Na Telinha - Frozen II: O Reino do Gelo

18 de janeiro de 2020

Título: Frozen II: O Reino do Gelo (Frozen II)
Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad, Jonathan Groff
Gênero: Fantasia/Animação/Musical
Ano: 2019
Duração: 1h 44min
Classificação: Livre
Nota:★★★★☆
Sinopse: De volta à infância de Elsa e Anna, as duas garotas descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes.

As coisas em Arendelle parecem estar caminhando bem depois de Elsa ter voltado do Castelo de Gelo e revertido o inverno eterno. Elsa se tornou uma rainha justa e amada por todos, e Anna engatou um namoro fofo com Kristoff. Mas, depois de Elsa ouvir um misterioso chamado (que só ela escuta), ela e a irmã, em companhia de Kristoff, Sven e Olaf, vão embarcar numa jornada em busca de respostas sobre o passado do reino para impedir a destruição de Arendelle.


Como qualquer sequência, esperamos que ela acrescente pontos à história que façam alguma diferença e responda perguntas que ficaram sem respostas, e Frozen 2 cumpriu isso em partes. A animação se passa seis anos após a morte do Rei Agnarr e da Rainha Iduna (o que na cronologia deve corresponder por volta de uns 3 anos desde que Elsa foi coroada como Rainha de Arendelle), e tem uma pegada mais adulta, talvez pelos personagens terem tido experiências que os moldaram e os tornaram mais maduros, o que é bastante abordado inclusive, e a trama transita entre presente, flashbacks e momentos que surgem através de esculturas de gelo afim de contar a história e trazer maiores informações acerca das lendas locais e dos laços familiares entre os personagens..


Tudo começa quando Elsa e Anna ainda são crianças e o pai delas, o Rei Agnarr, conta a história de uma floresta encantada regida por espíritos que representam os quatro elementos, terra, fogo, ar e água, onde vivia o povo Northuldra, ou o Povo do Sol. Os Northuldra eram amigáveis e viviam em sintonia com a natureza, até que um terrível conflito entre eles o Rei Runeard, o pai de Agnarr, causou a ira dos espíritos e a floresta foi tomada por uma densa névoa que impede qualquer um de sair ou entrar nela. Trinta e quatro anos se passaram desde então, e a floresta continua sob a maldição da névoa, prendendo todos dentro de seus limites. Agora, após o chamado, Elsa e Anna partem para a floresta e além, numa tentativa de descobrir a verdade sobre o que causou o conflito, dissipar a névoa, libertar o povo e salvar o reino de Arendelle de uma grande ameaça.


Elsa e Anna continuam com a forte ligação entre irmãs que sempre as manteve unidas, mesmo que estivessem distantes, mas o amadurecimento de ambas, que é bastante destacado na trama, faz com que elas entendam melhor o que esse relacionamento fraternal significa, mesmo que pareçam depender uma da outra. Uma sempre vai estar lá pela outra, independente dos obstáculos que precisem enfrentar. Porém, apesar disso, Anna continua meio inconsequente, sempre agindo por impulso de acordo com o que ela pensa, fazendo suposições apressadas, talvez com intenção de fazer o espectador rir, mas não funciona muito bem. Em alguns momentos isso rende algumas cenas de tensão, outras de bom humor, mas num geral, ela não está tão diferente do que vimos no primeiro longa.


O alívio cômico da animação continua sendo Olaf, que embora não tenha ganhado o devido espaço que merece, também aparece mais maduro, reflexivo, fazendo questionamentos existenciais sobre ele mesmo, assim como sobre os sentimentos que o invadem. Ele continua engraçado e fofo, e é impossível não gostar desse boneco de neve falante.


Não curti muito o desenvolvimento de Kristoff. O jovem está tão preocupado em ficar junto de Anna pra sempre, que o que parece é que ele se coloca abaixo dela, criando uma dependência emocional meio doentia. Suas tentativas fracassadas de pedi-la em casamento só me fizeram revirar os olhos. Sven consegue ser muito mais cativante que ele.

Tanto se falou em novos personagens, mas os mesmos não foram muito aprofundados. O que parece é que foram apresentados dando a entender que fariam alguma coisa importante, mas acabaram ficando esquecidos e levantaram mais perguntas do que qualquer outra coisa. Um deles inclusive é uma versão idêntica do próprio Kristoff. A salamandra super fofa que conquistou geral nos trailers só tem a função de ser fofa e nada mais. Outra coisa é que fiquei me perguntando como diabos o exército de Arandelle, que ficou preso na floresta depois da batalha, passou mais de trinta anos usando a mesma roupa (???) quando as protagonistas aparecem com um look diferente, um mais lindo e esvoaçante do que o outro, a cada minuto. Pra mim foi impossível não ficar com aquela sensação de frustração por ter criado expectativas sobre as novidades.


Elsa continua forte e corajosa, mas parece que ainda está num processo de autoconhecimento. Por tudo o que acontece, ela continua em busca de uma liberdade que ela não pode ter devido as responsabilidades que precisa cumprir. A ideia dela seguir adiante em busca de respostas, preocupada em proteger Anna do perigo e salvar a todos, mostra o quanto ela coloca os outros em primeiro lugar em sua vida, mas também mostra que ela tem uma necessidade de ser livre.


Sobre a parte musical, com exceção de Into the Unknown, achei que as músicas não foram tão marcantes como Let it go e afins, e embora apareçam do nada e de forma muito excessiva, o que pode tornar a experiência com a animação um tanto cansativa, elas possuem letras que realmente tem algo a dizer, que contam algo importante para a história, logo é válido prestar atenção para um maior entendimento da trama e das lendas que a cercam. O visual e o cenário, como sempre, dispensam comentários. Dessa vez, em vez de focar exclusivamente em tons de azul e branco do gelo, os tons mais usados são laranja e rosa, evidenciando a floresta encantada e lembrando muito o outono. É um cenário deslumbrante e de encher os olhos.


Li em algum lugar que o longa teria vários minutos a mais, mas que pra não ficar muito extenso, várias cenas foram cortadas. Acho que isso explica o motivo dos personagens aparecerem em certos locais do nada sem que pudéssemos acompanhar como e porquê chegaram lá.
No mais, embora não tenha achado melhor do que o primeiro, achei que Frozen 2 foi uma boa sequência. Não respondeu todas as perguntas, levantou algumas outras mais, mas no geral, é animação mais do que obrigatória pra qualquer fã da Disney. As irmãs continuam empoderadas, não se deixam intimidar e nem se limitar por ninguém, e sempre surpreendem com coragem e determinação.

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Um comentário

  1. Olá
    Eu ainda fico arrepiada ao lembrar de Frozen 2. Eu gostei muito da animação. Achei lindíssima. Também me decepcionei um pouco com o Kris e com os tão falados personagens novos... mas enfim. Esperando um Frozen 3? Obviamente

    Vidas em Preto e Branco

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