2 de outubro de 2015

Sonho de Prata - Neil Gaiman, Michael Reeves e Mallory Reaves

Título: Sonho de Prata - EntreMundos #2
Autores: Neil Gaiman, Michael Reeves e Mallory Reaves
Tradutora: Viviane Diniz
Editora: Jovens Leitores/Rocco
Gênero: Fantasia/Sci-fi/Juvenil
Ano: 2015
Páginas: 248
Nota
Onde comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Na esperada continuação de Entremundos, Neil Gaiman, Michael Reaves e Mallory Reaves retomam a fantástica história de Joey Harker, um garoto comum que até pouco tempo se perdia no simples percurso de seu quarto a cozinha, mas que finalmente conseguiu dominar sua habilidade de “andar” entre as dimensões e encontrou seu lugar como um Andarilho, um agente do Entremundos, organização responsável por manter a paz nos vários universos e dimensões. Em sua nova aventura, Joey tem que enfrentar a desconfiança dos demais membros da organização, enquanto luta contra o tempo para impedir que os Binários dominem todas as terras conhecidas do Altiverso. Escrito a seis mãos, Sonho de prata é uma aventura fantástica com o carimbo de qualidade e imaginação de Neil Gaiman. 

Resenha: Sonho de Prata é o segundo volume da trilogia EntreMundos e voltamos a acompanhar as aventuras do Andarilho Joey Harker. Recaptulando a história, Joey é um garoto que possui o dom de "Andar", conseguindo assim transitar entre mundos e dimensões. Mas tal dom chama atenção daqueles que querem poder, pois a ideia de viajar entre dimensões abre várias possibilidades de conquistar novos territórios...
Depois de muitas surpresas e aventuras, inclusive ter se deparado com várias versões dele mesmo, Joey, que agora quer ser chamado de Joe, dominou a habilidade de andar entre dimensões e se tornou um agente do Entremundos, a organização que é responsável por manter a paz no universo.
Ele, juntamente com suas versões que vieram de Terras de universos paralelos, irá tentar impedir que as terras do Altiverso sejam dominadas, mas quando uma jovem chamada Acacia Jones aparece e consegue seguir Joey e sua equipe até a Cidade Base (um tipo de quartel-general), as coisas mudam de cenário pois ninguém sabe quais as reais intenções que ela possui, nem de onde ela veio, como conseguiu acompanhá-los e como pode saber tanto sobre Entremundos.
Tudo o que Joey sabia é abalado pois a ideia de uma nova Andarilha desconhecida é de assustar pois a partir do momento em que ela chega e depois some, muitas coisas estranhas começam a acontecer e tudo indica que algo está errado...
As forças do mal de HEX e binário estão se unindo e não são todos em Entremundos que parecem ser confiáveis. Agora resta a Joey lutar contra o tempo para impedir que o Altiverso seja dominado pelos Binários ao mesmo tempo em que enfrenta desconfianças por parecer ser ele a principal causa de levar problemas para Entremundos.

Narrada em primeira pessoa, a história segue o ritmo da anterior. Tem bastante ação, humor e muito geek, e assim como o primeiro livro, é bastante complexa e com detalhes bizarros que acabam tornando a história diferente.
Agora Joey tem dezesseis anos, quase dezessete, e seu amadurecimento é perceptível. Sabe aquelas situações em que tudo parece estar no lugar e no momento errado? Joey parece ter inventado isso pois é mestre em se meter nessas. Ele se desligou bastante do passado e do que deixou pra trás, mas se preocupa muito com a opinião alheia e isso é algo que não me agrada muito.
Joey possui várias versões de si mesmo, até versões femininas, e a enorme quantidade de personagens cujos nomes começam com a letra J soou um tanto ridículo e até confuso. Joey, J/O, Jai, Jakon, Jo, Josef... Alguns deles intelectuais demais a ponto de usarem palavras difíceis das quais Joey não sabe o significado e viva "reclamando" que precisa de um dicionário.
Acho que captei a ideia de os personagens possuírem a mesma essência e serem versões diferentes dela por virem de mundo diferentes, mas num determinado ponto, pois mais que haja um excesso de explicações, me perdi na história e o restante da leitura se tornou arrastada.
Talvez aqueles leitores vorazes do gênero sci-fi tenham uma percepção diferente e consigam captar melhor os acontecimentos malucos da história, e ainda que eu tenha ficado com a ideia de que teoricamente todos em Entremundos são a mesma pessoa, só no próximo volume é que espero respostas concretas.

Gosto da ideia do "Andar", desse lance de aventura interdimensional e viagens no tempo e espaço, mas acho que para um livro voltado ao público juvenil, tudo estava "difícil" demais de acompanhar.
Acho que é uma série que não deve ser lida com um grande intervalo entre os livros, pois são muitos detalhes apontados que, embora sejam relembrados superficialmente, podem deixar o leitor perdido. Então tive que voltar no primeiro livro (que li já faz mais de um ano) e ler alguns trechos para que eu pudesse lembrar e me situar melhor nessa continuação, então foi algo que me incomodou um pouco.

A capa faz o mesmo estilo da primeira e de perto é bem bonita. As páginas são amarelas e a diagramação é simples. Não percebi erros de revisão.
Pesquisei um pouco sobre a questão da autoria do livro e ao que parece, ainda que a ideia da história tenha sido de Neil Gaiman e o primeiro livro tenha seu dedo, este segundo livro não foi escrito por ele, mas sim por Micheal e a filha, Mallory Reaves, e talvez isso explique o tipo de escrita e alguns pontos fracos na trama.

De forma geral é um bom livro e recomendo para aqueles que curtem história de ficção científica com aventuras entre dimensões.


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