Novidades de Março - Bertrand

7 de março de 2015

Ísis americana: A vida e a arte de Sylvia Plath - Carl Rollyson
A vida e a obra de Sylvia Plath assumiram proporções lendárias.
Educada na Smith College, uma faculdade particular de artes para mulheres, a escritora norte-americana manteve um relacionamento conflituoso com a mãe, Aurelia, e, após o casamento com o poeta Ted Hughes, foi absorvida pelo redemoinho da consagração literária. Seus poemas foram disputados, rejeitados, aceitos e, por fim, aclamados por
leitores de todo o mundo.
Aos 30 anos, Sylvia cometeu suicídio enfiando a cabeça num forno enquanto os filhos dormiam no andar de cima, em quartos que ela vedara contra o gás venenoso. Ariel, uma coletânea de poemas escritos numa velocidade avassaladora durante seus últimos meses de vida, tornou-se um clássico moderno. Seu único romance, A redoma de vidro, passou a fazer parte do cânone literário, constando em listas de leituras para estudantes de vários países.

A Fênix Islamista - Loretta Napoleoni
A expert em terrorismo Loretta Napoleoni demonstra que, embora no quadro pintado pelos meios de comunicação ocidentais o Estado Islâmico figure como um grupo que não passa de um simples bando de assassinos num período de sorte, na verdade a organização está propondo um novo modelo de criação de Estados nacionais.
Empreendendo uma guerra de conquista tradicional com o objetivo de criar uma versão moderna do Califado, o Estado Islâmico se utiliza de moderna tecnologia para recrutar combatentes e levantar recursos financeiros enquanto mobiliza a população para a administração cotidiana do novo estado. Renascido das cinzas das fracassadas empreitadas jihadistas, o Estado Islâmico vem demonstrando uma profunda compreensão do funcionamento da política no Oriente Médio.
Não se trata de mais uma rede terrorista, mas um inimigo implacável, antenado com a atual desordem mundial. “Ignorar esses fatos é mais do que adotar uma atitude ilusória e superficial — é perigoso. 

O Todomeu - Andrea Camilleri
Ariadne acaba de completar trinta e três anos, mas seu temperamento ainda é deliciosamente infantil. Giulio, seu marido, se empenha em realizar todos os seus desejos — inclusive aquilo que ele, por conta de um grave acidente, não pode mais proporcionar. Assim, da rotina de ambos, começam a fazer parte os encontros de quinta-feira, quando Ariadne se deita com outro homem, pago pelo próprio Giulio,
respeitando poucas, mas invioláveis regras.
Não há segredos na vida desse casal, embora às vezes Giulio desconfie que algo esteja errado. E Ariadne tem mesmo muitos segredos, como o todomeu, um cantinho especial escondido no sótão, tal qual a diminuta caverna onde se refugiava na infância, quando vivia no campo. E é ali, no todomeu, que Ariadne faz confidências a Stefania, sua única e verdadeira amiga. O jogo de Ariadne e Giulio é misterioso e sedutor demais para não
representar perigo, especialmente porque ela, como qualquer criança, não compreende com clareza o limite entre a fantasia e a realidade.

O Tom Ausente de Azul: Uma Aventura Filosófica - Jennie Erdal
Viajando a Edimburgo a trabalho, o francês Edgar Logan prevê uma temporada de iluminação e tranquilidade. Já na Escócia, Edgar conhece por acaso Harry Sanderson e sua cativante esposa, a artista Carrie. A partir daí, sua vida meticulosa passa por um turbilhão, e a viagem que se pretendia estritamente profissional ganha uma carga dramática à qual Edgar nunca se vira acostumado — na verdade, sempre evitara.
Atraído pelo casamento conturbado dos Sanderson, Edgar deve enfrentar seus medos mais profundos e seu crescente interesse pela encantadora Carrie. Quanto mais ele descobre os muitos segredos dessa família, mais a viagem ganha ares de thriller. Edgar não é mais o mesmo homem: o turbilhão (do qual ele não sabe quando nem como sairá) já lhe deixou marcas indeléveis. Logo nele, que parece querer passar pela vida sem deixar assinatura.

O sétimo filho - Joseph Delaney
Em um mundo dividido entre luz e trevas, John Gregory, o CaçaFeitiço, é o sétimo filho de um sétimo filho e mantém uma cidade do século XVIII relativamente bem e longe dos maus espíritos. No entanto, ele não é mais jovem, e suas tentativas de treinar um sucessor foram todas malsucedidas — os pouquíssimos que terminaram o aprendizado
são medíocres ou fracos ou covardes, e não se igualam a ele. Sua última esperança é um menino chamado Thomas Ward, também sétimo filho de um sétimo filho. De alguma forma, Thomas terá de aprender a exorcizar fantasmas, deter feiticeiras e amansar ogros que surgem sempre que o sol se põe. Seu primeiro desafio será grande: ele terá de enfrentar Mãe Malkin, a mais terrível e poderosa feiticeira do Condado. 



Osbert, o Vingador (Vol. 1 As histórias de Schwartzgarten) - Christopher William Hill
Schwartzgarten é um lugar estranho. À primeira vista, trata-se de uma cidade como outra qualquer. Entretanto, por trás dessa aparência comum se esconde um passado sinistro, repleto de violência e batalhas sangrentas.
Para Osbert, que cresceu ali, a cidade não é tão esquisita assim. Bem, pelo menos não até ele ser aceito no Instituto. Considerada a melhor escola de Schwartzgarten, o Instituto é também um lugar cruel, comandado por professores sádicos, que gostam de torturar seus alunos. Caladas, as crianças aceitam as duras punições sofridas, e, com certeza, Osbert fará o mesmo... Certo?
Errado, muito errado! Pelo contrário: quer que os professores paguem pela sua crueldade, da pior maneira possível. Eis que surge então Osbert, o Vingador, um justiceiro frio e determinado, disposto a destruir cada um de seus inimigos.

Novidades de Março - Verus

Garota Online - Zoe Sugg
Com o nickname Garota Online, Penny escreve um blog no qual desabafa seus sentimentos mais íntimos sobre amizade, meninos, os dramas do colégio, sua família maluca e os ataques de pânico que começaram a dominar sua vida. Quando as coisas vão de mal a pior, sua família a leva para Nova York, onde ela conhece Noah, um garoto lindo que toca guitarra, e com quem ela parece ter muito em comum.
De repente, ela percebe que está se apaixonando — e escreve sobre cada momento dessa história em seu blog, de maneira anônima. Só que Noah também tem um segredo, que ameaça arruinar o disfarce de Penny para sempre.




The pointless book: Um livro sem noção - Alfie Deyes
Este é um livro sem noção, cheio de diversão e desafios: assar um bolo na caneca; criar uma cápsula do tempo; fazer desenhos insanos; escrever um diário sobre uma semana da sua vida; aprender origami etc.
Totalmente ilustrado e com uma série de jogos, atividades e brincadeiras, Alfie desafia você a completar seu diário e a não fazer praticamente nada com orgulho.
Deyes é um vlogger inglês de 21 anos. Com seus vídeos bemhumorados, ele tem 3 milhões de assinantes em seu canal no YouTube, 2 milhões de seguidores no Instagram, 2 milhões no Twitter e 1,7 milhão no Facebook.




Tua - Claudia Piñeiro
Inés está convencida de que toda mulher, em algum momento, será traída. Assim, não fica tão surpresa quando encontra um bilhete nas coisas de Ernesto, seu marido — um coração desenhado com batom vermelho, escrito “te amo” e assinado “Tua”. Porém, quando Inés percebe que a traição do marido vai muito além do que ela pensava, trama um plano de vingança do qual não haverá volta.
Tua é um romance policial vertiginoso, mas também um retrato implacável da vida íntima da classe média. Claudia Piñeiro capta com genialidade as vozes da sociedade contemporânea, entre elas a de uma dona de casa disposta a qualquer coisa para manter as aparências.




Diário de uma garota nada popular #7 - Rachel Renée Russell
Todos estão torcendo por Nikki e Brandon e agora ela finalmente pode escrever sobre tudo o que aconteceu – ou não – com o primeiro beijo deles! Muitas coisas estão acontecendo neste momento! A equipe de um reality show está seguindo os passos de Nikki e de seus amigos enquanto ela e Brandon gravam uma música juntos, além das aulas de canto, ensaios de dança e as últimas estripulias de sua irmã mais nova, Brianna. Nikki está certa de que tem tudo sob controle... mas espera que toda esta empolgação não cause novos problemas.






Se você me chamar eu largo tudo... mas por favor me chame - Albert Espinosa
Dani se dedica a procurar crianças desaparecidas. No mesmo instante em que sua mulher faz as malas para ir embora de casa, ele recebe o telefonema de um pai desesperado lhe pedindo ajuda para encontrar seu filho. O caso o levará a Capri, onde virão à tona lembranças de sua infância e das duas pessoas que mais o marcaram: o afetuoso sr. Martín e o forte George. O reencontro com o passado levará Dani a profundas reflexões sobre sua vida, a história de amor com sua esposa e as coisas
que realmente importam.
Se você me chamar eu largo tudo... mas por favor me chame é um livro forte e ao mesmo tempo delicado, que vai permanecer com o leitor muito depois que ele virar a última página. 

Entrevista com o autor - Josh Malerman

6 de março de 2015

Hello, pessoas!!!
O Clube do Livro da Liga trouxe com exclusividade uma entrevista com o autor Josh Malerman sobre seu livro Caixa de Pássaros, lançado pela Intrínseca. É o livro de estreia do autor e é o livro que também estreou nosso clube de leitura com chave de ouro!
Bora conferir?

Qual a sua interpretação para "Caixa de Pássaros"? E de onde surgiu a inspiração para o livro?
Eu ainda não tinha um título enquanto escrevia o livro, e, quando Tom chegou a casa com um caixa de pássaros, eu sabia que tinha conseguido. A interpretação óbvia é a correta, eu acho: os colegas de casa são como os pássaros... a casa é a sua caixa... e em um senso maior, o mundo inteiro está em uma caixa de pássaros no fim de tudo. Tem aquela cena no rio quando a Malorie imagina uma caixa de papelão enorme indo em direção a ela, o rio e tudo mais. Então penso que o título veio do sistema de alarme do Tom, mas está mais para um microcosmo. Um símbolo. Sobre a “inspiração”, deixe-me explicar: tenho medo da palavra “inspiração. O que penso é, se eu tivesse que escrever todo dia durante um mês inteiro e então ler tudo o que escrevi durante esse mês, eu não seria capaz de diferenciar o que foi uma “escrita inspirada” e o que não foi. Caixa de Pássaros começou apenas como a escrita do dia seguinte. O próximo livro. Eu tinha uma imagem da qual eu gostava; uma mulher vendada, descendo um rio. Sabia que ela estava fugindo de algo, mas ainda não sabia do quê. Comecei a me lembrar de como eu tinha medo, quando criança, do conceito de “infinito”. Um professor me disse que um homem poderia perder a mente se ele tentasse compreender o infinito. Isso me apavorou! Eu era um garoto de treze anos perguntando para sua mãe: “Eu irei enlouquecer se descobrir onde o tempo começou?”. Pensei nisso enquanto escrevia sobre Malorie no rio e me veio a ideia de que talvez essa mulher, essa mãe, estava fugindo do infinito. Eu gostei da ideia. O infinito é um monstro. O infinito personificado. E o livro decolou daí.

Percebemos um amadurecimento da Malorie durante a trama, você acredita que tenha sido por medo ou por amor aos filhos?
Boa pergunta. Eu diria que um pouco de cada, mas se tivesse que escolher entre uma das opções, diria que ela evoluiu a partir do medo. Seria bem mais fácil apontar para as crianças e dizer que elas a mudaram, e obviamente elas fizeram, mas o que mais a mudou foi o fato de que todos que ela conhecia tinham morrido ou enlouquecido. Há um certo momento no livro em que Malorie percebe que, mesmo se as crianças enlouquecessem, ela ainda assim não abriria os olhos. Isso basicamente já diz tudo.

Você contou a história intercalando presente e passado de maneira não linear (o que foi genial). A história já estava toda montada em sua cabeça ou você foi encaixando as cenas durante o processo?
Em relação à linha do tempo, o primeiro rascunho foi escrito quase exatamente da forma que você leu. Isso deixou as coisas mais “fáceis”, para mim, indo e voltando no cronograma. Teve um pouco de malabarismo envolvido. Eu não podia revelar algumas coisas no presente que ainda não tinham sido reveladas no passado e vice-versa, a não ser que eu sentisse que aquele era o momento certo para isso. Isso acabou virando um quebra-cabeça. Houve poucas mudanças na organização após o primeiro rascunho. Muita coisa foi reescrita! Mas pouquíssimos rearranjos dos capítulos.

De todas as capas que já saíram em outros países, qual você acha que retrata melhor a história?
Eu ainda prefiro a hardcover. O fundo preto, letras brancas, pássaros caindo do céu. Eu sempre visualizei Caixa de Pássaros como uma “história em preto e branco”. Por exemplo, imagine ele em preto e branco. O livro em que estou trabalhando agora definitivamente é colorido. Então, para mim, a capa original que foi lançada em hardcover representa melhor o que eu sinto com o livro. Dito isso, eu honestamente amo todas as capas e eu quero ver mais, mais estranhas e esquisitas!

Como a personagem conseguiu alimentar a si e seus filhos por 4 anos? Ela os deixava sozinhos para buscar comida?
Então, no meu primeiro rascunho intencionalmente não mencionei nada relacionado à sobrevivência física. Não tinha nenhuma menção a enlatados no primeiro rascunho. O motivo dessa decisão foi: todos nós já lemos livros sobre “o fim dos tempos” que são quase totalmente focados em como os personagens sobreviveram fisicamente. Eu estava mais curioso sobre as reviravoltas que aconteceriam na cabeça de Malorie, então decidi não colocar nada em relação à sobrevivência física. Porém meu editor disse que deveria ter alguma menção à comida, então eu adicionei. Mas eu ainda preferia que não tivesse. Não daria para notar, certeza, mas acho que esse era o ponto. Colocar tantos “holofotes” na questão psicológica que o leitor entenderia que o autor estava fazendo isso de propósito.

Por que Malorie demorou 4 anos para decidir sair de casa e ir para um lugar seguro? Isso foi premeditado?
Acho que ela queria que as crianças tivessem idade suficiente para ajudá-la. Ela precisava treiná-los um pouco. Não que ela se considerasse uma treinadora. Ou ao menos capaz de treinar alguém. Mas ela também sabia que eles poderiam ajudá-la, no rio. E ela estava acostumada a ter ajuda; primeiro sua irmã, depois os colegas de casa. Eu acho que ela não queria fazer isso sozinha, então esperou o momento exato em que as crianças tivessem idade suficiente para ajudá-la. Também... acho que ela precisava “criar um par de bolas”, sabe? Eu acho que ela estava com medo.
As perguntas e respostas abaixo podem ser vistas como spoilers por, de certa forma, revelar partes importantes, e até curiosas, da trama. Clique no botão abaixo e leia por sua conta e risco.


O livro nos deixou com grandes mistérios não revelados, você pretende escrever um próximo livro para falar mais sobre o que são as criaturas, de onde vieram e como agem? (PS: nós, particularmente, gostaríamos de um livro sob o ponto de vista do Gary e sua imunidade/loucura) Penso no Gary o tempo todo. Eu o imagino sem camisa e completamente suado... um homem nojento e estranho. Sobre uma “continuação”: eu não me oponho à ideia, mas tenho muitas ideias, muitos outros rascunhos para muitos outros livros, então martelar na história de Caixa de Pássaros nesse momento seria muito estranho. Talvez eu faça. Em alguns anos. Ou talvez não. Eu gosto de como os livros têm um COMEÇO e um FIM. Parte do horror da vida. Ela começa com um pouco de aflição e termina da mesma maneira. Começo e fim. Uma continuação poderia mudar completamente o clima, por isso me preocupo. Mas lembrando… não me oponho.

Em muitas cenas pudemos perceber que as criaturas não "atacam" se as pessoas estiverem de olhos fechados (como na cena do poço, do parto, do barco). Elas desistem ou existe uma outra razão para irem embora? Acho que nesse caso eu concordaria com o Tom, quando ele sugeriu que talvez as criaturas não tenham a intenção de machucar as pessoas. E, mesmo assim, eles não estão se impedindo de fazer isso. É possível que eles estão friamente andando pela vizinhança (se é que eles andam), observando os destroços sem emoção alguma. Isso faz sentido para mim, mesmo que eu não tenha certeza. Eu os conheço tão bem quanto a Malorie, tão bem quanto o Tom conheceu.

A sinopse nos diz que ninguém é imune e você nos trouxe Gary, que conseguia conviver com as criaturas. Ele era mesmo imune ou estava louco a ponto de não ser atingido pelas criaturas? Conhece aquele ditado “Apenas os malucos de verdade conseguem manter um trabalho”? Os únicos que podem conviver em uma sociedade enquanto abriga pensamentos de assassinato e caos? Acho que Gary é um desses caras. Por exemplo, se as criaturas ainda não tivessem aparecido e você tivesse um emprego comum e Gary fosse seu colega de trabalho, você pensaria sobre ele. Aquele cara, você diria. Aquele cara me preocupa. Então, quando elas finalmente chegassem, acho que Gary estaria no último piso oscilando entre a loucura e a “não loucura”, quase grato de que eles chegaram; isso o transforma em um tipo de rei, ao menos para ele. As criaturas o tornam poderoso, de certo modo. Não tenho certeza de que há algum “imune”, mas acho que cada pessoa perde a cabeça em um ritmo diferente. Gary está no processo desde seu nascimento, eu acho. E isso tem sido um processo lento e estranho.

Os personagens tinham suas próprias teorias (Tom e George, Gary, Malorie) alguma delas estava certa? Você poderia falar um pouco sobre isso? Não acho que eu saiba mais do que eles. Obviamente as teorias do Tom parecem ser as verdadeiras. Mas, às vezes, as do Don também. E... droga! As do Gary também.

FIM

Sobre o autor
JOSH MALERMAN é cantor e compositor da banda de rock High Strung. Filho do meio, Malerman gosta de escrever ao som detrilhas sonoras de filmes de terror, como Grito de horror e Creepshow - Arrepio de medo. Ele mora em Ferndale, Michigan, com a noiva. Caixa de Pássaros é seu romance de estreia.

O "Clube do Livro da Liga" é formado por amigos que resolveram arriscar uma leitura coletiva e se surpreenderam com a interação que foi proporcionada. Temos muitos gostos e ideias em comum, além de muitas discussões e risadas. Ninguém nunca irá nos entender, ainda bem.
Os blogs: Arquivo Passional | Entre Palcos e Livros | Este Já Li | Leitora Viciada | Leituras da Paty | Livros e Chocolate | Mais que Livros | Meus Livros, Meu Mundo | Meus Livros Preciosos | MoonLight Books | Prazer, me chamo Livro | SA Revista | Segredo entre Amigas | Seguindo o Coelho Branco | Todas as Coisas do Meu Mundo

5 on 5 - Verão

5 de março de 2015


Ei, pessoas! De volta com o 5 on 5, um projeto no qual 5 blogueiros se reuniram para postar 5 fotos de um tema predefinido sempre no dia 5 de cada mês. Não há um prazo determinado para que o projeto termine, mas a intenção é que possamos nos divertir ao longo de todo ano de 2015.

O tema para o mês de março é VERÃO.

Ao final de cada post sempre estarão os links dos posts dos 5 participantes. Não deixem de visitá-los! ♥











Confiram os outros participantes do projeto:



Novidades de Março - Bestseller e Paz e Terra

Paz e Terra

As mais belas histórias da Antiguidade Clássica: Metamorfoses e mitos menores (Vol.1) - Gustav Schwab
“Hoje, As mais belas histórias da Antiguidade Clássica permanece como leitura valiosa não apenas para adolescentes, mas também para adultos. Útil para quem procura um primeiro contato com os mitos da Antiguidade clássica (sem a aridez habitual aos manuais de mitologia), as narrativas são também lidas com grande prazer e curiosidade pelos já iniciados, pois é antes de tudo obra de valor literário intrínseco, além de qualquer função didática que possa ter.” - Paula da Cunha Corrêa.
No primeiro volume estão reunidos “Metamorfoses e mitos menores”, a começar pelo mito de Prometeu, o mito hesiódico das gerações humanas e os relativos às origens das tribos gregas. Além destes, as histórias dos argonautas, de Héracles e os heraclidas, Teseu, Édipo e a guerra de Tebas.


Best seller

Mindfulness: O diário - Corinne Sweet
Com belas ilustrações e páginas para registrar seus pensamentos, Mindfulness: O diário oferece uma introdução ao conceito do mindfulness com exercícios fáceis, que podem ser feitos em qualquer lugar — seja na cadeira do seu escritório, em um trem lotado ou até mesmo na fila do supermercado. Este diário é a companhia indispensável para um dia a dia mais calmo e sem estresse, onde quer que se esteja.









Mindfulness: O livro de colorir - Emma Farrarons
Este livro lindamente ilustrado está repleto de cenas belíssimas e padrões intrincados e sofisticados que o convidam a meditar sobre uma obra de arte enquanto serenamente preenche as páginas com cores.
Basta tirar alguns minutos do dia — onde quer que se esteja — e colorir com paz e tranquilidade. Com este livro, o leitor acabará com a ansiedade e o estresse através do simples ato de colorir.

Novidades de Março - Novo Conceito

4 de março de 2015

A Mais Pura Verdade - Dan Gemeinhart
Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.
Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça.
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

Fingindo - Cora Carmack
Meu nome é Cade Winston. Aluno de mestrado em belas-artes, voluntário, abraçador de mães e seu namorado pelas próximas vinte e quatro horas. Prazer em conhecê-la.
Com seus cabelos coloridos, tatuagens e um namorado que combina com tudo isso, Max tem exatamente o estilo que seus pais mais desprezam... E eles nem sonham que a filha vive assim.
Ela fica em apuros quando seus pais a visitam na faculdade e exigem conhecer o futuro genro . A solução que Max encontra para não ser desmascarada é pedir para um desconhecido se passar por seu namorado.
Para Cade, a proposta veio em boa hora: é a chance que ele esperava para acabar com a sua fama de bom moço, que até hoje só serviu para atrapalhar sua vida.
Um faz de conta com data marcada para terminar... E um casal por quem a gente vai adorar torcer. Fingindo vai seduzir você.

Novas Páginas

Supernova: O Encantador de Flechas - Renan Carvalho
Imersa em uma ditadura implacável, a isolada cidade de Acigam sofre com a ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que utiliza os ensinamentos da Ciência das Energias para exigir direitos para a população. Do outro, um governo tirano, resguardado por soldados especialistas em aniquilar magos nome vulgar dado aos praticantes da tal ciência. No meio desse conflito vive Leran, que, após ser tragado para a rebelião, tenta aprender mais sobre sua misteriosa habilidade de encantar objetos com a energia dos elementos.
Com uma narrativa envolvente e reviravoltas incríveis, Supernova: O Encantador de Flechas é um livro que vai arrebatar os fãs de fantasia.

Novidades de Março - Novo Século

3 de março de 2015

Redimida - The House of Night #12 - P.C. Cast e Kristin Cast
O eletrizante final da série bestseller # 1 do The New York Times! Zoey Redbird está em apuros. Tendo dado a pedra da vidência para Aphrodite, e rendendo-se à Polícia de Tulsa, ela se isola de seus amigos e mentores, determinada a enfrentar a punição que merece – mesmo que isso lhe custe a vida. Só o amor das pessoas mais próximas poderá salvá-la da escuridão em seu espírito. Um mal terrível emerge das sombras, mais poderoso do que nunca... Neferet finalmente se revela aos mortais. Coroando-se Deusa das Trevas, ela está desencadeando o mal e escravizando os cidadãos de Tulsa. Os vampiros da Morada da Noite aliam-se à polícia, juntando suas últimas forças, mas sabem que nenhum deles é forte o suficiente para vencê-la. Apenas Zoey é herdeira de tal poder... contudo, está incapacitada de ajudar por causa das consequências do uso da magia antiga. No derradeiro livro da série House of Night, uma batalha épica da Luz contra as Trevas irá decidir quem será redimida...

Ligações - Raibow Rowell
George McCool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura. Talvez sempre esteve em segundo plano. Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças. Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente conseguiu. Se finalmente arruinou tudo. Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento.

Doce Entrega - Sweet #1 - Maya Banks
O policial Gray Montgomery tem uma missão: achar o homem que matou seu parceiro e fazer justiça. Ele, então, encontra uma ligação entre o assassino e Faith – e se Gray precisa se aproximar dela para pegar o assassino, que seja. Faith é doce e feminina, tudo o que Gray deseja em uma mulher. Porém, ele suspeita que ela o está enganando. Quanto a Faith, sem chance de ela permitir que um homem mande na relação. Ou será que há? Faith vê em Gray o homem forte e dominante de que precisa, mas ele está determinado a não sentir nada por ela. No entanto, ela está determinada a se entregar ao homem certo, e Gray pode ser esse homem. Mas encontrar o criminoso é a prioridade de Gray – até Faith ser ameaçada e ele perceber que fará qualquer coisa para protegê-la.



Doce Persuasão - Sweet #2 - Maya Banks
Por cinco anos, Serena James tem tocado a empresa Fantasy Incorporated e dedicado todo o seu tempo a satisfazer as fantasias sexuais dos seus clientes, e nunca as suas. Até agora... O seu desejo mais secreto é dar a posse do seu corpo a um homem. Alguém para conduzi-la, satisfazê-la e ter completa autoridade sobre ela. Assim, Serena procura Damon Roche, o proprietário de um exclusivo sex club chamado “ e House”. Um homem forte o su ciente para fazer com que ela faça qualquer coisa que ele quiser. ualquer coisa. Juntos, irão viajar por um mundo com o qual ela apenas sonhava. Ela tem a oportunidade de mergulhar em uma vida diferente enquanto a vida normal ca esperando que ela retorne quando quiser. No entanto, Damon não quer deixá-la partir. Serena é a mulher que ele tanto procurou, e ele quer convencê-la a ficar quando o jogo acabar. Ele quer transformar a fantasia deles em realidade e deseja que a sua adorável e mimada submissa permaneça ao seu lado.

Ex-Purgatório - Peter Clines
Quando ele está acordado, George Bailey é apenas um homem comum. Cinco dias por semana ele persuade seu velho Hyundai à vida, amaldiçoa o tráfego de Los Angeles, e relógios em seu trabalho como um faz-tudo na universidade local. Mas quando ele dorme, George sonha com algo mais.
George sonha em voar. Ele sonha com monstros de luta. Ele sonha com um homem feito de puro relâmpago, um robô blindado, um gigante em um uniforme do Exército, uma bela mulher que se move como um ninja. Então, um dia como ele está indo de um trabalho para o outro, uma menina pálida em uma cadeira de rodas diz que George veio de um outro mundo, onde a civilização foi amaldiçoada com uma praga que anima os mortos ... e em que George não é mais um glorificado zelador, mas um dos últimos heróis da humanidade.
Seu conto soa como loucura, é claro. Mas, como os sonhos de George e sua vida de vigília começarem a sangrar juntos, ele começa a se perguntar o que é o mundo real e o que é apenas fantasia?


Os Homens Que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson

2 de março de 2015

Lido em: Fevereiro de 2015
Título: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres - Millennium #1
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Ficção Policial
Ano: 2008
Páginas: 522
Nota: ★★★★★
Sinopse: Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.
Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o veelho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger. E que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente.

Resenha: A trilogia Millennium se tornou um sucesso de vendas no mundo. O primeiro volume, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, rendeu dois filmes: um na versão sueca e outra americana. Mikael Blomksvist está, inicialmente, tentando se reerguer de um processo contra ele e a possível queda da revista Millennium. Ao aceitar um convite de investigação, ele vai para uma pequena cidade a algumas horas de Estocolmo, no interior da Suécia. A pedido de Henrik Vanger, Blomkvist passa a investigar a morte de Harriet Vanger, não solucionada totalmente há trinta anos atrás sob o ponto de vista do seu tio, Henrik. Com esse pano de fundo e com a ajuda da peculiar Lisbeth Salander, Mikael vai angariar inimigos nessa busca e descobrir que nem tudo foi totalmente resolvido.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres tem um começo bem devagar: a história é escrita de maneira mais lenta e bem introdutória. O começo do livro envolve o xis da questão a respeito de Mikael e sua investigação sobre fraudes numa empresa sueca. Junto com isso vem a introdução sobre a personalidade do acionista da revista Millennium. O ritmo, no entanto, só se torna bem eletrizante com a chegada de Lisbeth Salander. Essa personagem é de longe uma das que mais adoradas no meio literário. Ela, apesar de jovem, é experiente e dona de uma inteligência impressionante. Suas investigações são feitas com muita perspicácia. A junção de Salander e Blomkvist não poderia ter sido mais perfeita: os dois formaram uma dupla incrível. É interessante ver como a relação dos dois é um pouco arisca no começo, mas, com o desenrolar da trama, ambos cedem um pouco e essa interação resultou em algo excelente.

Os coadjuvantes do primeiro livro de Millenium são tão bons quanto a dupla de protagonistas. Os Vanger eram os mais complexos. O mistério que envolve a família é perigoso, portanto, a cada capítulo a visão sobre cada um pode mudar, oscilando entre opiniões boas ou ruins. O que é evidente, já nesse âmbito familiar, é o abuso do homem em relação a mulher.

O tema abuso sexual não é mostrado logo no início, mas o assunto toma forma perto do final e é ali que a mestria de Stieg se consolida. A história começa a culminar para um final muito eletrizante, graças às revelações que são feitas por Lisbeth e Mikael. Com muita ação, eventos macabros e fugas repentinas, o desfecho da obra foi mais do que satisfatório e deixou a sensação de dever cumprido.

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres é uma leitura excelente e faz jus a opinião dos milhares de leitores ao redor do mundo. Stieg criou uma trama arrebatadora e concisa em todos os pontos. O embasamento da obra é muito concreto e crível, o que deu veracidade a história. Os protagonistas, de longe uma das duplas mais incríveis da literatura, são a cereja do bolo que torna o primeiro volume de Millenium tão inesquecível.

A Mulher de Preto 2 - Martyn Waites

1 de março de 2015

Lido em: Fevereiro de 2014
Título: A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte
Autor: Martyn Waites
Editora: Record
Gênero: Suspense
Ano: 2015
Páginas: 304
Nota: ★★★★☆
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha é devastada por bombas alemãs. Enquanto os desafortunados encontram seu fim em meio a escombros e explosões em uma Londres arruinada, os sobreviventes buscam proteção nas estações de metrô e as crianças são enviadas para a zona rural para fugir do horror da Blitz.
A professora Eve Parkins é responsável por um desses grupos de crianças que segue para o campo. O destino: a Casa do Brejo da Enguia. A nova residência, localizada em um pântano e sempre encoberta por uma espessa bruma, agora está reformada e pronta para servir de escola e abrigo. Porém, existe algo na casa que deixa a jovem professora inquieta. Um mofo preto que parece se esgueirar pelas paredes, pesadelos angustiantes e um ruído aterrador vindo do porão à noite.
Edward, uma das crianças do grupo, tem um passado trágico. Após testemunhar a morte da mãe em um ataque aéreo, ele se retrai completamente. Sempre afastado, busca consolo em um fantoche que encontra na casa. No entanto, longe de ser apenas um brinquedo, o boneco parece servir de instrumento para o menino conversar com alguém.
Logo os novos residentes da Casa do Brejo da Enguia percebem que há mais uma pessoa entre eles. E ela parece ter planos para os visitantes.

Resenha: A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte, sequência do clássico livro de horror que deu origem ao filme, é um suspense escrito por Martyn Waites, autor convidado para dar continuidade ao primeiro livro, Mulher de Preto, de Suzan Hill, ambos publicados no Brasil pela Record. Os livros são independentes e não é necessário ler o primeiro para ler esse segundo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, e em meio aos bombardeios frequentes, a professora Eve Parkis recebe a missão de proteger 8 crianças, e, entre elas, Edward, um garoto que se retraiu após ver a mãe morrer durante um ataque aéreo.
Eve, a rígida Jean Hogg - a diretora da escola -, e as crianças tomam um trem na estação de Kings Cross para o interior em busca de abrigo no campo. No trem, ela conhece o charmoso Capitão Harry Burstow e Jim Rhodes, da junta local de educação, que posteriormente os levaria ao seu destino: a Casa do Brejo da Enguia, uma casa caindo aos pedaços, tomada pelo mofo e envolta por uma espessa bruma cinzenta, localizada num vilarejo pantanoso e abandonado em Crythin Gifford.
Eve esperava que outros grupos de crianças se juntassem a ela na casa, mas não é o que acontece. Enquanto ninguém chega, ela se vê sozinha com as crianças naquela casa. O mofo negro vive aumentando e saindo do lugar, o frio é intenso, a umidade é pesada, e fica no ar a sensação de que sempre há alguém os observando. Edward não fala com ninguém e, às vezes, se expressa através de desenhos ou escrevendo frases num papel. Ele não faz amizade pois os meninos maiores gostam de implicar com ele, principalmente porque Eve o vê com um olhar maternal. Logo Edward encontra um fantoche e o que já era estranho ficou ainda mais, pois o brinquedo parece servir de canal para algo sinistro manter contato com o garoto... E essa entidade é dona da casa, não vai embora e tem planos para seus novos moradores...

O livo é narrado em terceira pessoa ampliando a visão do ambiente em que a história se passa. O texto é bastante bem escrito e a leitura muito fluída. Os conflitos que os personagens enfrentam devido a situação em que se encontram não deixam a história parada, em cada cena acontece alguma coisa que, por mais sinistra que seja, mantém o ritmo de suspense e instiga o leitor a continuar a ler sem parar.

A diagramação do livro é simples, os capítulos são curtos, as páginas são amareladas e a fonte é grande e isso colabora para que a leitura seja feita de forma rápida.
Para ser sincera, não gostei da capa pois, talvez por ser a do filme, não mostra a essência da mulher de preto, que é uma mulher com o rosto branco, olhos negros, mãos cadavéricas e usando véu, e nem de Edward com o fantoche que encontra. Na capa parece ser um boneco qualquer mas se trata de Mr. Punch, bastante conhecido na cultura britânica, assim como Judy, que faz dupla com ele e que também aparece na história posteriormente. Apesar da referência, não consegui ver nenhuma ligação da história de Mr. Punch e Judy com A Mulher de Preto 2. Talvez tenham sido escolhidos pelo autor devido as famosas e exageradas carrancas que possuem com intuito de criar uma atmosfera ainda mais assustadora. Pra quem não conhece ou nunca ouviu falar, vale dar uma pesquisada no Google.
Eve é uma mulher com grande instinto maternal, muito corajosa e que não teme a própria morte, e ela fará de tudo para proteger as crianças pelas quais ficou responsável e gostei bastante da construção dessa personagem.

O suspense prende, não vou negar, mas mesmo se tratando de uma história envolvendo um espírito maligno e agourento, não foi nada que me deixou assustada ou com medo. Há, sim, acontecimentos terríveis, mas acredito que devido a leveza da narrativa, o terror, pelo menos pra mim, não se fez presente. O que cria o clima de terror é o próprio ambiente, e este sim foi muito bem descrito pelo autor e é o que deixa o leitor tenso, pois em diversas vezes me imaginei na cena, sentindo os terríveis odores dos quais ele fala, os sons estranhos, assim como a escuridão da casa ou a própria bruma que a envolve.
O final surpreende e deixa um gancho pra uma continuação e fiquei bastante curiosa.

Pra quem gosta de suspenses rápidos de serem lidos e que podem causar algumas sensações bastante incômodas devido aos acontecimentos tensos na casa mal assombrada, é uma boa pedida.

Caixa de Correio #36 - Fevereiro

28 de fevereiro de 2015

Como diz Dr. Nick Riviera: Hi, everybody!
Último dia do mês, é dia de caixa.
Bora dar uma conferida em tudo que chegou pra mim nesse mês de Fevereiro.

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

24 de fevereiro de 2015

Relido em: Fevereiro de 2015
Título: O Pequeno Príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Geração
Gênero: Romance/Clássico
Ano: 2015
Páginas: 160
Nota: ★★★★★
Sinopse: Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.

Resenha: O Pequeno Príncipe é o mais famoso clássico na literatura universal, escrito pelo escritor francês Antoine de Saint-Exupéry há 70 anos. Em 2015, a obra ganhou nova edição e tradução ao ser publicada pela Geração Editorial em duas versões: Luxo e Pocket. A resenha a seguir é baseada na edição de luxo que possui capa dura, título dourado, alto relevo, e detalhes internos de encher os olhos devido ao capricho que a editora dedicou à obra. Seu conteúdo já era admirável, mas com o excelente trabalho visual, o livro superou todas as expectativas em todos os fatores. As ilustrações originais ganharam muito mais cor e vida, assim como as páginas que transformaram o maior clássico de todos os tempos num maravilhoso tesouro. Uma nova tradução, feita por Frei Betto, aproxima o leitor ao texto que ficou mais fácil e fluído. Quem já havia lido o livro em alguma edição anterior poderá perceber algumas diferenças na tradução, mas nada que interfira no entendimento, muito pelo contrário, facilita bastante.
Ao final do livro o leitor se depara com um pouco da vida do escritor, assim como uma galeria linda de fotos do mais famoso principezinho que o mundo já conheceu.



A história começa quando seu narrador se lembra de seu primeiro desenho e como os adultos não foram capazes de enxergar o que, de fato, ele representava...
"Quem tem medo de um chapéu?"
Sendo desencorajado pelos adultos a continuar a desenhar, ele optou por outro caminho quando cresceu, e se tornou um piloto de avião... Até que ao fazer uma viagem sobre o deserto, precisou fazer um pouso de emergência, e lá se depara com um garotinho que pediu para que ele lhe fizesse um desenho. E esse foi o momento em que se conheceram. Aos poucos o narrador vai descobrindo mais sobre esse garoto, e que a saída dele do Asteroide B612 - deixando sua rosa e seus três pequenos vulcões pra trás, para viajar pelo universo a procura de outras pessoas, até chegar a Terra - é uma viagem carregada de histórias para se contar, histórias estas que o fazem ter uma nova visão de mundo...
A viagem do Pequeno Príncipe é contada em forma de fábula. Em cada planeta que o garoto visita, ele se encontra com seu único habitante e aprende um pouco mais com cada um deles.

O Pequeno Príncipe cativou gerações de leitores ao longo dos anos ao evidenciar a pureza e a inocência de uma criança quando ela se vê diante de questões adultas e que não fazem muito sentido devido a sua percepção diferenciada...
De que adianta alguém se intitular rei se vive sozinho e não possui súditos? Pra que serve a vaidade excessiva quando não se há expectadores? Quais as consequências de se criar vínculos e depois ter que partir? A preocupação em tomar conta do que é seu é grande, mas descobrir a verdade e o funcionamento das coisas é o que faz o Pequeno Príncipe ir além, ansiando e insistindo em perguntas que muitas vezes não possuem respostas, que requerem apenas atitudes, como a amizade verdadeira ou um amor duradouro e fiel.

É o tipo de livro, que por ser todo escrito em forma de metáforas, a cada vez que é lido, se aprende uma nova lição, pois a mensagem pode ser entendida de forma diferente de acordo com o momento em que o leitor se encontra ou lhe dar uma nova perspectiva para determinada situação. É um livro rotulado como infantil, mas acredito que o autor, ao escrevê-lo, acabou fazendo da história algo que atinge e emociona quem quer que seja, independente da idade que tenha, e que é capaz de nos fazer enxergar a criança que há dentro de nós e que há tempos foi deixada de lado para dar lugar ao adulto que nos tornamos.

Para ser lido e relido, por muitas e muitas vezes.
"É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se conseguir julgar a si mesmo, provará que é um verdadeiro sábio."
- pág. 55
"Óbvio, para os vaidosos todas as pessoas são suas fãs."
- pág. 57
"Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa."
- pág. 101
"Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração".
- pág. 113

Pó de Lua - Clarice Freire

23 de fevereiro de 2015

Lido em: Setembro de 2014
Título: Pó de Lua - Para diminuir a gravidade das coisas
Autora: Clarice Freire
Editora: Intrínseca
Gênero: Poesia/Nacional/Autoajuda
Ano: 2014
Páginas: 192
Nota: ★★★★★
Sinopse: Em 2011, discretamente, a publicitária Clarice Freire criou no Facebook uma página para reunir seus escritos e desenhos. Batizou-a como 'Pó de Lua', sua receita infalível 'para tirar a gravidade das coisas'. Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs fiéis e engajados, que se encantaram com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenho e até fragmentos de palavras. Entre eles, estão personalidades como a atriz Grazi Massafera e a apresentadora Ticiane Pinheiro. Da internet para as páginas de um livro, foi mais um salto para a jovem autora recifense. Ela surpreende seus admiradores com uma proposta diferente. Pó de lua, o livro, tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua - minguante, nova, crescente e cheia - ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, ilustradas com muitos desenhos.

Resenha: Inspirada na lua, que deixa refletir a luz iluminando as noites, Pó de Lua nasceu como um blog, um cantinho que a autora usava para expor pensamentos a fim de acalmar suas inquietações, e ao ser criada sua fanpage no Facebook, um lugar para se "escrever desenhado", milhares de pessoas se identificaram com suas ideias e se tornaram seguidoras, admiradas pelo seu jeitinho poético, fofo, criativo e sensível de brincar com as palavras. Clarice Freire tem a incrível capacidade de levar aos leitores uma nova forma de encarar e enxergar a vida, e mostra como é importante valorizar o que é simples. A frase que ficou tão conhecida que diz que o livro serve para diminuir a gravidade das coisas, é totalmente verdadeira.

Dividido em quatro partes, seguindo as fases da lua e a forma como elas afetam nosso humor, os textos abordam assuntos de acordo com a influências dessas fases, como dor, saudade, amor, despedida, alegria, e sentimentos ou questionamentos comuns que atingem e fazem parte da vida de cada um de nós.
O grande diferencial é o jogo de palavras e imagens, tudo desenhado e escrito a mão com bastante delicadeza e com traços super particulares e característicos, o que faz da parte gráfica do livro uma incrível obra de arte cheia de cores e personalidade. Em formato de moleskine, a capa com adornos prateados é uma fofura só, e as bordas das páginas em azul colaboram na riqueza do visual do livro.
O livro não só diminui a gravidade das coisas, mas aumenta o efeito positivo e é simplesmente impossível não se identificar ou se sentir tocado com pelo menos uma frase que o compõe. O resultado final é, no mínimo, um sorriso no canto da boca. É um livro cheio de doçura, com verdades que, às vezes, julgamos serem somente nossas, que deve ser lido, relido e compartilhado com todos.

Então, aqui vai meu muito obrigada à Clarice, por ter aprendido a usar as palavras com essa graciosidade ímpar e de forma genial, e obrigada por colocá-las no papel, atingindo os leitores individualmente, mostrando com tanta peculiaridade que nós somos os responsáveis por complicarmos coisas simples, mas que, de alguma forma, podemos, sim, diminuir os danos e sermos mais felizes. Se você quer - e precisa - diminuir a gravidade das coisas pra tornar a vida um pouco mais leve, não deixe de conferir Pó de Lua. ♥

- Como assim uma pessoa VAZIA pode ter algo de BOM?
- BOM. Se ela for VAZIA e INTELIGENTE, ao menos vai saber escolher bem o que vai PREENCHÊ-LA.
Pense bem.
Os cheios DE SI não têm [ESPAÇO] para mais NADA.
- pág. 72

Novidades e lançamentos - Geração Editorial

20 de fevereiro de 2015

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
Edição de Luxo
Edição Pocket
Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.


O Caso Pedrinho - Renato Alves
O livro traz os detalhes do sequestro na maternidade de uma das crianças mais famosas do país, que ficou conhecido como O Caso Pedrinho. Mesmo passados 12 anos, a história não sai da cabeça do imaginário popular,
basta lembrar do garoto e da sequestradora Vilma. O enredo parece de um filme mas o repórter Renato Alves (ganhador dos maiores prêmios do país), que acompanhou tudo de perto, revela e compartilha com o leitor os bastidores da investigação policial e da cobertura jornalística do caso Pedrinho, solucionada em 2002. Não era um filme mas teve um final feliz e surpreendentemente. Neste livro reportagem são exibidas em close as entranhas desta comovente história real de amor e perseverança, de falsidade e engano, de generosidade e egoísmo.

O Ratinho do Violão - Marta Reis
A gente fala búlin, mas a palavra é inglesa e até um pouco difícil de escrever: bullying. A história do Chiquinho é uma história de bullying, uma judiação que gente maldosa faz com os outros, com as crianças. O Chiquinho é um menino muito bacana, do bem, que toca violão como ninguém. O que importa se ele manca um pouquinho, né? Se você ficar um pouco triste de ver o menininho encolhidinho de tanta chateação dos amigos, vai ter uma surpresa lá no final do livro. E vai querer gritar: viva o nosso Chiquinho!

Li até a página 100... #4 - A Mais Pura Verdade

19 de fevereiro de 2015

Criado pelo blog "Eu leio, eu conto", Li até a página 100..., consiste em dizer o que achamos da nossa leitura atual até a centésima página . A Editora Novo Conceito enviou os primeiros 6 capítulos do livro A Mais Pura Verdade, do autor Dan Gemeinhart, para uma prévia e eis minhas impressões:


Primeira frase da página 95 (a amostra não vai até a página 100): 
"... E não perdem tempo tendo medo do amanhã."

Do que se trata o livro?
O livro conta a história de Mark, um garoto de 12 anos que descobre estar doente e em companhia de Beau, seu cachorro, e munido de remédios, uma câmera, um caderno e caneta, "foge" de casa para aproveitar os dias que lhe restam para realizar seu sonho de escalar uma montanha.

O que está achando até agora?
A narrativa é fácil, fluída e é intercalada entre a aventura que Mark vivencia no presente e a situação em que os pais dele e a amiga se encontram, e a história parece ser bastante promissora, daquele tipo que emociona e mexe com o leitor. A diagramação também é muito bacana, pois todos os capítulos possuem a mesma fresta que há na capa.

O que está achando dos protagonistas?
Apesar de não ficar claro qual é o problema de Mark, ele é um garotinho corajoso e que não quer se deixar abater por nada. Mesmo que esteja doente, ele não quer ser tratado diferente de ninguém e quer ir atrás do seu grande sonho junto com seu fiel companheiro, Beau.

Melhor quote até agora:
"Mesmo a muitos quilômetros de distância, um amigo ainda pode segurar sua mão e estar ao seu lado."
- Pág. 27
Vai continuar lendo?
Vou, sim. O livro será lançado dia 23 de março e estou bastante curiosa pra continuar a leitura.

Última frase da página:
"- Eu sei o que você está fazendo, garoto. Saia do meu ônibus. Agora."


Clube da Liga #1: Caixa de Pássaros - Josh Malerman

18 de fevereiro de 2015

Lido em: Janeiro de 2015
Título: Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Gênero: Terror/Suspense/Thriller Psicológico
Ano: 2015
Páginas: 272
Nota:★★★★★
Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

Resenha: Caixa de Pássaros, do autor Josh Malerman e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca foi a primeira leitura do Clube do Livro da Liga! Um misterioso surto começou a ser noticiado na TV, se espalhou pela internet e a população entrou em pânico. Alguma coisa desencadeou uma reação terrível nas pessoas de forma que elas atacassem as outras brutalmente, e depois cometiam suicídio da forma mais bizarra possível. Ninguém sabe de onde isso surgiu, ou por que se espalhou em escala global... a única coisa que se sabe é que basta estar de olhos abertos para ser afetado... E a partir dessa premissa apocalíptica, onde as poucas pessoas que restaram no mundo agora vivem com os olhos vendados e escondidas em casas lacradas para se manterem seguras, conhecemos Malorie, uma mulher que quer sobreviver nesse caos ao mesmo tempo que mantém seus filhos em segurança e atentos a qualquer ruído...

A história tem como pano de fundo o mundo tomado por uma epidemia já conhecida, principalmente entre aqueles fãs de histórias de zumbis que imaginam um apocalipse do tipo acometer o mundo um dia, porém, os elementos usados pelo autor são bem mais misteriosos e sombrios. A narrativa é feita em terceira pessoa e se alterna entre o passado e o presente de Malorie, quando ela está atravessando o rio com os filhos, quando estava em Detroit com a irmã, descobre sua gravidez e logo em seguida sabe sobre o surto quando começa a pandemia, e quando chegou em Riverbridge numa casa onde se uniu a um grupo de sobreviventes que se ajudam como podem depois que as coisas fugiram do controle. A trama mexe com os sentidos do leitor, envolve, aflige e a sensação é de estar as cegas como os personagens. O autor consegue descrever sons e ruídos com perfeição o que torna tudo muito mais tenso e assustador, como se o leitor estivesse vivenciando tudo aquilo ao mesmo tempo que não sabe o que está acontecendo devido aos olhos estarem "vendados".

A narrativa também é bastante dinâmica, principalmente quando transpassa acontecimentos simultâneos entre os personagens envolvidos na cena mas que estão em locais diferentes, o que dá uma sensação de agonia extrema. Cada personagem tem suas particularidades, e todos são importantes na trama para torná-la ainda mais angustiante e nada previsível. Vou ser sincera em afirmar que a história, por mais que tenha um final "fechado", ainda deixa muitas perguntas fazendo com que os leitores fiquem muito curiosos e ansiosos por respostas e esclarecimentos, ou bolando teorias mirabolantes para alguns elementos presentes na trama, mas também posso afirmar que devido ao ritmo frenético e angustiante, o texto muito bem escrito e fluído, e considerando o quanto Caixa de Pássaros mexeu comigo, me fazendo pensar por dias a fio sobre o quão genial o autor foi em, talvez, deixar o mistério em aberto justamente para que as pessoas reajam querendo discutir sobre o livro e procurando opiniões alheias, o livro foi uma das melhores leituras que já tive até então. A leitura em grupo foi uma viagem, pois a ideia de bolar teorias para tentar explicar os elementos do livro foi o que elevou a discussão e nos fez interagir como nunca fizemos antes. A questão da protagonista em preparar os filhos durante um certo tempo também nos fez refletir sobre medo x amor.

Caixa de Pássaros é o livro de estreia de Josh Malerman, cantor e compositor da banda de rock High Strung, e foi lançado no Brasil pela Intrínseca. Super indico para quem curte thrillers psicológicos carregados de muito suspense, que mostram do que as pessoas são capazes quando sentem medo, o que fazem para se sentirem seguras e até onde vão, ultrapassando todos os limites, para protegerem quem mais amam. Recomendo de olhos fechados.

PARTICIPEM DA PROMOÇÃO!



Termos e condições
- Ter endereço fixo no Brasil.
- Comentar na resenha de um dos blogs participantes.
- A promoção começa dia 18/02 e termina dia 15/03.
- Perfis fakes ou criados exclusivamente para promoções serão desclassificados.
- O sorteado receberá um email e terá 48 horas para respondê-lo. Caso não seja respondido, será feito um novo sorteio.
- O livro será enviado em até 30 dias.
- Não nos responsabilizamos por eventual extravio ou problemas com o correio, nem caso o endereço para envio seja passado errado.

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Boa sorte!
O "Clube do Livro da Liga" é formado por amigos que resolveram arriscar uma leitura coletiva e se surpreenderam com a interação que foi proporcionada. Temos muitos gostos e ideias em comum, além de muitas discussões e risadas. Ninguém nunca irá nos entender, ainda bem.
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