Novidades de Junho - Paralela

26 de junho de 2015

After - Depois do Desencontro - After #3 - Anna Todd
Depois do Desencontro - Tessa passa pelo momento mais difícil de sua vida. Enquanto luta para crescer na carreira com a qual sempre sonhou, seu mundo é virado de ponta-cabeça: a inesperada aparição de seu pai e uma traição imperdoável a deixam mais fragilizada do que nunca. Hardin — com seus beijos viciantes, seu toque incendiário e seu charme de bad boy — seria o único capaz de fazê-la esquecer das dificuldades, mas até ele se vira contra Tessa quando descobre o segredo que ela vem guardando. Se este casal intenso e apaixonado já vivia por um fio antes, agora os obstáculos são maiores do que nunca. Depois do desencontro, essa história de amor sobreviverá?


Quem, Eu? - Uma Avó, Um Neto, Uma Lição de Vida - Fernando Aguzzoli
Em 2013, Fernando Aguzzoli abriu mão do emprego e dos estudos para cuidar de sua avó Nilva, diagnosticada com Alzheimer. Da convivência dos dois surgiram momentos divertidíssimos, histórias e confidências que o neto resolveu compartilhar em uma página criada no Facebook. Alimentada diariamente por Fernando com posts, fotos e vídeos, a página comoveu centenas de pessoas e conquistou milhares de fãs. Assim surgiu o livro Quem, eu?, que chega agora em nova edição revista e ampliada, com uma reunião de todos os momentos vividos entre os dois, além de entrevistas com profissionais para ajudar outras famílias que enfrentam esse mesmo obstáculo. As memórias de Fernando são uma verdadeira lição de vida, e prometem muitas risadas e momentos emocionantes.

Tijucamérica - Uma chanchada fantasmagórica - José Trajano
Depois de décadas na fila, o América do Rio recebe uma ajuda sobrenatural para voltar a seus tempos de glória. Todo fã de futebol tem um time dos sonhos, uma escalação ideal para a equipe perfeita. Mas e quando os grandes craques ficaram no passado e os torcedores já não conhecem mais o sabor da vitória? É o caso do mitológico América, time-símbolo do bairro da Tijuca, que há décadas não levanta uma taça e nem mesmo um copinho que o seja. Neste divertido e inusitado livro, José Trajano vai contar com uma ajuda sobrenatural para trazer de volta a alegria para o gramado do Campos Sales. Munido de um verdadeiro exército de videntes, mágicos, gurus e pais de santo, Trajano faz renascer a maior seleção do América de todos os tempos. O resultado é uma chanchada fantasmagórica que traz de volta para os dias de hoje uma época que tanto marcou -- e segue marcando - a cidade maravilhosa. 

Esperança - Mary Jordan
Os fatos chocantes por trás do sequestro de três garotas na cidade de Cleveland Ariel Castro, um motorista de ônibus escolar, enganou Amanda, Gina DeJesus e Michelle Knight para que entrassem em sua casa, onde as manteve acorrentadas por anos. Ao longo da década seguinte, as garotas sofreram abusos sexuais e psicológicos e foram ameaçadas de morte. Em Esperança, Amanda Berry e Gina DeJesus descrevem uma história de tormenta inimaginável com base em suas memórias e no diário mantido por Amanda. Com a ajuda dos premiados repórteres Mary Jordan e Kevin Sullivan, elas narram a história completa por trás das manchetes – incluindo detalhes nunca antes revelados sobre a vida e motivações de Castro –; um relato assombroso, mas inspirador, de duas mulheres cuja coragem, inocência e fé permitiram que sobrevivessem e voltassem para suas famílias.

Meu Passado Me Condena - Tati Bernardi
Fábio Porchat e Miá Mello estão de volta em situações inéditas e divertidíssimas, fruto do humor aguçado dos textos de Tati Bernardi “Discordo que a Tati Bernardi seja a voz de uma geração. Não há ninguém no mundo tão patologicamente franco nem francamente engraçado. Ela é uma só. Não aceite imitações: Tati é a voz de uma geração composta unicamente por ela mesma”. GREGÓRIO DUVIVIER Meu passado me condena foi sucesso no cinema (mais de 3,5 milhões de espectadores) e no teatro (mais de cem mil pessoas) e agora, em forma de livro, traz de volta Fábio e Miá em histórias inéditas, marcadas pela sinceridade desconcertante costumeira. Enquanto chocam um ao outro, o leitor se diverte com este livro que reúne ainda os melhores momentos dos dois na peça. Tudo isso fruto do texto inteligente, bem-humorado e cheio de personalidade de Tati Bernardi. 

Promoção - Na Companhia de Assassinos

25 de junho de 2015


Oie, pessoal! Em parceria com a Suma de Letras, os blogs Livros e Chocolate e Todas as Coisas do Meu Mundo se uniram para trazer uma promoção de arrasar pra vocês!
Para comemorar o lançamento de O Retorno de Izabel, o segundo volume da série Na Companhia de Assassinos (e porque nós amamos muito o primeiro livro, A Morte de Sarai, a achamos que todo mundo também devia ler ♥), vamos sortear os dois volumes para dois ganhadores! Isso mesmo! Cada ganhador leva pra casa os 2 livros já lançados!

E para participar é super fácil, confira as regrinhas abaixo:
Termos e Condições:
- Ter endereço de entrega em território nacional;
- Comentar esta postagem deixando email válido pra contato (é por ele que vamos avisar o ganhador do resultado da promo);
- Perfis fakes ou exclusivos pra promoções não serão aceitos. Caso constatado, o ganhador será desclassificado sem aviso prévio;
- Não nos responsabilizamos por danos ou extravios por parte dos correios, nem por um segundo envio em caso de devolução por erro nos dados informados ou entrega sem sucesso;
- Após o resultado os ganhadores serão comunicados por email. O prazo para responder com os dados é de até 48 horas, caso contrário um novo sorteio será realizado. Em caso de falta de resposta por parte do ganhador, o sorteio será refeito por no máximo 3 vezes. Caso ninguém responda em tempo hábil, o sorteio será cancelado;
- A única entrada obrigatória é comentar a postagem deixando email de contato, mas há diversas outras entradas que dão mais chances para o participante ganhar quando cumpridas. Mas caso o ganhador seja sorteado com uma entrada extra que não tenha sido cumprida, este será desclassificado e será feito novo sorteio;
- O envio dos livros será feito pela Editora Suma de Letras em até 45 dias úteis após recebimento dos dados dos ganhadores;

a Rafflecopter giveaway
Boa sorte!!!

Charlie Brown e a Grande Abóbora de Halloween - Charles M. Schulz

Lido em: Junho de 2015
Título: Charlie Brown e a Grande Abóbora de Halloween
Autor: Charles M. Schulz
Ilustrações: Paige Braddock
Editora: Companhia das Letrinhas
Gênero: História em Quadrinhos
Ano: 2014
Páginas: 32
Nota: ★★★★★
Sinopse: É Halloween! Tempo de bruxas, fantasmas, almas penadas e... da Grande Abóbora! Linus tem certeza de que este ano ela finalmente vai aparecer e, como de costume, se esconde no pé de abóbora mais autêntico que encontra, à espera do misterioso ser.
Mas o tempo passa e, além do resto da tuma - que anda de um lado para o outro em busca de travessuras e gostosuras -, ninguém mais parece estar por alí. Ou melhor: quase ninguém...

Resenha: Em Charlie Brown e a Grande Abóbora de Halloween, as crianças se preparam para comemorar o tradicional Dia das Bruxas fantasiados de fantasmas enquanto batem de porta em porta brincando de Travessuras ou Gostosuras. Snoopy não parece estar interessado na brincadeira por ter achado outra muito mais legal, e Linus resolve se esconder num pé de abóbora à espera da Grande Abóbora.


Das tirinhas pra animação, e agora uma adaptação em forma de livrinho infantil, de um lado os adultos têm a oportunidade única de relembrar as aventuras de uma das turminhas mais famosas do mundo, enquanto do outro ladoas crianças poderão conhecer um pouquinho desses personagens tão queridos.


Assim como as crianças esperam pelo Papai Noel no Natal, ou como esperam pelo Coelhinho da Páscoa, a ideia aqui foi criar a Grande Abóbora, uma figura que representasse o Halloween e mexesse com a cabecinha delas dando a ilusão de que há algo de mágico nesses eventos comemorativos que só aparecem num determinado período da noite em que elas não podem ver. E é mais do que comum que as crianças queiram ficar acordadas esperando a visita especial, que claro, não existe, mas que por terem esperanças e acreditar, continuam esperando e mantendo a fé de que um dia conseguirão ver.

O autor também não deixa de fazer referência à Primeira Guerra Mundial, da qual participou, colocando Snoopy fantasiado de às e brincando de algo que considera ser mais interessante do que pedir doces de porta em porta.


É uma historinha curta mas que provoca uma enorme nostalgia e com certeza vale a pena conferir independente da idade do leitor!

Feliz Dia dos Namorados, Charlie Brown - Charles M. Schulz

24 de junho de 2015

Lido em: Maio de 2015
Título: Feliz Dia dos Namorados, Charlie Brown
Autor: Charles M. Schulz
Ilustrações: Paige Braddock
Editora: Companhia das Letrinhas
Gênero: História em Quadrinhos
Ano: 2014
Páginas: 32
Nota: ★★★★★
Sinopse: O Dia dos Namoraos está chegando e Charlie Brown tem muitas pretendentes. Mas mesmo com a Patty Pimentinha e a Marcie no pé dele, Charlie Brown não vai perder a chance de se declarar para o seu eterno e platônico amor: a Menininha Ruiva.
Será que o melhor é mandar uma caixa de bombons para ela? Ou entregar um cartão pessoalmente? ele também pode tentar um telefonema, uma piscadinha na escola, ou até investir num abraço... Não. Pensando bem, a melhor solução é chamá-la para dançar no Baile do Dia dos Namorados!
Agora é só criar coragem...

Resenha: Essa capa romântica passa uma imagem fofa, mas o conteúdo não é tão meigo assim. Charlie Brown, nosso protagonista inseguro e medroso, poderia ter várias acompanhantes pro baile, menos a única que ele quer: a Garotinha Ruiva. Chegando o Dia dos Namorados, começa aquele burburinho de escrever cartões pra paquera.
Muitas meninas da turma de Charlie escrevem e entregam bilhetes pra ele, mas não adianta, o coração dele bate mais forte pela menina que sequer sabe quem ele é. E aí, mandar a carta pelo correio? Comprar bombom e entregar? Convidar pra dançar? Leia e confira o que ele vai aprontar dessa vez.


Histórias com Charlie Brown como protagonista tendem a ser um balde de água fria nas expectativas. O menino treme, engasga, vacila, se esconde... como vai arranjar namorada assim? Mas também, quem nunca passou pela situação de estar prestes a falar com a paixonite? Dá nervoso mesmo!


O legal dessa história é que vemos todos os personagens da turma, com suas personalidades bem distintas. Vale a pena ler, mas deixe o romantismo em casa.

É hora da escola, Charlie Brown - Charles M. Schulz

23 de junho de 2015

Lido em: Maio de 2015
Título: É hora da escola, Charlie Brown
Autor: Charles M. Schulz
Ilustrações: Nick e Peter  Lobianco
Editora: Companhia das Letrinhas
Gênero: História em Quadrinhos
Ano: 2014
Páginas: 32
Nota: ★★★★★
Sinopse: Charlie Brown está preocupado: as férias estão acabando e a volta às aulas é inevitável.
Mas com a ajuda de Lucy, sua psiquiatra de plantão, de repente ele se sente muito seguro - tanto que logo no primeiro dia de escola se candidata para um concurso de soletrar. Afinal, por que ele não seria capaz? É claro que pode ganhar! Ele só precisa se lembrar: é o N que vem antes do P e do B?   Ou o M? "Casa" se escreve com Z ou com S?
Pobre Charlie Brown!...

Resenha: Quem nunca se preocupou com a volta às aulas? Por medo ou ansiedade, todos nós já vivemos isso um dia. E pra Charlie Brown o fim das férias é um grande problema. Ele é um menino muito, muito inseguro, principalmente porque é péssimo em esportes. Pensando em melhorar sua confiança, Charlie se inscreve pra um concurso de soletrar. E se você já conhece esse garotinho, já imagina no que deu, né?


Não sei se é porque eu tô com olhar da pedagogia politicamente correta, mas achei o final meio pra baixo. Se eu terminei o livro sem entender o que a história queria passar, imagina um leitor mirim. A história só faz sentido se você já está ambientado ao universo do Snoopy, sabendo que cada personagem tem características próprias e marcantes (pra saber um pouco mais, leia este post). Mas, se você não sabe que Charlie Brown é medroso e Lucy é azeda, além de não entender nada pode até se confundir e tirar uma lição errada. Então não recomendo entregar esse livro nas mãos de uma criança que não conheça a turminha.



A editora teve a preocupação em adaptar o original para a realidade brasileira. No desenho que mostra o calendário fazendo referência ao fim das férias, aparece 29 de janeiro com uma imagem de praia. E na parte em que Charlie estuda para o concurso, aparecem questões como M antes P e B e casa com S ou Z.

O livro pode ser um bom retorno ao passado, mas não é uma boa opção pra quem está começando a ler Peanuts.

Amigos para Sempre - Charles M. Schulz

22 de junho de 2015

Lido em: Maio de 2015
Título: Amigos para Sempre
Autor: Charles M. Schulz
Ilustrações: Nick e Peter Lobianco
Editora: Companhia das Letrinhas
Gênero: História em Quadrinhos/Infantil
Ano: 2014
Páginas: 32
Nota: ★★★★★
Sinopse: Além de muito inteligente, Snoopy é um companheiro exemplar. Parceiro, compreensivo, leal... E não era para menos: ao lado de um dono tão carinhoso, não é muito difícil ser o melhor amigo do homem.
Nestas pequenas histórias inspiradas nas mais clássicas tirinhas de Schulz, você vai se divertir com as lições de camaradagem dadas por Snoopy e toda a turma - e descobrir por que Charlie Brown e seu cachorro serão amigos para sempre.

Resenha: Esse senhor de meia idade é amado por muita gente ao redor do mundo. Snoopy atravessou gerações e agora veste uma roupagem nova nessa edição da Companhia das Letrinhas.


Amigos para sempre contém tirinhas em um formato adaptado, com desenhos em alta qualidade e frases soltas no meio da página. A fonte usada chega a descombinar do estilo do desenho, mas torna-se a melhor opção considerando o público-alvo e a necessidade de utilização de letra de imprensa "normal" na fase de alfabetização.

O texto é bem simples, de fácil entendimento para crianças, mas tocante para todas as idades. Com narrativas e diálogos curtos, cada pequena história traz uma situação de amizade vivida por nós no dia a dia. Medo, insegurança, proteção, zoação, tudo isso é retratado. E o título encerra a lição do texto, um resumo bem claro do que será encontrado nas próximas páginas.


Vontade de pegar o Snoopy e o Woodstock e levar pra casa! ♥

O Desafio - Rachel Van Dyken

21 de junho de 2015

Lido em: Junho de 2015
Título: O Desafio - Aposta #2
Autor: Rachel Van Dyken
Editora: Suma de Letras
Gênero: Romance
Ano: 2015
Páginas: 360
Nota: ★★★★★
Sinopse: Jake Titus é rico demais, bonito demais e arrogante demais: qualidades que, anos antes, fizeram Char Lynn viver com ele a melhor noite de sua vida — e em seguida a pior manhã, quando ele a dispensou. Agora terão que se reencontrar no casamento de Kacey, a melhor amiga dos dois. Seria uma situação estranha, mas suportável... Se vovó Nadine não tivesse sido desafiada a uni-los.
Como padrinho e dama de honra dos noivos, Jake e Char têm que passar cada vez mais tempo juntos. Ele é um galinha mimado, e ela é uma garota maluca. Então por que não conseguem resistir um ao outro?
Quando Jake para de se comportar como um babaca e começa a agir como o homem que Char sempre teve esperança de que ele pudesse ser, fica cada vez mais difícil lembrar que ele já a magoou. E agora Jake vê nela tudo que sempre quis — só precisa fazer Char acreditar nisso.
O desafio é a continuação de A aposta, da autora best-seller do New York Times Rachel Van Dyken.

Resenha: O Desafio é continuação de A Aposta, mas com foco em outro casal. Então se você não leu o primeiro é melhor não ler esse, a não ser que queira descobrir com quem Kacey fica (se bem que é tão óbvio que não faz muita diferença, mas ok, tá avisado!).

Jake arrebatou meu coração com seu jeito moleque já no prólogo de A Aposta. Quando cresceu, se revelou um galinha safado, mas mesmo assim torci por ele. Fato é que comecei a leitura sabendo que ele seria preterido pela Kacey (mas formariam um lindo casal) e imaginando quando ia tomar tendência. A resposta está aqui.

Lembram da Vovó Nadine? Ela tá pior do que nunca! A missão cupido agora tem como foco o neto mais novo, e ela decidiu que o par ideal pra ele seria Char, a melhor amiga de Kacey. E é aí que surge o desafio: quem conseguirá arrumar alguém pra Jake? Vovó ou Travis e Kacey? O casal está seguro de que encontrará alguma amiga solteira pra apresentar ao garanhão, mas Vovó veio com artilharia pesada.

Há um "detalhe" no relacionamento Jake/Char que pode fazer toda a diferença. Eles cresceram e estudaram juntos, ela tem uma quedinha por ele desde sempre... e eles já dormiram juntos! Não bastasse ter errado com a melhor amiga na adolescência, repetiu a besteira com Char, se aproveitando de uma bebedeira. No dia seguinte, a tratou como se fosse qualquer outra, e isso refletiu num problemão no trabalho dela, que preza pela imagem já que está em frente às câmeras.

Quase um ano depois, enfrentando uma crise no emprego, Char precisa passar por mais uma prova de fogo: ser madrinha do casamento de Kacey e Travis ao lado de Jake. E ele está vivendo uma situação inusitada, porque foi demitido da empresa da família e agora vai ter que se virar pra convencer Vovó a admiti-lo novamente. Pra piorar, entra em cena Jace, um senador gatíssimo amigo de Travis, que fará de tudo para atrair a atenção de Char. É nesse cenário de preparativos pra uma festa de casamento que tudo acontece. Já viu que a chance de confusão é grande, né?

Me identifiquei muito com Char pelos seus problemas de autoestima. Todo o lance de se achar gorda, ser excessivamente criticada pela família e comparada à irmã perfeita... E fora a pressão de ter que provar que é uma boa profissional, sofrer ameaças do chefe... Fui muito solidária ao sofrimento dela, até por isso entendi seu receio ao dar uma outra chance ao cara por quem sempre foi apaixonada, mas já destruiu seu coração.

Ao mesmo tempo que vivi o drama de Char, acompanhei o processo de transformação emocional e psicológica de Jake. Ele teve que se despir de preconceitos e aceitar que precisaria abrir mão de liberdades para viver um amor. E pra homem isso é mais complicado, ainda mais quando se trata de um com pouca responsabilidade e muito dinheiro.

Curioso foi que, apesar de ser o livro do playboy que pega geral, eu fui conquistada pelo romance, e não pelas cenas hot. Em A Aposta eu fiquei assanhadinha, já O Desafio me deixou romântica. Gostei do foco que a autora deu no conflito interno de ambos os personagens. Ela querendo acreditar que ele mudou, ele fingindo que ela era só mais uma enquanto seu coração estava sendo dominado... Um jogo de gato e rato que envolvia sentimentos e muita tensão sexual.

E a autora não abandonou o Travis e Kacey; o foco era outro, mas vimos o desenrolar da história dos 2 até a festa de casamento. E agora pudemos conhecer melhor o Sr. e Sra. Titus, mas eles nem se comparam à Vovó Nadine, que está mais espevitada do que nunca.
O casal da capa não é o mesmo da original, mas eu preferi mil vezes a nossa. Diagramação e revisão mantêm o padrão apresentado no primeiro livro.

Já quero O Risco, o último livro da trilogia que contará a história de Jace e Beth. Só pelo final de O Desafio, já dá pra ver que será mais uma comédia patrocinada e armada pela Vovó. Ô velhinha danada! Com uma dessas perto, ninguém precisa apelar pra Santo Antônio.

Rachel Van Dyken entrando pra lista de autoras preferidas fácil. Espero que a Suma traga outras séries dela pro Brasil logo. E eu vou querer todas!

A Aposta - Rachel Van Dyken

20 de junho de 2015

Título: A Aposta - Aposta #1
Autor: Rachel Van Dyken
Editora: Suma de Letras
Gênero: Romance
Ano: 2014
Páginas: 288
Nota: ★★★★★
Sinopse: Kacey deveria ter fugido assim que ouviu essas palavras do milionário Jake Titus. O amigo de infância que Kacey não via há anos é hoje um dos homens mais poderosos e cobiçados de Seattle. E ele precisa de um favor dela: que ela finja ser sua noiva em uma viagem para visitar a avó Nadine, que está muito doente. Kacey aceita sem hesitar, afinal, o que poderia acontecer em apenas quatro dias? Mas o que ela não esperava era reencontrar Travis, o irmão mais velho de Jake, Quando mais novo, ele adorava perturbar Kacey: já incendiou uma boneca, colocou uma cobra em seu saco de dormir. Por isso, recebeu dela o apelido de “Satã”. Mas depois de tantos anos, Kacey se vê diante de um homem lindo, por quem se apaixona no momento em que vê o seu sorriso. O que ela não sabe, no entanto, é que os dois irmãos haviam feito uma aposta quando eram meninos: quem se casasse com Kacey receberia um milhão de dólares. Em “A Aposta”, da autora best-seller do New York Times Rachel Van Dyken, Kacey terá que descobrir qual dos irmãos é o cara certo e fazer sua escolha. Essa é a única certeza que lhe resta.

Resenha: Quando li a sinopse, pensei que seria mais um clássico caso de triângulo amoroso de uma mulher tendo que escolher entre 2 homens lindos e ricos. Ok, foi quase isso, mas teve alguma coisa que talvez eu nem consiga explicar direito, mas que me conquistou de jeito.

Kacey cresceu com a família Titus, mas era muito mais próximo do filho mais novo, Jake. O mais velho, Travis, era aquele implicante, que enchia o saco pra perturbar mesmo. Mesmo assim, os irmãos acabaram fazendo uma aposta: um milhão de dólares (coisa de criança mesmo, né? zero noção de dinheiro) praquele que casasse com Kacey.

As famílias se adoravam e conviviam muito bem, até que um acidente interrompeu essa amizade. Jake e Kacey, que já eram melhores amigos, ficaram ainda mais próximos com o passar da idade. Mas sempre tem aquela fase em que álcool e hormônios não combinam muito bem. Numa dessas bebedeiras, a amizade vai além, mas não passa de uma noite; assim que tudo acaba, Jake vai embora, deixando uma Kacey arrasada e traumatizada.

Quatro anos depois, Jake está com a vida bem complicada. Prestes a perder a presidência da empresa da família e vendo a avó doente, resolve fingir que vive muito bem e está prestes a se casar. E a única pessoa a quem pode pedir o favor de ser sua noiva por um fim de semana é sua grande (ex) amiga. Se isso fosse vida real, por mais que o coração de Kacey balançasse, ela iria dizer não, só que é livro, livro precisa de história, e você já sabe o que vai acontecer, né? Lá estão os 2 embarcando no avião rumo ao encontro da família que foi tão importante, mas se transformou apenas em boas lembranças.

Como SEMPRE torço pro cara errado, sabia que meu coração ia bater mais forte por aquele que ela não escolhe, mas logo no comecinho percebi o rumo que a história ia tornar e não levei um baque muito grande. Na verdade, nem chego a considerar como um triângulo, pois já era previsível a escolha de Kacey, mas fiquei curiosa pra saber os caminhos que a autora ia percorrer até chegar lá. E foi isso que fez a diferença.

Não rolou aquele climão de disputa entre irmãos, tudo foi evoluindo de forma natural, colocando o leitor na pele dos três e nos fazendo entender tudo que aconteceu no passado e como estavam seus pensamentos do presente. A narrativa em 3ª pessoal foi mais imparcial, o que dividiu meu coração entre o canalha e o certinho, principalmente porque ambos já tinham traumatizado Kacey - um na infância e outro na adolescência -, mas também mexiam com seus sentimentos e com outras partes do corpo também.

O livro até tem cenas picantes, mas não chega a ser considerado hot, digamos que é a cereja do bolo. E é legal porque, como tem sentimento por trás de tudo, não fica aquela coisa vazia, é uma entrega mútua, uma vontade de agradar o outro e aproveitar o momento ao máximo. Ah, sou romântica mesmo e gostei de ler um livro em que a autora se preocupa em mostrar os personagens fazendo amor, e não sexo.

Destaque mais que especial pra vovó Nadine, que foi inspirada na avó da autora. De longe a melhor das personagens, que conferiu humor à narrativa. Uma senhora de 85 anos que tem a vida sexual mais ativa que eu. E o melhor: não tem papas na língua nem pudor algum, fala o que tiver que falar, causando altos constrangimentos que me fizeram gargalhar durante a leitura.

A Suma fez um bom trabalho mantendo a capa, mas fazendo uma edição muito melhor que a original parece eu mexendo no Paint, tem misericórdia!. Gostei do casal, bem próximo do que eu imaginei. A revisão está bem boa. Só achei a fonte um pouco grande demais, podia ter diminuído um tiquinho e economizado páginas.

No fim, percebi que não sei explicar por que esse livro ganhou um espaço tão grande no meu coração. Não consigo achar um motivo pra falar pra você: leia, é imperdível. Mas, se serve de argumento, eu devorei o livro em um dia e fiquei suspirando durante a leitura e após terminá-la.

Ah! Esse livro faz parte de uma trilogia. Os próximos livros têm outros casais como protagonistas, então cada um tem sua história fechada. Pode ler sem medo de precisar esperar pela continuação, mas mantenha a ordem pra evitar spoilers.

Mesclando romance, conflitos pessoais, bom humor e uma pitada de pimenta, Rachel Van Dyken escreveu um livro despretensioso, que não tem nada demais, mas surpreende pela maneira como cativa o leitor.

Quantas pessoas poderiam dizer isso de fato? Que, pela vida toda, a única pessoa com quem queriam passar a eternidade nunca havia mudado nem hesitado. Ela. Sempre fora ela. E ele ia lhe mostrar o quanto a amava.

A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

19 de junho de 2015

Título: A Rainha Vermelha - A Rainha Vermelha #1
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Gênero: Distopia/Jovem Adulto/Fantasia
Ano: 2015
Páginas: 422
Nota: ★★★★★
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração. 

Resenha: A Rainha Vermelha é o primeiro livro de uma trilogia de mesmo nome escrito pela autora Victoria Aveyard e publicado no Brasil pela Editora Seguinte.

O mundo já não é mais o mesmo. O ano é 320 da Nova Era e a sociedade é dividida pelo sangue que corre nas veias dos cidadãos. De um lado estão os vermelhos, que nasceram em condições precárias, miseráveis e vivem para servir. Do outro lado, estão os prateados, que são a elite e se destacam por terem desenvolvido poderes especiais (e algumas vezes terríveis) de manipulação ou controle e, assim, detém o poder sobre os primeiros sendo superiores em todos os sentidos.
Há um sistema político onde a monarquia de Norta dita as leis e o reino vive em uma guerra constante. Por mais que existam soldados prateados ou gladiadores que lutem exibindo seus poderes nas arenas de Efemérides, os vermelhos são os enviados à linha de frente para serem usados como iscas e escudo humano na guerra.

Em meio a este cenário, conhecemos Mare Barrow, uma vermelha que mora no vilarejo de Palafitas e que está prestes a atingir a maioridade e ser enviada ao front. Ela vem de uma família simples e é a quarta de cinco irmãos. Seus três irmãos mais velhos já foram enviados à guerra por não terem conseguido arranjar um emprego fixo antes de completar dezoito anos, e a mais nova, Gisa, tem um emprego como aprendiz de costureira no castelo e é um exemplo do que os pais gostariam que Mare seguisse. Ela odeia os prateados por tudo o que são e por tudo o que fazem contra os vermelhos e não pode fazer nada pra mudar isso. O que Mare faz frequentemente pra ajudar no sustento da família é cometer roubos, e isso é uma vergonha para os seus pais.

Mare cultiva uma amizade fiel com Kilorn desde a infância. Ele também está pra completar dezoito anos e é aprendiz de pescador. A vida dele parece estar garantida longe da guerra, mas as circunstâncias tomam outro rumo quando a situação muda de cenário após uma reviravolta do destino e Mare se encontra com um trabalho no palácio real e descobre ser dona de um poder que jamais imaginou que pudesse ter...

Devido ao grande sucesso da obra seguido pela sua adaptação cinematográfica, as expectativas estavam nas alturas, e tive um pouco de receio ao saber que a história tinha elementos já conhecidos e que, de certa forma, lembravam outras, como X-Men, Jogos Vorazes, As Crônicas de Gelo e Fogo e até A Seleção. Meu medo era me deparar com uma história nada original e que poderia cair em clichês, mas a autora conseguiu construir um enredo super convincente num cenário fantástico e presenteou os leitores com algo incrível e surpreendente, mesmo que já visto. O livro, com certeza, superou as expectativas e se tornou um dos melhores que já li.

Com uma escrita fluída, fácil e completamente viciante, A Rainha Vermelha é uma fantasia épica - e até escura - com um leve toque de distopia contemporânea voltado ao público jovem adulto. Não acredito que possa ser classificado inteiramente como uma distopia pois há uma monarquia e, obviamente, os súditos devem obedecer as leis impostas pelo rei. Inclusive são os prateados que, até então, disputam o poder entre si e buscam por alianças a fim de fortalecer a si próprios através de casamentos arranjados e combinações de poderes.

Narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da protagonista, acompanhamos a saga de Mare, que se encontra numa situação difícil envolvendo questões políticas e pessoas poderosas cujas intenções, além de não serem muito claras, nunca são confiáveis. Mare descobre ser mais especial do que pensa quando, na Prova Real, um evento no palácio onde jovens se apresentam para o príncipe herdeiro em busca de se tornarem a futura rainha, ela descobre possuir poderes, e isso a coloca numa posição delicada e muito perigosa pois é algo jamais visto e que poderá por abaixo o sistema de controle do reino. A rainha quer mantê-la sob vigilância constante para descobrir mais sobre o que houve.

Paralelamente a isso, um grupo rebelde intitulado Guarda Escarlate composto por vermelhos luta por liberdade usando de violência contra os prateados. Mas atacar a elite é um ato imperdoável e eles não irão deixar isso barato tornando a ação da trama frenética e um enorme clima de tensão no ar.
Sobre o romance, não vou negar que não exista, mas o foco não é este e fiquei super agradecida em não encontrar nada que pudesse considerar meloso ou que desviasse a atenção dos personagens que estão num conflito de uma complexidade sem tamanho e não poderiam perder tempo com isso. A questão envolve muito mais confiança do que preocupações com quem ficar ou não ficar, principalmente por Mare estar num lugar onde qualquer um pode trair qualquer um.

Mare vive uma mentira num mundo que pra ela era desconhecido, em meio a pessoas que nunca são quem parecem ser, mas ainda assim precisa continuar com isso a fim de proteger sua família além de ajudar os vermelhos a serem tratados como iguais enquanto luta para derrubar a desigualdade.

A autora caracterizou os personagens de forma genial. Os prateados, por possuírem o sangue desta cor, tem a aparência fria, e combinando isso com a posição hierárquica em que eles se encontram além das Casas que ocupam, tudo fez muito mais sentido e se tornou bastante crível. Seus superpoderes tem classificações de acordo com o que podem fazer, então nos deparamos com "Murmuradores" (telepatas que podem controlar e ler mentes alheias), "Ninfoides" (manipulam a água), "Verdes" (controlam a vegetação), "Clonadores" (se multiplicam), "Magnetrons" (controlam e manipulam metais), "Curandeiros" e etc... Podemos perceber uma enorme referência a X-Men e não pude deixar de "identificar" poderes de alguns personagens já conhecidos e bem famosos nesta história mas que, considerando personalidade e objetivos, seguem por um caminho totalmente diferente usando seus poderes para outros propósitos.

Já os vermelhos são a escória, são escravizados, desumanizados, e representam o povo oprimido e sofredor que está em busca da liberdade que parece impossível ter.

A capa dá ideia do que a história nos reserva e, mesmo que seja aparentemente simples, é cheia de significado e nos permite supor onde a protagonista poderá chegar em sua trajetória...

A Rainha Vermelha é uma história recheada de violência e conspirações, que faz o leitor refletir sobre a inversão de valores, o preconceito e a opressão que alguns enfrentam, mas retrata uma verdadeira luta pelo autoconhecimento e pela superação a fim de atingir objetivos importantes e realmente dignos de se alcançar.
Já entrou para os favoritos e resta aguardar os próximos livros ansiosa...

A Menina Que Brincava Com Fogo - Stieg Larsson

18 de junho de 2015

Lido em: Junho de 2015
Título: A Menina Que Brincava Com Fogo - Millennium #2
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Ficção Policial
Ano: 2009
Páginas: 611
Nota: ★★★★★
Sinopse: Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi mor-to a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes - um Colt 45 Magnum - não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis - e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.

Resenha: A Menina que Brincava com Fogo, é o segundo livro da série Millennium. Stieg Larsson, falecido logo após entregar o manuscrito da saga de Lisbeth Salander, criouuma incrível aventura sobre um jornalista metido a detetive, Mikael Blomkvist, e uma garota excepcional.

A continuação de Os Homens que Não Amavam as Mulheres traz Lisbeth com um papel maior de protagonista, junto com Mikael. O caso dos Vanger se encerrou dando lugar a um dilema da própria Salander: ela agora é acusada de um triplo assassinato. É com esse pano de fundo que a trama começou a se desenrolar (ou seria enrolar?) e prender a atenção de quem lê.

O livro pode ser separados em duas partes: no começo o ritmo é lento, bem introdutório, conduzindo o leitor a relembrar alguns fatos do volume anterior e as férias de Lisbeth por alguns lugares do mundo. Logo após, a bomba dos assassinatos cai diretamente sobre Salander e a partir disso a trama ganha um ritmo semelhante ao que o volume antecessor teve no final.

O tema central gira em torno do abuso sexual contra a mulher. Tanto no primeiro quanto no segundo temos, em diferentes situações, retratos do sofrimento das figuras femininas e a busca por justiça. Stieg criou nos protagonistas figuras de heroísmo e perspicácia. Não só em Mikael ou Lisbeth; mas também em Erika, Bublanski, Sonja, Malu, Mimmi Wu e outros. Dessa mesma forma ele teve a habilidade para criar vilões bem convincentes. A Menina que Brincava com Fogo tem um abismo que separa seus protagonistas: aqueles nos quais devemos nos espelhar e uns que detém um caráter duvidoso e atitudes tampouco humanas.

A prosa de Larsson é fabulosa. A narrativa é sempre crucial para tornar um livro atrativo, até porque mais de seiscentas páginas não são lidas de uma vez só. Mas Stieg, na construção do texto, criou um dinamismo que torna a leitura agradável e cheia de mistérios que motivam a ir a diante para descobrir o que acontecerá com Lisbeth. Perto do final, principalmente, os capítulos começam a ficar mais curtos e mostram situações diferentes de maneira rápida e eficaz. É bem clichê dizer isso, mas chega a um momento que se tornou impossível largar a leitura.

A protagonista é uma "diva", a seu próprio modo. Lisbeth tem um quê de malícia, é inteligente ao extremo e deixa clara suas intenções: quem com o ferro fere, com fogo será queimado. Estamos tão acostumado com mais fragilidade partindo de personagens femininas que é surpreendente como Stieg personificou tanta força nessa moça. Salander tem fibra e coragem de sobra. É pouco óbvio que ela fosse mostrar algum tipo de vulnerabilidade ao logo da série, mas ela o faz. Assim, o sentimento de torcida pela garota só aumenta.

Toda livraria deveria vir com um cartaz em algum lugar advertindo o visitante a comprar a trilogia Millenium. A Menina que Brincava com Fogo é incrível, sendo ainda melhor que o primeiro. O sucesso de vendas é merecido e ler uma obra como esta é gratificante a qualquer leitor. As últimas páginas trazem a certeza que esta é uma das histórias mais inesquecíveis e bem escritas da literatura contemporânea.

Novidades de Junho - Grupo Pensamento

Cultrix
Você Pode Curar a Si Mesmo - Julie Silver
Neste livro prático e inspirador, a Dra. Julie Silver, médica especialista em medicina física e reabilitação da Escola de Medicina de Harvard, lança mão da sua experiência clínica e pessoal, como sobrevivente de um câncer, para condensar uma quantidade incrível de conhecimento sobre alguns princípios básicos que nos ajudam a mobilizar os nossos próprios recursos de cura e elevar o nosso nível de saúde, fazendo-nos sentir física e emocionalmente mais fortes.






Entre Deuses e Heróis - David Mulroy
Entre Deuses e Heróis traz os mais importantes mitos e lendas condensados a partir de suas fontes primárias. As histórias escolhidas para este livro não estão adaptadas e nem entremeadas pela interpretação que o autor faz delas. O livro apresenta as histórias de maneira acessível e agradável, preservando a dramaticidade, a ironia e as paixões (pathos) dos originais. Esta é uma obra voltada a um público amplo e satisfaz uma necessidade real, poupando tempo ao leitor interessado, que vai tomar conhecimento de toda a gama de lendas e mitos clássicos gregos e romanos de um modo eficiente e prazeroso.




Pensamento
O Último Papa - Robert Howells
Com base em seu vasto conhecimento da história política e espiritual da Igreja Católica, o historiador Rob Howells examina, a partir de perspectivas religiosas, históricas, psicológicas e científicas, as profecias de São Malaquias, que revela as identidades de 111 papas da Idade Média até o presente, incluindo aquele que será testemunha da ruína da Igreja Católica e é chamado de "Papa do Juízo Final". A eleição de Francisco tem sido anunciada como um novo começo para a instituição sitiada, mas Howells oferece uma interpretação incrivelmente diferente: que Francisco será o último papa da Igreja Católica.





Seoman
Casa Versace - Deborah Ball
Casa Versace conta como Gianni Versace, ao lado de sua irmã Donatella, juntou seu enorme talento a uma ambição extraordinária para criar quase sozinho este império da moda. A jornalista Deborah Ball apresenta a história vista de dentro, baseada em entrevistas com membros da família Versace; com parceiros e rivais de Gianni; modelos internacionais e ícones da indústria da moda. Gianni Versace estava no auge quando foi assassinado em Miami, fato que ocupou as primeiras páginas dos jornais de todo o mundo e a caçada ao assassino virou uma obsessão da mídia. Ball relata vividamente os esforços de Donatella ao assumir o controle da Versace e tentar se colocar à altura da genialidade de Gianni, se livrar das drogas, suas disputas com seu irmão Santo e o mistério de por que Gianni deixou o controle de sua empresa para sua sobrinha, Allegra.

Jangada
Origem - J.t Brannan
A pesquisadora científica Evelyn Edwards e sua equipe descobrem um corpo de 40 mil anos enterrado sob a calota polar da Antártida. Mas, quando começam a extrair o corpo do gelo, o sonho se transforma em um horrível pesadelo, quando todos são marcados para a morte por alguém que quer manter enterrado esse segredo. Evelyn mal consegue escapar com vida. Ela pede ajuda a seu ex-marido Matt Adams, antigo membro de uma unidade de elite do governo. Logo eles se veem envolvidos em uma corrida alucinante contra o tempo, que os leva ao Grande Colisor de Hádrons, em Genebra, enquanto tentam desvendar a maior conspiração de todos os tempos, antes que seja tarde demais para a espécie humana. Se a humanidade achava que conhecia suas origens, chegou a hora de repensar tudo, por que todas as crenças estão a ponto de ser questionadas.

A Odisseia de Tibor Lobato - Gustavo Rosseb
Depois de perder os pais num terrível incêndio no acampamento cigano onde moravam e passar dois anos num orfanato, Tibor Lobato e sua irmã Sátir são encontrados pela avó e vão morar no seu sítio. Ali fazem amizade com Rurique, um garoto conhecedor das lendas e histórias de assombração do lugar. Durante a quaresma, coisas muito estranhas começam a acontecer na região e seres fantásticos do folclore - como a Mula Sem Cabeça, o Boitatá e a Cuca -, ganham vida e começam a assombrar os habitantes dos Sete Vilarejos. Os três começam a correr perigo quando descobrem segredos que ligam a família dos irmãos a esses seres fantásticos e a um lendário Oitavo Vilarejo. A partir daí inicia-se uma odisseia cheia de magia, que levará os três amigos a reconhecerem e valorizarem virtudes como lealdade, coragem, esperança e amizade.

Eu, Você e a Garota que Vai Morrer - Jesse Andrews

17 de junho de 2015

Lido em: Junho de 2015
Título: Eu, Você e a Garota que Vai Morrer
Autor: Jesse Andrews
Editora: Fábrica 231/Rocco
Tradutora: Ana Resende
Gênero: YA/Drama/Humor
Ano: 2015
Páginas: 288
Nota: ★★★★☆
Sinopse: Greg Gaines é socialmente invisível, Earl Jackson vem de um lar desajustado e Rachel Kushner tem câncer, mas Eu, você e a garota que vai morrer está longe de ser mais um dramalhão lacrimoso. Subvertendo clichês, o autor Jesse Andrews oferece um romance de formação que, com um estilo pop e original, consegue juntar irreverência e sensibilidade ao tratar dessa coisa maluca chamada morte. 

Resenha: Eu, Você e a garota que Vai Morrer é um livro "escrito" pelo seu protagonista, Greg Gaines. Greg é um garoto de dezessete anos que está no último ano do ensino médio e na época era aspirante a cineasta, mas como ele deixou essa ideia de lado por só fazer filmes terríveis, ele decidiu escrever um livro, mesmo que não tenha ideia do que estivesse fazendo, mas, ainda assim, ele quer contar sua história. Por achar o colegial uma droga, Greg tentava a todo custo passar por ele sem maiores problemas, e por isso resolveu que deveria se manter alheio não fazendo partes de "tribos" e grupos específicos para manter uma amizade com todos - mas acabou não tendo amizade com ninguém - assim ele não seria "rotulado" e nem prejudicado ao manter sua estratégia de sobrevivência. Seu único amigo era Earl, um garoto desprovido de altura, com personalidade ácida, opinião própria - direta, crua, grotesca e quase sempre ofensiva - que passava o tempo sendo zoado pelos irmãos e que vivia puto da vida. Mas eles eram amigos da maneira deles, estavam acostumados com todas aquelas besteiras e, ainda assim, a amizade permaneceu sólida, mesmo que "pontual", tosca, esquisita e sem fazer o menor sentido. Por que pontual? A amizade deles funcionava mais como um "trabalho em equipe" pois o único interesse que eles descobriram ter em comum era um filme que eles adoraram desde a primeira vez que assistiram quando eram crianças: Aguire, a cólera dos deuses, e foi por causa desse filme que eles começaram a fazer seus próprios filmes caseiros e super amadores dos quais Greg tem vergonha e gostaria de manter em segredo eternamente.
Até que tudo muda quando no primeiro dia de aula, após chegar em casa, lá estava Greg tranquilo da vida lendo um conto para a escola - vendo foto de peitos -, e tendo a concentração interrompida pelo próprio pau duro sem explicação, a mãe dele aparece choramingando com a triste notícia de que Rachel, uma namorada de infância que Greg teve há seis anos atrás, foi diagnosticada com leucemia e o garoto deveria voltar a falar com ela para ajudá-la a passar por essa barra. Na verdade, ele é intimado pela mãe a voltar a ser amigo de Rachel pois quanto mais tempo ele passasse com ela, maior seria a diferença no que lhe restava de vida. Greg nem sabia o que era leucemia e não fazia ideia de como se aproximar de Rachel, mas um telefonema acaba mudando tudo...
" - Oi.
- Ei.
- ...
- Eu telefonei para o médico, e ele disse que você precisava de uma receita de Greg-acil.
- E isso é o quê?
- Sou eu.
- Pág. 48
O livro possui uma narrativa em primeira pessoa pelo ponto de vista de Greg e além de ser bastante descontraída e direcionada ao leitor já que se trata de seu livro, consegue ser muito real e atingir uma sinceridade ímpar. O protagonista não mede as palavras e sempre tem pensamentos sinceros sobre a situação em que se encontra por mais que soe ofensivo ou inadequado. Alguns trechos são em forma de roteiro e em terceira pessoa, e por isso a diagramação é diferente nessas partes. E confesso ter achado genial essa ideia de mesclar a escrita com roteiros pois é algo que faz parte da história e da vida de Greg e de Earl. Ele também faz listas pra enumerar as coisas que quer explicar e é bem engraçado. Como a história é escrita por Greg, ele sempre se refere ao livro como "essa bosta de livro", "esse livro desgraçado" e por aí vai.

Os diálogos são naturais, muitas vezes são cheios de palavrões e o autor não poupa o leitor de detalhes ou manias de linguagem que os personagens tem. Em momentos de hesitação, ou de certa dificuldade em falar algo que possa ser considerado constrangedor, Greg sempre enrola com "huumm's" até concluir o que quer dizer. Por um lado achei original por demonstrar o personagem como alguém normal, comum e até indiferente, mas na narrativa, mesmo que não interferisse no meu envolvimento com a história, achei que foi uma característica que impediu a fluidez da leitura nos trechos em que aparece.

Greg é um personagem muito sozinho e não tem o menor espírito de liderança. Ele vive a sombra de Earl mas consegue se dar bem nessa condição porque faz o tipo "caguei e andei". Ele surta mas logo se finge de morto e assim resolve seus problemas. Ele é sarcástico, não liga pra ninguém além dele mesmo, não se importa com o que os outros pensam e azar de quem esteja sofrendo. Ele simplesmente não se importa com nada e fim. Mas o que esse pobre coitado tem de insuportável e chato, ele tem de engraçado. Os foras que ele dá ou os pensamentos impossíveis e impagáveis que se passam em sua cabeça são os responsáveis pelo grande toque de humor da história e por deixá-la tão diferente e original. E claro, através de erros e perdas que enfrenta ele amadurece e acaba enxergando que as coisas não são como ele pensa.

A família de Greg é hilária. Eles não aparecem muito na história, mas adorei a apresentação de cada membro dela, desde a mãe ex-hippie e super sentimental, o pai esquisito, as irmãs mais novas inúteis e até mesmo Cat Stevens, o gato da família que é tratado como uma pessoa.
Talvez o que tenha faltado nesse livro pra eu considerá-lo realmente perfeito nem tenha sido um romance ou um triângulo amoroso na pior das hipóteses, mas, sim, um aprofundamento maior na questão de Rachel estar a beira da morte e a visão dela para o seu lado da história já que ela tem bastante destaque no título. Há explicações e cenas sobre a doença para situar o leitor do que se trata e o que a pessoa enfrenta, fisicamente falando, mas Rachel fica totalmente em segundo plano, como uma figurante mesmo, e o leitor não sabe como ela se sente e nem pelo que ela, de fato, passa emocionalmente, então, pra quem espera por um sick-lit como A Culpa é das Estrelas, que emociona, arranca lágrimas e retrata a superação de alguém com uma doença terrível, triste e incurável, que sofre mas ainda assim encontra o amor, vai quebrar a cara. Leia sim, mas ciente de que esse não é o foco de Eu, Você e a Garota que Vai Morrer. O leitor já sabe pelo título que a garota vai morrer, mas a ideia que prevalece durante todo o desenrolar da história é a que Greg deixou clara lá no início do livro, se trata da história dele e de como ele - sendo o adolescente que é, e com a mentalidade de um - tentou levar um pouco de alegria pra Rachel enquanto segue com a própria vida e descobre um pouco mais de si quando, com a ajuda de Earl, tenta fazer um filme para fazer uma homenagem a ela, mas nada sai como planejado...

A capa colorida tem tudo a ver com a história e é muito bonita. Ela representa os cenários improvisados que os garotos montam na criação de seus filmes malucos. Encontrei um único erro de revisão e gostei da adaptação de alguns termos traduzidos para se adequarem ao português. O título no original é "Me and Earl and the Dying Girl", mas achei bacana a editora adaptar para que houvesse uma "rima" entre "você" e "morrer", como há em "Earl" e "Girl" no inglês.

É um livro que foge completamente de clichês e apresenta um protagonista esquisito e diferente de tudo o que já vi, mas justamente por isso consegue ser incrível, cativante, engraçado e único. Mesmo que eu tenha imaginado uma coisa e ter me deparado com outra, neste caso em particular, curti muito, me surpreendi e o livro superou minhas expectativas.

O livro deu origem ao filme cujos direitos foram adquiridos pela Fox e foi vencedor do Festival Sundance 2015, nas categorias Público e Crítica, espiem o trailer:
Fin.

Vivian Contra o Apocalipse - Katie Coyle

16 de junho de 2015

Lido em: Junho de 2015
Título: Vivian Contra o Apocalipse - Vivian Apple #1
Autora: Katie Coyle
Editora: Agir Now
Gênero: YA
Ano: 2015
Páginas: 240
Nota: ★★★★☆
Sinopse: Vivian Apple tem 17 anos e mal pode esperar pelo fatídico “Arrebatamento” — ou melhor, mal pode esperar para que ele não aconteça. Seus devotos pais foram escravizados pela Igreja há tempo demais, e ela está ansiosa para que tudo volte ao normal. O problema é que, ao chegar em casa no dia seguinte ao suposto evento, seus pais sumiram e tudo o que restou foram  dois buracos no teto…
Ela está determinada a seguir vivendo normalmente, mas, quando começa a suspeitar que eles ainda podem estar vivos, Vivian percebe que precisa descobrir a verdade. Junto com Harp, sua melhor amiga, Peter, um garoto misterioso que tem os olhos mais azuis do mundo e informações sobre um possível paradeiro dos seguidores da Igreja (ao menos é o que ele diz), e Edie, uma Crente que foi “deixada para trás”, os quatro embarcam em uma road trip pelos Estados Unidos em pleno pré-apocalipse. Mas, depois de atravessar quilômetros enfrentando eventos climáticos bizarros, gangues de fanáticos  religiosos vingativos e um estranho grupo de adolescentes autointitulado “Novos Órfãos”, Vivian logo vai entender que o Arrebatamento foi só o começo. 

Resenha: Vivian e o Apocalipse apresenta uma história com uma versão dos Estados Unidos onde o povo americano parece ter se esquecido de Deus, deram as costas à igreja e à religião e se tornaram arrogantes. Logo, para que as pessoas voltassem a ouvi-Lo, Ele precisaria de um profeta. Alguém rico e cheio de posses para quem Deus pudesse mandar seus anjos para instruí-lo e orientá-lo. Assim, Beaton Frick foi o escolhido pra construir uma igreja em seu nome, a Igreja Americana. Por mais que ele tenha ido às ruas espalhar a notícia de que Deus receberia os Crentes no Reino dos Céus quando a hora chegasse, as pessoas continuaram ignorando e vivendo no pecado. Então, o próprio Deus apareceu para Frick, alegando ter desistido dos americanos e que somente os Abençoados seriam recebidos, e o resto seria Deixado para trás a fim de presenciar o fim do mundo e sofrer as consequências por ter dado as costas a Ele. Frick avisou, mas ninguém quis ouvir nem levar a sério...
Os Estados Unidos sofreram com o calor, com desastres naturais, com ataques terroristas e entraram em guerra e colapso. As pessoas perderam seus empregos, suas casas e se viram vivendo na miséria. Não haveria salvação para a América até que Frick, mais uma vez, pediu que as pessoas que quisessem ser salvas o seguisse, e foi então que, diante de todas aquelas provações das quais ele havia alertado a todos, o povo começou a ouvir, e por medo do Apocalipse, começaram a segui-lo a fim de serem poupados... Todos passaram a viver nesse país dominado por essa religião conservadora e muito poderosa que conseguiu mudar tudo e todos, ou quase todos...

Vivian Apple é uma garota de dezessete anos que não possui crenças religiosas, mas viu o mundo ruir quando seus pais, que até então também não acreditavam em Deus, resolveram entrar para a Igreja Americana se convertendo em Crentes e seguindo o Livro de Frick. E acreditando nos ensinamentos e alertas dele, pensavam que o fim do mundo já tinha dia e hora marcados. Eles tentaram convencer Vivian a se converter, mas falharam miseravelmente pois ela simplesmente não acredita nos ensinamentos da Igreja e nem no que diz o Livro de Frick. Ela estava ansiosa pra chegar o dia do Apocalipse e todos quebrarem a cara com o que não ia acontecer. Até que um dia alguns membros da Igreja desaparecem de forma misteriosa e muitos acreditam se tratar do tão falado Arrebatamento, que é o momento em que Deus resgata os salvos enquanto os que não acreditam ou não O aceitam são Deixados para Trás. Os Crentes que continuam na cidade, que se tornou um verdadeiro caos, esperam ansiosos, mas, outras pessoas desconfiam que se trata de uma grande encenação ou picaretagem para enganar e arrancar dinheiro dos que acreditaram em alguma coisa. Mas independente do que seja, de fato, as pessoas realmente sumiram, e quando Vivian chega em casa depois de uma festa, além de não encontrar os pais, ainda se depara com dois buracos no teto, o que dá a ideia de que seus pais foram mesmo Arrebatados para o Reino do Céu. Vivian ficou para trás e está sozinha no mundo. Mas ela não consegue acreditar no que está acontecendo e esse suposto Arrebatamento é o que faz com que ela surpreenda a si mesma descobrindo um lado que ela não sabia ter. Ela sai junto com seus amigos que estão na mesma situação que ela, e parte numa viagem pelo país em busca de respostas. E ela acaba se surpreendendo com o que encontra pelo caminho...

Vou ser sincera em dizer que não esperava encontrar elementos religiosos nessa história, até mesmo porque minha forma de encarar religião é bem diferente do que considero "tradicional". Pra mim, o livro tratava de outro tipo de fim do mundo e que o Arrebatamento mencionado seria apenas um estopim para o desenrolar das coisas, mas posso afirmar que a mensagem que encontrei aqui foi muito além do que imaginei e no final das contas o livro superou, e muito, as minhas expectativas.
A história é narrada em primeira pessoa pelo ponto de vista de Vivian e é dividida em três partes, que é quando ela fica perdida sem saber o que está acontecendo, quando reúne coragem suficiente e parte em busca de respostas e quando, enfim, descobre o que aconteceu e como lidou com isso, então ficamos limitados à visão e opinião dela acerca do que está acontecendo enquanto tudo está um caos.
Achei interessante que a autora tenha usado algumas palavras com letra maiúscula para evidenciar certos tipos de características ou acontecimentos, como Crentes, Livro, Deixados para Trás, Salvação, Igreja e etc e dessa forma ela não generaliza o assunto nem o leva para além da ficção, por mais que seja possível usar a trama como exemplo vivo do que vivenciamos na vida real. Enxerguei no livro uma crítica ao fanatismo religioso e as consequências terríveis que a lavagem cerebral e a intolerância podem trazer.

Os Crentes, em nome da religião e do que foram levados a acreditar, não medem esforços para afastar ou acabar com tudo o que pode ser considerado impuro ou prejudicial para que a Salvação aconteça, então é comum que, em meio ao caos, Vivian veja ofensas horríveis pintadas em muros e paredes da cidade direcionados a qualquer um que seja "corrompido", assim como perseguições e assassinatos contra gays, ateus e até negros. Soou muito familiar pra mim quando li trechos que mostraram esse tipo de crença que incentiva os ricos a ficarem mais ricos pois "Deus ama o Capitalismo", ou de jovens que engravidaram de alguém da Igreja acreditando estarem mais próximas de Deus ou que seriam salvas assim pra depois ficarem solteiras e sozinhas, que as mulheres devem ser submissas e obedecer aos maridos enquanto ficam em casa cuidando da família, além da combinação de Igreja com Política a fim de facilitar a ingressão de leis que se baseiam em crenças que beneficiem apenas a quem convém.

Parece ser um tema pesado e difícil, mas a autora consegue encaixar esses elementos na trama de uma forma impactante, bastante realista e sem que nada seja ofensivo a alguma religião, além de mesclar com os conflitos dos personagens que mostram seus sentimentos que envolvem amor e amizade de uma forma intensa e verdadeira, e isso é o que move os personagens a seguirem em frente contra todo o absurdo que está acontecendo. A história é contada de uma forma que acredito ser mais reflexiva enquanto Vivian está nessa jornada pela cidade a fim de saber a verdade e o que aconteceu com as pessoas que desapareceram, e cabe ao leitor absorver tudo a sua maneira e, quem sabe, tirar dali algum proveito sobre o assunto.
Vivian é apresentada no início como uma personagem certinha, obediente, estudiosa mas ao longo do livro, diante de tudo o que ela presencia e passa, ela aprende muito sobre esse mundo exterior e amadurece por pensar além e não se deixar influenciar, por se mostrar alguém diferente dos outros e de forma incrível. Ela passa a ter uma outra visão de mundo e a ver as pessoas como elas são na verdade. Ela se torna uma verdadeira heroína no que diz respeito a lutar pelo que acredita ser o certo, principalmente porque sempre está preocupada com quem está a sua volta, sem interferir nas crenças alheias.

Gostei bastante da escrita da autora e da forma como ela aprofundou as relações entre os personagens e os detalhes da história. Todos eles são muito bem construídos, até mesmo aqueles que são os "vilões". A cada parte acontecia alguma reviravolta, algum fato que havia sido mencionado lá no começo vem a tona e alguns segredos são desvendados, e tudo isso colabora para que Vivian tenha as respostas que tanto procurou.
Não vou negar que percebi alguns pequenos furos na história, mas falar sobre eles seriam um spoiler, então, prefiro deixar que quem tiver o prazer de ler chegue a própria conclusão.
É um livro intrigante, chocante e tem seus pontos tristes, mas não deixa de ser bonito e emocionante pois mostra que nem sempre devemos acreditar em tudo que ouvimos, e nem sempre o parece ser realmente é.

Acredito em Deus, sim, mas não sou de rezar nem sigo uma religião, mas sempre acreditei que o respeito é algo que não se pode impor, mas sim algo a ser conquistado. Acho que esse respeito não pode existir quando os outros querem obrigar ou forçar alguém a acreditar no que eles acreditam. As pessoas são diferentes, são livres para escolherem o que acham melhor para suas vidas desde que não prejudiquem ninguém, mas a forma como se comportam com os outros diante de suas crenças é uma das coisas que as definem. Ninguém precisa concordar com as escolhas ou opiniões alheias, basta respeitar para, assim, se dar ao respeito. É uma pena que na prática isso não funcione e em pleno século XXI temos que presenciar situações lamentáveis envolvendo o que algumas pessoas são capazes de fazer, ou de levar outras a fazerem, em nome de Deus.
É um livro que recomendo, tanto pelo entretenimento quanto pela ideia de fazer as pessoas refletirem sobre o tema.

Toda Sua - Sylvia Day

15 de junho de 2015

Lido em: Março de 2015
Título: Toda Sua - Crossfire #1
Autora: Sylvia Day
Editora: Paralela
Gênero: Romance/Erótico
Ano: 2013
Páginas: 274
Nota: ★★★★☆
Sinopse: Ele era inteligente, bem-sucedido, rico e muito lindo.Fiquei obcecada por ele como nunca tinha ficado por ninguém, por nada. Ansiava por seu toque como uma droga, mesmo sabendo que aquilo me acabaria me destruindo. Eu tinha meus problemas, e ele fez com que viessem à tona muito facilmente. Gideon sabia. Ele também tinha seus problemas. E nós acabaríamos sendo o espelho que refletia os traumas – e os desejos – mais secretos do outro.Seu amor me transformou, e eu rezava para que nosso passado não nos separasse... 

Resenha: Toda Sua é o primeiro livro da série Crossfire da autora Sylvia Day e lançada no Brasil pela editora Paralela. Nesta leitura vamos conhecer os personagens, seus traumas e a turbulenta paixão que os envolve.
Eva Tramell é uma jovem que tem uma situação financeira boa por causa de sua mãe e os casamentos com homens ricos que ela já teve. Ela gosta de sua liberdade e independência, mora com seu melhor amigo, Cary, que conheceu quando ambos procuravam ajuda e, está para iniciar um novo emprego em uma agência publicitária na sede da Crossfire Building.
Através deste novo emprego que ela vai conhecer Gideon Cross, bilionário e dono da empresa. Um encontro inesperado causará neles sentimentos antes desconhecidos, e a entrega mútua da paixão que os consome irá despertar traumas que estavam adormecidos, tornando-os tão reais que a relação poderá ter uma interferência enorme a ponto de os separar ou os unir como um só...

O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Eva. Minha opinião sobre a narração é que seria melhor ter uma visão mais ampla dos acontecimentos, principalmente se tratando do mistério que cerca os personagens e que, aos poucos, vai sendo desvendado.
Os personagens podem ser clichês - homem bilionário que se apaixona pela mocinha - mas há um diferencial que os destaca: Gideon, mesmo sendo rico e desejado por todas, despertará afeição no leitor pois, mesmo parecendo forte e inabalável, possui traumas que o acompanha e o assombra, revelando seu lado fragilizado diante de sua máscara de ferro.
Eva, por outro lado, já instiga qualquer um que esteja começando a ler a dar tapas na cara dela, pois é uma mocinha um tanto irritante. Mas, por ter tido um passado um tanto perturbador e ficar evidente que ela está superando, posso dizer que ela é forte e obstinada.

A autora presenteia seus leitores com um romance cheio de erotismo, sem medir palavras, o que provoca uma viajem certeira e inebriante, mesclando paixão e sexo. Assuntos polêmicos como homosexualidade, estupro e traumas que deixam marcas também acompanham este romance, fazendo com que tudo se torne mais interessante e instigante, principalmente por terem sido tratados com a importância necessária.
É difícil não comparar este romance com o de E. L. James, já que a autora afirmou que Cinquenta Tons de Cinza foi sua inspiração para a sua série Crossfire, porém, a história de Eva e Gideon tem muito mais paixão e fogo.

A diagramação é simples e os diálogos são apresentados em forma de aspas em vez de travessão. Particularmente eu não gosto muito por me confundir um pouco mas os livros lançados pelo selo Paralela procuram manter o estilo original da obra e é comum que os diálogos em livros em inglês sejam assim. A fonte tem um tamanho confortável e as são folhas amarelas. A revisão está impecável e a capa segue o mesmo padrão da original.

A leitura foi bem agradável e prazerosa, com personagens que podem possivelmente irritar o leitor, mas, na minha concepção, os considero realistas. São através dos erros e acertos que ambos os personagens sofrem e através disso somos capazes de aprender e enxergar quem realmente nos ama e valoriza.
Estou bastante curiosa para ler a continuação, já que o final deste foi bem perturbador. Pra quem gosta do gênero erótico, cuja trama é bem desenvolvida e envolvente, recomendo!

1º #MochilãoDaRecord - Belo Horizonte

14 de junho de 2015


Ei, gentem!
Ontem, dia 13/06, rolou o 1º evento literário em BH da Editora Record, o #MochilãodaRecord, com participação da autora nacional Marina Carvalho (que autografou seu livro publicado pela Galera Record, Elena, para os fãs) e, mesmo tendo ido como leitora, não pude deixar de bater umas fotinhas (mesmo que ruins já que sou uma negação pra fotografia e o lugar onde sentei não me favoreceu muito rsrsrs) pra registrar o momento.




Guilherme e Shirley, representantes do marketing, apresentaram o evento falando um pouquinho sobre os livros lançados recentemente e de outras várias novidades que vem por aí que me deixaram super empolgada. Espiem:


Os Lugares Mágicos dos filmes de Harry Potter será lançado esse ano e, assim como o livro anterior, O Livro das Criaturas de Harry Potter, é a coisa mais linda! Ele é cheio de fotografias e ainda tem o mapa do Beco Diagonal! #todospiram


Teve apresentação de Red Hill, leitura de maio do nosso Clube de Leitura, já resenhado no blog.

Depois desse abraço, como não ficar curiosa e louca por Brilhantes (duologia) que pudemos ver em primeira mão? Querooo!



Já entrou pra minha lista de desejados, principalmente quando soube que tem filme saindo em breve estrelado por Ben Affleck e Jared Leto! ♥


A Garota no Trem, que segue o mesmo estilo de Garota Exemplar, também é uma das novidades que me deixaram bem curiosa.

Uma novidade super legal que foi falada no evento é que a Record em parceria com o Submarino lançou um box com a coleção dos seis livros da série Os Instrumentos Mortais e todos os livros possuem aquela capa holográfica, cheia de brilhinhos, que todo mundo quer mas não acha mais!

Só está a venda no site do Submarino. Clique AQUI pra conferir e aproveitem pois o box está em promoção!


Outra coisa que me deixou #loka: Sophie Kinsella e Colleen Hoover estão com as presenças confirmadas para a Bienal do Rio em setembro desse ano (que eu vou)! E em outubro, o Brasil vai contar com uma turnê de ninguém menos que a diva Meg Cabot! #jáestoulá


Todo mundo ganhou brinde pela presença (uma ecobag com marcadores, bloquinho e bottom) e teve sorteio de alguns dos últimos lançamentos dos selos da editora. Pena que eu sou pé frio, nunca tenho sorte em sorteios e não ganhei nada, como sempre, mas não saí de lá sem levar uns livrinhos praticamente de graça (aproveitei meus pontos no Dotz e paguei R$2,00 nos três livros, wheeee!).


Adorei o evento e a forma animada e descontraída como ele foi apresentado. Só tenho que agradecer pela oportunidade e pela iniciativa do Grupo Editorial Record por ter tanto carinho pelos leitores do Brasil e em especial com os de BH. E que venham os próximos! ♥