9 de agosto de 2015

A Promessa da Rosa - Babi A. Sette

Lido em: Julho de 2015
Título: A Promessa da Rosa
Autora: Babi A. Sette
Editora: Novo Século
Gênero: Romance de época/Literatura Nacional
Ano: 2015
Páginas: 432
Nota
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Sinopse: Século XIX: status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não casar-se cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado.
Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, à impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é: o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite, se transforma em uma paixão sem limites.
Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúme e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e sim, pela a única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e enorme teimosia: o seu coração.

Resenha: A Promessa da Rosa é um romance de época escrito pela autora nacional Babi A Sette e publicado pela Editora Novo Século.
A história se passa na Londres de 1840 e é lá que conhecemos Kathelyn Stanwell, uma jovem debutante que tem todos os atributos necessários para chamar atenção de qualquer um: ela é linda, forte, corajosa, muito inteligente e geniosa. O único problema é que ela odeia a nobreza, odeia viver de status e, mais do que nunca, odeia a ideia de ser obrigada a se casar cedo com alguém por quem ela não nutre sentimento algum. Ela é filha de um conde importante e o mínimo que se espera dela é encontrar um bom partido do mesmo nível social a que pertence. Kathelyn não tem a menor intenção de atender expectativas da família e muito menos da sociedade pois ela quer ser dona do próprio destino fazendo as próprias escolhas.
Mas num baile de máscaras ela descobre uma coleção de obras histórias numa biblioteca particular e dá um jeito de invadir o local e acaba sendo surpreendida por um rapaz vestido de negro que, num primeiro momento, faz um julgamento errôneo da moça ainda que tenha ficado curioso pelos interesses dela. Arthur Harold, bonito, rico, misterioso e todas querem tê-lo como marido. O encontro inusitado acaba despertando um interesse recíproco nos dois... A atração é imediata, o envolvimento se resumiria apenas ao que aconteceu no jardim, e Kathelyn dá um jeito de fugir quando poderia pôr em risco sua própria reputação pensando que nunca mais veria Arthur outra vez...
Mas, por ironia do destino, Kathelyn reencontra o rapaz e descobre que Arthur é o duque de Belmont, e ele descobre que Kathelyn não é uma moça da vida qualquer, mas sim a filha de um conde. Isso faz com que ele fique disposto a tê-la como esposa, custe o que custar.
Quando tudo parecia ir bem, várias pessoas presenciaram uma cena que acabou abalando a relação do casal. A inveja foi responsável por causar várias reviravoltas na história que trariam à tona mágoas profundas, fazendo com que se questionem se o amor conseguirá ultrapassar todas as barreiras impostas até chegarem ao final feliz, ou não...

Vou ser sincera ao afirmar que não tenho costume de ler romances de época e penso muito antes de investir num livro do tipo, mas essa leitura superou todas as minhas expectativas.
Narrado em terceira pessoa, A Promessa da Rosa traz uma escrita envolvente, que remete à época mas que não é "difícil" de ler e entender, além de retratar uma protagonista que foge dos estereótipos que está além do tempo em que vive. O drama presente traz uma carga emocional bastante intensa à história. Os diálogos são espirituosos e cheios de ironias, mas ainda tem bastante sensibilidade e emoção a ponto de arrancar lágrimas nos mais sensíveis.
Kathelyn é uma personagem ótima, pois é determinada e supera os obstáculos a frente. Num século onde as moças devem ser verdadeiras damas, sendo submissas e aceitando tudo caladas, ela mostra que toda regra tem sua exceção.
Arthur, com todo o status que tem poderia escolher quem quisesse, mas preferiu esperar até que encontrasse alguém que realmente combinasse com ele e pudesse fazê-lo feliz, mas por mais que ele seja bonito e abastado, ele é imaturo, egoísta e, às vezes, muito covarde. Não gostei da forma de ele encarar a vida, se portando de uma forma quando faz coisas que abomina pelas costas ou fingindo não se importar com opiniões alheias sendo que ele se importa e muito, logo não me afeiçoei e nem tive confiança alguma no rapaz, pelo menos até um determinado ponto da história... O que parece é que ele é uma pessoa passível de erros, e isso o torna humano. Ele tem suas falhas, mas ainda consegue ser encantador, reconheço.


A capa é divina, convenhamos. Adorei a sutileza que a imagem passa, assim como as cores delicadas que combinam bem em conjunto. A diagramação é uma graça. Cada início de capítulo há uma silhueta de flores em galhinhos e a flor também serve como divisória de parágrafos. A revisão está impecável e levando em consideração todo o conjunto da obra, assim como a escrita maravilhosa da autora, só tenho elogios ao livro.

Em suma, a história mostra que nada é por acaso, que o mundo dá voltas e a lei do retorno é algo que existe. E tudo isso colabora para a compreensão e o autoconhecimento de nós mesmos. Ainda que as coisas estejam ruins, dando a entender que não há mais solução, em algum momento as coisas vão melhorar, basta ter perseverança e acreditar.
Pra quem quer se aventurar por um romance cheio de intrigas, preconceito e que testa o amor até os limites, recomendo.


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