Mostrando postagens com marcador Meg Cabot. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meg Cabot. Mostrar todas as postagens

A Falta que me Faz - Meg Cabot

10 de fevereiro de 2022

Título:
A Falta que me Faz - Desaparecidos #5
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2018
Páginas: 272
Nota:★★★★★
Compre: Amazon
Sinopse: Meg Cabot traz ainda mais ação, personagens intrigantes e a conclusão eletrizante da série Desaparecidos. Jess Mastriani não é mais a Garota Relâmpago. Pelo menos é o que ela acha. Aos 19 anos, após um raio cair em sua cabeça, passar por muitas brigas e viver uma temporada no Afeganistão, a garota está até um pouco aliviada por seu poder extrassensorial ter parado de funcionar. Agora ela só quer aproveitar Nova York, frequentar suas aulas na Julliard, praticar flauta e ensinar música para crianças carentes. Mas tudo muda quando seu ex-namorado, Rob, bate em sua porta pedindo que ela o ajude a encontrar sua irmã desaparecida. Uma irmã que nenhum dos dois sabia que existia.

Resenha: A série Desaparecidos (1-800-Where-R-You), da autora Meg Cabot, originalmente, teve os cinco volumes publicados entre 2001 e 2006 no exterior. No Brasil, os livros começaram a ser publicados em 2011, mas a série "chegou ao fim" em 2014 após o lançamento do quarto volume, Santuário, e parou por aí. Só em 2018, até que enfim, a Galera Record retomou a publicação e lançou o último volume para finalizar a saga de Jessica Mastriani, nossa querida e badass Garota Relâmpago.

Resumindo a história, Jess é uma garota de dezesseis anos que, após ter sido atingida por um raio e escapar ilesa, recebeu o dom de saber o local exato de alguém desaparecido. Ela começou a ajudar a polícia em diversas buscas, mesmo que não quisesse ser "propriedade do governo", até chegar num ponto onde ela mentia sobre ter perdido os poderes pra poder levar uma vida normal. No meio de tantas confusões e perigos envolvendo gente desaparecida ou morta, ela ainda encontrava tempo pra lidar com os dilemas adolescentes de estar envolvida emocionalmente com um Rob, um motoqueiro em "liberdade condicional"; de lidar com os Mastriani, sua família maluca; com Ruth, sua melhor amiga; e outras coisas do tipo. Até que, em prol da humanidade, Jess foi pro Afeganistão trabalhar pro governo procurando terroristas perigosos, e por lá ficou até completar seus dezenove anos, que é quando ela volta - sem seus poderes - e uma nova aventura começa...

Dessa vez, Jess está aliviada por seu poder de encontrar pessoas ter parado de funcionar. Depois de uma longa temporada de trabalho árduo em outro continente, ela finalmente vai pra Nova York, onde vai dividir um apartamento com Ruth, vai poder ir pra faculdade de Julliard em paz, e ainda dar aulas de música pras crianças carentes. Mas isso só iria durar poucos minutos, até Rob, agora seu ex, bater em sua porta pedindo pra Jess ajudá-lo a encontrar Hanna, sua irmã de quinze anos que ele acabou de descobrir que existia em circunstâncias de desaparecimento. Assim, o jeito seria fazer um trabalho investigativo para descobrir o paradeiro dessa abençoada. E, mesmo super chateada por ela ter pego Rob beijando uma moça que ela chama de "Peitos-Tão-Grandes-Como-Minha-Cabeça" na oficina em que ele trabalha, ela decide ajudá-lo por simplesmente não conseguir deixar ninguém na mão.

Eu confesso que só fui descobrir no mês passado - e por um total acaso - que esse volume existia. Depois de anos sem notícias, pensei que a editora não iria finalizar a série (até mesmo porque o volume quatro já tem aquele ar de fim, talvez), e eu simplesmente acabei esquecendo e nunca mais pesquisei sobre. Mas antes tarde do que nunca, não é mesmo?

Mantendo o padrão dos livros anteriores, a narrativa é feita em primeira pessoa e vamos acompanhando uma Jess mais madura, mesmo que ainda continue nutrindo alguns ressentimentos bobos por causa da "traição" de Rob. Enquanto os dois estão investigando o sumiço da irmã dele, Jess começa a refletir sobre o fim do namoro; sobre sua estadia no Afeganistão; sobre tudo o que aprendeu durante esse tempo que ficou longe de Rob, de Ruth, e de sua família; sobre a pressão e as expectativas impostas sobre ela pela família; e sobre o futuro num geral, o que fez com que Jess, embora não tenha perdido seu sarcasmo e seu jeito de lidar com as coisas da forma mais despretensiosa e doida possível, tenha deixado de usar a violência pra resolver seus assuntos, e isso faz toda a diferença na hora dela resolver esse caso absurdo envolvendo Hanna e outras garotas menores de idade. Se antes Jess metia a porrada primeiro pra perguntar depois, agora ela pensa antes de agir, traça uma estratégia, considera todas as possibilidades e consequências, tem muito mais paciência, e isso mostra o quanto ela cresceu, evoluiu e está mais foda do que nunca. E mesmo que Jess esteja nessa fase "zen", ela não mudou tanto a ponto de deixar de se impor ou de sair ameaçando quem ousar sair da linha. A única observação que faço é a de achar que Jess deveria estar um pouco mais velha pra fazer jus a esse amadurecimento e a forma como ela resolve as questões da história. Eu lia e imaginava uma Jess já com seus vinte e cinco anos, pelo menos, mas entendo que por ser uma história mais juvenil é meio difícil ter uma protagonista mais adulta.

No livro anterior, Santuário, a autora já tinha inserido um tema pesado e bastante delicado de ser abordado, mas achei um tanto deslocado devido a irreverência e o bom humor da história. Nesse volume ela repetiu o feito, o de inserir um tema difícil no meio do bom humor adolescente, mas em vez de falar sobre racismo, ela abordou a pedofilia e a indústria amadora da pornografia. Obviamente é um tema pesado, mas pela história ter sofrido uma evolução, por Jess já ter seus dezenove anos e estar mais madura para lidar com questões mais difíceis, as coisas acabaram se encaixando muito melhor, principalmente porque tudo é abordado sem que haja exposição de maiores detalhes, mas de uma forma bem direta, onde cenas rápidas, diálogos inteligentes ou pequenas situações são criadas para que os leitores saibam exatamente o absurdo que está acontecendo, mostrando como as garotas em situação de carência e vulnerabilidade são enganadas e se tornam vítimas de um criminoso, e como Jess entra em cena para não só salvar as meninas, como também enfiar o criminoso na cadeia. Quem acompanha a série já conhece Jess e sabe do que ela é capaz, então a gente sabe e pode esperar que, além de ajudar a resolver o problema, ela vai fazer justiça e ser motivo de orgulho pra todo mundo.

Ok, é mais uma série que, por mais interessante, engraçada e empolgante que seja, tem um final previsível, logo falar que o lance com Rob, que está super mal resolvido, é só um detalhe. A gente começa a ler sabendo que no final as coisas se acertam, só resta saber como e o que acontece nesse meio tempo até lá. E Rob... O que falar desse rapaz? Se ele já era motivo de paixão nos livros anteriores, preparem os corações pra acompanhar os feitos do moço por aqui... A família de Jess também está ótima, principalmente seu pai, e até que enfim acompanhamos o desencalhamento de Ruth.

A Falta que me Faz encerra a série de uma forma super satisfatória, madura, fofa e suspirável. Com certeza é uma das melhores que a diva Meg Cabot já escreveu.

Adaptação da série "A Mediadora", de Meg Cabot, na Netflix!

5 de setembro de 2020


A Netflix anda investindo pesado em adaptações de livros populares entre os leitores de plantão. Quem não acompanhou o sucesso de The Witcher, Para Todos os Garotos que Já Amei, Desventuras em Série, e afins? Diante dessa variedade de títulos, e com a ideia de que A Seleção e As Crônicas de Nárnia também vão ganhar seu espaço, sempre vai caber mais adaptações de livros, e os fãs das mais variadas séries vão a loucura. Pra quem adora a diva Meg Cabot e suas séries hilárias, pode começar a comemorar, pois a série A Mediadora logo vai entrar no catálogo e vamos poder relembrar as peripécias de Suzannah e seu dom peculiar de se comunicar com os mortos. E a própria autora quem confirmou a notícia pela publicação no twitter da jornalista do The Sun, Rachel Ellenbogen:
Pra quem não conhece, a série conta a história de Suzannah Simon, uma adolescente de dezesseis anos que tem o dom de ver fantasmas com assuntos pendentes que não conseguem ou se recusam a seguir para a luz, mas, sendo uma completa badass sem um pingo de paciência, o jeito dela "ajudar" é descendo a porrada quando eles dão mais trabalho do que o previsto. Até que ela se muda de cidade e, na casa nova, seu quarto é assombrado há cento e cinquenta anos pelo fantasma de Jesse, um rapaz hispânico muito do encantador que começa a mexer com os sentimentos da garota.

Confira as resenhas da série completa aqui no blog:

Obrigada, Netflix! Já estou ansiosa desde já! ♥

Crepúsculo - Meg Cabot

5 de fevereiro de 2020

Título: Crepúsculo - A Mediadora #6
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2006
Páginas: 240
Nota:★★★☆☆
Sinopse: Desta vez é vida ou morte. Suzannah já se acostumou com os fantasmas em sua vida e é muito aterrorizante ter o destino dos fantasmas em mãos, podendo alterar o curso da história. E tudo ficou pior depois que ela descobriu que Paul também sabe como fazer isso. E ele adoraria evitar o assassinato de Jesse, impedindo-o de virar fantasma e lhe garantindo uma vida tranquila, finalmente... Isso significaria que Jesse e Suzannah jamais se conheceriam. A mediadora está diante da decisão mais importante da sua vida: deixar o único cara que já amou voltar para seu próprio tempo, impedindo assim sua morte... ou ser egoísta e mantê-lo a seu lado como um fantasma. O que Jesse escolheria: viver sem Suzannah ou morrer para amá-la?

Resenha: Nesse sexto volume da série A Mediadora, Suzannah Simon descobriu que seu dom vai além de somente ser capaz de ver fantasmas e ajuda-los a irem para a luz, e a ideia de que os mediadores, de forma limitada, podem se deslocar pelo espaço e tempo para controlarem alguns acontecimentos passados a fim de alterarem o futuro é assustadora. E não só pelo fato de que essa viagem pode ser prejudicial para o destino das pessoas, mas para os próprios mediadores que ficam com a saúde em risco. No caso de Suze, isso é um poder que a deixa apavorada, não por ela, pois ela jamais faria nada pra prejudicar ninguém, mas por Paul que, obcecado por Suze e inflado de ciúmes de Jesse, não desistiu e continua disposto a fazer qualquer coisa pra ter Suzannah ao seu lado (mesmo contra a vontade dela???), incluindo mudar os fatos do passado para impedir o assassinato de Jesse, evitando assim que ele vire fantasma e deixe de existir na realidade atual, trazendo consequências desastrosas. Se Jesse tivesse vivido sua vida tranquila, ele não teria morrido daquela forma e nem ficado preso alí, logo não iria conhecer Suze...
Suze fica num embate bastante dificil: ela ama Jesse de todo o coração, mas diante da possibilidade dele ter de volta sua vida plena e feliz, ela perderia seu amor... E agora? Manter Jesse como fantasma ao seu lado, ou deixá-lo voltar 150 anos atrás e perdê-lo de vez?

Narrado em primeira pessoa, o livro mantém o padrão de bom humor de sempre mas, dessa vez, ele traz uma Suzannah mais madura por conta de tudo o que viveu e aprendeu, mas principalmente pelo problema que ela tem em mãos. É impossível não sentir empatia por ela e pelo sofrimento pelo qual ela está passando por conta do seu amor por Jesse. Dessa forma, o foco fica sobre sua escolha, de deixar Jesse partir ou de impedir Paul de seguir com seu plano maquiavélico. Paul é o típico mauricinho mimado que sempre teve tudo o que quis, e por não saber lidar com a rejeição de Suze, ele começa a fazer de tudo pra atrapalhar esse amor sem considerar que ele é a última pessoa que ela escolheria pra ficar. A gente sabe que Paul é um enorme obstáculo como o "vilão" da série, e sabe que nesse tipo de história gente que nem ele tem exatamente o que merece guardado pro final (não exatamente como eu imaginei, mas valeu a pena), mas chega a ser meio assustador saber que caras como Paul vão além da fantasia e da ficção e são um verdadeiro perigo para as garotas. Nunca se sabe do que são capazes e até onde vão para conseguirem o que querem, e azar o que a outra pessoa quer.

Enfim, eu gostei muito de ter acompanhado a série num geral, ri horrores das maluquices de Suze e da forma "carinhosa" como ela trata os fantasmas, os amigos de Suze e o padre Dom são ótimos, a família de Suze é impagável e única, me emocionei muito com o relacionamento impossível com Jesse e o quanto ele é um sonho de rapaz, mas justamente por ser impossível, eu esperava outro final, qualquer um que não fosse tão previsível e descarado. Não me entra na cabeça a autora ter feito o que fez e eu juro que esperava por um desfecho digno, mesmo que fosse algo a la Titanic, triste e trágico. E justamente por ter acontecido o óbvio, tão emocionante, bonitinho e fofo, com direito a participação especial do pai de Suze, eu vou contrariar todas as expectativas e dizer que não curti.

Sei que a maioria das fãs da série torciam pela união de Suze e Jesse, sei que quem lê os livros da Meg Cabot espera por finais tipicamente felizes que aquecem o coração, mas sabe quando a gente tem certeza como vai acabar mas espera que aconteça o contrário pra surpresa ser real? Pois é... Era o que eu esperava aqui. Continuo sendo fã da série, é uma das melhores da autora, sem dúvidas, e tenho certeza que a maioria das apaixonadas por Jesse vai adorar o destino super conveniente dado aos dois.


Assombrado - Meg Cabot

3 de fevereiro de 2020

Título: Assombrado - A Mediadora #5
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2001
Páginas: 240
Nota:★★★★☆
Sinopse: Suzannah passou o último verão no Pebble Beach Hotel and Golf Resort. Não, ela não estava hospedada com os ricaços. Em vez disso, tomava conta dos filhos deles. Foi assim que ela conheceu Paul Slater. Suzannah era a babá do irmãozinho dele, Jack, e Paul se encantou por ela. Mas é claro que quando um garoto bonitão se interessa por ela as coisas não podem simplesmente dar certo.

Resenha: Depois dos acontecimentos do quarto volume, A Hora Mais Sombria, vai ficar meio difícil falar deste sem soltar uns spoilers... Dito isto, leia a resenha por sua conta e risco.

Em Assombrado, quinto livro da série mirabolante hilária A Mediadora, finalmente parece que Suzannah e Jesse se entenderam depois que ele a beijou. Tudo era flores e amores, se não fosse por Paul Slater, o irmão mais velho e arrogante de Jack, o garotinho de quem Suze foi babá quando trabalhou no hotel no último verão. Paul é como uma pedra pontuda do sapato. Ele sabe disso, mas não se importa, desde que consiga o que quer. Ter tentado mandar Jesse pro além pra se livrar dele foi um exemplo do que o canalha é capaz, assim como bolar outros planos maquiavélicos que só deixam Suze desvairada. A gota foi ter aparecido na escola onde ela estuda como se nada tivesse acontecido, com um sorriso maníaco na boca, demonstrando estar com alguma carta na manga pra seja lá o que for. Porém, Suzannah não pode simplesmente meter-lhe a bicuda e enxotá-lo de sua vida como faz com os fantasmas irritantes e teimosos que se recusam a ir pra luz, pois, de tantas pessoas no mundo, Paul é o mais próximo que tem conhecimentos úteis sobre viagens no tempo a partir de teorias criadas pelo avô dele, assim como sabe sobre se deslocar para a entrada do purgatório, pra onde os fantasmas vão, e isso é algo de muito interesse da garota.
E como não podia faltar, Craig, um fantasma cheio de raiva, começa a causar em busca de vingança achando que outro garoto devia ter morrido em seu lugar, e Suze tem problemas com isso porque o irmão do defunto estudava com Soneca, o meio-irmão dela.

Mantendo o padrão narrativo em primeira pessoa, a história continua hilária e bastante divertida, e com vários toques de mistério. Diferente dos anteriores, este tem um ritmo mais lento por não ter tantas questões a serem resolvidas, mas sim coisas novas desse universo sobrenatural a serem exploradas. O foco maior fica sobre Suze aprendendo a conhecer mais sobre si mesma e seu dom de mediadora, mas Paul, por mais embuste que seja, acaba sendo uma peça fundamental para esse desenvolvimento. Jesse não teve tanto espaço nesse volume, mas por causa das ações de Paul, percebemos que o relacionamento impossível que ele tem com Suzannah acabou ganhando forças por causa da interferência de Paul. Se antes Suze não entendia muito bem ou tinha dúvidas sobre os sentimentos de Jesse por ela, agora ela vai ver que esse sentimento vai além do que qualquer um pode imaginar...

Suze continua firme em suas convicções, contando com o apoio dos seus amigos queridos e do padre Dom, mas sem querer dar o braço a torcer quando tenta resolver tudo sozinha.
Acho que o que não me agradou neste volume, foi a falta dos problemas que os fantasmas causam pra Suze e como ela lida com eles. Embora a autora tenha inserido o fantasma de Craig na história, a sensação que dá é a de encheção de linguiça, e que a mesma história poderia ter sido contada se ele não existisse, afinal, o drama aqui fica sobre o relacionamento com Jesse e os mistérios acerca das informações em posse de Paul, e isso vai sendo desenrolado de uma forma gradual, sutil, e até um pouco cansativa devido ao ritmo. Em vez de Suze precisar enfrentar ameaças fantasmas, o perigo está alí na frente dela, bonito, em carne, osso e insolência.

No mais, embora tenha fugido um pouco daquela coisa toda de fantasmas sendo chutados na bunda, Assombrado é um bom acréscimo a série pelas informações que abriram novas possibilidades pra um futuro questionável, mas um tanto promissor.

A Hora Mais Sombria - Meg Cabot

22 de janeiro de 2020

Título: A Hora Mais Sombria - A Mediadora #4
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2001
Páginas: 272
Nota:★★★★☆
Sinopse: Suzannah sofre com sua paixão por Jesse – o fantasma "muito gato e com abdome de tanquinho", que "vive" assombrando seu quarto. Entre a juventude platinada local, no melhor estilo de OC, a menina tenta se adaptar ao novo colégio e à nova família formada com o segundo casamento da mãe. Entre as recentes amizades e agitos naturais da idade, a menina resolve as pendências do mundo espiritual.

Resenha: Agora que está de férias no colégio, Suzannah continua sem ter sossego. Depois de Andy, seu padrasto, criar uma nova regra na casa que consiste em fazer aulas particulares ou trabalhar durante as férias, Suzannah começa a trabalhar como babá no Pebble Beach Hotel and Golf Resort. Então ela começa a tomar conta de Jack, um garotinho de oito anos filhos de médicos endinheirados que vive assustado e se nega a sair do quarto por um motivo bastante "curioso". Jack tem um irmão mais velho, Paul, que não demora a se interessar por Suze, mas o dono do coração dela é Jesse... O problema é que ela sente que Jesse, o fantasma que mora em seu quarto, não sente o mesmo que ela. É difícil namorar alguém que ninguém pode ver.
Como se isso já não fosse motivo o bastante para deixar Suze pirada, depois que deram inicio a uma escavação no quintal da família para construírem uma mini piscina, o fantasma de Maria de Silva apareceu ameaçando Suzannah com uma faca para tentar impedir as obras, mas em vão. Até que uma lata cheia de cartas enterradas foi descoberta, e se tratava das cartas escritas por Maria da época de quando ela ainda era viva, há 150 anos, com vários segredos. Mas Maria era ninguém menos do que a noiva de Jesse! Agora o medo de perder o namorado fantasma deixa Suzannah em conflito, afinal, vale mesmo a pena lutar por essa paixão impossível?

Acredito que esse é um dos melhores livros dessa série por conta da carga dramática que envolve os sentimentos dos personagens e o romance propriamente dito que é trabalhado com muito mais profundidade. Narrado em primeira pessoa e mantendo o mesmo estilo envolvente de escrita, a história fica centrada sobre o relacionamento impossível de Suze com Jesse, com o medo da perda e milhões de dúvidas pairando sobre a cabeça da garota. O romance ganha um espaço maior, assim como os obstáculos, afinal, se não houvesse amor no ar, a fúria de Maria de Silva talvez não tivesse sido despertada para colocar esse amor à prova.

Embora tenha muito bom humor e cenas cômicas, também há mistérios e cenas de horror (?) e carregadas de ameaças que condizem bem com o lado sombrio do mundo sobrenatural, mas nada pesado que realmente dê medo, estão alí só pra causar uma tensão maior. São tantas emoções, principalmente quando Suze demonstra com sinceridade seus sentimentos, colocando seu jeito desvairado de lado, que eu quase chorei.

Outra coisa bem interessante é que, finalmente, conhecemos os detalhes da história por trás da morte de Jesse, o que levanta várias questões envolvendo a localização do corpo dele e o motivo dele não ter seguido para a luz, que pode acabar tendo um impacto bem considerável na relação com Suze, então é impossível não gostar ainda mais desse fantasma maravilhoso que conquistou o coração de Suze, e os nossos também. E em meio a todo esse romance, ainda acompanhamos o pequeno Jack e as revelações mui interessantes sobre ele, o misterioso Paul que ninguém sabe se é mocinho ou vilão, e a relação familiar de Suze e seus irmãos Mestre, Soneca e Dunga.

Pra quem gosta de leituras leves, engraçadas e cheia de reviravoltas (fofas ou não), a série é mais do que recomendada.

Reunião - Meg Cabot

20 de janeiro de 2020

Título: Reunião - A Mediadora #3
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2001
Páginas: 272
Nota:★★★★☆
Sinopse: Suzannah é uma adolescente como outra qualquer. Bem, quase...Ela tem um pequeno segredo: é uma mediadora. Fala com fantasmas e os ajuda a descansar em paz. Um dom um tanto incomum para ser divido com os colegas, irmãos e até mesmo com a mãe. Mas de uma pessoa Suzannah não conseguirá esconder seu segredo. Gina, sua melhor amiga de Nova York, está na cidade passando uns dias com ela. Durante sua estada, quatro adolescentes morrem num acidente de carro. E Suzannah se vê obrigada a abrir mão de seus dias tranquilos com a amiga para ajudar as almas penadas.

Resenha: Dessa vez, mesmo que ela tenha feito amizade cm Adam e Cee Cee, além do fantasma que mora em seu quarto, Jesse, Suze finalmente recebe a visita de Gina, sua amiga querida de Nova York, e fica muito feliz com sua presença, mas, alguns acontecimentos sobrenaturais obviamente iriam acontecer pra deixar nossa mediadora super ocupada, a pronta pra usar seus métodos nada convencionais pra coloca-los em seus devidos lugares, pra horror do Padre Dom. Quatro adolescentes, os chamados Anjos da RLS (a escola rival do colégio de Suze), sofrem um acidente de carro, caem no mar, morrem, e agora estão furiosos. Tão furiosos que começaram a perseguir e assombrar Michael Meducci, o nerd da sala de Suze, em busca de algum tipo de vingança que Suze ainda não conseguiu assimilar. E ela é a única que pode protegê-lo das garras dos Anjos, mas pra isso teria que abrir mão de alguns momentos com Gina pra fingir que está interessada nas investidas de Michael e ficar perto dele pra coletar informações preciosas. Até que algumas descobertas e revelações a fazem pensar que, talvez, esses fantasmas não sejam os reais vilões dessa confusão toda... E como se isso não bastasse, seu segredo de ser mediadora parece estar prestes a ser descoberto com as desconfianças de Gina.

A escrita de Meg Cabot é sensacional. É simples, fluída, engraçada e totalmente viciante. Narrado em primeira pessoa, continuamos a acompanhar Suze em sua saga rotineira de lidar com fantasmas, além de seus assuntos adolescentes que ninguém tem paciência, mas ainda assim, pelo fato da autora inserir muito bom humor nas situações, é bastante engraçado de se acompanhar, principalmente quando ela fica mais próxima de Michael e percebemos que aquela pose de nerd tímido que sofre bullying parece ser uma fachada pra esconder um menino metido com o ego enorme. Porém, pra proteger o imbecil e investigar, Suze atura o embuste e segue com seu plano pra poder descobrir o que está acontecendo e qual o real envolvimento dele nesse "acidente", e tudo estava começando a ficar muito suspeito. Assim, com a ajuda do padre Dom, Jesse e até a enjoada da Gina lhe dando cobertura, ela tenta chutar a bunda desses fantasmas pra mandá-los pra luz pra descansarem de uma vez por todas e deixarem os vivos em paz.

Suze continua teimosa, e dessa vez seus atos sugerem que alguma coisa não vai prestar nessa história. Logo, por mais que ela nos arranque risadas ou reviradas de olhos, fica no ar aquela tensão de que o perigo está mais próximo do que ela pensa e cedo ou tarde vai se lascar. Sei que Suze gosta muito de Gina e sentiu a falta dela, mas pelo amor de Deus... Gina é um porre que consegue ser ainda mais fútil que a própria Suzannah. A maluca só pensa em garotos e parece não dar a mínima pra amiga que foi visitar, mas ainda assim, Suze trata tudo com naturalidade, para nosso desgosto. Ela e Jesse continuam brigando como nunca, mas a gente sabe que essa troca de farpas é um misto de amor, amizade, carinho e preocupação.

Enfim, a história da série num geral é simples, mas é bastante engraçada e envolvente. Pra quem gosta de livros juvenis com situações mirabolantes envolvendo o sobrenatural, é leitura super indicada.

O Arcano Nove - Meg Cabot

4 de abril de 2019

Título: O Arcano Nove - A Mediadora #2
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2001
Páginas: 270
Nota:★★★★☆
Sinopse: Para uma adolescente, trocar de cidade pode ser um trauma. Para Suzannah, a mudança de Nova York para Califórnia está sendo ótima: novos amigos, muitas festas e dois caras bonitões e muito interessantes. Só que um deles é um fantasma. E o outro pode matá-la. Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de se comunicar com os mortos e resolver as pendências deles na Terra. A velha casa para onde se mudou com a mãe e o padrasto é assombrada por Jesse, um fantasma jovem e gentil. Como Jesse não liga muito para ela (e, além do mais, está morto), Suzannah se entusiasma com o interesse de Tad Beaumont, o garoto mais cobiçado da cidade. Mas o fantasma de uma mulher, cujo assassinato pode ter relação com um mistério no passado de Tad, a atormenta. E a vida de Suzannah pode estar ameaçada. Ser adolescente é complicado. O que dizer de uma garota que precisa dividir sua atenção entre a própria vida e a morte dos outros?

Resenha: As peripécias de Suzannah continuam nesse segundo volume da série A Mediadora, e dessa vez, a patricinha super badass arrumou mais um problema pra sua cabeça. Enquanto Suze se adapta à nova vida na Califórnia, com a ajuda de padre Dominic, ela precisa "cuidar" dos fantasmas que deixaram alguma pendência que aparecem. Tudo estava indo bem, obrigada, até que Suze recebe a visita de uma fantasma que insiste que ela deve dar um recado para alguém chamado "Red". A fim de ajudar a mulher morta, Suze começa a fazer suas investigações e acaba sendo levada a Tad Beaumont, um garoto liiiindo e super cobiçado pelas garotas, que ela havia conhecido a um tempo atrás. Essa aproximação com Tad desperta uma curiosidade maior em Suzannah, afinal, Jesse, o fantasma super gentil e bonito que habita em seu quarto, aparentemente, não quer nada com ela - e, tecnicamente, tal relacionamento seria impossível -. Logo, não seria mal arrumar um namorado e curtir um pouco pra se distrair de tanta confusão. Mas a medida que ela investiga mais sobre Tad e sua família por causa do fantasma da mulher que lhe pediu ajuda, ela percebe que corre risco de vida quando descobre mais do que deveria...

Seguindo o mesmo padrão do livro anterior, a narrativa e feita em primeira pessoa pelo ponto de vista de Suze e, embora sua personalidade e comportamento não tenham sofrido muitas mudanças, ela continua impagável, tanto no bom humor, quanto na forma de resolver as questões sobrenaturais no braço ou na bicuda, mas também nos deparamos com algumas situações onde sua futilidade e suas ações impulsivas, muitas vezes irritam um pouco. Sua preocupação com a aparência, ou a maneira como ela se sente no direito de julgar os outros de acordo com o que fazem ou deixam de fazer, é bastante questionável, mas chega a ser compreensível se levarmos em consideração que a menina ainda é uma adolescente, sua vida está virada de cabeça pra baixo depois de tantas mudanças, e ela ainda tem que lidar com um dom maluco que não pediu pra ter. Padre Dom insiste muito para que Suzannah aprenda a tratar melhor os fantasmas, explicando a situação dessas almas perdidas e necessitadas de ajuda na maior paciência do mundo, e a menina está lá, aérea e nada interessada no que ele tem a dizer, pensando em coisas aleatórias como plantas que dão alergia. Ela só recorre a ele quando lhe convém. Ainda falta um longo caminho de aprendizado e amadurecimento pela frente, então vamos aguardar com paciência, pois ela é bem teimosa, mas não chega a ser um caso perdido.

Jesse continua um fantasma super fofo e ele acaba sendo o responsável por salvar a história toda vez que aparece. Ele é bastante reservado, não gosta de falar sobre sua própria morte, tem uma mania super esquisita de sumir ou aparecer do nada para Suzannah (o que a deixa morta de raiva), mas a ligação entre os dois só cresce, as conversas se intensificam, e a curiosidade só aumenta. Os momentos entre os dois são hilários, a forma como Suze fica desconcertada e com a voz esganiçada ao conversar com ele é muito engraçada. Ela, obviamente, fica balançada pelo charme de Jesse, mas ambos sabem que, por mais que algo esteja florescendo entre os dois, é um relacionamento impossível de se firmar, por isso Tad entra na parada. Ele inclusive tem seus segredos e é rodeado por mistérios que se alongam em excesso, mas seu papel na história até que foi bem colocado.

Os novos amigos de Suze, Adam e Cee Cee, são ótimos, mas por mais que sejam carismáticos e companheiros, eles, assim como os demais personagens secundários incluindo a família nova e seus irmãos postiços, não ganham tanto aprofundamento, e eles acabam perdendo espaço para os fantasmas.

O mistério acerca de Red foge de maiores clichês e, embora não seja bombástico, surpreende pelo rumo que toma. A história de forma geral é leve e divertida, e funciona muito bem como leitura rápida para curar uma ressaca literária, logo não há tantas reviravoltas mirabolantes ou complexidade na trama para fervilhar nossas cabeças. O único porém é que Meg Cabot relembra constantemente acontecimentos do livro anterior, talvez para refrescar a memória do leitor, e isso acaba tornando a história repetitiva e um pouco cansativa pra quem ler os livros em sequência.

No mais, O Arcano Nove foi uma boa sequência. Tem algumas passagens confusas e meio nonsense, eu admito, mas se tratando de Meg Cabot, e de uma protagonista maluca que esmurra caras fantasmagóricas, podemos esperar qualquer coisa.

A Terra das Sombras - Meg Cabot

24 de março de 2019

Título: A Terra das Sombras - A Mediadora #1
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Jovem adulto
Ano: 2000
Páginas: 288
Nota:★★★★☆
Sinopse: Falar com um fantasma pode ser assustador. Ter a habilidade de se comunicar com todos, então, é de arrepiar qualquer um. A jovem Suzannah seria uma adolescente novaiorquina comum, com seu indefectível casaco de couro, botas de combate e humor cáustico, se não fosse por um pequeno detalhe. Ela conversa com mortos. Todos eles. Qualquer um. Ela é uma mediadora, em termos místicos, uma pessoa cuja missão é ajudar almas penadas a descansar em paz. Um dom nada bem-vindo e que a deixa em apuros com mãe e professores. Como convencê-los da inocência nas travessuras provocadas por assombrações?

Resenha: A Terra das Sombras é o primeiro volume (de sete) da série A Mediadora, da autora maravilhosa, ilustre e diva Meg Cabot. Suzannah Simon é uma adolescente de dezesseis anos que se muda de Nova York pra Califórnia devido ao segundo casamento de sua mãe com Andy, que já é pai de três filhos. Ela é uma garota de humor ácido e aparentemente normal, se não fosse pela sua personalidade "forte" e seu dom de ver de fantasmas, e de chutar suas bundas quando se recusam a colaborar. Suze é uma mediadora, e sua missão é ajudar essas almas a resolverem seus assuntos pendentes para que possam passar para o outro lado e descansar em paz, mesmo que seja à força ou na base da porrada.
Quando ela chega na Califórnia, se depara com uma casa vitoriana bastante antiga onde seria seu novo lar, mas o que ela não esperava era ter que dividir seu quarto com Jesse, o fantasma de um jovem hispânico, lindo e encantador que está preso alí há cento e cinquenta anos. E como se não bastasse, a nova escola em que ela vai estudar está sendo assombrada por uma ex-aluna que se suicidou e quer se vingar do ex-namorado a qualquer custo, ameaçando a segurança dos outros alunos. Assim, Suzannah, com a ajuda do padre Dominic (que também é um mediador) entra em cena com seus poderes para ajudar os novos colegas de escola e seus professores.

Lembro que li os seis primeiros livros entre 2010-2011 mas até hoje a história está bem fresca na minha memória, coisa que é bem difícil de acontecer com a maioria dos livros que leio.
Por mais que a história seja voltada para um público mais adolescente, o que acaba conquistando o leitor é a narrativa. O livro traz uma história bem teen e sobrenatural, é super rápido de ser lido devido a escrita fácil e envolvente, os toques hilários de muito bom humor e um pouco de romance, e os personagens são muito bem construídos. Não nego que há algumas inconsistências que tornam algumas cenas um tanto questionáveis, principalmente quando partem de algo que já existe em determinadas crenças/religiões e no livro acaba sendo um pouco distorcido, mas relevei esses pontos considerando que se trata de uma fantasia. Se não é algo que comprometa a história de forma geral, então está tudo bem, mesmo que a autora pudesse ter feito uma pesquisa um pouco mais elaborada para tornar as ações dos personagens mais "realistas".

A história é narrada em primeira pessoa pelo ponto de vista da protagonista e inicialmente, por mais "badass" que ela seja, é possível revirar os olhos para seu comportamento e atitudes em alguns momentos. Às vezes, Suze se comporta feito uma criança mimada, egoísta e birrenta, e a vontade é de lhe dar uns chacoalhões para aprender a ter um pouco mais de noção, pois nem tudo se resolve no braço ou do jeito que ela acha que deve, mas também tenho que admitir que quando a coisa começa a ficar tensa, só tive admiração por ela ser uma garota tão jovem, mas tão cheia de coragem para enfrentar perigos sem se deixar abalar. Outra pessoa no lugar dela, tendo que lidar com o que ela lida, no mínimo, borraria as calças. Assim, vamos acompanhando a rotina de Suzannah ao se adaptar numa nova cidade, numa nova escola, numa nova casa com uma nova família, ao mesmo tempo em que tenta convencer Heather, o fantasma da menina que se suicidou, a se desprender de suas mágoas para que ela, enfim, possa seguir em direção a luz. Mas se não é fácil lidar com os vivos, imaginem com os mortos, principalmente os teimosos?

Os personagens secundários colaboram para o desenvolvimento não só da trama, mas do crescimento e amadurecimento pessoal de Suze, então vemos a importância da família, mesmo aqueles que já morreram mas se recusam a partir, e dos amigos. O bacana dos livros da autora é que ninguém que aparece na história fica completamente esquecido ou não tem alguma função que tenha alguma relevância.
Padre Dom, por exemplo, é o padre da escola. Ele bastante bondoso e vai auxiliar Suzannah (ou pelo menos tentar) em suas missões com os fantasmas de uma forma que ela seja mais paciente e não trate as almas penadas e teimosas como lixo. Jesse também é um fofo e consegue ser o melhor personagem da história, e sua forma de tratar Suze com tanto carinho, a chamando de "hermosa" e tudo mais, é muito bonitinho.

No mais, pra quem procura por um livro divertido e despretensioso, rápido de ser lido e que, com certeza, ajuda a sair de uma ressaca literária, é leitura mais do que indicada.

Lembrança - Meg Cabot

25 de agosto de 2016

Título: Lembrança - A Mediadora #7
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: YA/Sobrenatural
Ano: 2016
Páginas: 422
Nota: ★★★★☆
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Meg Cabot retorna com uma divertida e sexy continuação da saga de Suzannah Simon, a menina que via fantasmas... e os ajudava a passar para a luz Agora, mais velha e experiente, tudo que Suze quer é causar uma boa impressão no primeiro emprego desde sua formatura — e desde o noivado com o Dr. Jesse de Silva, ex-espírito e sua alma gêmea. Como não bastasse, um fantasma de seu passado resolve aparecer. E esse não é um espectro que ela possa mediar. Afinal, Paul Slater está bem vivo, milionário e, ainda por cima, é o novo proprietário da antiga casa de Suzannah. Aquela na qual conheceu Jesse. Isso não seria um problema se ela não tivesse acabado de descobrir que uma antiga maldição poderá transformar seu amado num demônio, caso seu antigo local de descanso seja demolido, como Paul pretende. Agora ela precisa dar um jeito em Paul, que a está chantageando sexualmente — isso mesmo... ou ela dorme com ele, ou perde Jesse —, enquanto tenta ajudar uma caloura assombrada por uma menininha muito poderosa... 
Resenha: Quinze anos após o início de A Mediadora, Meg Cabot traz de volta Suzannah Simon, a garota que vê fantasmas e os ajuda passarem para a luz (mesmo que seja com sua marca registrada: a boa e velha surra), em Lembrança, o sétimo volume desta série sobrenatural, hilária e muito fofa.

Vale ressaltar que a história não se passa imediatamente após os acontecimentos de Crepúsculo, sexto volume, em que Jesse deixa de ser um fantasma e volta à vida. Seis anos já se passaram desde então, Meg Cabot inclusive escreveu O Pedido, um conto extra que antecede o sétimo volume e, embora a leitura não seja necessariamente obrigatória, serve como introdução para que os leitores saibam como está o casal e como Jesse propôs casamento à Suze.

Enfim, Jesse e Suze estão noivos. Enquanto ele, já formado, está trabalhando como pediatra residente num hospital em São Francisco, Suzannah está fazendo um estágio (não remunerado) como conselheira juvenil na Academia Missão Junipero Serra, a antiga escola que estudou quando adolescente. Para não perder os velhos hábitos, Suze continua arrumando várias confusões com os PMNO (Pessoa Morta Não Obediente) e a história já começa com ela participando de um leilão online de uma bota para que ela possa chutar as bundas desses espíritos teimosos com muito estilo.
Tudo estava indo muito bem, obrigada, até ela receber um email de Paul Slater, que se tornou um empresário muito rico. Ele agora é proprietário do antigo casarão onde Jesse havia morrido e Suze foi morar 150 anos depois, e sua intenção é demolí-lo, mas não antes de chantageá-la da forma mais indecente possível com uma maldição terrível que iria interferir na existência do próprio Jesse. E como se isso não fosse um problema suficiente, ela ainda se depara com Lúcia, uma criança morta que anda assombrando Becca, umas das calouras da Academia. Este será um caso bastante difícil para nossa querida mediadora resolver... Lidar com um fantasma furioso que quer matá-la e com um completo idiota querendo destruir seu noivado não era algo que estava nos planos de Suzannah...

Faz alguns anos que devorei a série A Mediadora e precisei dar uma folheada nos livros para poder me lembrar de alguns detalhes e me situar melhor para iniciar este volume. Lembro que estava gostando demais da série até que Crepúsculo trouxe um final extremamente previsível - e impossível - e justamente por isso eu torcia para que fosse diferente. O final feliz e absurdo não me fez desgostar da série mas, por ser fechado e encerrá-la de forma satisfatória, confesso que, até então, não esperava que uma continuação ainda pudesse ser escrita. Talvez meu receio maior fosse o mesmo que muitos fãs tiveram: Ver como Suze e Jesse estariam no futuro, já adultos, enquanto precisaríamos lidar com a ideia de que o ambiente juvenil e os dilemas da garota badass não fizessem mais parte do pano de fundo da história. Felizmente, trata-se de Meg Cabot. E é difícil essa autora nos decepcionar...

O livro é narrado em primeira pessoa e é impossível não morrer de rir do temperamento de Suze ou de seus diálogos hilários com os demais personagens. A leitura é divertida, flui maravilhosamente bem e, embora tenha descrições em excesso, é praticamente impossível perder a empolgação ou largar. Nele podemos encontrar as famosas aventuras de Suze, mas Meg Cabot também inseriu alguns temas bastante delicados e dignos de reflexão, mas abordados de forma bastante sutil e sem maiores aprofundamentos.

Para quem não se lembra, Paul Slater é irmão mais velho de Jack, o garotinho mediador que aparece no quarto volume da série, A Hora Mais Sombria, de quem Suze foi babá. Paul vivia dando em cima da garota mas, por causa dos sentimentos por Jesse, ela ficava em cima do muro, até ele também se revelar um mediador poderoso no decorrer da série e tentar exorcizar o fantasma de Jesse de sua vida. Mas quando ele tentou assediá-la que a coisa ficou feia e Suze não queria vê-lo nem pintado de ouro. Nem preciso dizer que Paul é impossível e não encarou a rejeição muito bem. Ele seria capaz de dos truques mais sórdidos para por as mãos em Suze mas, no final das contas, pude chegar a conclusão de que ele é um cara mimado e cheio de problemas que distorceram seu senso de realidade, fazendo com que ele se comporte feito um imbecil. Através dele a autora evidencia a ideia de como um homem jamais deve ser.
"Existe uma explicação racional e científica para tudo. Até o 'dom' de ver fantasmas parece ter um componente genético. Provavelmente também existe uma explicação científica para o que aconteceu com Jesse.
Uma coisa que não tem explicação - pelo menos não uma que eu tenha encontrado até hoje - é Paul."
- Pág. 22
Suzannah continua impagável e ela não perdeu nenhuma das suas características que a tornaram tão cativante. Ela é única, engraçada, desbocada, irônica e não perde tempo com o que não importa, mas quando o assunto é Jesse e seu relacionamento com ele, ela dá tudo de si e enfrenta qualquer um. Eu adoro essa protagonista e me identifico com ela em vários pontos. Mesmo que ela agora seja adulta e tenha outros objetivos em vista, ela permanece com a personalidade intacta e este foi um ponto bem positivo pra mim.
"- Nunca falei que não creio em nada. Eu creio em fatos. E o fato é que quero ficar com Jesse porque ele me faz sentir uma pessoa melhor do que acho que sou na verdade."
- Pág. 29
Jesse é um noivo superprotetor. Ele se preocupa muito com o futuro, quer ter sucesso na carreira para poder dar uma vida boa e confortável à sua futura esposa. Como ele veio do século XIX, ele é um verdadeiro cavalheiro, sempre muito conservador e até antiquado, mas muito, muito fofo.
Os personagens secundários não foram esquecidos, e achei o máximo poder revê-los mesmo que alguns tenham participações menores do que outros. Os meio-irmãos de Suze dão o ar da graça, assim como Gina e Cee Cee, as melhores amigas de Suze, e sem esquecer do Padre Dominic, que é o maior mentor dela.


Apesar de ter o fundo branco em referência ao casamento, a capa é uma graça e combina com as dos volumes anteriores mantendo o mesmo estilo de fonte, lombada e diagramação. A única diferença está no tamanho da fonte e espaçamento, que são menores.
Uma das pequenas ressalvas que tenho é com relação a tradução. Lembrança (assim como O Pedido) não teve o mesmo tradutor que os seis volumes anteriores e alguns termos dos quais os fãs já estavam familiarizados foram alterados. Por exemplo, "Mi hermosa" virou "mi amada" e morri de desgosto pelo "dialeto carinhoso" e típico de Jesse ter se perdido dessa forma. Acho que quando se trata de uma série deve-se manter não só as capas, mas as características da narrativa dentro de um mesmo padrão de estilo.

Em suma, Lembrança é um livro divertidíssimo que deixa aquele gostinho agridoce na gente e que, enfim, dá um desfecho mais do que satisfatório à esta série tão amada.

A Noiva é Tamanho 42 - Meg Cabot

20 de dezembro de 2014

Lido em: Dezembro de 2014
Título: A Noiva é Tamanho 42 - Mistérios de Heather Wells #5
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Mistério/Chick Lit
Ano: 2014
Páginas: 400
Nota: ★★★★★
Sinopse: Heather Wells parece mais familiarizada com pistolas e escroques do que com convites e madrinhas, mas nem por isso vai deixar o dia mais importante da sua vida passar em branco. Mas, bem quando estão preparando a celebração de sua união com Cooper Carwright, Jasmine, uma das novas assistentes de residentes, bate as botas. A causa da morte, segundo os laudos, é asma, mas parece que há algo de esquisito por trás desse caso...

Resenha: A Noiva é Tamanho 42 é o quinto e último volume da série Mistérios de Heather Wells, escrita pela autora diva Meg Cabot e lançado no Brasil pela Galera Record.
Por ser o último volume, a resenha pode ter spoiler de volumes anteriores.
Resumindo a história geral, Heather é uma ex estrela da música pop que chegou ao fundo do poço, perdeu tudo o que tinha, inclusive o namorado que a traiu, teve sua grana roubada pela sua própria mãe e o que lhe restou foi trabalhar para seu ex cunhado por quem ela nutria uma paixão platônica e aceitar morar de favor. Pela conveniência, ela também passou a trabalhar num conjunto residencial para universitários, o problema é que vários assassinatos começaram a acontecer e Heather começou a investigar os ocorridos a fim de solucionar os casos. Cada volume se destina a um mistério diferente que independe do outro, mas como os personagens evoluem e suas histórias são contadas de forma gradual e cronológica, os livros devem ser lidos em ordem para um melhor entendimento.

Heather Wells está de volta e, enfim, de casamento marcado com Cooper. Tudo bem que seu trabalho exige muito de sua atenção, afinal, ela agora é diretora-assistente do dormitório do conjunto residencial Fischer, mas entre seu trabalho e a preocupação com todos os preparativos do casamento, Heather ainda precisa lidar com o que se tornou um hábito no alojamento: algum infeliz sempre morre...

Dessa vez, a nova assistente dos residentes, Jasmine, foi encontrada morta depois de sofrer um suposto ataque de asma, mas, claro, Heather não se convenceu de que essa foi a verdadeira causa da morte e sua intuição lhe diz para investigar melhor o que de fato ocorreu...

Em meio a investigação e aos preparativos do casório, Heather ainda precisa dedicar atenção ao RMI (Residente Muito Importante) recém chegado ao conjunto residencial: o príncipe herdeiro Rashid Ashraf bin Zayed Faisal, ou como gosta de ser chamado, Shiraz. Seu pai doou alguns milhões para a universidade para que ele pudesse se formar, mas o príncipe parece gostar de farrear e milhões de garotas querem tentar fisgar esse pedaço de mau caminho.
Parece muita coisa para Heather ter que lidar, até que sua mãe, aquela mesma que a roubou e fugiu com seu agente a deixando na pior, resolveu dar as caras... E agora?

A história é narrada em primeira pessoa e é claramente perceptível o quanto Heather cresce se a compararmos com a moça que não parava de delirar por comida no primeiro livro. A Noiva é Tamanho 42 traz uma história muito mais adulta do que os livros anteriores devido ao quanto Heather e Cooper se relacionam sexualmente e aos temas mais sérios que aborda, como abuso doméstico e assédio sexual, mas que são tratados de uma forma bastante satisfatória.
A mistério sobre a morte de Jasmine também foi muito bem conduzido e bem trabalhado, e só tenho que elogiar a espirituosidade com que Meg Cabot escreve e sua forma de criar personagens incrivelmente realistas, pelo menos para essa série em especial que com esse último livro se tornou uma de minhas favoritas. A medida que a história se desenrola o mistério vai se desvendando lentamente e dessa vez a verdadeira identidade do assassino e o motivo que o leva isso é uma verdadeira surpresa. Não é mesmo quem esperei...

Cooper, com seu instinto protetor, não deixa de avisar Heather a não meter o nariz onde não é chamada, mas depois de acompanhá-la por tantos assassinatos misteriosos, fica óbvio que não se trata somente de um dom, mas sim de que ela realmente se preocupa com os estudantes e com o bem estar de todos e seu envolvimento não é por mero acaso... Por mais que o casamento esteja próximo, ele não é o foco da história, então não espere por um romance meloso com uma maluca 100% interessada e preocupada com os preparativos. Por mais que seja importante, o mistério, assim como a trama acerca dos problemas da universidade, são os fatores principais e Heather, mais do que ninguém, sabe a importância de cada coisa em sua vida. Ela é aquele tipo de pessoa que sempre coloca os outros a quem se importa em primeiro lugar e foi impossível não me identificar com ela.
Um ponto que achei muito adequado foi a questão do ex namorado, o impagável Jordan. Neste livro ele não teve espaço, mal apareceu, e acredito que seja para deixar claro que é um fato na vida de Heather que ficou pra trás, que teve fim, que não faz mais parte da vida dela, ela vive o agora e se preocupa com o futuro, e o que passou, passou. Ja a questão do retorno de sua mãe é algo um pouco mais delicado...

Uma coisa que adorei foi o pequeno crossover que a autora embutiu na historia que com certeza irá agradar os fãs da autora e de suas séries: Lizzie Nichols é a responsável pelo vestido de noiva de Heather *o*
Quem conhece a trilogia Rainha da Fofoca (uma das minhas favoritas ♥) vai morrer de amores e empolgação ao ver Lizzie fazendo uma pontinha quando Heather entra em sua loja procurando um modelo de vestido vintage, a sua especialidade. Foi simplesmente genial! ♥
A grande maioria dos personagens secundários tiveram um papel tão importante quanto os principais, pois através de suas atitudes de sempre estarem ao lado de Heather, ficou claro como a amizade, quando é verdadeira, é importante e como deveria ser, de fato.
Confesso que não gostava de Cooper quando comecei a acompanhar a série, mas mudei de ideia ao fim desse livro... O amor sem limites e o que ele é capaz de fazer por ela é algo que com certeza despertaria inveja em qualquer um.

Sobre a parte impressa, a diagramação é simples, segue o mesmo padrão dos livros anteriores em que cada capítulo se inicia com alguma nota, bilhete, notícia, algo escrito por Heather ou até uma receita. As páginas são amareladas (diferente dos três primeiros volumes em que as páginas são brancas) e não encontrei erros na revisão. A capa com esse tom de rosa bebê com o vestido vintage na capa deu um toque super delicado ao livro.

Aos leitores que procuram por uma história mais adulta da autora, envolvendo crimes com um toque de humor e romance, Mistérios de Heather Wells é uma ótima pedida que me surpreendeu e superou todas as minhas expectativas. A Noiva é Tamanho 42 é, de longe, o melhor de todos os livros da série.

Santuário - Meg Cabot

28 de setembro de 2014

Lido em: Setembro de 2014
Título: Santuário - Desaparecidos #4
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Juvenil
Ano: 2014
Páginas: 256
Nota: ★★★★☆
Sinopse: Jess Mastriani pode encontrar pessoas desaparecidas, mas seus poderes não serão suficientes dessa vez. Quando atos de vandalismo começam a ocorrer e o vizinho de Jess é encontrado morto em circunstâncias muito violentas em um milharal, a Garota Relâmpago descobrirá que o racismo que rodeia sua cidade é capaz de atos muito mais cruéis do que entravar seu relacionamento com o namorado. Ela se vê, então, no meio de um plano muito perigoso, onde terá que engolir o orgulho e unir forças com o próprio FBI para entrar no santuário dos arruaceiros capazes de cometer esses crimes terríveis em nome de seus preconceitos.

Resenha: Santuário é o 4º livro da série Desaparecidos, escrita pela autora Meg Cabot e publicada no Brasil pela Galera Record. Mesmo que eu recomende que a leitura seja feita da ordem, por serem livros bastante independentes, podem ficar despreocupados, pois esta não tem spoilers dos livros anteriores. ;)

Jessica Mastriani ficou conhecida como a "Garota do Raio" após ter sido atingida por um raio em Quando cai o Raio. Após esse evento, a garota simplesmente sabe onde pessoas desaparecidas estão só de olhar uma foto delas numa caixinha de leite ou onde for. Porém, esse dom lhe causou tantos problemas que ela começou a tentar fugir de tal responsabilidade para ter um pouco de paz. O problema é que, por mais que Jessica queira ficar longe de tudo isso e não ter o menor interesse em se tornar "propriedade do governo", ela é boa pessoa demais pra simplesmente negar ajuda a quem precisa... Então ela continua sempre se envolvendo nas mais diversas roubadas que se possa imaginar.

Dessa vez, uma gangue intitulada "Verdadeiros Americanos" começaram a vandalizar a cidade do interior de onde Rob, o bad boy - e caipira - namorado de Jessica, veio. O problema maior é que Dr. Thompkins, um médico afro-americano que acabara de se mudar com a família, estava preocupado devido ao sumiço de seu filho, Nate, e ao perguntar a Jessica se ela havia visto o menino, ela alegou não possuir mais seus poderes... Dr. Thompkins ficou sem entender nada, pois ele não sabia dessa história de poderes, só queria saber se ela viu o garoto por aí...

Jessica não queria saber de pessoas desaparecidas no momento, pois sua preocupação maior era passar o Dia de Ação de Graças com Rob. E, enquanto voltava pra casa dirigindo feito uma louca, se deparou com um bloqueio na estrada e ficou apavorada com o que descobriu ali: o pobre coitado do Nate havia sido encontrado morto num milharal com um símbolo mui estranho gravado no peito.
Logo a polícia ligou todas as pistas e relacionaram os crimes que estavam acontecendo à gangue, e obviamente, os federais que não saem da cola de Jessica já estavam envolvidos por mais que ela já tenha se cansado de afirmar que não tem mais poderes que lhe permitem encontrar alguém desaparecido.

Quando Jessica sonha com o paradeiro de Seth Blumenthal, um garoto judeu desaparecido, ela começa a se sentir culpada e que poderia ajudar, e, como mágica, ela então sabe exatamente onde o garoto está... O problema é que uma milícia de supremacistas brancos, machistas e perigosos estão escondendo Seth, e ninguém, até então, sabe o que está acontecendo.
Com a ajuda de Rob, Jessica tenta resgatar o garoto e acaba se deparando com o pior dos problemas que já se envolveu desde que se tornou a Garota Relâmpago, e ainda terá que ceder ao FBI para adentrar o santuário dos vândalos que não se importam em cometer crimes hediondos em nome do que acreditam e/ou não aceitam.

Narrado em primeira pessoa, Jessica está de volta com mais uma aventura, e por mais que a história seja carregada com o humor contagiante da personagem, sempre muito sincera e divertida, traz o racismo e o preconceito como temas, o que acabou me fazendo considerar a história um pouco pesada se comparada às anteriores. Por mais que a história seja fictícia, é difícil engolir essa ideia de que existem pessoas que tem a mente atrasada e limitada o bastante para considerar negros e judeus como a escória, e que devem ser todos exterminados. É, no mínimo, chocante, inaceitável. A história é de uma garota adolescente, que tem seus problemas e preocupações de adolescente, como o relacionamento confuso com Rob por ele se negar a contar o motivo de ele estar em liberdade condicional; como ele acreditar que, por Jessica ter 16 anos e ele 18, eles não podem se relacionar e por isso se recusar a falar verdadeiramente sobre o que sente; como a vontade de ir para a escola em paz, e outras maluquices digna de Jess, então fiquei sentindo aquela pontada bem incômoda por, no meio desses dilemas, me deparar com algo tão atroz. É um tema difícil e perigoso demais pra ser inserido numa história descontraída e "feliz". Mesmo sendo bastante fã dessa série, e mesmo achando que a autora abordou o tema com bastante sensatez, ao meu ver, é algo que destoou do padrão dos livros anteriores, porque não faz muito sentido pra mim um tema tão pesado se misturar com esses assuntos adolescentes.

Outro ponto que não me agradou muito foram alguns erros de revisão espalhados pelo livro, pois é algo que me desconcentra muito.

Quero sim continuar lendo a série, gosto da ideia das histórias serem independentes e não necessariamente ser obrigatório acompanhar as anteriores para entender o que se passa, continuo amando a escrita engraçada juntamente com as ideias malucas que Meg Cabot tem, mas apesar de não ser ruim, não foi o melhor livro da série até então. Confesso ter ficado bastante feliz com o rumo que o casal está tomando, e ri horrores de Jessica quando ela está atrás do volante.

Vale a pena investir na leitura, a conclusão foi satisfatória e gostei muito da forma como Jessica, enfim, chegou num equilíbrio no que diz respeito a sua preocupação e necessidade de manter sua vida o mais normal possível com a vontade do governo em torná-la sua funcionária.
E que venha o quinto, e último, livro da série, Missing You.

Inferno - Meg Cabot

4 de junho de 2014

Lido em: Maio de 2014
Título: Inferno - Abandono #2
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural/Romance
Ano: 2014
Páginas: 336
Nota: ★★★☆☆
Sinopse: Dividida. Apaixonada. Apavorada.
Pierce Oliviera está apaixonada pelo Senhor da Morte. O misterioso e imortal John Hayden é responsável por guiar as almas dos mortos no pós-vida e, agora, também tornou-se responsável pela segurança de Pierce.
No entanto, a pacata cidadezinha de Isla Huesos guarda segredos bastante obscuros e perigos inimagináveis, e à medida que Pierce e John se envolvem um com o outro, maior é o risco que correm.

Resenha: Inferno é o segundo volume da trilogia Abandono escrita pela autora Meg Cabot e lançada no Brasil pela Galera Record. Dando sequência ao primeiro livro, Abandono, Pierce agora está vivendo no submundo como rainha e companheira de John Hayden. Além de ser senhor dos mortos, John agora é responsável pela segurança de Pierce visto que as Fúrias estão atrás dela em busca de vingança. Porém, mesmo que ela esteja em segurança no mundo inferior junto com seu amado, seus familiares que nem sabem de seu paradeiro podem estar correndo um grande perigo. Agora Pierce, dividida, precisa dar um jeito de "negociar" sua liberdade a fim de salvar seu primo com quem teve visões tão sombrias quanto o próprio mundo onde está vivendo, pois por mais apaixonada que esteja, também está tomada pelo pavor do que está acontecendo em Isla Huesos, principalmente quando descobre que o lugar guarda muitos segredos...

Partindo daí, a história vai se desenrolando mostrando ao leitor uma protagonista que continua insegura e que de certa forma testa a paciência do leitor com sua imprudência, pois ela vai levando um relacionamento com um cara misterioso que mesmo protegendo-a, mente, manipula a situação e ainda esconde o máximo de informações possíveis sobre seu passado e como foi parar nesse "cargo" que ele ocupa no inferno. Só não digo que ele daria a vida por ela, pois quem está "morto" não poderia fazer esse sacrifício. Como disse na resenha anterior, Pierce não é aquele tipo de personagem que tem grande destaque ainda mais pelo fato de que suas qualidades são pequenas demais se comparadas aos absurdos que ela considera importantes. O problema é que ela acha que basta que John entenda melhor as coisas pra mudar seu jeito controlador, maníaco e possessivo pra tudo ficar bem. Como pode ela cogitar a possibilidade de passar a eternidade ao lado de alguém que quer mantê-la presa e sem deixar saber quem ele é na verdade? Fiquei incomodada com isso.

John, além de senhor do submundo também parece se sentir como um tipo de senhor da razão e da verdade. Ele é o cara que faz o estilo rebelde e sua preocupação em cuidar e proteger Pierce é tão grande que ele parece nem se importar com o que ela quer, basta que ela demonstre (nem que seja de mentirinha), que quer ficar ali pra sempre e pronto, é suficiente. Ele me soou muito mais como um maníaco com seu comportamento e suas atitudes machistas do que qualquer outra coisa...

Eu gostei do primeiro livro e acho que se as coisas tivessem seguido o mesmo rumo teria gostado bem mais de Inferno. Não curti muto a forma com que esse romance foi conduzido pois me pareceu algo muito doentio.
Apesar do humor (que gosto bastante) estar presente, Inferno conta com um pouquinho mais ação e até um suspense, mas nada tããão incrível assim, e os demais personagens colaboram com isso, tanto os novos quanto os antigos.

A narrativa é feita em primeira pessoa e, mesmo que quase não aconteça nada, flui muito bem. É simples mas ao mesmo tempo rica em detalhes que fazem o leitor imaginar todo o cenário e os personagens com bastante nitidez.
O final é angustiante e mesmo que a história não tenha superado minhas expectativas, fiquei curiosa pelos próximos acontecimentos que vão continuar em "Awaken".

A diagramação mantém o padrão do primeiro livro, os capítulos são curtos e sempre são iniciados com trechos dos cantos de Dante Alighieri. Existem alguns erros de revisão espalhados pelo livro, mas nada tão terrível que prejudique a leitura. A capa é muito linda e é um capricho só pois o título e nome da autora tem destaque metalizado e em alto relevo.

Não vou dizer que é leitura obrigatória, principalmente aos fãs da autora (como eu). Acredito que a forma como cada um encara um relacionamento e tudo o que é admissível ou inaceitável dentro dele pode refletir em como a leitura será encarada. Eu particularmente não curti muito o lado romântico da história, e achei tudo sem muitas emoções... Até que o final foi se aproximando e o passado de John veio a tona... Aí sim melhorou e considerei uma classificação maior pois, enfim, minha atenção foi despertada.

Tamanho 42 e Pronta para Arrasar - Meg Cabot

13 de janeiro de 2014

Lido em: Dezembro de 2013
Título: Tamanho 42 e Pronta para Arrasar - Mistérios de Heather Wells #4
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Mistério/Chick Lit
Ano: 2013
Páginas: 400
Nota: ★★★☆☆
Sinopse: Neste quarto volume da série de Heather Wells, a protagonista vai precisar resolver mais um dos mistérios que parecem a perseguir. Tania Trace, a mais nova celebridade teen, está noiva do ex-namorado de Heather, Jordan Cartwright, e os dois ganham um reality show só para eles. O problema é que Tania resolveu gravar o programa em um dos alojamentos da faculdade de Nova York, mais especificamente aquele onde Heather trabalha, e acidentes suspeitos começam a acontecer. Agora Heather vai precisar descobrir quem está por trás disso antes que algo pior aconteça.
Resenha: Tamanho 42 e Pronta para Arrasar é o 4º volume da série Mistérios de Heather Wells, escrita por Meg Cabot e lançada pela Galera Record.
Nos volumes anteriores, Heather descobriu que tem o dom da investigação, e aproveitando que seu local de trabalho se transformou no "alojamento da morte", ela poderia colocar esse dom em prática ao mesmo tempo que delirava por comida e alimentava uma paixão platônica por seu senhorio e ex futuro cunhado, Cooper.

Dessa vez, Jordan (o ex noivo de Heather e irmão de Cooper) e Tania (a bonitona com quem Jordan traiu Heather) estão juntos e esperando um bebê, e por serem o maior sucesso em meio às celebridades teen, ganharam um reality show, e o local escolhido para as gravações foi o alojamento da faculdade. O problema é que em meio aos funcionários, estudantes e a um grupo de dezenas de fãs adolescentes que estão ocupando os dormitórios para "povoar" o cenário, eventos estranhos e acidentes suspeitos que parecem estar em volta de Tania começam a acontecer e alguém acaba morrendo... E Heather, mais uma vez, embarca nesse mistério para tentar descobrir quem é o responsável antes que a possível vítima, Tania, sofra com o pior. E em meio a confusão, tenta encobrir seu noivado com Cooper para manter o assunto longe do olhar dos curiosos...

Apesar de não ser minha série favorita da Meg Cabot, Mistérios de Heather Wells me agrada por sempre ter uma narrativa fluída e uma protagonista que tem personalidade e atitude, mesmo que às vezes ela viaje na maionese quando o assunto é Cooper. Porém, neste 4º volume, senti que a história deu muito mais destaque para Tania do que para a própria Heather, principalmente porque agora ela, enfim, está noiva de Cooper. Não sei se é pelo tempo que se passou quando li os 3 primeiros livros, (e isso é um problema quando os livros de uma série demoram séculos para serem publicados em vez de terem um tempo menor de intervalo porque a impressão que dá é que o próprio autor se perde na história sem saber como dar a continuidade que os leitores esperam) mas até então pensei que Tania fosse só um tipo de "intrusa" que teve o papel de separar Heather do noivo para que ela pudesse dar um rumo em sua vida até que foi parar no alojamento, e depois acabou ficando na vida de Jordan, como se tivesse caído de paraquedas, mas é possível perceber que Tania tem muito mais segredos e importância do que imaginei. Antes Tania era uma modelo, agora já é cantora com um vozeirão que desbanca até Mariah Carey desde os primórdios e não lembro disso nos outros livros...

Enfim... descobrimos o motivo real de Tania ter se envolvido com Jordan e que apesar de ter sido "a outra" lá no primeiro livro, não fez nada com intenção de prejudicar Heather, mas, sim, buscando o que acreditava ser melhor para ela mesma, o que acaba não a colocando no papel de uma "vilã", mesmo que tenha sigo egoísta em não pensar nos envolvidos.
Jordan já não está hilário e impagável como nos livros anteriores, e parece que enfim tomou jeito agora que tem um relacionamento sério e que está na boca do povo.

E a história inteira praticamente se passa com Heather lidando com problemas que envolvem a fama de Tania e os mistérios em torno das coisas estranhas que acontecem no alojamento. Já seus delírios com comida, sacadas inteligentes e engraçadas, e até mesmo o relacionamento com Cooper que enfim alavancou, ficaram em segundo plano, e quando Tania revela seu maior segredo que tem tudo a ver com os acidentes que andam acontecendo, aí é que Heather perde sua vez mesmo.
Por um lado gostei de Jordan e Tania terem sido muito trabalhados pois antes eram personagens que apareciam vez ou outra, mas teria gostado mais se Heather e Cooper não tivessem perdido espaço para esses dois a essa altura do campeonato, depois de tantos obstáculos que enfrentaram até ficarem juntos e noivos, afinal, era o que Heather mais queria... O final não foi tão satisfatório pra mim, porque tudo foi descoberto e resolvido de uma vez só, então senti que a história toda se tornou um pouco enrolada pra ter um desfecho tão rápido.

A narrativa continua sendo em primeira pessoa e a leitura é bem divertida, fácil e fluída, só senti que devido ao destaque pro outro casal e a falta de uma morte exagerada e sanguinolenta para ser investigada, a história saiu do padrão dos livros anteriores. Os capítulos são curtos e sempre se iniciam com algum trecho de música composta por alguém, ou com avisos ou formulários da universidade orientando alunos ou quem quer que seja que queira entrar nas dependências.
A série terá ainda o 5º volume, "The Bride Wore Size 12", e provavelmente deve falar a respeito do noivado e os preparativos do casamento enquanto alguma morte medonha acontece, quem sabe, mas não faço ideia da previsão de lançamento dele aqui no Brasil. E pretendo ler pois é uma série bem bacana de se acompanhar.

Tamanho Não Importa - Meg Cabot

29 de dezembro de 2013

Lido em: Dezembro de 2011
Título: Tamanho Não Importa - Mistérios de Heather Wells #3
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Mistério/Chick Lit
Ano: 2011
Páginas: 334
Nota: ★★★★☆
Sinopse: A ex estrela do pop Heather Wells não tem do que reclamar: seu pai finalmente vai se mudar do apartamento que ela divide com Cooper; ela arrumou um namorado que quer ajudá-la a emagrecer e as coisas no emprego de inspetora de alojamento na Universidade de Nova York vão... Bem, as coisas por lá continuam esquisitas como sempre. O Dr. Owen Broucho, diretor interino do alojamento Fischer Hall e seu terceiro chefe em menos de um ano, acaba de ser assassinado. Mais uma vez, Heather precisará usar seus excepcionais talentos de investigação se quiser livrar Sebastian Blumenthal, líder estudantil e principal suspeito do assassinato, de uma acusação aparentemente falsa.
Resenha: Tamanho Não Importa é o terceiro volume da série Mistérios de Heather Wells, escrita por Meg Cabot e lançado no Brasil pela Galera Record. Dessa vez, apesar de começar um relacionamento com o professor que aparece no livro anterior, Tad Tocco, Heather ainda nutre aquela paixão eterna e secreta por Cooper, seu senhorio lindo, galante e irmão de seu ex noivo.
Tad e Heather não parecem ser feitos um para o outro, pois o cara além de vegetariano, é um atleta nato, e está disposto a ajudar Heather a "tonificar seus músculos" com exercícios físicos, coisa que para ela é o fim. Mas, apesar de não combinarem, Heather se recusa a enxergar o que está diante de seu nariz e vai levando o namoro como dá.

Alan, o pai dela, está disposto a deixar o apartamento e se mudar, mas quer que Heather volte a cantar suas músicas pop para um público mais infantil.
E como o livro se trata de mistérios, mortes, sangue e essas coisas horrorosas das quais Heather não se vê livre mais, enquanto ela quase morria de cansaço pela rua afora numa corrida matinal com Tad, seu chefe odioso e diretor interino do "Alojamento da Morte", Owen Broucho, foi assassinado com um tiro que atravessou sua cabeça em sua sala no alojamento, e mesmo que todos a proíbam de se envolver, até mesmo Cooper, nossa heroína comilona apesar de considerar as orientações dele, não poderia ficar de fora dessa, claro... O principal suspeito de ter cometido esse crime foi Sebastian, um aluno que estava organizando uma manifestação reclamando por mais direitos aos funcionários que estudam na universidade. Heather decide provar sua inocência depois que Sarah, sua assistente e apaixonada por Sebastian, e Gavin a convencem a investigar, pois o rapaz jamais seria capaz de cometer tal atrocidade...

Primeiro uma estudante foi encontrada morta no poço do elevador em Tamanho 42 Não é Gorda, depois a cabeça de uma líder de torcida foi encontrada dentro de uma panela em Tamanho 44 Também Não é Gorda. Nos dois primeiros casos, Heather estava lá, pronta para investigar e descobrir tudo. Agora o chefe de Heather foi assassinado, e claro, ela está lá pra meter o bedelho onde não foi chamada mais uma vez e descobrir o que anda acontecendo, quem, quando e porquê. Apesar da história ser muito bem escrita e fluir bem, acaba se tornando algo bem repetitivo: morte + personagens engraçados + investigação para desvendar o caso + questões amorosas e "alimentícias". Apesar da história ser muito boa, talvez se os livros não forem lidos um atrás do outro, como eu li, não dê essa impressão tão clara de repetição. Heather continua hilária e Tad como seu namorado, acaba despertando um ciúme "involuntário" em Cooper, que havia sido bem cruel com Heather no livro anterior mesmo sabendo dos sentimentos dela (ódio que fiquei desse cara).

No mais, é uma história bem divertida que foi conduzida de forma bem leve e engraçada apesar do tema, e mesmo com um motivo maluco para a morte, assim como nos outros livros anteriores, recomendo muito, principalmente para provar que as pessoas (nesse caso o próprio Cooper) só dão valor e correm atrás do prejuízo quando existe a ideia da perda, ou da substituição... Talvez levando essa ideia em consideração, fiquei meio decepcionada com o final apesar de ser algo que muitas torceram para acontecer...

Para quem curte o gênero chick lit com personagens engraçados e cativantes, com uma boa dose de mistério e não se preocupa com as calorias das guloseimas, a leitura vale super a pena.
E que venha o quarto livro da série, Tamanho 42 e Pronta para Arrasar.

Tamanho 44 Também Não é Gorda - Meg Cabot

23 de dezembro de 2013

Lido em: Dezembro de 2011
Título: Tamanho 44 Também Não é Gorda - Mistérios de Heather Wells #2
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Mistério/Chick Lit
Ano: 2009
Páginas: 415
Nota: ★★★★☆
Sinopse: A ex-estrela pop Heather Wells está de volta, e como de costume vai se envolver em uma perigosa investigação. Ela é inspetora de um dormitório feminino da Universidade de Nova York, e está acostumada com festas e brincadeiras estranhas das estudantes.
Quando uma jovem aparece morta na cozinha do alojamento, Heather acha que pode ajudar, como já fez no passado. Mas quem está por trás desses assassinatos fará de tudo para se proteger e uma ex-celebridade gordinha não ficará no caminho do criminoso.
Resenha: Tamanho 44 Também Não é Gorda é o segundo volume da série Mistérios de Heather Wells, escrita por Meg Cabot, que dá continuidade ao Tamanho 42 Não é Gorda e à história de Heather Wells, a ex cantora de música pop, agora beirando os 29 anos, que após perder tudo, teve ajuda do seu ex futuro cunhado, Cooper, e foi trabalhar num alojamento estudantil, até que algumas estudantes começaram a aparecer mortas e ela resolveu dar uma de detetive para descobrir quem era o responsável pelos crimes pavorosos.

Heather não sente falta da vida de celebridade que tinha quando era adolescente e está super focada no trabalho, principalmente agora que descobriu que possui um incrível talento para a investigação, e, por "sorte", o alojamento onde trabalha parece atrair malucos interessados na criminalidade e assassinos, o que lhe dá muito o que fazer além de se preocupar com bagels, pizzas, cappuccinos e outras gostosuras, incluindo seus pensamentos que envolvem Cooper... Tom Snelling é seu novo chefe e Heather terá que se acostumar com ele, que chegou já num momento ruim, pois dessa vez a cabeça decepada de Lindsay Combs, uma líder de torcida super popular, foi encontrada dentro de uma panela na cozinha do alojamento, agora conhecido como "Dormitório da Morte", e o resto do corpo está desaparecido. E adivinhem quem irá entrar em cena para tentar descobrir quem é o assassino da vez?

Além da investigação, Heather se envolve em várias confusões, que vão desde sua recuperação em matemática onde ela precisa estudar para se formar (porque forjou o próprio currículo) até a abordagem sobre tráfico de drogas e rituais perversos entre membros das fraternidades do campus, que inclusive são filhos de pessoas influentes em Nova York.

A narrativa continua sendo em primeira pessoa e flui muito bem, e apesar de abordar alguns temas delicados e até pesados, é feita de forma como se não fosse algo a ser levado a sério, mas sim como algo cômico que faz parte de uma história divertida. Os capítulos se iniciam com trechos de músicas compostas por Heather durante a noite, algumas super malucas, outras bem "profundas", então dá pra perceber a diferença de pensamento entre as que ela cantava antigamente quando tinha o contrato com a gravadora que eram escritas por outras pessoas se comparado ao que ela escreve agora.

Meu pobre coração se despedaça
Como vidro quebrado
Respirar é difícil
Começo a tossir
Isto precisa acabar
Tem que chegar ao fim
Por acaso alguém sabe
Como desligar esta esteira?
"Na Academia"
Composta por Heather Wells
- pág. 75
A capa faz o mesmo estilo das capas de toda a série, são simples e de muito bom gosto. As páginas são brancas e a diagramação é simples. Encontrei alguns erros na revisão, mas nada que prejudicasse muito a leitura. E apesar do subtítulo, continuo considerando os títulos dos livros super nada a ver, pois passam outra ideia sobre a história.

Em Tamanho 44 Também Não é Gorda, Heather continua sendo uma heróina super inteligente, esperta e dedicada, sem deixar de lado seus devaneios por comida e sua paixonite pelo sedutor Cooper, que enfim agora sabe que a moça nutre sentimentos por ele. Porém acho que qualquer relacionamento, mesmo que demore volumes e mais volumes pra acontecer e engatar, tem que ter um interesse recíproco desde o início, e não vejo como Heather pode ter algo com Cooper mesmo que eles tivessem se aproximado mais dando a entender que ficariam juntos de uma vez por todas. E não, ainda não foi dessa vez e espero que não seja nunca... Pra ser sincera, torço pra que Heather encontre um outro tipo de cara, principalmente devido ao que acontece num diálogo entre os dois no final da história... Leiam pra tirar as próprias conclusões. Nem sempre o galã lindo, charmosão e irresistível obrigatoriamente tem que ser "O Cara".

Jordan, o ex noivo de Heather, é um personagem que por mais cafajeste que seja é um dos ingredientes para o sucesso da série. Neste volume o maluco está mais engraçado do que nunca, e apesar de estar de casamento marcado com a modelo com quem Heather o flagrou, parece estar sofrendo de algum tipo de crise existencial, então ele simplesmente não cansa de continuar insistindo em assediar a ex.

Já Gavin McGoren, é um personagem que apareceu no primeiro livro e era famoso por praticar surfe de elevador, e ele me agradou muito mais. Além de ter tido um espaço bem considerável na história, demonstrou ser um cara muito legal, ainda mais por demonstrar interesse em Heather. Sou "do contra" e torci pelo rapazinho ter uma chance com ela em vez de Cooper, assumo... Até que Tad Tocco surge na história e já me deixou com um ponto de interrogação pairando sobre minha cabeça pensando qual o motivo desse professor assistente ter aparecido assim, de mansinho...

Uma presença inesperada também aparece nesse volume: o pai de Heather, Alan, que estava preso desde o livro anterior por ter sigo pego sonegando impostos. De início parece que o cara é um oportunista folgado que quer se aproveitar da filha lhe pedindo um teto, mas depois vemos que não é bem assim... O relacionamento dele com a filha é muito bacana e deu um up na história. E por falar em personagens inesperados, é muito legal acompanhar o relacionamento que Heather desenvolve com Regie, o traficante. O cara é um marginal mas Heather sendo tão boa pessoa consegue se aproximar e conseguimos tirar proveito das conversas deles...

Enfim... apesar de o mistério não ter sido muito trabalhado a ponto de se arrastar até o final sendo possível prever quem é o assassino antes mesmo da revelação, e o toque de romantismo não ter muito enfoque, gostei mais do segundo volume devido ao comportamento dos personagens e o desenvolvimento deles na história que fluiu muito melhor e foi bem mais interessante, atrativa e menos enrolada.

Tamanho 42 Não é Gorda - Meg Cabot

Lido em: Dezembro de 2011
Título: Tamanho 42 Não é Gorda - Mistérios de Heather Wells #1
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Mistério/Chick Lit
Ano: 2006
Páginas: 412
Nota: ★★★☆☆
Sinopse: Heather Wells é uma cantora pop que chegou a um ponto nada desejado da carreira: o fundo do poço.
Nenhuma gravadora se interessa por suas músicas, ganhou peso e só entra em roupas tamanho 42, o pai está atrás das grades e a mãe fugiu para Buenos Aires com suas economias - e seu agente! Mas quando Heather arruma um trabalho de inspetora em uma faculdade, tudo muda... ou, pelo menos, é o que parece. Um crime inesperado leva-a a uma vida de aventuras e altas doses de adrenalina. Mas a vida de detetive é potencialmente perigosa e alguns riscos podem ser fatais.
Resenha: Tamanho 42 Não é Gorda é o primeiro volume da série Mistérios de Heather Wells, escrita pela diva Meg Cabot e lançado no Brasil pela Galera Record.

Heather Wells é uma loira de 28 anos que foi parar no fundo do poço. Ela fez um mega sucesso como cantora pop quando tinha seus 15 anos de idade, fazendo shows em shoppings e arrasando por onde ia com suas músicas descoladas, porém, perdeu seu contrato quando resolveu cantar suas próprias músicas em vez das compostas pela gravadora, e quando sua mãe decidiu meter a mão em todas as suas economias fugindo para Buenos Aires junto com seu agente. Como se isso não bastasse, seu noivo, Jordan, com quem namorava desde a adolescência, ainda foi pego no pulão a traindo.

Heather, sozinha, sem um tostão, com uns quilinhos a mais e sem ter para onde ir, consegue um emprego como "diretora-assistente" no alojamento Fisher, ou melhor, no conjunto residencial estudantil da Faculdade de Nova York, e lá está bem satisfeita, pois mora há dois minutos a pé do trabalho e tem benefícios, como comer de graça! E ela só tem onde morar por causa de Cooper, um detetive particular super gato, misterioso e só tendo como defeito ser irmão de Jordan, o traidor, que, por pena da garota, lhe ofereceu um quarto em troca de ela trabalhar pra ele como contadora.


Até que que num belo dia, Heather chega no trabalho e é surpreendida com a terrível notícia de que uma estudante, Elizabeth Kellogg, foi encontrada estirada no poço do elevador, toda quebrada e morta. De acordo com as investigações, a pobre Elizabeth sofreu um acidente quando estava brincando de surfe de elevador, mas Heather logo discorda, afinal, ela conhece as meninas do alojamento e além de elas não terem esse costume, esse é um esporte masculino. Ninguém dá ouvidos às teorias de Heather, nem quando outras mortes igualmente estranhas começam a serem descobertas, e ela não tem outra opção a não ser investigar por conta própria a fim de descobrir quem está por trás dessas mortes e porquê. E ela nem imagina que meter o nariz onde não foi chamada poderá colocá-la em perigo também...

Narrado em primeira pessoa, Tamanho 42 Não é Gorda é um livro bem leve e divertido, cheio de personagens super bem construídos e hilários que realmente conquistam o leitor. Heather é determinada, super engraçada com suas tiradas e seus pensamentos e devaneios envolvendo comida ou seu senhorio, Cooper, ou quando fica indignada, soltando comentários ácidos quando tem que lidar com os assédios de seu ex noivo. É o tipo de personagem forte, adulta (que realmente se comporta como tal), que sabe sair de qualquer situação com classe e estilo, e prova que quando se tem talento e determinação, se chega em qualquer lugar, até mesmo porque aparência ou peso não significam nada quando existe inteligência, desde que não falte as queridas e deliciosas guloseimas ♥.
Cooper faz o estilo galã, ovelha negra da família, e favorito do avô por ter sido o único a desejar a felicidade do velho que se assumiu como gay e apresentou seu namorado Jorge.

Jordan também fez sucesso como artista da boy band "Easy Street", e ao mesmo tempo em que o odiamos pelas desculpas esfarrapadas que dá por ter sido pego traindo Heather, como se ele não tivesse tido culpa nenhuma em estar com a cabeça de uma garota no meio de suas pernas, morremos de rir porque ele vive sendo confundido pelo investigador do caso como sendo um dos integrantes dos Backstreet Boys!

A leitura, assim como os outros livros da autora, flui muito bem e é super rápido de se ler, porém o romance acaba ganhando o mínimo de destaque devido ao mistério das mortes juntamente com as questões femininas de Heather que são os pontos mais aprofundados.

Uma das coisas que não me agrada muito nesse livro, e nos outros da série em si, é o título, pois pra quem não conhece, a primeira impressão é a de que se trata de autoajuda ou qualquer outra coisa que não tem a menor ligação com o tema "mistério e mortes". Algumas partes são repetitivas, então achei que a mesma história poderia ser contada mas com bem menos páginas, sem nenhuma interferência. E levando em consideração o desfecho, achei o motivo das mortes bem fútil, então não foi algo que me agradou 100%.

Sobre a parte física, eu acho a capa linda pela simplicidade. As folhas são brancas e as letras tem um tamanho ótimo. Cada início de capítulo trás um trecho de alguma música interpretada por Heather na época em que cantava, algumas super sensíveis, outras hilárias e absurdas. Diagramação simples mas muito bem feita.

Como se trata de série, o primeiro livro tem esse papel mais introdutório, mas ainda assim foi uma leitura super bacana apesar de alguns pontos negativos. Uma leitura leve e divertida que recomendo para os fãs do gênero e da autora.