
Oi! Tudo bem por aí? Por aqui temos Tula Luana vibes.
Imagino que esse post nem vá ser lido depois de tanto tempo do último... mas não podia deixar de dar uma satisfação, mesmo que atrasada.
O blog simplesmente parou. E não foi por falta de vontade ou porque eu "larguei mão". Muita coisa aconteceu nesse meio tempo.
Uma das coisas que mais me desanimaram foi ter a página do blog no Facebook roubada. O cara conseguiu acesso e depois tentou me extorquir pra devolver. Como não conseguiu o que queria, começou a publicar um monte de merda que nem vale a pena comentar. Nem preciso dizer o quanto isso afetou a página e me deixou desestabilizada. Aquela sensação de impotência, de burrice, de raiva.
A página caiu pela metade e eu não podia fazer nada, porque simplesmente não tive suporte nenhum do Facebook.
Pode parecer "só uma página", mas quem cria conteúdo sabe o quanto isso pesa. Não é só o perfil em si, é tudo o que foi construído ali, todo o tempo e dedicação investidos. E isso acabou me tirando completamente a vontade de continuar.
Entrei na justiça contra o Facebook, sem advogado, sem ajuda — fiz tudo sozinha. Tentaram me intimidar, tentaram jogar a culpa da "falta de segurança" em mim, eu quase surtei com as crises de ansiedade que tive, mas no final o juiz me deu razão e eu ganhei o processo. Fui indenizada, mas, na prática, consideraram que o dinheiro já compensaria o problema, e a página não foi devolvida. O juiz não quis prolongar essa questão porque já foi uma eternidade pra pagarem pelos danos e, no final das contas, tive que aceitar essa perda.
O desgosto foi tanto que até os grupos que eu gostava de entrar pra rir e interagir eu abandonei. Desinstalei o aplicativo do Facebook do celular, parei de acessar pelo computador... e só não desativei a conta de vez por dó.
No meio disso tudo, a vida também seguiu acontecendo — e, pra ser sincera, de um jeito bem intenso.
Depois de anos pulando de médico em médico, o Ian recebeu o diagnóstico de TEA nível 2 de suporte, além do TDAH. E, apesar de tudo que vem junto com isso, também foi um alívio.
Antes eu me sentia num beco sem saída, completamente no escuro. Eu via as dificuldades, sentia que tinha algo ali, mas não sabia exatamente o que era nem como ajudar. Hoje, pelo menos, existe um caminho. Existe direção. E isso muda muita coisa — pra mim, pro meu entendimento e, principalmente, pra ele.
Claro que isso não significa que seja fácil. A maternidade, por si só, já cansa. E quando a gente soma isso com rotina, preocupações, adaptações e tudo o mais que vem junto... tem dias que simplesmente não sobra energia pra mais nada. Haja terapia (e a minha tá em dia, graças a Deus).
E foi assim, no meio disso e muito mais, que o blog acabou ficando de lado.
Eu não deixei de ler. Jamais deixaria. Eu só reduzi o ritmo pra poder caber nessa rotina doida de meu Deus.
Também desisti das parcerias com editoras, porque não fazia sentido manter algo que eu não estava conseguindo — e nem estava a fim por motivo de desânimo e cansaço extremo — de entregar.
Foi um período mais de sobreviver do que de produzir, sendo bem sincera.
Essa semana, enquanto eu amadurecia umas ideias de criação de conteúdo (nada a ver com livros ou com o blog), fui criar uma página no Facebook pra garantir o @ desse novo projeto... e, pra minha surpresa, a página do blog estava lá. E, sim... eu consegui recuperar. Até agora não acredito, nem sei explicar como aconteceu, nem sei há quanto tempo estava lá, mas estava. Isso, de alguma forma, me deixou um pouco mais animada. Seria um sinal?
Enfim... esse post não é uma promessa de que tudo vai voltar como antes — porque não vai. Mas é um recomeço. Um recomeço que imagino ser possível, não perfeito.
Eu nunca desisti de verdade desse cantinho. Apesar de tudo, ele ainda é o único espaço que posso chamar de meu. Sempre senti falta… eu só não estava no clima pra voltar. Ainda.
Mesmo cansada, mesmo com a frequência mais baixa, mesmo com as dificuldades de ter que conciliar tudo que faz parte da minha rotina e realidade, eu quero tentar voltar.
Do meu jeito, no meu tempo, dentro do que for possível, sem cobranças.
Eu vou encarar esse post como uma frestinha que abri numa janela empoeirada, entrando aquela luz quentinha e dourada de fim de tarde. Ela não precisa iluminar tudo de uma vez, só o suficiente pra lembrar que ainda tem vida ali dentro daquela sala escura. E, por incrível que pareça... ainda tem. Bastante.
E, se você que tirou esse tempinho pra ler ainda estiver por aqui, obrigada.
De verdade.

