30 de abril de 2013

Caixinha de Correio #14 - Abril


Oie, pipous
Último dia do mês, e cá estou eu pra mostrar pra vocês tudo o que chegou pra mim. Bora espiar?

28 de abril de 2013

A Costureira - Kate Alcott

Lido em: Abril de 2013
Título: A Costureira
Autor: Kate Alcott
Editora: Geração
Gênero: Romance
Ano: 2013
Páginas: 376
Nota
Sinopse: Uma jovem ambiciosa e uma estilista célebre sobrevivem ao maior naufrágio da História, mas são arrastadas pelo turbilhão de escândalos que se segue à tragédia. Tess Collins, uma jovem inglesa que sonha ser mais que uma empregada e ver reconhecido o seu talento para a alta costura, consegue emprego com a famosa estilista lady Duff Gordon a bordo do Titanic, que ruma para os Estados Unidos. Porém, a viagem que se iniciou de forma tão auspiciosa acaba se tornando a maior tragédia marítima de todos os tempos. Tess e lady Duff sobrevivem, a primeira para viver as aflições do amor e as chances de ascensão social, a segunda para se ver envolvida nos escândalos do inquérito sobre o terrível desastre naval. Com um pano de fundo histórico, mas sob um ângulo inédito, este soberbo romance acompanha a trajetória dessas duas mulheres apaixonadas pela linha e agulha, tão parecidas e tão diferentes, deleitando-nos com um retrato emocionante de uma época conturbada e de uma sociedade dividida.
Resenha: A Costureira traz a história de Tess Collins, uma empregada com talento pra alta costura e que queria ser reconhecida e crescer na vida, e de Lady Duff Gordon, uma estilista da elite renomada e muito famosa. A vida dessas duas se cruza quando Tess, por sorte, consegue um emprego como ajudante de Lady Duff, e tem a esperança de que seu grande sonho, enfim, poderia se realizar. Elas embarcam numa viagem rumo aos Estados Unidos, a terra das oportunidades, a bordo do majestoso, imponente e "inafundável" Titanic...
Porém, a tragédia que todos conhecem e que dá fim a história do navio é somente o ponto de partida e um excelente pano de fundo para que possamos acompanhar o que o destino reservou para Tess e Lady Duff.
Após a colisão, Lady Duff passa a comandar o acesso ao bote salva-vidas número 1, que teria capacidade para comportar aproximadamente 50 pessoas, porém, ele levava apenas 12. Horas depois, os sobreviventes foram resgatados pelo navio Carpathia, e lá, Pinky, uma jornalista do New York Times, que na época era um jornal iniciante, começa a investigar os acontecimentos a fim de saber o que aconteceu e por que houve pouco mais de 700 sobreviventes em meio a mais de 2 mil, principalmente sobre o bote número 1.
Ao chegar nos Estados Unidos, se dá início a um complexo julgamento para que todas as falhas pudessem ser apontadas, e Lady Duff se vê enrascada, pois teria que explicar as acusações que envolveram até suborno para que os marinheiros não voltassem para resgatar quem estava na água. Tess, que idolatrava e tinha Lady Duff como exemplo de pessoa a quem seguir e ser no futuro, percebe como essa mulher é gananciosa, mesquinha, manipuladora e não mede esforços pra manter as aparências, o que faz com que se questione se é isso que quer pra si mesma. Tess ainda se vê em meio a dois homens, Jim, que só pode oferecer seu amor, e Jack, que faz promessas de uma vida confortável e de um grande futuro para ela...

Quando soube que o livro abordaria o Titanic, imaginei que fosse algo batido e previsível já que é quase impossível não lembrar de Jack e Rose e a história de amor deles no meio de toda aquela confusão, porém, em A Costureira, apesar de trazer detalhes do naufrágio que foram reais e facilmente identificáveis para quem assistiu o filme de James Cameron, a trama trata de questões morais, baseadas nas escolhas dos sobreviventes, principalmente os da primeira classe que tinham alguma influência e importância na sociedade, e nas consequências que tiveram que enfrentar por conta delas, e por isso, fiquei bastante surpresa e empolgada com essa leitura.
A narrativa é super envolvente e fluída, e é feita em terceira pessoa, o que abrange várias atitudes dos personagens, mas sem um aprofundamento maior para que pudéssemos entender por que alguns tomaram certos tipos de decisão. São personagens que despertam vários tipos de sentimentos na gente. Acusar os outros que estão em uma posição completamente delicada é fácil, independente de estarem certos ou errados, mas o que ninguém sabe, é o que se passa na cabeça de cada um e o que é possível fazer num momento em que a própria vida está em risco...
A autora procurou escrever a história baseada em fatos e transcrições dos julgamentos realizados, o que tornou a história muito mais real, principalmente quando lemos uma nota ao final do livro onde ela diz que Lady Duff existiu.

A capa é linda e a roupa pomposa que a mulher veste retrata bem o estilo da época e ao mesmo tempo o requinte da costura, grande paixão de Tess e Lady Duff. A diagramação é simples, as folhas são amareladas e os capítulos apesar de longos, não são cansativos, justamente pela ótima narrativa. O único problema que tive com esse livro foram os inúmeros erros de revisão. Encontrei frases mal revisadas e incompreensíveis, palavras juntas numa frase inteira, erros de digitação em que até um número zero apareceu do nada no meio da palavra, dentre outros erros parecidos, e esse tipo de coisa me tira a concentração.
Mas no geral, A Costureira nos faz embarcar, literalmente, numa história maravilhosa que levanta diversos questionamentos morais e éticos, e nos faz refletir sobre o que faríamos se estivéssemos naquela terrível situação.

25 de abril de 2013

Nova Parceria: Grupo Editorial Record

Oie, pessoas!
Há uns dias atrás saiu o resultado da seleção dos parceiros de 2013 do Grupo Editorial Record e lá estava o  no meio do povo! Que chique isso! [orgulho mode on]
Uma empresa 100% nacional: o maior conglomerado editorial da América Latina fala português. Líder no segmento dos não-didáticos, o Grupo Editorial Record mantém a posição apostando em qualidade e diversidade. Desde 1942, quando foi fundada por Alfredo Machado e Décio Abreu como uma distribuidora de quadrinhos e outros serviços de imprensa, conserva a vocação de difundir informação, conhecimento, cultura e entretenimento literário.

Com onze perfis diferenciados — Record, Bertrand Brasil, José Olympio, Civilização Brasileira, Rosa dos Tempos, Nova Era, Difel, BestSeller, Edições BestBolso, Galera & Galerinha — o objetivo é sempre trazer o que há de melhor para o leitor brasileiro.

De seu parque gráfico, composto pelo Sistema Poligráfico Cameron, um moderno equipamento de impressão, único no continente, saem até 100 livros de 200 páginas por minuto. Ficção; narrativas históricas e científicas; ensaios culturais, sociológicos, literários e filosófico; reportagens; romances policiais e de suspense, literatura feminina e quadrinhos fazem parte do variado catálogo do grupo, hoje com mais de 6 mil títulos.


O grupo engloba os seguintes selos na parceria:

Carro-chefe do grupo e responsável pelo lançamento de várias tendências editoriais, a Record busca sempre inovação e qualidade entre seus títulos. Ficção de qualidade e entretenimento, reportagens e narrativas de não-ficção sobre temas polêmicos, históricos ou científicos, são a nova face da editora. Nomes como Candace Bushnell, Sophie Kinsella, Bernard Cornwell e Conn Iggulden, freqüentes nas listas de mais vendidos de vários países, dividem espaço com talentos nacionais, como Alberto Mussa, Mario Sabino, Lya Luft, Tania Zagury e Cristovão Tezza. Clássicos como Graciliano Ramos e Fernando Sabino também levam o logo da editora, entre vários vencedores de Prêmio Nobel: Gabriel García Márquez, Hermann Hesse, Albert Camus e Günter Grass.


Fundada em 1986 e incorporada ao Grupo Editorial Record em 2004, a editora BestSeller tem tradição na
publicação de livros de carreira, finanças, desenvolvimento pessoal, negócios, liderança, marketing, estilo de vida, saúde, relacionamento, moda e educação.
Constam em seu catálogo autores consagrados nacional e internacionalmente, como Deepak Chopra, Louise Hay, Jean Sasson, Stephen Covey, Ken Blanchard, Nassim Taleb, Peter Senge, Dave Ulrich, Nina Garcia, Gordon Ramsay, Walter Longo, Zé Luiz Tavares, Adilson Xavier, Regina Navarro Lins, entre outros.

Em atividade desde 2000, a Verus Editora solidificou sua presença no mercado editorial com um catálogo forte e variado que reúne autores de renome nacional e internacional como Rubem Alves, Anselm Grün, Cesar Millan, Dalai-Lama, Osho, entre outros. Nos últimos anos, vem investindo em obras relacionadas a estilo de vida, com títulos de culinária, turismo, moda, guias de educação de cães, conhecimentos gerais e etc. A Verus acaba de inaugurar sua linha de ficção, com livros de autores nacionais e estrangeiros.


Fundada em 1932, a editora Civilização Brasileira foi incorporada à Record em 2000, mantendo-se fiel a
sua proposta original: aliar tradição e pensamento crítico. O leitor encontra, aqui, clássicos da economia e sociologia, como Karl Marx e Antonio Gramsci, e da literatura universal e brasileira, como James Joyce, Oscar Wilde, Paulo Mendes Campos e Lúcio Cardoso.
Também recebem o logo da CB os mais importantes trabalhos acadêmicos realizados no Brasil e no exterior, em áreas que vão da história à psicanálise.

Estabelecida no mercado desde 1931, a editora José Olympio é um dos pilares da cultura brasileira. Atravessou várias fases e boa parte da história editorial brasileira. Pelas mãos de seus colaboradores, muitos originais saíram do prelo para a posteridade, como o eterno Fogo morto, de José Lins do Rego. Integrando o Grupo Record desde 2001, a José Olympio restaura, com frescor e dinamismo, seu patrimônio editorial.

O selo Best Business publica livros de alto padrão nas áreas de negócios e economia. São títulos voltados
para um público leitor exigente e seletivo que busca refletir em profundidade sobre as transformações na economia e sobre o significado de liderar no mundo de hoje. Títulos de grande relevância que se distinguem dos livros de auto-ajuda empresarial e que atendem a demanda por informação de dirigentes e líderes com atividades que requerem pensamento estratégico.


 E pra não perder nenhuma novidade, aqui estão os váááários lançamentos de todos eles:
  

  

  

  

  


  

  

 

23 de abril de 2013

Trocada - Amanda Hocking

Lido em: Abril de 2013
Título: Trocada - Trylle - Livro 1
Autora: Amanda Hocking
Editora: Rocco  
Tradutora: Priscila Catão
Gênero: Fantasia/YA/Sobrenatural
Ano: 2013
Páginas: 326
Nota
Sinopse: Quando Wendy Everly tinha seis anos, sua mãe foi convencida de que ela era um monstro e tentou matá-la. Onze anos mais tarde, Wendy descobre que sua mãe poderia estar certa. Ela não é a pessoa que ela sempre acreditou ser, e toda a sua vida começa a ser desvendada. Tudo por causa de Finn Holmes. Finn é um cara misterioso e parece estar sempre olhando para ela. Cada encontro deixa Wendy profundamente abalada. Mas não é muito antes de ele revelar a verdade: Wendy é uma changeling que foi trocada ao nascer e ele veio para levá-la de volta para casa. Agora Wendy parte para uma viagem a um mundo que ela nunca soube que existia, um que é ao mesmo tempo belo e assustador. E onde ela deve deixar sua antiga vida para trás para descobrir qual será o seu destino.
Resenha: Trocada é o primeiro livro da trilogia Trylle, da autora Amanda Hocking e lançado pela Editora Rocco aqui no Brasil, que traz a história de Wendy, uma garota rebelde que tem 17 anos e tem um episódio trágico marcado na memória: quando ela tinha seis anos, sua mãe, que nunca lhe tratou com amor e carinho, a acusou de ser um monstro que está no lugar de seu verdadeiro filho e ainda tentou matá-la com uma faca. Tal agressão rendeu a Wendy uma cicatriz gigante. Como nunca pôde contar com a mãe, que agora está internada num hospital psiquiátrico, sua única referência de família é o irmão mais velho, Matt, que sempre a protegeu e se importou com ela.
Por causa de seu temperamento difícil, Wendy vem causando problemas nas escolas que frequenta e vive sendo expulsa. Não tem amigos e sempre se sente deslocada. Até que aparece Finn, um jovem misterioso que parece conhecê-la melhor do que qualquer um, até do que ela mesma, o que a deixa muito intrigada pois ele diz e faz coisas que indicam que sua mãe estava certa quando a acusava de ser uma impostora. Wendy é uma Trylle e ainda está desenvolvendo seu poder de persuasão muito mais rápido do que o esperado, e Finn está alí pra levá-la de volta pra casa, uma comunidade composta por Trolls chamada Forening, onde ela acaba descobrindo sua origem e o motivo de ter sido trocada...

Trocada foi um livro que por ser de um gênero que me interessa, criei bastante expectativas. Vemos de tudo nessas histórias que falam de serem sobrenaturais, mas nenhuma que tratava de Trolls da forma como foram abordados aqui. Sempre imaginei que Trolls fossem seres monstruosos, repugnantes e desprezíveis  mas em Trocada, eles são como pessoas normais, a única diferença é que tem características físicas marcantes e que lembram o elemento "terra", como ter olhos e cabelos castanhos por exemplo, e um propósito de vida bem "diferente" dos humanos, ou "Mansklig", como são chamados por eles...
Por ser narrado em primeira pessoa por Wendy, o leitor fica extremamente limitado a descobrir as coisas aos poucos, o que causa muitos conflitos nessa leitura. Wendy descobre ser uma pessoa importante na hierarquia dos Trylle, mas ninguém lhe explica o que ela deve fazer alí. Por ela ter demonstrado ser uma adolescente tão encrenqueira no início da história, esperava no mínimo um grande barraco em que ela cobraria explicações, mas não é isso que acontece, pois ela começa a se revelar uma pessoa insegura, boba, inocente e que aceita tudo calada e continua sem saber nada. E o leitor também.
A impressão que tive é que a autora quis segurar o máximo de informações possível com a intenção de prender o leitor para que ele continue devorando cada página e lendo sem parar a fim de descobrir logo o que está acontecendo alí, mas a gente lê, lê, lê e lê mais um pouco, mas continuamos sem explicações e sem sair do lugar. Me senti enrolada! E quando, enfim, vem uma explicação sobre o motivo das trocas, quase morri de desgosto, pois é completamente ridículo, e Wendy por mais que tenha discordado e também achado tosco, não move um dedo contra essa prática. Pelo menos ainda não.
Acho que histórias fantásticas devem ser convincentes, e por mais que Trocada tenha uma premissa bacana, eu não fui convencida de que as coisas eram "reais". Alguns personagens são muito bons, mas achei que a história não foi tão bem desenvolvida a ponto de se tornar prazerosa, mas sim enrolada, do tipo que testa a paciência do leitor. É possível percebermos que o livro aborda o preconceito e nos faz refletir sobre até onde as pessoas vão e o que são capazes de fazer em nome do poder e da riqueza.
Com relação a diagramação e tradução, não tenho do que reclamar. A capa é aveludada e bonita, o ornamento em preto que fica em volta do título é envernizado, as folhas são amareladas com a  fonte de um tamanho agradável, e só encontrei um erro na revisão do texto (uma palavra que deveria ser "reverência" saiu como "referência").
No mais, prefiro acreditar que o primeiro livro é uma introdução do que está por vir, e queria muito que a continuação tivesse mais explicações rápidas e fosse mais convincente (principalmente com relação ao comportamento de Wendy que por ser tão inconstante, deixou a desejar), pois minhas expectativas não foram superadas, infelizmente.



20 de abril de 2013

Polemica, eu? #3 - Mais resenha, menos quotes

Oie, gente!
O que trago aqui pode incomodar alguns, sorry, mas não pude deixar de falar sobre isso quando vi que o negócio está beirando o exagero e que muitas outras pessoas que acompanham blogs por aí também concordam comigo e não curtem o excesso de citações embutidas nas resenhas.

Antes de mais nada, vamos a definição da resenha crítica, segundo o Info Escola: "A resenha crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra." cuja finalidade é "...apresentar um posicionamento técnico a partir de uma análise sobre a obra, expondo o  resumo do conteúdo e o nível de sua importância. Em suma, apresenta o conteúdo de uma obra com uma avaliação técnica e crítica."
Ou seja, deve ser feita uma síntese da premissa do livro, seguida de uma análise.
Só que o que vejo por aí, são um bando de pseudoresenhistas que não tem ideia do que fazem e sem o menor senso na hora de escrever o que dizem ser resenhas, pois fazem um resumo da história, seguida (ou seria interrompida?) por várias citações (frases retiradas do livro) pra no final acrescentarem "Gostei muito do livro pois a história é muito boa! Recomendo!" Oi?

Peguei a história do Patinho Feio, de Hans Christian Andersen (versão de portugal) e vou dar um exemplo pra vocês entenderem e perceberem como, além de errado, é completamente irritante:

"Resenha" de O Patinho Feio - Hans Christian Andersen

A história de "O Patinho Feio" começa quando mamãe pata aguarda ansiosa pelo nascimento de seus patinhos.
"Era aí que uma pata chocava os seus ovos no ninho. Porém, já estava a ficar bastante farta, porque os patinhos nunca mais apareciam; quanto a visitas, quase não as tinha; os outros patos preferiam nadar no fosso a ir ter com ela debaixo das grandes folhas para conversar."
Quando, enfim, os patos quebram os ovos, mamãe pata fica feliz por poder lhes apresentar o mundo, porém, ao perceber que ainda faltava um ovo, voltou para continuar esperando.
"- Pensam que o mundo é só isto, seus patetas? — perguntou a mãe. — Ora! O mundo estende-se muito para além do outro lado do jardim, mesmo até ao campo do vigário. Embora, verdade seja dita, eu nunca tenha lá estado. Já cá estão todos, não estão? — Levantou-se do ninho. — Não, tu ainda não. Ainda falta o ovo maior. Quanto tempo demorará ainda? Estou mesmo farta disto, se querem saber.
E lá tornou a deitar-se."
Mamãe pata ainda foi alertada por uma pata velha que passava por alí de que aquele ovo atrasado seria um ovo de peru e que ela deveria abandoná-lo, mas já que tinha esperado tanto tempo, esperar mais um pouco não faria diferença. Até que pouco tempo depois o ovo começa a quebrar surpreendendo mamãe pata.
Por fim, o grande ovo estalou.
"- Pip, pip! - disse o jovem, saindo cá para fora.
Mas que grande e que feio que ele era! A mãe olhou para ele.
- Que grande patinho! - pensou. - Será mesmo um peru? Bem, já vamos ver; há-de ir para a água, nem que eu tenha de o empurrar."
Chegando na água, todos os patos ficaram horrorizados por causa da feiura do patinho e passaram a ofendê-lo e até o atacaram!
"- Lá vamos ter de aturar estes, como se já não fôssemos bastantes! E, meu Deus!, que patinho tão esquisito aquele! Não o queremos com certeza por aqui.
E um pato esvoaçou em direcção ao patinho cinzento e deu-lhe uma bicada no pescoço."
Cansado de ser excluído, o patinho feio fugiu, o que ele não esperava seria passar por ainda mais dificuldades até que, finalmente, pudesse encontrar seu lugar no mundo.
O Patinho Feio é um clássico emocionante que todos deveriam ter a oportunidade de ler. Adorei!

The End.


Pra mim, quem faz uma "resenha" dessa forma, demonstra claramente que não sabe o que está fazendo, pois camuflou a falta de opinião resumindo a história e a repetindo com as citações só pra aumentar o texto. E fazendo isso, a impressão que dá é de que a história está sendo contada duas vezes! Ao ler a síntese e ser interrompido várias vezes pelas citações, o leitor acaba perdendo o foco, pois a citação que segue parece querer comprovar insistentemente a veracidade do resumo/opinião/impressão que o resenhista não tem.
Quem lê uma resenha não quer que o resenhista conte a história toda, mas sim que aponte os pontos importantes e dê sua opinião sobre o que achou para que a pessoa saiba o que esperar e decida se vai ou não investir naquela leitura. Acredito que usar quotes em resenhas, desde que sejam poucos, não é de todo errado. Eu mesma já usei em algumas resenhas que escrevi, pois às vezes alguns pontos são melhores ilustrados ou entendidos quando estão seguidos da tal citação. O problema é a pessoa recontar a história resumindo e citando as partes do livro dessa forma exagerada e desnecessária a qual exemplifiquei e depois finalizar a resenha com um "Muito bom, recomendo!" pobre e seco sem uma análise mais aprofundada sequer.
Tem quem ache que a resenha fica mais "bonita" com citações, mas discordo. A resenha pode ser apresentável e agradável aos olhos, claro, mas ser apresentável é muito diferente de ser enfeitada com mil quotes que atrapalham a leitura e até o entendimento daquela resenha em questão.
E vale lembrar uma informação muito importante que consta nos livros e que ninguém considera e ignora lindamente: o "Copyright"...

Enfim, aqui no blog mesmo existe um post super útil com várias dicas para uma resenha bacana e acho válido que seja lido para que dê uma luz aos que tem dificuldade em fazer uma resenha: Você sabe fazer uma resenha de qualidade?

Uma última observação: Minha intenção aqui não é ofender ninguém, nem direcionar a alguém em particular, somente expor minha opinião, mesmo que "polêmica", sobre essa forma que inventaram de apresentar uma resenha e que não considero ser certa. Sei que cada um resenha da forma que bem entender, mas isso não significa que essa forma seja a correta...

Bjodoce!