31 de dezembro de 2016

Caixa de Correio #58 - Dezembro, a última do ano!

Última caixinha de 2016!
Esse ano foi uma loucura e nem contei quantos livros chegaram ao longo de todos esses meses.
Bora ver o que recebi esse mês.

29 de dezembro de 2016

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne

Título: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Autores: J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne
Editora: Rocco
Gênero: Fantasia/Infanto Juvenil
Ano: 2016
Páginas: 352
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é a edição impressa do roteiro de ensaio da peça escrita por J.K. Rowling em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, que esteve em cartaz em Londres e se passa 19 anos após os acontecimentos narrados em Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Resenha: Dezenove anos se passaram desde a grande Batalha de Hogwarts. Harry Potter já beira os quarenta anos, se tornou diretor do Departamento de Execução das Leis da Magia, é casado com Gina Weasley e eles tiveram três filhos: Tiago, Alvo Severo e Lílian. Embora ele tenha uma vida bastante diferente de quando era um garoto, ainda é difícil pra ele lidar com o passado e com suas atuais responsabilidades.
Alvo, o filho do meio, nunca gostou de ser "famoso" pelos feitos de seu pai. O relacionamento entre Harry e Alvo é delicado, muito difícil e as farpas que eles trocam entre si são inevitáveis.
Quando Alvo foi para Hogwarts, ele foi para a Sonserina, e foi lá que ele fez amizade com Escórpio Malfoy, filho de Draco Malfoy. Os dois se tornaram melhores amigos. Eles só não esperavam que, após tantos anos, Amos Digory continuaria culpando Harry pela morte do seu filho, Cedrico, no último Torneio Tribruxo, e isso iria se tornar um fardo tão grande e pesado a ponto dos garotos decidirem tentar voltar no tempo para salvá-lo.
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada irá narrar as aventuras de Alvo e Escórpio numa tentativa rebelde de salvar Cedrico, mas o que eles não imaginaram é que mudar o passado poderá alterar o curso do presente e do futuro de todos, inclusive o deles mesmos..

Pra ser sincera eu não sei até onde J.K. Rowling meteu o bedelho nesta obra, mas por mais que os leitores sintam aquela imensa nostalgia por terem contato com personagens inesquecíveis e memoráveis mais uma vez depois de tantos anos, todos sabem que grande parte do sucesso da saga Harry Potter foi devido a narrativa maravilhosa, detalhada, emocionante, bem humorada e cheia de criatividade da autora. Tais detalhes não existem quando o assunto é o roteiro de uma peça, pois as cenas são resumidas e diretas apenas pra ambientar os personagens em determinados locais, seguidas por diálogos identificados por seus nomes que, muitas vezes, tornam os acontecimentos confusos e muito limitados. Basicamente a história é contada através de diálogos rápidos e breves descrições do local em que os personagens se encontram. Eles aparecem de repente e sem a devida apresentação, depois já não estão mais lá, logo em seguida fazem coisas sem sentido e não há a menor preocupação em dar maiores explicações ao leitor sobre o quê, de fato, está acontecendo, mesmo que aquilo possa ter consequências futuras ou nos faça questionar sobre o improvável ou o impossível. Por esse motivo não me senti realmente conectada ao universo mágico de Harry Potter e fiquei com a impressão de ter lido só mais uma história inventada por qualquer pessoa que não se deu ao trabalho de tentar manter o padrão de qualidade da narrativa original, não por questão de ser originalmente um roteiro, mas pelo menos em respeito aos fãs. Já que a ideia de transformar o bendito roteiro em livro surgiu, que fizessem a coisa direito, pelo amor de Deus. O dinheiro ia entrar de qualquer jeito, oras.
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada poderia ser considerada uma fanfic, ou até um spin-off especial, mas continuação? Me perdoem por esse desabafo gigante, mas pra mim, como eterna fã, está muito longe disso. A história é interessante até certo ponto e cumpre com o papel de entreter, mas é praticamente inaceitável que este livro seja uma sequência oficial da série... Simplesmente não combina com o resto.
Sim, tentei relevar tudo por se tratar de uma peça de teatro que foi adaptada para a literatura para agraciar os leitores e fãs do bruxinho, mas é impossível sentir uma conexão com personagens tão diferentes do esperado, sejam eles novos ou antigos, atuando em uma história alheia, cheia de buracos, acontecimentos sem base, soluções fáceis e convenientes que não fazem o estilo de J.K. se compararmos com a saga original, e o problema maior, pra mim, foi este.
Sei que uma das características da autora, e que talvez seja uma das poucas presentes nessa história, é trazer alguns personagens imperfeitos, que não aprendem com os erros, ou ainda que adoramos odiar, mas quando esse personagem é um dos protagonistas a coisa muda de figura e fica mais delicada. Colocar alguém adorável e digno ao lado de um rebelde sem causa, idiota e inconsequente como forma de equilíbrio é uma escolha, no mínimo, arriscada... O que acontece quando um protagonista é ofuscado pelo brilho do outro? E nem quando Alvo cede e deixa de ser tão petulante é possível sentir simpatia por ele, o que é muito diferente da impressão que Escórpio causa no leitor, pois é ele quem rouba a cena.

Os demais personagens estão lá, mas senti que eles perderam suas essências e seguiram por caminhos que fugiram do que eles sonharam quando eram mais novos. Hermione agora é Ministra da Magia, mas em momento algum ela se passa por aquela "irritante" sabe-tudo que tanto gostava. Ela continua a agir com a razão, mas não da mesma forma como era antes. Rony, que era um personagem tão engraçado e cabeça dura, agora não passa de um bobão. Há cenas em que ele tenta ser engraçado, mas falha miseravelmente pois suas atitudes não soam naturais. Ele virou dono das Geminialidades Weasley mas não há nada que remeta que isso seja uma responsabilidade real que ele tenha em mãos. O que dá a entender é que uma lojinha de logros (que significava tudo para Fred e Jorge) não tem tanta importância assim em meio a assuntos mais sérios. Mesmo que ele e Hermione sejam casados, não é possível sentir que eles têm química pois eles não combinam enquanto adultos.
Já Harry e Gina demonstram uma cumplicidade mútua e o relacionamento deles é bastante bonito. Ela é a única que parece continuar uma personagem de fibra e que não sofreu tantas mudanças com o passar dos anos.
Não vou dar spoilers, mas o clímax da história gira em torno de uma grande revelação envolvendo Delfi, uma personagem que se diz prima de Cedrico e que incentiva Alvo e Escórpio a voltarem no tempo para salvá-lo, mas isso eu não pude engolir. Isso porque a tal revelação está ligada a algum possível acontecimento nos livros anteriores da saga, mas em momento algum houve qualquer tipo de brecha para tal. E quem leu os livros vai ficar com a cara na poeira tentando juntar as peças desse quebra cabeça, revirando o cérebro e cavando fundo tentando lembrar como pode ter acontecido aquilo em algum momento e sem encontrar nada, assim como eu.

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, apesar de não ser um romance propriamente dito, cumpre com a função de levar o leitor pra perto de personagens tão queridos, mata um pouco da saudade, e é um livro de leitura extremamente rápida. Ele não prende logo de cara, mas logo já estamos mergulhados nessa aventura e querendo saber qual será o desfecho para tantos problemas que foram causados pelos garotos.
De forma geral, vale a pena ser lido, sim, desde que o leitor não vá cheio de expectativas esperando por algo emocionante e que vai ficar na memória pra sempre como a saga de Harry Potter ficou...

24 de dezembro de 2016

Fração de Segundo - Kasie West

Título: Fração de Segundo - Pivot Point #2
Autora: Kasie West
Editora: Seguinte
Gênero: YA
Ano: 2016
Páginas: 320
Nota
Onde comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Por causa de sua habilidade paranormal, Addie é capaz de Investigar seu futuro sempre que se depara com uma escolha, mas isso não torna sua realidade mais fácil. Depois de ser usada pelo namorado e traída por Laila, sua melhor amiga, ela não hesita em passar as férias com o pai no mundo Normal. Lá ela conhece Trevor, um garoto incrivelmente familiar. Se até pouco tempo ele era um estranho, por que o coração de Addie acelera toda vez que o vê?
Enquanto isso, Laila guarda um grande segredo: ela pode Restaurar as memórias de Addie - só falta aprender como. Muita gente poderosa não quer que isso aconteça, e a única pessoa que pode ajudar Laila é Connor, um bad boy que não parece muito disposto a colaborar. Como ela vai ajudar a amiga a alcançar o futuro feliz que merece?

Resenha: Fração de Segundo é o segundo livro da duologia Pivot Point escrita pela autora Kasie West e publicado pela Seguinte no Brasil.

Addison Coleman é uma Investigadora de Destinos, habilidade que a torna capaz de ver o futuro quando ela está diante de uma escolha, assim ela pode decidir o que quer seguir a partir do que foi visto.

No primeiro livro, Encruzilhada, Addie teve decepções,enfrentou alguns perigos e pediu pra ter a memória apagada, e agora precisa lidar com as consequêcias do destino que escolheu. Fração de Segundo começa logo após esses acontecimentos, onde Addie vai para o mundo Normal passar as férias com seu pai, e lá ela conhece Trevor, que apesar de ser um estranho, mexe com seus sentidos e lhe parece muito familiar...
Enquanto isso, Laila, a melhor amiga de Addie, mantém em segredo sua capacidade de Restaurar Memórias, inclusive a da própria Addie, e ela precisa aprender a desenvolver melhor seu dom para poder usá-lo e lidar com as pessoas que querem impedir que Addie se lembre das coisas. Ela tem em mãos uma carta escrita por Addie, antes de ter a memória apagada, pedindo para que suas lembranças fossem restauradas. E por mais complicado que possa ser, Laila não irá desistir de ajudar sua amiga.

O livro é narrado em primeira pessoa e traz os pontos de vista de Addie e Laila de forma alternada. Diferente do primeiro livro, que a alternância se dava entre os possíveis destinos de acordo com as investigações de Addie, aqui temos um acréscimo de informações que colaboram para o desenvolvimento da trama, dando uma perspectiva nova e única à história.
Dessa forma, considero que Fração de Segundo tenha sido um volume melhor do que o primeiro, com toques de adrenalina e suspense que me surpreenderam bastante e elevaram o nível da duologia, fazendo com que ela ficasse ainda mais dinâmica e focando em pontos mais relevantes do que os dramas juvenis das personagens.
Os acontecimentos são rápidos, várias coisas estão acontecendo ao mesmo tempo e o ritmo é frenético. É impossível desgrudar do livro devido a enorme curiosidade sobre qual será o próximo passo das personagens.

O desenvolvimento dos personagens, que já era bom, ficou ainda melhor. Addie amadureceu e agora encara seus desafios com força e muita coragem, e seu senso de justiça está mais aguçado do que nunca. Laila não tinha despertado minha simpatia, mas talvez por agora ver as coisas através de seu ponto de vista e ter acesso aos seus pensamentos, passei a considerá-la alguém que reconheceu que errou mas que está disposta a tudo para se redimir e corrigir o que fez.
Trevor é um amor de rapaz mas, devido ao que passou, se mostra alguém muito confuso, o que não é necessariamente um ponto negativo visto que a história dele se encaixa no contexto tornando a trama muito mais verdadeira.

De forma geral, Fração de Segundo superou minhas expectativas, trazendo personagens mais maduros, situações mais envolventes e cheias de suspense e um enredo intrigante que com certeza vai cativar os leitores, tanto pela aventura de tirar o fôlego quanto pela escrita ótima da autora que é totalmente viciante.
Pra quem procura por uma aventura toques de romance, suspense e mistério, bom humor e paranormalidade, é livro mais do que recomendado!

23 de dezembro de 2016

Hudson - Laurelin Paige

Título: Hudson - Fixed #4
Autora: Laurelin Paige
Editora: Fábrica 231/Rocco
Gênero: Romance Erótico
Ano: 2016
Páginas: 568
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Por você, Com você e Sempre você – conquistou as leitoras com a relação explosiva de Hudson Pierce e Alayna Whiters. Agora, a autora Laurelin Paige mostra fatos e passagens da série sob a ótica de Hudson: o que mudou na vida dele depois que o destino dos dois se cruzou? Numa espécie de diário, o milionário frio, dono de um passado destrutivo e traumático, relembra acontecimentos marcantes de sua vida antes e depois de conhecer Alayna, tão diferente dele e, ao mesmo tempo, tão parecida em suas inseguranças. Muitas vezes o relacionamento é posto à prova, e ambos precisam abrir mão de muitas coisas em nome da conexão e do desejo que mantêm suas vidas entrelaçadas. Neste volume extra, as fãs da série Fixed descobrirão que para Hudson Pierce só existe o depois de Alayna Whiters. 

Resenha: Hudson é um livro que funciona como um diário do personagem, um complemento à trilogia Fixed, pois por ele a autora dá às leitoras detalhes de como era a vida de Hudson antes de ter conhecido Alayna, e como eles e transformou a partir da presença dela em sua vida, porém e desta vez, sob a visão dele.

Este volume traz respostas para muitas das questões que foram levantadas nos livros anteriores das quais não foram muito bem esclarecidas, e todos os sentimentos que atormentavam Hudson ao longo da trilogia enfim puderam ser melhores compreendidos, mostrando o caminho tortuoso que ele percorreu até se tornar aquele homem que nos foi apresentado em Por Você.
Assim, o passado sórdido de Hudson se intercala com seu presente, e vários dos acontecimentos começam a vir à tona para que seja possível entendermos não só o lado dele na história, mas o de Celia também e o motivo de ela ser aquela pessoa tão odiosa... E Hudson foi tão sacana com ela que cheguei a ficar com pena da moça...

Ficamos íntimas de seus pensamentos, de seus sentimentos e de como ele ficou devastado, como foi consumido pela culpa quando, enfim, ele reconheceu o quão canalha era. E claro, como ele foi capaz de mudar quando se rendeu ao amor.
A abordagem sobre o relacionamento de Hudson com sua irmã também é algo muito bonito de se ver, o quanto ele a ama de forma fraternal chega a ser uma inspiração e é muito emocionante.

O trabalho gráfico também é um espatáculo. A capa combina com as demais, os detalhes da diagramação, o conjunto inteiro combina e é muito caprichado.

Enfim, Hudson é uma adição preciosa à trilogia pois acrescenta informações que realmente são relevantes e que explicam muito bem o que havia ficado em aberto, principalmente pelo epílogo que nos permite ter um vislumbre do futuro desse casal tão quente. Eu só não curto muito as cenas repetidas já vistas anteriormente.
Mas pra quem curtiu a trilogia e ficou com aquele gostinho de quero mais, é leitura obrigatória.


22 de dezembro de 2016

Novamente Você - Juliana Parrini

Título: Novamente Você
Autora: Juliana Parrini
Editora: Suma de Letras
Gênero: Romance/Literatura Nacional
Ano: 2016
Páginas: 362
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Miah Madsen precisa voltar para o lugar que fez questão de esquecer por doze anos e encarar sua família, seus amigos e, inclusive, seu ex-marido. Tudo o que ela não queria era ser novamente a Maria Rita. Mas, ao colocar os pés naquela ilha, ela percebe que aquele lugar seria o seu maior pesadelo. Porém, essa era a sua única opção.
Leonardo Júnior ou Léo, como é chamado por todos, era um caiçara típico que foi abandonado pela esposa de um dia para o outro. Porém, em vez de se entregar ao sofrimento, ele descontou sua mágoa e sua decepção no trabalho árduo, sendo recompensado com o sucesso. Léo se tornou um empresário bem-sucedido, dono da melhor pousada de Ilha Grande, o lugar onde nasceu. O que ele não imaginava é que Maria Rita, sua ex-esposa, voltaria e faria seus alicerces balançarem novamente.
Será que podemos nos apaixonar novamente pela mesma pessoa após tantos anos? Afinal, uma mágoa pode mesmo durar para sempre?

Resenha: Maria Rita agora é Miah, uma moça do interior do Rio de Janeiro que aos 20 anos, e de forma inesperada, abandonou o marido, as irmãs e seus pais para morar em outro país e fugir da vida simples que o destino lhe reservava. Doze anos depois e da mesma maneira repentina que ela os deixou, ela retornou à Ilha Grande, contudo ali nada permanecera igual como ela imaginou, Leonardo Júnior utilizou a dor da separação para superar Maria Rita através de seu trabalho. Agora, ele não é apenas um simples pescador, mas dono da maior frota pesqueira da região, como proprietário da pousada local.
Por que ela voltou agora, doze anos depois, sem avisar? Como e por que esse abandono despedaçou sua família e seu relacionamento com as irmãs? Essas são algumas das perguntas que o leitor se faz e vê respondidas ao logo da leitura.

Através de uma narrativa simples, leve e despretensiosa, a autora constrói mais uma doce história de amor. Com um começo meio arrastado e uma personagem estremamente irritante, Novamente Você desenvolveu uma trama que discorre de maneira crescente, e capítulo a capítulo o leitor vai se ambientando e se simpatizando mais com os personagens. Minha paixão pelo enredo e pela narrativa não foi instantânea como aconteceu com o livro de estréia da autora, contudo, confesso que um capítulo me levou a outro e esse a mais um e assim por diante até a última página, a qual virei já com saudades.

Se a intenção era transformar Miah no ser humano mais arrogante e no protagonista mais antagonista possível, a missão está completa. Foi difícil para mim me envolver com as dores da personagem, de forma que demorei a acreditar no casal e torcer por eles. Leonardo é tão bom moço, bom tio e bom amigo que me peguei várias vezes desacreditando um pouco já que o rapaz ficou desiludido por ter sido abandonado e quando ela voltou ele já estava balançado outra vez como se nada tivesse ocorrido.

É uma trama cuja história da protagonista vai sendo revelada aos poucos, contando com pontos altos e baixos, recheados de sentimentalismo, abordando os relacionamentos familiares e amorosos e algumas descobertas são de partir o coração, mas em contrapartida também nos deparamos com cenas bem humoradas e torcemos para que todos se entendam no final de tudo.

Pra quem procura por uma história que cativa com o passar das páginas e que encanta não só pelo romance, mas também pelo belo cenário, recomendo!

21 de dezembro de 2016

Você Se Lembra de Mim? - Megan Maxwell

Título: Você Se Lembra de Mim?
Autora: Megan Maxwell
Editora: Essência/Planeta
Gênero: Romance
Ano: 2016
Páginas: 496
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Alana é uma mulher independente que não acredita no amor e tem na profissão sua única razão de viver. Jornalista freelancer, é enviada a Nova York para escrever uma reportagem sobre a metrópole, onde conhece o atraente Joel Parker. Quando ela descobre que aquele homem bonito e sedutor que tem lhe feito companhia nos últimos dias é um militar, como seu pai uma lembrança que ainda a assombra , a jornalista desaparece sem deixar vestígios. Apesar de resoluta em sua vontade de se afastar do capitão da Marinha americana para não repetir a história de sofrimento de sua mãe, ela não conseguirá aplacar o desejo de seu coração por Parker. Quem vencerá essa disputa entre razão e emoção? O passado de sua mãe irá assombrá-la ainda mais ou irá ajudá-la a esclarecer muitas questões mal resolvidas?
Resenha: Você se Lembra de Mim?, romance escrito pela autora espanhola Megan Maxwell e publicado no Brasil pelo selo Essência da Editora Planeta de Livros.
Há trinta e cinco anos, Carmen saiu da Espanha e foi para a Alemanha para trabalhar. Lá, ela se apaixonou por Teddy, um militar americano que proporcionou a ela um romance lindo e intenso, mas ele foi convocado para a guerra do Vietnã e, desde então, Carmen nunca mais o viu, nem recebeu uma carta com notícias, nada.
Passados todos esses anos, entra em cena Alana, a filha desse casal, uma jornalista freelancer e workaholic que só encontra razão para viver na profissão que escolheu. Ela é independente e não acredita no amor depois ter crescido vendo o quanto sua mãe sofreu por ter ficado sozinha.
Porém, quando Alana viaja para Nova York a trabalho, ela conhece Joel, o homem dos sonhos de qualquer mulher, do tipo "que abaixa a tampa do vaso". E considerando a história de vida de sua mãe, Alana viu que um relacionamento com Joel jamais poderia fazer parte de seus planos. Ele é um fuzileiro naval e se envolver com um militar, assim como seu pai foi, era tudo o que ela não queria para sua vida, logo, ela só quer distância dele. Mas Joel está encantado por Alana e seu jeito de ser, e ele está determinado a ficar com ela, custe o que custar, resta a ela ceder e assumir que também está apaixonada...

O livro superou minhas expectativas, não só pelo romance em si, mas, por ter conseguido evidenciar de forma tão realista o quão difícil é para uma mulher se assumir como mãe solteira  (mesmo que ela estivesse esperando pelo noivo que partiu para lutar na guerra sem saber quando, e se, ele voltaria), numa época marcada por ser tão rigorosamente tradicional. Carmen só se importa com o fato de fazer a filha feliz, nem que pra isso tenha precisado enfrentar a sociedade e suas "regras". Ela também se orgulha por ter vivido um amor forte, intenso e bonito, do qual Alana é fruto.

O livro é dividido em duas partes e a primeira, que se passa nos anos sessenta, é destinada a contar a história de amor mais linda que foi a de Carmen. Ela é uma mulher de fibra e muito guerreira, e acredito que não poderia ser muito diferente, visto que a autora se inspirou na história de sua própria mãe para escrever a obra. Tem coisa mais fofa?
E isso sem contar com o fato de que ainda temos um vislumbre do que foi a imigração, das jovens que saíram de seus lares rumo a Alemanha, que na época era uma das maiores potências industriais do mundo, em busca de oportunidades de trabalho.

Na outra parte temos Alana, que apesar de ter algumas semelhanças com sua mãe, também é uma personagem muito boa e que rende muitas risadas, mas por ser impulsiva demais, acaba tomando decisões que, por vezes, demonstram o quanto ela ainda é imatura e precisa rever seus conceitos.
Sua história é envolvente e bastante divertida, mas não me arrancou todos os suspiros como aconteceu ao acompanhar Carmen e Teddy.

Eu gostei muito da história, da forma como Alana estava "fadada" a um destino parecido com o de sua mãe, como ela quis fugir disso inicialmente e como ela e seu "Capitão América" resolveram esse problema. E é essa "jornada" em busca do felizes para sempre, cheio de confusões e momentos super divertidos é o que se desenvolve na trama, de um jeito super legal e gostoso de se acompanhar.

A capa é bem bonitinha e combina com a história. Os capítulos são numerado com um pequeno ornamento para enfeitar, os capítulos são curtos, mas o que me incomodou foram as notas de rodapé sobre as músicas que são mencionadas, quem as interpreta, de que gravadora são e etc. Até então eu nunca havia visto esses tipos de dados em outros livros que mencionam músicas (pra mim bastava dar os créditos ao artista). Sempre acho que notas de rodapé, quando não estão alí para dar significado a alguma palavra de origem desconhecida ou que não seja alguma nota do tradutor que realmente seja relevante, são uma enorme distração em meio a leitura e detesto isso. Então, fui lendo e ignorando essas informações lindamente.
Ao final podemos espiar algumas fotos reais e que tornam o livro ainda mais especial e memorável.

No mais, Você se Lembra de Mim? é um romance super fofo, leve, que faz rir, arranca suspiros, emociona e arranca algumas lagriminhas se bobear. Super recomendo!

20 de dezembro de 2016

À Procura de Alguém - Jennifer Probst

Título: À Procura de Alguém
Autora: Jennifer Probst
Editora: Paralela
Gênero: Romance
Ano: 2016
Páginas: 288
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Sorte nos negócios, azar no amor: essa é a sina de Kate. Aos 28 anos, ela está longe de ter conhecido alguém especial com quem dividir a sua vida. Sua carreira de cupido profissional, por outro lado, vai de vento em popa: todos na pequena cidade de Verily, Nova Iorque, conhecem e admiram a Kinnections, agência de relacionamentos que Kate fundou com suas duas melhores amigas. Até que, um dia, um homem tão lindo quanto furioso entra em sua sala. Slade Montgomery é um advogado de divórcios que não acredita em finais felizes e muito menos em agências de relacionamentos. Para ele, a Kinnections é uma grande farsa, criada para ludibriar pessoas frágeis e ingênuas, como sua irmã. Agora, é uma questão de honra: Kate não vai medir esforços para provar a Slade que seus talentos são legítimos e suas intenções nobres, nem que para isso precise encontrar a namorada ideal para ele. Mas um simples toque vai fazer com que essa tarefa se torne muito mais difícil do que ela poderia conceber...

Resenha:  Kate Seymor é uma mulher de vinte e oito anos que se juntou às amigas para abrirem a Kinnections, uma agência de relacionamentos onde ela poderia por seus dons de cupido em prática e unir casais para dar a eles seus finais felizes. É uma sina, um dom que está em sua família do qual Kate se orgulha muito. Mas mesmo tendo essa habilidade, ela mesma não teve sorte para encontrar a sua alma gêmea, e os encontros desastrosos que teve até então só serviram para desiludí-la, coitada. Ainda assim ela não perde o foco e sua energias agora estão concentradas em encontrar um par para Jane. O problema é que o irmão de Jane, Slade, é um cara superprotetor que jurou manter a irmã feliz e livre de decepções amorosas após um relacionamento traumático que ela teve, e quando ele descobre que sua irmã havia se inscrito na Kinnections, não tem outra reação a não ser tentar impedí-la. Ele é advogado de divórcios, está acostumado a encarar o pior dos relacionamentos de forma rotineira e nada tira de sua cabeça que finais felizes não existem. Pra ele a agência de Kate é uma farsa completa e depois de adentrar o lugar feito um louco, ele faz uma ameaça: se a incrição de Jane não for cancelada ele processaria a Kinnections.
Kate não se sente intimidada por Slade e ainda o coloca no programa para encontrar um par ideal para ele, para provar que seus métodos realmente funcionam e que ela sabe o que faz. O problema é que há uma atração entre os dois pairando no ar, mas como a união de uma pessoa que une casais com outra que os separa funcionaria?

Narrado em terceira pessoa, para que o leitor tenha uma visão mais ampla sobre os fatos, a história é bem escrita e vai direto ao ponto, porém, em alguns casos, se tornou um pouco cansativa devido a certos dramas mal desenvolvidos e até mesmo fúteis, e os capítulos enormes não colaboraram muito para tanto envolvimento. Embora tenha vários clichês, a história é boa de se acompanhar, principalmente pelos personagens que foram bem construídos e conseguiram sustentar a trama de forma satisfatória no final das contas.
Kate é uma mulher independente e decidida, uma sonhadora, romântica de carteirinha que acredita muito em seu potencial e, claro, em finais felizes. Em contrapartida, Slade é aquele machão que acredita que pra se proteger de alguma coisa o jeito mais fácil é evitá-la. Ele se agarra a ideia de que o amor é algo que não funciona, principalmente quando é a longo-prazo, e a única conclusão que tive diante desse comportamento é que, por já ter quebrado a cara e estar acostumado a relacionamentos que estão fadados ao fracasso, sua forma de defesa é essa, por mais boba que seja. É frustrante quando a felicidade está alí batendo à porta, dando oportunidade, e a criatura abissal, por ser cabeça dura, se nega a abrir.
A atração entre eles parece ter sido muito forçada, uma fixação pelo corpo um do outro quase que inexplicável mas no final não deixa a desejar embora previsível. Algumas histórias apresentadas na trama deram a impressão de terem ficado inacabadas, faltando conexões entre elas e os personagens, mas não sei se isso sugere que o livro terá uma continuação...

A edição gráfica é simples mas é muito linda (e eu adoro essas capas minimalistas com uma tipografia chamativa). Diferente das capas das outras obras da autora, esta é discreta, singela e consegue passar algum sentimento mais intenso só pela ilustração dos olhos fechados, sem necessidade de apelar pra fotos mais provocantes. A diagramação é simples, os diálogos seguem o padrão da Paralela e são apresentados com aspas em vez de travessão. Não percebi erros na revisão.

Pra quem quer curtir um romance que aborda os encontros e os desencontros amororos que as pessoas estão sujeitas a passar, além de um relacionamento improvável entre duas pessoas que, na teoria, não tem nada a ver uma com a outra, é livro mais do que indicado.

19 de dezembro de 2016

Desejo Concedido - Megan Maxwell

Título: Desejo Concedido - Guerreiras #1
Autora: Megan Maxwell
Editora: Essência/Planeta de Livros
Gênero: Romance
Ano: 2016
Páginas: 464
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Na Inglaterra do século XIV, após a morte dos pais, a jovem lady Megan Phillips, de vinte anos, segue uma vida tranquila, focada na educação e na criação de seus dois irmãos mais novos. Para fugir de um casamento arranjado por sua tia, Megan e a irmã, Shelma, vão para o castelo de Dunstaffnage, na Escócia, onde vive seu avô Angus de Atholl, do clã McDougall. Anos depois, durante o casamento de um de seus primos, Megan – uma mulher aguerrida, pronta a empunhar uma espada pra defender sua família e que não se dobra por nada e nem por ninguém –, conhece o temido guerreiro de olhos verdes Duncan McRae – um homem acostumado a liderar exércitos, mas que nunca esteve preparado para enfrentar o gênio forte de uma mulher. O destino trama contra (ou a favor de) Megan, que, contra a sua vontade, acaba se casando com Duncan. Conseguirão os dois se entender e seguir a vida como um casal feliz? Ou viverão às turras, como se estivessem num campo de batalha?

Resenha: Desejo Concedido, o primeiro volume da trilogia Guerreiras, nome dado às fãs da autora ao redor do mundo, narra a história de Megan e Shelma, duas irmãs que vivem na Escócia do século XVIII. As duas, que são órfãs de pais e vivem com tios carrascos que apenas querem casá-las com quaisquer brutamontes para herdar suas terras, se veem obrigadas a fugirem para terras distantes com a ajuda de um amigo. Em novo território, vivendo de modo diferente, as duas irmãs embarcam em aventuras com muitos conflitos, e claro, romances com guerreiros escoceses.

A premissa do primeiro volume de Guerreiras é muito boa: ambientar um romance de época num cenário que envolve guerreiros e duas protagonistas que lutam e defendem seus ideias.  Geralmente, o gênero sempre traz vestidos pomposos, bailes e aquele clima "donzela e cavaleiro". Megan Maxwell foi na contra-mão disso e esse é um ponto interessante a se levar em consideração, o que torna a sinopse do livro atrativa. Porém, exceto isso, Desejo Concedido peca em diversos pontos, que vão apagando levemente o potencial da história.

A narrativa é feita em terceira pessoa, o que em determinadas situações contribui muito para o desenvolvimento da trama. O que acontece na maior parte, infelizmente, é um atropelamento de acontecimentos. A estruturação se dá de um modo que, em apenas duas páginas a autora narre acontecimentos paralelos demais, sobrepondo um ao outro. Se em determinado parágrafo os personagens estão numa taberna, num outro o dia já amanheceu e a situação é completamente diferente. Narração dinâmica é diferente disso. O autor pode, sim, transcorrer a história rapidamente sem transformar tudo numa confusão.

O comportamento de homens de forma dominadora é muito presente numa trama de época, tendo em vista que nos séculos passados a figura masculina é muito predominante. O leitor que embarca em romances do gênero deve estar ciente e aberto a isso, mas certas atitudes vindas de um homem podem - e devem - ter limites. Duncan, o par romântico de Megan, está sempre a tratando como uma propriedade, mas fora isso a imaturidade leva a situações chatas de ciúmes e desentendimentos que, previsivelmente, levam ao clímax de tudo. Só que o sexo não sustenta uma trama sozinho. Quando não estão atracados na cama, o casal é mais mimado do que o aceitável. Em vez de acompanhar um par romântico de uma época medieval, Duncan e Megan transparecem um imagem muito atual, com dilemas bobos que tornam o enredo incoerente.

O que há de atrativo na história de Megan e Shelma - mesmo que não sendo suficiente para cobrir tudo que é fraco na trama - é a ambientação e os fatos históricos que estão inseridos ali. A Guerra da Independência da Escócia foi um grande marco no século XIII e é uma porta interessante para se aprofundar mais no assunto. As irmãs, meio inglesas e meio escocesas, são fortes e independentes, o que funciona bem no que acontece ali. Elas lutam e usam espadas, o que é completamente inesperado para "mocinhas".

Desejo Concedido tem uma premissa muito boa para um desenvolvimento mediano. As protagonistas têm muitas qualidades e conseguem salvar um pouco a história. Porém, é nítido que guerreiros bonitões e cenas de sexo quente não são fatores que tornam um livro bom. Faltou uma narrativa melhor e uma estruturação bem colocada, que proporcionasse um desenvolvimento digno para o bom enredo que a autora tinha em mãos.

18 de dezembro de 2016

Lead - Kylie Scott

Título: Lead - Stage Dive #3
Autora: Kylie Scott
Editora: Universo dos Livros
Gênero: New Adult
Ano: 2016
Páginas: 368
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Embarque em mais uma aventura com os roqueiros sensuais de Stage Dive, a série New Adult de Kylie Scott, autora best-seller do The New York Times. Como vocalista da banda Stage Dive, Jimmy sempre teve tudo na hora que quis, fosse bebida, drogas ou mulheres, até que a destruição de sua reputação na mídia serviu de alerta e o conduziu à reabilitação. É neste momento que Lena surge em sua vida. Contratada para ser a assistente que tem como missão mantê-lo longe de problemas, ela não planeja aguentar desaforos do sensual roqueiro, e está determinada a manter a relação em nível estritamente profissional, apesar da química efervescente entre eles, até que Jimmy vai longe demais e Lena vai embora. Isso o faz perceber que talvez tenha perdido a melhor coisa que já lhe aconteceu.

Resenha: Lead é o terceiro volume da série escrita pela autora Kylie Scott que gira em torno dos integrantes da banda Stage Dive, que dá nome à série. O primeiro volume, Lick, conta a história de David Ferris, o guitarrista. O segundo, Play, conta a história de Mal Ericson, o baterista. Desta vez, a história gira em torno de Jimmy, o vocalista e irmão de David, e os inúmeros problemas que ele e seu temperamento difícil causam.
Depois de passar um tempo numa clínica de reabilitação por se envolver com drogas e bebida de forma descontrolada a ponto de ter destruído sua reputação, Jimmy está de volta, mas os demais membros da Stage Dive querem que ele tenha uma "babá", alguém que o vigie e sempre fique ao seu lado para evitar que ele faça qualquer besteira. Essas garotas não costumam durar muito tempo por ele ser muito temperamental e desaforado, e sempre pulam fora por não aturá-lo, até que Lena é contratada para mantê-lo longe de problemas.
Inicialmente Lena se irrita um pouco com o jeito de Jimmy, mas também se sente atraída por ele (quem não se sentiria, não?), e para não ter maiores problemas com um envolvimento que, na certa, a faria sofrer, decide se afastar. Obviamente Jimmy não aceita esse pedido de demissão com facilidade, quer explicações do motivo de ela querer deixá-lo e quando Lena decide revelar seus sentimentos mais profundos por ele, Jimmy tenta "consertar" as coisas mas acaba causando mais problemas. E talvez isso tenha servido pra ensinar a Jimmy que ele não é totalmente incapaz de sentir ou fazer alguma coisa por alguém...

Antes de mais nada, é possível que os livros sejam lidos fora de ordem sem que a compreensão da história seja afetada, mas como os personagens dos livros anteriores continuam marcando presença de forma que é possível sabermos um pouco do que aconteceu com cada um deles após o fim de suas histórias, é recomendado que a leitura seja feita na ordem certinha para evitar maiores surpresas.

Lena é uma mulher ótima, é determinada, corre atrás dos seus objetivos, é muito sincera e não leva desaforos pra casa. Jimmy se comporta como se sua alma fosse a de um velho de 90 anos: tem um temperamento difícil, é mal humorado e ranzinza.
E mesmo que eles sejam o oposto um do outro, a química que eles têm é algo explosivo, que transborda das páginas e cativa a leitora como nenhum outro livro dessa série foi capaz.
A medida que convivem juntos, Lena começa a perceber que o comportamento de Jimmy não corresponde a quem ele é na realidade, que aquela pose toda funciona como uma máscara, um mecanismo de defesa, e a revelação de seu eu interior só me fez ficar ainda mais apaixonada por esse vocalista louco e que as vezes pode ser considerado como um imbecil pelas coisas que faz, mas que no fundo é um amor de pessoa. Em sua defesa, só posso dizer que ele não faz nada de forma proposital, pra machucar alguém, ele só precisa aprender a se relacionar, e Lena faz esse papel de professora muito bem.
Eles se alfinetam e se desentendem feito loucos, sempre querem ter a última palavra numa briga, o que dá um toque de muito bom humor à história, e acompanhar o progresso desse relacionamento, que passou por muitos altos e baixos, foi incrível. As coisas não acontecem de forma instantânea, muitas coisas que de desenrolam me deixaram com um nó na garganta mas suspirar pela ideia de que tudo vai dar certo é inevitável.

Lead, pra mim, foi o volume mais envolvente até então. Os personagens também têm seus passados abordados, mostrando que um pouco do que eles são hoje é devido ao que passaram antes, e esse toque de drama acaba dando um tom mais intenso a cada personagem, fazendo com que eles tenham alguma substância em vez de estarem alí só por estar.
E somando a isto uma escrita maravilhosa de boa, a uma capa que faz qualquer uma imaginar coisas e a um romance que sacude nossas estruturas, não tenho mais o que falar a não ser indicar essa série com todas as minhas forças para quem adora um bom New Adult mais do que envolvente, viciante e cheio de sensualidade.