7 de fevereiro de 2018

Meus Dias com Você - Clare Swatman

Título: Meus Dias com Você
Autora: Clare Swatman
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance
Ano: 2017
Páginas: 312
Nota:
Sinopse: Quando o marido de Zoe morre, o mundo dela desaba. Mas e se fosse possível tê-lo de volta?
Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho.
Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira?
Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade.
A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance: uma oportunidade de fazer tudo diferente, de focar naquilo que realmente importa, de mudar os rumos do relacionamento – e, quem sabe, o destino de seu grande amor. 

Resenha: Não é difícil encontrarmos histórias onde os protagonistas tem a chance de reviverem o passado como segunda chance para algo que não acabou bem, mas apesar de existir uma "fórmula" pra esse tipo de enredo, quando ele é bem desenvolvido acaba sendo uma grata surpresa, o que, em partes, acontece em Meus Dias com Você... Embora a história seja leve e cheia de toques românticos que deveriam nos fazer suspirar, ela é arrastada e cheio de incoerências em vários pontos. Zoe é uma personagem cujos pensamentos e atitudes são desinteressantes, absurdos ou repetitivos. Não faz muito sentido pra mim alguém ter a chance de reviver o passado mas a cada acontecimento já vivenciado a reação ser de surpresa, espanto, desespero ou coisa parecida sendo que já se sabe o que vai acontecer. Entendo que algumas situações são realmente tristes e relembrá-las pode ser algo bastante doloroso e difícil, mas encarar aquilo como se fosse algo novo não me pareceu nada crível. Somando isso aos constantes pensamentos sobre Ed, o quanto ela o idolatra como se ele fosse perfeito (sendo que não é, e isso fica bem claro no decorrer dessa jornada de Zoe), e a fixação eterna que ela tem pelo "e se", acompanhar Zoe revivendo o passado foi cansativo e bem desgastante, e sem contar que em momento algum ela levanta questionamentos sobre como esse retorno foi possível, e cabe ao leitor imaginar se o que está acontecendo é sonho, realidade ou sabe-se lá o quê.

Como personagens, percebi que Ed e Zoe são bem diferentes um do outro, mas embora o casamento tenha chegado a um ponto crítico, eles buscavam pelo equilíbrio para darem certo, o que não parece ter dado muito certo, convenhamos. Enquanto Zoe almejava estabilidade, Ed sonhava em alcançar a felicidade nos campos que ele mais se preocupava em sua vida, fazendo as coisas que eram convenientes para ele e mais ninguém. Porém as diferenças entre eles eram muito maiores do que o que eles tinham em comum, e a longo prazo isso os tornou insatisfeitos e infelizes um com o outro, e no final das contas a morte de Ed acabou servindo para que Zoe refletisse, pois não existe ditado mais verdadeiro do que aquele que diz que só damos valor a algo ou alguém quando perdemos...

Enfim, não é fácil manter um relacionamento, e o de Ed e Zoe é um daqueles que com o passar do tempo vai se desgastando até estar fadado ao fracasso caso ninguém faça algo pra mudar a tempo. Por mais que a história tenha seus pontos fracos, ela aborda o relacionamento e suas diversas fases de uma forma real, além de trazer a ideia de que devemos valorizar aquilo que temos, e enquanto temos, para evitar remorsos e arrependimentos que jamais poderão ser superados. A história é previsível em alguns momentos, mas tenho que assumir que o final foi inesperado e de forma geral é uma leitura que vale a pena.

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