31 de outubro de 2016

Caixa de Correio #56 - Outubro

Como assim faltam dois meses pro ano acabar? o_O
Ando desanimada com várias coisas na minha vida e o blog, coitado, acabou sofrendo com isso. Enquanto não coloco os posts em dia, bora ver o que chegou aqui em casa esse mês?

27 de outubro de 2016

Seeker: A Guerra dos Clãs - Arwen Elys Dayton

Título: Seeker: A Guerra dos Clãs - Seeker #1
Autora: Arwen Elys Dayton
Editora: Fantástica/Rocco
Tradutor: Lucas Peterson
Gênero: Fantasia/Sci-fi/YA
Ano: 2016
Páginas: 416
Nota
Onde comprar: Saraiva | SubmarinoAmericanas
Sinopse: Na noite em que Quin Kincaid faz seu Juramento, ela finalmente se tornará o que treinou para ser a vida inteira: uma Seeker. É seu legado e uma honra.
Como uma Seeker, Quin lutará ao lado de seus dois companheiros mais próximos, Shinobu e John, para proteger os injustiçados. Juntos, eles trarão luz para um mundo mergulhado na escuridão.
Além disso, ela poderá ficar ao lado de quem ama - seu melhor amigo.
Mas, na noite do Juramento, tudo muda.
Ser uma Seeker não é bem o que Quin imaginava. Sua família não é como achava que fosse. Mesmo quem ela ama não é como ela acreditava.
E agora é tarde demais para ir embora.

Resenha: Seeker - A Guerra dos Clãs é o primeiro livro da trilogia Seeker, escrita pela autora Arwen Elys Dayton e publicado pelo selo Fantástica da Editora Rocco.

Desde os oito anos de idade, Quin e seu primo Shinobu são treinados por seus pais, Briac Kincaid e Alistair MacBain, para se tornarem Seekers, guerreiros honrados com poderes para alterar o curso da história e até mesmo evitar caos e tragédias. Eles lutam em prol dos injustiçados cujo legado é levar luz em meio a escuridão. Briac e Alistair também são Seekers e treinam os filhos de acordo com a doutrina de seus clãs. Quatro anos depois, John Hart, aos doze anos de idade, passou a treinar junto com Quin e Shinobu.
Mas enquanto Quin e o primo ansiavam por se tornarem Seekers para ajudar as pessoas, John tinha seus próprios motivos para se tornar um, inclusive por um desejo de vingança, mas acabou sendo expulso e impedido de chegar ao juramento por saber a realidade por trás de tudo e querer mudar o que considerava errado. E somente após o juramento de Quin e Shinobu é que eles descobrem ter sido enganados, sem chance de voltarem atrás.
Mesmo tendo sido expulso, John vai atrás do que treinou para ser, e Quin e primo vêem aquilo como uma oportunidade para recomeçarem. A fuga não sai bem como planejado e Quin acaba descobrindo que John, com quem namorava em segredo, não é exatamente quem ela pensou ser... Quinn descobriu que tudo o que aprendeu sobre ser uma Seeker, e até mesmo sobre os princípios de sua própria família, até então, era uma mentira. A partir daí, Quin parte em busca de sua verdadeira identidade.


O trabalho gráfico da obra é muito bonito e bem feito. A capa é cheia de detalhes que vão desde os ornamentos em verniz ao título furta-cor que dá um efeito muito legal à ela. A diagramação é simples, a fonte o espaçamento de margens tem um tamanho agradável, e há mapas de locais onde a história de passa para auxiliar na localização e na ambientação.

O livro é dividido em três partes, é ambientado na Escócia, passa por Hong Kong e chega a Londres.
Há um interlúdio que antecede a segunda parte que serve para ressaltar alguns flashbacks importantes para o desenvolvimento da trama. A história é narrada em terceira pessoa e se intercala entre Quin, John, Shinobu e Maud. Maud é uma Pavor Menor, que existe para acompanhar os Seekers e garantir que tudo saia dentro dos conformes e ainda tem a habilidade de transitar entre mundos. Eu inclusive gostei da participação dela e de seu universo, principalmente por ele ter mais explicações se compararmos com os Seekers. Os Pavores podem inclusive punir um Seeker caso ele quebre as regras, mas Maud ainda tem muito a aprender e muito o que descobrir, principalmente decidir de que lado está em meio a guerra que está prestes a ser travada que colocará em risco o destino da própria humanidade.

De forma geral, o livro é bastante introdutório e serve mais pra apresentar os personagens e explicar de forma bastante gradual, e até um pouco confusa, sobre o universo criado pela autora. É como se o leitor recebesse pistas e várias peças de um grande quebra-cabeças e não tivesse a menor ideia de como juntá-las.
Talvez pela história ser uma introdução a este mundo, muitas questões ficaram sem respostas, e outras sem o devido aprofundamento, o que acaba sendo um pouco frustrante. É até compreensível que as respostas fiquem pra um segundo volume, mas ainda assim é um pouco desanimador ter que esperar quando a premissa é interessante e o livro desperta aquela curiosidade. Terminei o livro sem saber o quê, de fato, significa ser um Seeker, baseado em quê alguns personagens fazem determinadas escolhas ou o quê desencadeou a corrupção nesse meio a ponto da doutrina ter sido arruinada. A autora surpreende em vários pontos pois parece que ela vai seguir por um caminho mas faz outra coisa totalmente diferente, e ainda não decidi se isso foi algo que realmente gostei. Algumas decisões inclusive são precipitadas e a impressão é que os personagens ficaram tão perdidos quanto eu. O romance também não convence muito então, pelo menos por agora, não é possível sequer torcer para que as coisas se encaixem e todos fiquem felizes.

Embora se trate de uma mescla entre fantasia e ficção científica, não tive aquela impressão de que a trama é recheada de originalidade. A questão dos personagens usarem um athame para abrirem portais no meio do ar e irem pra onde quiserem me lembrou o livro "A Faca Sutíl" (segundo livro da série Fronteiras do Universo, de Philip Pullman), com o diferencial de que não se trata de universos paralelos, mas somente viajarem de um lugar pra outro de forma instantânea, mágica e bastante complexa, e até um pouco de "Instrumentos Mortais", de Cassandra Clare, onde a humanidade é protegida em segredo por seres mágicos.

Em suma, Seeker percorre por caminhos dos quais não sabemos se são certos ou errados. Um personagem que parece ter o caráter duvidoso pode ser o mocinho e se juntarmos as peças passamos a compreendê-lo melhor... Não sabemos o que esperar do que podemos chamar de "triângulo amoroso" e chegamos à conclusão de que o poder pode despertar o pior que há nas pessoas quando se concentra em mãos erradas...

26 de outubro de 2016

No Limite da Loucura - Maureen Johnson

Título: No Limite da Loucura - Sombras de Londres #2
Autora: Maureen Johnson
Editora: Fantástica/Rocco
Tradutora: Sheila Louzada
Gênero: Suspense/Thriller/Sobrenatural
Ano: 2016
Páginas: 304
Nota
Onde comprar: Saraiva | SubmarinoAmericanas
Sinopse: Depois de se envolver no misterioso caso do assassino em série que se fazia passar pelo lendário Jack, o Estripador, espalhando o medo pela capital britânica, a garota é enviada para a casa dos pais em Bristol. Mas ela não pensa duas vezes quando tem uma chance de retornar a Wexford e reencontrar os amigos. Sua volta a Londres, no entanto, revela mais sobre seus próprios poderes do que ela poderia supor e a põe no centro de uma nova – e sinistra – onda de crimes que vêm desafiando até mesmo a polícia secreta que combate os fantasmas na cidade. No segundo livro da trilogia Sombras de Londres, Rory Devereaux precisa enfrentar seus próprios medos e agir antes que seja tarde. 

Resenha: No Limite da Loucura é o segundo volume da trilogia Sombras de Londres, escrita pela autora Maureen Johnson e publicado pelo selo Fantástica da Editora Rocco.

No primeiro volume, O Nome da Estrela, conhecemos Rory Devereaux, uma adolescente que descobriu ter dons sobrenaturais quando se envolveu no caso de um assassino em série que se passava por Jack, o Estripador. Após os acontecimentos que se desenrolaram durante a investigação do caso, Rory acabou sendo vítima de um esfaqueamento e teve sair de Wexford para voltar para a casa dos pais, em Bristol, e enquanto se recupera do trauma, ela passa a ter sessões de terapia com Julia, uma psicóloga.
Rory sabe que precisa superar o que passou, mas o que ela queria mesmo era ter sua vida nomal de volta e esquecer que as Sombras, a polícia secreta que combate os fantasmas da cidade, existem e cruzaram seu caminho.
Mas, nas redondezas de Wexford, o dono de um pub foi assassinado a marteladas e embora um homem tenha se assumido como autor do crime, a história simplesmente não bate. Várias coisas estranhas continuaram acontecendo e tudo indica que há envolvimento sobrenatural.
Rory então, é orientada por sua psicóloga a voltar para Wexford para reencontrar os amigos e voltar à a rotina da escola a fim de se recuperar melhor e não pensa duas vezes em voltar, mas, obviamente, ela se vê envolvida em mais um caso sinistro e misterioso em que tem certeza que nada é mera coincidência. Rory precisa aproveitar seus mais novos poderes contra essas forças, enfrentar seus medos diante do desconhecido e entrar em ação antes que seja tarde demais...

Depois do primeiro livro, não criei muitas expectativas para embarcar na leitura deste e talvez por esse motivo tenha gostado relativamente mais do que o anterior.
No Limite da Loucura permanece com a mesma ambientação que seu antecessor, o universo escolar e uma Londres sombria e invadida pelo sobrenatural. Não é um universo único e original, mas no contexto da história ele convence.
O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Rory e a leitura apesar de lenta é fácil de se acompanhar. A impressão que tive é que esse segundo livro sofre da "maldição da continuação". Ele até que esclarece algumas pontas soltas do primeiro livro e abre brechas para o terceiro, mas só fica realmente bom quando está próximo do fim. Até lá o livro é bastante lento e morno, sem acontecimentos grandiosos ou empolgantes que tenham me feito ficar ansiosa pelo próximo capítulo e nem as cenas que deveriam ser mais assustadoras não mexeram comigo.
Diferente do primeiro livro, este segundo não traz uma história fechada, e pra ser melhor compreendido é necessário ler o livro anterior.

Eu fiquei com pena de Rory pela vida dela estar desmoronando após o acidente que sofreu. Os sentimentos dela, por serem bem negativos, acabaram influenciando a própria narrativa e em muitos momentos me senti tão perdida quanto ela. Nem os momentos mais descontraídos serviram como alívio. Foi difícil ter empatia por ela e isso só foi um problema pois é impossível deixar de comparar os acontecimentos dos dois livros. O contraste entre um e outro acaba sendo negativo o que foi apresentado antes acabou perdendo aquele brilho assustador, e talvez isso tenha sido um motivo que tenha me feito simplesmente não me importar com os perigos pelos quais Rory passou com a presença do novo personagem.
Por outro lado, só tenho elogios à autora pela forma como Londres é apresentada. Em alguns pontos chegou a me lembrar as descrições de J.K Rowling. A ambientação, a atmosfera ameaçadora e sombria devido ao sobrenatural, é como se Londres fosse um personagem fundamental para o desenrolar dos fatos e até mais interessante que muitos outros presentes na trama.

Não sei ao certo expressar meus sentimentos ao fim desse livro. É um bom livro, sim, mas me senti manipulada devido à uma certa artificialidade, como se a autora tivesse se perdido no próprio caminho que trilhou e ainda deixado o desfecho em aberto sem necessidade. Talvez se o esquema do primeiro livro tivesse sido seguido eu poderia ter gostado mais, sem obrigação de precisar ler o último livro para saber o que vai acontecer.

Pra quem gosta de dramas adolescentes, triângulos amorosos mal resolvidos, toques sombrios e mistérios a serem resolvidos, a série Sombras de Londres é uma boa pedida.

25 de outubro de 2016

Agosto - Audrey Carlan

Título: Agosto - A Garota do Calendário #8
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Gênero: Romance erótico
Ano: 2016
Páginas: 160
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.
A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.
Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...
Agosto virá com uma tarefa diferente para Mia: ir a Dallas fingir ser irmã do jovem magnata e caubói Max. Mia sabe que sua contratação tem a ver com os negócios de Max, mas nunca poderia imaginar o que está prestes a acontecer.

Resenha: Em Agosto, oitavo (e mais mirabolante) livro da série A Garota do Calendário, Mia parte para Dallas ao ser contratada por Maxwell Cunningham, um cowboy magnata do petróleo. Max é casado e um super pai, vive com a esposa e a filha fofa e aparentemente não teria motivos para contratar Mia, certo? Errado! Antes de morrer, o pai de Max, um dos homens mais ricos do mundo inteiro, deixou registrado em seu testamento que quase metade da herança deveria ser recebida por uma filha que ninguém sabia da existência até então, e caso Max não a encontrasse, essa grana incalculável seria repassada aos investidores. Será que Mia, com seu talento de atriz, vai conseguir forjar seu papel de irmã perdida e Max vai convencer os executivos de que ela faz parte da família?

Ok, antes de mais nada preciso dizer que esse livro me causou sentimentos controversos. Eu gostei muito do rumo que a história se desenrolou, mas ao mesmo tempo me deparei com uma forma de resolver as coisas de um jeito fácil e conveniente demais.

Como nos livros anteriores, alguns clientes de Mia sempre dão um jeito de reaparecerem, mesmo como amigos fiéis que estão alí para ajudá-la em alguma questão inesperada, logo penso que a ideia da autora foi criar personagens que não só marcaram a vida de Mia e a ajudaram em seu crescimento pessoal a partir de cada experiência que proporcionaram a ela, como vieram pra ficar, cada um ao seu modo. E com Max a coisa vai além... Toda essa história de herança, irmã perdida e afins estava batendo muito com a história de vida de cada um e eles tinham mais em comum do que pensavam, mas quais as chances de Mia ser realmente a verdadeira irmã perdida em meio a milhões de pessoas no mundo? Eela foi contratada e, por mais que a ideia de ter uma família sólida a atraísse, Mia tinha que representar seu papel.

Os acontecimentos finais desse livro mudam a vida de Mia da água pro vinho, não só pela farsa bolada por Max que os aproximam como "irmãos", mas também por Wes que, enfim, expõe seus sentimentos e o relacionamento deles acaba ganhando um reforço que eu, particularmente, não esperava acontecer ainda. Um ponto bacana é que a ligação de Mia com Maddy, sua irmã, é muito forte e bonita, e por mais que isso tenha sido explorado nos livros anteriores, só agora ficou evidente pelo destaque que Maddy ganhou, mostrando que Mia ama a irmã de todo o coração e sempre a coloca em primeiro lugar já que nunca podia contar com o pai salafrário que se endividava enquanto as filhas ficavam jogadas.

Enfim, Agosto é uma sequência que deu uma boa guinada à série, e embora tenha sido bem conveniente, foi surpreendente e satisfatória. O final fica em aberto deixando um gancho sobre o mistério de quem será o próximo cliente de Mia, e já estou super curiosa pra saber o que vai acontecer.


24 de outubro de 2016

Julho - Audrey Carlan

Título: Julho - A Garota do Calendário #7
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Gênero: Romance erótico
Ano: 2016
Páginas: 144
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.
A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.
Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...
Em julho, Mia estará em Miami para ser a estrela principal do novo videoclipe do cantor de hip-hop Anton Santiago. Anton é lindo, confiante e está louco por Mia, mas, para ficar com ele, ela terá de resolver algumas questões do passado...

Resenha: Em Julho, sétimo livro da série A Garota do Calendário, Mia vai para Miami participar de um videoclipe do maior artista de hip-hop do país, Anton, mais conhecido como Lov-ah, mas ela ainda está bastante sensibilizada depois dos acontecimentos que a traumatizaram no mês de Junho, lá em Washington. Logo, Mia sofre com vários flashbacks terríveis e fica bastante retraída, o que piora com as investidas de Anton. Ele é envolvente, dança como ninguém e espera que Mia seja a estrela do video já que não sabe o que ela passou, mesmo que ela insista que não tem o menor dom pra dança.

Não vou entrar em detalhes pra evitar spoilers do que aconteceu, mas diante de muita angústia e a beira de se deixar levar por sentimentos muito ruins, Mia acaba tendo ajuda de amigos e do próprio Wes, e vê nisso uma esperança para que as coisas caminhem para algo que vá dar certo. O problema, pra mim, é que ele parece ter sido o remédio para curar a dor de Mia, mas acredito que o que aconteceu faria qualquer mulher normal querer manter distância de todo mundo por um looongo período de tempo, então não me desceu a ideia de Mia estar em choque num minuto e pelada aos pés de Wes no outro como se nada tivesse acontecido. Digerir um trauma aos poucos até que a vida volte ao normal é uma coisa, mas mergulhar na própria dor enquanto se aproveita o foda com o bofe não fez muito sentido ao meu ver.

Mas, a impressão que tive é que, enfim, Mia começa a ter noção do rumo que quer pra sua vida e o que, de fato, ela está fazendo alí, as coisas começam a se encaixar e isso acabou me fazendo mudar de ideia com relação ao que a autora fez no livro anterior, dando a entender que o futuro de Mia nessa vida seria uma completa loucura e não faria muito sentido. A decisão que Mia toma é um passo importante e, mesmo ela passando por um processo gradual de superação - que não foi nada fácil -, vencendo os próprios limites, e ainda ajudando seu cliente de uma forma muito positiva, o que acontece a partir daqui pode determinar o destino dela.

A história toda com o video e com a música serviram mais como pano de fundo para que a autora pudesse focar no desenvolvimento, no amadurecimento e na superação de Mia após um grande choque, e pra ser sincera, se formos pensar bem, todos os livros seguem mais ou menos esse padrão, o que muda é a intensidade do conteúdo erótico ou os toques de humor e/ou drama.

Penso que os acontecimentos desse livro foram muito importantes para a trama em geral e a história conseguiu me prender, mesmo que em alguns pontos possam ter sido falhos na minha opinião, então espero continuar acompanhando Mia em sua jornada... E que venha Agosto.

23 de outubro de 2016

Junho - Audrey Carlan

Título: Junho - A Garota do Calendário #6
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Gênero: Romance erótico
Ano: 2016
Páginas: 160
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.
A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.
Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...
Mia vai passar o mês de junho em Washington com Warren, um coroa rico que precisa de uma mulher a seu lado para tratar com políticos e investidores. O acordo entre eles não envolve sexo — já com Aaron, o filho de seu cliente, Mia não pode garantir.

Resenha: Em Junho, sexto livro da série A Garota do Calendário, Mia já está na metade de sua jornada que consiste em trabalhar na agência da tia para pagar a dívida astronômica que pai fez com um agiota. Agora ela parte para Washington depois de ser contratada para ser acompanhante de Warren, empresário rico, e que precisa da ajuda dela para fechar alguns negócios com políticos e investidores em uma causa filantrópica. Mas Warren é bem sério, já tem uma certa idade e o interesse dele em Mia é puramente profissional, não envolvendo sexo algum. Mas, não podemos dizer o mesmo de Aaron, o jovem senador filho de Warren...

Diferente dos livros anteriores, esse tem menos sexo e uma carga mais densa, deixando aquela comicidade e leveza de lado para entrar num assunto mais delicado, dando inclusive um choque de realidade em Mia (e nas leitoras também) sobre essa vida fácil e cheia de homens perfeitos com quem Mia topava.
A autora coloca algumas situações que causam algumas reflexões sobre o trabalho que Mia faz e o que as pessoas pensam logo de cara ao ouvirem falar dele, assim como a ideia de que os clientes sempre são homens perfeitos e acima de qualquer suspeita, principalmente quando o assunto é interesse, viver de aparências e falsidade, e Mia acaba aprendendo tais coisas com a própria experiencia.
É claro que a presença de Wes está garantida (mesmo que em forma de mensagens), fazendo com que Mia ainda fique criando esperanças, lutando contra a realidade de ambos e a fazendo pensar sobre as escolhas que faz. Ela ainda tem alguns meses pela frente e não vai jogar fora.

Penso que a autora coloca Mia em situações bem contraditórias na maioria das vezes quando o assunto é razão e emoção, mas com a ideia em mente de que doze meses correspondem a doze clientes, o jeito é engolir e aceitar, e esperar o que vem a seguir, mesmo que agora tenha ficado meio impossível já que a ideia do homem perfeito foi totalmente desconstruída aqui.

Enfim, no final das contas foi bem satisfatório acompanhar Mia tendo ajuda de amigos antigos e usando e abusando da sinceridade e do bom senso com os novos, causando um impacto positivo ao ajudar seu cliente em seus propósitos fazendo ele enxergar além do mundo de ilusões que ele pensa viver, mesmo que ela tenha vivido um perrengue e enfrentado um grande drama.

Sinceramente, não sei o que esperar a partir daqui, pois a impressão final que tive é que a autora nos tomou o doce quando ele estava chegando na melhor parte, mas ainda vou continuar lendo já que cheguei até aqui.

22 de outubro de 2016

Maio - Audrey Carlan

Título: Maio - A Garota do Calendário #5
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Gênero: Romance erótico
Ano: 2016
Páginas: 144
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.
A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.
Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...
Em “Maio”, Mia vai trabalhar como modelo no Havaí, onde conhecerá Tai, um dos homens mais impressionantes que ela já viu. Com ele, Mia vai descobrir que o prazer não tem limites — e que ela deve aproveitar absolutamente tudo o que a vida tem a oferecer.
Resenha: Em Maio, quinto volume da série A Garota do Calendário, Mia está de volta.
Desta vez a acompanhante parte para o Havaí ao ser contratada como modelo para posar de biquine num catálogo de moda praia. Mesmo trabalhando somente alguns dias, ela logo se encanta por Tai, um modelo gigante, cheio de músculos e tatuagens, que faz parte da campanha e, sendo nativo, ainda a ajuda a conhecer melhor aquela ilha paradisíaca. E Mia não vai se deliciar apenas com a paisagem e a beleza do lugar, claro... Sem um contrato como acompanhante, ter um colega de trabalho maravilhoso e dominador que lhe oferece vários benefícios era algo que ela não poderia rejeitar... Mia adora sexo, minha gente!

O livro segue o mesmo padrão dos anteriores, narrado em primeira pessoa, capa combinando e etc, e pra quem sentiu falta de todo aquele sexo em Abril, neste livro a autora acaba compensando as leitoras com puro "fogo e selvageria" desde o início e ainda tendo o Havaí como pano de fundo. Tem coisa mais quente?

Mia ainda passa por dilemas envolvendo Wes e as notícias que vê dele, mas ela decide seguir adiante para fazer do resto do ano os melhores meses de sua vida, aproveitando cada momento como se fosse o último, e não estar presa a cliente algum, sendo seu único trabalho participar das sessões de fotos, as coisas ficam mais leves e com cara de que ela realmente está aproveitando a oportunidade que tem. A autora também aproveita desse tema para fazer uma crítica aos estereótipos da mídia do que é considerado esteticamente bonito quando o assunto é corpo, e por Mia estar alí representando um número maior, fica claro que, independente da mulher ter um corpo com mais curvas, não se deve ter preconceito ou vergonha alguma de ser como somos.

Pelo fato de o livro ser curtinho e direto, sem enrolação nenhuma, ele é super rápido de ser lido e não tem como discorrer demais sobre ele sem soltar spoilers. Só posso finalizar dizendo que a leitura continua leve e gostosa de se acompanhar, os personagens são trabalhados na medida certa para que o leitor possa conhecê-los de forma suficiente e criar simpatia por eles (ou não), sempre com toques divertidos e bem humorados, mas também cheios de erotismo e muito, mas muito calor.


21 de outubro de 2016

O Herói Improvável da Sala 13B - Teresa Toten

Título: O Herói Improvável da Sala 13B
Autora: Teresa Toten
Editora: Bertrand Brasil
Gênero: Romance/YA
Ano: 2016
Páginas: 320
Nota
Onde comprar: Saraiva | Americanas
Sinopse: Adam Spencer Ross, 14 anos, precisa lidar todos os dias com os problemas que resultam do divórcio dos pais e das necessidades de um meio-irmão amoroso, mas totalmente carente. Acrescente os desafios de seu TOC e é praticamente impossível imaginar que um dia ele se apaixonará. Mas, quando conhece Robyn Plummer no Grupo de Apoio a Jovens com TOC, ele fica perdida e desesperadamente atraído por ela. Robyn tem uma voz hipnótica, olhos azuis da cor do céu revolto e uma beleza estonteante que faz o corpo de Adam doer. Adam está determinado a ser o Batman para sua Robyn, mas será possível ter uma relação “normal” quando sua vida está longe de ser isso?

Resenha: Adam Ross é um adolescente de quatorze anos que não só precisa lidar com seu TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) como também com problemas familiares que envolvem a separação dos pais, o caos que sua casa se tornou, as cartas estranhas que sua mãe começou a receber, a nova rotina de ter duas casas e uma segunda família com um meio irmão carente e superdependente do qual ele parece ter pavor.
Para que Adam pudesse ter ajuda, ele começa a participar do Grupo de Apoio a Jovens com TOC, na sala 13B. Os adolescentes, ao compartilharem seus problemas, e com auxílio de Chuck, o psicólogo, buscam uma recuperação, um alívio para a ansiedade que os consomem e que os tornam tão compulsivos. Chuck tem uma ideia de fazer com que os jovens também cultivem a amizade entre si, e sugere que cada um deles escolha um super-herói como alter ego para incentivá-los e facilitar a aproximação.
Quando Robyn começa a fazer parte do grupo, Adam fica maluco pois ela é a garota mais bonita que ele já viu, e não demora muito até que ele comece a bolar planos para ficar com ela e a pensar que deve melhorar por ela e para ela. Ela escolhe ser Robin, e Adam não poderia escolher ninguém menos do que Batman. O Batman de Robin.
A medida que o tempo passa, Adam consegue ajudar Robyn abrindo mão do próprio tratamento, mas ele descobre que sua doença está se agravando cada vez mais devido aos seus problemas na família e que ele está desenvolvendo novos sintomas como consequência disso.

A narrativa é feita em terceira pessoa e o foco é o protagonista. Pensei que se a narrativa tivesse sido feita em primeira pessoa, a leitura seria mais difícil pois se lidar com alguém com TOC já é complicado, imagino estar dentro da cabeça bagunçada dessa pessoa. Talvez essa tenha sido uma estratégia a fim de dar uma leveza maior ao problema e tratá-lo com certa imparcialidade. Embora o tema seja delicado, a escrita da autora é fácil, leve e bem descontraída, e tudo isso colabora com o envolvimento na história que no final das contas é cheia de sensibilidade e carregada de emoções.

De forma geral eu gostei dos personagens e ao mesmo tempo fiquei em extrema aflição, imaginando como é difícil viver com limitações, muitas vezes sem o menor sentido, criadas por quem sofre desse mal e sendo obrigado a lidar com mais problemas que acabam fazendo até quem é normal entrar em parafuso. Ter duas casas, viver em constantes rituais de limpeza, ter problemas com agressividade, ser o porto seguro de um irmão que também tem indícios de TOC, viver numa casa cheia de objetos acumulados a ponto de ter medo de entrar e ainda ter forças pra lutar contra tudo isso pensando no bem estar dos outros em vez de si próprio. E isso é uma parte pequena do que Adam vive.

O Herói Improvável da Sala 13B mostra o TOC sob uma perspectiva diferente, trazendo um personagem que não apenas sofre com um transtorno mental que o corrói por dentro, mas que tem esperança e aprende a pedir ajuda, aprende a viver um dia de cada vez, independente de qualquer coisa. Há romance, sim, e bem fofo, mas o foco maior, é sobre amizade, superação e embora tenha sido árdua a tarefa de acompanhar Adam e suas compulsões, no final das contas torcemos por ele e pra que tudo fique bem e o livro se torna uma grande e emocionante lição.


20 de outubro de 2016

Achados & Perdidos - Brooke Davis

Título: Achados & Perdidos
Autora: Brooke Davis
Editora: Record
Gênero: Drama/Aventura
Ano: 2016
Páginas: 252
Nota:
Onde Comprar: Saraiva | Submarino | Americanas
Sinopse: Uma história comovente e irresistível, para rir, chorar, refletir e se apaixonar.
Millie Bird é uma garotinha de apenas 7 anos que já sabe muita coisa. Ela já descobriu que todos nós um dia vamos morrer. Em seu Livro das Coisas Mortas, ela registra tudo o que não existe mais. No número 28 ela escreveu “MEU PAI'. Millie descobriu também, da pior forma possível, que um dia as pessoas simplesmente vão embora, pois a mãe dela, abalada com a morte do marido, a abandona numa grande loja de departamentos.
Ela só não está triste porque conheceu Karl, o Digitador, um senhor de 87 anos que costumava digitar com os próprios dedos frases românticas na pele macia de sua mulher. Mas, agora que ela se foi, ele digita as palavras no ar enquanto fala. Ele foi colocado pelo filho em uma casa de repouso, porém, em um momento de clareza e êxtase, ele escapa, tornando-se então um fugitivo.
Agatha Pantha é uma senhora de 82 anos que mora na casa em frente à de Millie e que não sai mais, nem conversa com ninguém, há sete anos. Desde que o marido morreu, ela passou a viver num mundinho só dela. Agatha preenche o silêncio gritando, pela janela, com as pessoas que passam na rua, assistindo à estática na televisão e anotando em seu diário tudo o que faz. Mas, quando descobre que a mãe de Millie desapareceu, ela decide que vai ajudar a menina a encontrá-la.
Então, a adorável garotinha, o velhinho aventureiro e a senhorinha rabugenta partem em uma busca repleta de confusões e ensinamentos, que vai revelar muito mais do que eles imaginam encontrar.

Resenha: Millie Bird é uma garotinha de quase oito anos que já conhece muito mais sobre a morte do que qualquer criança da sua idade deveria. Ela tem um "Livro de Coisas Mortas" e um dos itens alí é o próprio pai. Como se isso não fosse doloroso demais para Millie, sua mãe não consegue lidar com tudo o que aconteceu e acaba abandonando a própria filha numa loja de departamentos sem intenção de voltar. Sem entender o que está acontecendo e sem imaginar que foi deixada alí, Millie continua esperando sua mãe voltar, e enquanto isso conhece Karl, o Digitador, um senhor de oitenta e sete anos que escapou de uma casa de repouso e que agora passou a cuidar da menina. Em frente a casa de Millie mora Agatha Pantha, uma senhora rabugenta de oitenta e dois anos que vive gritando pela janela, mas que por dentro é uma pessoa de ouro. Aparentemente, Millie, Karl e Agatha não tem nada em comum, exceto que os três já perderam um ente querido e seguem lutando a fim de superar a dor.
Até que o trio parte pela Autrália em busca da mãe de Millie, e esta viagem promete muitas confusões mas aprendizados importantes e momentos dos quais eles nem imaginariam passar

O livro é narrado em terceira pessoa e os diálogos em itálico são apresentados em meio ao texto como se o próprio narrador estivesse os descrevendo. Eu não gosto muito desse estilo de narrativa pois a sensação inicial que tenho é de que os personagens perdem a voz e até um pouco da própria identidade. Talvez por esse motivo eu não tenha me apegado a nenhum deles e os considerado bastante superficiais e exagerados, principalmente os idosos. Não que eu esperasse que fossem velhinhos fofinhos da cabeça branca, estereotipados e clichês, mas a caracterização que ganharam me pareceu muito forçada e nada sutil. Os dois parecem uns lunáticos e isso não é um elogio. Eles têm comportamentos e hábitos completamente sem noção e são bem excêntricos, mas se a ideia da autora era apresentar personagens peculiares e descolados para dar um tom cômico à história pra fugir do que é considerado tradicional para os idosos, pra mim, não funcionou muito bem. Por mais que possa ser importante considerar tudo o que eles aprenderam nessa busca pela mãe de Millie, se deparar com Karl pensando em peitos ou Agatha falando sobre o pinto murcho do falecido marido me fez revirar os olhos mil vezes pensando qual a real graça e a relevância desse tipo de informação nesse contexto...

Eu gostei de Millie em partes, talvez eu tenha ficado com pena por ela ser tão novinha e já ter que enfrentar tantas dificuldades em tão pouco tempo de vida, mas seu comportamento também não é muito convincente, nem condiz com sua idade e muitas vezes ela chega a ser tão irritante quando o de Karl e Agatha. Logo penso que os personagens poderiam ter sido desenvolvidos de uma maneira mais real e menos fantasiosa.
Esses pontos acabaram transformando uma história, que na teoria é bem bonita, em algo forçado e até arrastado, mas ainda assim foi possível tirar algum proveito dela. Embora nada convincentes com relação às atitudes, os personagens enfrentam problemas e passam por outros tipos de situações que qualquer um está sujeito a passar, sempre em busca de algo ou alguém e sempre tendo que lidar com alguma adversidade imposta pela vida, logo, os conflitos pessoais e as lutas internas de cada um deles acabam, sim, sendo exemplo para nós.

Em suma, Achados & Perdidos é uma história extravagante que explora a forma como as pessoas perdem ou descartam as coisas, independente das circunstâncias, e como lidam com essas perdas, mas ainda assim, é possível encontrar algo de bom em quem menos se espera quando tudo parece estar perdido.