Passarinha - Kathryn Erskine

15 de dezembro de 2013

Lido em: Dezembro de 2013
Título: Passarinha
Autora: Kathryn Erskine
Editora: Valentina
Gênero: Drama/Didático
Ano: 2013
Páginas: 234
Nota: ★★★★☆
Sinopse: No mundo de Caitlin tudo é preto ou branco. As coisas são boas ou más. Qualquer coisa no meio do caminho é confuso. Essa é a máxima que o irmão mais velho de Caitlin sempre repetiu. Mas agora Devon está morto e o pai não está ajudando em nada. Caitlin quer acabar com isso, mas como uma menina de onze anos de idade, com síndrome de Asperger ela não sabe como. Quando ela lê a definição de encerramento ela percebe que é o que ela precisa. Em sua busca por ele, Caitlin descobre que nem tudo é preto ou branco, o mundo está cheio de cores, confuso e bonito.
Resenha: Passarinha, da autora Kathryn Erskine e publicado no Brasil pela Editora Valentina, é um drama de teor didático que conta a história de Caitlin, uma menina de 10 anos de idade (quase 11), órfã de mãe e que está tentando se adaptar a nova condição em que se encontra desde "O Dia Em Que A Nossa Vida Desmoronou", em que seu irmão mais velho e seu protetor, Devon, foi morto numa tragédia envolvendo um atirador na escola onde ele estudava. Toda a cidade está de luto pelo ocorrido e Caitlin agora só tem seu pai e sua orientadora na escola com quem contar, a Sra. Brook. Porém, Caitlin não é uma menina como qualquer outra, ela tem a Síndrome de Asperger, um grau bem leve de autismo que acaba fazendo com que ela tenha dificuldades para "Captar O Sentido". Caitlin não entende alguns conceitos, metáforas ou algumas atitudes que os outros têm e só consegue enxergar a vida em preto e branco, principalmente quando põe seu lado artístico em prática, e o que sai da sua zona de conforto lhe causa "Recreio no Estômago". Apesar de ser inteligente e ter bastante facilidade para aprender tarefas atribuídas a ela, Caitlin sente necessidade de esclarecimentos para o que não consegue entender ou fazer, e quase sempre é incompreendida, por isso a importância da Sra. Brook em sua vida já que o pai parece não saber lidar muito bem com a própria filha devido a tragédia recente da morte de Devon que o deixou arrasado.

A história é narrada com bastante naturalidade e se passa principalmente num cenário escolar, mostrando como Caitlin, uma criança portadora da síndrome, encara o aprendizado e os amigos que a cercam ao mesmo tempo que enfrenta a morte de seu irmão, o único que parecia lhe entender realmente, e também as dificuldades que envolvem a aceitação por parte dos outros com alguém "diferente". Cada passo dado, a primeira amizade feita, cada significado para uma nova palavra descoberta, cada barreira ultrapassada... tudo é uma conquista em busca do "Desfecho".
Muitas vezes quem é autista não é compreendido em suas atitudes e tem dificuldade na socialização, e aqui a autora aborda o tema de uma forma intensa, porém delicada e leve, pelos olhos da própria personagem, que por ser criança, dá um ar comovente e bastante especial no desenrolar na história, além da crítica explícita contra atos cruéis de violência que afetam toda uma comunidade pacífica. A própria autora, na nota final do livro, diz ter se inspirado num caso trágico e que chocou toda a cidade em que um atirador invadiu uma universidade e se matou após ter atirado em 32 pessoas.

A Editora Valentina caprichou na capa (que é linda e tem um efeito metalizado no título super caprichado), na tradução (inclusive é bom ler a nota da tradutora com explicações sobre algumas palavras a fim de que o leitor possa entender o significado ou o duplo sentido presente) e na revisão da obra.
Só estranhei os diálogos, que não possuem travessão e são em itálico, mas não é nada que interfira na leitura, que é bem fácil e fluída. Vou assumir que não é meu estilo literário favorito, mas foi bem difícil não me comover com Caitlin e as situações em que ela se encontrava, tentando compreendê-la em seus momentos de alegria, tristeza ou crises.

Passarinha é um livro curto e simples, mas tocante, daquele tipo que passa uma mensagem muito bonita e uma lição de vida enorme, que fica para sempre...

Cidades de Papel - John Green

14 de dezembro de 2013

Lido em: Dezembro de 2013
Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção/YA
Ano: 2013
Páginas: 368
Nota: ★★☆☆☆
Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Resenha: Cidades de Papel foi o 3º livro escrito por John Green. Foi publicado em 2008 lá fora, mas só agora em 2013 foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca.
O livro conta a história de Quentin Jacobsen (ou Q), um garoto nerd que está no ensino médio e que durante a infância foi amigo de Margo Roth Spiegelman, uma garota por quem ele mantinha uma paixão platônica por achá-la divertida e irreverente. O tempo passou e os dois se distanciaram, mas Q nunca esqueceu Margo por mais que ela tivesse o ignorado. Na escola, Margo faz aquele estilo super popular, e Q é aquele menino nerd e "invisível" que segue uma rotina chata junto com seus amigos, Ben e Radar.

Até que de repente, numa noite qualquer, Margo invade o quarto de Q e o arrasta para uma aventura maluca para por em prática um plano de vingança seguindo um roteiro maluco e após algumas invasões, Q acredita que enfim terá sua grande chance de ser feliz com Margo em seus braços, mas no dia seguinte, a menina desaparece, e no outro, e no outro... Então Q, preocupado, resolve seguir pistas que acreditou terem sido deixadas por Margo e vai procurar a garota, mesmo que pra isso tivesse que cair na estrada por centenas e centenas de quilômetros junto com seus amigos.

O livro é narrado em primeira pessoa e é dividido em três partes. A aventura inesquecível de Q e Margo, a busca por pistas e a viagem atrás da garota com as últimas horas restantes até chegar ao destino.
Os capítulos são curtos, a narrativa é fácil e com sacadas bem bacanas, então é possível tirar várias frases de impacto dele e, de quebra dar algumas risadas em algumas partes, principalmente quando Ben com seu "problema urinário" aparece. Não vou mentir, John Green não é meu autor favorito pois seus livros parecem seguir uma fórmula: protagonista nerd + problema amoroso. E aqui o que encontramos é basicamente isso.

Q sofre de um amor obsessivo por uma garota que é totalmente seu oposto, e em nome disso, renuncia de coisas que são consideradas importantes pra adolescentes da idade dele, como a própria formatura para ir procurar por ela! É uma aventura adolescente completamente fictícia e surreal, pois por mais que existam mensagens nas entrelinhas para que possamos refletir sobre o comportamento de Q e Margo, não consigo imaginar uma situação dessas como sendo algo verdadeiro, principalmente se for pra levar em consideração os diálogos de todos eles que, apesar de muitas vezes serem engraçados e descontraídos, sempre são maduros demais pra idade dos personagens.

E Margo? Para Q ela é a garota ideal, ele enxerga nela alguém perfeita, engraçada, inteligente, bonita, mas no fundo não passa de uma mimada, egoísta e completamente maluca que não se importa com ninguém a sua volta, e talvez nem com ela própria, mas ele não consegue ver esse lado "negro" porque está completamente cego. É algo a se considerar, pois adolescentes (e até alguns adultos) geralmente acham que o 1º amor é o último e único da vida, mas é um comportamento muito mais típico de mulheres, principalmente aquelas que não tem lá muito amor próprio nem atenção dos pais e veem um tipo de deus em quem amam. E Q é homem, adolescente, nerd e a obsessão amorosa simplesmente não combina com ele, e ainda chegar ao ponto de arrastar os amigos nessa furada de ir em busca da desaparecida foi um completo exagero.

Já o conceito "cidades de papel" é o que realmente faz com que a gente reflita e é a única mensagem válida que consegui ver na história apesar de não ter certeza absoluta de que se trata realmente da impressão que tive sobre ela. John Green explica o termo numa nota ao final do livro e se trata de cidades que não existem inseridas em mapas para que os criadores pudessem comprovar que esses mapas estivessem sendo plagiados por outros, cidades estas que posteriormente acabaram sendo procuradas por aventureiros. Porém, a cidade sendo falsa, acaba por ilustrar o comportamento que algumas pessoas têm, como se elas quisessem mostrar aquilo que não são, ou que não existe, talvez com a intenção de atrair coisas ou pessoas pra si mesmas, quem sabe... Margo seria uma garota de papel? E quanto a Q? Então leia e chegue as suas próprias conclusões...

No mais, achei que o livro, apesar de ter uma leitura bem fácil e agradável, foi enrolado pois é uma história simples que poderia ser contada em muito menos páginas. Vale como passatempo, mas nada que tenha me marcado.

O Lírio Dourado - Richelle Mead

11 de dezembro de 2013

Lido em: Novembro de 2013
Título: O Lírio Dourado - Bloodlines #2
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Gênero: Ficção/Literatura Juvenil
Ano: 2013
Páginas: 448
Nota: ★★★★★
Sinopse: Em sua última missão, a alquimista Sydney Sage foi enviada a um colégio interno na Califórnia para proteger a princesa Moroi Jill Dragomir, e assim evitar uma guerra civil entre os vampiros que certamente afetaria a humanidade. Porém, a convivência com Jill, Eddie e principalmente Adrian leva Sydney a perceber que talvez os Moroi não sejam criaturas tão terríveis assim - e ela passa a questionar os dogmas que lhe foram ensinados desde a infância. Tudo se torna ainda mais complicado quando Sydney descobre que talvez tenha a chave para evitar a transformação em Strigoi, vampiros malignos e imortais, mas esse poder mágico a assusta. Igualmente difícil é seu novo romance com Brayden, um cara bonito e inteligente que parece combinar com Sydney em todos os sentidos. Porém, por mais perfeito que ele seja, Sydney se sente atraída por outra pessoa - alguém proibido para ela. E quando um segredo chocante ameaça deixar o mundo dos vampiros em pedaços, a lealdade de Sydney será colocada mais uma vez à prova. Ela confiará nos alquimistas ou em seu coração?

Resenha: Depois de descobrir quem estava por trás das tatuagens que davam algumas habilidades para humanos, Sidney está de volta para continuar sua aventura no mundo dos vampiros. A garota alquimista parece ter finalmente a chave para evitar a transformação dos Moroi em Strigoi e isso vai despertar a ambição de muita gente. Enquanto várias coisas acontecem na vida de Sidney, Brayden, um garoto muito interessante aos olhos dela, aparece para fazer um pouco de amor brotar em seu coração, sentimento ainda não experimentado pela jovem. O Lírio Dourado dá continuidade a série Bloodlines com muito mistério e divide o coração da protagonista entre fazer o que é preciso ou colocar seus sentimentos em primeiro lugar.

Quando li Laços de Sangue fiquei surpreso, pois não achava que seria fisgado por Richelle Mead. A narrativa fluiu muito, a história foi envolvente e me senti apaixonado pelo mundo dos alquimistas e vampiros. Ao ler O Lírio Dourado percebi que Bloodlines se tornou uma das minhas séries queridinhas.

A narrativa continua fluida e passando pelos meus olhos quase como se eu nem notasse. É meio clichê dizer isso, mas Richelle Mead escreve muito bem e sabe como fazer cada página do livro valer a pena. Toda a história passa tão rápido da primeira até a última página que ao chegar no fim fiquei triste por saber que terei que esperar até abril de 2014 para ler a continuação.

Sidney foi uma personagem que não me cativou em Laços de Sangue e ainda não conseguiu mudar sua imagem. A garota está longe de ser odiável, pelo contrário, é muito sensata e toma decisões bem coerentes o tempo todo. O problema é que as atitudes de Sidney visam sempre o bem alheio antes do próprio, o que acabou deixando a personagem muito mecânica. Nessa sequência a alquimista está mais sentimental (sem mimimi,claro) e pude acompanhar um lado um pouco mais pessoal dela. E o melhor disso é que os sentimentos da garota nunca ultrapassam a barreira da coerência.

Adrian Ivashkov, o Moroi que todos amam, também mudou meu conceito. O cara continua sendo egocêntrico na medida certa, fazendo com que eu goste ainda mais dele. A personalidade dele evoluiu e agora é notável que Adrian é um ser pensante por trás de todo aquele cigarro e cachaça, o que contribuiu para meu apreço crescer. Ok, a personalidade, falas e atitudes do vampiro beiram o clichê, mas e daí? Quem não gosta de algumas coisas clichês de vez em quando? (risos)

Diferente do primeiro livro, O Lírio Dourado tem um ritmo mais acelerado. Quem leu Laços de Sangue pôde notar que a história demora pra engrenar, mas quando isso acontece, não para. Foi muito bom ter nessa sequência um ritmo melhor com a adição de um novo mistério envolvendo o mundo dos Moroi, Strigoi, Dampiros e humanos. Sim, leitores, Richelle trouxe ainda mais questões para deixar a série Bloodlines melhor. A única ressalva é o ressurgimento de Dimitri. Sinto que o dono de um sex appeal incrível não vai deixar a série até seu fim, mas e se cansarem dele por ele ser um conhecido de longa data? Vou arrastar essa dúvida comigo até o final.

Quem ainda não leu Academia de Vampiros e não quer ler essa série com medo de spoilers tem que ficar ciente que em Laços de Sangue não dá pra notar se algum fato foi revelado, mas em O Lírio Dourado alguns spoilers básicos sobre a série anterior foram dados. Eu sou teimoso, comecei Bloodlines e só agora, depois do segundo livro, vou começar Academia de Vampiros e creio que irei amar igualmente.

Tag 7 Coisas

A Michelle do blog As Leituras da Mila me indicou pra responder essa tag. Faz mil anos que não faço nenhuma que sou indicada, por falta de tempo ou porque esqueço! Que vergonha....
Mas bora conferir minhas respostas:

♥ 7 coisas que quero fazer antes de morrer
  1. Viajar pra europa
  2. Fazer faculdade de Letras
  3. Ter minha casa própria
  4. Escrever um livro
  5. Casar
  6. Perder o medo de dirigir e tirar a carteira
  7. Completar minha coleção das temporadas dos Simpsons XD

♥ 7 coisas que falo
  1. Me poupe
  2. Ah, menino!!
  3. Uai!
  4. Recolha-se a sua insignificância!
  5. Ô marmota
  6. P*ta que pariu!
  7. C*ralho!

♥ 7 coisas que faço bem
  1. Cozinhar
  2. Desenhar
  3. Escrever
  4. Reclamar
  5. Bagunça
  6. Dormir
  7. Gastar

♥ 7 coisas que não faço bem
  1. Exercícios físicos
  2. Cantar
  3. Prestar atenção em mais de uma coisa ao mesmo tempo
  4. Juntar dinheiro
  5. Usar mais de duas redes sociais
  6. Cálculos mirabolantes
  7. Ter paciência com o que me tira do sério

♥ 7 coisas que me encantam
  1. Amizade verdadeira
  2. Respeito
  3. Lua
  4. Gente que me faz rir
  5. Histórias românticas com finais felizes
  6. Inteligência
  7. Músicas com letras que falam de algo que passei ou passo

♥ 7 coisas que eu não gosto
  1. Gente
  2. Falta de compromisso e responsabilidade
  3. Mentira
  4. Calor
  5. Falsidade
  6. Insetos
  7. Novelas

Eu devia indicar 7 blogs pra fazer, mas deixo em aberto pra quem achar legal poder responder.
:)

Laços de Sangue - Richelle Mead

10 de dezembro de 2013

Lido em: Agosto de 2014
Título: Laços de Sangue - Bloodlines #1
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia Urbana/Sobrenatural
Ano: 2013
Páginas: 432
Nota: ★★★★☆
Sinopse: Com sua lealdade colocada em questão, Sydney se sente obrigada a voluntariar-se para uma tarefa nada agradável: ajudar a esconder Jill Dragomir, uma princesa vampira que está sendo perseguida por rebeldes que querem o poder. Assim, pelo bem dos humanos, Sydney aceita se disfarçar de estudante e passa a conviver diariamente com Jill e seu guardião Eddie. Mas entre uma conversa e outra, ela começa a ter a sensação de que talvez esses seres estranhos não sejam tão maus assim, principalmente Adrian, um vampiro muito próximo de Jill que desperta os sentimentos mais contraditórios e proibidos em Sydney. Caberá a ela resolver todos esses mistérios e garantir a paz entre os humanos antes que seja tarde demais.

Resenha: Laços de Sangue é o primeiro volume da serie Bloodlines, um spin-off da série Academia de Vampiros, escrita pela autora Richelle Mead e lançada no Brasil pela Seguinte.

Sidney Sage é uma alquimista, ou seja, faz parte de um grupo de pessoas que protegem os humanos dos vampiros e dos dampiros, considerados criaturas terríveis e cruéis (divididos em três raças: Moroi, Strigoi e Dhampiros). Porém, os demais alquimistas passaram a vê-la como uma traidora pois ela havia ajudado Rose Hathaway, uma Dampira a escapar da prisão em sua última missão. A lealdade de Sidney foi posta a prova e, a fim de recuperar a confiança dos outros, embarcou em uma missão da qual deveria esconder e proteger Jill Dragomir, uma princesa vampira que corria o risco de ser atacada por vampiros rebeldes em busca de poder e loucos para matá-la, assim sua irmã, Lissa, que tomou o trono como rainha teria que abdicar seu posto. E se os rebeldes tomassem o poder, tal guerra afetaria toda a humanidade.

As duas iriam entrar na Escola Preparatória Amberwood, um lugar bem quente na Califórnia e quase sem vampiros, e lá se passariam por irmãs, junto com Eddie, guardião de Jill, e Sidney une a missão de protegê-la às pesquisas que passa a fazer lá.
Porém, rumores de que tatuagens que faz com que as habilidades dos alunos sejam melhoradas começam a surgir e quando ela associa sua própria tatuagem, um lírio dourado, as tatuagens dos alunos, desconfia de que alquimistas possam estar envolvidos e vai investigar. Ela então se une a Adrian, um vampiro Moroi que parece estar disposto a ajudá-la. E como se isso não fosse suficiente, alguns vampiros Morois são mortos e o mistério que envolve essas mortes deixa Sidney intrigada para descobrir o que está acontecendo antes que coisa pior aconteça.

Mesmo que Laços de Sangue seja uma história a parte, é possível investir na leitura da série sem ter lido a anterior e sem afetar a compreensão da mesma, mas ainda assim acredito que se eu tivesse lido a série principal, tudo poderia ficar mais claro pra mim e talvez eu tivesse aproveitado a leitura um pouco mais, até mesmo por causa dos spoilers que peguei. Não que eu deixe de me interessar por um livro por causa disso, mas há quem considere que esse fator atrapalhe, então, fica por conta e risco de quem se interessar escolher a ordem que vai ler.

O começo da história é bem morna e parece que as coisas acontecem sem um propósito convincente. Até que a explicação sobre a proteção de Sidney sobre Jill aparecesse, não entendia o motivo do auê, pois até então, tanta proteção parecia até inútil.
O interesse que Adrian desperta em Jiil e a relação de amor e ódio entre entre eles é algo que dá um toque de humor, e Adrian, claro, traz todo um charme para a história.

A narrativa é feita em primeira pessoa pelo ponto de vista de Sidney e a escrita da autora é fácil, prende e flui muito bem. A tensão, a ansiedade e a adrenalina que senti foi algo que considerei um ponto positivo, pois é difícil um livro me fisgar, mesmo sem conhecer Academia de Vampiros. E espero que minha opinião não mude quando eu começar a ler essa série e entender melhor sobre esse universo de fantasia urbana que Richelle criou.

No final das contas, tudo o que parecia estar sem pé nem cabeça no início fez sentido e acabei me surpreendendo com a forma que a autora desenvolveu a história, e mesmo sendo um volume mais introdutório, me agradou muito. Então, "O Lírio Dourado" (resenhado pelo Lucas), aí vou eu!



Guerra Imortal - Justin Somper

Lido em: Dezembro de 2013
Título: Guerra Imortal - Vampiratas #6
Autor: Justin Somper
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia/Aventura
Ano: 2013
Páginas: 448
Nota: ★★★☆☆
Sinopse: O épico confronto entre os Vampiratas e a união formada pela Federação e os Noturnos chega ao seu fim em meio a batalhas que vão ecoar por todos os mares. Os irmãos Grace e Connor Tormenta, peças-chave durante todo o conflito, podem ser a resposta para trazer a tão sonhada paz. Mas para fazerem isso, segundo uma antiga profecia, eles precisam ir até as últimas consequências... E um deles pode não voltar.

Resenha: Guerra Imortal é o sexto e último volume que encerra a série Vampiratas, escrita pelo autor Justin Somper e lançada pela editora Galera Record.
Os livros anteriores ao Guerra Imortal são esses: Demônios do Oceano, Maré de Terror, Capitão de Sangue, Coração Negro e Império da Noite.
Atenção: esta resenha pode ter spoilers de volumes anteriores! Prossiga por sua conta e risco rsrsrs.

Os Noturnos se uniram a Federação dos Piratas numa guerra contra os Vampiratas, liderados por Sidório e Lady Lola. Sidório quer conquistar os mares e para isso não vai medir esforços.
Em meio ao conflito, Grace e Connor precisam lidar com a condição que se encontram: São dhampiros, por terem a mãe humana e o pai vampiro. Agora, apesar de estarem separados novamente, eles estão se acostumando ao que são e ao dom que têm, e também estão juntos no propósito de acabar com a maldade dos inimigos da União.

Connor continua como pirata após receber uma herança milionária do falecido Capitão Molluco, e Grace fica em Santuário, ajudando vampiros feridos com sua habilidade incrível de cura, e Mosh Zu resolve que é hora de falar que os irmãos estão com seus destinos traçados por uma profecia daquele tipo "alguém tem que morrer pra tudo dar certo no final". Será que já vi algo do tipo em outra história por aí?

Vampiratas foi uma série que me conquistou e me fez ficar empolgada desde o início. Cada livro era uma surpresa melhor do que a outra, cheio de reviravoltas, personagens ótimos e bem construídos, mistérios e muita aventura. Até que o quinto livro chegou com mudanças sem sentido na personalidade dos personagens principais o que me fez tirar o coração de favorito dele que todos os outros anteriores tinham ganhado...

Dessa vez, em Guerra Imortal, esperei um desfecho fantástico, daquele tipo que me fizesse pensar que foi uma das melhores séries que li na minha vida, e mesmo que a os livros anteriores sejam muito, mas muito bons e eu recomendar sempre para os outros, esse último não superou minhas expectativas pois fiquei com a impressão que saiu da ideia principal tomando outro rumo, como se tivesse sido planejado as pressas e preenchido com coisas desnecessárias só pra engrossar o livro. Algumas coisas foram bem resolvidas, mas algumas questões que ficaram em aberto nos outros livros continuaram sem explicação, o que me fez pensar se a série realmente chegou ao fim ou se o autor só quis que o leitor imaginasse o que quisesse para determinada ponta desamarrada... E parando pra pensar sobre a história se passar em 2505, num futuro consideravelmente distante, penso que algo de terrível deve ter acontecido antes, mas não explicado, para não existir tecnologia alguma, nenhum avanço, nada de moderno no mundo... Suas práticas, armamentos e táticas são praticamente as mesmas da pirataria primitiva que existiu antes mesmo de Cristo.

O excesso de personagens que se transformaram em vampiro, ou de outros tão importantes que só apareceram agora sem nenhuma referência em nenhum dos livros anteriores não me convenceram. E o que me convenceu menos ainda foi a ideia dos filhos de Lady Lola, "Hunter" e "Evil" (nomes que imaginei terem sido escolhidos para evidenciar a personalidade maligna da mãe) além de coincidentemente nascerem no aniversário de Connor e Grace, ainda terem conseguido a proeza de nascerem de quase 9 meses completos... E gêmeos nascendo de 9 meses é algo que não entra na minha cabeça... Lola é vampira, pode ser uma gestação "diferente", não? Mas só por ela ser vampira, e estar morta, a gravidez já foi algo que não engoli desde quando aconteceu...

E fora que os irmãos estariam fazendo 15 anos, mas suas atitudes já são de adultos cheios de experiência. No começo da série é totalmente aceitável eles ficarem perdidos e sem saber o que pensar ou fazer por terem sido jogados nessa vida em alto mar, em meio a piratas e vampiros, mas o tempo que se passa durante esses 6 livros e tudo que eles vivem é mínimo, e acho que o autor poderia considerar a ideia de deixar alguns anos passarem pra que as atitudes, e até o comportamento deles, se adequassem à idade.
Desgostei de alguns personagens que gostava, comecei a torcer por outros que não dava muita trela, porque ao mesmo tempo que alguns amadurecem e demonstram ser fortes, outros parecem regredir e deixar de ter importância.

A narrativa é em terceira pessoa e a leitura é bem fácil e flui muito bem. A diagramação do livro segue o mesmo padrão dos anteriores, em que cada início de capítulo tem a caveira com espadas, símbolo da série, os capítulos são curtos (obrigada!) e se alternam parar mostrar acontecimentos em lugares variados com personagens diferentes.

Enfim... foi uma história que gostei, mas ao mesmo tempo desgostei porque esperava outra coisa... Acho que poderia ter sido melhor trabalhada e desenvolvida, não para agradar o leitor com acontecimentos esperados e desejados, porque numa guerra é óbvio que vão haver perdas, mortes e outras tragédias chocantes e revoltantes, mas que continuasse com o mesmo estilo empolgante em vez de arrastado e cheio de coisas sem explicação que percebi aqui. Não me arrependo de ter lido a série, continuo sendo fã, mas o final dela não foi tão satisfatório pra mim, infelizmente.