21 de outubro de 2014

A Primavera Rebelde - Morgan Rhodes

Título: A Primavera Rebelde - Queda dos Reinos #2
Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia/Juvenil
Ano: 2013
Páginas: 344
Nota:
Sinopse: Depois que o rei Gaius de Limeros conquistou as terras de Auranos e subjugou o povo sofrido de Paelsia, passou a dominar toda a Mítica com seu punho de ferro. A rica população de Auranos parece não se importar com o novo governante, desde que seus privilégios sejam mantidos; os paelsianos, como sempre, aceitam seu destino de exploração. Mas a tranquilidade é só aparente - grupos rebeldes começam a surgir nos reinos dominados, questionando as mentiras e os métodos sangrentos do novo rei. Enquanto isso, Gaius obedece à sua mais nova conselheira e dá início à construção de uma estrada passando pelas temidas Montanhas Proibidas. Mas essa via não servirá apenas para interligar os três reinos - ela faz parte de uma busca pela magia elementar, perdida há mil anos, que conferirá ao tirano um poder supremo. O que ninguém esperava era que essa obra desencadearia uma série de eventos catastróficos, que mudarão aquelas terras para sempre e forçarão Cleo, Magnus, Lucia e Jonas a tomar decisões até então inimagináveis. 

Resenha: A Primavera Rebelde é o segundo volume da quadrilogia Queda dos Reinos, escrita pela autora Morgan Rhodes e publicada pela Seguinte no Brasil.
Atenção! Por se tratar de uma sequência, a resenha pode, sim, ter spoilers de A Queda dos Reinos!

Neste volume, Gaius, o rei tirano e sanguinário de Limerus, conseguiu o que queria. Depois de se unir a Auranos e tomar Paelsia, ele tomou posse do trono de toda Mítica depois de uma grande trama. Agora, seguindo sua conselheira, Gaius deu início a construção de uma grande estrada que ligaria os reinos, mas também que serviria para buscar pela magia perdida há mil anos, a Tétrade, que o tornaria um rei com poder absoluto e supremo. Porém, a construção desencadeou eventos que ninguém esperava, e os protagonistas, Magnus, Lucia, Cleo, que também está atrás da magia, e Jonas, precisarão agir.

O livro é narrado pelos pontos de vista dos personagens principais.
Magnus, sendo herdeiro do trono, continua do lado do pai. Mas não tendo nenhum reconhecimento por parte do rei, começa a rever sua posição por mais que tente mostrar que é tão mau quanto ele.
Cleo é prisioneira em seu próprio castelo após Gaius tomar Auranos, e tenta se manter forte para suportar as crueldades do rei. Sendo forçada a se casar com Magnus, o noivado é um meio de ela ficar mais próxima e saber mais sobre os rebeldes.
E falando em rebeldes, Jonas, o camponês de Paelsia que anseia por vingança depois da morte de seu irmão, lidera um grupo deles, porém, parece estar perdido no que faz. Mais do que nunca ele quer lutar, principalmente porque o povo de Paelsia foi escravizado para que a estrada fosse construída.
Lucia permanece adormecida, luta por sua vida se sente culpada por ter ajudado o pai, Gaius, com magia para que ele tomasse Auranos.

Com a união dos reinos, a história se desenrola apresentando um enredo recheado de ação, traições, intrigas e mentiras, e acabei me surpreendendo, mais uma vez, com a escrita e o universo que a autora criou, e como conseguiu dar continuidade à história neste volume usando de uma maestria sem igual e mantendo o ritmo frenético em que sempre está acontecendo alguma coisa em algum lugar. Cada personagem é único, tanto em suas particularidades quanto na complexidade ao serem construídos nos mínimos detalhes, e até mesmo os novos que tem papéis muito importantes na história, como Lysandra, que se une a Jonas após sua vila ser destruída, e até as cenas que envolvem o Santuário que abriga os seres imortais, mas o mais interessante é que a autora consegue evidenciar os conflitos pessoais de cada um, como se quisesse mostrar que todos carregam o céu e o inferno dentro de si, e que dependendo da situação, é possível que tomem atitudes diferentes para cada uma delas. E o cenário pós guerra traz à tona uma imensa sensação de insegurança, fracasso e medo, onde nunca se sabe qual a próxima tragédia que irá acontecer, afinal, Gaius continua não medindo esforços para conquistar seu objetivo.

A Primavera Rebelde foi uma continuação completamente satisfatória e que superou minhas expectativas. Uma fantasia épica e empolgante destinada ao público jovem, que atrai o leitor pela capa e conquista com uma história cheia de conspirações que, por mais complexa que seja, vai muito além do que mortes e sangue derramado por espadas.

Um comentário

  1. Muito interessante o livro, fiquei curiosa para ler, assim como a maioria dos livros resenhados aqui!
    Beijos
    http://loboseflores.blogspot.com/2014/10/enfim-que-as-surpresas-comecem-primeiro.html

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