Novidade de Fevereiro - Paralela

2 de fevereiro de 2024

A Tempestade que Criamos - Vanessa Chan (20/02/2024)
Malásia, 1945. A família de Cecily Alcantara corre perigo: Abel, seu filho de quinze anos, desapareceu, e Jasmin, a caçula, passa os dias confinada em um porão para escapar do risco de ser levada às estações de conforto. Jujube, a filha mais velha, trabalha em uma casa de chá frequentada por soldados japoneses, e sua raiva só aumenta. Cecily tem certeza de duas coisas: é tudo culpa dela, e sua família não pode nunca saber a verdade.Anos antes, Cecily estava desesperada para ser mais do que uma dona de casa, esposa de um burocrata de médio escalão na Malásia ocupada pelos britânicos. Um encontro ao acaso com o general Fujiwara a levou para uma vida de espionagem, seduzida pelo sonho da "Ásia para os asiáticos". O que aconteceu, porém, foi que ela teve participação na tomada dos japoneses no país, numa ocupação ainda mais brutal.Uma década mais tarde, conforme a guerra chega ao ápice no continente, suas ações começam a cobrar um preço. Agora, a família de Cecily está à beira da destruição -- e ela fará de tudo para salvá-los.

Novidade de Janeiro - Seguinte

3 de janeiro de 2024

Esquisitona - Sarah Andersen (18/01/2024)
Você faz piadas ruins nas horas mais inconvenientes? Tem medo de se mostrar como realmente é -- e assustar as pessoas? Relaxa, todo mundo tem alguma esquisitice... Ou várias! Isso é o que demonstram as tirinhas de Sarah Andersen, cartunista que já conquistou mais de 4 milhões de seguidores na internet com um traço encantador e sacadas geniais.
Esta nova antologia fala sobre o sentimento de inadequação num mundo pra lá de convencional. Acima de tudo, nos traz a tranquilidade de que está tudo bem ser diferente, e que sempre vai ter alguém que compartilha das nossas esquisitices -- basta olhar para o lado, ou folhear as páginas.

Novidade de Janeiro - Paralela

2 de janeiro de 2024

O Experimento do Amor Verdadeiro - Christina Lauren (18/01/2024)
Fizzy Chen está perdida. É verdade que ela tem uma carreira incrível como autora de romances, mas, quando a convidam para discursar em uma formatura, ela percebe que não tem vivido o que retrata nos livros. A realidade é que Fizzy nunca sequer se apaixonou. Agora, o otimismo que ela sempre incentivou em suas leitoras parece apenas uma mentira.
Connor Prince ama o que faz como documentarista, mas não sabe como vai cumprir a missão dada pelo chefe: criar um reality show de namoro. Seu caminho cruza o de Fizzy no momento ideal: ele está desesperado para encontrar uma protagonista para o novo programa, e quem seria melhor para isso que a rainha do romance?
Porém, quando a produção de O Experimento do Amor Verdadeiro começa, Connor passa a se perguntar se pode haver um par perfeito para ele também -- enquanto Fizzy percebe que o final feliz do qual ela já tinha desistido pode estar se escondendo bem ali, atrás das câmeras.

Resumo do Mês - Dezembro

1 de janeiro de 2024

Esse mês é aquela correria de sempre, Natal, aniversário da Vivi, desespero, dedo no cool e gritaria... Mais um Dezembro com tudo dentro da normalidade daqui de casa... O problema é que um belo dia desses fui inventar de carregar o Ian pra levar ele pra cama, porque a benção tinha dormido num colchão que coloquei o chão da sala, mas não pensei que além de eu estar toda dolorida por causa da pintura das paredes que não tinha fim, a criança pesa quase 30kg e ainda ficou fazendo pirraça porque não queria ir pra cama, e ficou se jogando no chão pra eu largar ele. Resultado disso foi que minha coluna deve ter se esgoelado e saído do lugar, porque o estalo que ouvi e a dor que passei a sentir a partir desse episódio fatídico me rendeu uma visita no pronto-socorro, duas injeções na bunda, um pedido de ressonância pra investigar a lombalgia, e remédios que não acabam mais. E aproveitando esses dias de molho com o corpo duro, eu li. Li como se não houvesse amanhã, e percebi que há males que vem pra bem, porque se eu não parasse, nem que fosse por mal, eu talvez não daria conta de por as leituras em dia e acabar o ano sem pendências. Mas por causa dessa gracinha não terminei de pintar as paredes e nem de organizar a bagunça, e nem sei quando vou dar conta de fazer isso, meudeusdocéu.

Uma notícia maravilhosa foi que saiu a sentença da juíza sobre meu processo contra o Facebook pela minha página que foi roubada e, mesmo fazendo tudo sozinha e sem advogado, a decisão foi a meu favor. Além da indenização por danos morais pela falta de suporte e descaso que tiveram comigo, ainda vão ser obrigados a me devolver minha página, porém, com o recesso do final de ano, vou ter que esperar um pouco mais. Mas pra quem já esperou até agora, dá pra aguentar mais umas semanas.

Enfim... Em 2024 tem mais.

Resenhas

Wishlist de Board Game

 




Caixa de Correio #141 - Dezembro - Adios, 2023!

31 de dezembro de 2023

Esse mês não comprei muita coisa por motivos das prioridades de fim de ano. Niver da Vivi, Natal, comilanças e gostosuras, fora a trabalheira danada pra organizar e fazer tudo praticamente sozinha. Daqui a pouco é ano novo e tô aqui, atrasada, fazendo um pudim e esperando algum milagre que faça o bendito ficar pronto a tempo.
Só aproveitei umas míseras promoções de jogos e um deck da minha lista e os ivros vieram da parceria (que já tem resenhas publicadas  inclusive).

Mestre dos Djinns - P. Djèlí Clark

27 de dezembro de 2023

Título:
 Mestre dos Djinns - Dead Djinn Universe #1
Autor: P. Djèlí Clark
Editora: Suma
Gênero: Fantasia Urbana/Steampunk
Ano: 2023
Páginas: 352
Nota:★★★☆☆
Sinopse: Cairo, 1912. Fatma el-Sha’arawi é a mais jovem mulher a trabalhar para o Ministério de Alquimia, Encantamentos e Entidades Sobrenaturais. Mas ela certamente não é nenhuma novata, ainda mais depois de ter impedido a destruição do universo no último verão.
Após um assassinato envolvendo os membros da Sociedade Hermética de Al-Jahiz, irmandade secreta dedicada ao homem mais famoso da história, a agente é convocada para investigar o caso. Quarenta anos antes, al-Jahiz abriu o véu que isolava o mundo mágico ― trazendo os djinns, ou gênios, para a realidade humana ― e desapareceu sem deixar vestígios. Agora, o assassino alega ser o próprio al-Jahiz, que voltou para punir a sociedade moderna por suas injustiças sociais.
Na companhia de Hadia, sua nova assistente, e de Siti, sua namorada e devota dos antigos deuses egípcios, Fatma precisará desvendar a identidade do impostor ― se é que ele é mesmo um impostor ― para reestabelecer a paz.

Resenha: Mestre dos Djinns, escrito pelo autor P. Djèlí Clark, se passa na cidade de Cairo de 1912, num Egito alternativo e steampunk que se transformou numa superpotência política, a frente até mesmo de países europeus. Esse destaque do Egito ocorreu há quarenta anos, após o lendário al-Jahiz ter abrido o véu que separava o mundo real do sobrenatural e causado uma revolução mágica. Djinns e outras criaturas fantásticas adentraram o mundo real mas, logo em seguida, al-Jahiz desapareceu sem deixar rastros. Com a presença das criaturas, a magia se tornou parte da realidade e passou a ser algo comum.

Quando um assassinato misterioso envolvendo a aristocracia britânica e os membros da Sociedade Hermética de Al-Jahiz (uma irmandade secreta dedicada a al-Jahiz) acontece, Fatma el-Sha'arawi, uma detetive "bastante experiente" de vinte e poucos anos, entra em cena.
Numa época onde o sufrágio feminino está avançando pelo Egito, Fatma é a mulher mais jovem e uma das poucas a trabalhar no Ministério da Alquimia, Encantamentos e Entidades Sobrenaturais. Agora ela foi designada a investigar esse assassinato que acaba a levando a uma pessoa que alega ser o próprio al-Jahiz. Fatma embarca nessa missão determinada a desmascarar o impostor com a ajuda de Hadia, sua assistente que é super comprometida com o trabalho.

O livro é narrado em terceira pessoa e a escrita do autor é relaticamente boa, porém com ressalvas. Algumas descrições e palavras são floreadas demais, outras carecem de O cenário e a construção de mundo em si é incrível e, apesar de bastante criativo, achei que o enredo e a construção dos personagens estavam com várias falhas que acabaram deixando a história dispersa e com pontos que pareciam só estarem alí pra desviar a atenção do leitor. Uma coisa que dificultou a leitura pra mim foi o excesso de palavras da cultura egípcia, como roupas, comidas ou objetos. Não tenho nada contra a cultura em si, mas pra quem não está acostumado ou não sabe o que são essas coisas descritas pelo autor, ou vai precisar interromper a leitura e ir pesquisar, ou vai ignorar e fingir que sabe, e seja o que Deus quiser. Alguns elementos foram inseridos na intenção de aumentar a tensão e os problemas pra se enfrentar, mas não havia a menor necessidade visto que deixou mais perguntas do que respostas e que, talvez, serão aprofundadas num próximo volume. Outra coisa é que num universo onde as pessoas já se habituaram ao sobrenatural, Fatma - que trabalha no Ministério - não parece enxergar o óbvio algumas vezes, e suas reações diante de algo que ela já deveria estar acostumada e tratar como algo rotineiro, não parecem ser reais.

Fatma, como aquela protagonista que dá a ideia de ser alguém super fodona, competente e habilidosa, não passa de uma abençoada totalmente superficial, arrogante e desatenta que se aproveita das conveniências do enredo e da boa vontade das testemunhas que aparecem em seu caminho pra lhe dizer exatamente o que fazer, e se não fosse isso, ela não chegaria a lugar nenhum, nunca. Sua falta de competencia em várias situações desencadeiam conflitos que, ao meu ver, não deveriam existir. Acho que sua assistente é muita mais profissional do que ela. Não sei se isso foi algo proposital feito pelo autor, mas a impressão que tive era que ele focou mais na sua obsessão por roupas estilosas e relacionamento amoroso pra dar um toque de bom humor (?) do que a missão investigativa que, ao meu ver, era o que importava alí.
Siti, a namorada de Fatma, é uma personagem cheia de camadas e foi uma pena que não foi tão explorada como eu gostaria. Ela tem sua importância no enredo, seja com relação ao mistério como também para o desenvolvimento de Fatma, além de abordagens bem adequadas que criticam temas delicados como racismo e intolerância religiosa.

Embora haja muita tensão em cenas mirabolantes e cheias de perigos, as coisas não parecem manter um ritmo padronizado, pois várias situações sofrem reviravoltas mas são resolvidas de formas relativamente simples pra todo o alvoroço apresentado, e a sensação é de desorientação e aleatoriedade. O vilão também é super caricato (e tenho certeza que foi feito assim de propósito) com suas motivações e discursos ridículos enquanto gira o próprio bigode.

Em meio à trama, achei interessante a forma como o autor abordou a questão do espaço e dos direitos que as mulheres começaram a ter numa época onde, embora houvesse um pouco de tolerância, a misoginia ainda tinha muita força, e não só isso, como também o racismo, a xenofobia e o elitismo dos quais ele aproveita pra fazer uma excelente crítica. Fatma representa um pouco desse progresso, principalmente por ela ser lésbica, mas fica evidente que tudo poderia ser melhor, ainda mais se formos considerar que é um universo alternativo e que não precisa seguir a risca a nossa realidade...

Mestre dos Djinns traz uma história com um estilo alternativo e engenhoso bastante interessante de um Egito que ascendeu com a ajuda do sobrenatural. Pra quem gosta de boas contruções de mundo, do estilo steampunk com aquela pegada de magia, suspense, caos e investigações em meio a cultura a mitologia egípcias, e ficou curioso pra acompanhar uma detetive com habilidades duvidosas mas com gosto requintado para ternos, é leitura mais do que indicada.