30 de junho de 2013

Caixa de Correio #16 - Junho


Oie, pessoas!
Esse mês foi bastante "produtivo". Recebi muita coisa de parceria (algumas atrasadas), aproveitei promoções maravilhósicas, fiz uma mini compra no sebo, uma troca no skoob e fiquei feliz... até perceber que não tenho mais onde guardar esse tantão de livros... OMG.
Espiem!

28 de junho de 2013

Cinder - Marissa Meyer

Lido em: Junho de 2013
Título: Cinder - Crônicas Lunares #1
Autora: Marissa Meyer
Editora: Rocco  
Tradutora: Maria Beatriz Branquinho da Costa
Gênero: Distopia, Juvenil, Ficção
Ano: 2013
Páginas: 448
Nota:
Sinopse: Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

Resenha: Cinder é o primeiro volume da série "Crônicas Lunares", escrita por Marissa Meyer e lançado pelo selo Jovens Leitores da Editora Rocco.
Há 126 anos, toda a catástrofe gerada pela Quarta Guerra Mundial chegou ao fim, dando início a Terceira Era, e desde então, a Comunidade Oriental nasceu, unindo povos, cultura e ideais com propósito de fortalecer os cidadãos, que optaram pela paz em vez da guerra, e Pequim se reergueu como Nova Pequim. Apesar de a guerra ter terminado, um problema que assola e devasta campos e cidades inteiras há muitos anos persiste: a letumose, uma doença letal. E é contra essa doença que o império travou uma batalha que, até então, não foi bem sucedida... E é nesse cenário que conhecemos Lihn Cinder, uma garota de 16 anos que, devido há um grave acidente que sofreu no passado, foi "reparada" de forma que 36,48% de seu corpo passou a ser sintético. Ela se tornou uma ciborgue, com direito a fiação, aço, bioeletricidade, visor óptico, um software conectado em rede que lhe dá acesso a um completo banco de dados, uma perna biônica e um dom para lidar com todos os tipos de peças e mecanismos a tornando a melhor mecânica de toda Nova Pequim. Mas por trás de toda essa habilidade, poucos sabem de sua história, já que vive excluída. Depois de ter sobrevivido ao acidente, que aconteceu aos seus 11 anos, foi adotada. Adria, sua "madrasta" e guardiã, além de nem considerá-la como humana, encontra nesse dom uma fonte de renda fácil, explorando e maltratando Cinder. Pearl e Peony são suas meio-irmãs, que estavam sendo preparadas por Adria para o grande baile imperial. Pearl trata Cinder com muito descaso, o que faz com que a ciborgue só tenha a companhia de Peony e de Iko, a androide ajudante.
Justamente por saber consertar tudo, foi procurada pelo próprio príncipe Kaito, herdeiro do Império, para que ela consertasse sua andróide, Nainsi, que parou de funcionar, e o que deveria ser um simples trabalho de reparo, acaba indo além... Ao sair com Iko e a irmã em busca de peças, Peony acaba sendo contaminada pela letumose e levada para quarentena. Como castigo por ter exposto a irmã, Adria envia Cinder como "voluntária" para que os cientistas façam testes, a usando como cobaia para mais um experimento que tem como objetivo encontrar a cura, e é a partir dos resultados dos exames e das descobertas feitas pelo Dr. Erland que o destino de Cinder mudará para sempre, principalmente quando ela descobre os segredos que acercam o defeito de Nainsi... Conspirações e ameaças de invasão dos Lunares (uma raça misteriosa que vive na lua) são alguns dos problemas que o império começa a enfrentar, e em meio a toda a confusão, o baile imperial está se aproximando...

Dividida em quatro partes, a fim de separar os acontecimentos importantes, e narrada em terceira pessoa, a história mescla elementos de um dos mais famosos contos de fadas que conhecemos, ficção científica, questões políticas e sociais e preconceito para que uma distopia fantástica pudesse nos ser apresentada. E isso tudo ambientado no oriente, então imaginei toda a tecnologia e modernidade manipuladas por personagens de olhos puxadinhos. A história é tão bem escrita, tão envolvente e flui tão bem, que suas quase 450 páginas podem ser lidas de uma vez. Somos poupados de muitos detalhes das características físicas, mas isso não impede de imaginarmos personagens bem construídos, cada qual com sua importância na história.
Cinder se conformou que está a margem da sociedade por estar em uma das classes mais baixas que existem, o que a coloca como uma monstruosidade, uma aberração, mas isso não tira sua força, sua inteligência nem seus propósitos. Um ponto interessante é que devido a cirurgia cibernética, seus dutos lacrimais foram removidos e Cinder não chora e nem fica corada, mas isso não a impede de sentir emoções apesar de sempre demonstrar frieza, e considerei isso como um ponto super original e positivo, pois isso a torna uma personagem que não aflora hormônios melosos para todos os cantos nem demonstra vergonha caso se encontre em alguma situação embaraçosa.
Não era sua culpa ele ter gostado dela.
Não era culpa dela ser ciborgue.
Ela não pediria desculpas. (pág. 387)
Outro ponto muito bacana é a inserção dessa sociedade que vive na Lua, pra ser mais exata em Luna, os chamados lunares, que vivem sob o comando da rainha Levana, inescrupulosa, vingativa, dissimulada e calculista que ainda tem um exército a seu dispor. É um povo mutante e misterioso e alguns deles possuem dons de manipulação sobre os outros e achei isso super adequado, visto que a própria lua é conhecida em muitas histórias e lendas pelo seu poder de "hipnotizar", cheia de misticismo e magia, e devido a isso, são uma incógnita para os terráqueos, que não sabem das suas reais intenções.
Algumas coisas são um pouco previsíveis, já que temos como base um conto de fadas conhecido, mas a criatividade da autora em unir tudo isso faz de Cinder uma agradável e original surpresa a cada capítulo, cheia de ação, mistérios e um toque de romance bem sutil.
Com relação a parte física do livro, a capa é espetacular, a diagramação muito bem feita e a revisão foi ótima. As páginas são amareladas e a fonte, apesar de diferente dos demais livros, tem um tamanho perfeito.

Enfim, como não amar uma versão futurística de Cinderela, com perna e pé biônicos em vez de um sapatinho de cristal, suja de graxa em vez de coberta por andrajos, com uma ajudante androide munida com um chip de inteligência em vez de ratinhos e passarinhos, com um carro velho tirado do meio das sucatas em vez de uma abóbora transformada em carruagem e sua própria força de vontade em vez de uma fada madrinha?
Simplesmente irresistível e imperdível! Esperando a continuação, Scarlet, mais ansiosa do que nunca!

27 de junho de 2013

Abandono - Meg Cabot

Lido em: Junho de 2013
Título: Abandono - Abandono #1
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural/Romance
Ano: 2013
Páginas: 304
Nota:
Sinopse: Sozinha. Desacreditada. Abandonada.
Desde que Pierce Oliviera passou por uma experiência de quase morte, sua vida mudou. Dois anos depois, ela só quer recomeçar numa nova cidade. Afinal, uma menina de 17 anos precisa de alguma normalidade, não? O que ninguém sabe é que Pierce conheceu o misterioso John no mundo dos mortos, e agora o rapaz não a deixa em paz... nem sai de seus pensamentos. Sem saber se John gosta dela ou a odeia, Pierce tenta ao máximo manter a distância - mas isso pode ser mais difícil do que pensava...

Resenha: Pierce Oliviera é uma garota comum de 17 anos e que aos 15 anos teve uma EQM (experiência de quase morte). Ao tentar salvar um passarinho, Pierce caiu na piscina, se enroscou na rede e ficou imobilizada, bateu a cabeça e teve uma hipotermia. Ela só se lembra de ter acordado num lugar estranho, sozinha, perdida, e se deparou com várias pessoas em filas, inclusive ela mesma, aguardando a barca chegar para levá-las aos seus destinos... Foi então que Pierce reconheceu John, um cara que ela viu pela primeira vez aos 7 anos de idade, durante o enterro de seu avô, que tentou animá-la um pouco revivendo um passarinho morto. John pesquisou pelo nome de Pierce em seu tablet enquanto ela estava arrumando confusão na fila e, ao descobrir quem era a garota, a levou para seus aposentos, lhe informando sua nova condição de morta e lhe oferecendo um chá. Pierce perdeu a barca, mas ganhou a oportunidade de fazer companhia para John pela eternidade... Como forma de gratidão, ele a presenteia com um colar misterioso cuja pedra muda de cor para indicar que o perigo está próximo, e que segundo ele a protegeria das Fúrias, espíritos que desejam se vingar de John pois não se conformam com seu destino final depois de terem morrido, e como John é um tipo de gerente do mundo inferior, elas farão de tudo para prejudicá-lo. Desesperada com a ideia de ficar presa no submundo para sempre, Pierce não tem outra reação a não ser querer fugir, e num reflexo, joga o chá quente em John e, como se tivesse sido guiada pelo colar, consegue escapar. Ela, então, acorda num hospital. Os médicos conseguiram ressuscitá-la graças a hipotermia que de certa forma a "conservou". Mas se por um momento ela pensou que que ficaria livre de problemas, se enganou redondamente... Deb, a mãe de Pierce, culpou o marido por ter sido negligente com a filha a ponto de deixá-la se afogar (e não ter demonstrado nenhuma preocupação com isso), se separou dele e resolveu se mudar com a menina para Isla Huesos com intenção de recomeçarem a vida. Escola nova, amigos novos, proximidade com seus parentes... Tudo parecia ir bem, mas John tem a incrível capacidade de aparecer quando Pierce está em apuros... Distância é algo que não parece fazer parte do vocabulário dele, e amor e ódio são palavras que andam juntas quando esses dois se encontram...
Falando sério, a expressão "esquecer e perdoar" não faz sentido para mim. Perdoar faz com que paremos de insistir no assunto, o que nem sempre é saudável (é só ver o exemplo dos meus pais).
Contudo, se esquecemos, não aprendemos com nossos erros, o que pode ser fatal.
(pág. 13)
Para quem pensa já ter ouvido uma história parecida em algum lugar, bingo! Meg Cabot (diva) se inspirou no mito de Perséfone e Hades (da Mitologia Grega), usando elementos e cenários reais (e sombrios) para construir o enredo de "Abandono". Mas por favor, não espere por muitas referências nem maiores aprofundamentos (como acontece com os livros do Riordan), pois você não vai encontrar.
Pierce é uma personagem que constantemente se sente sozinha, deslocada, abandonada. Ela não tem muitos atrativos, não tem a personalidade forte, é chorona e não é muito marcante.
John é o mocinho misterioso, bonitão, sexy e muito sinistro, mas também parece se sentir mais sozinho do que nunca. Em suas poucas aparições, sempre marca presença com suas demonstrações de força e preocupação em proteger e defender Pierce de qualquer perigo que possa correr. É bem difícil decifrá-lo.
Para quem já está acostumado com os livros da autora, pode ficar um pouco surpreso com este. A começar pela narrativa, que é feita em primeira pessoa, mas um tanto confusa no início por mesclar o presente com as lembranças de Pierce, que são inseridas bem no meio de seus pensamentos sem nenhuma diferenciação. Acabei me acostumando, mas estranhei e a leitura demorou um pouco pra engatar e fluir.
Ao prestar atenção nas características dos personagens, não foi muita novidade o galã fazer o estilo motoqueiro bandido, pois há outras histórias da autora que apresentam personagens assim. Cheguei a esperar por uma protagonista ruiva, mas mantendo o estilo da deusa, Pierce é morena, com olhos castanhos e tudo (thanks, Lord).
Os demais personagens são bem curiosos, tanto pelas descrições quanto no comportamento. Cada um tem parte fundamental no desenrolar da história e alguns acabam revelando grandes surpresas que me deixaram de boca aberta, principalmente o sacristão Richard Smith, que acompanha Pierce em suas idas ao cemitério respondendo todas as perguntas que ela tem tornando a história bem mais interessante, e a avó da menina, que parece ter mais segredos do que parece...
Em cada início de capítulo podemos acompanhar alguns trechos de "A Divina Comédia", de Dante Alighieri, no qual o autor descreve sua ida ao Mundo Inferior.
Com relação a parte física do livro, só tenho que parabenizar a editora por um trabalho tão bonito. A capa é linda e a moça deitada na terra descreve bem Pierce. O título em dourado também ficou um luxo só (pena que descasca). As páginas são amareladas e a fonte tem um tamanho ótimo. Só encontrei um erro em todo o livro, mas o resto está impecavelmente bem revisado.
Por ser o primeiro livro da trilogia, este, apesar de ser carregado de surpresas, é introdutório, e não vejo a hora de poder pegar "Inferno", a continuação, pra saber como o final de "Abandono" vai se resolver.
Pra todos aqueles que já se perguntaram o que acontece depois da morte, para os que se interessam por mitologia, e principalmente para os fãs de Meg Cabot, "Abandono" é uma leitura mais do que recomendada.

26 de junho de 2013

Semana Especial Neil Gaiman + Promoção


Neil Richard Gaiman é um autor de romances e quadrinhos inglês. Vive em Minneapolis, Estados Unidos e é casado com Amanda Palmer, da banda Dresden Dolls. Entre suas obras em prosa estão "Deuses Americanos" e "Belas Maldições", a segunda em parceria com Terry Pratchett; e sua criação quadrinística mais conhecida é Sandman, que tem como personagens principais Sandman, a personificação antropomórfica do Sonho, também é conhecido como Morpheus, numa referência à mitologia grega e seus irmãos, Morte, Destino, Delírio, Desejo, Desespero e Destruição.
(Fonte: Wikipédia)

Confira a página da Editora Intrínseca especialmente dedicada ao autor clicando no logo abaixo:



Seu mais novo livro ganhou o nome de O Oceano no Fim do Caminho:
Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.
E para comemorar esse super lançamento, em parceria com a Intrínseca, que tal uma promoção mais do que especial valendo um exemplar do livro?

Pra participar é só seguir as regrinhas abaixo:
- Ter endereço de entrega no Brasil
- Curtir as páginas da Intrínseca e do Livros e Chocolate no Facebook!

E para mais chances, há entradas extras que você pode preencher!
Não se esqueça de ler com atenção os "Termos e Condições" ao fim do formulário.

a Rafflecopter giveaway
Boa sorte!!!

24 de junho de 2013

Agridoce - Simone O. Marques

Lido em: Junho de 2013
Título: Agridoce
Autora: Simone O. Marques
Editora: Modo
Gênero: Fantasia/Sobrenatural/Literatura Nacional
Ano: 2012
Páginas: 342
Nota
Sinopse: Anya é uma garota comum, estudante de gastronomia e que mora em Florianópolis. Certa noite, ao passear pela praia ela sente um aroma que a atrai terrivelmente, um perfume, uma mistura de fragrâncias que mexe com todos os seus sentidos. Na noite seguinte ela e vê perseguida pelo aroma e descobre que ele vem do corpo de um belo banhista que sai do mar. Cedendo ao impulso, ela vai até ele. Surpreendendo-o, ela o lambe e encosta o nariz em sua pele. Atormentada pelo aroma, ela precisa experimentar, então, alcança seu pescoço e o morde numa veia pulsante. Anya então descobre o prazer de degustar o sangue doce, que a fazia pensar em frutas flambadas, temperado com o sal da água... o sabor agridoce que a desperta para uma necessidade vital que fará parte de sua vida à partir de então, a necessidade de sangue...

Resenha: "Agridoce" nos apresenta Anya, uma garota aparentemente comum, exceto pelo fato de sofrer de uma alergia ao sol que a impede de sair durante o dia, e por apreciar como ninguém sabores e aromas, faz faculdade de gastronomia. Ela mora com seu pai superprotetor, Edgar, que inclusive dá aulas na faculdade onde ela estuda. Como Anya tem uma vida mais noturna e é tachada de nerd, seus laços de amizade são bem fracos e não se estendem além da sala de aula o que a torna bem solitária.
Numa noite, enquanto Anya andava pela praia, ela sente um aroma que a enlouqueceu, e no ímpeto de seguir aquele cheiro envolvente, ela se viu mordendo o pescoço de um banhista a fim de poder provar daquele sabor agridoce que a deixou maravilhada, e é a partir desse ponto que a história começa a se desenvolver, pois Anya despertou para aquilo que ela, até então, desconhecia... Anya carrega um vírus que faz dela uma Portadora, uma Vampira, e a necessidade de beber sangue agora é vital pra ela, mesmo que isso a deixe assustada ou inconformada.

Vários pontos me chamaram a atenção em "Agridoce", pois a história apesar de tratar de vampiros, é bem diferente da maioria, pois as pessoas tem funções nesse meio e cada uma está ligada à outra, mesmo sem saberem disso. Elas vivem suas vidas normalmente e de repente começam a procurar incessantemente por alguém até se encontrarem e descobrirem o propósito daquela busca. Portador, Mensageiro, Escravo, Antagonista... São termos que definem as funções de cada um deles. Um Vampiro é um Portador, até que um Mensageiro cruza seu caminho por acaso e desperta sua sede, como aconteceu com o banhista, e revela sua condição até então "adormecida". E quando um Portador é despertado, junto com ele outros dois também são: o Escravo e o Antagonista. O Escravo passa, então, a buscar pelo Portador, a quem ele deve servir enquanto for possível, pois seu sangue tem o sabor e a consistência exatas que esse Portador tanto precisa. Já o Antagonista é um Caçador, e ele parte em busca do Portador com intuito de exterminá-lo. E ninguém sabe de nada a respeito dessa nova função, como ou porquê, só sentem aquela necessidade absurda e incontrolável de busca, e só precisam estar de frente um pra o outro para que o instinto fale por eles, dentre algumas outras coisas mais...

Os personagens são muito bem construídos e cada um tem sua função especial na história, com personalidades e características distintas. Só senti que Anya não teve o destaque como personagem principal que merecia, pois muitas vezes o foco se desviava para outras situações e personagens a ponto de eu me esquecer da existência dela. Ela não me marcou como Ivan, amigo de Edgar, que tem presença e a considera como sua sobrinha, e se tiver que quebrar a cara de alguém para protegê-la, não pensa duas vezes. Não vou me aprofundar nos personagens, pois conhecê-los através da leitura é muito mais bacana e emocionante, pois cada um tem sua própria história de vida, algumas mais sensíveis do que outras.
A narrativa também é super leve e envolvente, que prende e se desenvolve sem que o leitor perceba o tempo passar.
Com relação a parte física do livro, só tenho elogios, pois é todo caprichado: a capa é muito bonita, cada página é enfeitada com ornamentos e as páginas são amareladas.

A busca frenética pelo seu ideal, os dilemas enfrentados pelos personagens, os aromas e sabores que são descritos de forma tão detalhada que chega a despertar sentidos e a fome do leitor (principalmente o chocolate nhaaamm), e o toque de sensualidade clássica de histórias de vampiros, fazem de "Agridoce" uma ótima pedida!

Mais novidades - Galera Record

Métrica - Colleen Hoover
Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor. 






World of Warcraft - A Ruptura: Prelúdio de Cataclismo - Christie Golden
Nova aventura do universo de World of Warcraft.Thrall, Chefe Guerreiro da Horda e sensível xamã, notou uma mudança perturbadora no mundo de Azeroth. Há secas, tempestades, enchentes e terremotos afetando todos e desestabilizando ainda mais a paz entre a Aliança e a Horda. Numa época em que o rei Varian Wrynn de Ventobravo planeja uma ação violenta, e os elfos noturnos estão mais hostis aos orcs, Thrall precisa descobrir o que há de errado com os espíritos elementais porque o preocupante comportamento deles parece ser o primeiro sinistro aviso do Cataclismo por vir.




Poseur: Boazinhas, Glamourosas e Feias - Rachel Maude
As meninas da Winston Prep não são crescidas demais para pegar doces no Halloween, pelo menos não com o acessório indispensável nessa estação: uma bolsa quentíssima chamada Porta-gostosura. Mas qual modelo vai ser o mais doce? Janie, Petra, Melissa e Charlotte insistem: o meu! É hora de escolher a fantasia e preparar o baile de máscaras, porque, neste novo volume de Poseur, o dia das bruxas será um desfile só...








Cidade das Almas Perdidas - Cassandra Clare
Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?
Garanta seu exemplar e leia a carta que Jace escreveu para Clary depois da noite que passaram juntos em Ídris... :-D





Desaparecidos: Esconderijo Perfeito - vol 3 - Meg Cabot
Nessa continuação de Codinome Cassandra, Jess estava de férias quando Amber Mackey desapareceu. Só que agora todo mundo na Ernest Pyle High School culpa a menina pela morte brutal da líder de torcida. No entanto, ela se sente totalmente isenta de qualquer responsabilidade. Afinal, como poderia ter impedido que a garota aparecesse morta se nem mesmo sabia sobre seu desaparecimento? Mas quando outra líder de torcida também some do mapa, Jess tem a chance de se redimir. E, de quebra, de ainda se tornar popular.







Diários do Vampiro - Caçadores - Espectro vol. 1 - L.J. Smith
Um novo ciclo se inicia em Diários do Vampiro. E também em Fell’s Church, que está livre dos kitsune para sempre. Elena e seus amigos salvaram a cidade, mas isso teve um preço: a vida de Damon Salvatore. Elena e Stefan estão finalmente livres para ficar juntos, mas isso não é fácil. Um novo mal fervilha na cidade e agora Elena só tem um irmão Salvatore para protegê-la.

23 de junho de 2013

Rose e a Máscara do Mago - Holly Webb

Lido em: Junho de 2013
Título: Rose e a Máscara do Mago - Livro 3
Autor: Holly Webb
Editora: Prumo
Gênero: Infanto Juvenil/Fantasia
Ano: 2013
Páginas: 192
Nota:
Sinopse: Desde que começou a trabalhar na casa do Sr. Fountain, mago e conselheiro do rei da Inglaterra, a vida de Rose tomou um rumo inesperado. Quem poderia imaginar que uma menina órfã, cujo único sonho era se tornar uma serviçal respeitável, acabaria virando aprendiz de magia? Junto com suas habilidades, no entanto, vieram os perigos que sempre rodeiam quem tem poderes sobrenaturais. Nesta nova aventura, Rose e seus amigos acompanham o grande mago Fountain em uma missão sigilosa para recuperar uma máscara veneziana que foi roubada do palácio real. A busca para encontrar os astutos criminosos levará Rose à cidade misteriosa de Veneza, onde nada é o que parece. Para ela, Veneza, uma cidade toda construída sobre a água, parece algo saído de um conto de fadas, mas se Rose não conseguir impedir que os poderes da terrível máscara sejam revelados, o conto de fadas pode ter um final nada feliz.

Resenha: "Rose e a Máscara do Mago" é o 3º volume da série Rose, lançada pela Editora Prumo. Apesar do livro seguinte partir exatamente de onde o anterior parou, as aventuras de Rose não tem muita ligação o que faz com que os livros sejam bem independentes, então, essa resenha não tem spoilers dos livros anteriores. Os primeiros volumes são Rose e o Feitiço e Rose e a Princesa Perdida.

Neste volume, podemos acompanhar Rose se vendo numa posição que iria além de suas expectativas pois quando ela estava no orfanato, ela só queria arranjar um emprego para se sustentar sozinha, porém ao descobrir que tem o dom da magia, ela se tornou uma aprendiz de feiticeira e já deixou claro que possui bastante habilidade no que faz, e nessa nova aventura, uma máscara, que pertence ao rei da Inglaterra muito valiosa e repleta de poderes mágicos, foi roubada do palácio, e tudo leva Rose a acreditar que isso foi obra de Grossamer, um mago mau e inescrupuloso. Rose, Gus (o gato mágico falante) e Freddie seguem junto com o Sr. Fountain para Veneza, famosa por ser uma cidade flutuante, já que fica sobre a água, para tentarem desvendar esse mistério e resgatarem a máscara antes que os poderes dela sejam usados para outras finalidades que fogem ao seu real propósito.

Acho que para aqueles que já viram minhas resenhas dos livros anteriores, sabem que gosto muito das histórias da Rose, pois ela é uma fofilda, né? São livros voltados para o público infanto juvenil, mas talvez pela narrativa e pela complexidade da história, pessoas mais velhas também devam curtir. Esse não foge à regra, porém, a Rose agora está muito mais madura do que nos outros livros, mais corajosa e muito mais esperta. Talvez devido a tudo que já teve que passar, ela meio que já se acostumou ao perigo. Até a própria narrativa parece ter evoluído se comparada aos outros livros e os acontecimentos e algumas descrições deles são mais sérios, mais assustadores, mais macabros... Pensem numa criança tentando arrancar uma máscara que simplesmente faz parte do rosto de alguém e essa cena sendo descrita em detalhes, em que até a dor fica evidente? Ai que nervo!

Mas enfim... a história é super leve e envolvente, e nos leva numa corrida contra o tempo, com um cenário mágico, digno de conto de fadas, repleta de segredos, indicada a todos que curtem uma história cheia de fantasia, magia e muitos perigos.
Só achei que ela foi desenvolvida e resolvida muito rápido, e o final deixa um gancho bem curioso e empolgante para o próximo livro.

A capa é muito fofa, a diagramação continua simples, com estrelinhas em cada início de capítulo e páginas brancas. A revisão também ficou ótima, só fiquei um pouco incomodada com a falta de espaços entre pontuações, que talvez se perderam ou foram removidos de propósito devido ao alinhamento do texto, não sei.

22 de junho de 2013

Promoção - Kit Férias


As tão esperadas Férias estão chegando e com ela vem muita coisa boa: descanso, passeios, boas leituras, mais tempo para dormir e ficar no computador, mas no finalzinho das férias é quase impossível não sentirmos uma espécie bem sutil de saudade da nossa rotina, coisa que em hipótese alguma gostamos de admitir, mas sentimos.
Pensando em todo esse "tempo livre" nós, dos blogs Cachola Literária, De Livro em Livro, Este Já Li, Leituras da Paty, Livros e Chocolate e Who's Thanny, pensamos em um Kit de Sobrevivência para que vocês pudessem curtir as Férias com muita leitura e diversão, afinal para quem gosta de ler, Ler é como Brincar! Serão 3 Kits Férias e vocês poderão escolher o que mais se identificarem e caso se identifiquem com todos, podem tentar a sorte, não é mesmo?
O nosso objetivo é que vocês possam se divertir ao ganharem livros que desejam ler.
Escolha seu Kit Férias e divirta-se!

*Para participar você só precisa residir ou ter endereço de entrega no Brasil e seguir os passos no formulário autoexplicativo do Rafflecopter.
A primeira entrada é livre, leve e solta, mas os formulários estão cheios de chances extras e vocês podem aproveitar e ir fundo para conquistarem seu Kit Férias, afinal ler nas férias é uma ótima opção sobretudo para quem não vai viajar!!!
Lembrem de ler os Terms and Conditions ao fim dos formulários, ok?

KIT FÉRIAS 1: Private (James Patterson) & Diablo III: A Ordem (Nate Kenyon)
KIT FÉRIAS 2: A Pousada Rose Harbor (Debbie Macomber) & Jardim de Inverno (Kristin Hannah)
KIT FÉRIAS 3: Conselho de Amiga (Siobhan Vivian) & Paperboy (Pete Dexter) 

21 de junho de 2013

Entrevista - Rachel Gibson

Bora dar uma espiada na entrevista exclusiva que a autora dos livros "Loucamente Sua" e "Simplesmente Irresistível", Rachel Gibson, deu para a Geração Editorial?

Quando e por que começou a escrever livros?
Comecei a escrever livros em 1989 quando a minha televisão quebrou. Não tinha muito que fazer, então decidi reescrever E o vento levou para matar o tempo. Depois que reescrevi o livro com um final feliz, deixei-o de lado e comecei a escrever um romance contemporâneo.
 
Você faz muitas pesquisas antes de escrever os seus livros?
Isso depende muito do livro. A série militar que atualmente estou escrevendo (o primeiro livro foi Rescue Me) exige muita pesquisa. Os livros de hockey – como See Jane Score e Any Man Of Mine, também demandou pesquisa, mas não tanta assim. Escrevi uma série baseada em escritores e não tive que fazer pesquisas.

Qual é a coisa mais interessante que encontrou durante a pesquisa dos seus livros? 
A mais interessante, e com certeza a mais memorável, foi quando eu falei com jogadores de hockey gostosões e suados no vestiário deles. Aquele dia eu levantei com o é direito!

Você se considera uma escritora de chick-lit? O que acha do gênero?
Não sou autora de chick-lit. Escrevo romances, mas adoro ler um bom chick-lit.

Qual é a melhor parte no seu trabalho como escritora?
Economia de tempo e de transporte. Saio da cama quando quero. Pego o bule de café e vou até o andar de cima onde está o meu escritório

Como você faz para que os seus livros sejam tão divertidos? Como mantem o frescor das cenas e diálogos engraçados, como é possível ver em Simplesmente Irresistível?
Nunca foi minha intenção sentar e escrever humor. As pessoas são engraçadas. A vida pode ser engraçada. Eu escrevo sobre pessoas e sobre a vida.

Por que machões e mocinhas em perigo são frequentes em seus enredos?
Por que machões? Por que não! Toda mulher tem um segredo, que não é tão secreto assim:  fantasia ser resgatada por um homem másculo que não tem escolha a não ser ficar loucamente apaixonado por ela. Não importa o quanto ele tente, ele não pode lutar contra isso...

Qual foi sua inspiração para criar Simplesmente Irresistível?
O jogador de hockey Mark Messier. Ele parece um homem primitivo com o capacete enfiado na cabeça. Mas, por alguma razão, o acho sexy.

Eu li em algum lugar que Simplesmente Irresistível é o livro que você mais se orgulha. Por quê? 
Simplesmente Irresistível foi o primeiro livro que vendi em 98, e que ainda vende bem 18 anos depois.

Os personagens principais são inspirados em pessoas reais?
Não, mais usei minha mãe como um personagem secundário quando escrevi Daisy's Back In Town.

Quais são suas expectativas em relação aos leitores brasileiros? Por que você acha que seus romances são tão amados por aqui?
Não tenho expectativas em relação aos meus leitores. Só espero que gostem do meu trabalho e  que possam “fugir” comigo por algumas horas. Acho que mulheres em todas as partes do mundo gostam de ler um bom romance.

Está trabalhando em algum livro no momento?
Estou escrevendo um romance ambientado em Nova Orleans, Louisiana. É bem sexy e picante, com direito a homens machões.

 



19 de junho de 2013

A Menina que Fazia Nevar - Grace McCleen

Lido em: Junho de 2013
Título: A Menina que Fazia Nevar
Autora: Grace McCleen
Editora: Paralela
Gênero: Religião/Literatura Estrangeira
Ano: 2013
Páginas: 312
Nota:
Sinopse: Todos os dias se parecem na vida que Judith McPherson leva ao lado do pai. Eles têm uma rotina simples e reclusa, numa casa repleta de lembranças da mãe que ela nunca conheceu, e as únicas pessoas com quem convivem são os fiéis da igreja cristã a que pertencem. Judith não tem amigos na escola, onde é alvo de gozações, e para encontrar consolo se refugia no mundo de sucata que construiu em seu quarto. Lá, cada dia é um dia, e a vida pode ser incrivelmente feliz graças a sua imaginação. Basta acreditar que a Terra Gloriosa, como ela chama sua maquete, é realmente o paraíso prometido onde um dia vai viver ao lado da mãe. Aos dez anos, Judith vê o mundo com os olhos da fé, e onde os outros veem mero lixo, ela identifica sinais divinos e uma possibilidade de criar. Assim, constrói bonecos de pano e inventa para eles histórias felizes na Terra Gloriosa. O que nem Judith poderia imaginar é que talvez seu brinquedo seja mais do que uma simples maquete. Pelo menos é o que parece quando ela cobre a Terra Gloriosa de espuma de barbear e a cidade aparece coberta de neve na manhã seguinte. Um pequeno milagre, é assim que ela interpreta esse e outros sinais parecidos. Tão pequeno que muitas pessoas poderiam pensar que não passa de coincidência, mas Judith sabe que milagres nem sempre são grandes, e que reconhecê-los é um dom de poucas pessoas. Longe de ser benéfico, no entanto, esse poder traz consigo uma grande responsabilidade. Afinal, seria certo usar a Terra Gloriosa para se vingar de Neil Lewis, o colega que a maltrata todos os dias na escola? 

Resenha: "A Menina que Fazia Nevar" conta a história de Judith, uma garotinha de 10 anos que vive com o pai, é órfã de mãe e vive muito sozinha já que não tem amigos. Ela possui uma maquete, que chama de "Terra Gloriosa", onde construiu a cidade onde mora e os habitantes, projetando um tipo de paraíso, tudo feito de sucata e itens descartáveis, como forma de passar o tempo. Até que um dia Judith cobre a maquete com espuma branca, e para sua surpresa, a cidade amanhece coberta de neve. Judith associa o ocorrido a um milagre, acredita ter poderes "divinos" mas não imagina a responsabilidade que teria sobre suas ações.
O livro tem uma capa linda, foi muito bem escrito, teve uma revisão impecável e tem o tipo de narrativa que flui de forma fácil, que descreve todos os detalhes, emoções e características muito bem apesar de ser repetitivo em algumas descrições ou denominações. Não sou religiosa, mas às vezes gosto de ler livros que trazem histórias do gênero, que fazem refletir e pensar (ou reforçar a crença) que existe algo maior do que a gente, mas esse livro não me tocou e muitas vezes me fez perder a paciência. Ele expõe uma história com detalhes delicados, tristes e até mesmo trágicos, que nos leva a pensar que se passamos por algo ruim a ponto de deixarmos de ter fé, é porque deve existir um motivo maior, mesmo que inexplicável, como forma de aprendizado ou castigo, pois Deus sabe o que faz com o destino de cada um, ou coisa do tipo. Porém, a forma de expor a fé aqui me agradou muito pouco, quase nada, principalmente quando levei a sinopse em consideração para optar por essa leitura, pois ela passa uma ideia totalmente diferente do que encontrei na história ao lê-la. Fico incomodada quando alguém tenta forçar a religião de forma exagerada, e o pai de Judith é exatamente daquele tipo que sai batendo na porta dos outros pra pregar a palavra e enfiar Deus goela abaixo do povo de forma incômoda e inconveniente. Testemunha de Jeová level 9999.
Mas enfim... por mais que a história aborde o milagre da "Terra Gloriosa" e a questão da fé absoluta, que move montanhas, há muitas outras coisas que ficam explícitas mas contadas de forma sutil, talvez para mascarar a gravidade do assunto, e que podem incomodar, e muito, aqueles que acham que há coisas desnecessárias, dispensáveis e exageradas na religião e/ou em alguns religiosos fanáticos.
Judith sofre bullying constantemente na escola nas mãos do intragável Neil Lewis (ele me lembrou o Nelson Muntz, personagem de Os Simpsons), pois como só fala de religião, não tem amigos e é considerada a esquisita da turma. Ela ainda é tratada com descaso pelo próprio pai, que concentrou a frustração e todas as energias que lhe restaram de forma fervorosa  na religião, por ter perdido a esposa, que teve complicações no parto, e ter ficado incumbido de cuidar da filha sozinho. E talvez a vida dela poderia ter sido salva, mas a religião proíbe transfusão de sangue. Oi? Judith cresceu acreditando que o pai não a ama pois a culpa pela mãe ter morrido é dela, e em vez do cara tratá-la com amor e carinho, é distante e faz com que o ambiente familiar fique extremamente tenso. A menina se encontra constantemente sozinha e deprimida, vive pra rezar, espera pelo Apocalipse a qualquer momento e passa a ter um amigo imaginário, que apesar de ser fruto de sua imaginação, é o próprio Deus que a leva a acreditar que todas as tragédias que acontecem na cidade é culpa dela e do poder que ela tem sobre sua maquete, e que ela ainda deve responder pelas escolhas que faz, como se fosse uma criminosa.
Fico pensando que tipo de gente tem coragem de abusar psicologicamente de uma criança inocente e indefesa a ponto de fazê-la sofrer tanto e ficar tão confusa quanto Judith fica aqui, sem saber a quem recorrer e o que fazer. É muito sofrimento, muita injustiça pra uma história só, com um tipo de fé abordada de forma que, pra mim, foi completamente inadequada. E fora que não faço ideia de qual foi a intenção da autora, se ela realmente acredita numa fé desse jeito ou não.
A única personagem que realmente me agradou foi a professora substituta da escola (e que esqueci o nome), pois ela tem senso e sabe discernir o certo do errado, procurando ser sempre justa e correta. E fora que ela é a única que vê que Judith tem problemas sérios, mas sempre é afastada pela menina.
Vou confessar que tive um pouco de dificuldade pra elaborar essa resenha, pois nem sempre é fácil falar do tema sem que alguém leve as coisas pra outro lado e não se sinta ofendido, mas nem sempre somos obrigados a concordar ou a acreditar naquilo que o outro acredita, e dependendo do nível de exagero, fica difícil até ter algum respeito por certas atitudes absurdas que são tomadas em nome de Deus.
No geral, é um livro que faz pensar, tanto pela questão da fé, dos milagres, da questão social, das injustiças do mundo e dos malefícios de tudo que é feito em excesso. Foi um livro que pra mim não funcionou muito bem, mas talvez pessoas com outro tipo de visão sobre o assunto vejam outro tipo de mensagem na história, ou aproveitem e absorvam melhor.

18 de junho de 2013

Entre o Amor e a Paixão - Lesley Pearse

Lido em: Junho de 2013
Título: Entre o Amor e a Paixão - Belle - Livro 2
Autora: Lesley Pearse
Editora: Novo Conceito
Gênero: Drama/Romance
Ano: 2013
Páginas: 512
Nota:
Sinopse: "Uma mulher dividida entre o compromisso e o calor de um relacionamento passado." No início da Primeira Guerra, Jimmy, o marido de Belle Reilly, é levado para as trincheiras mortais do norte da França e Belle percebe que não pode ficar de braços cruzados quando tantos estão sacrificando suas vidas. Armada de coragem e boa vontade, ela se torna voluntária como motorista da Cruz Vermelha, também na França.Então, enquanto cumpre seu dever humanitário, um trágico acidente lhe coloca frente a frente com Etienne — o homem que fez parte de seu passado e a quem nunca esqueceu completamente.Dividida entre a paixão proibida por Etienne e a lealdade e o amor por Jimmy, Belle encontra-se em uma situação impossível. A confusão de seus sentimentos, misturada à escuridão da mais brutal das guerras, a levará a sucumbir para sempre, ou a força da vida será maior e a conduzirá, finalmente, à verdadeira felicidade?
Resenha: Londres, meados de 1914. Belle finalmente se sente em paz, feliz em seu casamento com Jimmy, dona de sua loja de chapéus em Blackheath, e esperando seu primeiro filho. Tudo parceria perfeito, já que após tanto sofrimento ela merecia ser feliz. Só que a Primeira Guerra Mundial trouxe consequências gravíssimas para sua família. Belle insistira para que Jimmy não se alistasse, mas ele, como homem, viu que aquilo era seu dever com o país. Entre o amor e a paixão dá continuidade a tortuosa jornada de Belle e a vários problemas que se abateram sobre a população da Inglaterra durante a guerra. O ressurgimento de um antigo amor coloca a protagonista no meio de um embate em seu coração e a dúvida de quem deve ser o escolhido.

A grande dúvida que pairava em minha mente era: Belle precisava ter continuação? Tudo foi tão bem enlaçado no livro anterior, que continuar a mesma história foi um passo arriscado para Lesley. E mesmo assim eu mergulhei de cabeça na nova etapa da vida de todos os personagens. No final, pude constatar que Entre o amor e a paixão é um livro totalmente desnecessário e que só tirou o brilho do seu antecessor.

Um dos primeiros agravantes da história é a quantidade de páginas. 512. Se você me perguntar: "Mas não foi necessário?" Sim, em partes. A Lesley tem o dom de fazer narrativas perfeitas, mesmo em uma quantidade de páginas assim. O problema é que a história toda é carregada de desgraças, sofrimento e muita tristeza. Não precisava disso. A visão que eu tive com o final de Belle foi a melhor possível, até o favoritei. Ler essa sequência me deixou triste e decepcionado.

A personalidade de Belle Cooper continua impecável, e não é à toa que a autora disse não querer se despedir dela e por isso escreveu uma história sequente. Ela continua destemida, forte e inteligente. Creio que isso me fez gostar um pouco do livro, já que aprecio muito personagens principais tão fortes. A narrativa em terceira pessoa deu uma visão ampla do que ocorreu na guerra. Palmas para Lesley. É muito bom ver o cuidado que ela tem na composição de cada página, e a pesquisa feita em diversas fontes. Jimmy ganhou mais profundidade, já que ele se alistou no exército para lutar pelo seu país. O garoto, que se tornou um homem, continua fofo, atencioso e tudo aquilo que conhecemos anteriormente. Porém, a autora conseguiu distorcer um pouco a personalidade dele, o que me deixou frustrado. Sem contar as provações terríveis pelas quais ele passa.

Infelizmente, Lesley acabou a imagem brilhante que tinha deixado em Belle. A personagem sofreu tanto no último livro e mostrou que conseguiu superar, não havia motivos para repetir a dose. Alguns leitores me disseram: Mas e a guerra? E tudo que aconteceu depois? Isso não interessa. Se tem algo que eu faço ao terminar a leitura, é pensar por mim mesmo o que vem depois. Por isso, imaginei Belle feliz com sua loja de chapéus, casada com Jimmy e morando com Mog e Garth. Creio também que se houvesse a substituição dos personagens e alguns trechos, teríamos outro livro, outra trama para ser desenvolvida, e assim seria muito melhor. Não estranhem a classificação do livro como "Muito bom". É impossível negar que Pearse sabe como desenvolver tudo, desde narrativa até o encerramento da trama. Mas o fato é que Entre o amor e a paixão fez a imagem magnífica que Belle teve se dissolver pelo ralo.