18 de junho de 2016

A Garota Perfeita - Mary Kubica

Título: A Garota Perfeita
Autora: Mary Kubica
Editora: Planeta
Gênero: Thriller
Ano: 2016
Páginas: 336
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora esté em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?

Resenha: A Garota Perfeita é tudo que não se pode esperar. O nome remete a um famoso romance aclamado pela crítica em 2013, que mostra a relação doentia entre uma mulher psicopata e um homem que, aos olhos de todos, foi o responsável pelo seu desaparecimento. Porém, mesmo com a capa que se assemelha a história de Amy, a trama de Mary Kubica está longe de ser algo extraordinário e arrebatador.

O romance começa com a introdução sobre o que aconteceu com a Mia, uma jovem de vinte e poucos anos. Toda a trama gira em torno da busca pela moça, dividida em três pontos de vista: Gabe, o detetive; Colin, o sequestrador; e Eve, a mãe. A primeira deficiência de toda essa história começa aí: narração. Quem conta os fatos são os três, em uma divisão entre o que houve antes e depois. O problema é que alguns autores pecam grandemente em contar uma história sob o ponto de vista do personagem. No A Garota Perfeita, a autora falhou muito nesse sentido. Tudo que os outros "protagonistas" narram soa irrelevante e permaneci ávido para saber o que Mia sentia e isso não ocorreu.

Eve conta tudo de maneira monótona sobre como era sua relação com a filha, com o marido frio e o quanto acredita no retorno de Mia. Gabe foi um pouco menos enfadonho, dando só um toque de praticidade na história já complicada e cheia de inutilidades. Colin, o sequestrador, mostra seu ponto de vista envolto em muitas partes de sua vida e tentando explicar a origem de sua personalidade e condição de sequestrador. Juntando tudo isso, o que sobra? Nada de útil. Escrever pontos de vista em primeira pessoa requer muita técnica e parece que Kubica não dominou isso muito bem. O gênero, por ser um romance policial, poderia ter sido feito em terceira pessoa. Todo conteúdo é muito monótono, sem desenvolvimento. Não acredito que seja interessante saber o que fulano fez lá quando tinha sete anos, enquanto o xis da questão, que era o sequestro de Mia, ficava sem nenhuma justificativa até a última página. E não preciso nem falar que a protagonista só aparece na narração no último capítulo, não é?

A trama de A Garota Perfeita parece um nó cego, de tão difícil de se desfazer. Tudo que acontece é inconclusivo, sem atrativo e não prende a atenção do leitor. Há alguns acontecimentos tão "ãh?" que senti vontade de largar o livro no meio. É tudo muito amador. Imaginem uma cena de um filme em que a moçoila tropeça e cai nos braços de um homem lindo e encantador? É isso. A história de Mia e Colin é recheada de fatos que não surpreendem e estão ali, claramente, para amarrar pontas que não podem parecer soltas. O final, que foi muito mal desenvolvido, se dá em meras trinta páginas e tenta englobar todos os motivos pelos quais a garota foi raptada. A última página, bem, foi um pouco surpreendente, o que me levou a dar duas estrelas para o thriller. Porém, para quem acompanha o cenário literário há muito tempo, Garota Exemplar foi e continuará sendo, na minha opinião, o melhor romance do gênero.

3 comentários

  1. Olá Flávia, tudo bem?
    Eu gostei muito da sua resenha, pois me deu a ideia exata do que irei encontrar na leitura. Eu pedi ele para resenha e depois de ler a sua, já me sinto arrependida...
    Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  2. Oi Lucas!

    Nossa, agora fiquei bem desanimada, eu esperava um thriller surpreendente, deste que te faz ficar grudado no livro, mas pelo visto não é o que acontece, solicitei esse livro para resenha e estou achando que não vou gostar, pois vários pontos que você citou, com certeza vai me incomodar demais, poxa uma pena, pois era um livro que eu tinha boas expectativas.

    Da Imaginação à Escrita

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  3. Estou na pagina 130 do livro e achando completamente chato e nada viciante. Daí resolvi ver a sua resenha e só me desanimou mais! É exatamentee o que venho achando... vc conseguiu traduzir em palavras. Ainda mais agora saber que tudo só vai se resolver nas ultimas 3o paginas.. desde que li Garota Exemplar venho buscando livros parecidos.. a Garota no trem nao chega perto de ser tão bom quanto.. e esse entao, decepção!! Garota exemplar pra sempre! Ta pra surgir um melhor!!

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