28 de fevereiro de 2015

Caixa de Correio #36 - Fevereiro

Como diz Dr. Nick Riviera: Hi, everybody!
Último dia do mês, é dia de caixa.
Bora dar uma conferida em tudo que chegou pra mim nesse mês de Fevereiro.

24 de fevereiro de 2015

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

Relido em: Fevereiro de 2015
Título: O Pequeno Príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Geração
Gênero: Romance/Clássico
Ano: 2015
Páginas: 160
Nota:
Sinopse: Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.

Resenha: O Pequeno Príncipe é o mais famoso clássico na literatura universal, escrito pelo escritor francês Antoine de Saint-Exupéry há 70 anos. Em 2015, a obra ganhou nova edição e tradução ao ser publicada pela Geração Editorial em duas versões: Luxo e Pocket. A resenha a seguir é baseada na edição de luxo que possui capa dura, título dourado, alto relevo, e detalhes internos de encher os olhos devido ao capricho que a editora dedicou à obra. Seu conteúdo já era admirável, mas com o excelente trabalho visual, o livro superou todas as expectativas em todos os fatores. As ilustrações originais ganharam muito mais cor e vida, assim como as páginas que transformaram o maior clássico de todos os tempos num maravilhoso tesouro. Uma nova tradução, feita por Frei Betto, aproxima o leitor ao texto que ficou mais fácil e fluído. Quem já havia lido o livro em alguma edição anterior poderá perceber algumas diferenças na tradução, mas nada que interfira no entendimento, muito pelo contrário, facilita bastante.
Ao final do livro o leitor se depara com um pouco da vida do escritor, assim como uma galeria linda de fotos do mais famoso principezinho que o mundo já conheceu.



A história começa quando seu narrador se lembra de seu primeiro desenho e como os adultos não foram capazes de enxergar o que, de fato, ele representava...
"Quem tem medo de um chapéu?"
Sendo desencorajado pelos adultos a continuar a desenhar, ele optou por outro caminho quando cresceu, e se tornou um piloto de avião... Até que ao fazer uma viagem sobre o deserto, precisou fazer um pouso de emergência, e lá se depara com um garotinho que pediu para que ele lhe fizesse um desenho. E esse foi o momento em que se conheceram. Aos poucos o narrador vai descobrindo mais sobre esse garoto, e que a saída dele do Asteroide B612 - deixando sua rosa e seus três pequenos vulcões pra trás, para viajar pelo universo a procura de outras pessoas, até chegar a Terra - é uma viagem carregada de histórias para se contar, histórias estas que o fazem ter uma nova visão de mundo...
A viagem do Pequeno Príncipe é contada em forma de fábula. Em cada planeta que o garoto visita, ele se encontra com seu único habitante e aprende um pouco mais com cada um deles.

O Pequeno Príncipe cativou gerações de leitores ao longo dos anos ao evidenciar a pureza e a inocência de uma criança quando ela se vê diante de questões adultas e que não fazem muito sentido devido a sua percepção diferenciada...
De que adianta alguém se intitular rei se vive sozinho e não possui súditos? Pra que serve a vaidade excessiva quando não se há expectadores? Quais as consequências de se criar vínculos e depois ter que partir? A preocupação em tomar conta do que é seu é grande, mas descobrir a verdade e o funcionamento das coisas é o que faz o Pequeno Príncipe ir além, ansiando e insistindo em perguntas que muitas vezes não possuem respostas, que requerem apenas atitudes, como a amizade verdadeira ou um amor duradouro e fiel.

É o tipo de livro, que por ser todo escrito em forma de metáforas, a cada vez que é lido, se aprende uma nova lição, pois a mensagem pode ser entendida de forma diferente de acordo com o momento em que o leitor se encontra ou lhe dar uma nova perspectiva para determinada situação. É um livro rotulado como infantil, mas acredito que o autor, ao escrevê-lo, acabou fazendo da história algo que atinge e emociona quem quer que seja, independente da idade que tenha, e que é capaz de nos fazer enxergar a criança que há dentro de nós e que há tempos foi deixada de lado para dar lugar ao adulto que nos tornamos.

Para ser lido e relido, por muitas e muitas vezes.
"É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se conseguir julgar a si mesmo, provará que é um verdadeiro sábio."
- pág. 55
"Óbvio, para os vaidosos todas as pessoas são suas fãs."
- pág. 57
"Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa."
- pág. 101
"Os olhos são cegos. É preciso ver com o coração".
- pág. 113

23 de fevereiro de 2015

Pó de Lua - Clarice Freire

Lido em: Setembro de 2014
Título: Pó de Lua - Para diminuir a gravidade das coisas
Autora: Clarice Freire
Editora: Intrínseca
Gênero: Poesia/Nacional/Autoajuda
Ano: 2014
Páginas: 192
Nota
Sinopse: Em 2011, discretamente, a publicitária Clarice Freire criou no Facebook uma página para reunir seus escritos e desenhos. Batizou-a como 'Pó de Lua', sua receita infalível 'para tirar a gravidade das coisas'. Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs fiéis e engajados, que se encantaram com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenho e até fragmentos de palavras. Entre eles, estão personalidades como a atriz Grazi Massafera e a apresentadora Ticiane Pinheiro. Da internet para as páginas de um livro, foi mais um salto para a jovem autora recifense. Ela surpreende seus admiradores com uma proposta diferente. Pó de lua, o livro, tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua - minguante, nova, crescente e cheia - ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, ilustradas com muitos desenhos.

Resenha: Inspirada na lua, que deixa refletir a luz iluminando as noites, Pó de Lua nasceu como um blog, um cantinho que a autora usava para expor pensamentos a fim de acalmar suas inquietações, e ao ser criada sua fanpage no Facebook, um lugar para se "escrever desenhado", milhares de pessoas se identificaram com suas ideias e se tornaram seguidoras, admiradas pelo seu jeitinho poético, fofo, criativo e sensível de brincar com as palavras. Clarice Freire tem a incrível capacidade de levar aos leitores uma nova forma de encarar e enxergar a vida, e mostra como é importante valorizar o que é simples. A frase que ficou tão conhecida que diz que o livro serve para diminuir a gravidade das coisas, é totalmente verdadeira.

Dividido em quatro partes, seguindo as fases da lua e a forma como elas afetam nosso humor, os textos abordam assuntos de acordo com a influências dessas fases, como dor, saudade, amor, despedida, alegria, e sentimentos ou questionamentos comuns que atingem e fazem parte da vida de cada um de nós.
O grande diferencial é o jogo de palavras e imagens, tudo desenhado e escrito a mão com bastante delicadeza e com traços super particulares e característicos, o que faz da parte gráfica do livro uma incrível obra de arte cheia de cores e personalidade. Em formato de moleskine, a capa com adornos prateados é uma fofura só, e as bordas das páginas em azul colaboram na riqueza do visual do livro.
O livro não só diminui a gravidade das coisas, mas aumenta o efeito positivo e é simplesmente impossível não se identificar ou se sentir tocado com pelo menos uma frase que o compõe. O resultado final é, no mínimo, um sorriso no canto da boca. É um livro cheio de doçura, com verdades que, às vezes, julgamos serem somente nossas, que deve ser lido, relido e compartilhado com todos.

Então, aqui vai meu muito obrigada à Clarice, por ter aprendido a usar as palavras com essa graciosidade ímpar e de forma genial, e obrigada por colocá-las no papel, atingindo os leitores individualmente, mostrando com tanta peculiaridade que nós somos os responsáveis por complicarmos coisas simples, mas que, de alguma forma, podemos, sim, diminuir os danos e sermos mais felizes. Se você quer - e precisa - diminuir a gravidade das coisas pra tornar a vida um pouco mais leve, não deixe de conferir Pó de Lua. ♥

- Como assim uma pessoa VAZIA pode ter algo de BOM?
- BOM. Se ela for VAZIA e INTELIGENTE, ao menos vai saber escolher bem o que vai PREENCHÊ-LA.
Pense bem.
Os cheios DE SI não têm [ESPAÇO] para mais NADA.
- pág. 72

20 de fevereiro de 2015

Novidades e lançamentos - Geração Editorial

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
Edição de Luxo
Edição Pocket
Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.


O Caso Pedrinho - Renato Alves
O livro traz os detalhes do sequestro na maternidade de uma das crianças mais famosas do país, que ficou conhecido como O Caso Pedrinho. Mesmo passados 12 anos, a história não sai da cabeça do imaginário popular,
basta lembrar do garoto e da sequestradora Vilma. O enredo parece de um filme mas o repórter Renato Alves (ganhador dos maiores prêmios do país), que acompanhou tudo de perto, revela e compartilha com o leitor os bastidores da investigação policial e da cobertura jornalística do caso Pedrinho, solucionada em 2002. Não era um filme mas teve um final feliz e surpreendentemente. Neste livro reportagem são exibidas em close as entranhas desta comovente história real de amor e perseverança, de falsidade e engano, de generosidade e egoísmo.

O Ratinho do Violão - Marta Reis
A gente fala búlin, mas a palavra é inglesa e até um pouco difícil de escrever: bullying. A história do Chiquinho é uma história de bullying, uma judiação que gente maldosa faz com os outros, com as crianças. O Chiquinho é um menino muito bacana, do bem, que toca violão como ninguém. O que importa se ele manca um pouquinho, né? Se você ficar um pouco triste de ver o menininho encolhidinho de tanta chateação dos amigos, vai ter uma surpresa lá no final do livro. E vai querer gritar: viva o nosso Chiquinho!

19 de fevereiro de 2015

Li até a página 100... #4 - A Mais Pura Verdade

Criado pelo blog "Eu leio, eu conto", Li até a página 100..., consiste em dizer o que achamos da nossa leitura atual até a centésima página . A Editora Novo Conceito enviou os primeiros 6 capítulos do livro A Mais Pura Verdade, do autor Dan Gemeinhart, para uma prévia e eis minhas impressões:


Primeira frase da página 95 (a amostra não vai até a página 100): 
"... E não perdem tempo tendo medo do amanhã."

Do que se trata o livro?
O livro conta a história de Mark, um garoto de 12 anos que descobre estar doente e em companhia de Beau, seu cachorro, e munido de remédios, uma câmera, um caderno e caneta, "foge" de casa para aproveitar os dias que lhe restam para realizar seu sonho de escalar uma montanha.

O que está achando até agora?
A narrativa é fácil, fluída e é intercalada entre a aventura que Mark vivencia no presente e a situação em que os pais dele e a amiga se encontram, e a história parece ser bastante promissora, daquele tipo que emociona e mexe com o leitor. A diagramação também é muito bacana, pois todos os capítulos possuem a mesma fresta que há na capa.

O que está achando dos protagonistas?
Apesar de não ficar claro qual é o problema de Mark, ele é um garotinho corajoso e que não quer se deixar abater por nada. Mesmo que esteja doente, ele não quer ser tratado diferente de ninguém e quer ir atrás do seu grande sonho junto com seu fiel companheiro, Beau.

Melhor quote até agora:
"Mesmo a muitos quilômetros de distância, um amigo ainda pode segurar sua mão e estar ao seu lado."
- Pág. 27
Vai continuar lendo?
Vou, sim. O livro será lançado dia 23 de março e estou bastante curiosa pra continuar a leitura.

Última frase da página:
"- Eu sei o que você está fazendo, garoto. Saia do meu ônibus. Agora."


18 de fevereiro de 2015

Clube da Liga #1: Caixa de Pássaros - Josh Malerman

Oie, pessoas! Hoje a resenha vai ser diferente! Ela vai funcionar como uma coluna mensal, na qual vocês, leitores, poderão conferir a resenha feita em grupo seguida da opinião individual de cada blog participante, e ainda vão poder participar da promoção para concorrer ao livro do mês! Aproveitem!

Lido em: Janeiro de 2015
Título: Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Gênero: Terror/Suspense/Thriller Psicológico
Ano: 2015
Páginas: 272
Nota
Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.


Resenha: Caixa de Pássaros, do autor Josh Malerman e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca foi a primeira leitura do Clube do Livro da Liga!
Um misterioso surto começou a ser noticiado na TV, se espalhou pela internet e a população entrou em pânico. Alguma coisa desencadeou uma reação terrível nas pessoas de forma que elas atacassem as outras brutalmente, e depois cometiam suicídio da forma mais bizarra possível. Ninguém sabe de onde isso surgiu, ou por que se espalhou em escala global... a única coisa que se sabe é que basta estar de olhos abertos para ser afetado...
E a partir dessa premissa apocalíptica, onde as poucas pessoas que restaram no mundo agora vivem com os olhos vendados e escondidas em casas lacradas para se manterem seguras, conhecemos Malorie, uma mulher que quer sobreviver nesse caos ao mesmo tempo que mantém seus filhos em segurança e atentos a qualquer ruído...

A história tem como pano de fundo o mundo tomado por uma epidemia já conhecida, principalmente entre aqueles fãs de histórias de zumbis que imaginam um apocalipse do tipo acometer o mundo um dia, porém, os elementos usados pelo autor são bem mais misteriosos e sombrios. A narrativa é feita em terceira pessoa e se alterna entre o passado e o presente de Malorie, quando ela está atravessando o rio com os filhos, quando estava em Detroit com a irmã, descobre sua gravidez e logo em seguida sabe sobre o surto quando começa a pandemia, e quando chegou em Riverbridge numa casa onde se uniu a um grupo de sobreviventes que se ajudam como podem depois que as coisas fugiram do controle.
A trama mexe com os sentidos do leitor, envolve, aflige e a sensação é de estar as cegas como os personagens. O autor consegue descrever sons e ruídos com perfeição o que torna tudo muito mais tenso e assustador, como se o leitor estivesse vivenciando tudo aquilo ao mesmo tempo que não sabe o que está acontecendo devido aos olhos estarem "vendados". A narrativa também é bastante dinâmica, principalmente quando transpassa acontecimentos simultâneos entre os personagens envolvidos na cena mas que estão em locais diferentes, o que dá uma sensação de agonia extrema.
Cada personagem tem suas particularidades, e todos são importantes na trama para torná-la ainda mais angustiante e nada previsível.
Vou ser sincera em afirmar que a história, por mais que tenha um final "fechado", ainda deixa muitas perguntas fazendo com que os leitores fiquem muito curiosos e ansiosos por respostas e esclarecimentos, ou bolando teorias mirabolantes para alguns elementos presentes na trama, mas também posso afirmar que devido ao ritmo frenético e angustiante, o texto muito bem escrito e fluído, e considerando o quanto Caixa de Pássaros mexeu comigo, me fazendo pensar por dias a fio sobre o quão genial o autor foi em, talvez, deixar o mistério em aberto justamente para que as pessoas reajam querendo discutir sobre o livro e procurando opiniões alheias, o livro foi uma das melhores leituras que já tive até então.
A leitura em grupo foi uma viagem, pois a ideia de bolar teorias para tentar explicar os elementos do livro foi o que elevou a discussão e nos fez interagir como nunca fizemos antes. A questão da protagonista em preparar os filhos durante um certo tempo também nos fez refletir sobre medo x amor.

Caixa de Pássaros é o livro de estreia de Josh Malerman, cantor e compositor da banda de rock High Strung, e foi lançado no Brasil pela Intrínseca.
Super indico para quem curte thrillers psicológicos carregados de muito suspense, que mostram do que as pessoas são capazes quando sentem medo, o que fazem para se sentirem seguras e até onde vão, ultrapassando todos os limites, para protegerem quem mais amam.
Recomendo de olhos fechados.


PARTICIPEM DA PROMOÇÃO!




Termos e condições
- Ter endereço fixo no Brasil.
- Comentar na resenha de um dos blogs participantes.
- A promoção começa dia 18/02 e termina dia 15/03.
- Perfis fakes ou criados exclusivamente para promoções serão desclassificados.
- O sorteado receberá um email e terá 48 horas para respondê-lo. Caso não seja respondido, será feito um novo sorteio.
- O livro será enviado em até 30 dias.
- Não nos responsabilizamos por eventual extravio ou problemas com o correio, nem caso o endereço para envio seja passado errado.

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Boa sorte!
O "Clube do Livro da Liga" é formado por amigos que resolveram arriscar uma leitura coletiva e se surpreenderam com a interação que foi proporcionada. Temos muitos gostos e ideias em comum, além de muitas discussões e risadas. Ninguém nunca irá nos entender, ainda bem.
Os blogs: Arquivo Passional | Entre Palcos e Livros | Este Já Li | Leitora Viciada | Leituras da Paty | Livros e Chocolate | Mais que Livros | Meus Livros, Meu Mundo | Meus Livros Preciosos | MoonLight Books | Prazer, me chamo Livro | SA Revista | Segredo entre Amigas | Seguindo o Coelho Branco | Todas as Coisas do Meu Mundo

15 de fevereiro de 2015

Vermelho Como o Sangue - Salla Simukka

Lido em: Janeiro de 2015
Título: Vermelho Como o Sangue - Branca de Neve - Livro 1
Autora: Salla Simukka
Editora: Novo Conceito
Gênero: Suspense/Juvenil
Ano: 2014
Páginas: 240
Nota
Sinopse: No congelante inverno do Ártico, Lumikki Andersson encontra uma incrível quantidade de notas manchadas de vermelho, ainda úmidas, penduradas para secar no laboratório de fotografia da escola. Cédulas respingadas de sangue.
Aos 17 anos, Lumikki vive sozinha, longe de seus pais e do passado que deixou para trás. Em uma conceituada escola de arte, ela se concentra nos estudos, alheia aos flashes, à fofoca e às festinhas dominadas pelos garotos e garotas perfeitos.
Depois que se envolve sem querer no caso das cédulas sujas de sangue, Lumikki é arrastada por um turbilhão de eventos. Eventos que se mostram cada vez mais ameaçadores quando as provas apontam para policiais corruptos e para um traficante perigoso, conhecido pela brutalidade com que conduz os seus negócios.
Lumikki perde o controle sobre o mundo em que vive e descobre que esteve cega diante das forças que a puxavam para o fundo. Ela descobre também que o tempo está se esgotando. Quando o sangue mancha a neve, talvez seja tarde demais para salvar seus amigos. Ou a si mesma.

Resenha: Vermelho como o Sangue é o primeiro volume da trilogia Branca de Neve escrita pela autora finlandesa Salla Simukka e publicado no Brasil pela Novo Conceito.
Lumikki é uma garota de 17 anos que mora sozinha num apartamento em Tampere, na Finlândia, tem um passado misterioso e estuda numa conceituada escola de artes. Lá, ela tenta passar despercebida ao máximo, como se não quisesse ser vista, não se envolve com os alunos populares e só quer estudar sem ser incomodada nem se preocupar com futilidades. Ela tem como "ritual" ir para o laboratório de fotografia aproveitar o escuro e o silêncio para refletir e para se concentrar antes das aulas. Lumikki é uma das raras estudantes que utilizam a sala e num dia que deveria ser como qualquer outro, ao entrar, ela se depara com muito dinheiro coberto de sangue e várias notas ainda molhadas penduradas no varal da câmara escura secando. A reação dela, por mais curiosa que tenha ficado, foi tentar fingir que não viu aquilo para não se envolver, mantendo segredo até que tudo se resolva, mas quando ela descobre a procedência da grana, as coisas podem sair um pouco do controle e ela se vê numa trama obscura e perigosa envolvendo corrupção e drogas, e agora vai precisar salvar a si mesma e aos seus colegas.

Narrado em terceira pessoa, os fatos da história se desenrolam fazendo leves referências a contos de fadas mas a trama em si não tem nada a ver. A narrativa é fácil e bastante ágil, exceto por alguns nomes de personagens que são escritos ou têm pronúncias diferentes das quais estou acostumada devido às origens. O cenário remete ao branco devido ao inverno rigoroso do local e, talvez, a intenção fosse que esse clima gelado criasse uma atmosfera fria e tensa durante a leitura. A história tem muita ação, mas nenhuma reviravolta que realmente surpreenda.
Lumikki sofreu algum trauma no passado. Ela é uma pessoa sozinha e gosta dessa condição, como se tivesse construído barreiras em voltas de si para afastar os outros e se proteger. Ela tem alguns flashbacks mas em vez de esclarecer, só confundem mais.
O problema do livro não é ele ser curto e direto. Acho que quanto mais diretos e sem enrolação os autores puderem ser ao criarem suas histórias, melhor. O problema é que não me conectei à história, ela simplesmente não me prendeu e fiquei incomodada com Lumikki, com apenas 17 anos, que antes demonstrava ser alguém invisível, e de repente se revela uma agente secreta cheia de habilidades incríveis, tanto para a espionagem quanto para luta. Ok, ela luta kickbox esporadicamente, mas não houve menções sobre treinamentos rigorosos no passado para que sua habilidade "ninja" se tornasse crível. Tentei entender os motivos de ela ser fechada e ter aversão a contato físico, mas as justificativas constantes sobre o desconforto de Lumikki ou qualquer outra coisa que ela estivesse fazendo só me irritaram. A impressão que tive foi que a autora tirou inspiração de "Lisbeth Salander" da trilogia Millennium, mas passou longe de montar alguém desse calibre...
Outra coisa é que é perceptível que a autora escreve bem no que diz respeito a descrever as coisas, mas parece que se perdeu em suas próprias ideias quando tira elementos do além e ao construir quem faz a história: Os personagens que compõe a trama são superficiais e também não me desceu a ideia de um grupinho de adolescentes terem "enganado" a máfia. Elisa, que é uma das garotas populares e ricas da escola, foi a única que me agradou devido a sua construção que convence melhor do que os demais. Elisa inclusive é importante na trama pois acaba por desencadear uma reação em Lumikki da qual acredito que nem ela mesma esperava, pois ao menor indício de uma amizade, mesmo que parece pareça ser bem improvável, ela se "rende".
O livro tem um final fechado então acredito que os próximos volumes sirvam para falar mais sobre Lumikki enquanto ela dá uma de ninja resolvendo algum outro problema em que se mete.
Acho que o mistério maior que ficou na história foi o fato de Lumikki ter um passado não revelado por completo, e por mais que pareça loucura minha, um dia ainda tenho intenção de ler os próximos livros da trilogia para saber sobre isso, só. Ela parece ter escapado de algo terrível e quero saber o que diabos aconteceu que a fez fugir, ter ido morar sozinha e ter feito todas as escolhas que fez até chegar onde chegou.

Falando da parte física do livro, só tenho elogios. A capa é muito linda e sugestiva. Há aplicação de verniz nos respingos de sangue. Os capítulos são curtos e divididos entre dias da semana, que vão de domingo a sexta-feira seguido por um epílogo 4 meses após os acontecimentos. A diagramação é simples, a revisão está ótima e não encontrei erros.

Para quem busca por uma história policial leve com um pouco de tensão e voltada para o público juvenil que não faz questão de muito aprofundamento e não se importa em ficar no escuro com um livro introdutório, Vermelho como o Sangue pode ser uma boa leitura. Não chega a ser um fiasco, mas também não deve ser lido com altas expectativas...


13 de fevereiro de 2015

Luva Vermelha - Holly Black

Lido em: Fevereiro de 2015
Título: Luva Vermelha - Mestres da Maldição #2
Autora: Holly Black
Editora: Rocco  
Tradutora: Regiane Winarski
Gênero: Juvenil/Fantasia/Sobrenatural
Ano: 2014
Páginas: 368
Nota
Sinopse: Após resgatar os irmãos das garras de Zacharov, Cassel tenta restaurar alguma normalidade em sua vida. É uma tarefa nada fácil para alguém que traz a herança dos mestres da maldição e está vinculado a uma das maiores famílias do crime. Mas Cassel, afinal, começa a descobrir como ser um mestre e mesmo assim ter amigos. Porém, para ele, o que é normal nunca dura. Em pouco tempo, Cassel é requisitado pelos dois lados da lei e se vê forçado a confrontar seu passado - de que recorda apenas fragmentos, um dos quais pode inclusive destruir sua família e seu futuro. Ele terá que decidir de que lado vai ficar, porque a neutralidade não é uma opção. E precisará desferir o maior golpe de sua vida para sobreviver...

Resenha: Luva Vermelha é o segundo volume da trilogia Mestres da Maldição, escrita pela autora Holly Black e publicado pelo selo Jovens Leitores da Editora Rocco.

Recapitulando o primeiro livro, Gata Branca, Cassel Sharpe é um jovem que vem de uma família de Mestres da Maldição, pessoas que possuem o poder de alterar memórias, destinos e emoções alheias apenas com um simples toque. Essa prática é ilegal e todos são considerados criminosos. As pessoas com esse dom devem usar luvas de forma que o toque não cause nenhum efeito que vá amaldiçoar alguém. Mas Cassel não poderia ser considerado um criminoso, mesmo que sua família seja composta de criminosos, pois ele, aparentemente, não tem nenhum dos setes toques mágicos: sorte, sonhos, corpo, emoções, memória, morte e transformação... E com o desenrolar dos acontecimentos, acabamos descobrindo que Cassel tinha segredos escondidos que nem ele próprio sabia...

Por se tratar do segundo volume, aqui vai um alerta de spoiler!! E se ainda não leu o primeiro livro, corra pra ler! Vale super a pena!

Cassel teve a memória alterada para acreditar que não possuía poderes e não lembrar que foi usado e traído pelos irmãos, Barron e Philip, para que eles cometessem crimes e saíssem impunes. Eles usavam o poder do garoto para transformar pessoas em objetos. Sem provas, o crime era perfeito. Mas após os eventos do primeiro livro, Cassel conseguiu descobrir que ele era um Mestre, e não um Mestre qualquer, mas o mais poderoso e raro de todos: um Mestre da Transformação.
Assim, também soube que ele não havia matado Lila como imaginou, e que ela agora já não é mais uma gata branca... E sabendo da verdade, Cassel não tem intenção de deixar que ninguém o use mais

Agora, Cassel está de volta para seu último ano em Wallingford Preparatory depois de ter passado as férias de verão na companhia de sua mãe, que saiu da prisão e parece querer aproveitar todo o tempo perdido aplicando novos golpes. Sua mãe é Mestra das Emoções e usa seu dom para fazer com que homens ricos caiam em sua rede, assim como usou de seu toque para fazer com que Lila se apaixonasse por ele.
Na escola, ele reencontra os amigos, mas o que ele não esperava era que Lila aparecesse pra estudar lá acreditando que ficar perto de Cassel iria ajudar a quebrar a maldição, pois ela pensou que ao ver de perto que o sentimento não é recíproco, ela cairia na real. Ledo engano... E como se isso não bastasse pra complicar a vida do garoto, os federais ainda apareceram pedindo a ajuda dele pois Philip, seu irmão, está morto e querem descobrir o que aconteceu e quem foi o responsável pela morte dele.
Zacharov, o poderoso chefe da máfia local e pai de Lila, é o principal suspeito, mas ainda não se sabe.
O problema é que não será fácil lidar com essa situação pois de um lado estão os federais fazendo pressão, enchendo o garoto de perguntas e ameaçando sua família, enquanto do outro lado está o próprio Zacharov que, agora que sabe dos poderes de Cassel, quer que o garoto trabalhe pra ele. Cassel precisa decidir de que lado vai ficar enquanto tenta descobrir quem matou seu irmão ao mesmo tempo que arma o golpe perfeito.

Narrado em primeira pessoa, Luva Vermelha continua sendo viciante. A facilidade e a rapidez com que o livro é lido chega a ser fora do comum pois a leitura é muito fluída e dessa vez sem muitas explicações já que várias delas já foram feitas em gata Branca. A escrita da autora é ótima e ela consegue fazer descrições, construir e manter traços de personalidade com uma honestidade e sinceridade ímpar. Chega até a assustar pois são descrições que geralmente pensamos num impulso e consideramos que outras pessoas não pensem o mesmo. É incrível como ela consegue inserir humor em situações de perigo ou problemas extremos. Dessa forma, o leitor se depara com personagens únicos, pois por mais absurdos, insensatos ou cruéis que sejam, sempre haverá uma tirada ou saída maluca.
"Mais tarde, mamãe aparece no calçadão atrás de mim usando saltos de plataforma. Seu vestido branco esvoaça na brisa do fim do verão. O decote é tão profundo que fico com medo de seus peitos pularem para fora caso ela se mexa rápido demais. Sei que é perturbador eu perceber isso, mas não sou cego."
- Pág. 11
Cassel não é perfeito, e acredito que nem poderia ser já que cresceu numa família de vigaristas imorais e desonestos e ainda tem uma mãe completamente egoísta, egocêntrica e oportunista. Ainda assim, mesmo que nem sempre faça o bem, ele sabe distinguir o certo do errado. O menino é cheio de problemas mas não faz o estilo adolescente revoltado e rebelde sem causa. Mas ele não é santo... o garoto é esperto, engraçado, sarcástico, mas em compensação é arrogante, muitas vezes inseguro e um mentiroso de mão cheia. Ele não hesita em mentir pra Deus e o mundo, enganar os outros, aplicar golpes, esconder provas... É o típico personagem que tem falhas, que tem atitudes erradas cujas consequências só podem dar na maior merda do mundo e ele é o único que parece não enxergar isso. Mas no final é um garoto que só quer ser aceito por quem ele é e que não tem intenção de prejudicar alguém realmente, pelo menos não na seriedade da coisa. Mesmo tendo vivido uma vida fodida, e ainda cercado por idiotas, ele tenta ficar por cima e ainda faria o que pudesse pra ajudá-los. No fundo ele não é uma má pessoa e vai amadurecendo com a experiência de vida que adquire a cada nova situação que precisa enfrentar. Ele ainda não está totalmente livre da maldição da memória que lhe foi lançada, mas aos poucos ele vai descobrindo mais sobre seu passado.
Os relacionamentos de amizade de Cassel que começaram a se formar no primeiro livro, mostrando que pode haver confiança o suficiente para que um ajude o outro foi um dos vários pontos positivos da história. Sam e Daneca, os amigos de Cassel, ganham uma espaço considerável na história e foi super bacana de se acompanhar.

Um ponto bacana, mas terrível, que foi explorado foi sobre o "rebote", ou seja, as consequências que o Mestre sofre com o uso da magia, e podemos ver isso com Vovô, Mestre da Morte e que perdeu partes do corpo com essa brincadeira.
Ainda há o problema com Lila, por por mais que ele goste dela, ele acredita que ela só o ama devido a maldição que sua mãe lançou a ela... Será mesmo? A garota ainda é um mistério pois além desse problema, há a questão dela ser filha de Zacharov que a coloca em um papel complicado, até mesmo porque ela pretende assumir o que vai herdar o pai: o controle da máfia.

Sobre a parte gráfica, a capa segue o mesmo estilo da primeira, a parte interna é preta, o título da obra e do nome da autora são em alto relevo com aplicação em verniz enquanto o fundo é fosco. As páginas são brancas, a diagramação é simples, a fonte é grande com um bom espaçamento entre as linhas.

Geralmente numa trilogia, o primeiro livro é mais introdutório e o segundo funciona como uma "ponte" com informações complementares que conduzem a trama ao terceiro livro, que é onde geralmente acontecem todas as reviravoltas para o grande desfecho, e acho que no caso de Luva Vermelha, essa função de segundo livro ocorre em partes.
A ação não está muito presente no final e talvez tenha sido proposital, evidenciando a inteligência e a esperteza em vez de atitudes drásticas. Se compararmos com o gata Branca, acho que Luva Vermelha não é um livro com acontecimentos bombásticos. Ele segue de forma mais linear, há a inserção de novos pontos a serem trabalhados e desvendados no terceiro livro mas nada muito em aberto. Acho que a leitura foi bem consistente e satisfatória e continuo batendo palmas para a autora por ter criado um universo único e original, com personagens cujas personalidades são muito reais e conseguem fugir perfeitamente de clichês.
E que venha "Black Heart".


12 de fevereiro de 2015

Mamãe Walsh: Pequeno Dicionário da Família Walsh - Marian Keyes

Lido em: Novembro de 2014
Título: Mamãe Walsh: Pequeno Dicionário da Família Walsh - Livro Extra
Autora: Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil
Gênero: Chick lit
Ano: 2014
Páginas: 160
Nota
Sinopse: Cheio de humor, cheio de lágrimas, cheio de emoção e de vida. Depois de histórias que envolviam suas cinco filhas Claire, Margaret, Rachel, Anna e Helen , faltava um livro que trouxesse as palavras da matriarca de uma das famílias mais divertidas da literatura. Em Mamãe Walsh - Pequeno Dicionário da Família Walsh, Marian Keyes apresenta mais um exemplo que explica porque ela se tornou a maior escritora de chick-lit do planeta. A obra traz uma compilação de expressões que fazem o leitor compreender ainda melhor essa inusitada família. Em cada uma delas, a chefe do clã narra acontecimentos que ilustram o tema, como H de Homens de verdade, em que ela conta as aventuras com grandes exemplares do sexo masculino; ou C de Cozinha, com histórias sobre o dom culinário dos Walsh. Mamãe Walsh produzirá no leitor lembranças de cada um dos títulos anteriores de Marian, de Melancia a Chá de sumiço, causando identificação instantânea: quem nunca passou por situações loucas na vida? Um livro que convida todos a se divertirem mais uma vez com esses incríveis personagens. São páginas repletas de humor e sagacidade, como somente Marian Keyes é capaz de escrever.

Resenha: Para os fãs da família mais maluca da literatura estrangeira, eis que Marian Keys presenteou suas leitoras com um "pequeno dicionário" que serve como um extra para a série da Família Walsh, mas dessa vez pelos olhos da matriarca da família. Trata-se de uma série de termos conhecidos na família que vão de A a Z seguidos por uma breve explicação do que se trata em que mamãe Walsh descreve situações cômicas e muito hilárias com o famoso bom humor e sacadas engraçadas e bastante rotineiras que a autora usa e abusa em seus livros.

Acredito que pela quantidade de páginas, o livro não segue o mesmo padrão de tamanho dos livros anteriores, talvez por ser um bônus para a série. As páginas são brancas e a diagramação é simples e não encontrei erros na revisão. Mesmo com poucas páginas, mamãe Walsh consegue passar com uma naturalidade super peculiar um pouco mais de quem ela é, de onde veio, como conheceu o marido, como lidou com a adolescência das filhas - afinal, não é nada fácil ter cinco filhas mulheres com personalidades diferentes -, por que em sua casa só se encontra comida congelada e por aí vai. É possível relembrar das situações malucas mencionadas nos demais livros da série envolvendo suas filhas, porém, pelo ponto de vista de mamãe Walsh, e de quebra ainda saber como estão e por onde andam as personagens tão queridas que emocionaram e arrancaram gargalhadas das fãs da série.
O que me fez gostar muito mais desse livro é que, além de rir muito das situações em que a protagonista da vez se mete ou das impressões que tem sobre alguma coisa, Marian Keys retrata com realidade uma família tradicional, mesmo que muito maluca, fazendo com que as personagens estejam tão próximas a ponto de nós, leitoras, conseguirmos nos identificar com alguma delas, com um pensamento que tiveram ou com uma situação das quais se encontraram, mas no caso de mamãe Walsh, fica bem mais evidente de como uma "senhora de idade" ainda pode conservar seu espírito jovem intacto, mantendo o bom humor, a praticidade, a sagacidade e, além de tudo, a esperteza para saber lidar com qualquer tipo de situação que a vida - junto com o marido e suas filhas malucas - lhe impõe.

Para os fãs da série, é um livro de leitura obrigatória. A nostalgia que ele causa é imensa e a vontade de reler os livros anteriores é praticamente inevitável!