18 de junho de 2017

A Joia - Amy Ewing

Título: A Joia - A Cidade Solitária #1
Autora: Amy Ewing
Editora: Leya
Gênero: Fantasia/YA
Ano: 2015
Páginas: 352
Nota:
Sinopse: Joias significam riqueza, são sinônimo de encanto. A Joia é a própria realeza. Para garotas como Violet, no entanto, a Joia quer dizer uma vida de servidão. Violet nasceu e cresceu no Pântano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária. Por ser fértil, Violet é especial, tendo sido separada de sua família ainda criança para ser treinada durante anos a fim de servir aos membros da realeza. Agora, aos dezesseis anos, ela finalmente partirá para a Joia, onde iniciará sua vida como substituta. Mas, aos poucos, Violet descobrirá a crueldade por trás de toda a beleza reluzente - e terá que lutar por sua própria sobrevivência. Quando uma improvável amizade oferece a Violet uma saída que ela jamais achou ser possível, ela irá se agarrar à esperança de uma vida melhor. Mas uma linda e intensa paixão pode colocar tudo em risco!

Resenha: Primeiro volume da trilogia Cidade Solitária, A Joia, escrita por Amy Ewing e publicada pela Editora Leya, é uma fantasia distópica um tanto quanto diferente, e ainda assim, bem parecida com tantas outras que vemos por aí.

A Cidade Solitária é dividida em cinco círculos separados por uma muralha, e todos, com exceção do Pântano, são chamados de acordo com a sua atividade. O Pântano, claro é o mais pobre e é de onde vêm as Substitutas, meninas que, na falta de palavra melhor, são transformadas em barrigas de aluguel para as mulheres das classes mais altas. Lá vivem os operários mais pobres também. O quarto círculo é a Fazenda, que cultiva toda a comida. O terceiro, a Fumaça, onde ficam as fábricas, o segundo círculo é o Banco, onde se concentram as lojas. O círculo mais interno é a Joia, onde vive a nobreza. Essa nobreza, por algum motivo, não pode mais gerar filhos, o que faz com que elas recorram às meninas do Pântano.
Aos 12 anos, Violet foi testada e descobriram que ela era uma Substituta. Na mesma noite, foi arrancada de sua casa, de sua família, levada a um internato e lá vive até hoje. Quase 5 anos se passaram e ela nunca mais viu sua família ou teve noticias deles. Lá ela é treinada, aprende a ter bons modos, tem aulas que ajudam a desenvolver certas habilidades, como mudar forma, cor ou fazer crescer objetos, e isso é muito difícil e dolorido, mas parece que seus professores não se importam muito com isso e seguem exigindo das meninas.

Em contrapartida, elas até que têm uma vida boa... Vivem bem, comem bem, têm liberdade, desde que dentro das grades do internato, mas estão destinadas a irem para o leilão. Lá elas perdem a identidade, ganham números e são compradas pela realeza. A explicação que elas recebem é: terão os filhos para suas donas e depois enviadas para um internato viverem em paz para sempre... Mas hein??? Por que uma pessoa que compra uma menina para servir de incubadora a usaria uma única vez? Fiquei com essa pulga o livro todo, gente.

Violete e Raven, sua melhor amiga são vendidas para famílias muito muito ricas e acham que viverão felizes, mas estão muito enganadas e vão descobrir isso rapidinho. Violet, já no primeiro contato com sua dona, percebe o que a espera, e não é nada legal, não.

Ao longo da narrativa ela faz alguns amigos, e claro, se apaixona. Tinha que ter um amor proibido para atrapalhar - ou ajudar - tudo. Ela se revolta e percebe que não foi feita para essa vida, mas como escapar se ela treinou para isso desde sempre?

Bom, preciso dizer que alguns aspectos me incomodaram, como o fato de uma sociedade inteira produzir meninas que, aos 17 anos, serão inseminadas e gerarão filhos de mulheres azedas que não podem mais gerar elas mesmas. A natureza sabe o que faz e se a realeza foi, de certa forma, esterilizada, deveriam deixar assim, mas não. Eles dão um jeitinho, mesmo "roubando" as filhas dos pais que as amam, só porque são de classes mais baixas. Posso estar enganada, mas espero ver uma revolta no próximo livro que já saiu e loguinho vai ter resenha!!!!

Com relação ao livro físico, posso dizer que capa é linda e coerente com o contexto, as páginas amarelas. Os capítulos não são muito curtos, mas também não são longos demais, o que não cansa e torna a leitura bem rápida.

No mais, A Joia é uma leitura prazerosa e foi mais do que esperava. A autora conseguiu conduzir a trama mostrando que aqueles que detém o poder, na grande maioria das vezes, são egocêntricos a ponto de não se preocuparem com as classes menos favorecidas, desde que se beneficiem de alguma forma.

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