17 de março de 2016

Nunca Jamais - Colleen Hoover e Tarryn Fisher

Título: Nunca Jamais - Never Never #1
Autoras: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Editora: Galera Record
Gênero: YA/Thriller
Ano: 2016
Páginas: 192
Nota
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Sinopse: Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram... Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar.
Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado.

Resenha: Nunca Jamais é o primeiro livro da trilogia Never Never escrita pelas autoras Colleen Hoover e Tarryn Fisher. No Brasil o livro foi publicado pela Galera Record.

Charlie "acorda" na escola sem saber o que está fazendo alí, como chegou, por que, quando... Apesar de todos a tratarem normalmente, ela não reconhece ninguém e não entende o que está acontecendo. Fingindo conhecer os alunos, ela tenta descobrir o que se passa para fugir dalí, mas ninguém com quem ela fala a faz se lembrar de coisa alguma, sejam eles seus amigos ou até mesmo aquele que é seu namorado, Silas. Porém, para a surpresa de Charlie, ela descobre que Silas também está sofrendo do mesmo que ela. A partir daí, juntos, eles decidem tentar saber o que está acontecendo e aos poucos descobrem que se conhecem desde crianças, que sempre foram amigos e, principalmente, que há algo de errado e estranho acontecendo entre as famílias dos dois. O que será que aconteceu e por que eles não se lembram de nada nem de ninguém?

O livro é narrado em primeira pessoa e os capítulos se alternam entre Silas e Charlie de uma forma que podemos acompanhar os dois pontos de vistas que eles têm para a situação em que se encontram. E por não saberem de nada, o único ponto relevante é que também não sabemos de nada e ficamos na expectativa para sabermos o que virá a seguir e como eles vão reagir.
A história tem toda aquela atmosfera escolar se remetendo a um público mais jovem e é fácil acompanharmos esse tipo de rotina, principalmente porque ela se passa num curtíssimo período de tempo, dois dias apenas.

Meu problema maior com o livro foi a ideia de acompanhar um thriller sem acontecimentos que mexessem comigo ou despertassem meu interesse a ponto de eu ficar empolgada ou torcendo pelos personagens, que não me cativaram pela falta de carisma. Eles são apáticos e genéricos e não sabemos se há alguma história do passado com carga dramática e emocional o bastante para despertarem minha simpatia ou que justifiquem alguns comportamentos. Poderia falar que a palavra que define a personalidade dos dois pode ser "determinação", mas isso somente levando em conta que estão determinados a descobrirem o que está acontecendo com eles, e enquanto Silas quer fazer com que Charlie se apaixone por ele outra vez, ela parece querer o contrário.

Embora possua poucas páginas, a história é enrolada e nada acontece. Num livro desse tipo o que espero é no mínimo ficar ansiosa devido ao suspense da situação, mas não foi essa a sensação que tive. Os personagens não sabem nada, a partir das pistas que surgem eles não descobrem quase nada que seja realmente útil, há furos inexplicáveis e todos ficamos no escuro. E quando pensamos que a coisa melhora e, enfim, vamos descobrir o tal mistério, o livro acaba! Caraca! O que é isso? Fico muito frustrada quando dividem uma história simples em vários livros sendo que ela poderia ser desenvolvida e finalizada num único volume. Talvez tais furos sejam esclarecidos no próximo livro, mas, ainda assim, acho que as coisas devem ter uma explicação plausível, nem que seja mínima, que dê brechas pra suposições, ou pelo menos que haja um algo a mais para que a história não dê espaço para questionamentos como "Como Silas lembra como dirigir?" ou "Como conhecem os caminhos pra irem de um lugar a outro?" "Como lembram de filmes ou atores?" e etc, e que, inevitavelmente, tornam as coisas um pouco sem nexo. Que tipo de amnésia parcial é essa que não foi justificada para se tornar crível?
A sensação que tive ao final desse livro foi que, apesar da escrita ser boa e existir um fator de suspense que nos mantém ligados à história, a intenção das autoras era confundir os leitores com a falta de informações, como se isso fosse uma técnica para deixá-los na expectativa e ansiosos para os próximos livros e morrendo de amores por um romance que ninguém entende e que simplesmente ainda não tem solidez ou base concreta. Pra mim foram usados artifícios para abordar questões problemáticas entre duas famílias e o suposto romance serviu como mera desculpa.
Talvez, quando os motivos que levaram os protagonistas a se esquecerem deles mesmos depois de um relacionamento longo vierem à tona e as coisas fizerem sentido, quem sabe eu possa rever minha opinião sobre a trilogia como um todo? Mas analisando somente esse primeiro volume, que é super introdutório e artificial, arrisco-me a dizer que Nunca Jamais sustenta um mistério com base num romance esquecido e que ao final deixa os leitores com um milhão de pontos de interrogação pairando sobre suas cabeças.

Sinceramente? Não há nada com o que se suspirar e, embora eu ainda tenha vontade de acompanhar a trilogia para saber que fim terá a história de Charlie e Silas, não irei com as expectativas nas alturas para o risco de quebrar a cara não ser tão grande.

Um comentário

  1. Olá Flávia,

    Realmente o primeiro livro é bem confuso e não revela quase nada, mas no segundo já começamos a descobrir mais coisas e tudo vai ficando mais claro ao longo da leitura. Estou na espera do terceiro, mas gostei até onde li.

    Parabéns pelo blog e pela resenha! =)

    www.booksimpressions.com.br

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