no mundo todo.
Francas e sem remorsos, as memórias descritas em Porcelain cobrem dez anos da carreira de Moby, da fita demo que o colocou no comando das pickups do porão da recém-inaugurada Mars ao auge retumbante do sucesso. Com uma voz que ressoa honestidade e uma paixão inabalável por sua música, o que Moby faz é tanto uma crônica sobre uma cidade e uma época quanto uma exploração profundamente íntima da busca pelo sucesso. Mais que uma autobiografia, Porcelain é o retrato de um jovem imerso em uma cena cultural extremamente instigante, narrado com o ritmo e a fluidez de um romance da melhor qualidade.
Inclui dois encartes com fotos.
Porcelain, título do livro, é também nome de uma das músicas mais emblemáticas do álbum Play, o grande ponto de virada da carreira de Moby.
Lançado no Brasil apenas uma semana após o lançamento nos EUA, o livro contará com campanhas alinhadas entre editora e gravadora.

Destinos e fúrias - Lauren Groff
Toda história tem dois lados. Todo relacionamento tem duas perspectivas. E às vezes a chave para um grande casamento não está em suas verdades, mas em seus segredos.
Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos: reuniões com amigos no apartamento em Manhattan; uma carreira que ainda não paga as contas; uma casa onde só cabem felicidade e sexo bom. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida.
Porém, nem tudo é o que parece; toda história tem dois lados, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em Destinos somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em Fúrias a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta emocionalmente complexa, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais.
Com profundidade e um emaranhado de tramas, a prosa vibrante e original de Destinos e fúrias comove, provoca e surpreende. Um romance sobre os muitos casamentos possíveis entre o amor, a arte e o poder e sobre os diferentes pontos de vista pelos quais essas combinações podem ser enxergadas.
Romance finalista do National Book Award de 2015 e do Kirkus Prize, eleito livro do ano pela Amazon e diversos veículos de imprensa, entre eles The Washington Post, Time, Slate e Kirkus Reviews.
Best-seller do The New York Times, Destinos e fúrias teve direitos de publicação vendidos para mais de 20 países.

Os Afetos - Rodrigo Hasbún
Uma peculiar família de desbravadores, os Ertl decidem se exilar na Bolívia depois da derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. O desejo por aventura de Hans, o patriarca que fora cinegrafista da cineasta alemã Leni Riefenstahl, o leva a arrastar esposa e filhas em expedições em busca da cidade inca de Paitití, escondida na Selva Amazônica. Essa ânsia pelo desconhecido, com toda sua imprecisão e loucura, contagiará as meninas de diferentes formas, mas será Monika, a mais velha e audaciosa das três, a única a herdar o caráter inconformista do pai, porém com um objetivo muito mais temerário.
Com elementos biográficos, históricos e ficcionais e narrado por diferentes personagens, Os afetos compreende um período de cinquenta anos da vida dos integrantes da família Ertl. Na polifonia da qual participam pai, mãe, filhas, mas também amantes e maridos, Rodrigo Hasbún reconta, à margem do idealismo, a convulsão política que abalou a América Latina na década de 1960, explorando as dificuldades que surgem ao se tentar conciliar as consequências das próprias decisões, tanto políticas quanto sentimentais.
Um romance intenso e cheio de beleza, Os afetos evidencia como é possível estar ao mesmo tempo perto e distante daqueles a quem somos ligados pelo sobrenome e pelas memórias compartilhadas e também como essas memórias nem sempre são um terreno seguro.
Selecionado em 2010 como um dos melhores escritores de língua espanhola pela revista Granta, Rodrigo Hasbún é um dos maiores expoentes da nova geração de autores latino-americanos.
Os direitos de tradução de Os afetos foram vendidos para dez países e a adaptação cinematográfica do livro está em desenvolvimento sob a direção do premiado Juan Carlos Valdivia, com lançamento previsto para 2017.

Frank Einstein e o Turbocérebro - Frank Einstein #3 - Jon Scieszka
No terceiro livro da série Frank Einstein, Frank (um gênio mirim, cientista e inventor), Klink (uma inteligência artificial automontada) e Klank (uma inteligência artificial praticamente automontada) constroem um artefato inédito: um mecanismo capaz de turbocarregar as ondas cerebrais, potencializando o sistema do corpo que o usuário desejar, sendo capaz de melhorar a velocidade, a força e até mesmo a memória de qualquer pessoa. Tudo isso porque uma grande amiga, Janegoodall, precisa de uma forcinha para entrar no time de beisebol da cidade.
Porém, T. Edison, o arqui-inimigo de Frank, não vai perder a oportunidade de tentar se aproveitar dessa invenção: seu plano maligno é usar o turbocérebro para controlar a mente de todos os moradores de Midville, e para isso ele sequestra o robô Klank.
Será que os amigos vão conseguir bolar um plano ainda melhor para impedir T. Edison e salvar o mundo de ser subjugado pelo terrível vilão?
Os livros da série Frank Einstein combinam heroísmo e ciência para contar histórias divertidas e instrutivas, estimulando a curiosidade e a criatividade de crianças e pais fórmula certeira de antigos e novos sucessos, como O Mundo de Beakman e O Show da Luna.
Cada livro da série é dedicado a uma área da ciência: os volumes 1 e 2 abordam matéria e energia; este novo volume, 3, fala dos seres humanos, e os próximos tratarão de vida, geologia e astronomia.

TED Talks - O guia oficial do TED para falar em público - Chris Anderson<
Desde que assumiu o comando do TED em 2001, Chris Anderson tem mostrado o poder que as palestras curtas, francas e cuidadosamente elaboradas do programa têm de compartilhar conhecimento, despertar empatia, gerar empolgação e promover sonhos. Feita da maneira certa, uma apresentação é capaz de eletrizar um auditório e transformar a visão de mundo da plateia seu impacto pode ser mais poderoso que o de qualquer informação escrita.
Esse livro explica como alcançar o feito de produzir uma fala marcante. Não há uma fórmula, já que nenhum discurso deve ser igual a outro. Contudo, existem ferramentas que podem garantir o desempenho de qualquer orador.
Nos bastidores do TED, Chris Anderson acompanhou de perto palestras individuais que, in loco e on-line, chegam a alcançar milhões de pessoas. Discursos únicos, sobre os mais variados temas, de personagens que vão de Bill Gates a Bono Vox, Stephen Hawking a Michelle Obama, Elon Musk a Jamie Oliver, entre muitos outros. Nesse livro ele compartilha seus insights mais relevantes, que cobrem desde a formulação do conteúdo da conferência até como tirar melhor proveito do palco. TED Talks é o manual definitivo do século XXI para uma comunicação de fato efetiva, além de leitura obrigatória para todos que querem mudar o mundo com suas ideias.
Fenômeno da internet, o TED Talks é conhecido no mundo inteiro por promover palestras de temas variados ministradas por grandes nomes da atualidade, o que atrairá todos os interessados em conhecer melhor seus bastidores.
Como seu principal objetivo é ajudar os leitores a melhorar sua comunicação com o público, a obra chamará a atenção daqueles que pretendem promover novas ideias e empreendimentos, dão aulas ou simplesmente precisam fazer uma apresentação na faculdade ou numa reunião profissional.