13 de novembro de 2017

Espada de Vidro - Victoria Aveyard

Título: Espada de Vidro - A Rainha Vermelha #2
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Gênero: Distopia/Jovem Adulto
Ano: 2016
Páginas: 496
Nota:
Sinopse: O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Resenha: Depois de quase terem sido massacrados por prateados a mando de Maven, Mare e Cal conseguem fugir da prisão do palácio e são levados pela Guarda Escarlate para um local onde ela poderia não só se sentir em casa, mas também reencontrar sua família. Se sentindo traído pelo sangue, Cal se torna aliado de Mare e decide ajudá-la em sua jornada, mesmo que inicialmente seja tratado como prisioneiro pelos vermelhos.
E nessa sociedade dividida pelo sangue, onde vermelhos são explorados pelos prateados que detém poderes e fazem parte da elite, Mare descobriu que possui a habilidade de controlar a eletricidade, e isso a torna uma ameaça para Mavem e sua mãe, Elara. A novidade é que Mare não é a única vermelha a ter um dom especial e estes passaram a se chamar sanguenovos. Ela vai tentar, então, encontrar e recrutar esses sanguenovos a fim de formar uma exército e lutar contra a opressão da elite prateada.

Embora o ritmo de Espada de Vidro seja mais lento do que seu antecessor, principalmente por Mare não parar de pensar que todos podem ser traidores e não saber em quem pode confiar ou não, o que irrita bastante em alguns momentos, a história continua sendo muito bem construída e empolgante.
A impressão que fica é que antes da tempestade sempre vem a calmaria. Depois de alguns capítulos a protagonista parece levar um choque de realidade, literalmente falando, e amadurece bastante, e isso dá um ritmo diferente para a história, que se torna mais fluída e com acontecimentos frenéticos.
Como se esse universo já não fosse intrigante o bastante, os conflitos políticos presentes na trama elevam a história a um outro patamar, e os elementos voltados para as questões românticas saem de cena para darem espaço a batalhas sangrentas entre pessoas dotadas dos mais diversos e fenomenais poderes.
E nesse cenário acompanhamos Mare num tipo de transformação pessoal, onde ela precisa tomar decisões grandiosas e que a afetam de forma muito negativa. Ela quer salvar os seus, quer acabar com a tirania e a opressão, mas será que vai conseguir quando internamente está tão fragilizada? É como se ela precisasse cumprir com um papel para o qual não foi preparada, mas isso não a impede de pelo menos tentar e é justamente com os erros que ela aprende.
Os outros personagens também são bem trabalhados, apresentando pontos relevantes sobre suas histórias e como lidam com isso no momento presente, como é o caso de Cal, que foi traído e agora faz de tudo para superar.
Basicamente o livro fala sobre a busca pelos sanguenovos e os dilemas de Mare para persuadi-los a lutarem pela causa, enquanto os demais acontecimentos acabam interferindo nesse objetivo principal dela e de seus aliados.

A autora conduz a trama de uma forma inesperada, dando a ela um desfecho arrebatador. Não importa o que esteja acontecendo, desde simples diálogos até os piores momentos de tensão, é impossível não se envolver. O único porém aqui é sobre o dito romance que não faz muito sentido existir. Como eu costumo dizer em livros que trazem conflitos do tipo, há coisas mais urgentes para se preocupar do que forçar a barra tentando enfiar paixonites, até então inúteis, goela abaixo dos leitores, mas fora isso a história é maravilhosa e imperdível.

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