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Silêncio - Richelle Mead

19 de julho de 2016

Título: Silêncio
Autora: Richelle Mead
Editora: Galera Record
Gênero: YA/Fantasia
Ano: 2016
Páginas: 280
Nota: ★★★★★
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo - todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.
O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.
Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

Resenha: Há muitos séculos um pequeno povoado habita o alto de uma montanha, um vilarejo conhecido como Paço do Pavão, onde, todos são surdos e vivem em absoluto silêncio. O lugar é cercado por pedras que impedem os moradores de saírem dalí os tornando dependentes de um sistema de trocas com as pessoas que vivem no vale de Beiguo, ao pé da montanha. Através de uma tirolesa, eles enviam os minérios coletados das minas e recebem mantimentos para sobreviverem, pois o solo não é fértil e eles não conseguem cultivar plantas nem criar animais. A pequena sociedade foi dividida em castas e as pessoas só poderiam ter três tipos de trabalhos: os artistas, os mais respeitados na hierarquia que são responsáveis por representar os acontecimentos cotidianos através das pituras a fim de deixarem tudo registrado na História; os mineradores, responsáveis pela escavação e extração dos minérios que são enviados a troco dos alimentos; e os fornecedores de suprimentos, responsáveis por dividir de forma justa a comida que recebem.
Fei é uma das aprendizes de artista mais promissoras e habilidosas do povoado. Ela e a irmã, Zhang Jing, vieram de uma família de mineradores que morreram bem jovens, mas por possuirem o dom da arte conseguiram uma posição melhor na sociedade ao se tornarem aprendizes. O problema é que algumas pessoas começaram a perder a visão, se tornando dependentes da caridade alheia e sendo obrigadas a viverem as margens por deixarem de ser "úteis", e quando Jing começa a ser afetada e sua visão começa a falhar, Fei se desespera com medo da irmã perder o posto e ter um destino sofrido e miserável e não hesita em enganar os tutores fazendo o trabalho de Jing quando ela não consegue executá-lo com a perfeição exigida.
A cegueira que afetou os mineradores acabou trazendo problemas para todo o povoado, pois em consequência da produção ter caído muito, os mantimentos que chegavam pela tirolesa também diminuiram proporcionalmente, e com a ideia de que isso mais cedo ou mais tarde levaria os habitantes à morte, Li Wei, um jovem minerador que foi amigo de infância de Fei mas foi obrigado a se afastar devido ao sistema de castas, decide se rebelar e descer a montanha numa tentativa desesperada de reverter a situação. Porém, em meio a aflição do povoado, Fei, inexplicavelmente, começa a ouvir, e o que inicialmente a assusta, acaba sendo seu maior aliado quando ela resolve ajudar Li Wei nessa jornada cheia de perigos em busca de ajuda e de respostas para a sobrevivência de seu povo.

Richelle Mead utilizou da mitologia e do folclore chinês para construir uma história original e envolvente o bastante para causar uma das maiores ressacas literárias que já enfrentei até então. Nem sei quanto tempo faz que um livro não me prendia desse jeito. É o tipo de livro que me animou a ponto de me fazer sair comentando dele pra todo mundo que via pela frente feito uma louca.
A escrita é fluída, gostosa de se acompanhar, descritiva na medida certa e intinstigante a ponto de ter me feito devorar cada página sem vontade nenhuma de parar.
A narrativa é feita em primeira pessoa a partir do ponto de vista de Fei, mas pelo fato de todos no povoado serem surdos, os diálogos são feitos através da linguagem de sinais e aparecem em itálico para se diferenciarem do restante do texto, e este é um dos pontos mais incríveis que a história apresenta, pois a partir disso o leitor adentra um universo diferenciado e entende melhor as reações daqueles que desconhecem o que é ouvir qualquer tipo de som, assim como as limitações que eles possuem e como são afetados por isso, e como a própria Fei lida com a ideia totalmente nova de ter sido acometida pela audição.

Sobre os personagens, não há muito o que comentar pois o que fica mais evidente são os sentimentos em vez da personalidade propriamente dita, e a situação em que Fei se encontra explica bem isso. Ela e a irmã conseguiram um posto na casta dos artistas, mas isso teve um preço. Ela sempre amou Li Wei e nunca o esqueceu, desde quando era criança, mas ao mudar de posição na hierarquia social foi impedida de se relacionar com ele e até foi prometida para outra pessoa a quem ela jamais amaria. Fei viveria numa posição melhor, daria conforto e segurança à irmã (a quem ela sentia necessidade constante de cuidar e proteger), mas abriu mão de sua felicidade em nome disso.
"Você não deveria ter que se casar porque outra pessoa quer que seja assim, ou porque parece ser a melhor escolha. Tem que se casar com alguém que ame você. Alguém que a ame a ponto de ser capaz de mudar o mundo por sua causa."
- Pág. 122
A medida que Fei e Li Wei descem a montanha e se deparam com um mundo totalmente novo, o leitor acompanha uma trama recheada de aventura e mistério, assim como embarca num romance doce que faz com que torçamos pelos dois ficarem juntos, e também pra tudo ficar bem e que todas as injustiças que eles descobrem que existem alí tenham um fim.
"Acho que somos bons nessa coisa de fazer o impossível."
- Pág. 189
A abordagem sutil que a autora utilizou para criticar a desigualdade social e a exploração alheia foi fantástica, e por mais inaceitável e cruel que seja, serve para abrir nossos olhos para enxergarmos que situações assim não ocorrem somente na ficção.
O livro foi classificado como sendo do gênero fantástico, mas posso dizer que esse elemento só aparece mesmo no desfecho da história. O foco maior recai sobre a estrutura da sociedade e como cada um tem um papel específico a desempenhar nela, assim como as descobertas que Fei e Li fazem acerca de seu povo ao se aventurarem para fora dos limites do vilarejo. As lendas locais sobre criaturas míticas sempre são mencionadas ou são perceptíveis de alguma forma, mas nada aprofundado o bastante até descobrirmos que estes elementos são as respostas para todos os questionamentos levantados durante a leitura. Num primeiro momento fiquei com a impressão de que as coisas saíram do contexto e foram muito convenientes, mas depois pensei bem e considerei que o folclore faz parte da história do povo desde os primórdios e nada mais justo do que ele ser a solução para os seus problemas.

A capa ilustra bem a protagonista e o alto da montanha como pano de fundo. Os detalhes em dourado também dão um destaque maior fazendo com que o trabalho gráfico tenha ficado muito caprichado e bonito. A diagramação é simples, as páginas são amarelas, os capítulos são curtos, a fonte e a margem possuem um tamanho agradável e encontrei alguns poucos erros na revisão, mas nada que tenha atrapalhado minha concentração e meu envolvimento com a história.

No mais, Silêncio é uma história única e intrigante com romance, aventura e mistério, e traz uma abordagem nova e original sobre os aspectos da vida humana e sobre o que as pessoas são capazes de fazer, uns pelo bem estar de quem amam, e outros por se manterem no poder.

O Círculo Rubi - Richelle Mead

15 de setembro de 2015

Lido em: Setembro de 2015
Título: O Círculo Rubi - Bloodlines #6
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia/Sobrenatural
Ano: 2015
Páginas: 340
Nota:  ★★★★★
Sinopse: Depois que Sydney Sage escapou das garras dos alquimistas, que a torturaram por viver um romance proibido com Adrian Ivashkov, o casal se exilou na Corte Moroi. Hostilizada por todos ao seu redor por ser uma humana casada com um vampiro, a garota quase não sai de casa e perde a noção do tempo, trocando o dia pela noite.
Mas logo Sydney se vê obrigada a abandonar seu refúgio, já que seu coração continua apertado desde que Jill Dragomir desapareceu. O sumiço da jovem princesa vampira coloca em risco toda a estabilidade política dos Moroi… Agora Sydney precisa descobrir quem está por trás desse sequestro para dar um jeito de trazer a amiga de volta - e ao mesmo tempo alcançar sua própria liberdade.

Resenha: Como nos despedirmos de Adrian e Sydney Ivashkov? É possível não sentir saudades deles, juntamente com Rosemary Hathway e Dimitri Belikov? Vampire Academy e Bloodlines são duas séries distintas que se unem como uma só. Para quem acompanhou a trama desenvolvida por Richelle Mead, que se originou em 2006, mal esperava por uma "continuação" num spin-off. É com uma dorzinha no coração que escrevo essa última resenha sobre o mundo dos Moroi. Mas será que é mesmo o fim?

Desde o primeiro volume, Laços de Sangue, a mudança em Sydney foi notável. É incrível, pois a maioria dos leitores a tiveram como uma personagem chata e ranzinza no começo. O Lírio Dourado foi um pequeno divisor de águas, trazendo questionamentos para Sage - agora Ivashkov - e quebrando o encantamento que os alquimistas tinham sobre ela. Mesmo com alguns questionamentos, a jovem deu continuidade a suas mudanças em O Feitiço Azul, mas foi em Coração Ardente que a nossa querida heroína se mostrou vulnerável e forte ao mesmo tempo. Mead sabe como brincar com o coração de cada leitor seu, e não foi diferente em Sombras Prateadas, quando a ex-alquimista-atual-bruxa passou por provações severas, Adrian nunca a abandonou e esse casal rendeu vários momentos fofos e cativantes ao longo da história.

O Sr. Ivashkov é, além de bonito e galante, um vampiro sentimental. A aparição dele se deu lá trás, bem longe, em Aura Negra, o segundo volume de Academia de Vampiros. A personalidade dele sofreu várias mudanças durante nove livros dos quais participou. O triste "final" dele num primeiro momento deixou aquela sensação ruim no peito. Foi aí que Richelle deu a ele a sua chance de um lindo desfecho e presenteou a nós, leitores, com Bloodlines. A cada instante o amor dele por Sydney se provou palpável, e, apesar de suas trapalhadas com o Espírito, as intenções dele sempre foram as mais puras e sinceras. Ai (suspira), como é possível não querer um spin-off do spin-off para ter um pouco mais de #Sydrian?

Mas não é só o casal que acompanhamos na trama, não. A amizade é algo muito precioso para qualquer um, não é mesmo? Sydney e Adrian tiveram os melhores amigos durante suas provações. Eddie, o dampiro que todos bem conhecemos, se tornou o melhor amigo de Sage para ajudá-la em todas as suas necessidades. Angelina, a dampira que vivia com os Conservadores e que conhecemos em Promessa de Sangue, rendeu bons momentos de diversão a todos. A Sra. Terwilliger, professora de história e artes mágias de Sydney, ganhou um destaque notório ao longo da história e sua ajuda foi essencial nos mais difíceis momentos. Rose e Dimitri estão mais presentes nesse volume e a sensação foi de matar a saudades, literalmente. Num todo, cada personagem dessa série foi cativante e sentirei falta de acompanhar a cumplicidade deles.

Apesar de todo meu amor e devoção pela série, sinto umas pequenas falhas.O final de Academia de Vampiros foi um tanto morno e esse fato acontece de novo em Bloodlines. O Círculo Rubi traz Sydney e Adrian buscando a princesa Jill, que foi raptada e está prestes a ser morta para que a rainha Lissa possa ser desposta do seu trono. Costumo elogiar Richelle Mead pela sua narrativa ágil e inteligente, mas alguns fatos são passados de forma muito rápida e rasteira. Certos trechos necessitam de mais trabalho na narração. Como num momento decisivo que está prestes a determinar o destino dos personagens, a autora usou menos que duas páginas para desenrolar tudo? Isso não torna tudo negativo, porque a essência da série está em Sydney e Adrian, mas era de se esperar um pouco mais do que 340 páginas para o ato final.

O Círculo Rubi foi um encerramento maravilhoso, sim. Não é o tipo de série que vemos vários personagens morrerem ou cenas sangrentas cheias de brigas. Richelle tem o dom para escrever e mais uma vez cativou com uma trama recheada de amor, carinho, suspense, cumplicidade e personagens cativantes. O final de uma história, quando boa e cativante, é sempre difícil. Esse teve um requinte de contos de fadas. Nas últimas páginas imaginei se essa foi a última vez que vimos Adrian, Sydney, Rose e Dimitri... E é bem provável que não...


Sombras Prateadas - Richelle Mead

18 de abril de 2015

Lido em: Abril de 2015
Título: Sombras Prateadas - Bloodlines #5
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia/Sobrenatural
Ano: 2015
Páginas: 368
Nota: ★★★★★
Sinopse: Sydney Sage arriscou tudo. Ainda infiltrada na organização, trabalhava contra os alquimistas e vivia um romance secreto com o vampiro Adrian Ivashkov. Qualquer deslize poderia trazer tudo por água abaixo, e foi exatamente o que aconteceu: sua própria irmã descobriu seu relacionamento proibido e a denunciou, fazendo com que Sydney fosse capturada pelos seus pares e mandada para a terrível reeducação.
Lá, as condições de higiene e de conforto eram mínimas. Nos poucos momentos em que ela ficava acordada, uma voz metálica tentava convencê-la a “confessar seus pecados”. Cercada de inimigos e sem saber onde estava ou como sairia dali, Sydney luta para manter sua identidade, sua capacidade de pensar por si mesma e, principalmente, a esperança de que encontrará Adrian novamente.
Enquanto isso, o vampiro tenta diferentes estratégias para descobrir o paradeiro da garota. Mas quando suas alternativas fracassam uma a uma, sua vida começa a sair do controle e ser tomada pelas garras do espírito - o elemento mágico que lhe confere poderes mas o afunda cada vez mais na depressão. Para suportar tudo isso, Adrian se entrega a uma vida desregrada, deixando que velhos hábitos voltem à tona para esquecer toda a impotência que sente. Será que o amor dos dois será forte o bastante para sobreviver a essa provação? 

Resenha: Sombras Prateadas, o quinto volume da série Bloodlines, traz mais emoção do que pude esperar. Depois de ser capturada por seu pai e sua irmã, Sydney foi enviada para a reeducação no subsolo de um local desconhecido. Neste lugar, a alquimista passa boa parte do tempo entorpecida, incapacitando Adrian de se comunicar com ela através dos sonhos. Sem ter muitas alternativas, Sage precisou usar sua inteligência e muita magia, o que a colocou em apuros muitas vezes. Richelle começa a desenrolar a trama de Bloodlines e encaminhar a história para um final.

Ai, ai ai (suspira). É tão difícil chegar ao penúltimo livro de uma série que amamos tanto, não é? É como deixar para trás bons amigos, um amor da infância; é de partir o coração. O amor por #Sydrian começou em Academia de Vampiros, cada um individualmente. Com o surgimento da série spin-off, esse casal me ganhou ao máximo e Sombras Prateadas elevou essa relação a algo lindo e singelo. É apaixonante <3

A narrativa continua em dois pontos de vista e dessa vez senti uma leve mudança na maneira de Mead escrever. Lembro que tanto VA como Bloodlines trazem em suas narrações um humor próprio das protagonistas. Agora, a história de Sage e Ivashkov ganhou um ar mais sério e denso. Nessa situação do desaparecimento de sua amada, Adrian se tornou um cara mais responsável e determinado a encontrá-la. Porém, é inevitável compará-lo com Dimitri, e honestamente, Belikov dá um banho nele. O sobrinho de Tatiana foi, por muitas vezes, irresponsável e inconsequente apesar das boas intenções. Pensei em determinados momentos: Poxa, Adrian, não era isso que eu tinha em mente. Não me desaponte. Vá, levanta daí e não desiste da Syd. Espero que no último volume ele se mostre um verdadeiro herói.

Richelle explicou um pouco na série Academia de Vampiros como e porquê existe a sociedade dos Alquimistas. Só que ainda falta algo, pelo menos para mim. De onde vem tanto ódio? Por que os vampiros são, para eles, seres tão horríveis? Creio que em Sombras Prateadas essas questões podiam ser intensificadas, já que a Sidney é mandada para um local para passar por reeducação e temos alguns alquimistas que são os mandantes disso. Mead podia ter explorado um pouco mais as raízes dessa organização a fim de nos deixar mais a par do assunto. A impressão final é que existe muito ódio deles para os vampiros mas isso fica meio nebuloso. Quem sabe o último livro não reserve uma parte para explorar e explicar a fundo a sociedade deles.

Um dos aspectos mais atrativos e bacanas da série e que eu amo é a cumplicidade de todos os amigos de Sydney. É tão acolhedor ver como eles fazem de tudo pela salvação da amiga e querem o bem dela acima de todas as coisas. Às vezes dá vontade de abraçar cada um deles por serem tão fofos e leais.

No mais, Sombras Prateadas é, como os leitores de Mead sabem, um livro de transição. Os acontecimentos, muitas das vezes super angustiantes e tensos, foram uma preparação e um salto para o último volume, The Ruby Circle. O sentimento de saudade começa a bater desde já, não é mesmo? Sydney Sage deixou de ser uma personagem turrona e irredutível para se tornar uma verdadeira guerreira que lutou muito por seus ideias e acabou subindo no meu conceito. Adrian, como já havia mostrado um pouco antes, é um verdadeiro gentleman. Suas frases clichês e românticas vão fazer falta. *suspira*

Só eu torço por um spin-off do spin-off? HAHA

Coração Ardente - Richelle Mead

16 de setembro de 2014

Lido em: Setembro de 2014
Título: Coração Ardente - Bloodlines #4
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia Urbana/Sobrenatural
Ano: 2014
Páginas: 412
Nota: ★★★★★
Sinopse: No quarto volume da série Bloodlines, enquanto Sydney Sage esconde seu romance ardente com o vampiro Adrian Ivashkov, a ameaça de ser descoberta - e mandada para a terrível reeducação - é maior do que nunca. Criada desde criança para desprezar os vampiros, a alquimista Sydney Sage acabou vencendo seus preconceitos em sua última missão. Aos poucos, a garota não só criou laços de amizade com esses seres como acabou se apaixonando por um deles - o irresistível Adrian Ivashkov - e, surpreendendo até a si mesma, decidiu levar o relacionamento proibido adiante, em segredo. Tudo se complica quando Zoe, sua irmã, se junta à missão. Sydney precisa guardar seu segredo enquanto tenta fazer com que a caçula perceba como as crenças alquimistas estão equivocadas. Enquanto isso, Adrian sofre com os fortes efeitos do espírito - um elemento mágico que, ao mesmo tempo em que lhe confere poderes, pode levá-lo à loucura. Sydney é seu maior incentivo para abrir mão desses poderes e buscar uma saúde mental equilibrada, mas Adrian nem consegue imaginar como seria vê-la machucada e não poder fazer nada. Agora, ele precisa escolher entre sua sanidade e a capacidade de ajudar a todos - especialmente aqueles que ama.
Resenha: Adrian e Sydney, o casal mais apaixonante de Palm Springs, está de volta em Coração Ardente, o quarto volume de Bloodlines. Dessa vez a alquimista está com uma pedra gigante nos seus sapatos: Zoe, sua irmã foi mandada para Amberwood. A situação para Sage fica mais complicada, já que ela está fazendo alguns "serviços" longe dos olhos do seu povo. Ao mesmo tempo ela precisa lidar com o problema que Adrian tem: o uso do espírito e a instabilidade que ele está vulnerável. Em meio a tantos problemas, como Sydney lidará com sua irmã, seu namorado, seus feitiços, proteger Jill e esconder suas atividades dos alquimistas?

A que ponto uma paixão pode chegar? A que ponto o amor entre duas pessoas pode fazer um coração arder de tanto desejo? Nesse novo livro da série Bloodlines o amor de Sydney e  Adrian se eleva a esse ponto e posso garantir para todos os fãs: é apaixonante. Eu não queria deixar o livro de lado nem por um segundo e assim que o terminei, olhei para meu colega de classe e disse: E agora, o que eu vou fazer até o próximo volume?

Adrian e Sydney são um casal fora do comum. Eu os amo juntos e não escondo isso, mais ainda que Rose e Dimitri. Esse romance se tornou mais arrebatador agora com Adrian tendo seu ponto de vista na história. Sim, ele tem capítulos alternados com Sydney e isso foi ótimo para a história. A visão de que o Moroi era um cara machão caiu por terra. Logo o primeiro capítulo é dele e é perceptível como ele é fofo, carinhoso e bobão quando se trata da namorada. É de arrancar suspiros. Com a evolução da trama é mais apaixonante ver como ele dá o mundo por sua amada. O sarcasmo e as frases bem clichês continuam, são uma marca, na verdade. Não seria o Adrian Ivashkov se ele não fosse assim tão caricato ♥.

- Que foi? - ela perguntou, sem disfarçar a preocupação. - Você está bem?
- Tirando o fato que o mundo é um lugar frio e solitário sem você, sim, estou bem.

Já a querida Sydney está, bem, muito diferente. O que mais gosto na personagem é que ela apresenta uma evolução gradativa do primeiro volume a este. Ela vem saindo das raízes impostas pelos alquimistas e descobrindo os "podres" da organização. Mas o que torna isso perigoso é a irmã pé-no-saco-insuportável dela. Será que a Richelle, pode matar ela no próximo livro? Obrigado.  A menina é chata, mimada e vai tudo contra o que Sage acredita. Teve momentos que eu pedi realmente para Sydney meter uns tapas na cara dela e dizer: ACORDA PRA VIDA, QUERIDA! Nosso pai é um monstro! Falando nele, o Sr. Sage aparece um pouco e mostra que não está brincando. Eu já sentia um pouco de asco por ele, mas agora isso se intensificou. E aguardem, porque parece que ele se torna ainda pior no próximo livro.

Adoro a escrita da autora e a forma rápida que a trama avança sem que percebamos. Mas, parei e pensei: existe um padrão. Não que seja ruim, mas não surpreende num todo. Quem leu Academia de Vampiros notou como os acontecimentos se desdobram entre Tocada pelas Sombras e Promessa de Sangue. O final do terceiro volume é meio que "fechado" somente no quatro, com mais adrenalina e emoção. Em Bloddlines isso se repete. Por melhor que seja, O Feitiço Azul é mais morno e Coração Ardente tem mais a oferecer. Isso em todos os sentidos: a paixão, a ação e o mistério sobre as tatuagens. Tudo melhorou.

Coração Ardente é intenso e deixa aquele gosto de quero mais com uma pitada de receio. O final é explosivo, em todos os sentidos, e Richelle conseguiu mais uma vez me deixar abismado. A dosagem de tudo é perfeita, e garanto que os fãs da série vão ficar ainda mais animados com esse livro. Sydney e seus amigos estão mais unidos e a cumplicidade entre eles cresce ainda mais. Enquanto o próximo volume não sai aqui, o jeito é esperar e deixar a saudade pela melhor alquimista e o vampiro mais clichê do mundo aumentar. ♥

Ps: Angeline está cada vez mais engraçada. Um spin-off pra ela depois de Bloodlines, por favor, hehehe.

Tabuleiro dos Deuses - Richelle Mead

21 de agosto de 2014

Lido em: Julho de 2014
Título: Tabuleiro dos Deuses - "A Era de X" #1
Autora: Richelle Mead
Editora: Paralela
Gênero: Fantasia/Sobrenatural/Distopia
Ano: 2014
Páginas: 421
Nota: ★★★☆☆
Sinopse: Justin March, um investigador de religiões charmoso e traiçoeiro, volta para a República Unida da América do Norte (RUAN), após um misterioso exílio. Sua missão é encontrar os responsáveis por uma série de assassinatos relacionados com seitas clandestinas. Sua guarda-costas, Mae Koskinen, é linda, mas fatal. Membro da tropa de elite do exército, ela irá acompanhar e proteger Justin nessa caçada. Aos poucos, os dois descobrem que humanos são meras peças no tabuleiro de poderes inimagináveis.
Resenha: Tabuleiro dos Deuses é o primeiro volume da série "A Era X" escrita pela autora Richelle Mead e publicado no Brasil pela Paralela.
No futuro o mundo é considerado pós-Mefistóteles, um vírus que acabou com países inteiros. Os culpados? Para muitos, os religiosos e suas crenças. Justin era um investigador desses grupos, mas foi exilado para o Panamá após um fracasso em uma de suas missões. Agora, uma série de misteriosos assassinatos está ocorrendo em noites de lua cheia no RANU, uma república bem desenvolvida pós-vírus. Mae, parte dos supersoldados da elite do país, é designada para ir com Justin investigar as misteriosas mortes. A Verdade é que, quando você expulsa os deuses desse mundo, eles acabam voltando, com força total.

Tabuleiro dos Deuses é um livro diferente e muito interessante. Richelle Mead se tornou muito famosa após a série Academia de Vampiros, cuja trama envolve vampiros e guardiões. Nessa nova série Mead elevou seu conceito comigo e provou que é capaz de escrever diferentes tipos de livros para públicos distintos, não se atendo somente a um estilo de história e narrativa.

Em RANU (República da América do Norte Unida) vive Mae. Esse país é um sobrevivente ao vírus Mefistóteles e se desenvolveu tecnologicamente de uma maneira que outras nações não conseguiram. Os habitantes da RANU têm chips que o governo implante em seus pulsos, tanto para controle do que eles fazem como para dar passagem no metrô, por exemplo. Esse ponto sobre a tecnologia é bem interessante, a autora colocou tudo de uma forma fácil de se compreender. Enquanto li pude imaginar com clareza cada ambiente altamente tecnológico e as funções de vários adereços holográficos presentes.

Em contraponto com essa tecnologia existe a religião e os tabus que envolvem isso na sociedade futurista. Para a população, os culpados pelo vírus foram religiosos. Colocar isso num contexto atual foi fácil e apreciei ainda mais essa questão colocada por Richelle. Quantas vezes na atualidade povos religiosos foram responsáveis por perseguições a homossexuais, abusos velados pela igreja católica e afins? Senti que esse foi um dos lados de Tabuleiro dos Deuses, porque religiões são altamente perseguidas independentemente do que seguem.

A narrativa é bem distinta para quem conheceu a autora com a série Academia de Vampiros. Esse é um dos motivos para eu gostar tanto de Mead. Ela tem capacidade de adequar gêneros a seus determinados públicos, sem pecar em usar uma narração imatura para um livro que requer algo mais maduro, como Tabuleiro dos Deuses. Narrado em terceira pessoa, a trama vai evoluindo com o passar das páginas e esse crescimento gradual vai despertando interesse.

Justin e Mae são uma dupla implacável e quente, posso dizer assim. Os personagens tem interações muito boas e as personalidades fortes se completam. Esse envolvimento dos dois exemplifica que o gênero do livro é mais adulto, porque cenas de sexo são descritas com menos pudor do que vi em Academia de Vampiros, mas sem deixar o bom gosto de lado.

Tabuleiro dos Deuses é diferente e satisfatório. A mistura de religião, sci-fi e um pouco de distopia foi surpreendente. No início a história parece estranha e pouco convincente, mas a história se mostrou original e muito atraente.

Richelle já se mostrou uma autora muito competente para mim ao escrever Academia de Vampiros e Bloodlines, e essa ideia se intensificou com essa nova série. Pode ser que os leitores estranhem e sintam a falta de Rose, Dimitri, Adrian e Sydney, mas Mae e Justin são incríveis juntos também.

O Feitiço Azul - Richelle Mead

27 de maio de 2014

Lido em: Maio de 2014
Título: O Feitiço Azul - Bloodlines #3
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia/Sobrenatural
Ano: 2014
Páginas: 400
Nota: ★★★★★

Sinopse: A atual missão da alquimista Sydney Sage fez com que ela revisse seus conceitos não só sobre os vampiros, mas também sobre a própria organização à qual pertence, responsável por esconder a existência dessas criaturas do resto da humanidade. Sydney acabou descobrindo um grupo dissidente que tinha muito em comum com os alquimistas, mas objetivos bem mais radicais. Certa de que seus superiores estão guardando segredos sobre essa facção paralela, ela contará com a ajuda do misterioso ex-alquimista Marcus Finch para tentar desvendá-los. Mas isso só será possível se ela conseguir escapar de uma ameaça ainda mais urgente; uma feiticeira cruel que suga a alma de jovens usuárias de magia. Enquanto isso, a garota luta contra os sentimentos cada vez mais fortes pelo rebelde vampiro Adrian Ivashkov. Há tabus e preconceitos milenares arraigados entre as duas raças, que representam um obstáculo enorme para esse relacionamento. Mas Adrian é persistente e é o único em quem ela confia para enfrentar as ameaças que se aproximam. Será que Sydney conseguirá se libertar do seu modo de vida e se render a esse romance?

Resenha: Sydney Sage e Adrian Ivashkov, ainda mais irresistível, estão de volta nessa empolgante continuação da série Bloodlines. Dessa vez a alquimista entrará em uma grande missão: tentar impedir que uma feiticeira maligna roube a juventude de jovens inocentes.  Ao mesmo tempo em que ajuda a Sra. Terwilliger a caçar essa bruxa, Sydney tem que lidar com a questão dos Guerreiros da Luz, que envolve Marcus, um ex-alquimista que se voltou contra seu povo. A jovem se vê em uma via de mão dupla, onde deve escolher virar a cara para uma cultura enraizada na sua vida com diversos aprendizados ou seguir a diante aceitando tudo que a sociedade alquimista impõe. Em meio a tantas dúvidas, Sydney encontra em si muitos questionamentos e uma única certeza: descobrir o que os alquimistas têm a esconder.

Preparem os corações! Minha história com a Richelle é diferente de algumas que conheço. Meu primeiro contato com a autora foi em Laços de Sangue, que dá início a série Bloodlines, spin off de Academia de Vampiros. Após ler O Lírio Dourado e conhecer um pouco sobre o mundo dos Moroi, Strigoi, Dampiros e Alquimistas é que embarquei na série protagonizada por Rose. O efeito foi bem reverso, pois quando chegou Promessa de Sangue é que reencontrei a Sydney. Mas reencontros à parte, posso garantir que estou cada vez mais viciado em Richelle Mead.
Um dos grandes preconceitos que vejo com a série é quem a protagoniza. É evidente que a Sydney é o oposto da Rose em tudo. Enquanto Hathaway era um tanto “valentona”, Sage é mais contida e pensa antes de agir. Então, não dá pra esperar encontrar em Bloodlines o mesmo clima, já que a narrativa acontece em primeira pessoa.

Sydney está agora muito mais segura de si. Nos dois volumes a personagem trazia consigo muitas dúvidas sobre o que deveria ou não fazer. Agora ela está mais ciente de verdades parciais sobre sua própria vida e cultura. Entendo perfeitamente isso. Imaginem uma mãe que ensina algo a um filho desde seu nascimento e ele carrega tal lição consigo a vida toda. Sua opinião pode mudar? Sim, mas é uma ideia difícil. É isso que acontece com a Sydney nesse volume. Ela começa a se questionar alguns pontos sobre sua criação e junto com Adrian tenta encontrar tais respostas. Essa personalidade dela cria forma e traz de dentro uma força para a personagem que é admirável. Uma verdadeira evolução que continuará até o último livro, espero.

Ah, Adrian! Ele continua do jeitinho que os leitores da Richelle conhecem: convencido, carinhoso, amoroso e clichê. Mas quem não ama um clichê de vez em quando? Costumo comparar muito Adrian e Sydney com Rose e Dimitri. E pasmem, mas prefiro o primeiro casal. A interação dos dois é ótima, feita em diálogos recheados de falas engraçadas. Creio também que o amor deles é menos fogo e paixão (apesar de isso existir mais nesse volume) e mais carinho e companheirismo. Adoro ver o Adrian se arriscando e fazendo de tudo pela Sydney.

É sempre bom relembrar o talento da Richelle para escrever. Li recentemente O Tabuleiro dos Deuses e vi um outro lado dela, uma escrita mais adulta e madura. Em Bloodlines a linha se mantém numa narrativa fácil que flui sem que se perceba, e quando menos nos damos conta já chegou ao final e nos roemos de ansiedade para o próximo. Esse talento de Mead é inegável, já que ela escreve livros para séries diferentes ao mesmo tempo.

O Feitiço Azul é perfeito. Soa até exagerado, mas não consigo encontrar defeitos nessa série.  A resistência da Sydney em aceitar que sua vida é uma mentira parece incomodar alguns leitores, mas a mim agrada muito, pois mostra que a verdade é questão de ponto de vista, ainda mais quando enraizada em uma cultura de vida. Há uma bela dose de ação, muitos feitiços e mistérios adicionados ao romance adorável de Adrian e Sydney. Estou, definitivamente, apaixonado por esses dois.


O Lírio Dourado - Richelle Mead

11 de dezembro de 2013

Lido em: Novembro de 2013
Título: O Lírio Dourado - Bloodlines #2
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Gênero: Ficção/Literatura Juvenil
Ano: 2013
Páginas: 448
Nota: ★★★★★
Sinopse: Em sua última missão, a alquimista Sydney Sage foi enviada a um colégio interno na Califórnia para proteger a princesa Moroi Jill Dragomir, e assim evitar uma guerra civil entre os vampiros que certamente afetaria a humanidade. Porém, a convivência com Jill, Eddie e principalmente Adrian leva Sydney a perceber que talvez os Moroi não sejam criaturas tão terríveis assim - e ela passa a questionar os dogmas que lhe foram ensinados desde a infância. Tudo se torna ainda mais complicado quando Sydney descobre que talvez tenha a chave para evitar a transformação em Strigoi, vampiros malignos e imortais, mas esse poder mágico a assusta. Igualmente difícil é seu novo romance com Brayden, um cara bonito e inteligente que parece combinar com Sydney em todos os sentidos. Porém, por mais perfeito que ele seja, Sydney se sente atraída por outra pessoa - alguém proibido para ela. E quando um segredo chocante ameaça deixar o mundo dos vampiros em pedaços, a lealdade de Sydney será colocada mais uma vez à prova. Ela confiará nos alquimistas ou em seu coração?

Resenha: Depois de descobrir quem estava por trás das tatuagens que davam algumas habilidades para humanos, Sidney está de volta para continuar sua aventura no mundo dos vampiros. A garota alquimista parece ter finalmente a chave para evitar a transformação dos Moroi em Strigoi e isso vai despertar a ambição de muita gente. Enquanto várias coisas acontecem na vida de Sidney, Brayden, um garoto muito interessante aos olhos dela, aparece para fazer um pouco de amor brotar em seu coração, sentimento ainda não experimentado pela jovem. O Lírio Dourado dá continuidade a série Bloodlines com muito mistério e divide o coração da protagonista entre fazer o que é preciso ou colocar seus sentimentos em primeiro lugar.

Quando li Laços de Sangue fiquei surpreso, pois não achava que seria fisgado por Richelle Mead. A narrativa fluiu muito, a história foi envolvente e me senti apaixonado pelo mundo dos alquimistas e vampiros. Ao ler O Lírio Dourado percebi que Bloodlines se tornou uma das minhas séries queridinhas.

A narrativa continua fluida e passando pelos meus olhos quase como se eu nem notasse. É meio clichê dizer isso, mas Richelle Mead escreve muito bem e sabe como fazer cada página do livro valer a pena. Toda a história passa tão rápido da primeira até a última página que ao chegar no fim fiquei triste por saber que terei que esperar até abril de 2014 para ler a continuação.

Sidney foi uma personagem que não me cativou em Laços de Sangue e ainda não conseguiu mudar sua imagem. A garota está longe de ser odiável, pelo contrário, é muito sensata e toma decisões bem coerentes o tempo todo. O problema é que as atitudes de Sidney visam sempre o bem alheio antes do próprio, o que acabou deixando a personagem muito mecânica. Nessa sequência a alquimista está mais sentimental (sem mimimi,claro) e pude acompanhar um lado um pouco mais pessoal dela. E o melhor disso é que os sentimentos da garota nunca ultrapassam a barreira da coerência.

Adrian Ivashkov, o Moroi que todos amam, também mudou meu conceito. O cara continua sendo egocêntrico na medida certa, fazendo com que eu goste ainda mais dele. A personalidade dele evoluiu e agora é notável que Adrian é um ser pensante por trás de todo aquele cigarro e cachaça, o que contribuiu para meu apreço crescer. Ok, a personalidade, falas e atitudes do vampiro beiram o clichê, mas e daí? Quem não gosta de algumas coisas clichês de vez em quando? (risos)

Diferente do primeiro livro, O Lírio Dourado tem um ritmo mais acelerado. Quem leu Laços de Sangue pôde notar que a história demora pra engrenar, mas quando isso acontece, não para. Foi muito bom ter nessa sequência um ritmo melhor com a adição de um novo mistério envolvendo o mundo dos Moroi, Strigoi, Dampiros e humanos. Sim, leitores, Richelle trouxe ainda mais questões para deixar a série Bloodlines melhor. A única ressalva é o ressurgimento de Dimitri. Sinto que o dono de um sex appeal incrível não vai deixar a série até seu fim, mas e se cansarem dele por ele ser um conhecido de longa data? Vou arrastar essa dúvida comigo até o final.

Quem ainda não leu Academia de Vampiros e não quer ler essa série com medo de spoilers tem que ficar ciente que em Laços de Sangue não dá pra notar se algum fato foi revelado, mas em O Lírio Dourado alguns spoilers básicos sobre a série anterior foram dados. Eu sou teimoso, comecei Bloodlines e só agora, depois do segundo livro, vou começar Academia de Vampiros e creio que irei amar igualmente.

Laços de Sangue - Richelle Mead

10 de dezembro de 2013

Lido em: Agosto de 2014
Título: Laços de Sangue - Bloodlines #1
Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia Urbana/Sobrenatural
Ano: 2013
Páginas: 432
Nota: ★★★★☆
Sinopse: Com sua lealdade colocada em questão, Sydney se sente obrigada a voluntariar-se para uma tarefa nada agradável: ajudar a esconder Jill Dragomir, uma princesa vampira que está sendo perseguida por rebeldes que querem o poder. Assim, pelo bem dos humanos, Sydney aceita se disfarçar de estudante e passa a conviver diariamente com Jill e seu guardião Eddie. Mas entre uma conversa e outra, ela começa a ter a sensação de que talvez esses seres estranhos não sejam tão maus assim, principalmente Adrian, um vampiro muito próximo de Jill que desperta os sentimentos mais contraditórios e proibidos em Sydney. Caberá a ela resolver todos esses mistérios e garantir a paz entre os humanos antes que seja tarde demais.

Resenha: Laços de Sangue é o primeiro volume da serie Bloodlines, um spin-off da série Academia de Vampiros, escrita pela autora Richelle Mead e lançada no Brasil pela Seguinte.

Sidney Sage é uma alquimista, ou seja, faz parte de um grupo de pessoas que protegem os humanos dos vampiros e dos dampiros, considerados criaturas terríveis e cruéis (divididos em três raças: Moroi, Strigoi e Dhampiros). Porém, os demais alquimistas passaram a vê-la como uma traidora pois ela havia ajudado Rose Hathaway, uma Dampira a escapar da prisão em sua última missão. A lealdade de Sidney foi posta a prova e, a fim de recuperar a confiança dos outros, embarcou em uma missão da qual deveria esconder e proteger Jill Dragomir, uma princesa vampira que corria o risco de ser atacada por vampiros rebeldes em busca de poder e loucos para matá-la, assim sua irmã, Lissa, que tomou o trono como rainha teria que abdicar seu posto. E se os rebeldes tomassem o poder, tal guerra afetaria toda a humanidade.

As duas iriam entrar na Escola Preparatória Amberwood, um lugar bem quente na Califórnia e quase sem vampiros, e lá se passariam por irmãs, junto com Eddie, guardião de Jill, e Sidney une a missão de protegê-la às pesquisas que passa a fazer lá.
Porém, rumores de que tatuagens que faz com que as habilidades dos alunos sejam melhoradas começam a surgir e quando ela associa sua própria tatuagem, um lírio dourado, as tatuagens dos alunos, desconfia de que alquimistas possam estar envolvidos e vai investigar. Ela então se une a Adrian, um vampiro Moroi que parece estar disposto a ajudá-la. E como se isso não fosse suficiente, alguns vampiros Morois são mortos e o mistério que envolve essas mortes deixa Sidney intrigada para descobrir o que está acontecendo antes que coisa pior aconteça.

Mesmo que Laços de Sangue seja uma história a parte, é possível investir na leitura da série sem ter lido a anterior e sem afetar a compreensão da mesma, mas ainda assim acredito que se eu tivesse lido a série principal, tudo poderia ficar mais claro pra mim e talvez eu tivesse aproveitado a leitura um pouco mais, até mesmo por causa dos spoilers que peguei. Não que eu deixe de me interessar por um livro por causa disso, mas há quem considere que esse fator atrapalhe, então, fica por conta e risco de quem se interessar escolher a ordem que vai ler.

O começo da história é bem morna e parece que as coisas acontecem sem um propósito convincente. Até que a explicação sobre a proteção de Sidney sobre Jill aparecesse, não entendia o motivo do auê, pois até então, tanta proteção parecia até inútil.
O interesse que Adrian desperta em Jiil e a relação de amor e ódio entre entre eles é algo que dá um toque de humor, e Adrian, claro, traz todo um charme para a história.

A narrativa é feita em primeira pessoa pelo ponto de vista de Sidney e a escrita da autora é fácil, prende e flui muito bem. A tensão, a ansiedade e a adrenalina que senti foi algo que considerei um ponto positivo, pois é difícil um livro me fisgar, mesmo sem conhecer Academia de Vampiros. E espero que minha opinião não mude quando eu começar a ler essa série e entender melhor sobre esse universo de fantasia urbana que Richelle criou.

No final das contas, tudo o que parecia estar sem pé nem cabeça no início fez sentido e acabei me surpreendendo com a forma que a autora desenvolveu a história, e mesmo sendo um volume mais introdutório, me agradou muito. Então, "O Lírio Dourado" (resenhado pelo Lucas), aí vou eu!