21 de dezembro de 2014

Trono de Vidro - Sarah J. Maas

Lido em: Dezembro de 2014
Título: Trono de Vidro - Throne of Glass - Livro 1
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Gênero: Juvenil/Fantasia
Ano: 2013
Páginas: 392
Nota
Sinopse: Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida.
Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela... Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor.
Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros... Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.

Resenha: Trono de Vidro é o primeiro volume da série Throne of Glass escrita pela autora Sarah J. Maas e publicado no Brasil pela Galera Record.
Celaena Sardothien (pronuncia-se "Sell-lay-nah Sar-doth-ee-en") é uma assassina que mal completou 18 anos e já se encontra numa situação difícil: ela é uma escrava que foi presa por seus crimes e estava cumprindo um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier. Até que tem uma chance de ser livre quando, após sobreviver por tanto tempo, é arrastada até o Príncipe Dorian e lhe é proposto participar de um tipo de torneio a fim de encontrar o novo assassino real. Seus adversários são assassinos perigosos de toda parte do império e se ela vencer, terá como prêmio sua liberdade após servir o reino durante alguns anos prestando seus serviços mortais. Os competidores começam a morrer misteriosamente e cabe a Celaena descobrir o que está acontecendo pois ela não tem a menor intenção de ser outra vítima, e tal descoberta a leva a crer que o destino lhe reserva algo que nunca poderia imaginar...

Narrada em terceira pessoa, a história tem ação e mistério e é satisfatória até certo ponto... O pano de fundo medieval talvez tenha sido imposto para combinar com os nomes super esquisitos dos personagens com pronúncias bem diferentes do que são escritos (o que pra mim foi até um pouco incômodo a ponto de eu dar uma pequena pausa na leitura pra procurar as pronúncias corretas - e vocês podem conferir no site da própria autora clicando aqui).
Esperei que Celaena, por ser uma assassina tão famosa, fizesse jus ao seu título, mas não é bem assim... Me deparei com treinamentos e mais treinamentos com o capitão Chaol Westfall que pareciam que nunca mais teriam fim dentre outras coisas mais... Talvez seja algo proposital, pelo livro ser o primeiro volume e ter uma função mais introdutória, mas ainda assim acho que, devido a premissa e a ideia inicial da autora, seria muito melhor se houvessem cenas mais sanguinolentas e dignas de uma assassina tão habilidosa como Celaena deveria ser... Deveria, mas, definitivamente, não é. A ideia da autora (vide orelha do livro) em apresentar uma "Cinderela assassina" a princípio pareceu ser fantástica e inovadora, mas não funcionou muito bem pra mim pois achei que iria me deparar com alguém como a personagem Seis da série Os Legados de Lorien, que realmente impressiona, mas não... Não poderia ser possível existir uma assassina com tantas habilidades fodásticas no corpo de uma personagem cheia de inseguranças bobas, preocupações fúteis e diálogos rasos. Me restou fazer uma comparação com Bella Swan, aquela completa songa monga cheia de mimimis infundados com seu poder de proteção "elástico" que é um arraso (ou não). Bitch, please.
A impressão que tive é que a história vai ter um final previsível e óbvio e que a autora cria situações para levar o leitor para outra direção, mas no fundo eu sabia que aquilo era uma distração pra tentar me enganar e me fazer pensar que o que eu havia suspeitado desde o princípio não fazia sentido, mas na verdade fazia sim. Uma coisa que me fez bufar e revirar os olhos mil vezes foi o famoso e odioso triângulo amoroso, que não sei se devo chamar assim... Celaena se sente atraída pelo capitão Westfall, pois seus treinamentos são com ele e ele parece entendê-la e conhecê-la mais do que ninguém, mas ela também se sente atraída pelo príncipe Dorian (que mais parece um príncipe encantado cheio de estereótipos). O relacionamento com o capitão parece ser mais realista pois o cara parece ter um pouco mais de senso. O problema é que o tal "romance" não convence, soa forçado, artificial, esquisito... É tipo Edward vs Jacob, todos sabem quem será o escolhido, mas arrastar a situação é quase que obrigatório para testar a paciência dos que detestam esse tipo de coisa.
Em meio a treinamentos para um torneio de vida ou morte onde tem espaço para pombinhos se conhecerem um ao outro, olhar pro horizonte e sonharem juntos? Bitch, please².
Celaena passou por tanta coisa em sua vida, mesmo sendo tão jovem, e esperei alguém muito mais fria e calculista, com objetivos definidos e não alguém tão... tão... "princesinha".

A capa é  muito bonita e o título é metalizado dando um toque todo especial a ela. A contracapa mostra a personagem vista de costas, porém com uma roupa que dá uma ideia diferente do que vemos na frente, só não imaginei de cara o que seria...
Os capítulos são curtos e sempre terminam com o propósito de deixar o leitor ansiando pelo próximo, mas se a intenção é essa mesmo, só se a paciência for infinita pois a maioria dos finais e inícios de capítulos não se entrelaça muito bem.
No início há um mapa de Erilea para ajudar o leitor a se situar melhor ao mundo em que a história se passa e acho bacana quando existe essa preocupação em ilustrar certos locais pois realmente facilita.
Não vou negar que pra mim a história não foi o que esperei... Valeu o entretenimento? Valeu. Valeu conhecer o capitão Westfall que diferente dos demais é alguém realmente bem construído e convincente? Sim, muito, e ele é um dos poucos nessa história que realmente são dignos e admiráveis. A narrativa é fácil e flui muito bem na maioria das vezes, mas ainda assim é um pouco amadora.

Trono de Vidro foi como uma releitura de uma história fofa da Disney mas cheia de trelelês com a intenção de deixá-la incrementada. A autora teve uma ideia boa mas que pra mim não foi tão bem conduzida. Acho que se tivesse cumprido com o prometido eu teria aproveitado muito mais, afinal, esperei por algo brutal, por assassinos hardcore, cabeças voando depois de serem decaptadas com espadas e muito sangue jorrando pra todos os lados mas encontrei devaneios amorosos e preocupações com aparência e vestidos. A sinopse engana...  E muito. É o tipo de livro que julgamos pela capa...

O livro não é de todo ruim, eu só esperei uma coisa e me deparei com outra totalmente diferente, mas acho que a leitura ainda é válida de qualquer forma (desde que não se leve a sinopse em consideração para formar qualquer opinião).


Um comentário

  1. Sou louca para ler este livro e sempre li várias resenhas super positivas a respeito dele, a sua é a primeira negativa e eu adorei ler uma opinião diferente sobre o livro. Quando eu puder ler o livro abaixarei um pouco da expectativa e esquecerei da sinopse haha.

    Beijos
    http://palavrasdeumlivro.blogspot.com.br/

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