17 de março de 2017

O Coração da Esfinge - Colleen Houck

Título: O Coração da Esfinge - Deuses do Egito #2
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Gênero: Fantasia/Aventura/YA
Ano: 2016
Páginas: 368
Nota:
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Sinopse: Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

Resenha: O Coração da Esfinge é o segundo volume da série Deuses do Egito escrita pela autora Colleen Houck e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro.

Em O Despertar do Príncipe, primeiro volume da série, conhecemos Lily Young, uma jovem infeliz de dezessete anos que tem a vida totalmente controlada pelos pais até ter a oportunidade de se libertar ao embarcar numa viagem louca rumo ao Egito com uma múmia de milhares de anos que despertou num museu e passou a usar a energia vital dela para cumprir com sua missão de impedir Seth, o deus do caos, de destruir a Terra.
Então, dando continuidade a esses acontecimentos, e sem dar spoilers gritantes, Amon se rebelou contra os deuses egípcios e decidiu se transportar para o mundo dos mortos, e, com isso, Lily, arrasada, foi passar um tempo na fazenda da avó. Mas além de sofrer com a ausência do seu amado, ela ainda tem pesadelos tumultuados onde o vê lutando frequentemente contra várias criaturas monstruosas, e nem sempre levando a melhor. O que restou a ela foi um artefato que Amon havia lhe entregado antes de partir e que representa seu coração. Esse artefato criou um elo entre os dois, fazendo com que Lily seja capaz de encontrar - e salvar - Amon onde quer que ele estivesse, já que eles estão conectados independente do mundo em que estejam. E quando Anúbis faz uma visita a ela lhe dando a missão de ajudar Amon, ela não hesita em aceitar. Mas Lily não poderia ir até o mundo dos mortos como uma simples humana, ela deveria se transformar num esfinge, desde que provasse seu valor ao encarar provas difíceis e convencesse os deuses de que é digna de adentrar outro mundo.

Quem leu minha resenha de O Despertar do Príncipe percebeu que o livro foi uma completa decepção pra mim. Mas a culpa é toda minha, afinal, quem mandou insistir em ler todos os livros da autora sabendo que apenas um único mísero me agradou em meio a todos que desgraçaram a série inteira?
Narrado em primeira pessoa, lá vamos nós acompanhar Lily em mais uma tarefa impossível cheia de aventuras, perigos, reviravoltas loucas, e muitos detalhes sobre a mitologia egípcia, que dessa vez está bem mais sombria do que antes. A parte da mitologia é ótima, não nego, mas não salva a história...

Colleen Houck tem uma habilidade ótima de fazer o leitor viajar pra longe e imaginar tudo com muita perfeição através de sua narrativa fluída, detalhada e rica, isso eu posso afirmar com toda a certeza do mundo, mas é só. Não adianta ler uma história se a única coisa que pode ser aproveitada é esse fator, e só posso dizer que o que essa autora escreve não deve ser pra mim, mesmo. Penso seriamente em parar por aqui já que não consigo mais engolir tanta patifaria. Pena que descobri isso tarde...
Apesar de eu não ir muito com a cara de Amon, tenho que confessar que, no primeiro livro, com o passar do tempo o romance ele entre e Lily começou a ficar mais aceitável, ele demonstrando ser fofo e tudo mais, mas aí decidir que fugir de suas obrigações e largar sua amada pra trás pra ir pro meio no inferno seria uma boa ideia é demais. Mais egoísta impossível. A impressão que tive é que ele não considerou uma vez sequer o que essa escolha infeliz traria como consequência para a vida dele, de Lily, dos seus irmãos, de quem o cerca e do mundo inteiro que continuava sendo alvo de Seth.

E Lily? Meu Deus do céu... Há tentativas inúteis para justificar o novo comportamento que a protagonista passa a ter, que é questionável e nada confiável se levarmos em consideração que ela agora está dividindo o próprio corpo com a leoa Tia, mas saber que o amor que sente por Amon ainda é muito forte pra querer salvá-lo da situação trágica em que ele se encontra colocando a própria vida em risco e usando toda a sua coragem e força, e ainda assim achar que está tudo certo se ela se sentir atraída por outros homens, flertar com eles, beijar, deixar ser beijada e sabe-se lá mais o quê... É, no mínimo, desleal e vergonhoso. Não importa que Tia também tenha algum controle sobre ela e às vezes algumas atitudes se "confudam" devido a alguma influência que Lily possa estar sofrendo, mas a partir do momento em que ela mesma se questiona sobre o que sente, não tive mais dúvidas do caráter péssimo dessa personagem. E o respeito, cadê? E nem vou falar sobre o artefato que Amon lhe deu que faz com que ela se torne irresistível, sedutora, gostosona, pra qualquer um que cruze seu caminho...

Não sei que ideia estrambólica é essa de criar um clima romântico (e doentio) entre Lily e Amon no primeiro livro e no segundo já inventar um monte de besteiras pra enfiar os irmãos dele no meio do romance pra "movimentar" as coisas criando triângulos, quartetos ou um verdadeiro "bacanal amoroso", tornando a protagonista, que antes era um símbolo de fragilidade, em uma criatura fácil e que atira pra todos os lados, como se isso fosse algum tipo de "empoderamento", girlpower ou que nome tenha, como se o sentimento fosse uma brincadeira ou qualquer coisa a ser jogada no lixo. E o pior de tudo é que a coisa toda é inútil, encheção de linguiça pura, afinal, todos nós estamos cansados de saber com quem a mocinha vai ficar no final, né? Então pra que perder tempo irritando os leitores com tanta babaquice? O nome desse livro deveria ser "Manual de Como Destruir uma História".
E o pior é que mesmo assim, eu, idiota, continuei insistindo na leitura sabendo que nada poderia salvar essa palhaçada toda já que a autora parece insistir na mesmíssima fórmula da Saga do Tigre (que pra mim foi miserável de tão ruim) e ainda deixar o final aberto de um jeito que a interpretação possa ser considerada ambígua, para meu desgosto eterno. Argh... Pra mim já chega.


Um comentário

  1. oi fla.
    eu gostei tanto do primeiro livro, li sua resenha dele agora, mas o segundo .. misericórdia.
    queria morrer lendo esse livro, sem sombra de dúvida eu desisto dessa série porque não dá mais não. Seguindo o Coelho Branco

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