30 de novembro de 2014

Caixa de Correio #33 - Novembro

Novembro, mês de correria, mas não tanto quanto espero de dezembro... Só de pensar dá vontade de chorar.
Esse mês chegou livro de parceria, de cortesia, de presente, teve comprinhas na Saraiva, no Sub, na Bienal de Minas (que fui dia 22 mas nem tive como tirar foto nem nada porque levei Vivi e Theo)...

Fiz umas compritchas na Black Friday, obviamente passei raiva com o Submarino (quem nunca?), mas só devo receber tudo que comprei em promoção, e pelo site da Livraria Cultura porque desisti do Sub, depois.
Enquanto espero chegar pra fazer a caixa gorda do mês que vem, espiem o que chegou em Novembro:

27 de novembro de 2014

Coração de Tinta - Cornelia Funke

Lido em: Outubro de 2014
Título: Coração de Tinta - Mundo de Tinta - Livro 1
Autora: Cornelia Funke
Editora: Seguinte
Gênero: Infanto juvenil/Fantasia
Ano: 2006
Páginas: 454
Nota
Sinopse: Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.
É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado "Coração De Tinta". Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de "Coração De Tinta" um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.
Resenha: E se tudo que você já leu se tornasse realidade? Se Rose e Dimitri de repente ganhassem vida? E se Clare e Jace fossem reais? Em Coração de Tinta, primeiro volume da Trilogia Mundo de Tinta escrita por Cornelia Funke, publicado originalmente pela Companhia das Letras e relançado pela Seguinte, tudo isso é possível.
Mo, pai de Meg, tem um dom: dar vida ao que lê. Mas isso pode não ser tão perfeito, afinal, existem vilões nos livros. Mo trouxe Capricórnio, um temido vilão, para o mundo real. O intuito do malvado é achar Língua Encantada, apelido carinhoso dado ao pai de Meg, para fazê-lo ler livros e trazer algumas coisas que deseja para esse mundo.

Quando peguei Coração de Tinta em mãos pensei: "Uau, finalmente vou ler esse livro tão famoso e elogiado". Essa empolgação durou bem pouco. Não sei vocês, mas, às vezes, sinto que o problema não é o livro, e, sim, o momento da leitura. O começo da história me pegou, lia com veracidade e vontade. Logo antes do meio minha ânsia por descobrir o final do enredo se dissipou, e foi acabando pouco a pouco.

 A narrativa de Cornelia é boa, detalhada até demais. A descrição dos personagens é rica e envolvente. Meg, Mo, Dedo Empoeirado e Elinor formaram um quarteto excelente. A personalidade de cada um é bem delineada, formada de peculiaridades. Meg, uma jovem com maturidade além da idade, tinha uma força admirável. Me afeiçoei a esta personagem, de verdade. Ela fez de tudo para ajudar seu pai, sua tia e Dedo Empoeirado, mesmo não tendo tanta possibilidade de êxito. Elinor é rabugenta, mas de uma forma agradável e divertida. Mo é destemido e sempre pronto para dar o que for em troca do bem estar da filha.

O livro contém ilustrações feitas pela própria Cornelia, o que achei muito interessante. Foi uma forma, creio eu, de aproximar o leitor do universo de Meg e Mo. E deu certo. Houve uma aproximação maior com os desenhos de Gavin, um Marta de chifres do Dedo Empoeirado, a aldeia de Capricórnio e tantos outros ambientes.

O livro tem a dose certa de ação e aventura, mas por que será que ele não me agradou tanto? A história começou bem, mas se tornou muito acíclica. Todos os fatos se repetem ao longo da trama, e acabei por me cansar um pouco disso. Imaginem aquele filme que o mocinho está prestes a fazer algo errado, sabe disso e mesmo assim vai pro covil do bandido? É por ai que Coração de Tinta anda. O mesmo discurso do Capricórnio, as situações repetitivas e que não me surpreendiam deixaram o ritmo da leitura bem lento do meio para o fim.

Coração de Tinta, apesar de não ter sido a leitura espetacular que esperei, foi satisfatório. A magia que envolve o livro valeu a pena. Nesse ponto admiro os autores infantojuvenis: sabem criar um mundo mágico maravilhoso. Isso me fez ir adiante e ter a certeza que quero continuar a série.

26 de novembro de 2014

Tag - Meus livros, ninguém sai!


Numa das minhas poucas andanças por blogs visitei um que deixou a tag em aberto (sorry, esqueci o nome) e como foi um negócio que me matou de rir, resolvi trazer pra cá.

Quem criou foi o blog De cara nas letras e a tag consiste em mostrar livros que, de certa forma, tem a ver com as frases do video "Meu óculos. Ninguém sai!"

      

O vídeo, a primeira vista, principalmente com essa "dublagem" tosca e sem emoção, não tem muita graça. A primeira vez que assisti o vídeo do acidente (segundo vídeo a direita, assistam!), foi ao som de um remix com direito a um incansável replay em cima daquele saco de batatas careca de óculos escuro que caiu feito um pedaço de pau depois de um 360º desgovernado da lancha água afora. Madeeeeeeeira! Ploft!
Acho que só quem já tinha visto antes é que acha engraçado e entende melhor a "piada" do video que ganhou tantas zoeiras e adaptações pela internet, essa terra sem lei e sem limites ahahahaha, e como se não fosse o suficiente, mais piadas sobre a própria piada foram criadas, novas piadas usando o remix também foram criadas em forma de video montagens pra tudo quanto é assunto que existe, tudo se tornou viral em poucos dias, e até hoje se fala da pobre "Juliana que está des-mai-ada", dentre outros.

É uma bobagem, eu sei, mas vamos rir, pelo menos do vídeo com o remix ahahahahahahaha!
The zoera never ends.

Bora nos divertir e descontrair um pouco e tô aqui até agora sem acreditar que criaram uma tag usando esse tema ahahahahahahaha. A criatividade realmente não tem limites. Espiem as perguntas da tag e minhas respostas pra elas:

1.  "Ei, coisinha, vá devagar"
Sabe aquele livro que você devorou rapidamente? Qual foi ele?
Já li vários livros em poucas horas, mas os que lembro agora são os seguintes:

2. "Eu vou me segurar aqui"
Qual livro te prendeu?
Muitos também já me prenderam, espiem:

3. "Se eu cair eu quebro a minha cla-vícula"
Qual obra te desestabilizou emocionalmente?
Agora me lembro de dois:

Tem Alguém Aí? e um livro que me fez rir muito, mas também me fez chorar ainda mais, e mesmo tendo passado tanto tempo depois de ter lido, continuo indicando sempre pra todo mundo, e até hoje não resenhei por não saber como expressar minha opinião pra que seja possível passar tudo o que senti sem soltar spoilers. Esse é um livro fácil de ler, mas difícil de falar sobre... Só se entende o começo ao chegar no fim. Complicado, né? Pois então... Um dia vou resenhar, só não sei quando hehehe
E claro, Um Caso Perdido, que também chorei litros.

4. "MEU ÓCULOS, ninguém sai!"
Qual livro você não empresta ou tem muito ciúmes?
Não gosto de emprestar livros, empresto pra gente da família (irmaos, mãe, pai, não parentes em geral), mas fico de olho pra não despirocarem tudo. Porém, tenho alguns que considero tesouros, relíquias, e não empresto pra ninguém, nunca, em hipótese alguma, jamais, never, não:
Trilogia Fronteiras do Universo

5. "Juliana, você viu meu óculos?"
Qual livro você emprestou e nunca mais viu na vida?

O Pau e A Câmara Secreta. Tive que comprar outros pra repor os que se foram e não voltarão nunca mais.

6. "Juliana está DES-MAI-ADA!!!"
Qual livro te deixou com ressaca literária, sem poder ler outros livros?

7. "Shamuchamochamu chama o SAMU!"
Que livro te deixou louco pela continuação?
Pode ser livroSSS?
Quero a continuação de todos!

8."Eu errei, viu?"
Escreva aqui um pouco sobre aquele livro que você achou se seria uma coisa e é outra!

Chá de Sumiço foi um livro que me decepcionou um pouco justamente porque pensei que seria algo MUITO divertido devido a protagonista maluca da silva, mas foi MUITO diferente do que esperei.

25 de novembro de 2014

Polêmica, eu? #8 - Pano de fundo ou plano de fundo?



Faz séculos que não escrevo nada nessa coluna... Ela acabou ficando esquecida, abandonada, jogada as traças... Alguém se lembra da pobre? Eu quase esqueci...
Mas também, faz tempo que não tenho tempo, e como não acho o bicho no supermercado pra comprar, faço o que posso, quando posso, como posso.... enfim...
Acho que o tema que escolhi não é necessariamente tão polêmico, mas apontar erros - principalmente os de português que o povo inventa ou tira do além - incomoda, tanto quem escreve errado, quanto quem sente a facada no peito rasgando o coração ao meio ao ler tamanhos absurdos.
Como sempre, não direciono o post a alguém em particular, mas se você aí se sente tão incomodado quanto eu quando lê esse tipo de expressão usada incorretamente, junte-se ao clube. Mas se você é do outro time, #prestatenção, man. Os leitores, aqueles a quem passamos nossas opiniões, agradecem!

Pano de fundo ou plano de fundo? Qual é o certo? Qual é o errado? Quando e como usar?
Voltemos a linguagem do teatro... Era (e ainda é em muitos casos) colocado um pano no fundo do palco com intuito de complementar o cenário da apresentação. Como consequência, e funcionando como uma extensão para esse tipo de arte, tal elemento passou a designar também o ambiente para fotografias, pinturas, cinema e o que me importa mais dentre todos: o conjunto de eventos/elementos sobre os quais se desenrola uma história/ação/situação.
Então, ao se referir a qualquer cenário e/ou ambiente, seja no meio cinematográfico, seja no meio literário, ou em qualquer meio, o correto é usar a expressão PANO DE FUNDO. Capisce?

Exemplos:
1 - "...E partindo dessa premissa, com a linda Paris como pano de fundo (oh, Paris), Onde deixarei meu coração se desenrola." (trecho da resenha de Onde Deixarei meu Coração, no blog)

2 -  "Tendo como pano de fundo os anos 1960, A vida secreta das abelhas é uma história marcante sobre o poder feminino e o poder do amor." (trecho da sinopse de A Vida Secreta das Abelhas)

3 - "O farol de seu tio é pano de fundo de um mistério terrível, que ameaça a sanidade da moça..." (trecho da sinopse de Dark House)

4 - "Porém, a tragédia que todos conhecem e que dá fim a história do navio é somente o ponto de partida e um excelente pano de fundo para que possamos acompanhar o que o destino reservou para Tess e Lady Duff." (trecho da resenha de A Costureira, no blog)



Dentro do contexto, "plano de fundo" não se encaixa para corresponder ao cenário, visto que iria se tratar de outra coisa que não tem nada a ver... nada... O que seria o tal plano? A foto de uma paisagem linda na área de trabalho do seu computador? Ideias mirabolantes que serão postas em prática um dia? Um estado astral pra onde você foi após sair do seu próprio corpo? Uma dimensão distante pra onde você foi sugado? Heim? Oi? Ma oe?

Na dúvida, vá direito ao ponto e simplifique: substitua plano/pano pela palavra cenário e seja feliz.


23 de novembro de 2014

O Reino das Vozes que Não se Calam - Carolina Munhóz e Sophia Abrahão

Lido em: Novembro de 2014
Título: O Reino das Vozes que Não se Calam - O Reino das Vozes #1
Autoras: Carolina Munhóz e Sophia Abrahão
Editora: Rocco (Selo Fantástica)  
Gênero: Juvenil/Fantasia/Nacional
Ano: 2014
Páginas: 288
Nota
Sinopse: Se você encontrasse um lugar onde todos o aceitassem... Seria capaz de abandoná-lo?
Sophie se esconde de todos e de si mesma: insegura, não consegue enxergar sua beleza e talento, e sente dificuldade em se relacionar com os outros. Seu dia a dia se perde entre os caminhos tortuosos dos que convivem com a depressão e o bullying, e a jovem aos poucos vai se fechando na escuridão de seus pensamentos. Desamparada e sem coragem de lidar com seus problemas, ela acaba descobrindo um lugar mágico: um Reino onde as vozes não se calam e as criaturas encantadas se tornam reais. Um local colorido onde ela finalmente poderá se encontrar. Dividida entre a realidade e a fantasia, Sophie contará com a ajuda preciosa de um rapaz comum e uma guardiã encantada, que lhe mostrarão os segredos da alma e a farão decidir se vale a pena enfrentar seus medos ou viver em um eterno conto de fadas.

Resenha: O Reino das Vozes que Não se Calam foi um dos livros de estreia do selo Fantástica da Editora Rocco, e seu lançamento foi em Agosto/2014. Escrito por Carolina Munhóz em parceria com a atriz Sophia Abrahão, o livro conta a história de Sophie, uma garota de 17 anos tímida, com baixa autoestima, depressiva e que acredita que ser feliz é algo inalcançável. Por ser muito magra, sofre bullying constantemente e nem ao menos tem o apoio de Anna, sua melhor amiga, nem dos seus pais, nem de ninguém.
Numa noite, Anna acaba colocando Sophie numa situação muito delicada e constrangedora numa festa e a humilhação foi tanta que Sophie, que já se isolava, criou barreiras das quais ninguém poderia atravessar. Sophie se tornou ainda mais reclusa, sem ter com quem contar e sem coragem de continuar seguindo em frente. Incompreendida, a garota acaba perdendo as esperanças.
Até que Sophie descobre um Reino através de seus sonhos e acaba sendo transportada para lá, e para sua agradável surpresa, se trata de um lugar onde ela é querida e respeitada do jeito que é, ninguém a ofende, ninguém a humilha e ela, enfim, sente que a felicidade que parecia estar perdida, finalmente foi encontrada. E a escolha entre enfrentar seus medos e problemas ou viver num mundo encantado está diante de si.

Narrada em terceira pessoa de forma direta e até um pouco poética, e com várias referências literárias e musicais, a história se desenrola fazendo uma mistura de fantasia com drama de uma adolescente deslocada e desamparada que encontrou no Reino tudo o que mais desejava pra sua vida.
Ainda que os personagens de forma geral tenham sido apresentados de um jeito superficial, foi possível ter uma visão maior acerca de todos eles, que contribuíram para a construção da história e o próprio desenvolvimento e amadurecimento da protagonista devido ao tipo de narrativa, e um ponto que me agradou bastante é que como tudo vai direto ao ponto, não há enrolação. Sophie não é apresentada como uma mocinha indefesa e inocente apesar de sofrer (e as vezes sendo bem chata com tanta autodepreciação), pois  há outros temas em torno da vida adolescente que são trabalhados fazendo com que a história fique mais próxima da realidade, e ao meu ver, o toque fantástico, o Reino no caso, soou mais como uma metáfora para ilustrar o impulso que Sophie precisava para ter forças e mudar o que estava lhe fazendo tanto mal.
Sophie é o tipo de personagem que tem a vida sofrida, e ela mesma consegue se colocar ainda mais pra baixo, não enxergando suas qualidades tampouco a ajuda dos que se importam em querer vê-la feliz. O tema delicado que é o bullying, por mais que já tenha sido abordado em outras histórias, não trouxe nada de novo ao mostrar uma personagem infeliz que tem a chance de dar a volta por cima, mas foi trabalhado com bastante delicadeza e sensibilidade, mostrando que as pessoas podem ser frágeis e estarem a beira da desistência, mas com coragem e força de vontade é possível sair dessa, principalmente quando elas percebem que não estão sozinhas.

Ainda não decidi se gostei ou não da ideia do mundo encantado, com muitas referências a elementos já conhecidos de clássicos como Alice no País das Maravilhas ou O Mágico de Oz, mas posso afirmar que houve um bom equilíbrio. Em meio a um mundo caótico muitos se sentem infelizes com a situação de vida em que se encontram e só precisam se redescobrir, encontrando a própria voz e seu lugar no mundo, dando um pouco de cor a uma vida completamente cinzenta e sem graça.

Com relação a parte física, só tenho elogios para a capa muito bonita e bem trabalhada, com aplicações em verniz e o título em alto relevo. As páginas são amareladas, e a diagramação é um luxo só, com ornamentos ilustrando cada início de capítulos. A revisão está impecável.

Leitura indicada a todos que queiram ter o prazer de se deparar com uma grande lição de autoconhecimento e até de vida.




22 de novembro de 2014

A Mais Bela de Todas - Sarah Mlynowski

Lido em: Novembro de 2014
Título: A Mais Bela de Todas - Era Outra Vez - Livro 1
Autora: Sarah Mlynowski
Editora: Galera Record
Gênero: Infanto Juvenil
Ano: 2014
Páginas: 176
Nota
Sinopse: Dois irmãos numa mágica viagem pelo mundo dos sete anões.
Após se mudarem de Chicago para Smithville, os irmãos Abby e Jonah sentem que há algo estranho na sua nova vizinhança. Quando o irmão caçula acorda Abby no meio da noite com uma novidade pra lá de esquisita - o espelho do porão está assobiando -, os dois são sugados para o meio da história da Branca de Neve. E pior: precisam consertar as coisas... Sem querer, Abby pode ter influenciado a princesinha a dar um pé no príncipe.
Abby e Jonah terão que criar os mais mirabolantes planos para colocar o destino de Branca nos trilhos ou o mundo dos contos de fadas nunca mais será o mesmo!

Resenha: A Mais Bela de Todas é o primeiro livro da série Era Outra Vez escrito pela autora Sarah Mlynowsky e publicado pelo selo Galera Júnior.

Abby é uma garotinha de 10 anos, muito madura pra idade e que sonha em ser juíza. Quando seus pais se mudam pra Smithville, a menina vê sua vida revirada, tanto pela nova escola onde ela terá que se adaptar com aquele bando de crianças com hábitos dos quais ela não consegue se acostumar, quanto pela nova casa que tem um porão com um espelho pra lá de misterioso. Até que numa noite, Jonah, seu irmão caçula, a acorda no meio da noite dizendo que ouviu o espelho assobiar, e ao investigarem de perto, acabam sendo sugados e levados ao mundo dos contos de fadas, mais especificamente para a história de Branca de Neve. Porém, eles acabam impedindo Branca de Neve de comer a maça envenenada da bruxa, mudando todo o curso da história, afinal, com ela acordada, quem o príncipe iria salvar? Agora precisam dar um jeito nas costas enquanto tentam voltar pra casa. O melhor é que a história é bem dinâmica e rápida, o livro é curtinho, então em poucas horas pode ser lido.

A Mais Bela de Todas é uma história leve com um humor bem peculiar e doce voltada ao público infanto juvenil. Já conhecia a escrita da autora e além de bem fácil e fluída, é bem envolvente e cumpre com o papel de entreter o leitor.
Os personagens são cativantes e bem desenvolvidos dentro do contexto e Abby é muito corajosa e engraçada.
A capa não seguiu a original, mas achei o desenho super fofo e combina muito bem com a protagonista. As páginas são amareladas, os capítulos são curtos e há uma ilustração referente a algum elemento dos contos do início de cada um.
As crianças passam por vários perigos e aventuras para tentarem deixar as coisas nos eixos e por mais infantil que a história seja, não deixa de ser uma ótima releitura em que o nome da série, "Era outra vez" faz total jus ao propósito e com certeza vai agradar a todos que procuram por uma leitura rápida e agradável.


21 de novembro de 2014

"Mascarados" é censurado pelo Metrô de São Paulo

Arte do anúncio censurado pelo Metrô de São Paulo. Crédido da arte: Nathalia Pinheiro
Mascarados – a verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc, livro reportagem lançado neste mês pela Geração Editorial, teve anúncio censurado pelo Metrô de São Paulo, sem motivos plausíveis.

A peça publicitária seria veiculada a partir do dia 28 deste mês nas linhas verde e vermelha. Segundo a funcionária da equipe de vendas, a peça não foi autorizada pois poderia incitar a violência e que o Metrô tem total autonomia para barrar anúncio que eles julgam ir contra o regulamento da companhia. Até o momento a Geração Editorial não foi informada sobre as regras do regulamento e elas não constam no mídia kit.

Mascarados, livro escrito pela cientista social e professora da Universidade Federal de São Paulo Esther Solano e pelos jornalistas Bruno Paes Manso e Willian Novaes, revela quem são, o que pensam e o que queriam os Black Blocs. A obra mostra uma realidade bem mais complexa dos adeptos da tática Black Bloc que, a partir de junho de 2013, invadiram as ruas com suas manifestações violentas e, para alguns, selvagens. “Essa atitude do Metrô é justamente o que eu queria criticar escrevendo o livro, por que julgar, censurar, sem conhecer? Por que sempre cair em preconceitos? Mascarados é a proposta contrária, traz o debate, o conhecimento e a pesquisa e serve para combater essa intolerância que nos faz a cada dia mais ignorantes”, disse a professora Esther Solano, coautora da obra.

Como uma empresa proíbe o anúncio de um livro sem ao menos ler? Isso é censura!  Vale lembrar que Mascarados têm entrevistas com policiais, jovens e inclusive com um coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo que leu a obra e aprovou o conteúdo. O livro em nenhum momento é uma apologia à tática Black Bloc e sim uma grande reportagem mostrando quem são e o que pensam esses jovens. Enfim, é uma vergonha o que aconteceu já que julgaram o livro pela capa. Isso é de uma ignorância sem tamanho.”, avalia o jornalista Willian Novaes, um dos autores do livro.

20 de novembro de 2014

Onde Deixarei Meu Coração - Sarra Manning

Lido em: Novembro de 2014
Título: Onde Deixarei Meu Coração
Autora: Sarra Manning
Editora: Galera Record
Gênero: YA
Ano: 2014
Páginas: 336
Nota
Sinopse: Simples, careta e sem graça. É assim que Bea se vê. Então quando a super descolada Ruby e seu bando de populares passam a se interessar por sua opinião, isso só pode ser uma pegadinha. Certo? Pelo menos é assim que sempre acontece nos filmes... Mas o convite para passarem as férias em Málaga parece pra valer. E com um bônus: Bea pode se afastar da mãe irritante e controladora. No entanto, depois de apenas 48 horas na Espanha, Bea se flagra mudando o itinerário. A menina decide visitar Paris para encontrar o pai que nunca conheceu. Afinal, a cidade luz pode emprestar um pouco de clareza a um período nebuloso de sua vida familiar. No caminho, ela conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa. Enquanto procuram pelo pai dela nos cafés e boulevards de Paris, ela perde a cabeça em vez disso. Será que Bea é a garota de Toph ou a boa menina que sua mãe espera que ela seja? Ou será esse o verão mágico em que Bea finalmente torna-se dona do próprio nariz?

Resenha: Onde deixarei meu coração é um romance Young Adult escrito pela autora Sarra Manning e publicado no Brasil pela Galera Record.

Bea é uma adolescente de 17 anos que, por ser certinha demais e ter a vida completamente regrada dentro de uma rotina pontualíssima, não vê graça em si mesma. Careta, apagada, invisível, sem atrativos, feiosa e completamente desinteressante, é assim que ela se sente.

Quando Ruby e seu bando de bitches mais populares da escola começam a se aproximar de Bea, a garota só poderia ter imaginado que se tratava de uma brincadeira de muito mau gosto. Desconfiada, ela se sentia deslocada em meio àquelas garotas exuberantes e namoradeiras que não tinham nada a ver com seu jeito. Até que um convite para passar as férias na Espanha com as populares é feito a ela e, levando em consideração seus problemas com a mãe superprotetora e o quanto Bea é correta, previsível e entediante, resolve dar uma de rebelde e parte em viagem. Mas ela percebe as reais intenções de Ruby, que de amiga não tinha coisa nenhuma, conhece um grupo de universitários mochileiros, entre eles Toph ♥, e ao invés de voltar para casa, o que era de se esperar, resolve ser um pouco mais rebelde, fugir de estereótipos e dois dias depois de chegar a Espanha, #partiu para Paris procurar seu pai que, a propósito, ela nem ao menos conhece.

E partindo dessa premissa, com a linda Paris como pano de fundo (oh, Paris), Onde deixarei meu coração se desenrola. Com uma capa perfeita e narrado em primeira pessoa, os pensamentos de Bea ganham voz, como se ela estivesse presa por muito tempo e agora, finalmente, está livre. Como um bom romance, o ritmo dos acontecimentos não é frenético nem cheio de intensidade, as coisas acontecem devagar e considerando o tipo de história era algo que eu já esperava. Bea vai levando seu jeito "careta" e quando explode é que tudo fica ainda melhor. Ela lida com os problemas que tem relacionados as amizades, a família e ao romance que começa a brotar de forma tão singela entre ela e Toph que vai arrancar suspiros das mais românticas... Quando Bea resolve enfrentar tudo que está engasgado, começa a amadurecer muito, pois até então ela não passava de uma típica adolescente, com comportamento de adolescente, e muitas vezes bem idiota (quem nunca, né?), e quando começa a descobrir quem é de verdade, pode ser motivo de inspiração pra muitas que se encontram em uma situação parecida e não sabem o que fazer para se sentirem melhores.
Preciso falar que Toph foi um personagem que me conquistou. O cara tem 20 anos e é um amor de pessoa, e mostra que em meio a tantos trastes não se deve perder as esperanças. Além de mostrar que o interesse de Bea por ele é recíproco, Toph é o tipo de cara que está alí pro que der e vier, daqueles com quem se pode contar sempre. Quem nunca sonhou com alguém assim? E quem nunca sonhou com alguém assim em Paris?? Gente! Paris! Pariiiss! Cenário melhor do que esse é impossível.
A história foi bem trabalhava e desenvolvida, os elementos foram bem apresentados, e a situação no geral (mesmo que não seja um tema tão original assim), consegue ser bem crível e próxima da nossa realidade, principalmente ao abordar os conflitos familiares da garota que não são nada fáceis. Acredito que muitas garotas (e até garotos) irão se identificar com os conflitos, anseios e desejos da protagonista.

Uma história leve, envolvente, doce e comovente que mostra que sair da mesmice, agir por impulso no calor do momento, às vezes, pode resultar em algo muito bom do qual podemos aprender alguma coisa que vale para a vida, como nos conhecermos, nos aceitarmos melhor ou simplesmente nos reencontrarmos dentro de nós mesmos...
É claro que recomendo. De olhos fechados.


O que Restou de Mim - Kat Zhang

Lido em: Novembro de 2014
Título: O que Restou de Mim - As Cronicas Híbridas - Livro 1
Autora: Kat Zhang
Editora: Galera Record
Gênero: YA/Sci-Fi/Distopia(?)
Ano: 2014
Páginas: 320
Nota
Sinopse: Addie e Eva são híbridas duas almas no mesmo corpo. Em sua realidade, todos nascem assim mas, ainda na infância, uma das almas torna-se dominante. Mas isso nunca acontecia com as duas. Considerados instáveis e perigosos, os híbridos foram perseguidos e eliminados das Américas. E quando o segredo delas é ameaçado, Eva e Addie descobrirão da pior forma que há muito mais sobre os híbridos do que os noticiários de TV e os livros de história contam.

Resenha: O que Restou de Mim é o primeiro volume d'As Crônicas Híbridas, escrito pela autora Kat Zhang e publicado no Brasil pela Galera Record.
A história se passa numa sociedade onde todos nascem com duas almas. Enquanto crianças, as almas ficam entrelaçadas até se definirem, ou seja, a alma dominante permanecia no corpo para que o indivíduo pudesse ter uma vida normal enquanto a alma recessiva deve partir. Tal evento ocorre ainda na infância, porém, com Addie e Eva as coisas foram diferentes. O tempo passou, mas por mais que Eva fosse declarada como a alma recessiva, ela nunca partiu, fazendo com que o corpo se transformasse numa prisão abrigando as duas almas juntas o que as caracterizou como híbridas.
Híbridos são malvistos pela sociedade, considerados perigosos, instáveis, culpados por separar a Américas do resto do mundo e precisam ser extintos, e por esse motivo, Addie e Eva guardam segredo sobre a condição da qual se encontram, até que elas descobrem que não são as únicas que se escondem ao conhecerem os irmãos Hally (e Lissa) e Devon (e Ryan) e que, ao serem capturados, há muito mais sobre os híbridos do que elas poderiam imaginar...

O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Eva, e por ela ser a alma recessiva, em seus pensamentos/diálogos com Addie, a fonte é diferente para que possa haver distinção entre elas e isso foi um ponto a favor da diagramação.
A capa é deslumbrante, pois ao mesmo tempo que consegue ser simples, ilustra perfeitamente duas pessoas em uma só com a parte de um rosto dentro de uma silhueta. O título ainda tem aplicação em verniz pra ter um destaque mais bonito.
Os personagens foram muito bem construídos e desenvolvidos, todos tem falhas e isso os tornam mais próximos de nós, os tornam mais críveis e, pra mim, a relação fraternal entre Addie e Eva foi o que mais aproveitei, pois são personagens diferentes, que pensam diferente, mas compartilham um único corpo, procurando se esforçarem para que suas necessidades sejam supridas e seus desejos atendidos enquanto precisam enfrentar todo o horror da sociedade que perseguem pessoas como elas e de um laboratório do governo, onde a frieza com que são tratadas é de arrepiar os cabelos, e até mesmo os demais híbridos que são abandonados pelas famílias por serem vistos como verdadeiras aberrações. Chega a ser angustiante.
A história é bem fluída e tem um ritmo bem rápido, sempre está acontecendo alguma coisa, mas fica o mistério no ar em que o leitor fica curioso pela questão dos híbridos e qual o motivo de serem tão "perigosos" assim, pois as pessoas devem denunciá-los caso os identifiquem mas não há explicação do motivo. Sabem que são perigosos, mas não sabem realmente o que fizeram de tão terrível na realidade pra serem considerados assim.
Há algumas reviravoltas na história, alguns pontos não são explicados, o que acaba deixando o leitor no escuro, e algumas coisas se repetem muito tornando alguns pontos cansativos, mas o enredo é brilhante e achei bem original, principalmente se levarmos em conta de que tudo é contado pela alma recessiva, fazendo com que o narrador saia do padrão do qual estamos acostumados.
Eva é o tipo de personagem que mexeu comigo pois por ser a alma recessiva ela não tem voz, não tem ação, está fisicamente incapaz de fazer qualquer coisa a menos que Addie queira, mas ainda assim consegue ser mais forte do que muitas protagonistas cheia de coragem que vemos por aí.
o romance é algo tão sutil e pouco aprofundado que nem formei opinião sobre ele, talvez seja abordado no próximo volume.
No geral, apesar de algumas falhas que o livro apresenta, considerei que a autora soube conduzir a história com bastante habilidade e a busca pela identidade retratada aqui é algo que vale a pena ser lido.


PS.: Só eu senti que a história lembra vagamente o caso mirabolante das gêmeas June e Jennifer Gibbons?

18 de novembro de 2014

Promoção - Livros de Natal


Quem aí já tem a sua listinha de livros de Natal? \o/ É isso mesmo, dezembro está chegando e o Sonhos em Tinta resolveu convidar vários blogs amigos para comemorar essa época tão especial presenteando 10 leitores! Vocês podem participar de todos os sorteios, mas os ganhadores serão premiados uma vez, ok?! Vamos nessa!
Regras gerais:
- É obrigatório ter endereço de entrega no Brasil.
- Cada formulário tem regras obrigatórias diferentes. É necessário que as regras obrigatórias sejam cumpridas, do contrário, o vencedor será desclassificado sem aviso prévio.
- Cada blog ficará responsável pelo envio do prêmio que por ele foi disponibilizado para o sorteio, não tendo qualquer responsabilidade por extravio ou perda por conta dos correios.
- O ganhador terá 72 horas para responder o e-mail enviado, caso contrário um novo sorteio será realizado.
- O sorteio terá início em 18 de novembro e término em 22 de dezembro de 2014.
- Os blogs terão um prazo de 60 dias para o envio do prêmio.
- Se o seu twitter ou Facebook forem bloqueados, não utilize essas entradas, já que não tenho como verificar.

Kit 1

Kit 2

Kit 3

Kit 4

Kit 5

Kit 6

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Kit 8

Kit 9

Kit 10

Qualquer dúvida, envie um e-mail para sonhosemtinta@gmail.com (blog organizador da promoção)

Boa sorte!